quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

9 importantes descobertas arqueológicas em 2016

The 9 Biggest Archaeology Findings of 2016

By Owen Jarus - Live Science: December 26, 2016

sábado, 17 de dezembro de 2016

Oxford Bibliographies

Developed cooperatively with scholars and librarians worldwide, Oxford Bibliographies offers exclusive, authoritative research guides. Combining the best features of an annotated bibliography and a high-level encyclopedia, this cutting-edge resource guides researchers to the best available scholarship across a wide variety of subjects.

Oxford Bibliographies aporta guías selectivas para la literatura académica y científica más importante en los principales campos de estudio. Las recomendaciones de los expertos ayudan a los usuarios a orientarse dentro de un campo de investigación y a identificar a los principales autores, las obras clave, los principales debates y las ideas que han dado forma a la conversación académica. Los artículos son escritos por un académico líder en el campo y proporcionan una lista selectiva de fuentes recomendadas, así como comentarios originales y anotaciones contextuales. Esas recomendaciones y comentarios son luego revisados rigurosamente por pares para garantizar la exactitud y la objetividad. Dirigido por un Editor en Jefe y un Consejo Editorial, la participación es por invitación solamente, y cada módulo temático ofrece una perspectiva equilibrada y una exactitud intachable.

Oxford Bibliographies: Biblical Studies

Em Subject Areas, clique em Biblical Studies.

Users without a subscription are not able to see the full content on this page, diz o texto após uma amostra do artigo.

Apesar de ser um recurso extraordinário, muito elogiado por importantes acadêmicos, as bibliografias comentadas Oxford foram também criticadas por seu custo.

Mas, na web, sempre há alternativas.

Leia sobre isso aqui, aqui, aqui. E também aqui, aqui, aqui e aqui.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Bíblia e ficção científica

"Not in the Spaces We Know": An Exploration of Science Fiction and the Bible

JHS 2016, volume 16, article 9. Edited by Frauke Uhlenbruch.

Número especial da revista JHS - The Journal of Hebrew Scriptures -  sobre Bíblia e ficção científica.

Artigos de Frauke Uhlenbruch, Francis Landy, Ian D. Wilson, Harold Torger Vedeler, Ryan Higgins e James F. McGrath.

The present issue is a collection of essays which were originally presented as conference papers at the “Science Fiction and the Bible” unit of the European Association of Biblical Studies in Leipzig (2013) and Vienna (2014).

Disponível para download gratuito em pdf.

  The Journal of Hebrew Scriptures (JHS)

A revista
The Journal of Hebrew Scriptures (JHS) is an international, peer-reviewed, open access, journal established in 1996 to foster scholarly research on the Hebrew Bible, Ancient Israel’s History and cognate fields of studies. The publication of the journal is made possible through collaboration between the University of Alberta in Edmonton, Canada, and the Swiss-French Institute for Biblical Studies in Lausanne, Switzerland.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Morreu Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016)

Símbolo da resistência à ditadura, dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, morreu nesta quarta-feira 14 aos 95 anos. O estado de saúde do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, 95, se agravou na segunda-feira 12. O arcebispo emérito foi internado no Hospital Santa Catarina em 28 de novembro, com um quadro de broncopneumonia. A assessoria do hospital informa que o cardeal morreu às 11h45, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. De formação e hábitos franciscanos, dom Paulo é um missionário que dedicou sua vida à defesa dos pobres e à justiça social. A denúncia da tortura e da perseguição política durante a ditadura está diretamente relacionada à sua pregação religiosa (Dom Paulo Evaristo Arns morre aos 95 anos, CartaCapital - 14/12/2016 12h43).

>> Atualização: 15.12.2016 - 10h45

:: Dom Paulo Evaristo Arns, o cardeal de uma Igreja em movimento. Entrevista especial com Fernando Altemeyer Junior e Júlio Lancellotti - IHU On-Line: 15.12.2016

:: Dom Paulo Evaristo Arns: mestre, intelectual refinado e amigo dos pobres - Leonardo Boff


Leia Mais:
Morre dom Paulo Evaristo Arns, símbolo da resistência e luta pelos direitos humanos
Dom Paulo Evaristo Arns morre em São Paulo aos 95 anos
Memórias da ditadura

Natal

 Presépio

>> Última atualização: 30.12.2016 - 13h00

:: Jesus nasceu mais provavelmente em Nazaré e não em Belém por volta de 7 ou 6 a.C.

:: Jesus nasceu em Belém ou em Nazaré?

:: Histórias de Natal: separando história e mitologia - Reinaldo José Lopes: 12.12.2016

:: Histórias de Natal: genealogias esquisitas ou cadê o avô de Jesus? - Reinaldo José Lopes: 13.12.2016

:: Histórias de Natal: Magos -- nem reis, nem três, nem históricos - Reinaldo José Lopes: 16.12.2016

:: Histórias de Natal: afinal, quando Jesus nasceu? - Reinaldo José Lopes: 18.12.2016

:: Histórias de Natal: fontes bacanas para se aprofundar - Reinaldo José Lopes: 19.12.2016

:: Histórias de Natal: Jesus, filho de Panthera? - Reinaldo José Lopes: 24.12.2016

:: Histórias de Natal: Jesus versus César - Reinaldo José Lopes: 26.12.2016

:: Histórias bíblicas de Natal têm viés político, diz pesquisa - Reinaldo José Lopes: 22.12.2008

:: A visita dos Magos: Mt 2,1-12

:: As Viagens dos Reis Magos

:: A estrela de Belém: uma abordagem interdisciplinar

Leia Mais:
Jesus Histórico no Observatório Bíblico
Presépios brasileiros

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Observatório Bíblico: 11 anos online

Criado em 7 de dezembro de 2005, Observatório Bíblico está comemorando hoje 11 anos de existência.

Observatório Bíblico celebrates today 11 years online.

Marcadores do blog Observatório Bíblico

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O xadrez do golpe

O golpe de 2016 analisado por Luis Nassif.

Todos os artigos.


O xadrez do golpe - Luis Nassif

Leia Mais:
Livros sobre o golpe de 2016
Livros sobre o golpe de 1964 e a ditadura no Brasil

sábado, 3 de dezembro de 2016

Projeto Flávio Josefo

Em 25 de julho de 2016 publiquei uma apresentação do livro de

CHAPMAN, H. H. ; RODGERS, Z. A Companion to Josephus. Chichester, West Sussex, UK: Wiley Blackwell, 2016, XVI + 466 p. - ISBN 9781444335330.

Hoje li uma resenha do livro, feita por Matthew Kraus, da Universidade de Cincinnati, USA, na qual ele diz, entre outras coisas:

The publication of this “first introductory companion, or scholarly guide” to Josephus marks the seismic change in Josephan scholarship over recent decades. In addition to the Brill Josephus Project, whose translations and detailed commentaries on the Josephan corpus are already replacing the Loeb editions for serious scholars [sublinhado meu], innovative approaches to traditional topics and new areas of research now permeate the Josephan landscape. No longer reduced to being the cherry-picked companion to the Jewish and Christian experience of the Greek and Roman worlds, he properly merits his own handbook considering him an author in his own right. The volume, ably edited by Honora Chapman and Zuleika Rodgers, draws on an international team of Josephan experts, including several contributors to the Brill translation and commentary. It updates the current status of research and provides a foundation for future advancements.

Na resenha é mencionado o Projeto Josefo, da editora Brill, uma tradução e comentário de toda a obra de Flávio Josefo, empreendimento que começou no final do século XX, e é dirigido por Steve Mason, Professor da Universidade York, de Toronto, Canadá, e um grande especialista na área:

MASON, S. (ed.) Flavius Josephus: Translation and Commentary. Leiden: Brill, 2000- [confira na Amazon os livros que já foram publicados].


MASON, S. (ed.) Flavius Josephus: Translation and Commentary. Leiden: Brill, 2000-


Deste projeto, ainda em andamento, fala G. Goldberg, em sua página dedicada a Flávio Josefo:

The most significant event in Josephus studies in many years is the publication of "the first comprehensive English commentary to Josephus," the nine-volume translation and commentary of the Brill Josephus Project, written by ten scholars and edited by Steve Mason.

(...)

In his preface to the series, Steve Mason discusses the need for a commentary on Josephus, noting that "By the accidents of history, his narratives have become the indispensable source for all scholarly study of Judea from about 200 BCE to 75 CE." Yet it is only in the past two decades that "Josephus studies" have taken on a life of their own, so that the "time is right" to produce this commentary.

The necessity of a new English translation is also discussed. There are two main English translations, the 18th-century rendition of Whiston and the 20th century Loeb Library version, with Whiston by far the more widely read despite its antique language -- no doubt because it is far less expensive (free on the Internet).  The Loeb failing of expense is not one that is being corrected by the Brill series, which in this printing costs approximately seven times as much as the Loeb, and around 100 times as much as a print copy of Whiston [Obs.: a tradução de Whiston pode ser encontrada em vários sites na web para download gratuito. Já a versão da Loeb Classical Library está, desde 2014, disponível para leitura online e é igualmente gratuita].

