quarta-feira, 23 de maio de 2018

A virada profética de Francisco na IHU-Online

A virada profética de Francisco – Uma “Igreja em saída” e os desafios do mundo contemporâneo

Este é o tema de capa da Revista IHU On-Line, edição 522, 21 de maio de 2018.

Revista IHU On-Line, edição 522, 21 de maio de 2018

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Septuaginta: A Reader's Edition

LANIER, G. R. ; ROSS, W. A. (eds.) Septuaginta: A Reader's Edition.  Peabody, MA: Hendrickson Publishers, 2018, 3400 p. - ISBN 9781619708433.


LANIER, G. R. ; ROSS, W. A. (eds.) Septuaginta: A Reader's Edition.  Peabody, MA: Hendrickson Publishers, 2018


Septuaginta: A Reader’s Edition presents the complete text of the Greek Old Testament (including the apocryphal/deuterocanonical books), accompanied by bottom-of-the-page glosses for infrequent words and (where applicable) parsings as well as an appendix providing a glossary of common words.

This project was initiated in 2014 by Greg Lanier and Will Ross, who—after seeing the positive reception of the HB and GNT “Reader’s Editions,” which provide the full original text with vocabulary helps and other aids—saw the need for such an edition for the Septuagint. The goal of this project is to provide students of Koine Greek, especially those with an interest in the OT and NT, with the full text of the Greek OT (including double-texts and apocrypha) in such a form that they can read longer portions of text without constantly consulting a lexicon or parsing guide.

After years of work and a fantastic partnership with the editorial staff at Hendrickson Publishers, we are proud to be releasing (est. November 2018) this two-volume work, which includes 1,175 chapters of Greek text across over 3,300 pages, English headings to assist the reader, and over 125,000 vocabulary glosses in the running apparatus.

Why Did We Choose Rahlfs-Hanhart as the Basis for this Reader’s Edition?


Leia Mais:
Septuaginta

sábado, 12 de maio de 2018

Bíblia Hebraica, Setenta e Novo Testamento Grego para Android

 Biblia Hebraica, SBLGNT, LXX, and Apostolic Fathers for Android

Baixe aplicativos, para Android, da Bíblia Hebraica, Setenta (LXX), Novo Testamento Grego e Padres Apostólicos.

Busque na Play Store por Matt Robertson.

Clique aqui e saiba mais.


Lembro aos interessados que no site da Sociedade Bíblica Alemã (Deutsche Bibelgesellschaft = DBG) estão disponíveis online textos originais das seguintes edições da Bíblia: Biblia Hebraica Stuttgartensia - Novum Testamentum Graece (ed. Nestle-Aland), 28. Edição - Novo Testamento Grego (UBS5) - Septuaginta (ed. Rahlfs/Hanhart) - Vulgata (ed. Weber/Gryson). Clique aqui.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Textos de Manuscritos do Mar Morto lidos com infravermelho

Análises recentes com infravermelho possibilitaram a leitura de textos invisíveis em pequenos fragmentos de Manuscritos do Mar Morto que pareciam, a olho nu, estar em branco.

Leia a notícia em inglês e português.


Fragmento do Deuteronômio (11Q3), à direita, visto com infravermelho, à esquerda


Hidden Text Found on 'Blank' Dead Sea Scrolls - By Laura Geggel - Live Science: May 3, 2018

Previously hidden text on fragments of the Dead Sea Scrolls is now readable, revealing a possible undiscovered scroll and solving a debate about the sacred Temple Scroll. The discoveries came from a new infrared analysis of the artifacts, the Israel Antiquities Authority (IAA) announced yesterday (May 1). The newfound writing came from the books of Deuteronomy and Leviticus, which are in the Hebrew Bible (also known as the Old Testament of the Christian Bible), and the Book of Jubilees, a text written at the same time as the Hebrew Bible that was never incorporated into the biblical books, the archaeologists said. Researchers presented the newly revealed words at an international conference, called "The Dead Sea Scrolls at Seventy: Clear a Path in the Wilderness," in Israel.

Também aqui.

Arqueólogos encontram trechos escondidos nos Manuscritos do Mar Morto - Galileu: 04/05/2018

Texto das escrituras hebraicas foi encontrado depois de análise com infravermelho


Leia Mais:
Os essênios: a racionalização da solidariedade
Manuscritos do Mar Morto no Observatório Bíblico

sábado, 5 de maio de 2018

SOTER 2018: Religião, Ética e Política

A SOTER - Sociedade de Teologia e Ciências da Religião - comunica que seu 31º Congresso Anual terá como tema Religião, Ética e Política e será realizado no campus Coração Eucarístico da PUC-Minas, em Belo Horizonte, de 10 a 13 de julho de 2018.

 10-13 de julho de 2018: 31º Congresso Anual da SOTER: Religião, Ética e Política

A cada ano, o Congresso Internacional da SOTER reúne um número significativo de teólogos, cientistas da Religião, estudantes de pós-graduação e pesquisadores de áreas afins, tanto em nível nacional como internacional. Para 2018, o Congresso prossegue as discussões anteriores e mantém a preocupação de estar atento às urgências da sociedade. Por esta razão, tratará sobre “Religião, Ética e Política”. A sociedade atual apresenta desafios que tocam questões fundamentais, sobretudo na ótica do direito, da democracia, nas causas sociais, na multiculturalidade que tece o nosso contexto e em temas que exigem uma postura nova e um olhar mais profundo da realidade. O tema também se faz relevante pela situação política do país e de todo o mundo. 2018 traz ainda a comemoração dos 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos. Dentro destas intenções, o olhar da teologia e das religiões se faz importante, e é onde se espera apresentar uma contribuição.


Leia Mais:
Congressos e publicações da SOTER

Marx: 200 anos

No texto O discurso socioantropológico: origem e desenvolvimento, fiz uma síntese da sociologia de Marx, observando no final: este resumo dá apenas uma rápida ideia da complexidade, do alcance e das inúmeras polêmicas que o pensamento de Marx gera, necessariamente, tanto entre os estudiosos como entre os homens engajados em qualquer ação social.

Karl Marx: Trier, 5 de maio de 1818 - Londres, 14 de março de 1883

Começo assim:

Um resumo da sociologia de Marx pode ser encontrado no célebre “Prefácio” da Contribuição à Crítica da Economia Política, escrito em janeiro de 1859: “O resultado geral a que cheguei e que, uma vez obtido, serviu-me de guia para meus estudos, pode formular-se, resumidamente, assim: na produção social da própria existência, os homens entram em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade; estas relações de produção correspondem a um grau determinado de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais. A totalidade dessas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem formas sociais determinadas de consciência. O modo de produção da vida material condiciona o processo de vida social, política e intelectual. Não é a consciência dos homens que determina o seu ser; ao contrário, é o seu ser social que determina a sua consciência. Em certa etapa de seu desenvolvimento, as forças produtivas materiais da sociedade entram em contradição com as relações de produção existentes, ou, o que não é mais que sua expressão jurídica, com as relações de propriedade no seio das quais elas se haviam desenvolvido até então. De formas evolutivas das forças produtivas que eram, essas relações convertem-se em entraves. Abre-se, então, uma época de revolução social. A transformação que se produziu na base econômica transtorna mais ou menos lenta ou rapidamente toda a colossal superestrutura. Quando se consideram tais transformações, convém distinguir sempre a transformação material das condições econômicas de produção – que podem ser verificadas fielmente com a ajuda das ciências físicas e naturais – e as formas jurídicas, políticas, religiosas, artísticas ou filosóficas, em resumo, as formas ideológicas sob as quais os homens adquirem consciência desse conflito e o levam até ao fim. Do mesmo modo que não se julga o indivíduo pela ideia que faz de si mesmo, tampouco se pode julgar uma tal época de transformação pela consciência que ela tem de si mesma. É preciso, ao contrário, explicar esta consciência pelas contradições da vida material, pelo conflito que existe entre as forças produtivas sociais e as relações de produção. Uma sociedade jamais desaparece antes que estejam desenvolvidas todas as forças produtivas que possa conter, e as relações de produção novas e superiores não tomam jamais seu lugar antes que as condições materiais de existência dessas relações tenham sido incubadas no próprio seio da velha sociedade. Eis porque a humanidade não se propõe nunca senão os problemas que ela pode resolver, pois, aprofundando a análise, ver-se-á sempre que o próprio problema só se apresenta quando as condições materiais para resolvê-lo existem ou estão em vias de existir. Em grandes traços, podem ser designados, como outras tantas épocas progressivas da formação econômica da sociedade, os modos de produção asiático, antigo, feudal e burguês moderno. As relações de produção burguesas são a última forma antagônica do processo de produção social, antagônica não no sentido de um antagonismo individual, mas de um antagonismo que nasce das condições de existência sociais dos indivíduos; as forças produtivas que se desenvolvem no seio da sociedade burguesa criam, ao mesmo tempo, as condições materiais para resolver este antagonismo. Com esta formação social termina, pois, a pré-história da sociedade humana”.

