quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Enuma Elish e outras histórias de criação

FELIU MATEU, L. ; MILLET ALBÀ, A. Enuma Elish y otros relatos babilónicos de la Creación. Madrid: Trotta, 2014, 128 p. - ISBN  9788498794762.

FELIU MATEU, L. ; MILLET ALBÀ, A. Enuma Elish y otros relatos babilónicos de la Creación. Madrid: Trotta, 2014

 
El Poema babilónico de la Creación, conocido como Enuma eliš, constituye junto con el Poema de Gilgamesh y el Athrasis una de las grandes obras de la literatura mítico-épica de Babilonia y Asiria. Este poema de finales del segundo milenio, escrito en acadio, es tanto por su extensión como por su valor literario el texto más significativo de entre los diversos relatos de temática cosmogónica legados por la civilización sumeroacadia. Pieza clásica de poesía religiosa, el Enuma eliš recoge viejos mitemas de tradiciones más antiguas y los refunde en una nueva narración construida para ensalzar y glorificar la figura de Marduk y su ciudad, Babilonia. Describe el origen del universo; la lucha entre el dios Marduk y su antagonista, la diosa Tiamat; la entronización de Marduk, el gran demiurgo, y la ordenación del cosmos por este. La presente edición recoge otras narraciones cosmogónicas menores, también escritas en acadio, que ayudan a completar la visión de las diferentes tradiciones míticas existentes en la Mesopotamia preclásica.

Lluís Feliu Mateu

Lluís Feliu Mateu: investigador en el Instituto del Próximo Oriente Antiguo de la Universidad de Barcelona, es especialista en las culturas de la Mesopotamia antigua.

Adelina Millet Albà

Adelina Millet Albà: Profesora de lenguas semíticas, literatura bíblica y literatura comparada en la Universidad de Barcelona. Investigadora y actualmente directora del Instituto del Próximo Oriente Antiguo.

Leia Mais:
Histórias do Antigo Oriente Médio: uma bibliografia

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Estudos Bíblicos e o tema das migrações

Iahweh ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa - Estudos Bíblicos 134, Abr/Jun 2017

Estudos Bíblicos 134, Abr/Jun 2017

Pedro Kramer. Amor de Deus pelo estrangeiro: “Iahweh ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa” (Dt 10,18)

Jair Carlesso. “Nos salgueiros penduramos nossas harpas” (S1 137,2): O exílio babilônico

Humberto Maiztegui Gonçalves. Jeremias e as refu­giadas no Egito: uma desconstrução de Jr 44

Romano Dellazari. Os Macabeus

Clemildo Anacleto da Silva; Sydnei Farias da Silva. O estrangeiro e o Templo

Flávio Martinez de Oliveira. Jesus e os samaritanos: Quem é meu próximo?

Flavio Schmitt. Migração: Uma perspectiva a partir de Paulo

Estudos Bíblicos: Fraternidade e criação

Fraternidade e criação - Estudos Bíblicos 133,  Jan/Mar 2017

Estudos Bíblicos 133,  Jan/Mar 2017

Valmor da Silva. A vida nos biomas do Brasil e de Is­rael

Mariosan de Souza Marques. Relendo Gn 1,28 em seu contexto: a questão ecológica e a des-brutalização das relações

Rosemary Francisca Neves Silva e Guedds Sobrinho da Silva. Cuidar e guardar da casa comum: um olhar a partir de Gn 2,15

Luiz Alexandre Solano Rossi e Érica Daiane Mauri. Espiritualidade e integridade da criação: uma nova percepção do ser humano a partir de Gn 2,4b-25

Paulo Sérgio Soares. A “aliança com toda a carne”: perspectivas ecológicas na narrativa do dilúvio

Moema Miranda. Ecosofia: olhar os pássaros e aprender com os lírios em busca de nosso lugar na comunidade da vida: uma leitura orante de Mt 6,24-34

Marcelo Barros. A profecia da Terra e do universo: “A criação geme e sofre dores de parto” (Rm 8,22)

O Enuma Elish e outras histórias: notas de leitura

Notas aleatórias de leitura do clássico de W. G. Lambert. Para quem quer saber mais sobre o Enuma Elish esta obra é muito boa.


LAMBERT, W. G. Babylonian Creation Myths. Winona Lake, Indiana: Eisenbrauns, 2013, XVI + 640 p. - ISBN 9781575062471.


p. 9

Data de composição do Enuma Elish

Cerca de 1100 a.C. Mas, sobre isso não há acordo. Estudiosos competentes já opinaram por datas que vão de 1700 a 750 a.C.

Even if there was so precise a date of composition, there is as yet no agreement when it was. Competent scholars have expressed opinions ranging from 1700 to 750 b . c . Even if our date of c. 1100 b . c . is accepted, it is not a very helpful conclusion in this connection, since we have no contemporary copies of original compositions from this period to show what our Epic might have looked like, orthographically and grammatically, when new.


p. 34

Poesia?

Só podemos dizer que o Enuma Elish está escrito em uma forma métrica relativamente regular.

In conclusion we can only say that the Epic is written in a relatively strict metrical form, and sofar as present knowledge goes, there is no lack of parallels in either the second or the first millennium.


p. 147

O climax: os 50 nomes de Marduk

Embora o leitor ocidental moderno possa pensar que o clímax do Enuma Elish consiste na vitória de Marduk sobre Tiamat e na criação do homem, é provável que o autor babilônico tenha considerado como clímax do texto os 50 nomes de Marduk. Pelo menos ele dedicou mais espaço a este item do que a qualquer outro na epopeia.

Although to a modern Western reader, the climax of the Epic might seem to consist of Marduk’s victory over Tiāmat and the creation of man, one may suspect that the Babylonian author considered the giving of Marduk’s fifty names as the true climax. At least more space is devoted to this than to any other single item in the Epic. The listing of a deity’s names is known in other literary works.


p. 160-161

Obviamente nenhum deus precisava de 50 nomes para ser identificado. O que conta são os significados teológicos dos nomes.

No god of course needed 50 names for purposes of identification. It was the meanings of the names which accounts for the interest in collecting and handing down so many. The names became loaded with theological meaning, which could be read straight out of many of the secondary titles, but which often had to be read into the older names.


p. 169

Sobre a organização do Universo

Além do Enuma Elish, não há outra abordagem sistemática da cosmologia na literatura acádica. O texto mais longo que lida com este aspecto é a Epopeia de Atrahasis, mas ela é muito mais uma história babilônica da humanidade do que uma cosmologia. Mas isto não significa que o Enuma Elish contém tudo o que é conhecido da cosmologia babilônica. Pelo contrário, o Enuma Elish faz apenas uma seleção de material já disponível. A ideia de que originalmente céu e terra eram unidos é muito difundida na mitologia mundo afora. 

Other than Enūma Eliš, there is no systematic treatment of cosmology in Sumero-Babylonian literature. The longest literary text dealing with any aspect of this topic is the Atra-ḫasis Epic, but this has rightly been called “a Babylonian history of mankind,”  for it begins with the universe in essentially its present form and takes up the circumstances which led to the creation of man, with subsequent history up to the flood. But this does not mean that Enūma Eliš presents all that is known of Babylonian cosmology. On the contrary, the Epic uses only a selection of the wealth of available material, as will be seen in the case of the theogony (see pp. 405–426). Here, too, parallels to Marduk’s work have to be collected from allusions and incidental comments.

The idea that originally heaven and earth had been joined, or were closely connected, is very widespread in world mythology. This is not the place to pursue every attestation of the idea, and attention will be restricted to those expressions of the idea which could have been a factor in the intellectual background of the author of the Epic.


p. 172

Quando trata da organização dos céus, o autor do Enuma Elish está mais preocupado em fixar o calendário do que expor princípios astronômicos: com as estrelas ele regulamenta o ano; com a lua, o mês; com o sol, o dia.

The ordering of the heavens in Enūma Eliš proceeds on what might at first sight seem astronomical principles. More careful study shows that the real interest of the author lay in fixing the calendar rather than in astronomy per se. The stars with which he deals fix the year, then he passes to the moon, by which the month is fixed, and he concludes this part of his work by treating the sun, the regulator of the day. This orderly treatment and the neglect of anything else astronomical shows where his real interests lay. A contrast is offered by the account of Berossus, according to which Bēl stationed the stars, sun, moon, and the five planets. The planets offer no guide to fixing the calendar.


p. 192

A seção que trata da organização da terra é bem mais curta do que a parte que trata dos céus.

The section dealing with Marduk’s arrangement of the lower part of Tiāmat’s body is both briefer than that about heaven, and fewer parallels can be adduced. This is a not unexpected phenomenon, as the organization of heaven was a traditional topic of mythology, as demonstrated, though none of the examples has any connection with Tiāmat’s body. Thus, in Enūma Eliš the only part of the body named in connection with the heavens is Tiāmat’s belly (kabattu: V 11), where Marduk located the height of heaven. The organization of earth was much more an invention of the author of the Epic, and here all the parts of Tiāmat’s body turn up: head, eyes, nostrils, udder, and tail. Sofar as the present writer has been able tofind, only the eyes are mentioned elsewhere.


p. 202

Os conflitos

Dois conflitos são contados no Enuma Elish: o primeiro, entre Ea e Apsu; o segundo, entre Marduk e Tiamat.