While expressing admiration for the Loeb edition, Mason lists several reasons why it "does not suit the needs of the commentator." Principally, the translation was somewhat more free than one would want, not enforcing consistency in the way various words and phrases are rendered into English, altering parts of speech, and using a homogeneous style. The goal of the Brill translators is to maintain as much consistency as possible in these matters. Mason discusses the inevitable difficulties in getting ten scholars to agree on the manner of translating certain terms, such as the frequent Ioudaios: does this mean "Judean" (the nationality) or does it mean "Jew" (the ethno-religious group)? In this case there was no agreement, and uniformity was not enforced in favor of each scholar's experience and intuition.

Although initially it was planned that a new Greek text be included, this has not happened, one supposes due to size and cost; although the text used is essentially that of Benedictus Niese (as in the Loeb edition), the translators have made use of modern research to provide what are expected to be better readings. This makes it difficult to analyse or debate the translations where they differ from Loeb, as the reader does not know what text is actually being translated. One depends on the commentary for discussion of textual variants.

Leia Mais:
Flávio Josefo, homem singular em uma sociedade plural

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

História das traduções da Bíblia no Brasil

MALZONI, C. V. As edições da Bíblia no Brasil. São Paulo: Paulinas, 2016, 176 p. - ISBN 9788535641981.


Cláudio Vianney Malzoni, As edições da Bíblia no Brasil

Escreve Cláudio Vianney Malzoni -  Doutor em Ciências Bíblicas pela École Biblique et Archéologique Française de Jérusalem, 2002 - em seu blog em 10.10.2016:

Foi publicado pelas Edições Paulinas meu livro “As edições da Bíblia no Brasil”. O livro é o resultado de uma pesquisa que ainda está em andamento. Ela começou há cerca de dez anos atrás. Em 2010, aparecia seu primeiro resultado: um artigo publicado na Revista Didaskalia, da Universidade Católica Portuguesa. Depois, vieram as orientações de Iniciação Científica com alunos da Universidade Católica de Pernambuco, e o pós-doutorado na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, sob a orientação de J. Konings, com ajuda financeira da CAPES. Este livro é um modo de partilhar os resultados atuais dessa pesquisa com o público interessado e conquistar mais interessados ainda para a pesquisa desse tema apaixonante.

Diz a editora:
Este livro conta a história das traduções da Bíblia no Brasil (...) A primeira tradução completa da Bíblia ao português, ainda que sem os livros deuterocanônicos do Antigo Testamento, foi feita no século XVIII, por João Ferreira de Almeida, em Batávia, atual Jacarta, na Indonésia. No Brasil, a primeira tradução da Bíblia tem sua origem no início do século XX, tendo sido publicada em 1917 com o nome de Bíblia Sagrada, Tradução Brasileira. É sobre isso que versa esta obra, dividida em duas partes. A primeira faz uma apresentação das principais edições da Bíblia presentes no Brasil. A segunda parte trata das questões que envolvem o ofício de tradução da Bíblia, seus desafios e sua beleza.


Leia Mais:
Fórum de Ciências Bíblicas 2: A tradução da Bíblia para a língua portuguesa

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Descobertas arqueológicas em Israel desde 2004

Uma lista das descobertas arqueológicas feitas em Israel de 2004 até hoje.

Archaeology in Israel: List of Discoveries (2004 - Present)

Em The Jewish Virtual Library.

Confira.

Biblical Studies Carnival 129

Seleção de postagens dos biblioblogs em novembro de 2016.

The Carnival-  SBL: The Run Up to The Annual Meeting, the Experience of, And the Aftermath

Trabalho feito por Jim West, em seu blog Zwinglius Redivivus.

domingo, 27 de novembro de 2016

Fidel Castro: 1926-2016

Condenadme, no importa. La historia me absolverá.

:: Cinco livros para entender Fidel Castro - Bloco: O blogue da José Martí - 11.08.2016

:: Fidel Castro - Parte do artigo de Louis A. Pérez em Oxford Bibliographies: The Cuban Revolution  - Última modificação: 25 de fevereiro de 2016 [com sci-hub é possível acessar o artigo completo]

O melhor livro para entender Fidel Castro, dizem muitos:

RAMONET, I. Fidel Castro: Biografía a dos voces. Madrid: Debate, 2006, 656 p. - ISBN 9780307376534 [também aqui]

En Fidel Castro: Biografía a dos voces, Ignacio Ramonet, sociólogo, teórico de cultura, periodista y una de las voces más representativas del movimiento altermundista, ha logrado desvelar - tras semanas de intensas conversaciones - las claves de la Revolución cubana a través de la biografía humana y política del último «monstruo sagrado» de la política internacional: el polémico Fidel Castro. Testimonio excepcional y análisis histórico, este libro es una auténtica «biografía a dos voces»: la memoria oral del comandante. ¿Cómo fue su infancia? ¿Dónde y cuándo se forjó el rebelde? ¿Cómo eran sus relaciones con Che Guevara? ¿Estuvo el mundo al borde de una guerra nuclear durante la llamada «crisis de los misiles»? ¿Cuántas veces han querido asesinarlo? ¿Qué impresión le causó el papa Juan Pablo II cuando visitó la isla en 1998? ¿Por qué critica tanto a Felipe González y a José María Aznar mientras alaba la figura del rey Juan Carlos? ¿Qué piensa de la globalización neoliberal, de la guerra de Irak y del presidente Bush? ¿Por qué las autoridades cubanas arrestaron a unos setenta opositores no violentos en marzo de 2003 y aplicaron, ese mismo año la pena de muerte a los secuestrados de una lancha? ¿Existe corrupción en el régimen? ¿Es el socialismo en Cuba realmente «irreversible»? ¿Hacia dónde camina la política y la economía de la isla? ¿Que ocurrirá después de Fidel Castro? El exhaustivo cuestionario de Ignacio Ramonet —más de cien horas de entrevistas y de inéditas revelaciones- es al tiempo un recorrido apasionante por la controvertida figura de Fidel Castro y un formidable relato sobre el pasado, el presente y el provenir de la Revolución.

Ignacio Ramonet (Redondela, Galicia, 1943) se crió en Tánger y es director del mensual Le Monde diplomatique. Especialista en geopolítica y estrategia internacional y profesor de teoría de la comunicación en la Universidad Denis Diderot de París. Ramonet es doctor en semiología y en historia de la cultura por la Escuela de Altos Estudios en Ciencias Sociales, donde fue alumno de Roland Barthes. Es también fundador de Attac (Asociación para la Tasación de las Transacciones Financieras y la Ayuda a los Ciudadanos), de Media Watch Global y uno de los promotores del Foro Social Mundial de Porto Alegre.


Ignacio Ramonet, Fidel Castro: Biografía a dos voces


RAMONET, I. Fidel Castro: My Life: A Spoken Autobiography. New York: Scribner, 2009, 736 p. - ISBN 9781416562337

Numerous attempts have been made to get Fidel Castro to tell his own story. But it was only as he stepped down after five decades in power, that the Cuban leader finally decided to set out the detail of his life for the world to read. In these pages, he presents a compelling chronicle that spans the harshness of his school teachers; the early failures of the revolution; his comradeship with Che Guevara and their astonishing, against-all-odds victory over the dictator Batista; the Cuban perspective on the Bay of Pigs and the ensuing missile crisis; the active role of Cuba in African independence movements; his dealings with no fewer than ten successive American presidents, from Eisenhower to George W. Bush; and a number of thorny issues, including human rights, the treatment of homosexuals, and the use of the death penalty in Cuba. Along the way he shares intimacies about more personal matters: the benevolent strict- ness of his father, his success- ful attempt to give up cigars, his love of Ernest Hemingway’s novels, and his calculation that by not shaving he saves up to ten working days each year. Drawing on more than one hundred hours of interviews, this spoken autobiography will stand as the definitive record of an extraordinary life lived in turbulent times.

Leia Mais:
Bibliografia sobre Fidel Castro no WorldCat
Especial Fidel Castro 90 anos - Carta Maior

domingo, 20 de novembro de 2016

Bíblia Interlinear

Se você procura o Antigo Testamento Interlinear Hebraico-Português ou o Novo Testamento Interlinear Grego-Português, veja o site da SBB - Sociedade Bíblica do Brasil. Clique aqui.

É um trabalho feito por gente que entende do assunto.

 
Antigo Testamento Interlinear Hebraico-Português


Lembro aos interessados que este tipo de texto pode ser encontrado facilmente online em português ou inglês, embora nem tudo seja confiável. E também em vários programas - gratuitos ou não - para estudos bíblicos.

Congresso da SBL em 2016

Nestes dias, de 19 a 22 de novembro de 2016, está acontecendo o Congresso Anual da SBL - Society of Biblical Literature - em San Antonio, no Texas.

Para saber o que está acontecendo, visite SBL, SBL Annual Meeting e leia os Abstracts.

Acompanhe o evento através de alguns blogs, como os de Jim West, de James F. McGrath, de Jim Davila e outros, que trazem comentários e fotos.