Comentando o “Prefácio” de Marx, na Introdução da coletânea citada, diz Florestan Fernandes que “o que emerge é uma refinada teoria sociológica da revolução social, esbatida sobre o pano de fundo das correntes históricas que atravessam as estruturas da sociedade”. Este texto “exibe a consciência revolucionária da história sob a forma acabada de teoria científica, desvendando como se produz historicamente a revolução social e o quanto ela não passa de um processo natural nas sociedades de forma antagônica”.

Raymond Aron, por sua vez, diz que “encontramos nesta passagem [transcrita acima] todas as ideias essenciais da interpretação econômica da história, com a única reserva de que nem a noção de classes nem o conceito de luta de classes aparecem aí explicitamente. No entanto é fácil reintroduzi-los nessa concepção geral”. Vamos percorrer, com R. Aron, as sete “ideias essenciais” do pensamento de Marx sobre a sociedade, ideias que formam o arcabouço do chamado materialismo histórico [as notas de rodapé do texto original foram excluídas aqui].

Continue lendo.


Leia Mais:
Bicentenário de Karl Marx tem programação especial em São Paulo
Marx no blog da Boitempo

terça-feira, 1 de maio de 2018

Biblical Studies Carnival 146

Seleção de postagens dos biblioblogs em abril de 2018.

Biblical Studies April Carnival

Trabalho feito por Ruben Rus em seu blog Ayuda Ministerial.

domingo, 29 de abril de 2018

Por que os livros de Amós e Oseias foram escritos?

Neste mês de abril de 2018 estive estudando com os alunos do Segundo Ano de Teologia do CEARP o livro de Amós. Agora estamos examinando Oseias. E uma pergunta sempre surge: em que contextos livros proféticos como Amós e Oseias foram escritos?

Wolfgang Schütte, que se dedica a pesquisar os inícios da profecia escrita nos séculos VIII e VI a.C., nos dá uma boa pista em dois artigos publicados na revista Biblica, do Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Artigos disponíveis para leitura online. Em alemão.

El Profeta, de Pablo Gargallo - Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid (1933)


Amós

SCHÜTTE, W. Die Amosschrift als juda-exilische israelitische Komposition. Biblica, Roma,  vol. 93, p. 520-542, 2012.

The oracles of Amos written in the 8th century BCE were brought from the Kingdom of Israel to Judah after the fall of Samaria in 720 BCE. We think that the Israelites in «exile» in Judah were hoping for a restoration at that time. The Book of Amos can be interpreted in this context: it explains the feelings of Israelite refugees in Judah (Amos 1-2), the responsibility of the Israelite elite for the disaster (Amos 3-6), the reason why the people bear the consequences of the catastrophe (Amos 7), and why there is hope for the refugees in Judah, but not for the exiles in Assyria (Amos 8-9).

Os oráculos de Amós escritos no século VIII a.C. foram trazidos do reino de Israel para Judá depois da queda de Samaria em 720 a.C. Nós pensamos que os israelitas no "exílio" em Judá estavam esperando por uma restauração naquele tempo. O Livro de Amós pode ser interpretado neste contexto: explica os sentimentos dos refugiados israelitas em Judá (Amós 1-2), a responsabilidade da elite israelita pelo desastre (Amós 3-6), a razão pela qual as pessoas sofrem as consequências da catástrofe (Amós 7), e por que há esperança para os refugiados em Judá, mas não para os exilados na Assíria (Amós 8-9).


Oseias

SCHÜTTE, W. Die Entstehung der juda-exilischen Hoseaschrift. Biblica, Roma, vol. 95, p. 198-223, 2014.

The book of Hosea was composed a short time after the Assyrian conquest of Israel and by a group of Israelites that had fled to Judah. The kernel of the book comes from a series of critical statements about cultic personnel and Israel's society. The book integrated later reflections on national guilt and tried to infuse religious hope to the Israelite refugees in Judah.


O livro de Oseias é uma composição israelita no contexto dos exilados de Israel (norte) em Judá, propõe Wolfgang Schütte.

O livro de Oseias foi composto pouco depois da conquista assíria de Israel, por um grupo de israelitas que fugiram para Judá. O cerne do livro vem de uma série de posicionamentos críticos sobre o pessoal do culto e a sociedade de Israel. O livro integrou reflexões posteriores sobre a culpa nacional e tentou infundir esperança religiosa aos refugiados israelitas em Judá.

Diz o autor:
Ich unterstelle ihr, dass sie im Kern eine israelitische, im Fluchtland Juda verfasste, religiöse Literatur ist, die sich mit der Politik des Zufluchtslandes und einer  erhofften Rückkehr nach Israel selbst auseinandersetzt.

Eu proponho que o livro de Oseias deva ser lido como literatura israelita escrita na terra de refúgio de Judá, lidando com a política do país de refúgio e com a esperança de um retorno a Israel.


Leia Mais:
Perguntas mais frequentes sobre o profeta Amós
Faça o download do livro A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C.

Livro de Rute: amor entre mulheres?

Debatendo argumentos a favor e contra a leitura do livro de Rute como uma história de amor entre mulheres, Stephanie Day Powell traz novos insights sobre o mundo antigo em que o livro de Rute foi escrito.


POWELL, S. D. Narrative Desire and the Book of Ruth. London: Bloomsbury T&T Clark, 2018, 224 p. - ISBN  9780567678751

POWELL, S. D. Narrative Desire and the Book of Ruth. London: Bloomsbury T&T Clark, 2018


Stephanie Day Powell illuminates the myriad forms of persuasion, inducement, discontent, and heartbreak experienced by readers of Ruth. Writing from a lesbian perspective, Powell draws upon biblical scholarship, contemporary film and literature, narrative studies, feminist and queer theories, trauma studies and psychoanalytic theory to trace the workings of desire that produced the book of Ruth and shaped its history of reception. Wrestling with the arguments for and against reading Ruth as a love story between women, Powell gleans new insights into the ancient world in which Ruth was written.

Ruth is known as a tale of two courageous women, the Moabite Ruth and her Israelite mother-in-law Naomi. As widows with scarce means of financial or social support, Ruth and Naomi are forced to creatively subvert the economic and legal systems of their day in order to survive. Through exceptional acts of loyalty, they, along with their kinsman Boaz, re-establish the bonds of family and community, while preserving the line of Israel's great king David. Yet for many, the story of Ruth is deeply dissatisfying. Scholars increasingly recognize how Ruth's textual “gaps” and ambiguities render conventional interpretations of the book's meaning and purpose uncertain. Feminist and queer interpreters question the appropriation of a woman's story to uphold patriarchal institutions and heteronormative values. Such avenues of inquiry lend themselves to questions of narrative desire, that is, the study of how stories frame our desires and how our own complex longings affect the way we read.


Stephanie Day Powell is a Lecturer at Manhattan College in New York, USA.


Sumário
Preface
Acknowledgements
Abbreviations
1. Narrative Desire and the Book of Ruth
2. Resistance: Ambiguity and Artistry in the Book of Ruth
3. Rupture: Ruth and Fried Green Tomatoes
4. Reclamation: Ruth and Oranges Are Not the Only Fruit
5. Re-Engagement: Ruth and Golem, The Spirit of Exile
6. Conclusion: (Un)final Gleanings
Bibliography
Index

Para conhecer minha proposta de leitura de Rute, leia, na Ayrton's Biblical Page, o artigo Leitura socioantropológica do livro de Rute.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

As descobertas mais importantes da arqueologia israelense

ToI asks the experts: What are the most important finds of Israeli archaeology? - By Amanda Borschel-Dan - Times of Israel: April 19, 2018

From Dead Sea Scrolls to space-age tech, the dramatic history of the ever-developing field is indelibly entwined with that of the nation itself




Grutas de Qumran


Observa hoje Jim Davila em seu blog PaleoJudaica:

This article is not another top-ten list. It is much more nuanced and sophisticated. You should read it all.

Este artigo não é apenas outra lista das dez mais importantes descobertas feitas por arqueólogos israelenses. É muito mais elaborado. Vale a pena a leitura.