Two conflicts are recounted in Enūma Eliš. The first, in Tablet I, is between Ea and Apsû; the second, in Tablet IV, is between Marduk and Tiāmat. Their backgrounds are immensely complicated. The related material is of two types: (1) written myths and allusions, and (2) iconographic material. The latter consists of both surviving representations and textual references to images and similar things which have since disappeared. Visual representations of mythical creatures and scenes need not have been entirely secondary to myths in narrative form. A relief, for example, could have influenced the compiler of a mythological narrative, though evidence is not likely ever to survive. The general picture of conflict myths in ancient Mesopotamia is of a mass of data. Different traditions and varying forms of the same tradition are constantly merging and separating. At one moment, a group of unrelated items coalesce into a concrete scheme, then an individual item has attention and the others are forgotten. Some will appear in other groupings and may in the process change their identity while keeping their names. The basic mythological themes will appear at different times and places in a quite different garb. The dangers of such study are very obvious. One may insist on a rigorous fragmentation except where specific evidence compels the acknowledgement of a connection, or one may operate with such vague “themes” that everything becomes a manifestation of them. The treatment of the topic here will be to present first the evidence for three groups of mythological conflicts: Ninurta’s victories, conflicts in expository texts and groups of defeated gods. The first are acts of valour alone, while the second and third are concerned with succession: battles among gods resulting in new dynasts. After this background material has been presented, the individual powers and groups who participate in the conflicts in Enūma Eliš will be dealt with in turn.



p. 217

Apsû

Apsu aparece em muitos lugares como o nome das águas primordiais sob a terra, de onde brotam as nascentes. Como nome de uma divindade viva, uma personificação das águas, ele é muito mais raro. No Enuma Elish Tiamat e Apsu começam como um casal primordial, mas, ainda no começo, Apsu, o princípio masculino, é morto por Ea e se torna um elemento impessoal.

“Apsû” occurs everywhere as the name of the cosmic water beneath the earth on which springs draw, the abode of Ea. It is also the name of a cultic installation in temples.  As the name of a living deity, a personification of these waters, it is much less well known. Enūma Eliš begins with Tiāmat and Apsû as the prime pair, but very early in the story Apsû, the male, was killed by Ea and thereupon became an impersonal element in which Ea took up residence. In third-millennium Sumerian documents, a personal Apsû is attested.


p. 236

Tiamat

No Enuma Elish Tiamat é o oceano primordial, o monstro dos monstros, e aquele cujo corpo é dividido para formar os céus e a terra. A concepção do autor varia de vez em quando: numa hora, ela é um corpo aquoso, noutra hora um monstro com corpo e membros de um animal. Apesar de sua importância no Enuma Elish, Tiamat é extremamente esquiva em outras passagens da literatura cuneiforme.

In the Epic, Tiāmat is prominent as the primaeval sea, the monster of monsters, and the one whose body was split to form heaven and earth. The author’s concept of her varies from time to time. Now she is a body of water, now a corporeal monster with animal limbs. Despite her importance in the Epic, she is extremely elusive elsewhere in cuneiform literature. The reason is not far to seek. The cosmographic great sea beneath the earth is replaced in most Sumero-Akkadian thought by the Apsû, the body of water over which Ea presided.


p 248

A ascensão de Marduk no panteão sumero-babilônico

Já que o propósito do Enuma Elish é mostrar como Marduk substituiu Enlil como chefe do panteão sumero-babilônico, um estudo sobre a ascensão de Marduk no seu contexto histórico é relevante, indispensável mesmo, para uma compreensão das razões de nosso texto. Os fatos básicos são: no período sumério, sua cidade, Babilônia, e seu culto tinham pouca importância, mas na época do império babilônico Marduk tornou-se o chefe do panteão e seu culto era o mais importante. O difícil é determinar em que época do império babilônico Marduk tornou-se o deus supremo do panteão. A data geralmente aceita até anos atrás de que o Enuma Elish pertence ao período mais antigo da Babilônia, época de Hamurabi (1792-1750), está sendo revista ultimamente. Muitos especialistas preferem hoje falar da época de Nabucodonosor I: 1125-1104 a.C.

Since the purpose of the Epic was to show that Marduk had replaced Enlil as head of the pantheon, a study of the rise of Marduk in its historical framework is clearly relevant, not to say indispensable, for an understanding of the milieu from which our text springs. Fortunately, there is no dispute about the basic facts: that the god, his city Babylon, and its cult were utterly unimportant in Sumerian times, but under the Late Babylonian empire Marduk was head of the pantheon and his cult was, if not unchallenged, at least de facto supreme. The outstanding problem is to know when this elevation of Marduk took place. If this question can be answered, it will provide us with a terminus a quo for the Epic’s date of composition. It is hardly likely that the author was centuries ahead of his time in holding ideas which were otherwise not in general currency. But the period of Marduk’s elevation will not supply a terminus ante quem. It is hardly possible to judge from the text of the Epic whether it was composed as part of the movement which instated Marduk above the other gods or whether it was a literary expression of views which had been current for centuries.
The procedure of this investigation will be to examine the abundant dated, or datable, documents which give some description of Marduk and to note especially the phrases which bear on his relationship to the other gods. Investigations along these lines have been undertaken before and will be summarized here to save repetition of the material covered. A general opinion which once prevailed was that Marduk became head of the pantheon when Babylon under Hammurabi became the political capital of southern Mesopotamia. It had seemed a logical development that the god of the ruling city should lord it over the other deities. The opening sentence of the prologue to Hammurabi’s laws was commonly cited as proof of this. We shall examine the precise content of the wording in due course. There had in fact been two opponents of the view that Marduk’s rise dates from Hammurabi’s time.


p. 439-440

George Smith em 1876 colocou a data da composição do Enuma Elish "provavelmente em torno de 2000 a.C." Dois autores discordaram: Aage Schmidt e A. Schott. Já em 1911 Aage Schmidt afirmava: a posição de Marduk como chefe dos deuses, assumindo o lugar de Enlil como chefe do panteão, aconteceu por volta de 1200 a.C. e, portanto, o Enuma Elish, na forma como o conhecemos, não pode ser anterior a esta época. No Código de Hamurabi, por exemplo, Marduk aparece como subordinado aos deuses Anu e Enlil. Mas como Schmidt estava claramente à frente de sua época, sua opinião acabou ignorada pelos estudiosos da área.

George Smith in 1876 put the date of composition as “probably near b . c . 2000,”  which was no doubt a round figure based on an informed guess. When, by a . d . 1900, knowledge of Babylonian history had increased and chronologies were being worked out, it appeared that the First Dynasty of Babylon was ruling at about 2000 b . c . and that the great Hammurabi, through whom it achieved political supremacy, had reigned during the preceding century. Thus, on the  assumption that the Epic reflected the recent rise of Babylon and its god, George Smith’s date seemed to be vindicated, though he had put Hammurabi c. 1550, and for the first half of the 20th century, the Old Babylonian dating was an orthodox opinion, asserted in varying degrees of probability or certainty, very rarely declared unproven, and only twice controverted. The two dissenters were Aage Schmidt and A. Schott. Schmidt, in his Thoughts on the Development of Religion on the Basis of Babylonian Sources, published in 1911, used the unimpeachable historical method and, observing that Marduk was in the older texts an unimportant god and that even in the Code of Hammurabi he was still subordinate to Anu and Enlil, he concluded that Marduk’s usurpation of Enlil’s place in the pantheon must have occurred about 1200 b . c . and that Enūma Eliš in the form known to us cannot be earlier.


p. 442-443

O Enuma Elish foi escrito na época de Nabucodonosor I. Mas com que finalidade? Foi para incentivar um movimento que queria colocar Marduk como chefe do panteão? Ou foi escrito para celebrar a ascensão de Marduk recentemente conseguida? Ou, ainda, para justificar uma doutrina há muito tempo estabelecida?

Marduk’s position as king of the gods is first asserted officially in the time of Nebuchadnezzar I, and thereafter it becomes the standard doctrine, whereas previously, with equal consistency, Anu and Enlil or Enlil alone had headed the pantheon. In sources lacking official character, there is a single earlier attestation of Marduk’s supremacy, a personal name from the reign of Kudur-Enlil (c. 1250 b . c .), “Marduk-is-king-of-the-gods.” This type of name was common in the Old Babylonian period, during which it occurs with seven other deities but never yet with Marduk. This evidence suggests that the idea arose during the latter part of the Cassite rule and was officially adopted under Nebuchadnezzar I. There is circumstantial evidence which supports this conclusion. With Enūma Eliš, the question is whether it was ahead of, abreast of, or behind the times. Was it written to support and further a movement to secure recognition of Marduk’s kingship over the gods, was it a flourish of trumpets to celebrate a victory just won, or was it a theoretical justification of a long-established doctrine? No doubt, some measure of personal feeling enters into a consideration of these questions, but the present writer rules out of court any suggestion that the author was a visionary with ideas centuries ahead of his time. The blasé manner in which he twists older myths and ideas to his own use and the self-assurance displayed throughout oppose any suggestion that this was all a wild dream or pious hope. If Marduk had not yet been crowned king of the gods, the coronation must have been in view. Thus it seems to us that the reign of  Nebuchadnezzar I is the earliest possible date.


p. 458-459

Outro aspecto que deve ser considerado é a proposta que Marduk faz, e os deuses concretizam, para a construção da cidade de Babilônia como o centro do Universo, onde ele reside como rei em seu santuário e onde os deuses se reunem em assembleia. Na época suméria os deuses se reuniam em Nippur. No período babilônico recente eles se reunem em Babilônia onde se celebra o Festival do Ano Novo, o Akitu. Nesta festa o Enuma Elish era lido diante da estátua de Marduk por um sacerdote no quarto dia de Nisan. O Enuma Elish servia para mostrar ao povo a grandeza de Marduk.