Para saber o que pode ser encontrado sobre a #aarsbl16 nos blogs, vale procurar também em The Biblioblog Reference Library. E, obviamente, no Twitter.


Co-hosted by the Society of Biblical Literature and the American Academy of Religion, the Annual Meetings 2016 will be held November 19-22 in San Antonio, TX.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O papel da Bíblia no conflito Israel-Palestina

SANDFORD, M. J. (ed.) The Bible, Zionism, and Palestine: The Bible's Role in Conflict and Liberation in Israel-Palestine. Dunedin, New Zealand: Relegere Academic Press, 2016 - ISBN 9780473332808 (ebook)

Ebook em pdf. Gratuito. Faça o download.

 
The Bible, Zionism, and Palestine: The Bible's Role in Conflict and Liberation in Israel-Palestine


Contributors evaluate the divisive and liberatory influences and effects of the Bible on Zionism and Palestine-Israel and, conversely, the practice of biblical interpretation in a Post-Nakba world.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Ayrton's Biblical Page: 17 anos online

Criada em 10 de novembro de 1999, Ayrton's Biblical Page está comemorando hoje 17 anos de existência.

Ayrton's Biblical Page celebrates today 17 years online.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Francisco no III Encontro Mundial de Movimentos Populares

Quem governa então? O dinheiro. Como governa? Com o chicote do medo, da desigualdade, da violência econômica, social, cultural e militar que gera sempre mais violência em uma espiral descendente que parece não acabar nunca. Quanta dor, quanto medo! Há um terrorismo de base que emana do controle global do dinheiro sobre a terra e ameaça toda a humanidade. Deste terrorismo de base se alimentam os terrorismos derivados... (Francisco)


Francisco recebeu no sábado, 05.11.2016, na sala Paulo VI, os participantes do III Encontro Mundial de Movimentos Populares. Fez um discurso histórico, para somar-se ao grito dos três T (terra, teto e trabalho) e denunciar os que governam com o chicote do medo, da desigualdade e da violência.


Encuentro Mundial de Movimientos Populares


Leia, em português:

A íntegra do discurso de Francisco aos Movimentos Populares - Roma, 5 de novembro de 2016

Ou em espanhol:

El discurso completo de Papa Francisco a los Movimientos Populares – Roma, 5 de noviembre de 2016

Ou em italiano:

Discorso del Santo Padre Francesco ai partecipanti al 3° Incontro Mondiale dei Movimenti Popolari - Roma, 5 novembre 2016

 
Leia Mais:
Encuentro Mundial de Movimientos Populares - Site oficial
Papa Francisco: “Austeridade não é sinônimo de ajuste” - Blog do Marcelo Auler

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Mudança de paradigma na pesquisa do Pentateuco

 Preste atenção nestas datas: 1878 > 1883 > 1974 > 1975 > 1976 > 1977

A teoria clássica das fontes JEDP do Pentateuco, elaborada no século XIX por Hupfeld, Kuenen, Reuss, Graf e, especialmente, Julius Wellhausen (1844-1918), vem sofrendo sérios abalos, de forma que hoje os pesquisadores consideram impossível assumir, sem mais, este modelo como ponto de partida. O consenso wellhauseniano sobre o Pentateuco foi rompido. Lembro que o primeiro livro de Julius Wellhausen sobre o tema foi publicado em 1878 (Geschichte Israels) e o mais importante em 1883 (Prolegomena zur Geschichte Israels).

Thomas L. Thompson (1939) chegou à conclusão de que as narrativas patriarcais estavam refletindo muito mais o primeiro do que o segundo milênio, e a datação tradicional dos patriarcas e sua historicidade caíram por terra. Seu livro foi publicado em 1974.

John Van Seters (1935) concluiu que o J deveria ser visto como um autor pós-D, e que a ‘Hipótese Documentária’ deveria ser totalmente revista. Van Seters publicou sua pesquisa em 1975.

Em 1976 e em 1977 apareceram os livros de Hans Heinrich Schmid (1937-2014) e de Rolf Rendtorff (1925-2014) sobre o mesmo assunto. H. H. Schmid chegou à conclusão de que o Pentateuco era o produto do movimento profético, assim como o era o livro do Deuteronômio, e de que o J deveria ser visto em estreita associação com a escola deuteronômica nos últimos anos da monarquia ou na época do exílio. Rolf Rendtorff não vê nenhuma conexão original entre Gênesis e Êxodo-Números, mas sim uma posterior costura deuteronomista ligando estas tradições. Donde se conclui que a ideia de fontes, tal como a J, deve ser abandonada, e que a formação do Pentateuco a partir de temas independentes é que deve ser pesquisada.

A crise do Pentateuco explodiu, então, em plena luz do dia e ninguém mais podia escapar da constatação de que a teoria clássica das fontes do Pentateuco, pelo menos em sua forma mais rígida, era insustentável.


Conferência na Staatsunabhängige Theologische Hochschule Basel (STH), sobre a mudança de paradigma na pesquisa do Pentateuco. A conferência, que ocorrerá em Basileia, na Suíça, contará com a presença de pesquisadores de universidades europeias, norte-americanas e israelenses. Data: 16-18 de março de 2017.

Chamo a atenção para a conferência como um recurso interessante para se observar o que está sendo debatido nesta área que, como sabemos, está passando por significativas mudanças desde meados da década de 70 do século XX.


Apresentação da conferência em inglês:

Paradigm Change in Pentateuchal Research

Scientific Conference at the STH Basel, 16-18 March 2017

Both in Judaism and in Christianity, the Pentateuch forms the first and fundamental piece of the Bible and in many ways can be seen as the basic document of Western religious history. The paradigm for the study of the Pentateuch that currently prevails in Biblical Studies dates from the 19th century and forms a cornerstone of Biblical Studies and of the reconstruction of the history of ancient Israel. This paradigm extends to the narratives of the Pentateuch as well as to its legal collections. According to this paradigm, the Pentateuch was composed over a long period, with the three most important stages JE (from before the Deuteronomy), D (the core of Deuteronomy, dated in the 7th century) and P (Priestly texts, from the exilic and postexilic periods). This paradigm was established by Julius Wellhausen's «Prolegomena zur Geschichte Israels» (1878). It has been modified in many ways since its invention, and in the last thirty years it has been subject to various criticisms even by representatives of theological schools that were previously defending it; nevertheless, no fundamental paradigm shift has taken place to this date. It is the aim of this conference to discuss this paradigm critically and to explore whether a fundamental paradigm change can overcome the current impasse of old models and open new approaches to the understanding of the Pentateuch. The international speakers are experts in the fields of Biblical Studies, Legal History, Linguistics, and Ancient Near Eastern Studies.

Organisation
Prof. Dr. Matthias Armgardt, University of Konstanz, Konstanz, Germany
Ass.-Prof. Dr. Benjamin Kilchör, STH Basel, Basel, Switzerland
Prof. Dr. Markus Zehnder, Biola University Los Angeles, USA



Apresentação da conferência em alemão:

Paradigm Change in Pentateuchal Research

Tagung an der STH Basel, 16.-18. März 2017

Der Pentateuch bildet sowohl im Judentum wie im Christentum das erste und grundlegende Stück der Bibel und ist damit das grundlegende Dokument westlicher Religionsgeschichte überhaupt. Das heute vorherrschende Paradigma zur Erforschung des Pentateuch in den Bibelwissenschaften stammt aus dem 19. Jahrhundert und bildet einen Grundpfeiler der Bibelwissenschaften und der Rekonstruktion einer Geschichte des alten Israel. Dieses Paradigma erstreckt sich sowohl auf die Erzähltexte des Pentateuch wie auch auf die Rechtssammlungen. Es geht davon aus, dass der Pentateuch über eine längere Zeit komponiert wurde, mit den drei wichtigsten Hauptetappen JE (aus der Zeit vor dem Deuteronomium), D (Deuteronomium, im Kern im 7.Jhd. entstanden) und P (priesterliche Texte, exilisch-nachexilisch). Dieses Paradigma hat sich mit Julius Wellhausens «Prolegomena zur Geschichte Israels» (1878) etabliert. Zwar wurde es in vielerlei Hinsicht modifiziert, zudem ist es in den letzten rund dreissig Jahren zunehmend in eine Krise geraten; gleichwohl hat bisher kein grundsätzlicher Paradigmenwechsel stattgefunden. Das Ziel der englischsprachigen Tagung ist es, dieses Paradigma kritisch zu diskutieren und zu sondieren, ob ein grundsätzlicher Paradigmenwechsel aus der gegenwärtigen Sackgasse alter Modelle herausführen kann und neue Zugänge zum Pentateuch zu eröffnen vermag. Die internationalen Referentinnen und Referenten forschen in den Bereichen Bibelwissenschaft, Rechtsgeschichte, Linguistik und Altorientalistik.


Confira, em pdf, o folheto com a programação.

Leaflet "Paradigm Change in Pentateuchal Research"

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Biblical Studies Carnival 128

Seleção de postagens dos biblioblogs em outubro de 2016.

Biblical Studies Carnival 128 - October 2016

Trabalho feito por Bob MacDonald, em seu blog Dust.