Paul Singer (1932–2018)


Paul Singer (Viena, 24 de março de 1932 – São Paulo, 16 de abril de 2018)


:: Entrevista com Paul Singer em março de 2016 - Blog da Boitempo: 18.04.2018 (para baixar em pdf clique aqui)

:: Entrevista com Paul Singer em maio de 2006 - Rede Brasil Atual: 17.04.2018 (ou aqui)

quinta-feira, 12 de abril de 2018

As novas armas da Rússia

Ninguém quis nos ouvir. Agora, nos ouvirão (...) Dediquem um momento de reflexão ao que aqui foi dito e feito. Descartem os que insistem em viver no passado. Parem de sacudir a canoa na qual viajamos todos, essa nossa Terra comum (Vladimir Putin - 01.03.2018).


As Novas Armas da Rússia - Organizado por Ruben Bauer Naveira - Jornal GGN

Discurso de Vladimir Putin perante a Assembleia Federal da Rússia em 01.03.2018


A série As Novas Armas da Rússia busca apresentar ao público brasileiro, em 5 artigos, a nova realidade mundial inaugurada pelo discurso do presidente da Rússia Vladimir Putin no dia primeiro de março de 2018, o qual marca uma ruptura histórica de consequências imensuráveis para todo o mundo, inclusive o Brasil.


As Novas Armas da Rússia (1): O discurso histórico de Putin (transcrição do discurso)

As Novas Armas da Rússia (2): Resumo das armas (compilação pela equipe do site SouthFront.org)

As Novas Armas da Rússia (3): Implicações militares (análise por Andrei Martyanov)

As Novas Armas da Rússia (4): Implicações políticas (análise por The Saker)

As Novas Armas da Rússia (5): Implicações para o Brasil (análise por Ruben Bauer Naveira)

Putin’s annual address to Federal Assembly (full video)

sábado, 7 de abril de 2018

Livro do Lula: a verdade vencerá

O ebook do livro do Lula pode ser baixado gratuitamente até o dia 13/04/2018.

Luiz Inácio LULA da Silva, A verdade vencerá: O povo sabe por que me condenam. São Paulo: Boitempo, 2018, 216 p. - ISBN 9788575596210.

Luiz Inácio LULA da Silva, A verdade vencerá: O povo sabe por que me condenam. São Paulo: Boitempo, 2018

Diz o blog da editora Boitempo:

Diante de uma perseguição política sem precedentes, Lula lança livro para contar a sua versão da história. A Boitempo disponibiliza o e-book para download gratuito e livro físico em dobro no site!

Um livro necessário, uma leitura urgente. Diante de uma perseguição política sem precedentes, Lula lança livro para contar a sua versão da história.

Está disponível para download gratuito o e-book completo do livro A verdade vencerá: o povo sabe por que me condenam, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Baixe o seu exemplar em qualquer uma das livrarias abaixo:

Amazon, Apple, Cultura, Saraiva, Google e Kobo

O e-book gratuito permanece disponível somente até o dia 13/4.


O coração da obra são as 124 páginas, de um total de 216, que apresentam um retrato fiel do ex-presidente no presente contexto em formato de uma longa entrevista concedida aos jornalistas Juca Kfouri e Maria Inês Nassif, ao professor de relações internacionais Gilberto Maringoni e à editora Ivana Jinkings, fundadora e diretora da editora Boitempo. Foram horas de conversa aberta e sem temas proibidos, divididas em três rodadas, que aconteceram no Instituto Lula, em São Paulo, nos dias 7, 15 e 28 de fevereiro.

Entre os principais temas discutidos, ganha destaque a análise inédita do ex-presidente sobre os bastidores políticos dos últimos anos e o que levou o Partido dos Trabalhadores a perder o poder após a reeleição de Dilma Rousseff. Lula também fala sobre as eleições de 2018 e suas perspectivas e esperanças para o País.

Organizada por Ivana Jinkings, com a colaboração de Gilberto Maringoni, Juca Kfouri e Maria Inês Nassif – e edição de Mauro Lopes –, a obra traz ainda textos de Eric Nepomuceno, Luis Fernando Verissimo, Luis Felipe Miguel e Rafael Valim. Além disso, a edição é acrescida de uma cronologia da vida de Lula, organizada pelo jornalista Camilo Vannuchi, texto de capa do historiador Luiz Felipe de Alencastro e dois cadernos com fotos históricas, dos tempos no sindicato à presidência, passando pelas recentes caravanas e manifestações de rua.

Leia Mais:
Livros sobre o golpe de 2016
A entrevista de Lula aos blogueiros

Para conhecer a história da antiga Palestina

WHITELAM, K. W. Revealing the History of Ancient Palestine: Changing Perspectives 8. Abingdon: Routledge, 2018, 416 p. - ISBN  9780815365914.


WHITELAM, K. W. Revealing the History of Ancient Palestine: Changing Perspectives 8. Abingdon: Routledge, 2018


This volume is part of the Changing Perspectives sub-series, which is constituted by anthologies of articles by world-renowned biblical scholars and historians that have made an impact on the field and changed its course during the last decades. This volume offers a collection of seminal essays by Keith Whitelam on the early history of ancient Palestine and the origins and emergence of Israel. Collected together in one volume for the first time, and featuring one unpublished article, this volume will be of interest to biblical and ancient Near Eastern scholars interested in the politics of historical representation but also on critical ways of constructing the history of ancient Palestine.


Table of Contents

Introduction, by Emanuel Pfoh

1. Recreating the History of Israel

2. The Emergence of Israel: Social Transformation and State Formation following the Decline in Late Bronze Age Trade (with R.B. Coote)

3. Israel’s Traditions of Origin: Reclaiming the Land

4. Between History and Literature: The Social Production of Israel’s Traditions of Origin

5. The Identity of Early Israel: The Realignment and Transformation of Late Bronze-Iron Age Palestine

6. Sociology or History: Towards a (Human) History of Ancient Palestine?

7. The Search for Early Israel: Historical Perspective

8. ‘Israel Is Laid Waste; His Seed Is No More’: What If Merneptah’s Scribes Were Telling the Truth?

9. Palestine during the Iron Age

10. The Poetics of the History of Israel: Shaping Palestinian History

11. Representing Minimalism: The Rhetoric and Reality of Revisionism

12. Transcending the Boundaries: Expanding the Limits

13. Imagining Jerusalem

14. Interested Parties: History and Ideology at the End of the Century

15. Resisting the Past: Ancient Israel in Western Memory

16. The Death of Biblical History

17. Architectures of Enmity

Index


Keith W. Whitelam

Keith W. Whitelam was previously Professor and Head of the Department of Religious Studies at the University of Stirling, UK, and later Professor and Head of the Department of Biblical Studies at the University of Sheffield, UK. He is also the founder and director for Sheffield Phoenix Press, specialising in the publication of research in biblical studies. His previous books include The Invention of Ancient Israel: The Silencing of Palestinian History (Routledge 1996), and The Emergence of Early Israel in Historical Perspective (with Robert B. Coote, 2010).

Leia Mais:
Pode uma ‘História de Israel’ ser escrita?
A História de Israel no debate atual

Iahweh e Asherá em Kuntillet 'Ajrud

A descoberta é da década de 70 do século XX, mas o debate sobre o seu significado continua.

A Strange Drawing Found in Sinai Could Undermine Our Entire Idea of Judaism

Is that a 3,000-year-old picture of god, his penis and his wife depicted by early Jews at Kuntillet Ajrud?

By Nir Hasson - Haaretz: Apr 04, 2018



Em Kuntillet 'Ajrud: Iahweh e Asherá?


More than four decades after its excavation wound down, a small hill in the Sinai Desert continues to bedevil archaeologists. The extraordinary discoveries made at Kuntillet Ajrud, an otherwise nondescript slope in the northern Sinai, seem to undermine one of the foundations of Judaism as we know it.

Then, it seems, "the Lord our God” wasn't “one God.” He may have even had a wife, going by the completely unique "portrait" of the Jewish deity that archaeologists found at the site, which may well be the only existing depiction of YHWH.

Kuntillet Ajrud got its name, meaning “the isolated hill of the water sources," from wells at the foot of the hill. It is a remote spot in the heart of the desert, far from any town or or trade route. But for a short time around 3,000 years ago, it served as a small way station.

