terça-feira, 19 de março de 2019

Considerar humanos e não humanos como sujeitos de direitos

Em linhas gerais, o veganismo consiste num projeto epistemológico, político e individual que tem como objetivo principal a reivindicação de que a vida de humanos e animais seja igualmente protegida e considerada como inviolável. Ou seja, reivindica-se que assim como os humanos os animais também sejam sujeitos de direitos (Ana Paula Perrota).


Veganismo. Por uma outra relação com a vida no e do planeta - Revista IHU On-Line 532 - 18 Março 2019

Veganismo. Por uma outra relação com a vida no e do planeta - Revista IHU On-Line 532 - 18 Março 2019

O ex-Beatle Paul McCartney cunhou uma frase que se tornou célebre ao afirmar que, se os matadouros tivessem vidros em vez de paredes, as pessoas não comeriam carne. Muitos adeptos do veganismo acolhem essa como uma afirmação para indicar a violência que envolve os abates. Entretanto, ser vegano é mais do que não comer carne em razão da forma como os animais são mortos, é uma recusa a todo o sofrimento a que os animais são sujeitados não somente para a produção de comida, mas para qualquer bem de consumo. É também não humanizar os bichos, respeitando-os como parte de um projeto comum.

A revista IHU On-Line debate o tema nesta edição com especialistas de diversas áreas do conhecimento.

Leia Mais:
Cada dia mais pessoas acreditam que os animais importam tanto como seres humanos

A ortopraxia supera a ortodoxia: Francisco, seis anos depois

O foco de Francisco na mensagem simples do Evangelho é bastante ameaçador para aqueles católicos que confundem teologia com fé. A teologia é o modo como explicamos a fé para nós e para os outros... Francisco está preocupado sobretudo com o modo como vivemos a fé, mais do que como a explicamos. A ortopraxia supera a ortodoxia.


Francisco, seis anos depois: que há de bom, de mau e de misericordioso. Artigo de Thomas Reese - IHU On-Line - 14 Março 2019

Há seis anos, no dia 13 de março, o Colégio dos Cardeais surpreendeu o mundo com a eleição do jesuíta argentino Jorge Bergoglio como papa. Assumindo o nome de Francisco, ele conquistou a admiração e o respeito de católicos e não católicos com sua simplicidade e preocupação com os pobres e marginalizados. A cada ano que passa, porém, as críticas ao papa se tornam mais expressivas, especialmente por parte da direita católica, que pensa que ele está rompendo com o ensino tradicional da Igreja, e da direita política, que não gosta das suas opiniões sobre o aquecimento global, a imigração e a justiça social. Francisco também tem sido incapaz de satisfazer aqueles que dizem que a resposta da hierarquia católica aos abusos sexuais do clero foi inadequada. Eu sou um grande fã de Francisco, em parte porque eu acho que qualquer avaliação dos seus primeiros seis anos como papa mostra que suas conquistas superam as suas falhas.

O comentário é do jesuíta estadunidense Thomas J. Reese, ex-editor-chefe da revista America, dos jesuítas dos Estados Unidos, de 1998 a 2005.


The good, the bad and the merciful: Pope Francis after six years - By  Thomas J. Reese - Religion News Service - March 12, 2019

Six years ago, on March 13, the College of Cardinals surprised the world with the election of the Argentine Jesuit Jorge Bergoglio as pope. Taking the name Francis, he won the admiration and respect of Catholics and non-Catholics alike with his simplicity and concern for the poor and marginalized. With each passing year, however, criticism of the pope has become more vocal, especially from the Catholic right, who think he is breaking with traditional church teaching, and the political right, who don’t like his views on global warming, immigration and social justice. Francis has also been unable to satisfy those who say the Catholic hierarchy’s response to the clergy sex abuse crisis has been inadequate. I am a big fan of Pope Francis, in part because I think that any evaluation of his first six years as pope shows that his accomplishments outweigh his failings.

Leia Mais:
Francisco no Observatório Bíblico

segunda-feira, 11 de março de 2019

Livro de Israel Finkelstein sobre Esdras, Neemias e Crônicas

FINKELSTEIN, I. Hasmonean Realities behind Ezra, Nehemiah, and Chronicles: Archaeological and Historical Perspectives. Atlanta: SBL Press, 2018, 222 p. - ISBN 9780884143079.
FINKELSTEIN, I. Hasmonean Realities behind Ezra, Nehemiah, and Chronicles: Archaeological and Historical Perspectives. Atlanta: SBL Press, 2018.
 
In this collection of essays, Israel Finkelstein deals with key topics in Ezra, Nehemiah, and 1 and 2 Chronicles, such as the list of returnees, the construction of the city wall of Jerusalem, the adversaries of Nehemiah, the tribal genealogies, and the territorial expansion of Judah in 2 Chronicles. Finkelstein argues that the geographical and historical realities cached behind at least parts of these books fit the Hasmonean period in the late second century BCE. Seven previously published essays are supplemented by maps, updates to the archaeological material, and references to recent publications on the topics.

Entre 2008 e 2015 Israel Finkelstein publicou 7 artigos nos quais abordou textos dos livros de Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas. Estes textos falam da lista dos que voltaram do exílio babilônico, da construção das muralhas de Jerusalém, dos adversários de Neemias, das genealogias tribais e da expansão territorial de Judá. Finkelstein argumenta que a realidade geográfica e histórica que aparece em pelo menos parte desses livros aponta para a época dos Macabeus, no final do século II a.C. Reunidos neste livros, os sete ensaios são complementados por mapas, material arqueológico atualizado e referências a publicações recentes sobre os tópicos tratados.


Introduction
Over the last decade, I published seven articles concerning texts in the books of Ezra, Nehemiah, and Chronicles. They deal with the construction of Jerusalem’s city wall, described in Neh 3; the lists of returnees in Ezra 2:1–67 and Neh 7:6–68; the adversaries of Nehemiah; the genealogies in 1 Chr 2–9; the towns fortified by Rehoboam according to 2 Chr 11:5–12; and the unparallel accounts in 2 Chronicles that relate the expansion of Judah. An additional article gives an overview of the territorial extent of Yehud/Judea in the Persian and Hellenistic periods.


1. Jerusalem in the Persian (and Early Hellenistic) Period and the Wall of Nehemiah
Knowledge of the archaeology of Jerusalem in the Persian (and early Hellenistic) period—the size of the settlement and whether it was fortified—is crucial to understanding the history of the province of Yehud, the reality behind the book of Nehemiah, and the process of compilation and redaction of certain biblical texts. It is therefore essential to look at the finds free of preconceptions (which may stem from the account in the book of Nehemiah) and only then attempt to merge archaeology and text.


2. Archaeology and the List of Returnees in the Books of Ezra and Nehemiah
In the first chapter I questioned Neh 3’s description of the construction of the Jerusalem wall in the light of the archaeology of Jerusalem in the Persian period. The finds indicate that the settlement was small and poor. It covered an area of circa 2–2.5 hectares and was inhabited by four hundred–five hundred people. The archaeology of Jerusalem shows no evidence for construction of a wall in the Persian period or renovation of the ruined Iron II city wall. I concluded with three alternatives for understanding the discrepancy between the biblical text and the archaeological finds...