Another aspect of the author’s motive has so far not received the attention it deserves. It is his doctrine of the city Babylon. In Tablet V 119–30, Marduk proposes to his fathers the building of Babylon as the central point in the  universe, in which he will reside as king, and where the gods from heaven above and Apsû beneath may stay when they convene for an asssembly. The gods give their assent. After man’s creation, the gods in gratitude offer to build a shrine devoted to these purposes (VI 49–54). This is done; the gods build Esagil, Marduk’s temple in Babylon and, seated therein for their first assembly, they give Marduk his fifty names. The interval between the proposal and its achievement only emphasises the point, since the matter is repeated. The centrality of Babylon in the universe is neither unexpected nor of much consequence in itself, but the divine assembly is. In Sumerian times, the gods were believed to meet in Nippur to “decree the destinies.”  In Late Babylonian times, this was believed to take place in Babylon in the course of the New Year festival. The transfer of this assembly from Nippur to Babylon was an essential point of Marduk’s  elevation, and the author is therefore either urging or heralding its achievement. This same New Year festival witnessed a battle between Marduk and Tiāmat in the Akītu house, and the whole question of the relationship of Enūma Eliš and the New Year rites celebrated in Babylon under the late empire must be considered. One of the few things known about Enūma Eliš in the ancient world is that it was read complete to the statue of Marduk by a priest on the fourth day of Nisan (and the same day of Kislimu).


p. 463

Existiu um Ur-Enuma Elish?

The question involved in the first of these is whether the text as we know it had slightly different antecedent forms. Was there an Ur-Enūma Eliš?

... the present writer doubts the whole idea. Marduk’s supremacy in the pantheon, around which the whole Epic revolves, is unattested from the Old Babylonian period so that there is nothing to encourage the assumption of an earlier form of that antiquity. In only two cases does a study of the known text favour the idea of dependence on a previous writing. The 50 names and their expositions, as already commented, agree so badly with the author’s own story that we have to suppose that he merely incorporated them. The other case is the account of the birth of the monsters.

p. 464-465

A cosmogonia? A principal história da criação babilônica, como queria George Smith em 1876? Não...

In modern times, the fundamental misunderstanding has been the common assumption that this text contains the Babylonian cosmology. In the very first publication of any part of the text (in translation, as it happened), George Smith spoke of it as “the principal story of the Creation.”  In the sense that it is the longest and best-preserved Babylonian text of this category, the statement is unexceptionable. But those factors do not constitute it a norm of Babylonian thinking. They merely reflect the situation that it was popular in the period when the libraries were formed from which most Babylonian literature has reached us. A thorough scrutiny of second-millennium materials of all kinds has only sofar revealed traces of the raw materials from which the Epic is composed. It appears that toward the end of this millennium, the author, either starting or following a new trend among the priests of Marduk, composed a highly original work which ran counter to previously accepted opinion in most of the country.

 >> Terminei a leitura em 14.04.2017 - 17h10

O curso de hebraico está sendo republicado

No dia 4 deste mês escrevi em uma nota:

Cheguei à conclusão de que preciso atualizar o meu curso de hebraico, o Noções de Hebraico Bíblico, que está disponível para download em html e que uso nas aulas de hebraico do primeiro ano de Teologia. Por que?

:. Está muito saturado: transliteração, tabelas coloridas, análise de cada palavra de Gn 1,1-8 nas tabelas... algumas coisas nunca são utilizadas nas aulas e podem ser eliminadas

:. Está em página estática tradicional feita inicialmente no Microsoft FrontPage. Precisa ir para WordPress

:. Está com fonte proprietária do BibleWorks. Precisa ir para Unicode

:. Não é adaptado a dispositivos móveis. Precisa ser. Cerca de de 1/3 dos acessos atuais são em smartphones e similares

Ainda estou lá pelo meio da tarefa, mas os interessados já podem acessar o novo formato clicando aqui.

O download do formato antigo continua disponível.


Leia Mais:

Língua Hebraica Bíblica 2017

Teclado virtual online para hebraico bíblico

Precisa escrever textos em hebraico bíblico?

Há boas opções de teclados.

Para um teclado virtual online, considero o Lexilogos uma boa opção.

E há, nesta página, teclados para outras línguas.


Teclado virtual online lexilogos para hebraico

Leia Mais:
Fontes Unicode para Hebraico e Grego em 2017

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Fontes Unicode para Hebraico e Grego em 2017

Já publiquei vários posts sobre isso. Mas eles vão ficando desatualizados. Por isso, novamente, recomendo alguns links de 2010 para cá e as valiosas considerações de quem conhece. Estão no blog Biblical Studies and Technological Tools:

:: Google Noto Fonts: No more tofu - Monday, October 10, 2016

:: Fonts and Keyboards for Biblical Languages... again - Friday, June 12, 2015

:: SBL releases new SBL BibLit font! - Monday, September 23, 2013

:: SBL 2012 Session: Using SBL Fonts - Sunday, November 18, 2012

:: Greek and Hebrew on Google Drive and Android - Friday, September 21, 2012

:: Hebrew Legacy Fonts Converters - Sunday, June 20, 2010


Veja também:

Como escrever em grego e hebraico?

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Guias de estudo para o Antigo Testamento

Segundo Jim West esta coleção da Bloomsbury-T&T Clark vale a pena.

T&T Clark’s Study Guides to the Old Testament

Bloomsbury-T&T Clark's Study Guides to the Old Testament present the latest in biblical scholarship in an engaging format for students and those approaching biblical texts for the first time. Each book covers the historical issues surrounding the text before moving on to consider interpretative issues and the range of approaches available to readers of the text. The books include further reading lists and pointers for students looking to further their knowledge. Each book is written by a member of the Society for Old Testament Study (SOTS), a prestigious academic society which celebrates its centenary in 2017.

Biblical Studies Carnival 138

Seleção de postagens dos biblioblogs em agosto de 2017.

Biblical Studies Carnival

Trabalho feito por Jason em seu blog Eis Doxan.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Os levitas

LEUCHTER, M. The Levites and the Boundaries of Israelite Identity. Oxford: Oxford University Press, 2017, xiv + 306 p. - ISBN 9780190665098. 

LEUCHTER, M. The Levites and the Boundaries of Israelite Identity

At a glance, the Hebrew Bible presents the Levites as a group of ritual assistants and subordinates in Israel's cult. A closer look, however, reveals a far more complicated history behind the emergence of this group in Ancient Israel. A careful reconsideration of the sources provides new insights into the origins of the Levites, their social function and location, and the development of traditions that grew around them. The social location and self-perception of the Levites evolved alongside the network of clans and tribes that grew into a monarchic society, and alongside the struggle to define religious and social identity in the face of foreign cultures. This book proposes new ways to see not only how these changes affected Levite self-perception but also the manner in which this perception affected larger trends as Israelite religion evolved into nascent Judaism. By consulting the textual record, archaeological evidence, the study of cultural memory and social-scientific models, Mark Leuchter demonstrates that the Levites emerge as boundary markers and boundary makers in the definition of what it meant to be part of "Israel."

Mark Leuchter is Professor of Hebrew Bible and Ancient Judaism in the Department of Religion at Temple University.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Resenha de Three Stones Make a Wall

Resenha de CLINE, E. H. Three Stones Make a Wall: The Story of Archaeology.  Princeton: Princeton University Press, 2017.

Feita por David Gill, Universidade de Suffolk, Reino Unido.

Bryn Mawr Classical Review - 10.08.2017

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Morreu Bruce Malina (1933-2017)

Sobre Bruce Malina, confira o que escrevi em Leitura socioantropológica do Novo Testamento:

Os vários estudos de Bruce J. Malina, professor na Creighton University, Nebraska, começando com uma publicação feita em 1981, são significativos para a leitura socioantropológica do Novo Testamento, especialmente no âmbito da exegese norte-americana. Abaixo, um elenco de seus principais livros (...).

Bruce Malina (1933-2017)

Bruce Malina fundamenta-se em teorias antropológicas atuais para entender a cultura do mundo mediterrâneo antigo onde o Novo Testamento foi gerado. Seu enfoque privilegia o estudo dos ambientes sociais, dos modos de pensar e dos padrões de comportamento das comunidades bíblicas em contraste com o mundo do intérprete moderno da Bíblia, tentando construir uma ponte entre estes dois mundos que nos permita resgatar o sentido dos textos do Novo Testamento. É assim que Malina estuda Paulo e a lei numa perspectiva socioantropológica, Jesus mais como um personagem de consagrada reputação do que uma figura carismática, o grupo de contracultura que produziu o evangelho de João, a pobreza como ausência de laços sociais e não apenas como falta de bens materiais, os códigos de hospitalidade pressupostos na terceira carta de João, a relação patrão-cliente modelando a relação Deus-homem e as orações de Jesus, a percepção característica do tempo na antiguidade modelando as noções de escatologia e apocalíptica….