E há também The ‘You’ve Got to Be Kidding, Great Pumpkin’ Biblical Studies Carnival. By Jim West.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Nota da CNBB sobre a PEC 241

Nota da CNBB sobre a PEC 241

“Não fazer os pobres participar dos próprios bens é roubá-los e tirar-lhes a vida.” (São João Crisóstomo, século IV)

CNBB: Dom Leonardo, Secretário-Geral - Dom Sérgio, Presidente - Dom Murilo, Vice-Presidente

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, dos dias 25 a 27 de outubro de 2016, manifesta sua posição a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, de autoria do Poder Executivo que, após ter sido aprovada na Câmara Federal, segue para tramitação no Senado Federal.

Apresentada como fórmula para alcançar o equilíbrio dos gastos públicos, a PEC 241 limita, a partir de 2017, as despesas primárias do Estado – educação, saúde, infraestrutura, segurança, funcionalismo e outros – criando um teto para essas mesmas despesas, a ser aplicado nos próximos vinte anos. Significa, na prática, que nenhum aumento real de investimento nas áreas primárias poderá ser feito durante duas décadas. No entanto, ela não menciona nenhum teto para despesas financeiras, como, por exemplo, o pagamento dos juros da dívida pública. Por que esse tratamento diferenciado?

A PEC 241 é injusta e seletiva. Ela elege, para pagar a conta do descontrole dos gastos, os trabalhadores e os pobres, ou seja, aqueles que mais precisam do Estado para que seus direitos constitucionais sejam garantidos. Além disso, beneficia os detentores do capital financeiro, quando não coloca teto para o pagamento de juros, não taxa grandes fortunas e não propõe auditar a dívida pública.

A PEC 241 supervaloriza o mercado em detrimento do Estado. “O dinheiro deve servir e não governar! ” (Evangelii Gaudium, 58). Diante do risco de uma idolatria do mercado, a Doutrina Social da Igreja ressalta o limite e a incapacidade do mesmo em satisfazer as necessidades humanas que, por sua natureza, não são e não podem ser simples mercadorias (cf. Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 349).

A PEC 241 afronta a Constituição Cidadã de 1988. Ao tratar dos artigos 198 e 212, que garantem um limite mínimo de investimento nas áreas de saúde e educação, ela desconsidera a ordem constitucional. A partir de 2018, o montante assegurado para estas áreas terá um novo critério de correção que será a inflação e não mais a receita corrente líquida, como prescreve a Constituição Federal.

É possível reverter o caminho de aprovação dessa PEC, que precisa ser debatida de forma ampla e democrática. A mobilização popular e a sociedade civil organizada são fundamentais para superação da crise econômica e política. Pesa, neste momento, sobre o Senado Federal, a responsabilidade de dialogar amplamente com a sociedade a respeito das consequências da PEC 241.

A CNBB continuará acompanhando esse processo, colocando-se à disposição para a busca de uma solução que garanta o direito de todos e não onere os mais pobres.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!


Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB - 27 de outubro de 2016

Leia Mais:
Arcebispo de Salvador se revolta contra PEC 241

>> Última atualização: 30.10.2016 - 16h15 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Arqueologia e política: um papiro cita Jerusalém, mas...

Arqueólogos israelenses publicaram um fragmento de um papiro que, segundo eles, é a mais antiga referência hebraica a Jerusalém fora da Bíblia – uma descoberta da qual o governo rapidamente se apropriou para listar como evidência da conexão judaica com a cidade santa.

O pedaço de papiro, de 11 cm por 2,5 cm, datado pela Autoridade de Antiguidades de Israel como sendo do século 7 a.C., foi apresentado em uma conferência de imprensa em Jerusalém logo após a UNESCO ter aprovado uma resolução que, segundo Israel, negava a ligação do judaísmo com a antiga cidade, segundo relata a Reuters nesta quarta-feira (26). Duas linhas do texto, em hebraico, sugerem que o fragmento era parte de um documento que detalhava o pagamento de impostos ou a transferência de bens para armazéns em Jerusalém. "Da serva do rei, de Na'arat, jarros de vinho, para Jerusalém", lê-se no papiro. As autoridades israelenses disseram que seus investigadores recuperaram o documento, descrito como "a mais antiga fonte extra-bíblica a mencionar Jerusalém em escrita hebraica", depois que ele havia sido saqueado de uma caverna por ladrões de antiguidades. ​Para o governo de Israel, o papiro é uma refutação à UNESCO, organização científica e cultural da ONU (continua).

Sobre o desentendimento de Israel com a UNESCO, confira aqui.

No site da IAA - Israel Antiquities Authority - leia sobre o papiro: A Rare Document Mentioning the Name of Jerusalem from the Time of the First Temple was Exposed.


Porém, Christopher A. Rollston, da Universidade George Washington, pede cautela quanto ao papiro. Que pode até ser antigo, mas, a escrita, segundo ele, deve ser moderna. Portanto, podemos estar diante de uma fraude...

Leia:

The New ‘Jerusalem’ Papyrus: Not so Fast…  - Rollston Epigraphy: 26 October 2016

Ele faz 10 considerações em seu post. Destaco algumas:
II. There are some palaeographic and orthographic anomalies and inconsistencies in this papyrus inscription that are concerning and may suggest that it is modern, not ancient. Thus, again, Caveat Eruditus.

VIII. In short, to those wishing to declare that the letters on this papyrus inscription are ancient, I would say: ‘Not so fast!’

IX. Ultimately, I believe that there is a fair chance that although the papyrus itself is ancient the ink letters are actually modern…that is, this inscription is something that I would classify as a possible modern forgery.

Leia Mais:
Arqueologia e política
Why Did the ‘Jerusalem Papyrus’ Come to Light Now?

 >> Última atualização: 27.10.2016 - 18h00

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Gerhard von Rad

É sempre bom lembrar: neste dia, em 1901, nascia Gerhard von Rad, um dos mais brilhantes biblistas do século XX.


Gerhard von Rad: Nürnberg: 21.10.1901 - Heidelberg: 31.10.1971


Confira no WorldCat a lista das obras de Gerhard von Rad em várias línguas.

Leia a biografia de Gerhard von Rad em Durchaus spannungsvoll. Leben und Werk des Alttestamentlers Gerhard von Rad (em alemão). Ou confira os resultados do Google para Gerhard von Rad.

E também: Bernard M. Levinson, Reading the Bible in Nazi Germany: Gerhard von Rad’s Attempt to Reclaim the Old Testament for the Church.

Como eu disse em entrevista de 2006, von Rad influenciou muito os meus estudos de Bíblia: A [minha] opção pelos estudos acadêmicos de Bíblia, porém, ocorreu, de maneira mais imediata, em Roma. Eu diria que fui influenciado especialmente por brilhantes colegas brasileiros que estudavam no PIB, e com os quais eu convivi no Colégio Pio Brasileiro, e por alguns professores da Gregoriana que me fizeram gostar de Bíblia, como G. Bernini de quem, se dizia, dormia com os livros de G. von Rad debaixo do travesseiro…

sábado, 15 de outubro de 2016

Messianismo entre judeus e cristãos

These studies form a substantial and impressive body... (Susan Pierce)

HORBURY, W. Messianism Among Jews and Christians. 2. ed. London: Bloomsbury T&T Clark, 2016, 480 p. - ISBN 9780567662743 [também para Kindle].


William Horbury, Messianism Among Jews and Christians



William Horbury considers the issue of messianism as it arises in Jewish and Christian tradition. Whilst Horbury's primary focus is the Herodian period and the New Testament, he presents a broader historical trajectory, looking back to the Apocrypha and pseudepigrapha, and onward to Judaism and Christianity in the Roman empire. Within this framework Horbury treats such central themes as messianism in the Apocrypha and pseudepigrapha, the Son of man and Pauline hopes for a new Jerusalem, and Jewish and Christian messianism in the second century.

Neglected topics are also given due consideration, including suffering and messianism in synagogue poetry, and the relation of Christian and Jewish messianism with conceptions of the church and of antichrist and with the cult of Christ and of the saints. Throughout, Horbury sets messianism in a broader religious and political context and explores its setting in religion and in the conflict of political theories. This new edition features a new extended introduction which updates and resituates the volume within the context of current scholarship.

William Horbury is Professor of Jewish and Early Christian Studies, University of Cambridge, UK.


Table of contents

Preface
Reflective Introduction
Introduction to first edition

The Second-Temple Period
1. Messianism in the Old Testament Apocrypha and Pseudepigrapha
2. The Gifts of God in Ezekiel the Tragedian
3. Herod's Temple and 'Herod's Days'

The New Testament
4. The Messianic Associations of 'The Son of Man'
5. The Twelve and the Phylarchs
6. Jerusalem in Pre-Pauline and Pauline Hope
7. The Aaronic Priesthood in the Epistle to the Hebrews
8. Septuagintal and New Testament Conceptions of the Church

Synagogue and the Church in the Roman Empire
9. Messianism among Jews and Christians in the Second Century
10. Suffering and Messianism in Yose ben Yose
11. Antichrist among Jews and Gentiles
12. The Cult of Christ and the Cult of the Saints

Index

Uma história dos Macabeus

ATKINSON, K. A History of the Hasmonean State: Josephus and Beyond. London: Bloomsbury T&T Clark, 2016, 208 p. - ISBN 9780567669032.