3. The Territorial Extent and Demography of Yehud/Judea in the Persian and Early Hellenistic Periods
The territorial extent of Persian-period Yehud and Hellenistic Judea and estimates of their population are major issues in current research, with far-reaching implications for dating the composition of several biblical works. Recent research on the Yehud seal impressions and my own work on geographical lists in the books of Ezra and Nehemiah raise new questions and call for a fresh treatment of both issues.


4. Nehemiah’s Adversaries
In chapters 1 and 2, I proposed to identify the geographical, archaeological, and historical realities behind the list of builders of the wall in Neh 3:1–32 and the list of returnees in Neh 7:6–68 (and Ezra 2:1–67) in Hasmonean times. Placing the Neh 3 list in the Hellenistic period should not affect the dating of the Nehemiah Memoir—the backbone of the book. Construction of the wall is a major theme in the Nehemiah Memoir. The reality behind it may be sought in work conducted on the original mound of Jerusalem, which was located on the Temple...


5. The Historical Reality behind the Genealogical Lists in 1 Chronicles
The genealogical lists of “the sons of Israel” in 1 Chr 2–9 have been the focus of intensive research from the beginning of modern biblical scholarship. Among other topics, research has centered on the origin of the lists, their purpose, their relationship to other parts of the books of Chronicles and their date. Most scholars agree that the genealogical lists form an independent block, a kind of introduction to history; opinions differ, however, on whether the lists belong to the work of the Chronicler or if they were added after the main substance of the book had already been...


6. Rehoboam’s Fortified Cities (2 Chr 11:5–12)
A list of cities ostensibly fortified by Rehoboam appears in 2 Chr 11:5–12, with no parallel in the book of Kings. Many scholars have dealt with this short account, in efforts to establish its date, geographical setting, and place in the Chronicler’s description of the reign of Rehoboam. Regarding chronology, researchers have suggested dating the list to the time of Rehoboam, as related in the text, or to a later date in the history of Judah: the days of Hezekiah or Josiah. Regarding the geographical background, scholars have attempted to understand the function of the towns mentioned in the...


7. The Expansion of Judah in 2 Chronicles
The land of Israel and territorial gains and losses are major themes in Chronicles. The period of David and Solomon is conceived as the ideal rule of Jerusalem over the entire area inhabited by the Hebrews. After the “division” of the monarchy, 2 Chronicles pays much attention to the gradual territorial growth of Judah, aimed at restoring Jerusalem’s rule over the entire land of Israel. This expansion—undertaken during the reign of a few monarchs—is described in several sections that do not appear in the books of Kings. Scholars have been divided on the historical reliability of these “unparallel”...


Conclusions
The geographical setting portrayed by the texts discussed in this book and the archaeology of the sites mentioned in them reflect realities in the second half of the second century BCE—in Hasmonean times. The literary genre of these materials and the ideology behind them also fit Hasmonean literature. The main conclusions of the seven chapters are as follows. Nehemiah’s Wall: There are no Persian or early Hellenistic fortifications in Jerusalem to fit the Neh 3 description of a city wall with numerous gates and towers surrounding a large city. Furthermore, the depleted population of Yehud could not have supported...

Israel Finkelstein

The original articles included in this book are listed below in the order in which they appear here:

“Jerusalem in the Persian (and Early Hellenistic) Period and the Wall of Nehemiah.” JSOT 32 (2008): 501–20.

“Archaeology of the List of Returnees in the Books of Ezra and Nehemiah.” PEQ 140 (2008): 7–16.

“The Territorial Extent and Demography of Yehud/Judea in thePersian and Early Hellenistic Periods.” RB 117 (2010): 39–54.

“Nehemiah’s Adversaries: A Hasmonaean Reality?” Transeu 47(2015): 47–55.

“The Historical Reality behind the Genealogical Lists in 1 Chronicles.” JBL 131 (2012): 65–83.

“Rehoboam’s Fortified Cities (II Chr 11, 5–12): A Hasmonean Reality?” ZAW 123 (2011): 92–107.

“The Expansion of Judah in II Chronicles: Territorial Legitimation for the Hasmoneans?” ZAW 127 (2015): 669–95.


Israel Finkelstein trata do mesmo assunto em um seminário, em setembro de 2018, na Faculdade Teológica de Zurique, Suíça. Disponível em vídeo, com legendas em inglês:

Hasmonean Realities behind Ezra, Nehemiah and Chronicles? The Archeological Perspective - Seminar von Prof. Dr. Israel Finkelstein an der Theologischen Fakultät Zürich. 13. September 2018.

Leia Mais:
Israel Finkelstein na Ayrton's Biblical Page e no Observatório Bíblico

segunda-feira, 4 de março de 2019

Seminário do PIB para professores de Bíblia 2019 em vídeo

Sobre o seminário, leia aqui.

Para os interessados na obra lucana - Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos, uma dica: as palestras principais estão disponíveis em vídeo.

Na página do seminário estão os links para os vídeos no YouTube.

Há também uma galeria de fotos do seminário.

Seminário do PIB para professores de Bíblia: aula do Prof. Massimo Grilli - 21.01.2019

sexta-feira, 1 de março de 2019

Biblical Studies Carnival 156

Seleção de postagens dos biblioblogs em fevereiro de 2019.

Biblical Studies Carnival 156 (February 2019)

Trabalho feito por Bob MacDonald em seu blog Dust.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Desmascarando a ideologia neoliberal na interpretação bíblica

O capítulo 6 do livro Luta de classes no Novo Testamento foi publicado pela revista online The Bible and Interpretation.

Fishing for Entrepreneurs in the Sea of Galilee? Unmasking Neoliberal Ideology in Biblical Interpretation - By Robert J. Myles, Murdoch University, Perth, Australia

MYLES, R. J. (ed.) Class Struggle in the New Testament. Lanham, MD: Lexington Books/Fortress Academic, 2019.

Rather than emphasize the fishermen’s moral decision to follow Jesus and its associated economic cost, I implore we instead read these narratives as embedded within a broader context of widespread social upheaval and as gesturing towards unrest among the lower classes.

Em vez de enfatizar a decisão moral dos pescadores de seguir Jesus e seu custo econômico associado, sugiro que leiamos essas narrativas inseridas em um contexto mais amplo de agitação social generalizada e como gestos de insatisfação existente entre as classes mais baixas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Sobre a arqueologia da Palestina

Biblical Archaeology: The Study of Biblical Sites & Artifacts

By Owen Jarus, Live Science Contributor | February 22, 2019

While the definition of biblical archaeology varies from scholar to scholar, it generally includes some combination of archaeology and biblical studies (...) "Specifically, it is archaeology that sheds light on the stories, descriptions, and discussions in the Hebrew Bible and the New Testament from the early second millennium [B.C.], the time of Abraham and the Patriarchs, through the Roman period in the early first millennium [A.D.]," Cline wrote in his book "Biblical Archaeology: A Very Short Introduction" (Oxford University Press, 2009). Some scholars extend the geographical area that biblical archaeology covers to include Egypt, Mesopotamia and Sudan (...)  Some archaeologists prefer not to use the phrase "biblical archaeology" out of concern that it sounds unscientific (continua).