Diz Bruce Malina, na introdução de um de seus livros, que o objetivo da interpretação do Novo Testamento é “descobrir o que um grupo específico do século primeiro do Mediterrâneo oriental entendia quando documentos contidos em o Novo Testamento eram lidos para eles. Por isso, minha tarefa é descobrir o que os documentos têm a dizer e o que eles significavam para os seus destinatários originais. Eu considero que o sentido, tanto lá como aqui, reside, em última instância, no sistema social compartilhado por pessoas que regularmente interagem umas com as outras”.


Vi a notícia no blog do Jim West e vim parar aqui, onde se diz:

The sad news reached me today that Prof. Bruce J. Malina died yesterday, Aug. 17, at dawn, US time. Malina was professor emeritus at Creighton University, Omaha, USA. Prof. Malina will probably be remembered by most as one of those who introduced Social Anthropology, or Cultural Anthropology as he called it, into New Testament studies.

E aqui:

Malina, Dr. Bruce J. Oct 9, 1933 - Aug 17, 2017. Dr. Bruce J. Malina, Creighton professor of New Testament for 48 years, died at his home in the early hours of Thursday, 17 August. Health issues had necessitated his retirement four years earlier as he approached his 80th birthday. The World Herald had featured Malina in an article 26 June, 1994, "Scholar Finds Niche in Bible," as he began to gain global recognition for a new approach to Biblical studies. Bruce's method emphasized interpretation of the New Testament from the cultural perspectives in which the Gospels and Epistles were written. Bruce was born in Brooklyn (Williamsburg), NY, 9 October 1933. He was the first of nine children born to Joseph and Mary Malina.

Leia Mais:
O discurso socioantropológico: origem e desenvolvimento
Leitura socioantropológica da Bíblia Hebraica
Leitura socioantropológica do Novo Testamento

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Livro em homenagem a Israel Finkelstein

Previsto para novembro de 2017.


LIPSCHITS, O. ; GADOT, Y. ; ADAMS, M. (eds.) Rethinking Israel: Studies in the History and Archaeology of Ancient Israel in Honor of Israel Finkelstein. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2017, ca. 600 p.

LIPSCHITS, O. ; GADOT, Y. ; ADAMS, M. (eds.) Rethinking Israel: Studies in the History and Archaeology of Ancient Israel in Honor of Israel Finkelstein

Israel Finkelstein is perhaps the best-known Israeli archaeologist in the world. Renowned for his innovative and ground-breaking research, he has written and edited more than 20 books and published more than 300 academic papers. He has served as the director of the Sonia and Marco Nadler Institute of Archaeology and is the Jacob M. Alkow Professor of Archeology in the Bronze and Iron Age at Tel Aviv University. For the past two decades, he has been co-director of the Megiddo Expedition and is currently co-director of the Mission archéologique de Qiryat-Yéarim.

His work has greatly changed the face of archaeological and historical research of the biblical period. His unique ability to see the comprehensive big picture and formulate a broad framework has inspired countless scholars to reexamine long-established paradigms. His trail-blazing work covering every period from the beginning of the Early Bronze Age through the Hasmonean period, while sometimes controversial, has led to a creative new approach that connects archaeology with history, the social sciences, and the natural and life sciences.

Professor Finkelstein is the recipient of the prestigious 2005 Dan David Prize for his radical revision of the history of Israel in the 10th and 9th centuries BCE. In 2009, he was named Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres by the French Minister of Culture, and in 2010 received an honorary doctorate from the University of Lausanne. He is a member of the selection committee of the Shanghai Archaeology Forum, the Chinese Academy of Social Sciences. In 2014, his book The Forgotten Kingdom was awarded the esteemed Prix Delalande-Guérineau by the Académie des Inscriptions et Belles-Lettres in Paris.

This volume, dedicated to Professor Finkelstein’s accomplishments and contributions, features 36 articles written by his colleagues, friends, and students in honor of his decades of scholarship and leadership in the field of biblical archaeology.


Leia Mais:
Israel Finkelstein

Reforma - 500 anos

Duas revistas recebidas recentemente:


A Reforma - Concilium 370 - 2017/2

A Reforma - Concilium 370 - 2017/2


Reforma - 500 anos - REB 77, n. 305, Jan./Mar.2017
  
Reforma - 500 anos - REB 77, N. 305, Jan./Mar.2017
 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

O Antigo Testamento na arqueologia e na história

EBELING, J. et alii (eds.) The Old Testament in Archaeology and History. Waco, TX: Baylor University Press, 2017, 680 p. - ISBN 9781481307390.

EBELING, J. et alii (eds.) The Old Testament in Archaeology and History

One hundred and fifty years of sustained archaeological investigation has yielded a more complete picture of the ancient Near East. The Old Testament in Archaeology and History combines the most significant of these archaeological findings with those of modern historical and literary analysis of the Bible to recount the history of ancient Israel and its neighboring nations and empires. 

Eighteen international authorities contribute chapters to this introductory volume. After exploring the history of modern archaeological research in the Near East and the evolution of “biblical archaeology” as a discipline, this textbook follows the Old Testament’s general chronological order, covering such key aspects as the exodus from Egypt, Israel’s settlement in Canaan, the rise of the monarchy under David and Solomon, the period of the two kingdoms and their encounters with Assyrian power, the kingdoms’ ultimate demise, the exile of Judahites to Babylonia, and the Judahites’ return to Jerusalem under the Persians along with the advent of “Jewish” identity. Each chapter is tailored for an audience new to the history of ancient Israel in its biblical and ancient Near Eastern setting. 

The end result is an introduction to ancient Israel combined with and illuminated by more than a century of archaeological research. The volume brings together the strongest results of modern research into the biblical text and narrative with archaeological and historical analysis to create an understanding of ancient Israel as a political and religious entity based on the broadest foundation of evidence. This combination of literary and archaeological data provides new insights into the complex reality experienced by the peoples reflected in the biblical narratives.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Histórias do Antigo Oriente Médio: alguns recursos online

Para entender o motivo dessa publicação, clique aqui.


BDTNS - Database of Neo-Sumerian Texts
The Database of Neo-Sumerian Texts (or BDTNS, its acronym in Spanish) is a searchable electronic corpus of Neo-Sumerian administrative cuneiform tablets dated to the 21st century B.C. During this period, the kings of the Third Dynasty of Ur built an empire in Mesopotamia managed by a complex bureaucracy that produced an unprecedented volume of written documentation. It is estimated that museums and private collections all over the world hold at least 120,000 cuneiform tablets from this period, to which should be added an indeterminate number of documents kept in the Iraq Museum. Consequently, BDTNS was conceived by Manuel Molina (CSIC) in order to manage this enormous amount of documentation (...) The work on BDTNS began, therefore, in 1996 at the Instituto de Filología (now Instituto de Lenguas y Culturas del Mediterráneo y Oriente Próximo) of the Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), Madrid. Six years later, in 2002, it appeared online.
 

CDLI - Cuneiform Digital Library Initiative
The Cuneiform Digital Library Initiative (CDLI) represents the efforts of an international group of Assyriologists, museum curators and historians of science to make available through the internet the form and content of cuneiform inscriptions dating from the beginning of writing, ca. 3350 BC, until the end of the pre-Christian era. We estimate the number of these artifacts currently kept in public and private collections to exceed 500,000 exemplars, of which now more than 320,000 have been catalogued in electronic form by the CDLI.

In its early phases of research, the project concentrated on the digital documentation of the least understood archives of ancient cuneiform, those of the final third of the 4th, and of the entire 3rd millennium BC that contained texts in Sumerian, in early Akkadian and in other, still undeciphered languages. For despite the 160 years since the decipherment of cuneiform, and the 110 years since Sumerian documents of the 3rd millennium BC from southern Babylonia were first published, such basic research tools as a reliable paleography charting the graphic development of archaic cuneiform, and a lexical and grammatical glossary of the approximately 120,000 texts inscribed during this period of early state formation, remain unavailable even to specialists, not to mention scholars from other disciplines to whom these earliest sources on social development represent an extraordinary hidden treasure. The CDLI, directed by Robert K. Englund of the University of California, Los Angeles, and Jürgen Renn of the Max Planck Institute for the History of Science, Berlin, is pursuing the systematic digital documentation and electronic dissemination of the entire cuneiform text corpus bearing witness to 3500 years of human history. Collaboration partners include leading experts from the field of Assyriology, curators of European and American museums, and computer specialists in data management and electronic text annotation. The CDLI data set consists of text and image, combining document transliterations, text glossaries and digitized originals and photo archives of cuneiform.

CDLI Literary 002718 (enuma elish) - Akkadian - Neo-Assyrian (ca. 911-612 BC)

CDLI:wiki
Directly linked to the Cuneiform Digital Library Initiative and born with it, cdli:wiki is now a collaborative project of members of the French CNRS team ArScAn-HAROC (Nanterre), and staff and students in the Faculty of Oriental Studies at the University of Oxford, with contributors in several different countries, involved in researches in history of the ancient Near East. The cdli:wiki is currently funded by the Cluster (LabEx) Pasts in the Present through the project AssyrOnline: Digital Humanities and Assyriologie.