Kenneth Atkinson, A History of the Hasmonean State: Josephus and Beyond


Kenneth Atkinson tells the exciting story of the nine decades of the Hasmonean rule of Judea (152 - 63 BCE) by going beyond the accounts of the Hasmoneans in Josephus in order to bring together new evidence to reconstruct how the Hasmonean family transformed their kingdom into a state that lasted until the arrival of the Romans.

Atkinson reconstructs the relationships between the Hasmonean state and the rulers of the Seleucid and the Ptolemaic Empires, the Itureans, the Nabateans, the Parthians, the Armenians, the Cappadocians, and the Roman Republic. He draws on a variety of previously unused sources, including papyrological documentation, inscriptions, archaeological evidence, numismatics, Dead Sea Scrolls, pseudepigrapha, and textual sources from the Hellenistic to the Byzantine periods.

Atkinson also explores how Josephus's political and social situation in Flavian Rome affected his accounts of the Hasmoneans and why any study of the Hasmonean state must go beyond Josephus to gain a full appreciation of this unique historical period that shaped Second Temple Judaism, and created the conditions for the rise of the Herodian dynasty and the emergence of Christianity.

Kenneth Atkinson is Professor of History at the University of Northern Iowa, Cedar Falls, IA, USA.


Table of contents

Preface
Acknowledgements
Abbreviations
1. Introduction
2. The Foundation of the Hasmonean Dynasty
3. John Hyrcanus: His Role During Simon's Reign and his Consolidation of Political and Secular Powers
4. Judah Aristobulus: The Creation of the Hasmonean Monarchy
5. Alexander Jannaeus: A Period of Conquest and Expansion
6. Shelamzion Alexandra: A Hasmonean Golden Age
7. Pompey and the Hasmoneans: Hyrcanus II, Aristobulus II, and the End of the Hasmonean Monarchy
8. After the Roman Conquest
9. Conclusion: Josephus, Rome, and Hasmonean History
Bibliography: Primary Sources
Bibliography: Secondary Sources
Indexes


Leia um capítulo do livro na revista online The Bible and Interpretation - October 2016

A History of the Hasmonean State: Josephus and Beyond - By Kenneth Atkinson

Josephus cautiously avoided messianism in his history of the Hasmonean period. He appears to have been reluctant to document any Hasmonean history that involved the violent messianism of the type that had contributed to the outbreak of the First Jewish War. Instead, he stresses that the Hasmonean family’s rule had gone well until they had established a monarchy and allowed sectarian factions to influence politics. Josephus wrote his books partly to support the aristocracy, namely the rule of the Pharisees and their leaders. For Josephus, these groups represented caution and Roman aristocratic values. They were opposed to the religious zeal of the Zealots and related Jewish groups that had caused the rebellion against Rome. For Josephus, the priests and the aristocrats were the only legitimate Jewish leaders.

domingo, 9 de outubro de 2016

Morreu Jacob Neusner

O renomado pesquisador do judaísmo, Jacob Neusner, faleceu ontem, 8 de outubro de 2016, aos 84 anos de idade. Jacob Neusner era de Hartford, Connecticut, USA.

Veja no WorldCat a bibliografia de Jacob Neusner.


Jacob Neusner: 28.07.1932 - 08.10.2016


Scholar Jacob Neusner Dead at 84

Jacob Neusner, renowned scholar of rabbinic Judaism of the Mishnaic and Talmudic eras, passed away on Saturday, October 8, 2016, in Rhinebeck, NY. Born in Hartford, Connecticut, Neusner studies at Harvard University, the Jewish Theological Seminary of America, the University of Oxford, and Yale University.

Neusner is known for developing a humanistic and academic reading of the Jewish classical works, treating the religion in its social setting, as something a group of people do together, rather than as a set of beliefs and opinions.

Neusner was a pioneer in the application of the “form criticism” approach to Rabbinic texts. Much of his work consisted of de-constructing the prevailing approach viewing Rabbinic Judaism as a single religious movement within which the various Rabbinic texts were produced. In contrast, Neusner viewed each rabbinic document as an individual piece of evidence that can only shed light on the more localized forms of Judaism of each specific document’s place of origin and the specific Judaism of the author. His work “Judaism: The Evidence of the Mishnah” (Chicago, 1981; translated into Hebrew and Italian) is the classic statement of his work and the first of many comparable volumes on the other documents of the rabbinic canon.

Neusner taught at Bard College since 1994. He also taught at Columbia University, University of Wisconsin–Milwaukee, Brandeis University, Dartmouth College, Brown University, and the University of South Florida.

In addition to his scholarly activities, Neusner was involved in shaping Jewish Studies and Religious Studies in the American University. He sponsored a number of conferences and collaborative projects that drew different religions into conversation on the difference in religion, religion and society, religion and material culture, religion and economics, religion and altruism, and religion and tolerance.


Fonte: The Jewish Press - October 9th, 2016

Dom Sérgio da Rocha: cardeal

Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e atual presidente da CNBB, será nomeado cardeal no dia 19 de novembro de 2016. O anúncio foi feito hoje pelo papa Francisco.

Dom Sérgio foi meu aluno na PUC-Campinas e, alguns anos mais tarde, ao terminar seu doutorado, meu colega. Sérgio era Professor de Teologia Moral quando foi nomeado bispo em 2001.

Dom Sérgio da Rocha


Diz a página da CNBB:

O papa Francisco anunciou na manhã deste domingo, 9, a realização de um consistório para a criação de novos cardeais. O Brasil foi contemplado com a escolha do arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sergio da Rocha. A celebração acontece na véspera do fechamento da Porta Santa da Misericórdia. 

“Com alegria, anuncio que sábado, 19 de novembro, na véspera do fechamento da Porta Santa da Misericórdia, realizarei um Consistório para nomear 13 novos cardeais, de cinco continentes. Sua proveniência, de 11 nações, expressa a universalidade da Igreja que anuncia e testemunha a Boa Nova da Misericórdia de Deus em todos os cantos da terra. A inclusão dos novos cardeais na diocese de Roma manifesta também a inseparável relação existente entre a Sé de Pedro e as Igrejas particulares ao redor do mundo”, disse o papa.

Parabéns, Sérgio.


Leia Mais:
Dom Sérgio da Rocha: presidente da CNBB
Dom Sérgio da Rocha: arcebispo de Brasília
Dom Sérgio na página da Arquidiocese de Brasília

sábado, 1 de outubro de 2016

Biblical Studies Carnival 127

Seleção de postagens dos biblioblogs em setembro de 2016.

Biblical Studies Carnival September 2016

Trabalho feito por Randy McCracken, em seu blog Bible Study With Randy.

E há também The Run Up to #SBL2016 Carnival: Postings From (Almost) Every Continent. By Jim West.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Cahiers Évangile: lista cronológica

Todo mundo que lida com estudos bíblicos conhece a coleção Cadernos Bíblicos, que foi parcialmente publicada pela Paulus. Pois é. Cadernos Bíblicos é a tradução dos Cahiers Évangile, em francês. Os Cahiers Évangile são publicados por Éditions du Cerf, Paris. São 4 números por ano. A versão espanhola sai pelo Editorial Verbo Divino - Estella (Navarra). Em português [de Portugal]: Difusora Bíblica - Fátima, Portugal. Leia o post anterior para ver a história da coleção.



Cahiers Évangile 176 - 2016


Aqui, transcrevo a lista cronológica, quase completa [faltam uns 10], dos Cahiers Évangile. São 177 números até setembro de 2016. A publicação pela Paulus foi descontinuada.