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Alexandre Magno foi morto pela síndrome de Guillain-Barré?

Até hoje há muitas dúvidas sobre a causa da morte de Alexandre Magno. Malária? Assassinato? Agora surge mais uma hipótese: a síndrome de Guillain-Barré.

Alexandre Magno (356-323 a.C.)

Why Alexander the Great May Have Been Declared Dead Prematurely (It's Pretty Gruesome)

By Owen Jarus - Live Science - February 4, 2019

Alexander the Great may have been killed by Guillain-Barré syndrome, a rare neurological condition in which a person's own immune system attacks them, says one medical researchers.

The condition may have led to a mistaken declaration of the king's death and may explain the mysterious phenomenon in which his body didn't decay for seven days after his "death."

Alexander the Great was king of Macedonia between 336 and 323 B.C. During that time, he conquered an empire that stretched from the Balkans to modern-day Pakistan. In June 323, he was living in Babylon when, after a brief illness that caused fever and paralysis, he died at age 32. His senior generals then fought each other to see who would succeed him. [Top 10 Reasons Alexander the Great Was, Well ... Great!]

According to accounts left by ancient historians, after a night of drinking, the king experienced a fever and gradually became less and less able to move until he could no longer speak. One account, told by Quintus Curtius Rufus, who lived during the first century A.D., claims that Alexander the Great's body didn't decay for more than seven days after he was declared dead, and the embalmers were hesitant to work on his body.

Ancient historians reported that many people believed that Alexander the Great was poisoned, possibly by someone working for Antipater, a senior official of Alexander's who was supposedly quarreling with the king. In 2014, a research team found that the medicinal plant white hellebore (Veratrum album) could have been used to poison Alexander.

Based on the symptoms recorded by ancient historians, Katherine Hall, a senior lecturer in the Department of General Practice and Rural Health at the University of Otago in New Zealand, believes that it's possible that Alexander actually died of Guillain-Barré syndrome. The condition, Hall said, may have left Alexander in a deep coma that may have led doctors to declare, mistakenly, that he was dead, something that would explain why his corpse supposedly didn't decompose quickly, noted Hall in her paper published recently in the journal Ancient History Bulletin (continua).


Sobre Alexandre Magno, clique aqui. Sobre a síndrome de Guillain-Barré, clique aqui.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Lexicity: recursos para o estudo de idiomas antigos

Lexicity

Lexicity


A site dedicated to providing online study resources for ancient languages.

Um site que lista recursos disponíveis online para o estudo de idiomas antigos.

Leia Mais:
Recursos para aprender hebraico

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Tendências atuais no estudo de Gênesis 12–25

SONEK, K. The Abraham Narratives in Genesis 12–25. Currents in Biblical Research, Volume 17, Issue 2, February 2019, p. 158-183.

Este artigo tenta traçar o desenvolvimento da exegese de Gênesis 12–25 em trabalhos acadêmicos publicados desde o ano 2000. Gênesis 12-25 traz as narrativas sobre Abraão e sua família.

Cinco tipos de estudos são apresentados e brevemente avaliados:
1. Comentários sobre as perícopes bíblicas em questão
2. Obras que discutem a formação histórica das narrativas de Abraão
3. Estudos sincrônicos e teológicos
4. Estudos de recepção do texto
5. Outros estudos detalhados de Gênesis 12–25.

O artigo apresenta uma ampla gama de abordagens metodológicas e visa delinear as tendências atuais no estudo de Gênesis 12–25

Currents in Biblical Research, Volume 17, Issue 2, February 2019

Genesis 12–25, which relates the call, journeys, and life of Abraham and his family, continues to inspire and puzzle readers. Some of its stories have long been a source of controversy. Some have given rise to a variety of academic questions. Modern readers wrangle over the meaning of these ancient narratives. They investigate their historical formation, literal sense, and subsequent interpretation (...) Abraham is a figure of national, historical, and theological importance. His story has given rise to a vast array of scholarly works. This article looks at some of those works with a view to outlining the current state and future development of research related to the Abraham narratives.

The academic literature on Genesis 12–25 exceeds the possible limits for a concise survey, and a presentation of recent works in this field can no longer be comprehensive. In a sense, the real question is about the scholarly works that have to be excluded from the survey. Many important studies on the Abraham narratives, both short and lengthy, could not be taken into consideration in this review. However, an interested reader will find them in the bibliographies of the books and articles presented below. For this reason, the present survey does not attempt to be comprehensive, but only representative.

This article attempts to trace the development of exegesis of Genesis 12–25 in scholarly works published since 2000. Five types of studies are introduced and briefly evaluated: (1) commentaries on the biblical pericopes in question; (2) works discussing the historical formation of the Abraham narratives; (3) synchronic and theological studies; (4) reception studies; and (5) other detailed studies of Genesis 12–25. The article presents a wide range of methodological approaches, and aims to delineate current trends in the study of Genesis 12–25.


Kris Sonek: Department of Biblical Studies, Catholic Theological College, University of Divinity, East Melbourne, Victoria, Australia.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Eu sou Assurbanípal: exposição no Museu Britânico

I am Ashurbanipal is at the British Museum, London, from 8 November 2018 to 24 February 2019.

Assurbanípal, rei da Assíria (668-627 a.C.)

King Ashurbanipal of Assyria (r. 669–c. 631 BC) was the most powerful man on earth. He described himself in inscriptions as ‘king of the world’, and his reign from the city of Nineveh (now in northern Iraq) marked the high point of the Assyrian empire, which stretched from the shores of the eastern Mediterranean to the mountains of western Iran (...) This major exhibition tells the story of Ashurbanipal through the British Museum’s unparalleled collection of Assyrian treasures and rare loans. Step into Ashurbanipal’s world through displays that evoke the splendour of his palace, with its spectacular sculptures, sumptuous furnishings and exotic gardens. Marvel at the workings of Ashurbanipal’s great library, the first in the world to be created with the ambition of housing all knowledge under one roof. Come face to face with one of history’s greatest forgotten kings.


:: Leia sobre Assurbanípal aqui, aqui e aqui.

:: Leia sobre a exposição:

I Am Ashurbanipal at the British Museum - Cathleen Chopra-McGowan - Bible History Daily: 01/30/2019

'Some of the most appalling images ever created' – I Am Ashurbanipal review - Jonathan Jones - The Guardian: Tue 6 Nov 2018

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Fundamentalismo como parte das estratégias teopolíticas atuais

A identidade fundamentalista é uma identidade ameaçada, amedrontada, cheia de incertezas e, por isso, uma identidade que reage agressivamente. É uma identidade que não tem consciência de si mesma, mas se define pela delimitação ou negação de inimigos reais ou supostos (J. Moltmann).


