quinta-feira, 23 de julho de 2015

Francisco e os prefeitos

Na tarde de terça-feira, 21 de julho de 2015, às 17h00, o Papa Francisco falou na Aula do Sínodo no Vaticano ao Workshop Modern Slavery and Climate Change: the Commitment of the Cities, organizado pela Pontifícia Academia das Ciências Sociais, do qual participaram mais de 60 prefeitos de grandes cidades do planeta, para enfrentar duas emergências interligadas: a crise climática e as novas formas de escravidão. Do Brasil participaram os prefeitos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Goiânia.

O discurso de Francisco, em espanhol, começa assim:
Les agradezco sinceramente, de corazón el trabajo que han hecho. Es verdad que todo giraba alrededor del tema del cuidado del ambiente, de esa cultura del cuidado del ambiente. Pero esa cultura del cuidado del ambiente no es una actitud solamente – lo digo en buen sentido- “verde”, no es una actitud “verde”, es mucho más. Es decir, cuidar el ambiente significa una actitud de ecología humana. O sea, no podemos decir: la persona está aquí y el Creato, el ambiente, está allí. La ecología es total, es humana. Eso es lo que quise expresar en la Encíclica “Laudato Si”: que no se puede separar al hombre del resto, hay una relación de incidencia mutua, sea del ambiente sobre la persona, sea de la persona en el modo como trata el ambiente; y también, el efecto de rebote contra el hombre cuando el ambiente es maltratado. Por eso, frente a una pregunta que me hicieron yo dije: “no, no es una encíclica ‘verde’, es una encíclica social”. Porque dentro del entorno social, de la vida social de los hombres, no podemos separar el cuidado del ambiente. Más aun, el cuidado del ambiente es una actitud social, que nos socializa en un sentido o en otro -cada cual le puede poner el valor que quiere- y por otro lado, nos hace recibir – me gusta la expresión italiana cuando hablan del ambiente- del “Creato”, de aquello que nos fue dado como don, o sea, el ambiente (Encuentro sobre "Esclavitud moderna y cambio climático: el compromiso de las grandes ciudades" - Intervención del Santo Padre Francisco: 21 de julio de 2015).


:: O discurso do papa aos prefeitos do mundo  - Notícias: IHU On-Line 22/07/2015

Agradeço-lhes sinceramente, de coração, pelo trabalho que fizeram. É verdade que tudo girava em torno do tema do cuidado do ambiente, dessa cultura do cuidado do ambiente. Mas essa cultura do cuidado do ambiente não é uma atitude somente – digo no bom sentido – "verde", não é uma atitude "verde", é muito mais.

Isto é, cuidar do ambiente significa uma atitude de ecologia humana. Ou seja, não podemos dizer: a pessoa está aqui, e a Criação, o ambiente está ali. A ecologia é total, é humana. Isso é o que eu quis expressar na encíclica Laudato si': que não se pode separar o homem do resto, existe uma relação de incidência mútua, seja do ambiente sobre a pessoa, seja da pessoa no modo como trata o ambiente; e também o efeito de rebote contra o homem, quando o ambiente é maltratado.

Por isso, diante de uma pergunta que me fizeram, eu disse: "Não, não é uma encíclica 'verde', é uma encíclica social" (continua).


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