1972
1/2 Saint Marc, par J. Delorme

1973
3 Christ est ressuscité, par E. Charpentier
5 Saint Luc, par A. Georges

1974
8 Miracles de l'Évangile, Collectif
9 Saint Matthieu, Collectif

1975
11 Une lecture de l'Apocalypse, Collectif
12 L'accomplissement des Écritures, par P.-M. Beaude
13 Pour prier les Psaumes, par M. Mannati
14 Intertestament, par A. Paul

1976
17 Saint Jean, par A. Jaubert
18 Récits de l'Enfance (Mt 1-2 ; Lc 1-2), par Ch. Perrot

1977
19 Le message de l'épître aux Hébreux, par A. Vanhoye
20 Le deuxième Isaïe, par C. Wiéner
21 Les Actes des Apôtres, Collectif
22 Les Épîtres aux Corinthiens, par M. Quesnel

1978
23 Isaïe (1-39), par J.-M. Asurmendi
24 Les Béatitudes, par J. Dupont
25 Les Psaumes et Jésus, par M. Gourgues
26 Saint Paul en son temps, par E. Cothenet

1979

27 La Palestine au temps de Jésus, par Bernard Rolland, Christiane Saulnier
28 Aux racines de la Sagesse, Collectif
29 Mort et vie dans la Bible, par A. Marchadour
30 Jésus devant sa Passion et sa mort, par M. Gourgues

1980
31 Jésus-Christ dans l'évangile de Jean, par J. Guillet
32 La Sagesse et Jésus-Christ, par J.-N. Aletti
33 Épîtres aux Philippiens et à Philémon, par S. Légasse
34 L'épître aux Galates, par E. Cothenet

1981
36 Jonas, par V. Mora
37 L'eucharistie dans la Bible, Collectif
38 Ézéchiel, par J.-M. Asurmendi

1982
39 La première lettre aux Thessaloniciens, par M. Trimaille
40 Le livre de Jérémie, par J. Briend
41 L'Au-delà dans le Nouveau Testament, par M. Gourgues
42 La crise maccabéenne, par C. Saulnier

1983
43 Prophètes de l'Ancien Testament, par L. Monloubou
44 Les livres de Samuel et des Rois, par P. Gibert
45 Les Évangiles, origine, date, historicité, par P. Grelot
46 Cœur, Langue, Mains dans la Bible, P. Mourlon-Beernaert

1984
47 Les épîtres de Pierre, par E. Cothenet
48 Un chrétien lit le Coran, par J. Jomier
49 L'inspiration et le canon des Écritures, par A. Paul
50 Jésus, 13 textes du Nouveau Testament, Collectif

1985
51 La Deuxième épître aux Corinthiens, par M. Carrez
52 L'Esprit Saint dans la Bible, Collectif
53 Job, par J. Lévêque
54 L'Exode, par C. Wièner

1986
55 Le judaïsme de l'Exil au temps de Jésus, par C. Tassin
57 De Jésus aux sacrements, par J. Guillet
58 Matthieu le théologien, par J. Zumstein

1987
59 Sémiotique, par J.-C. Giroud et L. Panier
60 Mission et Communauté (Ac 1-12),par M. Gourgues
61 La lettre de Jacques, Collectif
62 Les épîtres de Jean, par M. Morgen

1988
63 Le Deutéronome, par F. Garcia Lopez
64 Amos et Osée, par J.-M. Asurmendi
65 L'épître aux Romains, par Ch. Perrot
66 La première épître aux Corinthiens, par M. Carrez

1989
67 L'Évangile aux païens (Ac 13-28), par M. Gourgues
68 Dieu notre Père, par J. Pouilly
70 Le sacerdoce dans la Bible, par J. Auneau

1990
71 Petit dictionnaire des Psaumes, par J.-P. Prévost
72 Les épîtres Pastorales, par E. Cothenet
73 Évangile et Tradition d'Israël, par M. Collin et P. Lenhardt
74 Parole de Dieu et exégèse, Collectif

1991
75 Parabole, par D. Marguerat
76 La violence dans la Bible, par P. Beauchamp et D. Vasse
77 Marie des évangiles, par J.-P. Michaud
78 Le livre des Nombres, par P. Buis

1992
79 Le livre de Daniel, par P. Grelot
80 Prier les Hymnes du Nouveau Testament, par M. Gourgues
81 Le Décalogue, par F. Garcia-Lopez
82 Les épîtres aux Colossiens et Éphésiens, par E. Cothenet

1993
83 Bible et royauté dans l'Ancien Testament, Collectif
84 Évangile et règne de Dieu, Collectif
85 Le Cantique des Cantiques, par A.-M. Pelletier
86 Le livre des Rois, par P. Buis

1994
87 Le livre des Chroniques, par Ph. Abadie
88 Le vocabulaire des Épîtres de St Paul, Collectif
89 Samuel, par A. Wénin
90 Les derniers Prophètes, par S. Amsler

1995
91 Qohéleth. Le Siracide, par D. Doré
92 Les Psaumes, par M. Collin
93 Des récits d'Évangile, par P. Moitel
94 Le Sermon sur la Montagne, par M. Dumais

1996
95 Esdras et Néhémie, par Ph. Abadie
96 Qu'est-ce que l'Évangile ? par P.-M. Beaude
97 Les traditions du Pentateuque, par N. Lohfink
98 De longs récits d'Évangile, par P. Moitel

1997
99 Les origines d'Israël, par D. Noël
100 Les premières lectures du Dimanche, Collectif
101 Le livre de Tobit, par D. Doré
102 Les manuscrits de la Bible, par R. Dupont-Roc et P. Mercier

1998
103 Lire les Évangiles Synoptiques, par J.-F. Baudoz
104 Le livre de Ruth, par A. Wénin
105 La justice dans l'Ancien Testament, par G. Verkindère

1999
107 L'analyse narrative, par A. Wénin, J.-L. Ska, J.-P. Sonnet
108 Le Nouveau Testament est-il anti-juif ? Collectif
109 Au temps des rois, par D. Noël
110 Les Apocalypses du Nouveau Testament, par E. Cuvillier
 
Cahiers Évangile 174 - 2015

 2000
111 Les sacrifices de l'Ancien Testament, par A. Marx
112 Les récits de la Passion, par S. Légasse
113 Le livre de la Sagesse, par D. Doré
114 L'œuvre de Luc, par O. Flichy

2001
115 La justice dans le Nouveau Testament, par P. Debergé
116 Le Lévitique - La loi de Sainteté, par P. Buis
117 Saint Marc, nouvelles lectures, par G. Bonneau
118 Le sacrifice du Christ et des chrétiens, Collectif

2002
119 Jésus de Nazareth, prophète et sage, par J.-P. Lémonon
120 Paroles de Vie, Collectif
121 Au temps des Empires (587-175), par Damien Noël
122 La géographie de la Bible, par Olivier Artus

2003
123 Cinquante mots de la Bible, par 5 animateurs bibliques
124 Mille livres sur la Bible, Collectif
125 Le livre des Juges, par Philippe Abadie
126 Paul, le pasteur, par Pierre Debergé

2004
127 Autour des récits bibliques, par Bernadette Escaffre, Daniel Marguerat, André Wénin
128 Relectures des Actes des Apôtres, par Odile Flichy, Michel Berder, Yves-Marie Blanchard, Philippe Léonard, Claude Tassin
129 Evangile de Jésus Christ selon saint Matthieu, par Claude Tassin
130 L'histoire de Joseph (Gn 37-50), par André Wénin

2005
131 Archéologie, Bible, Histoire, par Jacques Briend, Olivier Artus, Damien Noël
132 Le livre de Judith, la guerre et la foi, par Daniel Doré
133 Evangile de Jésus Christ selon saint Marc, par Philippe Léonard
134 Le livre de Josué, critique historique, par Philippe Abadie

2006
135 Les judéo-chrétiens : des témoins oubliés, par Jean-Pierre Lémonon
136 Des Maccabées à Hérode le Grand, par C. Tassin
137 Évangile de Jésus Christ selon saint Luc, par Y. Saoût (11 €)
138 Les écrits johanniques, par Y.-M. Blanchard

2007
139 Lectures figuratives de la Bible, par Cécile Turiot
140 "Ecoute, Israël", commentaires du Deutéronome, par Norbert Lohfink
141 Lire la Bible aujourd'hui. Quels enjeux pour les Eglises ? (11 €)
142 Le livre d'Isaïe, par Dominique Janthial

2008
143 L'Alliance au coeur de la Torah, par Bernard Renaud
144 Des fils d'Hérode à la 2e Guere juive, par Claude Tassin
145 Evangile de J.-C. selon saint Jean, 1, par Bernadette Escaffre
146 Evangile de J.-C. selon saint Jean, 2, par Bernadette Escaffre

2009
147 Saint Paul, une théologie de l'Eglise ?, par Roselyne Dupont-Roc
148 Les écrits apocryphes chrétiens, par Jean-Marc Prieur
149 Un Dieu jaloux, entre colère et amour, par Bernard Renaud
150 Images bibliques : le Christ dans l'A.T., par Philippe Gruson

2010
151 "Tenez bon ! ” Relire la lettre aux Hébreux, par Jean-Marie Carrière
152 De l'Ancien Testament au Nouveau 1. Autour du Pentateuque, par André Paul
153 De l'Ancien Testament au Nouveau 2. Autour des Prophètes et autres Écrits, par André Paul
154 Le Dieu unique et les autres. Esquisse de l'évolution religieuse de l'ancien Israël, par Dany Nocquet

2011
155 "Nos Pères nous ont raconté". Introduction à l'analyse narrative des récits de l'Ancien Testament, par Jean-Louis Ska
156 Le Pentateuque. Histoire et théologie, par Olivier Artus
157 Traduire la Bible en français, par Jacques Nieuviarts et Gérard Billon
158 Le couple dans l'Ancien Testament, par Bertrand Pinçon

2012
159 Diakonia. Le service dans la Bible (collectif)
160 Les anonymes de l'Évangile. Rencontres de Jésus dans les évangiles synoptiques, par Vianney Bouyer
161 Genèse 1-11. Les pas de l'humanité sur la terre, par Jean L'Hour
162 La terre dans la Bible, par Alain Marchadour