No artigo Fundamentalismo e modernidade, publicado na revista Concilium, v. 241, n. 3, Petrópolis, 1992, o conhecido teólogo J. Moltmann escreve nas p. 142-143:

Os fundamentalistas não reagem às crises do mundo moderno, mas às crises que o mundo moderno provoca em sua comunidade de fé e em suas convicções básicas. A convicção de fé se baseia na segurança da autoridade divina. Nas assim chamadas Religiões do Livro, é a autoridade divina do documento da revelação: a palavra de Deus é, como o próprio Deus, sem erro e infalível (...) As ciências históricas e empíricas do mundo moderno são reconhecidas enquanto concordarem com [o documento divino da revelação], mas são rejeitadas se questionarem esta autoridade intemporal (...) O documento divino da revelação não pode estar sujeito à interpretação humana mas, ao contrário, a interpretação humana deve estar sujeita ao documento divino da revelação. O fundamentalismo exclui todo juízo racional sobre a condicionalidade histórica de sua origem e sobre a diferença hermenêutica em relação às condições mudadas do presente. O conteúdo de verdade do documento da revelação é intemporal e não precisa ser constantemente explicado ou atualizado, mas apenas conservado intocável. O fundamentalismo baseado na revelação não argumenta, apenas afirma. Não pede compreensão, mas sujeição. Não se trata absolutamente de um problema hermenêutico mas de uma luta pelo poder: ou a palavra de Deus ou o 'espírito da época'. O fundamentalismo também não é um fenômeno de retirada ou de defesa, mas de avanço sobre o mundo moderno para dominá-lo. Faz parte das várias estratégias teopolíticas atuais...

Leia Mais:
Fundamentalismo: um desafio ecumênico
Fundamentalismo: um desafio permanente

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Biblical Studies Carnival 155

Seleção de postagens dos biblioblogs em janeiro de 2019.

One Carnival to Rule them All: January, 2019

Trabalho feito por Jim West em seu blog Zwinglius Redivivus.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Descobertas arqueológicas importantes para entender a Bíblia

Vale pelas listas. Entretanto, o enfoque, arqueologia bíblica, precisa ser filtrado. Além do que, listas de "10 mais" raramente escapam da subjetividade.

Como observou Jim Davila, em 30 de janeiro de 2019, no post Top ten archaeological discoveries relating to Hebrew Bible? "Overall this is a pretty good list, although I do not endorse some of the interpretations put on the finds" [No geral, esta é uma boa lista, embora eu não apoie algumas das interpretações dadas aos achados arqueológicos].

Pois:

A ‘História de Israel’ está mudando. O consenso foi rompido. A paráfrase racionalista do texto bíblico que constituía a base dos manuais de ‘História de Israel’ não é mais aceita. A sequência patriarcas, José do Egito, escravidão, êxodo, conquista da terra, confederação tribal, império davídico-salomônico, divisão entre norte e sul, exílio e volta para a terra está despedaçada. O uso dos textos bíblicos como fonte para a ‘História de Israel’ é questionado por muitos. A arqueologia ampliou suas perspectivas e falar de ‘arqueologia bíblica’ hoje é proibido: existe uma ‘arqueologia da Palestina’, ou uma ‘arqueologia da Síria/Palestina’ ou mesmo uma ‘arqueologia do Levante’ (SILVA, A. J. A História de Israel no debate atual - Última atualização: 24.10.2018).

:: Top Ten Discoveries in Biblical Archaeology Relating to the Old Testament - By Windlebry: Bible Archaeology Report - January 12, 2019

Crônica Babilônica que menciona a tomada de Jerusalém em 597 a.C.



:: Top Ten Discoveries in Biblical Archaeology Relating to the New Testament - By Windlebry: Bible Archaeology Report - January 19, 2019

TIBERIEVM PON]TIVS PILATVS PRAEF]ECTUS IVDA[EA]E - Inscrição de Cesareia - Museu de Israel, Jerusalém


Leia Mais:
Arqueologia no Observatório Bíblico

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Literatura Profética II 2019

A Literatura Profética II é continuação da Literatura Profética I. A carga horária semanal é de 2 horas, no segundo semestre do segundo ano de Teologia.

Ementa
A disciplina aborda os profetas mais significativos de Israel desde o final do reino de Judá até a reconstrução pós-exílica na época persa. Cada um é tratado no seu contexto, nas características de sua atuação e textos escolhidos são lidos.

II. Objetivos
Coloca em discussão as características e a função do discurso profético e confronta os textos dos profetas com o contexto da época, possibilitando ao aluno uma leitura atualizada e crítica dos textos proféticos em confronto com a realidade contemporânea e suas exigências.


III. Conteúdo Programático
1. Jeremias
2. Ezequiel
3. Dêutero-Isaías (Is 40-55)
4. Ageu
5. Zacarias 1-8
6. Trito-Isaías (Is 56-66)

IV. Bibliografia
Básica
MESTERS, C. O profeta Jeremias: um homem apaixonado. São Paulo: Paulus/CEBI, 2016.

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DÍAZ, J. L. Profetas 2v. 2. ed. São Paulo: Paulus, vol. I: 2004 [3. reimpressão: 2018]; vol. II: 2002 [4. reimpressão: 2015].

SICRE DÍAZ, J. L. Introdução ao profetismo bíblico. Petrópolis: Vozes, 2016.

Complementar
CROATO, J. S. et al. Os livros Proféticos: a voz dos profetas e suas releituras. RIBLA, Petrópolis, n. 35/36, 2000/1/2. RIBLA está online, em espanhol.

DA SILVA, A. J. Arrancar e destruir, construir e plantar. A vocação de Jeremias. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 15, p. 11-22, 1987.

DA SILVA, A. J. Nascido Profeta: a vocação de Jeremias. São Paulo: Paulus, 1992.

DA SILVA, A. J. O discurso de Jeremias contra o Templo. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 129, p. 85-96, 2016. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização:  28.07.2016.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias. Texto na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 23.01.2017.

DA SILVA, A. J. Superando obstáculos nas leituras de Jeremias. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 107, p. 50-62, 2010.

DA SILVA, A. J. Vale a pena ler os profetas hoje? Artigo na Airton's Biblical Page. Última atualização: 22.08.2015.

GAMELEIRA SOARES, S. A. et al. Profetas ontem e hoje. 3. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 4, 1987.

HAUSER, A. J. (ed.) Recent Research on the Major Prophets. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2008. Disponível online.

REIMER, H. et al. Segundo Isaías: Is 40-55. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 89, 2006.

SCHWANTES, M. et al. Profetas e profecias: novas leituras. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 73, 2002.

WILSON, R. R. Profecia e Sociedade no Antigo Israel. 2. ed. revista. São Paulo: Targumim/Paulus, 2006.