ETCSL - The Electronic Text Corpus of Sumerian Literature
The Electronic Text Corpus of Sumerian Literature (ETCSL), a project of the University of Oxford, comprises a selection of nearly 400 literary compositions recorded on sources which come from ancient Mesopotamia (modern Iraq) and date to the late third and early second millennia BCE. The corpus contains Sumerian texts in transliteration, English prose translations and bibliographical information for each composition. The transliterations and the translations can be searched, browsed and read online using the tools of the website. Funding for the ETCSL project came to an end in the summer of 2006 and no work is currently being done to this site or its contents.


KeiBi - Keilschriftbibliographie
The International Keilschriftbibliographie (KeiBi) was first published by the Pontifical Biblical Institute, Rome in the journal Orientalia in 1940 (Orientalia N.S. 9). It became an essential tool for the study, research, and teaching of Ancient Near Eastern Studies. The search for entries, though, proves quite cumbersome – a weakness that all bibliographies issued over a substantial period of time share. To enable better access we hereby present the KeiBi online Database, where all issues already published can be searched simultaneously. The KeiBi online is made possible with the support of the German Research Foundation (DFG) within the project „Propylaeum“ – Virtual Library Classical Studies. It was developed as part of the Propylaeum module Ancient Near Eastern Studies at the University Library Tübingen, with the support of the Institute of Ancient Near Eastern Studies (IANES), University of Tübingen. Prof. Dr. Hans Neumann, in cooperation with the Institut für Altorientalische Philologie und Vorderasiatische Altertumskunde, University of Münster, provided the KeiBi entries from volume 57 (Orientalia N.S. 69, 1999) onwards. Earlier issues were scanned and digitally processed.

CDLI Literary 002873.05 (Gilgamesh epic 05) - Akkadian - Neo-Assyrian (ca. 911-612 BC)

Oracc - The Open Richly Annotated Cuneiform Corpus
The Open Richly Annotated Cuneiform Corpus (Oracc) is an international cooperative which provides facilities and support for the creation of free online editions of cuneiform texts and educational 'portal' websites about ancient cuneiform culture. Created by Steve Tinney, Oracc is steered by Jamie Novotny, Eleanor Robson, Tinney, and Niek Veldhuis. See The Oracc Project List.

Leia Mais:
Histórias do Antigo Oriente Médio: uma bibliografia

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Betsaida foi encontrada?

A cidade dos 3 apóstolos? - Por Reinaldo José Lopes 08/08/2017 11:29 - Darwin e Deus

Betsaida, a antiga cidade judaica na qual teriam nascido três dos 12 apóstolos (Pedro, André e Filipe), perto de onde Jesus teria realizado o célebre milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, foi identificada nas margens do mar da Galileia, segundo um grupo de arqueólogos israelenses liderados por Mordechai Aviam, da Faculdade Kinneret.

As informações são do jornal israelense “Haaretz”. Segundo Aviam, a peça do quebra-cabeças que faltava para identificar Betsaida acaba de ser desenterrada por sua equipe: restos de uma casa de banhos do período inicial do domínio do Império Romano na região (do século 1º ao século 3º d.C.), bem como cacos de cerâmica dessa época e algumas moedas, entre elas um denário de prata datado do reinado do imperador Nero (em torno do ano 65 d.C.). Ironicamente, a tradição cristã diz que Nero foi o responsável por ordenar a execução do próprio Pedro em Roma.

A informação de que Betsaida era a cidade natal dos irmãos Pedro e André e também do apóstolo Filipe vem do Evangelho de João; por outro lado, a associação entre o local e o milagre da multiplicação dos pães aparece de forma mais clara no Evangelho de Lucas.

Acredita-se que a cidade, originalmente um vilarejo de pescadores, teria ganhado obras públicas, como a casa de banhos, durante o governo de Filipe, filho do temido rei Herodes, o Grande. Para homenagear a esposa do imperador romano Augusto, Filipe teria rebatizado a cidade, dando-lhe o nome oficial de “Julias”.

A identificação do local com a Betsaida dos apóstolos só não é 100% segura porque há algumas divergências entre as informações do Novo Testamento e as trazidas pelo historiador judeu Flávio Josefo. É que os evangelistas da Bíblia localizam Betsaida na região da Galileia, terra onde Jesus cresceu, do lado oeste do mar, enquanto Josefo considera que a cidade pertencia à Gaulanítide, do lado leste do mar da Galileia. É concebível que existissem duas localidades com o nome de Betsaida naquela época.


The Lost Home of Jesus' Apostles Has Just Been Found, Archaeologists Say - Noa Shpigel and Ruth Schuster: Aug 08, 2017 10:45 AM - Haaretz

Archaeologists think they may have found the lost Roman city of Julias, the home of three apostles of Jesus: Peter, Andrew and Philip (John 1:44; 12:21). A multi-layered site discovered on the northern shore of the Sea of Galilee, in the Bethsaida Valley Nature Reserve, is the spot, the team believes.

The key discovery is of an advanced Roman-style bathhouse. That in and of itself indicates that there had been a city there, not just a fishing village, Dr. Mordechai Aviam of Kinneret College told Haaretz.

None other than the Jewish historian Josephus Flavius – in fact the only source describing this city's existence – wrote that the Jewish monarch King Philip Herod, son of the great vassal King Herod, transformed Bethsaida, which had been a Jewish fishing village, into a real Roman polis (Ant. 18:28. Though whether it was built on Bethsaida, or by it, remains unknown.)

Philip flatteringly renamed the city "Julias" after Livia Drusilla, who after marriage would become known as Julia Augusta, the mother of the Roman Emperor Tiberius.

"Josephus reported that the king had upgraded Bethsaida from a village into a polis, a proper city," Aviam says meticulously. "He didn't say it had been built on or beside or underneath it. And indeed, all this time, we have not known where it was. But the bathhouse attests to the existence of urban culture."

Leia Mais:
Bethsaida Controversy

domingo, 6 de agosto de 2017

Manuscritos do Mar Morto: simpósio em Jerusalém

An International Symposium: The Dead Sea Scrolls at Seventy: “Clear a Path in the Wilderness”

Date: 29 April–3 May, 2018

Conveners: The Hebrew University of Jerusalem, the University of Vienna, New York University, the Israel Antiquities Authority, The Israel Museum

Venues: The Hebrew University of Jerusalem and The Israel Museum

To mark seventy years since the initial discovery of the Dead Sea Scrolls, an international symposium will be held in Jerusalem, April 29–May 3, 2018. The overarching symposium theme will be “The Wilderness”—as a real place; as the location of biblical episodes, most notably during the formative years of Israel's wandering from Egypt to the Promised Land; as a motif; and as a concept (sometimes idealized, sometimes demonized).

The wilderness figures prominently in biblical texts and in the literature of the Second Temple, rabbinic, early Christian, and early Islamic periods. It was also a place of habitation by various groups during these periods, which have left us archaeological sites, artefacts, documents and the more than 1500 Dead Sea Scrolls. Conference papers may address any aspect of the wilderness as it relates to Qumran; other Judean Desert sites; the Dead Sea Scrolls; and the associated late antique literatures, cultures and religions—particularly, Judaism, Christianity, and Islam. Papers may focus on such topics as the reception of biblical figures (e.g., Moses, Aaron, Phineas, Miriam, Balaam), events (e.g., the giving of the law, the sin of the golden calf, the building of the tabernacle, covenant ceremonies), and themes (e.g., revelation, law, covenant, rebellion against God, sanctuary, water, and manna) connected with Israel’s time in the wilderness; relevant textual and philological analyses; the use of the relevant biblical passages in shaping later texts; the influence of the desert climate, flora, and fauna on the ancient texts and their state of preservation.

The conference will feature invited lectures; open sessions; and two public lectures.

Papers will be accepted for the open sessions in accordance with the relevance of the topic to the overall program. Please send a proposal of no more than 250 words to the Orion Center email address (orioncenter@mail.huji.ac.il). Deadline for receipt of proposals is September 20, 2017; responses will be mailed by October 31.

Symposium organizers:
  • Esther Chazon, Director, The Orion Center for the Study of the Dead Sea Scrolls and Associated Literature, the Hebrew University of Jerusalem;
  • Armin Lange, Professor of Second Temple Judaism and Director of the Institute for Jewish Studies, University of Vienna;
  • Lawrence H. Schiffman, Judge Abraham Lieberman Professor of Hebrew and Judaic Studies, Skirball Department of Hebrew and Judaic Studies, New York University;
  • Pnina Shor, Curator and Head of Dead Sea Scrolls Projects, The Israel Antiquities Authority;
  • Adolfo D. Roitman, Lizbeth and George Krupp Curator of the Dead Sea Scrolls and Head of The Shrine of the Book, The Israel Museum, Jerusalem.

Leia Mais:
Manuscritos do Mar Morto: 70 anos
Manuscritos do Mar Morto

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Mês da Bíblia 2017: Primeira Carta aos Tessalonicenses

Com o tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida” e o lema “Anunciar o Evangelho e doar a própria vida” (1Ts 2,8), o Mês da Bíblia 2017 traz como proposta de estudo a Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses.
Mês da Biblia 2017: Para que n'Ele nossos povos tenham vida: Primeira Carta aos Tessalonicenses
:: Mês da Biblia 2017: Para que n'Ele nossos povos tenham vida: Primeira Carta aos Tessalonicenses. Brasília: CNBB, 2017, 96 p.