2013
163 La Parole du Seigneur. Sur l'exhortation Verbum Domini (collectif)
164 La Lectio divina, par Christophe de Dreuille
165 Pierre, le premier des apôtres (Collectif)
166 Le mystère de la Croix (Collectif)

2014
167 "Au miroir de la Parole". Lecture de l'épître de Jacques, par Jacqueline Assaël et Elian Cuvillier
168 Samson, récit et histoire – Lectures de Juges 13-16, par Didier Luciani et Damien Noël
169 Mots de passe pour les Évangiles, par Marc Sevin
170 Le livre de l'Apocalypse, par Yves-Marie Blanchard

2015
171 Jacob, l'autre ancêtre, par Corinne Lanoir
172 L'Alliance chez les prophètes par Elena Di Pede
173 Pour lire l'évangile selon saint Luc, par Pierre Debergé
174 La Judée au temps de Jésus, par Christiane Saulnier, Bernard Rolland et Gérard Billon

2016
175 Interpréter les Écritures. Actes du colloque pastoral "Dei Verbum", par Mgr Pierre-Marie Carré, P. Christophe de Dreuille, Mme Valérie Duval-Poujol, Mme Élisabeth Parmentier, Fr. Jean-Michel Poffet, Mgr Michel Santier, P. Christoph Theobald
176 Femmes bibliques vues d'Afrique, par Patrick Fabien, Anne-Béatrice Faye, Albert Ngengi Mundele, Roger Wawa, Raymond Ahoua
177 La Loi dans l'évangile de Matthieu, par d' Odile Flichy

Cahiers Évangile: breve história

Todo mundo que lida com estudos bíblicos conhece a coleção Cadernos Bíblicos, que foi parcialmente publicada no Brasil pela Paulus. Pois é. Cadernos Bíblicos é a tradução dos Cahiers Évangile, em francês. Os Cahiers Évangile são publicados por Éditions du Cerf, Paris. São 4 números por ano.

A versão espanhola sai pelo Editorial Verbo Divino - Estella (Navarra). Em português [de Portugal]: Difusora Bíblica - Fátima, Portugal. A publicação pela Paulus foi descontinuada.


Cahiers Évangile 174 - 2015


Uma breve história da coleção. Em francês.

Un rapide historique...

Le Service biblique catholique Évangile et Vie (SBEV) est issu du mouvement biblique du 20e siècle. Il est né dans le dynamisme du concile Vatican II.

Depuis 1891 existait une association privée, la « Ligue Catholique de l’Évangile ». Son but ? Favoriser les cercles d’études bibliques et la diffusion de brochures sur l’Évangile et le Nouveau Testament. Depuis 1951, elle publiait des cahiers trimestriels appelés sobrement Évangile (et, familièrement, « cahiers rouges » à cause de leur couleur) dirigés par le P. Gourbillon puis le P. du Buit.

En 1970, à la demande de l’épiscopat et des biblistes de l’Association Catholique Française pour l’Étude de la Bible (ACFEB, créée en 1966), la Ligue Catholique de l’Évangile se transforme et devient le Service biblique catholique Évangile et Vie, chargé d’être l’antenne française de la Fédération Biblique Catholique Mondiale, voulue par le cardinal Bea à la suite du concile Vatican II.

En 1972, le premier directeur, Étienne Charpentier, modifie les cahiers rouges Évangile en Cahiers Évangile, désormais publiés par les éditions du Cerf, spécialisées tant dans les études bibliques que dans la vulgarisation. Les Cahiers Évangile deviennent alors un instrument de la pastorale biblique en France.

Projet : « … un service qui, modestement et sans monopole, en liaison avec d’autres organismes comme par exemple les ‘Équipes de Recherche Biblique’ (protestantes), voudrait être… au service de tous ceux qui, sans être spécialistes, désirent aider ou être aidés à lire les Écritures : chrétiens isolés, communautés, cercles bibliques, maisons d’édition… » (Étienne Charpentier, 1972)

Aujourd’hui, le SBEV est animée par une équipe dont le directeur, nommé par le conseil d’administration, est soumis à l’approbation des évêques de France.

Directeurs: Étienne Charpentier (1971-1979), Marc Sevin (1979-1984), François Tricard (1985-1988), Philippe Gruson (1989-1996), Joseph Stricher (1997-2002). Depuis 2003: Gérard Billon.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sinopse das narrativas apócrifas da infância de Jesus

ELLIOTT, J. K. A Synopsis of the Apocryphal Nativity and Infancy Narratives. Second Edition, Revised and Expanded. Leiden: Brill, 2016, VIII + 234 p. - ISBN 9789004311190.


ELLIOTT, J. K. A Synopsis of the Apocryphal Nativity and Infancy Narratives. Second Edition, Revised and Expanded. Leiden: Brill, 2016

Early Christians built on the stories of Jesus' and Mary’s birth and childhood. Their later accounts, many of them found nowadays among collections of non-canonical ('apocryphal') texts, are important and interesting. They give insights into the growth of Christian theology, especially concerning the role and status of Mary, and also the way in which the earliest stories were elaborated and interpreted in popular folk religion. A range of the earliest accounts is presented here in fresh translations. This second edition contains some texts originally in a variety of different languages such as Armenian, Ethiopic, Coptic and Irish, not available at the time of the first edition. The texts are arranged in small units and synoptically, in order to permit readers to compare texts and to see the differences and similarities between them. J.K. Elliott has selected and arranged the texts, and he provides introductory and concluding chapters. He also includes a full and helpful bibliography to benefit readers who
may wish to pursue this comparative study more deeply.

Bibliografia dos Manuscritos Gregos do Novo Testamento

ELLIOTT, J. K. A Bibliography of Greek New Testament Manuscripts. Third Edition. Leiden: Brill, 2015, 408 p. - ISBN 9789004289239

This bibliography is a comprehensive listing of books, facsimiles, collations and articles relating to some 3,500 Greek New Testament manuscripts, including references to photographic plates and albums. These are divided into the conventional categories of papyri, majuscules, minuscules and lectionaries, as classified in the current Gregory-Aland register. This third revised edition supersedes the two previous editions. Entries from those earlier editions and from three supplements, published as articles in Novum Testamentum, as well as newly published material, are to be found here.

ELLIOTT, J. K. A Bibliography of Greek New Testament Manuscripts. Third Edition. Leiden: Brill, 2015


For over a quarter of a century, Elliott’s Bibliography has rendered sterling service to the text-critical community in providing details of secondary literature arranged  by  New  Testament  manuscript. The  fifteen  years  since  the  publication of its second edition have witnessed a resurgence of interest in this discipline, stimulated in part by new scholarly approaches, the use of computers for textual  editing,  and  the  proliferation  of  digital  images  of  manuscripts  on  the  internet.  With  almost  half  as  many  pages  again,  this  expanded  third  edition  bears witness to the recent increase in activity. In addition, further witnesses continue to be identified: the new Bibliography treats 157 more entries in the Gregory-Aland Liste than its previous edition (H.A.G. Houghton, Novum Testamentum 58 (2016) 422.

O mesmo resenhista informa como o leitor pode chegar - se tiver persistência - a esta informação online no site BiBIL - Bibliographie biblique informatisée de Lausanne:

Readers are informed in the Acknowledgements that the book “is linked to the online bibliographical resources of the Faculty of Theology at the University of Lausanne to be found under its logo BiBIL” (page vii), although there is no further explanation of the significance of this or how the electronic version should be used. The website itself (now https://bibil.unil.ch/ and not the address on page 407 of the printed book) is similarly uninformative: some persistence is required for users to discover that, if they select the Recherche thésaurus tab, followed by the ‘+’ symbol next to Thésaurus BiBIL, then Nouveau Testament (Problèmes d’Introduction), then Critique textuelle du Nouveau Testament, then Textes grecs, then Manuscrits, they will be confronted with four further categories corresponding to the divisions of the printed Bibliography. Two further clicks take the user to an entry for each manuscript: selecting this, followed by the Rechercher button at the foot of each page, will bring up a list of publications corresponding to those in the present book, and even boasts links to online versions of certain items.


Quem é o autor?

J. K. Elliott is Professor of New Testament Textual Criticism at the University of Leeds. He is a member of the Editorial Board of the journal Novum Testamentum.

sábado, 24 de setembro de 2016

O Decálogo nos escritos judaicos e cristãos até 200 d.C.

DE VOS, J. C. Rezeption und Wirkung des Dekalogs in jüdischen und christlichen Schriften bis 200 n.Chr. Leiden: Brill, 2016, 510 p. - ISBN 9789004324381.


Rezeption und Wirkung des Dekalogs in jüdischen und christlichen Schriften bis 200 n.Chr.



O livro, em alemão, examina o impacto e a recepção do Decálogo  - os Dez Mandamentos - nos escritos judaicos e cristãos até o ano 200 d.C.

Por exemplo: o Decálogo na LXX, no Pentateuco Samaritano, nos Manuscritos de Qumran, na Peshitta, na Vetus Latina, em Fílon de Alexandria, em Flávio Josefo, nas cartas paulinas, nos Evangelhos Sinóticos, no Evangelho de João, nos apócrifos judaicos e cristãos, nos escritos gnósticos etc.