Leia Mais:
Preparando meus programas de aula de 2019
História de Israel I 2019 
História de Israel II 2019
Hebraico Bíblico 2019
Pentateuco 2019
Literatura Deuteronomista 2019
Literatura Profética I 2019 

Literatura Profética I 2019

Abordarei agora a Literatura Profética I, que é estudada no primeiro semestre do segundo ano de Teologia, com carga horária semanal de 2 horas. A Literatura Profética I trabalha, além de questões globais do profetismo, uma seleção de textos dos profetas do século VIII a.C. O texto que orienta a maior parte do estudo é o meu livro A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. Os profetas dos séculos seguintes são estudados na Literatura Profética II, que vem logo no semestre seguinte.

I. Ementa
A disciplina apresenta, como ponto de partida, uma discussão sobre as origens, o teor e os limites do discurso profético israelita. Busca compreender a necessidade da profecia como resultado da ruptura provocada pelo surgimento do Estado monárquico que pressiona as tradicionais estruturas tribais de solidariedade. Aborda, em seguida, os profetas do século VIII a.C.: Amós, Oseias, Isaías 1-39 e Miqueias. Cada um é tratado no seu contexto, nas características de sua atuação e textos escolhidos são lidos. Procura-se identificar em cada um deles a sua função de crítica e de oposição ao absolutismo do Estado classista, em nome da fé em Iahweh, que exige um posicionamento solidário em favor dos mais fracos.

II. Objetivos
Coloca em discussão as características e a função do discurso profético e confronta os textos dos profetas do século VIII a.C. com o contexto da época, possibilitando ao aluno uma leitura atualizada e crítica dos textos proféticos em confronto com a realidade contemporânea e suas exigências.


III. Conteúdo Programático
1. A origem do movimento profético em Israel
2. O teor do discurso profético
3. Os profetas do século VIII a.C.
3.1. Amós
3.2. Oseias
3.3. Isaías 1-39
3.4. Miqueias

IV. Bibliografia
Básica
DA SILVA, A. J. A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. São Paulo: Paulus, 1998. Disponível online, em formato pdf, e atualizado em 2011.

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DÍAZ, J. L. Profetas 2v. 2. ed. São Paulo: Paulus, vol. I: 2004 [3. reimpressão: 2018]; vol. II: 2002 [4. reimpressão: 2015].

SICRE DÍAZ, J. L. Introdução ao profetismo bíblico. Petrópolis: Vozes, 2016.

Complementar
CROATO, J. S. et al. Os livros Proféticos: a voz dos profetas e suas releituras. RIBLA, Petrópolis, n. 35/36, 2000/1/2. RIBLA está online, em espanhol.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Amós. Texto na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 23.01.2017.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías. Texto na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 23.01.2017.

DA SILVA, A. J. Vale a pena ler os profetas hoje? Artigo na Airton's Biblical Page. Última atualização: 22.08.2015.

GAMELEIRA SOARES, S. A. et al. Profetas ontem e hoje. 3. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 4, 1987.

HAUSER, A. J. (ed.) Recent Research on the Major Prophets. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2008. Disponível online.

SCHWANTES, M. A terra não pode suportar suas palavras“ (Am 7,10): reflexão e estudo sobre Amós. São Paulo: Paulinas, 2012.

SCHWANTES, M. et al. Profetas e profecias: novas leituras. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 73, 2002.

SICRE, J. L. Com os pobres da terra: a justiça social nos profetas de Israel. São Paulo: Academia Cristã/Paulus, 2011.

WILSON, R. R. Profecia e Sociedade no Antigo Israel. 2. ed. revista. São Paulo: Targumim/Paulus, 2006.


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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Literatura Deuteronomista 2019

Lecionar Literatura Deuteronomista é um desafio e tanto. Enquanto as questões da formação do Pentateuco são discutidas há séculos, a noção da existência de uma Obra Histórica Deuteronomista (= OHDtr) só foi formulada muito recentemente, como se pode ver aqui.

Além disso, há dois problemas com a disciplina: carga horária exígua para estudar textos de livros tão complexos como, por exemplo, Josué ou Juízes - a disciplina tem apenas 2 horas semanais durante o primeiro semestre do segundo ano de Teologia - e uma bibliografia ainda insuficiente em português. Há excelente debate acadêmico hoje, contudo está em inglês e alemão, principalmente.

Para completar, prefiro estudar o livro do Deuteronômio aqui e não no Pentateuco, também por duas razões: a disciplina Pentateuco já é por demais sobrecarregada e o Deuteronômio é a chave que abre o significado da OHDtr. Por isso, ele faz muito sentido aqui.

Por outro lado, há uma integração muito grande da Literatura Deuteronomista com três outras disciplinas bíblicas: com a História de Israel, naturalmente; com a Literatura Profética, irmã gêmea; com o Pentateuco, através do elo deuteronômico.

I. Ementa
A Obra Histórica Deuteronomista (OHDtr) tentará responder aos desafios do presente repensando o passado no final da monarquia e na situação de exílio e pós-exílio. Faz isso percorrendo toda a história da ocupação da terra, desde as vésperas da entrada em Canaã até a derrocada final da monarquia em Israel e Judá.

II. Objetivos
Pesquisar a arquitetura, as ideias basilares e a teologia da Literatura Deuteronomista como uma obra globalizante, e de cada um de seus livros, a fim de dar fundamentos para sua interpretação e atualização.

III. Conteúdo Programático

1. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista
2. O Deuteronômio
3. O livro de Josué
4. O livro dos Juízes
5. Os livros de Samuel
6. Os livros dos Reis

IV. Bibliografia
Básica
DA SILVA, A. J. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 14.01.2019.

RÖMER, T.  A chamada história deuteronomista: Introdução sociológica, histórica e literária. Petrópolis: Vozes, 2008.

SKA, J.-L. Introdução à leitura do Pentateuco: chaves para a interpretação dos cinco primeiros livros da Bíblia. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2014.

Complementar
DA SILVA, A. J. et al. Obra História Deuteronomista. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, 2005.

DA SILVA, A. J. Bibliografia comentada sobre a OHDtr. Observatório Bíblico: 24 de fevereiro de 2007.

DA SILVA, A. J. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, p. 11-27, 2005.

FARIA, J. de Freitas (org.) História de Israel e as pesquisas mais recentes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

FINKELSTEIN, I. ; SILBERMAN, N. A. A Bíblia desenterrada: A nova visão arqueológica do antigo Israel e das origens dos seus textos sagrados. Petrópolis: Vozes, 2018.

GONZAGA DO PRADO, J. L. A invasão/ocupação da terra em Josué: Duas leituras diferentes. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, p. 28-36, 2005.

JACOBS, M. R.; PERSON, R. F. Jr. (eds.) Israelite Prophecy and the Deuteronomistic History: Portrait, Reality, and the Formation of a History. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2013. Disponível online.

PERSON, R. F. Jr. The Deuteronomic School: History, Social Setting and Literature. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2002. Disponível online.

STORNIOLO, I. Como ler o livro do Deuteronômio: escolher a vida ou a morte. 5. ed. São Paulo: Paulus, 1997.


