domingo, 28 de setembro de 2014

Blogueiros entrevistaram Dilma

Veja o vídeo da entrevista concedida pela Presidenta Dilma Rousseff a um grupo de blogueiros no dia 26/09/2014:

Entrevista de Dilma aos blogueir@s - Blog do Miro 27/09/2014

Dilma recebeu os blogueiros Altamiro Borges (Blog do Miro), Conceição Oliveira (Blog da Maria Frô), Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), Conceição Lemes (Viomundo), Miguel do Rosário (Cafezinho), Paulo Moreira Leite (247), Kiko Nogueira (Diário do Centro do Mundo) e Renato Rovai (Revista Forum).

Links para estes (e outros) blogs aqui.


Leia Mais:
Encontro de Lula com a blogosfera brasileira
A entrevista de Lula aos blogueiros

sábado, 27 de setembro de 2014

Amazon lançou novos modelos de Kindle

Novo modelo do Kindle básico com tela touch e 4GB, Kindle Paperwhite passa também de 2GB para 4GB, o novo Kindle Voyage, o mais avançado...

Amazon lança novos modelos de Kindle e Kindle Fire - Cris Ferreira: Vida Sem Papel 18/09/2014
De uma tacada só, a Amazon lança nos Estados Unidos cinco (!) novos modelos da família Kindle, sendo dois novos e-readers e três novos tablets Kindle Fire. Vamos conhecer melhor cada um deles… Foram lançados dois novos e-readers, um que substitui o Kindle básico, e um novo modelo, o Kindle Voyage, que passa a ser o top de linha da família de e-readers. Da família antiga, ficou o Kindle Paperwhite. Vale mencionar que no anúncio oficial, a Amazon finalmente admitiu o aumento de memória do Kindle Paperwhite, que agora passa a ter 4GB (...) O e-reader chamado apenas de Kindle, que muitos chamam de Kindle básico para não confundir, ganhou novidades. Agora ele tem tela touch (finalmente!) e, segundo a Amazon, um processador 20% mais rápido. Ele também passa a ter o dobro de espaço para armazenamento de ebooks, contando agora com 4GB (...) O Kindle Voyage é o novo membro da família, e já chega com o slogan de “o e-reader mais avançado da Amazon”. Ele também é o mais fino, com dimensões de 16,2 x 11,5 x 0,76 cm e pesando apenas 180 gramas. Ele tem a tela e-Ink com a tecnologia do Paperwhite, mas com maior resolução, de 300 PPI (a do Kindle Paperwhite é 212 PPI). Como o tamanho da tela em si permanece o mesmo, isso dá um efeito visual de maior definição na imagem. Além disso, a Amazon explica que...
Leia o texto completo.

Quando será que os novos modelos chegarão ao Brasil?

Leia Mais:
Mais ebooks gratuitos para Kindle e outros leitores

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

De Moniz Bandeira para Roberto Amaral sobre Marina

Em carta a Roberto Amaral, o historiador Moniz Bandeira critica as posições assumidas por Marina Silva e diz que elas enxovalham a história do PSB

Moniz Bandeira: Posições de Marina Silva enxovalham a história do PSB: Carta Maior 24/09/2014

(...) Para mim era evidente que Sra. Marina Silva não entrou no PSB, com maior percentual de intenções de voto que o candidato à presidência, para ser apenas vice. A cabeça de chapa teria de ser ela própria. Era certamente seu objetivo e dos interesses que representa, como o demonstram as declarações que fez, contrárias às diretrizes ideológicas do PSB e às linhas da soberana política exterior do Brasil. Agourei que algum revés poderia ocorrer e levá-la à cabeça da chapa, como candidata do PSB à Presidência (...) Uma vez que há muitos anos estou a pesquisar sobre as shadow wars e seus métodos e técnicas de regime change, de nada duvido...

Leia o texto completo.

Quem é Moniz Bandeira? Confira aquiaqui e aqui.