Diz a editora - que tem um preço proibitivo - em inglês e alemão:

J. Cornelis de Vos examines the impact and reception of the Decalogue up to 200 CE, scrutinizing the versions of the Decalogue, and the history of the Decalogue in ancient Jewish writings, the New Testament, and early Christian writings. Almost all texts show an interconnection of identity and normativity: the Decalogue functions as an expression of fundamental moral concepts of socio-religious groups. At the same time, these groups enhance the Decalogue with normativity—sometimes even expanding on it—to make it a text that generates their own identity. This is the first study that presents an in-depth and continuous analysis of the early history of the Decalogue.

Der Wirkung und Rezeption des Dekalogs bis 200 n.Chr. widmet sich J. Cornelis de Vos in dieser Studie. Dafür erforscht er zunächst die alten Textzeugen der beiden Dekalogfassungen, um anschließend zu fragen, wie die Zehn Gebote bei antik-jüdischen Autoren, im Neuen Testament sowie in frühchristlichen Schriften aufgenommen wurden. Es zeigt sich eine Verbindung von Normativität und Identität: Der Dekalog gilt zumeist als Ausdruck der moralischen Grundauffassungen sozioreligiöser Gruppen; er wird gleichzeitig von diesen Gruppen mit Normativität aufgeladen – manchmal sogar erweitert – gerade um als Identität stiftend für die eigene Gruppe zu gelten. Dies ist die erste Studie, die eine detaillierte und durchgehende Geschichte des Dekalogs in der Antike beschreibt.


Quem é o autor?

J. Cornelis de Vos, Ph.D. (2002, University of Groningen) is Adjunct Professor of Hellenistic Judaism and New Testament at the University of Münster, Cluster of Excellence “Religion and Politics”. He has published monographs and many articles on the Hebrew Bible, the New Testament, and ancient Jewish writings.

J. Cornelis de Vos, Dr. (2002, Universität Groningen) ist Privatdozent für Hellenistisches Judentum und Neues Testament an der Universität Münster, Exzellenzcluster “Religion und Politik”. Er hat Monografien und viele Artikel zur Hebräischen Bibel, dem Neuen Testament und antik-jüdischen Schriften veröffentlicht.

Livros sobre o golpe de 1964 e a ditadura no Brasil

>> Última atualização: 06.11.2016 - 7h30

Neste endereço há, hoje, 73 livros sobre o golpe de 1964 e a ditadura no Brasil.

Disponíveis para download, em pdf.



Brasil: Nunca Mais


Leia Mais:
1964: leituras

Livros sobre o golpe de 2016



Livros sobre o golpe de 2016



10 livros sobre o golpe de 2016. Bibliografia comentada.

Alguns são gratuitos e estão disponíveis nos formatos pdf, epub e mobi.


Leia Mais:
Golpe Nunca Mais

Carlos Mesters: na brisa leve um suave perfume

Um belo texto sobre o nosso mestre Carlos Mesters. Encontrei por acaso e achei interessante transcrever aqui.

Carlos Mesters - O suave perfume da flor sem defesa expandiu-se em brisa leve

Por Mercedes Lopes - 07/06/2016

Nascido no sul da Holanda, em 20 de outubro de 1931, Jacobus Gerardus Hubertus Mesters chega ao Brasil em janeiro de 1949 e em 1951 recebe o hábito carmelita com o nome de frei Carlos. Um nome de origem germânica que literalmente significa homem. Mas, alguns estudiosos acrescentam a este nome alguns adjetivos, como "homem livre" ou "homem do povo", qualidades que, entre tantas outras, marcam a personalidade de Carlos Mesters.

Depois de concluir o ginásio e de cursar humanidades e filosofia, em São Paulo, Carlos Mesters faz teologia em Roma, na Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino. Estuda Ciências Bíblicas no Instituto Bíblico de Roma [PIB] e faz uma especialização na École Biblique de Jerusalém. Em 1962, volta a Roma para defender a tese junto à Pontifícia Comissão Bíblica sobre o Apocalipse de São João. Em 1963, de volta ao Brasil, é nomeado professor do Curso Teológico dos Carmelitas, em São Paulo. Revela-se um excelente professor de exegese bíblica, usando com criatividade o método histórico crítico. O grande interesse de seus alunos pelo estudo chama a atenção de seus superiores. Desse modo, em 1967 é nomeado professor do Colégio Internacional Santo Alberto, em Roma.

Em 1968, dá por encerrada sua colaboração em Roma e volta ao Brasil, pois seu coração já é brasileiro e sente saudades. Passa a viver em Belo Horizonte (MG), onde o Convento do Carmo mantém uma rede de militância ligada à situação social, religiosa e política da época. Com a ditadura militar iniciada em 1º de abril de 1964, em novembro de 68 o Gal. Arthur da Costa e Silva estabelece o Ato Institucional nº 5, aumentando o número de prisões, torturas, assassinatos e desaparecimento de lideranças.

Frei Carlos começa a escrever, tendo dois destinatários bem definidos: 1º) As Comunidades Eclesiais de Base 2º) Pessoas que estudam a Bíblia e são professores. Com seus escritos, oferece um olhar novo, que ajuda a perceber a ligação entre a Bíblia e a Vida. Sua obra está inserida na Teologia da Libertação, com o objetivo de animar e iluminar a caminhada libertadora dos pobres, através da leitura bíblica, gerando uma espiritualidade comunitária de pé no chão.

Desde então, frei Carlos torna-se um peregrino da Palavra de Deus e decide passar um período de sua vida em Crateús, sertão do Ceará, sentindo na pele a vida sofrida dos pobres e aprendendo da grande sabedoria do povo do sertão nordestino. Identificou-se de tal maneira com as comunidades de Crateús que, em um encontro de religiosas, uma jovem Irmã afirma cheia de alegria que conhece a mãe do Carlos Mesters. “Então você esteve na Holanda?”, lhe perguntaram. Ela respondeu: “Por que na Holanda? A mãe dele mora mesmo é em Tauá, lá perto de Crateús! Eu fui lá participar de um curso bíblico e conheci a mãe dele”.

Carlos Mesters


Com essa proximidade simples e muita sensibilidade, frei Carlos começa um jeito novo de ler e de interpretar a Bíblia: a Leitura Popular da Bíblia. Ao criar e partilhar a metodologia da Leitura Popular da Bíblia, ele foi descobrindo e animando novos sujeitos da interpretação bíblica. Assim, ao oficializar a fundação do CEBI (Centro Ecumênico de estudos Bíblicos), em 1978, no convento do Carmo em Angra dos Reis – RJ, no dia 20 de julho, festa do profeta Elias, frei Carlos já havia despertado muitas lideranças que se apaixonaram por esta proposta e entraram para o CEBI, formando Regionais e Sub-regionais do CEBI por todo o Brasil.

A leitura da Bíblia feita em comunidade e ligada à realidade, com o compromisso de lutar em conjunto para modificar as situações injustas, gera relações de amizade e companheirismo. São essas relações de proximidade e cumplicidade que ajudam as comunidades cristãs a fazer uma experiência de Deus que escuta o grito dos pobres e caminha com seu povo oprimido. Esta nova experiência de Deus confirma a caminhada e vai exigindo maior conversão e entrega coletiva ao seu serviço do Reino. A grande aceitação e ampliação do CEBI está marcada por esta mística.

Em 1982, houve um encontro latino americano e caribenho de Teologia da Libertação, realizado no TUCA, auditório da PUC de São Paulo. Ali estava frei Carlos, não somente falando sobre a possibilidade de ler e de entender a Palavra de Deus dentro da realidade sofrida dos pobres, mas cantando a música “Mandacaru”, que celebra a resistência criativa do povo diante da miséria e da fome:

"A terra de seca não tinha suor, nem lágrimas cai nos óio que sente dor.

Tamanho verão o sol prometeu: não há quem resista tão grade calor.

No meio daquele deserto agrião um verde bonito, suspenso no ar,

de braços abertos pedindo ao céu tem dó deste povo, aprendeu a rezar.

SÓ MANDACARU, SÓ MANDACARU,

SÓ MANDACARU RESISTIU TANTA DOR!"


Através de intensa produção literária e dos cursos bíblicos realizados por toda parte, o perfume suave da flor foi se expandindo com total liberdade, fazendo com que “a casa se encha de perfume!” (Jo 12,4). Como frei Carlos não se preocupa muito com questões de direitos autorais, sua palavra, falada ou escrita espalhou-se com a liberdade de uma "brisa leve", criando um clima de esperança e coragem. Foi através desse movimento que o CEBI começou antes de começar.

Carlos Mesters é autor de vários livros sobre a Bíblia, sozinho ou com autoria compartilhada. Mas, ele mesmo já deve ter perdido a conta dos cursos que assessorou, dos textos que escreveu, das reuniões de que participou, das entrevistas e reportagens que deu. E, assim, o suave perfume da flor sem defesa expandiu-se, levando as pessoas a sentirem a presença carinhosa de Deus em suas vidas e a caminhar na esperança.