Dozens of drawings and inscriptions, resembling nothing whatever found anywhere else in our region, survived from that period, which seems to have lasted no longer than two or three decades. Egypt gained the artifacts with the peace treaty with Israel 25 years ago, but the release of the report on the excavation six years ago and a book about the site two years ago have kept the argument over the exceptional findings from the hill in Sinai alive.


Leia Mais:
Paolo Merlo analisa Kuntillet ‘Ajrud
Arqueologia das terras da Bíblia

domingo, 1 de abril de 2018

Biblical Studies Carnival 145

Seleção de postagens dos biblioblogs em março de 2018.

The March Madness Edition of the Biblical Studies Carnival

Trabalho feito por Jim West em seu blog Zwinglius Redivivus.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Um olhar interdisciplinar sobre o êxodo

Vídeos da Conferência sobre o Êxodo - Universidade da Califórnia em San Diego - 2013

Out of Egypt: Israel’s Exodus Between Text and Memory, History and Imagination.

Também aqui.

Desta conferência resultou o livro

LEVY, T. E. ; SCHNEIDER, T. ; PROPP, W. H. C. (eds.) Israel's Exodus in Transdisciplinary Perspective: Text, Archaeology, Culture, and Geoscience. New York: Springer, 2015, XXVII + 584 p. - ISBN 9783319349770.

LEVY, T. E. ; SCHNEIDER, T. ; PROPP, W. H. C. (eds.) Israel's Exodus in Transdisciplinary Perspective: Text, Archaeology, Culture, and Geoscience. New York: Springer, 2015
 
The Bible's grand narrative about Israel's Exodus from Egypt is central to Biblical religion, Jewish, Christian, and Muslim identity and the formation of the academic disciplines studying the ancient Near East. It has also been a pervasive theme in artistic and popular imagination. Israel's Exodus in Transdisciplinary Perspective is a pioneering work surveying this tradition in unprecedented breadth, combining archaeological discovery, quantitative methodology and close literary reading. Archaeologists, Egyptologists, Biblical Scholars, Computer Scientists, Geoscientists and other experts contribute their diverse approaches in a novel, transdisciplinary consideration of ancient topography, Egyptian and Near Eastern parallels to the Exodus story, the historicity of the Exodus, the interface of the Exodus question with archaeological fieldwork on emergent Israel, the formation of biblical literature, and the cultural memory of the Exodus in ancient Israel and beyond.

This edited volume contains research presented at the groundbreaking symposium "Out of Egypt: Israel’s Exodus Between Text and Memory, History and Imagination" held in 2013 at the Qualcomm Institute of the University of California, San Diego. The combination of 44 contributions by an international group of scholars from diverse disciplines makes this the first such transdisciplinary study of ancient text and history. In the original conference and with this new volume, revolutionary media, such as a 3D immersive virtual reality environment, impart innovative, Exodus-based research to a wider audience. Out of archaeology, ancient texts, science and technology emerge an up-to-date picture of the Exodus for the 21st Century and a new standard for collaborative research.


Thomas Evan Levy is Distinguished Professor and holds the Norma Kershaw Chair in the Archaeology of Ancient Israel and Neighboring Lands at the University of California, San Diego. Thomas Schneider is Professor of Egyptology and Near Eastern Studies at the University of British Columbia, Vancouver. William H. C. Propp is the Harriet and Louis Bookheim Professor of Biblical Hebrew and Related Languages at the University of California, San Diego.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Leitura dos sinóticos à luz das ciências sociais

MALINA, B. J. ; ROHRBAUGH, R. L. Evangelhos Sinóticos: Comentário à luz das ciências sociais. São Paulo: Paulus, 2018, 504 p. - ISBN 978853494637.


MALINA, B. J. ; ROHRBAUGH, R. L. Evangelhos Sinóticos: Comentário à Luz das ciências sociais. São Paulo: Paulus, 2018

Vivemos num mundo que os escritores antigos não tinham como destinatário. As mudanças que resultaram da revolução industrial geraram alterações na percepção do mundo e um impacto fundamental em nossa capacidade de ler e compreender a vida. Os significados apreendidos na leitura de documentos escritos inevitavelmente derivam de um sistema social. Ler é sempre um ato social. O Novo Testamento foi escrito naquilo que os antropólogos chamavam de uma sociedade de “alto contexto”. As pessoas que se comunicam nesse tipo de sociedade requerem um conhecimento largamente partilhado, bem compreendido do contexto de qualquer coisa a que se refiram em conversas ou por escrito. A Bíblia, como a maioria dos documentos escritos no mundo de alto contexto mediterrâneo, pressupõe que os leitores tenham um amplo e adequado conhecimento de seu contexto social. No entanto, como os leitores contemporâneos da Bíblia podem participar desse contexto social se, em sua grande maioria, foram socializados e modelados pela experiência de viver em países ocidentais do século XX, e não na Palestina do século I? O objetivo deste trabalho é exatamente transpor o texto do continente de cultura mediterrâneo no qual foi escrito para o novo contexto nas sociedades ocidentais, industrializadas, onde agora é lido. O resultado será outra recontextualização. Essa modernização do texto é profundamente social no caráter, e é improvável que leitores socializados no mundo industrial completem o texto do Novo Testamento segundo as formas que os autores antigos poderiam ter imaginado, mas podem ser auxiliados na compreensão do que os autores bíblicos disseram e pretenderam dizer a seus contemporâneos.


O original em inglês é de 1992 e a segunda edição é de 2003.

Sobre Bruce Malina e seu método, leia o post de 24 de agosto de 2017: Morreu Bruce Malina (1933-2017).

Richard L. Rohrbaugh (1936) é Professor Emérito de Estudos Religiosos no Lewis and Clark College em Portland, Oregon, EUA.

Ambos participavam de The Context Group, uma associação de estudiosos interessados no uso das Ciências Sociais como um instrumento heurístico na interpretação do Novo Testamento.

sábado, 17 de março de 2018

Texto da Torá de aproximadamente 1000 d.C.

Uma folha de um rolo da Torá, contendo Ex 10,10-16,15, foi adquirida pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.

O que é este manuscrito? Foram recuperados outros textos da Torá datando do primeiro milênio d.C.?


The World’s Oldest Torah Scrolls - By Gary A. Rendsburg - ANE Today: March 2018


Torah Scroll Sheet dated ca. 1000 C.E., containing Exodus 10:10-16:15. Library of Congress, Washington, D.C., U.S.

A recent announcement by the Library of Congress regarding the purchase of a single Torah scroll sheet dating from approximately 1000 C.E. has generated great interest in the topic of old Torah scrolls. Just what are the world’s oldest Torah scrolls and where does the Library of Congress scroll fit in?

The Library of Congress scroll sheet contains five columns of text, comprising Exodus 10:10-16:15, a portion extending from the Plague of Locusts to the appearance of Manna in the desert. Included within the text is the Song of the Sea (Exodus 15:1‒19).

According to an inscription in both Hebrew and Russian on the back of the scroll, the sheet was presented by Shelomo Beim (1817-1867 C.E.), Karaite hazzan in Chufut-Kale, Crimea, to Grand Duke Constantine, brother of Czar Alexander II, in the year 1863. One may assume that the scroll sheet emanates from the Near East, based on considerations of text, handwriting, section divisions, and layout of the Song of the Sea.

At some point, the scroll sheet was taken to England, where in 2001 it was offered for sale by Christie’s Auction House. Fortunately, before the sale, Jordan Penkower of Bar-Ilan University was able to study the document closely and described it in a very detailed article in the journal Textus.

In 2017, the sheet was again offered for sale, this time by the 2001 buyer, the noted rare book dealer Stephan Loewenthiel. The Library of Congress purchased the sheet, and the Hebraic Section of the African and Middle Eastern Division now serves as the custodian of this exceedingly important document. I had the opportunity to inspect the scroll sheet at the Library of Congress in October 2017, courtesy of Dr. Ann Brener, head of the Hebraic Section, in advance of the Library’s public announcement in January 2018.

But is this document unique? How many truly old Torah scrolls are there? How many survive from approximately 1000 years ago or more? Readers of The Ancient Near East Today are like aware of the approximately 220 biblical manuscripts from amongst the Dead Sea Scrolls, dating from 3rd century B.C.E. to 1st century C.E., along with the related documents from Masada, Naḥal Ḥever, Wadi Murabba‘at, and other sites, which date from the 1st-2nd centuries C.E. [sobre os Manuscritos do Mar Morto, leia aqui] But what about the ensuing centuries, until we reach the date of the Library of Congress portion at approximately 1000 C.E.? What scrolls, or portions of scrolls, do we possess?

Leia o texto completo.