:: CENTRO BÍBLICO VERBO Para que N'Ele nossos Povos tenham vida: "Anunciar o Evangelho e doar a própria vida" (1Ts 2,8). São Paulo: Paulus, 2017, 136 p. - ISBN 9788534945684.

CENTRO BÍBLICO VERBO Para que N'Ele nossos Povos tenham vida: "Anunciar o Evangelho e doar a própria vida" (1Ts 2,8)

:: SAB Mês da Bíblia 2017 - Para quem n Ele nossos povos tenham vida - 1ª. Carta aos Tessalonicenses. São Paulo: Paulinas, 2017, 64 p. - ISBN 9788535642797.

SAB Mês da Bíblia 2017 - Para quem n Ele nossos povos tenham vida - 1ª. Carta aos Tessalonicenses

Leia mais sobre o Mês da Bíblia e sua história aqui.

Leia Mais:
Mês da Bíblia no Observatório Bíblico

Biblical Studies Carnival 137

Seleção de postagens dos biblioblogs em julho de 2017.

Biblical Studies Carnival, July 2017

Trabalho feito por Reuben Rus em seu blog Ayuda Ministerial.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

A evolução da Epopeia de Gilgámesh

Para entender o motivo dessa publicação, clique aqui.


TIGAY, J. H. The Evolution of the Gilgamesh Epic. Wauconda, IL: Bolchazy-Carducci, 2002, 384 p. - ISBN 9780865165465.

TIGAY, J. H. The Evolution of the Gilgamesh Epic

This volume is a study of the evolution of The Gilgamesh Epic, tracing its development through all of its known written stages over a period of at least 1,500 years down to the manuscripts of its final version. The immense contribution represented by this study has been acknowledged since its first publication in 1982.

Jeffrey H. Tigay (born 1941)

Jeffrey H. Tigay (born 1941) is Emeritus A.M. Ellis Professor of Hebrew and Semitic Languages and Literatures in the Department of Near Eastern Languages and Civilizations, University of Pennsylvania, USA.


Leia Mais:
Histórias do Antigo Oriente Médio: uma bibliografia

Enuma Elish

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TALON, Ph. The Standard Babylonian Creation Myth Enuma Elish. Helsinki: Neo-Assyrian Text Corpus Project, 2005, 140 p. - ISBN  9789521013287.

TALON, Ph. The Standard Babylonian Creation Myth Enuma Elish

The purpose of this book is to give the Assyriological community a pedagogic edition of one of the most important literary texts in the Akkadian language, known since antiquity as Enuma Elish. Philippe Talon: Université Libre de Bruxelles, Belgium.
 
Philippe Talon

Leia Mais:
Histórias do Antigo Oriente Médio: uma bibliografia

ANET de Pritchard

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PRITCHARD, J. B. (ed.) Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament (ANET). 3. ed. with Supplement. Princeton, NJ: Princeton University Press, 1969.

PRITCHARD, J. B. (ed.) Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament (ANET)


A scholar of religious thought and biblical archaeology, James Pritchard recruited the foremost linguists, historians, and archaeologists to select and translate the texts. The goal, in his words, was "a better understanding of the likenesses and differences which existed between Israel and the surrounding cultures". This anthology brought invaluable documents together, in one place and in one language, thereby expanding the meaning and significance of the Bible for generations of students and readers. A competitor might be the three-volume The Context of Scripture, edited by W. W. Hallo and K. Lawson Younger, Jr.

James Bennett Pritchard (1909-1997)

James Bennett Pritchard (1909-1997) was an American archeologist. He had a long association with the University of Pennsylvania, where he was professor of Religious Studies.

Leia Mais:
Histórias do Antigo Oriente Médio: uma bibliografia

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Algumas observações sobre a reunião dos Biblistas Mineiros em 2017

Ontem, após ler o relatório da reunião dos Biblistas Mineiros em 2017, encaminhei ao Telmo José Amaral de Figueiredo o e-mail abaixo e sugeri fosse redistribuído a todo o grupo. O que foi feito. E hoje, depois de escrever um post sobre a reunião, pareceu-me proveitoso publicar também este e-mail [suprimindo, no final, poucas linhas de teor mais pessoal].


Telmo,

Acabei de ler o seu relato da reunião dos Biblistas Mineiros em 2017. Muito interessante. Até amanhã vou publicar um post sobre a reunião, como sempre tenho feito, tenha ou não participado. Creio ser mais uma maneira de divulgar a revista Estudos Bíblicos e dar a conhecer aos interessados a existência e/ou continuidade do "quase lendário" (por sua persistência e consistência - com louvores a Alberto Antoniazzi, o primeiro e grande articulador) grupo dos Biblistas Mineiros.


Algumas observações:

1. Sobre meu artigo

a. Para tornar o assunto mais leve, penso em utilizar uma forma mais narrativa, menos técnica, por ser realmente árido o tema para o leitor culto mas sem conhecimento específico nesta área.

b. Planejo tratar, em meu texto, exclusivamente dos textos mesopotâmicos, sem trabalhar a relação destes com o mundo bíblico. Esta tarefa eu a deixaria com o Jacir (Gn 1), para o caso do Enuma Elish e com a Rita Maria Gomes (Gn 6,5-9,17) para a Epopeia de Gilgámesh [e Atrahasis?]. Espero que o meu texto seja útil ao clarear para o leitor o pano de fundo das culturas mesopotâmicas sobre o qual são escritos os textos bíblicos, especialmente o relato sacerdotal (P) de criação e dilúvio. Agora, isto precisa ser combinado para não dar problema de lacuna ou de repetição no tratamento do tema. Você pode repassar para eles a minha proposta.

c. Por ser uma área apenas secundária em nossos estudos bíblicos, corremos o risco de utilizar textos desatualizados para os estudos do Antigo Oriente Médio. Precisamos ficar atentos a isto e também, na elaboração do artigo, ter uma coerência na citação das fontes hoje utilizadas pela academia. Basicamente, em termos de tradução de textos literários acádicos, devemos evitar quase tudo o que foi publicado antes de 1980 ou até mais para cá. O que estou querendo dizer? Explico nos itens seguintes.

d. Nossa referência como coletânea de textos do ANE era tradicionalmente o  PRITCHARD, J. B. (ed.) Ancient Near Eastern Texts Relating to the Old Testament (ANET). 3. ed. Princeton: Princeton University Press, 1969. Ainda podemos utilizar vários dos textos ali presentes, mas não os do Enuma Elish e da Epopeia de Gilgámesh, por exemplo, porque foram feitas descobertas posteriores de textos e traduções e estudos muito melhores foram realizados, especialmente no final do século XX e início do XXI. O substituto natural do Pritchard é o HALLO, W. W. ; YOUNGER, K. L. (eds.) The Context of Scripture: Canonical Compositions, Monumental Inscriptions and Archival Documents from the Biblical World.  3 vols. Leiden: Brill, 2003. Com a desvantagem de ser muito caro, mais de 300 dólares pelos três volumes.

Confira mais sobre isso clicando aqui.

e. O texto acadêmico padrão do Enuma Elish é atualmente o de LAMBERT, W. G. Babylonian Creation Myths. Winona Lake, Indiana: Eisenbrauns, 2013. A reconstrução de W. G. Lambert, o mais importante assiriologista britânico do final do século XX e começo do XXI, professor da Universidade de Birmingham, falecido em 2011, está publicada em outros livros e parcialmente na web, como no CDLI - Cuneiform Digital Library Initiative.

Sobre o Enuma Elish vale consultar o artigo de BRANDÃO, J. L. No princípio era a água. Rev. UFMG, Belo Horizonte, v. 20, n. 2, p. 22-41, 2013. Disponível online

Confira mais sobre isso clicando aqui.

f. O texto acadêmico padrão da Epopeia de Gilgámesh é atualmente o de GEORGE, A. R. The Babylonian Gilgamesh Epic: Introduction, Critical Edition and Cuneiform Texts. 2 vols. Oxford: Oxford University Press, 2003. Esta tradução da Epopeia de Gilgámesh, feita por Andrew R. George, professor de babilônico na Universidade de Londres, assim como a de W. G. Lambert para o Enuma Elish, é uma unanimidade entre os assiriólogos. E interessante: está disponível para download na instituição em que A. R. George leciona.

Ainda: do mesmo autor, com a mesma tradução, em publicação para o público culto, e não para a academia, como o anterior, existe GEORGE, A. R. The Epic of Gilgamesh: The Babylonian Epic Poem and Other Texts in Akkadian and Sumerian. Rev. ed. Harmondsworth: Penguin, 2016. 

Sobre a Epopeia de Gilgámesh recomendo consultar, sem dúvida, dois artigos de J. L. Brandão, da UFMG. Confira aqui. J. L. Brandão vai publicar um livro sobre a Epopeia de Gilgámesh, que poderá se tornar o texto padrão em português.