Atualização: 30/09/2014 - 15h25
Em nova carta, Moniz Bandeira volta a advertir líder do PSB sobre Marina  - Carta Maior: 28/09/2014
Em nova carta ao presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, o historiador e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira voltou a adverti-lo sobre os riscos da candidatura Marina Silva, alertando-o para uma possível interferência da Open Society Foundation, do magnata George Soros, a New Endowment for Democracy ou a própria USAID, entre ONGs, que assumiram a função de promover regime change e patrocinaram demonstrações na chamada Primavera Árabe e na praça Maidan, em Kiev, Ucrânia.


Leia Mais:
Cui prodest? Cui bono?

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Principal nascente do Rio São Francisco secou

Isso não é comum, é preocupante. Não há dúvida de que algo em grande escala está mudando em nosso ecossistema. Dura constatação no primeiro dia da primavera!

Diretor de parque diz que principal nascente do Rio São Francisco secou

Essa nascente é a principal de toda a extensão do rio, que tem cerca de 2.700 km. O São Francisco é o maior rio totalmente brasileiro, e sua bacia hidrográfica abrange 504 municípios de sete unidades da federação. Ele nasce na Serra da Canastra, em Minas, e desemboca no Oceano Atlântico na divisa entre Alagoas e Sergipe (...)  A água dos principais afluentes está chegando ao nível zero, e a biodiversidade do rio está comprometida, além de a qualidade do rio estar se deteriorando (...) As represas de Três Marias e de Sobradinho estão com níveis baixíssimos e os impactos são catastróficos. No Baixo São Francisco o oceano está invadindo o rio e salinizando a água doce...

Leia o texto, veja as fotos e confira mais notícias aqui.

Fonte: Caroline Aleixo e Carolina Portilho: G1 - 23/09/2014 19h51


Atualização: 29/11/2014 - 19h15

Água brota da nascente histórica do Rio São Francisco após chuvas - Anna Lúcia Silva: G1 29/11/2014
Após dois meses seca, a nascente histórica do Rio São Francisco brotou novamente. Segundo o diretor do Parque Nacional da Serra da Canastra, Luiz Arthur Castanheira, o fato foi oficializado no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) nesta sexta-feira (28), mas ainda não se sabe o dia exato em que ocorreu o fenômeno. Até o momento foram registrados mais de  370 milímetros de chuvas na região. “O volume foi o suficiente para alimentar o lençol freático e brotar de novo a água da nascente”, afirmou o diretor do parque.


Leia Mais:
Pesquisadores anunciam a ‘extinção inexorável’ do Rio São Francisco

sábado, 20 de setembro de 2014

O mundo conspira contra Marina

O mundo conspira contra Marina, mas ninguém diz.

Leia: Discurso do medo, uma ova!

De Saul Leblon: Carta Maior 18/09/2014

Leia Mais:
Por que Marina não pode dizer a que veio?

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Simpósio Bíblico na PUCRS em 2014

Cássio Murilo Dias da Silva, professor na PUCRS, dá notícia do Simpósio Bíblico Internacional a ser realizado naquela Universidade de 30 de setembro a 3 de outubro de 2014, sempre das 19h30 às 22h30, sobre as Novas Perspectivas no Estudo do Novo Testamento.

:: Apresentação
A descoberta de novos manuscritos, novas propostas das ciências humanas e sociais, novas tecnologias e novas descobertas arqueológicas obrigou a pesquisa acerca da Bíblia a se inovar e a abrir novos horizontes interpretativos. A inovação da pesquisa bíblica instiga a teologia e a própria prática religiosa a questionar a si mesmas e a buscar igualmente uma inovação. Para ter bons fundamentos, qualquer afirmação no âmbito religioso deve se apoiar em um corpo de textos sagrados que legitimam a própria religião e suas consequências éticas e práticas. Grande parte das afirmações feitas a respeito do Novo Testamento baseia-se em informações consolidadas ao longo de séculos e que, apesar de muitas vezes não condizerem com a realidade, tornaram-se inquestionáveis. O estudo científico do texto bíblico e do ambiente em que ele surgiu pôs em xeque muitas dessas “verdades” e abriu novas possibilidades de interpretação e compreensão, não só do texto em si mesmo, mas de suas propostas teológicas, éticas e sociais.