Sobre os manuscritos hebraicos que utilizamos hoje, leia a parte final do post As diferentes tradições do hebraico bíblico.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Todos os seminários do PIB para professores de Bíblia

 
José Luis Sicre, José Maria Abrego de Lacy (Reitor do Bíblico) e Pietro Bovati: 23.01.2012


O primeiro link leva ao post do Observatório Bíblico. O segundo, ao programa do seminário no site do Pontifício Instituto Bíblico (PIB).

Para o primeiro seminário, sobre o profetismo, há um relato diário feito por Cássio Murilo Dias da Silva e publicado no Observatório Bíblico.

Textos em pdf e vídeos das aulas estão disponíveis para alguns dos seminários.

1. PIB cria seminário para professores de Bíblia - O profetismo (com destaque para Isaías e Jeremias) - Diário do Seminário no Bíblico: 23 a 27 de janeiro de 2012

2. Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2013 - Literatura joanina (Evangelho, Cartas e Apocalipse)

3. Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2014 - O Pentateuco

4. Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2015 - Os evangelhos sinóticos: Marcos e Mateus

5. Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2016 - A literatura sapiencial

6. Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2017 - Cartas Paulinas: Romanos e Gálatas

7. Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2018 - Os livros "históricos" do Antigo Testamento

quinta-feira, 8 de março de 2018

Seminário do PIB para professores de Bíblia 2018 em vídeo

Sobre o seminário, leia aqui.

Para os interessados nos livros "históricos" do Antigo Testamento, uma dica: as palestras principais estão disponíveis em vídeo.

Na página do seminário estão os links para os vídeos no YouTube.

Há também uma galeria de fotos do seminário.


Seminário do PIB para professores de Bíblia: aula do Prof. Simone Paganini - 22.01.2018

domingo, 4 de março de 2018

Os cânones bíblicos do cristianismo primitivo

GALLAGHER, E. L. ; MEADE, J. D. The Biblical Canon Lists from Early Christianity: Texts and Analysis. Oxford: Oxford University Press, 2017, 368 p. - ISBN  9780198792499.

GALLAGHER, E. L. ; MEADE, J. D. The Biblical Canon Lists from Early Christianity: Texts and Analysis. Oxford: Oxford University Press, 2017

The Bible took shape over the course of centuries, and today Christian groups continue to disagree over details of its contents. The differences among these groups typically involve the Old Testament, as they mostly accept the same 27-book New Testament. An essential avenue for understanding the development of the Bible are the many early lists of canonical books drawn up by Christians and, occasionally, Jews. Despite the importance of these early lists of books, they have remained relatively inaccessible. This comprehensive volume redresses this unfortunate situation by presenting the early Christian canon lists all together in a single volume. The canon lists, in most cases, unambiguously report what the compilers of the lists considered to belong to the biblical canon. For this reason they bear an undeniable importance in the history of the Bible.

The Biblical Canon Lists from Early Christianity provides an accessible presentation of these early canon lists. With a focus on the first four centuries, the volume supplies the full text of the canon lists in English translation alongside the original text, usually Greek or Latin, occasionally Hebrew or Syriac. Edmon L. Gallagher and John D. Meade orient readers to each list with brief introductions and helpful notes, and they point readers to the most significant scholarly discussions. The book begins with a substantial overview of the history of the biblical canon, and an entire chapter is devoted to the evidence of biblical manuscripts from the first millennium. This authoritative work is an indispensable guide for students and scholars of biblical studies and church history.


Diz Larry Hurtado sobre o livro:

The authors’ primary purpose is to lay before readers a collection of early evidence about what writings were treated as part of a canon, focusing on evidence of the first four centuries.  So, the main part of the book is given to setting out this evidence:  Jewish canon lists (chap 2), Greek Christian canon lists (chap. 3), Latin Christian lists (chap. 4), the Syriac Christian list (chap. 5), and a discussion of the writings included in selected Greek, Syriac, Latin, and Hebrew Manuscripts (chap. 6).  An Appendix gives brief information on a number of other writings that are mentioned in early sources but did not get included in either Jewish or (some) Christian canons.

The major benefit of this book is that, for each list included, the authors give a brief introduction, and the actual text in the original language and with an English translation, plus copious notes.  In one handy volume, you have pretty much all the key evidence, which makes this volume a unique contribution.


Edmon L. Gallagher is Associate Professor of Christian Scripture at Heritage Christian University in Florence, Alabama, USA.  John D. Meade is Associate Professor of Old Testament at Phoenix Seminary, Phoenix, Arizona, USA.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Selo, sinete, bula: usos e significados

O que dizem os dicionários? Consultando o Aurélio e o Houaiss

Selo
Vem do latim sigillum, i "marca pequena"

1. Peça, geralmente metálica, na qual se gravaram armas, divisa ou assinaturas, e que se usa para imprimir sobre certos papéis, com o fim de validá-los ou autenticá-los.

2. Carimbo, sinete, chancela

3. Marca estampada por carimbo, sinete, chancela ou máquina de franquear; estampilha


Sinete
Vem do francês signet "sinete, selo"

1. Utensílio gravado em alto ou baixo-relevo, utilizado para imprimir no papel, no lacre etc, assinatura, monograma, brasão etc, de uma instituição ou pessoa

2. A própria gravação de tal marca; chancela

3. Carimbo

4. Marca, sinal

5. Timbre


Bula
Vem do latim bulla,ae "bolha, sinete, selo"

Selo ou sinete que se prendia a um documento atestando-lhe a autenticidade



Algumas imagens

Imagens de selos e bulas do Antigo Oriente Médio

Imagens de selos cilíndricos do Antigo Oriente Médio



Selos no Antigo Oriente Médio

Diferentes tipos de selo eram usados no Antigo Oriente Médio. Feitos de materiais duráveis, como pedras semipreciosas, eram pequenos, medindo poucos centímetros. Entalhados com gravuras e/ou escrita eles produziam uma imagem reversa quando prensados sobre placas de argila ou outro material macio. O resultado era a bula, ou marca estampada pelo selo. Eram usados como uma assinatura, serviam para fechar, marcar, autenticar objetos ou documentos. Muitos selos eram presos ao corpo do proprietário por um cordão ou gravados em um anel. 

Os selos cilíndricos com figuras eram típicos da Mesopotâmia. Imprimiam a figura quando rolados sobre um material macio. Os selos de estampa em forma de escaravelho são característicos do Egito. Israel usava selos de estampa com figuras ou escrita ou com figura e escrita.

A escrita, com frequência, traz o nome do proprietário do selo seguido pelo nome do pai (Pertencente a fulano, [filho de] sicrano). Mencionar o nome do pai ajudava a identificar o proprietário. Ou traz o ofício do proprietário, especialmente no caso de altos funcionários da corte (Pertencente a fulano, servo de sicrano).

Centenas de selos foram encontrados em Israel. São, em sua maioria, dos séculos VIII a VI a.C. Poucos são de época exílica e pós-exílica. Muitos dos nomes próprios são conhecidos através da Bíblia, mas há uma quantidade significativa de novos nomes. Isto faz dos selos a mais importante fonte extrabíblica para o conhecimento de nomes de pessoas da época monárquica em Israel.

A Bíblia menciona os selos vez ou outra, como em Ex 28,11 (Como faz quem trabalha a pedra para a incisão de um selo), Eclo 45,11 (Pedras preciosas gravadas em forma de selo), Jó 38,14 (Transforma-se como argila debaixo do sinete), Gn 38,18 (Ele perguntou: "Que penhor te darei?" E ela respondeu: "O teu selo, com teu cordão e o cajado que seguras." Ele lhos deu e foi com ela, que dele concebeu), Ct 8,6 (Coloca-me, como sinete sobre teu coração, como sinete em teu braço. Pois o amor é forte, é como a morte...), Jr 32,9-15 (v. 10: Redigi, então, o contrato e o selei...; v. 14: Toma esses documentos, esse contrato de compra, o exemplar selado e a cópia aberta, e coloca-os em um vaso de argila para que se conservem por muito tempo), Ag 2,23 (e farei de ti como um sinete) etc.



Bibliografia recomendada

AVIGAD, N. Corpus of West Semitic Stamp Seals. Revised and completed by Benjamin Sass. Jerusalem: Israel Academy of Sciences and Humanities, 1997, 640 p. + 1217 figuras - ISBN 9789652081384.

ROLLSTON, C. Seals and Scarabs. The New Interpreters Dictionary of the Bible. Volume 5. Nashville: Abingdon Press, 2009, p. 141-146. Disponível online.