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Pentateuco 2019

A disciplina Pentateuco é estudada no segundo semestre do primeiro ano, com carga horária de 2 horas semanais. Tempo obviamente curto, pois há uma profunda crise nesta área de estudos, muito semelhante à crise da História de Israel. A teoria clássica das fontes JEDP do Pentateuco, elaborada no século XIX por Hupfeld, Kuenen, Reuss, Graf e, especialmente, Wellhausen, vem sofrendo, desde meados da década de 70 do século XX, sérios abalos, de forma que hoje muitos pesquisadores consideram impossível assumir, sem mais, este modelo como ponto de partida. O consenso wellhauseniano foi rompido, contudo, ainda não se conseguiu um novo consenso e muitas são as propostas hoje existentes para explicar a origem e a formação do Pentateuco.

I. Ementa
Oferece ao aluno um panorama da pesquisa exegética na área da formação e composição dos cinco primeiros livros da Bíblia e estuda os seus principais textos.

II. Objetivos
Familiariza o aluno com as tradições históricas de Israel e com as mais recentes pesquisas na área do Pentateuco para que o uso do texto na prática pastoral possa ser feito de forma consciente.

III. Conteúdo Programático
1. Novos paradigmas no estudo do Pentateuco                   

2. O Decálogo: Ex 20,1-17 e Dt 5,6-21                           

3. A criação: Gn 1,1-2,4a e Gn 2,4b-25                       

4. O pecado em quatro quadros: Gn 3,1-24                   
               
5. O dilúvio: Gn 6,5-9,19                               

6. A cidade e a torre de Babel: Gn 11,1-9                   

7. As tradições patriarcais: Gn 11,27-37,1                   

8. O êxodo do Egito: Ex 1-15

IV. Bibliografia
Básica
MESTERS, C. Paraíso terrestre: saudade ou esperança? 20. ed. Petrópolis: Vozes, 2012.

SCHWANTES, M. Projetos de esperança: meditações sobre Gênesis 1-11. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2009.

SKA, J.-L. Introdução à leitura do Pentateuco: chaves para a interpretação dos cinco primeiros livros da Bíblia. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2014.

Complementar
BOUZON, E. O Código de Hammurabi. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

BRANDÃO, J. L. Ele que o abismo viu: Epopeia de Gilgámesh. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.

DA SILVA, A. J. Histórias de criação e dilúvio na antiga Mesopotâmia. Artigo na Ayrton's Biblical Page, 2018.

DA SILVA, A. J. O pentateuco e a história de Israel. In: Teologia na pós-modernidade: abordagens epistemológica, sistemática e teórico-prática. São Paulo: Paulinas, 2007, p. 173-215.

DA SILVA, A. J. Pequena bibliografia sobre o Livro do Êxodo, o Pentateuco e o Êxodo do Egito. Observatório Bíblico: 19 de julho de 2011.

DOZEMAN, T. B.; SCHMID, K. (eds.) A Farewell to the Yahwist? The Composition of the Pentateuch in Recent European Interpretation. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2006. Disponível online.

DOZEMAN, T. B.; RÖMER, T.; SCHMID, K. (eds.) Pentateuch, Hexateuch, or Enneateuch? Identifying Literary Works in Genesis through Kings. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2011. Disponível online.

GARCÍA LÓPEZ, F. O Pentateuco.  2. ed. São Paulo: Ave-Maria, 2004.

GRUEN, W. et al. Os dez mandamentos: várias leituras. 2. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 9, 1987.

SCHWANTES, M. et al. A memória popular do êxodo. 2. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 16, 1996.

SCHWANTES, M. et al. Pentateuco. RIBLA, Petrópolis/São Leopoldo, n. 23, 1996/1. RIBLA está online, em espanhol.

SKA, J.-L. O canteiro do Pentateuco: problemas de composição e de interpretação/aspectos literários e teológicos. São Paulo: Paulinas, 2016.

STORNIOLO, I. Mandamentos, ontem e hoje (Entrevista com Pe. Ivo Storniolo). Vida Pastoral, São Paulo, n. 149 , p. 27-29, nov./dez. 1989. Disponível online.


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Hebraico Bíblico 2019

O curso de Hebraico Bíblico compreende apenas 30 horas no primeiro semestre do primeiro ano de Teologia. É um tempo insuficiente mesmo para a aprendizagem elementar do hebraico bíblico. Por isso o curso se propõe apenas familiarizar o estudante de Teologia com o universo da língua hebraica e o modo semítico de pensar. No transcorrer das aulas os três itens principais - ouvir, ler e escrever - são trabalhados simultaneamente e não sequencialmente. Este curso está disponível para download ou acesso online na Ayrton's Biblical Page > Noções de Hebraico Bíblico.

I. Ementa
Introdução elementar à língua hebraica bíblica, que parte de um texto específico, Gn 1,1-8, e trabalha com os elementos de ortoépia (pronúncia normal e correta dos sons), ortografia (escrita correta das palavras) e etimologia (formação das palavras e suas flexões) encontrados neste pequeno trecho. O método escolhido foi o de ouvir, ler e escrever a língua hebraica.

II. Objetivos
Trabalha conceitos semíticos importantes para a compreensão do texto bíblico veterotestamentário.

III. Conteúdo Programático
1. Ouvir
Ouvir repetidamente o hebraico, para se acostumar com os sons estranhos. Não há aqui a preocupação em entender. O objetivo é fixar a atenção nos sons e acompanhar o texto de cada versículo, palavra por palavra. Até começar a distinguir onde está o leitor, no caso o cantor.

2. Ler
Nesta seção o objetivo é tentar ler o hebraico. Estão disponíveis, para cada versículo de Gn 1,1-8, a pronúncia, a transliteração e a análise do texto. A pronúncia está bem simplificada, somente chamando a atenção para as tônicas, sem dizer se a vogal é breve ou longa e se o seu som é aberto ou fechado. Já a transliteração, representação dos caracteres hebraicos em caracteres latinos, é mais complexa e tem que ser detalhada.

3. Escrever
Nesta seção é possível aprender algumas regras básicas da gramática hebraica. Regras que permitirão uma escrita mínima de palavras e expressões. Mas a gramática é muito mais do que isto. Há sugestões de gramáticas e dicionários na bibliografia. E há revisões. Uma para cada versículo. As revisões ajudarão o estudante de hebraico verificar o seu nível de absorção do ouvir, do ler e do escrever. Poderão servir igualmente para as avaliações da disciplina.

IV. Bibliografia
Básica
DA SILVA, A. J. Noções de hebraico bíblico. Revisto e atualizado em 14.01.2019. Brodowski, 2001.

BUSHELL, M. BibleWorks 10. Norfolk, VA: BibleWorks, 2015.

Complementar
DA SILVA, A. J. Recursos para aprender hebraico - Na Play Store (Android) e no YouTube. Observatório Bíblico - 29 de julho de 2018.

ELLIGER, K.; RUDOLPH, W. Biblia Hebraica Stuttgartensia. 5. ed. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, [1967/1977], 1997.  A BHS está disponível também online ou para download gratuito.

FARFÁN NAVARRO, E. Gramática do hebraico bíblico. São Paulo: Loyola, 2010.