Diz J. L. Brandão em Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1). Nuntius Antiquus, Belo Horizonte, v. X, n. 2, jul.-dez., p. 125-159, 2014:

"Esta não constitui a primeira tradução para o português, pois contamos com o livro de Ordep Trindade Serra, A mais antiga epopeia do mundo: a gesta de Gilgamesh, publicado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia, em 1985, trabalho de excelente qualidade e atualizado com relação à época em que foi escrito. O aparecimento da edição crítica de Andrew R. George, The Babylonian Gilgamesh Epic: introduction, critical edition and cuneiform texts (Oxford: Oxford University Press, 2003), marca, contudo, uma nova etapa para o conhecimento do poema, impondo por igual novos esforços de tradução. O texto crítico de George substitui as edições anteriores, em especial a de R. Campbell Thompson, publicada ainda em 1930, primando pelo detalhe, pela exatidão e pelo domínio dos métodos críticos em todas as suas dimensões. Acrescente-se que foram compulsados por ele todos os manuscritos descobertos ou disponibilizados depois de 1930, o que provê um considerável volume de leituras e informações novas. Esta é uma das razões de minha tradução, o dispormos agora de um novo texto crítico, o que exige, em certo sentido, que todas as traduções sejam refeitas, a outra, dela decorrente, sendo a possibilidade de traduzir não um apanhado de textos distintos muitíssimo fragmentados a fim de apresentar um fio narrativo mínimo, como se fez no passado, mas um poema inteiro, o que se intitula Ele o abismo viu, de que conhecemos inclusive o “autor”, Sîn-lēqi-unninni".

Considerando esta perspectiva, creio que o texto sugerido para o Jacir, o de HEIDEL, Alexander. The Gilgamesh Epic and Old Testament Parallels. 2nd edition. Chicago (IL): University of Chicago Press, 1963, disponível gratuitamente no site da Universidade de Chicago, foi ultrapassado pelas novas descobertas, pois, na verdade, ele é de 1949 [primeira edição: 1946; segunda edição: 1949]. Todas as referências bibliográficas param na década de 40. Heidel faleceu em 1955. Consultei o texto e optei por deixá-lo de lado. Mas, como tradução, não sei avaliá-lo. Quanto ao estudo do texto, há alternativas ótimas e mais recentes e há mudanças de perspectiva em vários pontos daquela época para hoje. 

Confira mais sobre isso clicando aqui.

g. Sobre a Epopeia de Atrahasis ainda não estou certo sobre a melhor tradução a ser utilizada, mas sei que o melhor estudo está em francês e é: BOTTÉRO, J. ; KRAMER, S. N. Lorsque les dieux faisaient l'homme: Mythologie Mésopotamienne. Paris: Gallimard, 1993. Já o tenho, mas ainda não o li.

Confira mais sobre isso clicando aqui

h. Conheço o trabalho de Marcelo Rede, que estudou também com Bouzon, mas não detectei nenhuma publicação diretamente ligada ao tema das cosmogonias e outras histórias literárias da antiga Mesopotâmia. Nem mesmo o livro mencionado: Família e Patrimônio na Antiga Mesopotâmia, 2007, que é um estudo de outra área.

i. Tenho quase todos os estudos mencionados em minha bibliografia. Em formato digital, em pdf. Desde 1999 venho estudando o tema, quando orientei um seminário no CEARP sobre "Cosmogonias antigas e cosmologias modernas". Para 15 alunos que se inscreveram, do primeiro ao quarto ano, durante um ano inteiro. Na ocasião usei como guia para as cosmogonias antigas o estudo de CLIFFORD, R. J. Creation Accounts in the Ancient Near East and in the Bible. Washington: The Catholic Biblical Association of America, 1994, além dos textos de Pritchard. Clifford ainda é válido para uma boa parte dos textos. Usei também trechos traduzidos em português, mas os considero muito precários e pouco confiáveis.


2. Quem seria o leitor de Estudos Bíblicos hoje?

Uma dificuldade que tenho, de uns anos para cá, é a de definir quem seria o leitor da Estudos Bíblicos atualmente. Nossos alunos de graduação em Teologia, pelo menos por estas bandas, estão lendo cada vez menos livros e revistas impressas e cada vez mais textos online, e isto de maneira fragmentada, não linear. Talvez por isso, o interesse na Estudos Bíblicos, segundo minhas limitadas observações, seja muito pequeno, diria até que quase inexistente onde leciono, a não ser quando uso textos publicados como bibliografia em sala de aula. E digo mais: não sei se é mais amplo, mas não vejo meus colegas de outras áreas da Teologia interessados em ler o que estamos produzindo. Quanto a estudantes de pós-graduação e pessoas cultas interessadas, estas por causa da atividade pastoral ou por qualquer outra motivação, não sei dizer. Estamos alcançando este público? A urgência de um formato digital, online, aberto a todos, é enorme, no meu entender.


3. Sobre o livro com o tema do número 88 da Estudos Bíblicos

Se o projeto de publicar o livro com o material do número 88 da Estudos Bíblicos vingar, preciso refazer meu artigo sobre a bibliografia comentada para a OHDtr. Ou eliminá-lo. Isto porque a bibliografia para em 2006 e está desatualizada, precisa chegar até hoje, penso. E há livros, como um do Thomas Römer, que depois da escrita do artigo, já foi até traduzido para o português: RÖMER, T.  A chamada história deuteronomista: Introdução sociológica, histórica e literária. Petrópolis: Vozes, 2008. Original: RÖMER, T. The So-Called Deuteronomistic History: A Sociological, Historical and Literary Introduction. London: T&T Clark, 2006. 

E em meu artigo sobre "O Contexto da Obra Histórica Deuteronomista", o outro que está neste número, há um provável erro na p. 14 - provável porque a questão ainda é discutida - quando digo que Sargão II é filho de Salmanasar V. É mais provável que seja irmão. Talvez seja um dos filhos mais novos de Tiglat-Pileser III e as circunstâncias em que seu irmão Salmanasar V morreu são obscuras. Um golpe de Estado através de um assassinato planejado por Sargão II? De qualquer maneira, é preciso mudar de "filho" para "irmão", correção pequena. Mas, veja que curioso: na cronologia da Bíblia de Jerusalém está errado, diz "filho"... Se quiser ler sobre o assunto, um bom texto online está aqui.


É isto. Seria útil se você repassasse este texto para os colegas do grupo, não acha? Quanto mais coordenado for nosso trabalho, melhor será a publicação.

...

Obs.: Telmo encaminhou hoje o texto acima para o grupo dos Biblistas Mineiros, com algumas recomendações [cito Telmo, com algumas modificações]:

Segue abaixo, mensagem recebida do Prof. Airton José da Silva, membro de nosso grupo de biblistas.

Ele nos faz algumas recomendações e observações muito pertinentes e que deveriam ser levadas em consideração por todos que escreverão artigos para o próximo número da revista Estudos Bíblicos sob a nossa responsabilidade, cujo título será: «Gênesis – Apocalipse sem fundamentalismos».

Qualquer necessidade de maiores esclarecimentos, podemos nos dirigir a ele por meio do e-mail airtonjo[at]airtonjo[dot]com

Importante: comprovando a atualidade do tema que escolhemos para este número de Estudos Bíblicos, convido todos a ler um interessante artigo publicado pela revista jesuíta italiana La Civiltà Cattolica e traduzido pelo IHU Online: Fundamentalismo evangélico e integralismo católico: um "ecumenismo do ódio". O texto em italiano é: Fondamentalismo evangelicale e integralismo cattolico: un sorprendente ecumenismo.

Reunião dos Biblistas Mineiros em 2017

No dia 10 deste mês de julho os Biblistas Mineiros estiveram reunidos na FAJE - Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia -, em Belo Horizonte, MG, debatendo sobre o próximo número da revista Estudos Bíblicos.

Como definido no ano passado, abordaremos o tema do fundamentalismo no próximo número de Estudos Bíblicos produzida pelos Biblistas Mineiros, que será o primeiro de 2018. Por isso, o assunto principal foi a revisão dos artigos ou esboços de artigos do próximo número da revista.

Como não pude estar presente, retomo aqui alguns pontos do relato de nosso Coordenador/Secretário Telmo José Amaral de Figueiredo.


Estavam presentes:
  • Elisabete Corazza
  • Fábio Cristiano Rabelo
  • Jacir de Freitas Faria
  • Jaldemir Vitório
  • Johan Konings
  • José Luiz Gonzaga do Prado
  • Luiz Felipe Xavier
  • Márcia Eloi Rodrigues
  • Marcus Aurélio Alves Mareano
  • Maria del Rocío Mariscal Guzmán
  • Solange Maria do Carmo
  • Suresh Periyasamy (Cyril)
  • Telmo José Amaral de Figueiredo
  • Zuleica Aparecida Silvano


Ausências justificadas:
  • Airton José da Silva
  • Felipe Curcio Ferreira Silva
  • Gilmar Fate
  • Jacil Rodrigues
  • Maria de Lourdes Augusta
  • Neuza Silveira de Souza
  • Pascal Peuzé
  • Rita Maria Gomes
  • Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa


Os artigos são os seguintes:
  • O que é o fundamentalismo e como ele surgiu? – José Luiz Gonzaga do Prado
  • O que significam as histórias da Bíblia? – Telmo José Amaral de Figueiredo
  • Um Decálogo para Ler a Bíblia – Jaldemir Vitório
  • Histórias de criação e dilúvio na antiga Mesopotâmia – Airton José da Silva
  • Gênesis 1,1-2,4a: a criação do mundo – Jacir de Freitas Faria
  • Gênesis 2,4b-25: a criação do ser humano – Neuza Silveira de Souza & Maria de Lourdes Augusta
  • Gênesis 3,1-24: a queda – Johan Konings
  • Gênesis 6,5-9,17: o dilúvio como recriação – Rita Maria Gomes
  • Apocalipse 12: a mulher e o dragão – Solange Maria do Carmo
  • Apocalipse 13: as “feras” – Gilmar Ferreira da Silva
  • O julgamento final segundo o Apocalipse – Marcus Aurélio Alves Mareano

Todos os artigos devem ser entregues ao coordenador até final de outubro de 2017.  Após várias propostas e ponderações, optou-se pelo seguinte título para este número de Estudos Bíblicos: Gênesis – Apocalipse sem fundamentalismos.