SEEVERS, B. ; KORHONEN, R. Seals in Ancient Israel and the Near East: Their Manufacture, Use, and Apparent Paradox of Pagan Symbolism. NEASB 61, 2016, p. 1-17. Disponível online.

CDLI:wiki [recurso online]:
Seals and sealings in the ancient Near East
Major collections of seals
Resources for seals and sealings

Leia Mais:
Isaías o profeta? Provavelmente não
Mais sobre o selo de Isaías

A virada profética de Francisco


 XVIII Simpósio Internacional IHU. A virada profética de Francisco. Possibilidades e limites para o futuro da Igreja no mundo contemporâneo

 
XVIII Simpósio Internacional IHU. A virada profética de Francisco. Possibilidades e limites para o futuro da Igreja no mundo contemporâneo


Data: 21 a 24 de maio de 2018

Local: Teatro Unisinos - Campus Porto Alegre


De onde vem o fascínio de intelectuais pela figura de Francisco, que não se coloca como um nobre líder internacional, ao contrário, parece até tentar se afastar dessa ideia, buscando sempre um contato mais direto com as pessoas? Em grande parte, esse fascínio é baseado em ações como, por exemplo, a busca de Francisco pelo diálogo inter-religioso, a defesa que faz da importância do acolhimento ao imigrante e o combate feroz ao estilo de vida que tem no consumo seu alicerce. Posicionamentos que provocam inquietações que ecoam dentro e fora dos muros vaticanos.

No turbilhão dos dias correntes, a liderança política de Bergoglio não aparece como salvacionista, mas como alguém atento aos dilemas contemporâneos. Ele coloca a Igreja e os dilemas do mundo de hoje no mesmo cenário, fustigando um debate acerca dos desafios contemporâneos, sem se fechar no mundo eclesial, mas olhando para fora e propondo uma visão social, econômica, (geo)política, ecológica, cultural e teológica que não encontra eco nas formas hegemônicas de financeirização da vida e da natureza.

Talvez, olhar com mais atenção à figura do papa Francisco possa nos ajudar a pensar nossos desafios de forma transdisciplinar. É com o intuito de promover esse movimento que o Instituto Humanitas Unisinos - IHU promove, entre os dias 21 e 24 de maio, na Unisinos Porto Alegre, o XVIII Simpósio Internacional IHU – A Virada Profética de Francisco. Possibilidades e limites para o futuro da Igreja no mundo contemporâneo.

O XVIII Simpósio Internacional IHU é destinado tanto à comunidade acadêmica como ao público em geral. Ao todo, serão 32 convidados, divididos em palestras e minicursos. As inscrições podem ser feitas através do site (Trechos de O estilo Francisco: uma inspiração para o nosso tempo - Por João Vitor Santos - IHU: 28 Fevereiro 2018).


Conferencistas

Prof. Dr. Alex Villas Boas – PUCPR
Prof. Dr. Andrea Grillo – Pontifício Ateneu Sant’Anselmo – Itália
Dr. Austen Ivereigh – Catholic Voices – Londres
Profa. Dra. Bárbara Pataro Bucker – PUC-Rio
Dra. Carmem Lussi – CSEM – Brasília
Profa. Dra. Carmen Oliveira – Fiocruz
Prof. Dr. Cesar Kuzma – PUC-Rio
Profa. Dra. Emilce Cuda – UCA – Argentina
Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior – PUC-SP
Dom Francisco de Assis da Silva – IEAB
Prof. Dr. Geraldo Luiz De Mori – FAJE
Prof. Dr. Hilário Henrique Dick – Unisinos
Prof. Dr. Ivanir Rampon – Itepa Faculdades
Bel. Ivo Poletto – FMCJS – Brasília
Prof. Dr. Jesus Hortal – PUC-Rio
MS Jonas Jorge da Silva – CEPAT
Prof. Dr. José Roque Junges – Unisinos
Prof. Dr. Juan Carlos Scannone – Argentina
Prof. Dr. Leomar Antônio Brustolin – PUCRS
Prof. Dr. Luís Corrêa Lima – PUC-Rio
Prof. Dr. Luiz Gonzaga Belluzzo – FACAMP
Prof. Esp. Márcio Pimentel – FAJE
Profa. Dra. Mary Hunt – WATER – EUA
Prof. Dr. Massimo Borghesi – Università di Perugia – Itália
Prof. Dr. Massimo Faggioli – Villanova University – EUA
Prof. Dr. Maurício Perondi – PUCRS
Dr. Moisés Sbardelotto
MS Patrícia Machado Vieira – PUCRS
Prof. Dr. Paulo Suess – CIMI
Bel. Romi Márcia Bencke – IECLB/CONIC
MS Rubens Nunes da Mota – ORCap – Goiânia
Prof. Dr. Todd A. Salzman – Creighton University – EUA

Biblical Studies Carnival 144

Seleção de postagens dos biblioblogs em fevereiro de 2018.

February 2018 Biblical Studies Carnival

Trabalho feito por Jacob J. Prahlow em seu blog Pursuing Veritas.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Mais sobre o selo de Isaías

Scholars should remind the media that the best constructs of the data are usually the result of a slow, methodical, scholarly process… (Christopher A. Rollston)

Isaiah bulla from Ophel, Jerusalem, with hypothetical identification of other letters by Eilat Mazar (Illustration: Reut Livyatan Ben-Arie/© Eilat Mazar; Photo by Ouria Tadmor/© Eilat Mazar)


Recomendo os textos de Christopher A. Rollston, da Universidade George Washington, Washington, D.C., USA:


:. The Putative Bulla of Isaiah the Prophet: Not so Fast - 22 February 2018

The Old Hebrew bulla excavated by Dr. Eilat Mazar, and published in Biblical Archaeology Review (March-May 2018) in an article entitled _Is this the Prophet Isaiah’s Signature(pages 65-73, notes on page 92) is of much interest.

Numerous stamp seals and bullae have been discovered in the Iron Age Levant. For a synopsis of the use and significance, see the article entitled “Seals and Scarabs” (Volume 5, pages 141-146 in _The New Interpreters Dictionary of the Bible_, Nashville, Abingdon Press, 2009, available via my www.academia.edu page).

This new bulla consists of three registers. Much of the top portion of this bulla is missing (including much of the top register), so the bulla is not fully preserved. The first register has no legible letters (although some iconography is preserved). The second register of the bulla reads “L-yš‘yh[w].” The third register has three preserved letters: “nby.”

Although cautious, it is stated in the press release and in the article itself that this bulla (a lump of clay that has been impressed by a seal) may say “Belonging to Isaiah the Prophet” (note that the lamed [L] at the beginning of the bulla is best translated “belonging to,” and the personal name after this lamed is the personal name “Isaiah” (with the Yahwistic theophoric mostly preserved). The third register, as noted, has the letters nby. Note also that the first the two Hebrew consonants for the word “prophet” are nun and bet, that is, nb).

It would be nice if this bulla did refer to the prophet Isaiah of the Bible, but it would not be wise to assume that this bulla definitely reads that way or that it definitely refers to Isaiah the prophet. In this regard, I very much applaud Dr. Mazar for not assuming that this bulla is definitively that of Isaiah the prophet. That is, the operative word is “may.”

In any case, here are briefly some of the reasons for my methodological caution regarding the assumption that this is a bulla associated with Isaiah the Judean prophet of the eighth century:


:. The Isaiah Bulla from Jerusalem: 2.0 - 23 February 2018

The Old Hebrew bulla excavated by Dr. Eilat Mazar, and published in Biblical Archaeology Review (March-May 2018) in an article entitled _Is this the Prophet Isaiah’s Signature(pages 65-73, notes on page 92) is of much interest, as noted in my previous post on this subject.

Date: this inscription putatively dates to the 8th century or the early 7th century. That is, I would emphasize that the script is the script of the late 8th or early 7th century BCE, and there is no way to be more precise than that. And, of course, the archaeological context is not such that the date can be stated to be only the 8th century. Ultimately, a date in the late 8th century is permissible, but so is a date in the early- to mid- 7th century. We must be candid about that.

In any case, within this post, I wish to emphasize certain things that I mentioned in the previous post and also especially to flesh out some of the possibilities for the second word, that is, word, or word fragment, that is present on the third register: nun, bet, yod. As with my previous post, this will be done in brief. I will publish a full journal article on this bulla at a later date in the near future. In any case, my view is that this second word could be a patronymic (in which case this bulla is certainly not Isaiah the Prophet’s as his father was Amoz), a title, or a gentilic.