KIRST, N. et alii Dicionário Hebraico-Português e Aramaico-Português. 31. ed. São Leopoldo/Petrópolis: Sinodal/Vozes, 2016.

LAMBDIN, T. O. Gramática do Hebraico Bíblico. São Paulo: Paulus, 2003 [5. reimpressão: 2016].

MENDES, P. Noções de Hebraico Bíblico. Texto Programado. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2011.

ORTIZ, P. Dicionário do hebraico e aramaico bíblicos. São Paulo: Loyola, 2010.

SCHÖKEL, L. A. Dicionário Bíblico Hebraico-Português. São Paulo: Paulus, 1997 [6. reimpressão: 2018].


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História de Israel II 2019

Este curso de História de Israel II compreende 2 horas semanais, com duração de um semestre, o segundo dos oito semestres do curso de Teologia. Os alunos recebem os roteiros de todas as minhas disciplinas do ano em curso nos formatos pdf e html. Os sistemas de avaliação e aprendizagem seguem as normas da Faculdade e são, dentro do espaço permitido, combinados com os alunos no começo do curso.

I. Ementa
Discute com o aluno os elementos necessários para uma compreensão global e essencial da história econômica, política e social do povo israelita, como base para um aprofundamento maior da história teológica desse povo. Possibilita ao aluno uma reflexão séria sobre o processo histórico de Israel do exílio babilônico ao domínio romano.

II. Objetivos
Oferece ao aluno um quadro coerente da História de Israel e discute as tendências atuais da pesquisa na área. Constrói uma base de conhecimentos histórico-sociais necessários ao aluno para que possa situar no seu contexto a literatura bíblica veterotestamentária produzida no período.

III. Conteúdo Programático
1. O exílio babilônico

2. O judaísmo pós-exílico

2.1. O domínio persa

2.2. O domínio grego

2.3. O domínio romano


IV. Bibliografia
Básica
FINKELSTEIN, I. ; SILBERMAN, N. A. A Bíblia desenterrada: A nova visão arqueológica do antigo Israel e das origens dos seus textos sagrados. Petrópolis: Vozes, 2018.

LIVERANI, M. Para além da Bíblia: História antiga de Israel. São Paulo: Loyola/Paulus, 2008.

PIXLEY, J. A história de Israel a partir dos pobres. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

Complementar
DA SILVA, A. J. A história de Israel no debate atual. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 24.10.2018.

DA SILVA, A. J. Apocalíptica: busca de um tempo sem fronteiras. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 17.05.2015.

DA SILVA, A. J. Flávio Josefo, homem singular em uma sociedade plural. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 03.12.2016.

DA SILVA, A. J. História de Israel. Texto na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 24.01.2019.

DA SILVA, A. J. Leitura socioantropológica do Livro de Rute. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 98, p. 107-120, 2008. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 27.10.2017.

DA SILVA. A. J. Os essênios: a racionalização da solidariedade. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 10.06.2018.

DA SILVA, A. J. Pode uma ‘história de Israel’ ser escrita? Observando o debate atual sobre a história de Israel. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 10.08.2015.

DA SILVA, A. J. Religião e formação de classes na antiga Judeia. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 120, p. 413-434, 2013.
 
DONNER, H. História de Israel e dos povos vizinhos. 2v. 7. ed. São Leopoldo: Sinodal/EST, 2017.

GERSTENBERGER, E. S. Israel in the Persian Period: The Fifth and Fourth Centuries B.C.E. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2011, 594 p. - ISBN 9781589832657. Disponível online.

GERSTENBERGER, E. S. Israel no tempo dos persas: Séculos V e IV antes de Cristo. São Paulo: Loyola, 2014.

HORSLEY, R. A. Arqueologia, história e sociedade na Galileia: o contexto social de Jesus e dos Rabis. São Paulo: Paulus, 2000 [2a. reimpressão: 2017].

HORSLEY, R. A. Jesus e a espiral da violência: Resistência judaica popular na Palestina Romana. São Paulo: Paulus, 2010.

KIPPENBERG, H. G. Religião e formação de classes na antiga Judeia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social. São Paulo: Paulus, 1997. Resumo no Observatório Bíblico - 19 de julho de 2007.

STEGEMANN, W. Jesus e seu tempo. São Leopoldo: Sinodal/EST, 2013.


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História de Israel I 2019

Este curso de História de Israel I compreende 2 horas semanais, com duração de um semestre, o primeiro dos oito semestres do curso de Teologia. Os alunos recebem os roteiros de todas as minhas disciplinas do ano em curso nos formatos pdf e html. Os sistemas de avaliação e aprendizagem seguem as normas da Faculdade e são, dentro do espaço permitido, combinados com os alunos no começo do curso.

I. Ementa
Discute com o aluno os elementos necessários para uma compreensão global e essencial da história econômica, política e social do povo israelita, como base para um aprofundamento maior da história teológica desse povo. Possibilita ao aluno uma reflexão séria sobre o processo histórico de Israel desde suas origens até o exílio babilônico.

II. Objetivos
Oferece ao aluno um quadro coerente da História de Israel e discute as tendências atuais da pesquisa na área. Constrói uma base de conhecimentos histórico-sociais necessários ao aluno para que possa situar no seu contexto a literatura bíblica veterotestamentária produzida no período.

III. Conteúdo Programático
1. Noções de geografia do Antigo Oriente Médio

2. As origens de Israel

3. A monarquia tributária israelita

3.1. Os governos de Saul, Davi e Salomão

3.2. O reino de Israel

3.3. O reino de Judá


IV. Bibliografia
Básica
FINKELSTEIN, I. ; SILBERMAN, N. A. A Bíblia desenterrada: A nova visão arqueológica do antigo Israel e das origens dos seus textos sagrados. Petrópolis: Vozes, 2018.

LIVERANI, M. Para além da Bíblia: História antiga de Israel. São Paulo: Loyola/Paulus, 2008.

PIXLEY, J. A história de Israel a partir dos pobres. 11. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.

Complementar
DA SILVA, A. J. A História Antiga de Israel no Brasil: três opiniões. Observatório Bíblico - 17 de outubro de 2013.

DA SILVA, A. J. A história de Israel na pesquisa atual. In: História de Israel e as pesquisas mais recentes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 43-87.

DA SILVA, A. J. A história de Israel na pesquisa atual. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 71, p. 62-74, 2001.
 
DA SILVA, A. J. A história de Israel no debate atual. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 24.10.2018.

DA SILVA, A. J. A origem dos antigos Estados israelitas. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 78, p. 18-31, 2003.

DA SILVA, A. J. História de Israel. Texto na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 24.01.2019.

DA SILVA, A. J. O Pentateuco e a História de Israel. In: Teologia na pós-modernidade. Abordagens epistemológica, sistemática e teórico-prática. São Paulo: Paulinas, 2007, p. 173-215.

DA SILVA, A. J. Pode uma ‘história de Israel’ ser escrita? Observando o debate atual sobre a história de Israel. Artigo na Ayrton's Biblical Page. Última atualização: 10.08.2015.