Além disso foram debatidos outros assuntos:

:: Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2018

:: Tese de Doutorado do Telmo
Aos interessados, já está disponível na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da Universidade de São Paulo (USP), a tese de Telmo José Amaral de Figueiredo, defendida em 22.02.2017, sob o título: "Um nome que faz toda diferença: análise literária de Gênesis 32,23-33".

Resumo:
Esta tese tem por objetivo analisar a perícope de Gênesis 32,23-33 que constitui um dos elementos estruturantes do conhecido ciclo de Jacó que integra a história dos patriarcas de Israel na Bíblia Hebraica. Jacó é tomado como um dos principais ancestrais do povo judeu, não obstante sua tradição, em alguns períodos da história, ter ficado em plano inferior àquela de Moisés, por exemplo. Em Jacó convergem as esperanças de uma parte da nação que não se vê contemplada pela religião oficial que administra um culto a YHWH distante da realidade vivida pelas famílias tribais, que habitam no interior, em pequenos vilarejos e no campo. O nome dado a Jacó, em meio a uma luta, é significativo e revelador. Afinal, ele não é, nem de longe, a figura perfeita, ideal que as tradições religiosas dominantes exigiam para alguém ser considerado um verdadeiro israelita temente ao Senhor. Sua liderança e dignidade chegam, mesmo, a ser questionadas pelo profetismo. Não obstante tudo isso, é sua pessoa que encarnará, através de um nome recebido do próprio ser divino, os destinos de Israel. Personagem e indivíduo se mesclam propositalmente, a fim de revelar a verdadeira vocação daquele povo.

:: Algumas novidades editoriais bíblicas no Brasil
  • A Bíblia – Salmos (edição comentada), Paulinas, 2017
  • Emanuel TOV, Crítica Textual da Bíblica Hebraica, BV Books, 2017
  • Bíblia de Estudo da Reforma, SBB, 2017
  • Jaldemir VITÓRIO, Mateus: O evangelho eclesial, Loyola, 2017
  • José Luiz GONZAGA DO PRADO, Os Evangelhos Dominicais e Festivos Refletidos em Grupo, Vozes, 2017
  • Mauro PESCE, De Jesus ao Cristianismo, Loyola, 2017
  • Johan KONINGS, O Evangelho do Discípulo Amado: um olhar inicial, Loyola, 2016

:: Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB) – Notícias

VIII Congresso Internacional de Pesquisa Bíblica: 27 a 30 agosto de 2018
. Local: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba
. Tema: Paulo: seu lugar, seu tempo e sua doutrina (título provisório)

Para o VIII Congresso, já está confirmada a presença de um especialista espanhol, que vem se destacando no cenário dos estudos paulinos: Carlos Gil Arbiol, da Universidade de Deusto, Faculdade de Teologia. A ABIB está iniciando contatos com outro renomado pesquisador de Paulo: John Barclay, Lightfoot Professor of Divinity, Departamento de Teologia e Religião da Durham University, Reino Unido. A ABIB firmou uma parceria com a Associação Bíblica da Argentina (ABA) que promoverá seu Congresso de 2018 na semana anterior ao nosso, na cidade de Salta, cuja temática será a mesma do nosso. Os professores Carlos Gil Arbiol e Jonh Barclay proferirão conferências tanto em Salta (Argentina) como em Curitiba (no Brasil).

Acesso à ATLA - American Theological Library Association
Outra parceria firmada entre essas duas associações nacionais de biblistas é aquela de interceder junto a ATLA, um dos maiores databank do mundo - a qual possui o maior número de periódicos em teologia e exegese bíblica do mundo digitalizados e disponibilizados em formato PDF para baixar –, no sentido de disponibilizar para os associados da ABIB e da ABA esse acervo mediante um pagamento realista por parte dessas associações. O presidente da Society of Biblical Literature (SBL), Dr. John F. Kutsko, foi contatado e solicitado a ser o porta-voz dessa nossa solicitação junto à ATLA. O contato com o diretor dessa organização parece já ter acontecido e estamos, agora, aguardando notícias a respeito.

Renovação completa do site da ABIB 
Esse novo site deverá estar operativo em sessenta dias. Ele permitirá, entre outras coisas: interatividade com os navegadores, pagamento de anuidades, baixar materiais digitalizados disponibilizados pela associação e associados, atualização constante com notícias da área bíblica no Brasil e no exterior, acompanhar os principais lançamentos de obras de pesquisa bíblica em nosso país.

:: Simpósio sobre o De(s)colonialismo e sua Influência no Pensamento Filosófico e Teológico na América Latina
Promoção do Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA), Belo Horizonte, e Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Mais informações serão publicadas, em breve, no site do ISTA.

:: Publicação em livro de dois números da Estudos Bíblicos
Trata-se do número 88, de 2005, sobre a Obra Histórica Deuteronomista, e do número 129, de 2016, sob o título “Aprendei: quero misericórdia e não sacrifício!” (Mateus 9,13). Estes dois números foram elaborados por nosso grupo dos Biblistas Mineiros e as negociações com a Vozes, visando transformá-los em livro, estão em andamento.

A próxima reunião dos Biblistas Mineiros será em 9 de julho de 2018 na FAJE, Belo Horizonte, das 09h00 às 16h00.

Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2018

Sobre a iniciativa, leia aqui.

Sobre o seminário de 2018:
:: Tema: Os livros "históricos" do Antigo Testamento
:: Data: 22-26 de janeiro de 2018
:: Coordenador: Professor Federico Giuntoli
:: Inscrição: até 10 de outubro de 2017


No site do PIB se lê em italiano [ou English]:

Seminario 2018: dal 22 al 26 gennaio 2018   

Tema del seminario: I libri «storici» dell’Antico Testamento

Il prossimo Seminario di aggiornamento per Docenti di Sacra Scrittura avrà luogo dal 22 al 26 gennaio 2018 e sarà diretto dal Prof. Federico Giuntoli.

La tematica che verrà sviluppata è quella dei libri “storici” dell’Antico Testamento; questi costituiscono una parte considerevole della tradizione biblica, e sono la base indispensabile per comprendere gli scritti profetici e più in generale la stessa storia del popolo di Dio.

Come negli anni precedenti, il Seminario prevede delle lezioni magistrali al mattino e sedute pomeridiane sotto forma seminariale.


Lezioni del mattino:

:. In una mattinata introduttiva, ci saranno due interventi:
. il primo sul rapporto tra il Deuteronomio e la storia deuteronomistica (Prof. Simone Paganini)
. il secondo sulla rilevanza della metodologia narrativa (Prof.ssa Béatrice Oiry)

:. In seguito sarà presentato l’insieme letterario dei libri di Giosuè, Giudici e Samuele (Prof. José Luis Sicre)

:. Il giorno seguente un approfondimento sui problemi testuali dei libri di Samuele (Prof. Stephen Pisano), più una focalizzazione tematica sulla figura di Davide (Prof. Craig Morrison).

:. Seguirà lo studio dei libri dei Re (Prof. Peter Dubovský) e dei libri delle Cronache ed Esdra/Nehemia  (Prof. Claudio Balzaretti).

Nel pomeriggio del venerdì, invece della tradizionale Tavola Rotonda, verrà proposta una seduta conclusiva che verterà sulla storiografia extra-biblica (con i contributi del Prof. Paolo Merlo e della Prof.ssa Cristina Termini).


Sedute pomeridiane:

Le sedute pomeridiane sotto forma seminariale (per gruppi) avranno tre diverse tipologie

:. alcuni fra i Docenti che hanno tenuto le lezioni al mattino offriranno testi di approfondimento (Proff. Paganini, Oiry, Morrison, Dubovský, Balzaretti);

:. altri Professori tratteranno dei libri “storici” che non sono stati oggetto di esame nelle conferenze del mattino: il libro di Ester (Prof. Dionisio Candido), il libro di Rut (Prof.ssa Donatella Scaiola), il libro di Tobia (Prof. Marco Zappella), i libri dei Maccabei (Prof. Joseph Sievers);

:. vi sarà pure l’occasione per affrontare temi specifici, come la figura di Natan (Prof.ssa Bruna Costacurta) e il rapporto tra archeologia e storiografia biblica (Prof. Josef Briffa).


Iscrizioni

Chi fosse interessato è pregato di dare la propria adesione entro il 10 ottobre 2017, inviando una e-mail all’indirizzo: pibsegr@biblico.it.

Ai partecipanti viene chiesto un contributo di € 120.

Per gli iscritti all’associazione ex-alunni PIB il contributo sarà invece di € 100.

Tale contributo potrà essere versato all’inizio del seminario. Non è necessario inviare alcuna somma al momento dell’iscrizione; si chiede però gentilmente di inviare la propria adesione solo se realmente si prevede di partecipare, proprio perché l’organizzazione finale della settimana dipenderà anche dal numero dei partecipanti.

Per ulteriori informazioni rivolgersi a: Segretario Generale PIB (pibsegr@biblico.it)