:. The ‘Isaiah Bulla’ and the Putative Connection with Biblical Isaiah: 3.0 - 26 February 2018

I here posting some additional details about this bulla, especially regarding the three letters on the third register, heavily incorporating data from my previous two blog posts. Note that this third blog post is the basis for a forthcoming article in a traditional publication venue (i.e., a print publication, rather than just a blog).

(...)

Discussion of Bulla
__
Material: Impressed Clay.

Condition of Bulla: Partially Broken.

Reading of Bulla: First Register: Partially broken, fragmentary iconograhic element; Second Register: L-yš‘yh[w]; Third Register: nby. Note the absence of bn “son of” (but note that this morpheme is sometimes absent from patronymics in the epigraphic record).

Thus, the bulla reads “Yešayahu, nby”

NB: The word that follows the first personal name on a seal (and, thus, a bulla) is normally: a patronymic, a gentilic (descriptor), or a title.
__
Date: this inscription putatively dates to the 8th century or the early 7th century. That is, I would emphasize that the script is the script of the late 8th or early 7th century BCE, and there is no way to be more precise than that. And, of course, the archaeological context is not such that the date can be stated to be only the 8th century. Ultimately, a date in the late 8th century is permissible, but so is a date in the early 7th century.
__
Potential Problems with understanding nby on the third register as prophet, that is, potential problems with assuming that the third register is to be understood as reading: nby[’]:


Leia Mais:
Isaías o profeta? Provavelmente não
Entrevista com Eilat Mazar

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Isaías o profeta? Provavelmente não

Estudiosos agem de modo irresponsável quando encorajam reportagens sensacionalistas da mídia. Mesmo sendo mais tarde desmentidas, para muitas pessoas, determinadas hipóteses já se transformaram em certeza.

Isaiah bulla from Ophel, Jerusalem, with hypothetical identification of other letters by Eilat Mazar (Illustration: Reut Livyatan Ben-Arie/© Eilat Mazar; Photo by Ouria Tadmor/© Eilat Mazar)

Em Jerusalém, uma descoberta recente de um selo com o nome "Isaías". Polêmica e sensacionalismo. Uma boa síntese, fotos e links podem ser vistos em:


Why “Isaiah” of the Isaiah Bulla is not the Prophet Isaiah - Deane Galbraith - Remnant of Giants: February 24, 2018


Artigo da arqueóloga Eilat Mazar:

Is This the Prophet Isaiah’s Signature? - By Eilat Mazar - Biblical Archaeology Review 44:2, March/April May/June 2018


>> Atualização: 25.02.2018 - 16h50:

Bloggers on the Isaiah Bulla - Jim Davila: PaleoJudaica.com - February 25, 2018


Leia Mais:
Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Uma história do judaísmo

Um livro recebido com muito entusiasmo por especialistas na área.


GOODMAN, M. A History of Judaism. Princeton: Princeton University Press, 2018, 656 p. - ISBN 9780691181271.
GOODMAN, M. A History of Judaism. Princeton: Princeton University Press, 2018

In this magisterial and elegantly written book, Martin Goodman takes readers from Judaism's origins in the polytheistic world of the second and first millennia BCE to the temple cult at the time of Jesus. He tells the stories of the rabbis, mystics, and messiahs of the medieval and early modern periods and guides us through the many varieties of Judaism today. Goodman's compelling narrative spans the globe, from the Middle East, Europe, and America to North Africa, China, and India. He explains the institutions and ideas on which all forms of Judaism are based, and masterfully weaves together the different threads of doctrinal and philosophical debate that run throughout its history.


Martin Goodman é Professor de Estudos Judaicos na Universidade de Oxford, Reino Unido.


Leia mais sobre o livro no site da editora.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Qual era a aparência de Jesus?

Jesus de Nazaré é, sem dúvida, o homem mais famoso que já existiu. Sua imagem está por toda parte. Ele é o tema de milhões de objetos devocionais e obras de arte.

Mas qual era a aparência de Jesus de Nazaré? Qual era a cor de sua pele? E sua altura? O que ele vestia?

Para responder a esta questão, já por outros abordada - confira a reconstrução digital feita pela BBC aqui, aqui e aqui -, a estudiosa das origens cristãs Joan E. Taylor examina, em livro recente, as evidências históricas e as imagens predominantes de Jesus na arte e na cultura.


Os evangelhos não dizem se ele era alto ou baixo, se bonito ou não, se frágil ou forte... À primeira vista, nada de especial o distinguia dos outros. Lucas 3,23 fala de sua idade apenas: "Ao iniciar o ministério, Jesus tinha mais ou menos trinta anos", o que também é impreciso, sabemos hoje.

Em geral, não percebemos estas lacunas nos evangelhos porque, graças a todas as imagens de Jesus que temos, pensamos que conhecemos sua aparência. Mas o Jesus que reconhecemos tão facilmente é o resultado da história cultural. Será que se encontrássemos Jesus de Nazaré na rua, um judeu da Palestina do século I, seríamos capazes de reconhecê-lo?


Diz Joan E. Taylor em seu artigo What did Jesus really look like, as a Jew in 1st-century Judaea? (publicado em The Irish Times em 9 de fevereiro de 2018):

In the Gospels, he is not described, either as tall or short, good-looking or plain, muscular or frail. We are told his age, as “about 30 years of age” (Luke 3:23), but there is nothing that dramatically distinguishes him, at least at first sight.

We do not notice this omission of any description of Jesus, because we “know” what he looked like thanks to all the images we have. But the Jesus we recognise so easily is the result of cultural history. The early depictions of Jesus that set the template for the way he continues to be depicted today were based on the image of an enthroned emperor and influenced by presentations of pagan gods. The long hair and beard are imported specifically from the iconography of the Graeco-Roman world. Some of the oldest surviving depictions of Jesus portray him as essentially a younger version of Jupiter, Neptune or Serapis. As time went on the halo from the sun god Apollo was added to Jesus’s head to show his heavenly nature. In early Christian art, he often had the big, curly hair of Dionysus.

The point of these images was never to show Jesus as a man, but to make theological points about who Jesus was as Christ (King, Judge) and divine Son. They have evolved over time to the standard “Jesus” we recognise.

So can we imagine Jesus appropriately in terms of the evidence of the 1st century?

O livro

TAYLOR, J. E. What Did Jesus Look Like?  London: Bloomsbury T&T Clark, 2018, 288 p. - ISBN 9780567671509.

TAYLOR, J. E. What Did Jesus Look Like?  London: Bloomsbury T&T Clark, 2018.


Jesus Christ is arguably the most famous man who ever lived. His image adorns countless churches, icons, and paintings. He is the subject of millions of statues, sculptures, devotional objects and works of art. Everyone can conjure an image of Jesus: usually as a handsome, white man with flowing locks and pristine linen robes.

But what did Jesus really look like? Is our popular image of Jesus overly westernized and untrue to historical reality?

This question continues to fascinate. Leading Christian Origins scholar Joan E. Taylor surveys the historical evidence, and the prevalent image of Jesus in art and culture, to suggest an entirely different vision of this most famous of men.

Confira mais sobre o livro aqui e aqui.

Overall, then, we can arrive at a general image of Jesus as an average man: he was probably around 166 cm (5 feet 5 inches) tall, somewhat slim and reasonably muscular, with olive-brown skin, dark brown to black hair, and brown eyes. He was likely bearded (but not heavily, or with a long beard), with shortish hair (probably not well kept) and aged about 30 years old at the start of his mission. His precise facial features will, nevertheless, remain unknown.


A autora esboça uma imagem de Jesus mais ou menos assim: ele provavelmente tinha cerca de 1,66 m de altura, um pouco magro e razoavelmente musculoso, com a pele oliva, cabelo castanho escuro a preto e olhos castanhos. Ele provavelmente usava barba escura, curta e desleixada, e estava na faixa dos 30 anos no início de seu ministério. E se vestia de maneira muito simples. Suas características faciais precisas, no entanto, permanecem desconhecidas.

Jesus, em esboço de Joan Taylor,  What Did Jesus Look Like?  London: Bloomsbury T&T Clark, 2018, p. 192 (Figure 76)

Joan E. Taylor publicou recentemente dois artigos sobre este tema:

:. What did Jesus really look like, as a Jew in 1st-century Judaea? - The Irish Times: February 9, 2018

:. What did Jesus wear? - The Conversation: February 8, 2018


Joan E. Taylor é Professora de Origens Cristãs e Judaísmo do Segundo Templo no King's College de Londres, Reino Unido.