DAVIES, P. R. In Search of ‘Ancient Israel’. 2. ed. London: Bloomsbury T & T Clark, [1992] 2015.

DONNER, H. História de Israel e dos povos vizinhos. 2v. 7. ed. São Leopoldo: Sinodal/EST, 2017.

FINKELSTEIN, I. O reino esquecido: arqueologia e história de Israel Norte. São Paulo: Paulus, 2015.

FINKELSTEIN, I. The Forgotten Kingdom: The Archaeology and History of Northern Israel. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2013. Disponível online.

FINKELSTEIN, I.; MAZAR, A. The Quest for the Historical Israel: Debating Archaeology and the History of Early Israel. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2007. Disponível online.

GOTTWALD, N. K. As Tribos de Iahweh: Uma Sociologia da Religião de Israel Liberto, 1250-1050 a.C. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2004.

KAEFER, J. A. A Bíblia, a arqueologia e a história de Israel e Judá. São Paulo: Paulus, 2015 [1. reimpressão: 2018].

KAEFER, J. A. Arqueologia das terras da Bíblia. São Paulo: Paulus, 2012 [2. reimpressão: 2018].

KAEFER, J. A. Arqueologia das terras da Bíblia II. São Paulo: Paulus, 2016.

KESSLER, R. História social do antigo Israel. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2010.

MORGENSZTERN, I.; RAGOBERT, T. A Bíblia e seu tempo - um olhar arqueológico sobre o Antigo Testamento. 2 DVDs. Documentário baseado no livro The Bible Unearthed [A Bíblia desenterrada], de Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman. São Paulo: História Viva - Duetto Editorial, 2007.


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Preparando meus programas de aula para 2019

Estou, nestes dias, preparando meus programas de aula de Bíblia para 2019. Começo a publicá-los no Observatório Bíblico. A intenção é de que possam servir, para além de meus alunos, a outras pessoas que, eventualmente, queiram ter uma noção de como se estuda a Bíblia em determinadas Faculdades de Teologia. Ou, pelo menos, parte da Bíblia, porque posso expor apenas os programas das disciplinas que leciono. Tomo aqui como referência o currículo do CEARP, onde trabalho. Já fiz isso em outros anos.

Quatro elementos serão levados em conta, em uma leitura da Bíblia que eu chamaria de sócio-histórica-redacional:

:: contextos da época bíblica
:: produção dos textos bíblicos
:: contextos atuais
:: leitores atuais dos textos

O sentido da Escritura, segundo este modelo, não está nem no nível dos contextos da época bíblica e/ou dos contextos atuais, nem no nível dos textos bíblicos ou da vivência dos leitores, mas na articulação que se forma entre a relação dos textos bíblicos com os seus contextos, por um lado, e entre os leitores atuais e seus contextos específicos.

Ou seja: "Da Escritura não se esperam fórmulas a ‘copiar’, ou técnicas a ‘aplicar’. O que ela pode nos oferecer é antes algo como orientações, modelos, tipos, diretivas, princípios, inspirações, enfim, elementos que nos permitam adquirir, por nós mesmos, uma ‘competência hermenêutica’, dando-nos a possibilidade de julgar por nós mesmos, ‘segundo o senso do Cristo’, ou ‘de acordo com o Espírito’, das situações novas e imprevistas com as quais somos continuamente confrontados. As Escrituras cristãs não nos oferecem um was [que], mas um wie [como]: uma maneira, um estilo, um espírito. Tal comportamento hermenêutico se situa a igual distância tanto da metafísica do sentido (positivismo) quanto da pletora das significações (biscateação). Ele nos dá a chance de jogar a sério a círculo hermenêutico, pois que é somente neste e por este jogo que o sentido pode despertar" explica BOFF, C. Teologia e Prática: Teologia do Político e suas mediações. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1993, p. 266-267.

As disciplinas de Bíblia no curso de graduação em Teologia podem, segundo este modelo, ser classificadas em três áreas:

1. Disciplinas Contextuais:
:: História de Israel I e II

2. Disciplinas Instrumentais:
:: Introdução à Sagrada Escritura
:: Hebraico Bíblico
:: Grego Bíblico

3. Disciplinas Exegéticas:
:: Pentateuco
:: Literatura Profética I e II
:: Literatura Deuteronomista
:: Literatura Sapiencial
:: Sinóticos e Atos dos Apóstolos
:: Literatura Paulina
:: Literatura Joanina
:: Apocalipse


----------------------------------------
Destas disciplinas, leciono:

No primeiro semestre:
:: História de Israel I: 2 hs/sem.
:: Hebraico Bíblico: 2 hs/sem.
:: Literatura Profética I: 2 hs/sem.
:: Literatura Deuteronomista: 2 hs/sem.

No segundo semestre:
:: História de Israel II: 2 hs/sem.
:: Pentateuco: 2 hs/sem.
:: Literatura Profética II: 2 hs/sem.


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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Uma tarde na Lagoa Grande em Patos de Minas

O local era conhecido como Lagoa dos Japoneses, pois existia uma chácara com o plantio e a comercialização de hortaliças e frutíferas. A Lagoa foi urbanizada em meados dos anos 1980 quando passou a se chamar Lagoa Grande com a ampliação de sua lâmina d`água e instalação de projeto elétrico, de arborização e pavimentação da área. A Lagoa Grande possui lâmina d`água com 55.285,75 m². A pista de caminhada tem uma extensão de 1.089,00 metros e largura de 7 metros (da página da Prefeitura de Patos de Minas, MG).

Com Geraldo e Gracinha na Lagoa Grande, Patos de Minas, em 20.01.2019
Com Geraldo e Gracinha na Lagoa Grande - 20.01.2019

Lagoa Grande - Patos de Minas: 20.01.2019
Lagoa Grande, Patos de Minas em 20.01.2019

Rita e eu na Lagoa Grande, Patos de Minas, em 20.01.2019
Rita e eu na Lagoa Grande - 20.01.2019

Gracinha, Geraldo e Rita - 20.01.2019
Gracinha, Geraldo e Rita - 20.01.2019

Na Lagoa Grande, Patos de Minas, em 20.01.2019
Na Lagoa Grande, Patos de Minas, em 20.01.2019

Geraldo, Gracinha e Rita - 20.01.2019
Geraldo, Gracinha e Rita - 20.01.2019

Gracinha, Airton e Geraldo: 20.01.2019
Com Gracinha e Geraldo em 20.01.2019

Rita, Airton e Geraldo na Lagoa Grande, Patos de Minas, em 20.01.2019
Lagoa Grande, Patos de Minas, em 20.01.2019

Geraldo, Airton e Rita - 20.01.2019
Geraldo, Airton e Rita - 20.01.2019

Lagoa Grande, Patos de MInas - 20.01.2019
Lagoa Grande - 20.01.2019

Lagoa Grande, Patos de Minas: 20.01.2019
20.01.2019

Lagoa Grande, Patos de Minas, 20.01.2019
20.01.2019

Lagoa Grande, Patos de Minas - 20.01.2019
Lagoa Grande, Patos de Minas - 20.01.2019

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