Veja uma resenha do livro por Jim West, publicada em 09.02.2018, aqui.

 Diz ele:

The title of the book poses a question:  what did Jesus look like?  At first blush it may seem that the aim of the book is to answer that question of the man known as Jesus of Nazareth but in fact the question, more fully stated, which this book addresses is far more comprehensive than merely wondering what Jesus of Nazareth looked like.  It wonders how Jesus has been imagined through the entire history of Christianity.  What did Jesus look like to the Byzantines?  What did he look like to Europeans?  How has he been portrayed in art and icon? The result of Taylor’s incisive study is a spectacular survey (...) Jesus, with lice…   This book is genius.  A term I am not used to using of books, or most authors and scholars.  But here it applies to both book and scholar.  Pure genius.  Read it and you’ll not regret a page of it.



Leia Mais:
Jesus Histórico no Observatório Bíblico

Um tempo de magia e milagres: a aurora do cristianismo

Pesquisando as origens do cristianismo, este livro analisa por que foi que as pessoas,  primeiro na Judeia e, em seguida, no mundo mediterrâneo romano e grego, tornaram-se suscetíveis à nova religião. Robert Knapp procura respostas em uma ampla exploração de religião e vida cotidiana de 200 a.C. até o final do século primeiro d. C.


KNAPP, R. The Dawn of Christianity: People and Gods in a Time of Magic and Miracles. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2017, XVI + 303 p. - ISBN 9780674976467. 

KNAPP, R. The Dawn of Christianity: People and Gods in a Time of Magic and Miracles. Cambridge, MA: Harvard University Press, 2017


Exploring the origins of Christianity, this book looks at why it was that people first in Judea and then in the Roman and Greek Mediterranean world became susceptible to the new religion. Robert Knapp looks for answers in a wide-ranging exploration of religion and everyday life from 200 BC to the end of the first century.

Survival, honour and wellbeing were the chief preoccupations of Jews and polytheists alike. In both cases, the author shows, people turned first to supernatural powers. According to need, season and place polytheists consulted and placated vast constellations of gods, while the Jews worshipped and contended with one almighty and jealous deity.

Professor Knapp considers why any Jew or polytheist would voluntarily dispense with a well-tried way of dealing with the supernatural and trade it in for a new model. What was it about the new religion that led people to change beliefs they had held for millennia and which in turn, within four centuries of the birth of its messiah, led it to transform the western world? His conclusions are as convincing as they are sometimes surprising.


Robert Knapp is Professor Emeritus of Classics at the University of California, Berkeley. Confira mais aqui.


Leia a resenha de Giovanni Alberto Cecconi, Università degli Studi Firenze, Italia - Bryn Mawr Classical Review 2018.02.20.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Septuaginta

“Habitando um número considerável de judeus em nosso território (…) e desejoso de lhes ser agradável (…), nós decidimos mandar traduzir vossa Lei do hebraico para o grego, para termos estes livros também em nossa biblioteca, com os outros ‘livros do rei'” (O rei Ptolomeu II Filadelfo ao sumo sacerdote Eleazar, segundo a Carta de Aristeias a Filócrates, séc. II a.C.). 

RAHLFS, A. ; HANHART, R. (eds.) Septuaginta. Editio altera. Stuttgart:  Deutsche Bibelgesellschaft, 2007.
Em 2006 a International Organization for Septuagint and Cognate Studies (IOSCS) estabeleceu o dia 8 de fevereiro como International Septuagint Day (Dia Internacional da Septuaginta), uma data para celebrar a Septuaginta (= LXX, Setenta) e incentivar seu estudo.

Para a origem da Septuaginta, recomendo o início de meu artigo Quem somos nós? Falam autores judeus antigos.

Li dois interessantes textos de Tavis Bohlinger, com bibliografia no final do segundo:

BOHLINGER, T. The Origin of the LXX. theLAB - The Logos Academic Blog - February 8, 2018

BOHLINGER, T. The Influence of the LXX. theLAB - The Logos Academic Blog - February 9, 2018

E duas entrevistas:

Interview with Dr James K. Aitken - Interaction of Traditions: February 8, 2018

International LXX Day: An Interview with T. Muraoka - William A. Ross: Septuaginta &C. - February 8, 2018


Leia Mais:
Estudos sobre a Septuaginta em 2016
LXX Resources
LXX Scholar Interviews

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

As diferentes tradições do hebraico bíblico

Uma visão abrangente e sistemática dos diferentes períodos, fontes e tradições da língua hebraica bíblica.


GARR, W. R. ; FASSBERG, S. E. (eds.) A Handbook of Biblical Hebrew. Volume 1: Periods, Corpora, and Reading Traditions; Volume II: Selected Texts. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2016, 370 p. - ISBN 978-1575063713.


GARR, W. R. ; FASSBERG, S. E. (eds.) A Handbook of Biblical Hebrew. Volume 1: Periods, Corpora, and Reading Traditions; Volume II: Selected Texts. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2016


Biblical Hebrew is studied worldwide by university students, seminarians, and the educated public. It is also studied, almost universally, through a single prism - that of the Tiberian Masoretic tradition, which is the best attested and most widely available tradition of Biblical Hebrew. Thanks in large part to its endorsement by Maimonides, it also became the most prestigious vocalization tradition in the Middle Ages. For most, Biblical Hebrew is synonymous with Tiberian Biblical Hebrew.

There are, however, other vocalization traditions. The Babylonian tradition was widespread among Jews around the close of the first millennium CE; the tenth-century Karaite scholar al-Qirqisani reports that the Babylonian pronunciation was in use in Babylonia, Iran, the Arabian peninsula, and Yemen. And despite the fact that Yemenite Jews continued using Babylonian manuscripts without interruption from generation to generation, European scholars learned of them only toward the middle of the nineteenth century. Decades later, manuscripts pointed with the Palestinian vocalization system were rediscovered in the Cairo Genizah. Thereafter came the discovery of manuscripts written according to the Tiberian-Palestinian system and, perhaps most importantly, the texts found in caves alongside the Dead Sea.

What is still lacking, however, is a comprehensive and systematic overview of the different periods, sources, and traditions of Biblical Hebrew. This handbook provides students and the public with easily accessible, reliable, and current information in English concerning the multi-faceted nature of Biblical Hebrew. Noted scholars in each of the various fields contributed their expertise. The result is the present two-volume work. The first contains an in-depth introduction to each tradition; and the second presents sample accompanying texts that exemplify the descriptions of the parallel introductory chapters.


Outra opção interessante:

SÁENZ-BADILLOS, A. Storia della lingua ebraica. Brescia: Paideia, 2007, 384 p. - ISBN 9788839407351.


Lembrando que:

O texto hebraico já está fixado no século II d.C. Nos séculos seguintes os escribas copiam novos rolos, procurando limitar os erros de transcrição ao mínimo. Para a compreensão correta do texto eles começam a fazer anotações nas margens, assinalar palavras duvidosas etc. No século V entram em ação os chamados massoretas. O termo vem do hebraico masar = “transmitir” e os massoretas são os “transmissores” do texto. Além de fazer anotações sobre o texto, estes sábios judeus sentem a necessidade de vocalizá-lo e acentuá-lo, para se obter um texto mais uniforme e fixo. Neste processo cada escola segue um método diferente, como a oriental, sediada na Mesopotâmia e a ocidental, na Palestina. Depois de muitas peripécias, prevalece a escola de Tiberíades (Palestina) aí pelo ano 900 d.C. E em Tiberíades as famílias Ben Neftali e Ben Asher. Desta última temos dois manuscritos importantíssimos: o manuscrito massorético mais antigo, Codex do Cairo, escrito e vocalizado por Moisés ben Asher, data do ano 895, mas só contém os profetas (anteriores e posteriores). O mais precioso é, porém, o Codex de Aleppo, quase completo, escrito e vocalizado por Aarão ben Moisés ben Asher, até 930. Pertencia à sinagoga de Aleppo e é salvo da destruição em 1948, sendo levado para Israel. Um terceiro manuscrito importante é o Codex de Leningrado, baseado nos manuscritos de Aarão ben Moisés ben Asher. Este contém todo o AT e é escrito em 1008. A melhor edição crítica que possuímos hoje – que é a Bíblia Hebraica Stuttgartensia – baseia-se principalmente neste manuscrito [nota 2 de Os essênios: a racionalização da solidariedade].

Leia Mais:
O Hebraico
Lista de manuscritos do AT disponíveis online