:: Objetivos
Expor de modo sucinto e sistemático as consequências da aplicação de novas tecnologias, descobertas e abordagens para a inovação do estudo do Novo Testamento. Por meio de questões centrais escolhidas, o Simpósio apresenta o ponto a que chegaram as mais recentes discussões e pesquisas acerca do Novo Testamento como um todo e dos escritos paulinos em particular.

:: Público-alvo
Alunos de graduação, pós-graduação e extensão, alunos de Humanismo e Cultura Religiosa, líderes de comunidades, agentes de pastoral das paróquias e demais interessados.

:: Programação

:. Dia 30/09/2014: Novas perspectivas no estudo do ambiente religioso do Novo Testamento

O Império Romano: religiões do Império: religião doméstica, religião civil, religiões mistéricas; Paz Romana

Palestrante convidado: Prof. Dr. Flávio Schmitt (Escola Superior de Teologia - São Leopoldo)

Debatedor: Prof. Dr. Luiz Carlos Susin


:. Dia 01/10/2014: Novas perspectivas no estudo do texto do Novo Testamento

A transmissão do texto e tradições textuais: principais manuscritos e novas descobertas; estudo comparativo de manuscritos

Método genealógico baseado na coerência: edições críticas do NT; método genealógico (o que é?)

Palestrantes da PUCRS: Prof. Dr. Irineu J. Rabuske e Prof. Dr. Cássio Murilo Dias da Silva

Debatedor: Prof. Dr. Romano Dellazari


:. Dia 02/10/2014: Novas perspectivas no estudo do ambiente social do Novo Testamento

Origens cristãs: inserção no Império Romano; mundo urbano e mundo rural; realidades e confrontos

Palestrante convidado: Prof. Dr. Eduardo de la Serna (Profesorado “Espiritu Santo” - Quilmes - Argentina; Profesorado “Don Bosco” - Buenos Aires - Argentina; Pontifica Universidad Javeriana - Bogotá - Colômbia)

Debatedor: Prof. Dr. Cássio Murilo Dias da Silva


:. Dia 03/10/2014: Novas perspectivas no estudo da teologia do Novo Testamento

Paulo e sua teologia: biografia e cronologia; epistolário e teologia

Palestrante convidado: Prof. Dr. Eduardo de la Serna

Debatedor: Prof. Dr. Irineu J. Rabuske


:: Data e Local
Data: 30/09 a 03/10/2014
Horário: das 19h30min às 22h30min
Local: auditório do prédio 7 – PUCRS

:: Informações e Inscrições
De 01 a 30 de setembro de 2014
Valor da inscrição: R$ 20,00 (com certificado)
http://www.pucrs.br/eventos/simposiobiblico

:: Organizadores
Prof. Dr. Cássio Murilo D. Silva (PUCRS)
Prof. Dr. Irineu J. Rabuske (PUCRS)
Prof. Dr. José Romaldo Klering (PUCRS)

:: Organização
Faculdade de Teologia
Departamento de Cultura Religiosa
Programa de Pós-Graduação FATEO

Resenhas na RBL: 11.09.2014

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

C. Clifton Black
The Rhetoric of the Gospel: Theological Artistry in the Gospels and Acts
Reviewed by Geert Van Oyen

Wally V. Cirafesi
Verbal Aspect in Synoptic Parallels: On the Method and Meaning of Divergent Tense-Form Usage in the Synoptic Passion Narratives
Reviewed by Steven E. Runge

David J. A. Clines
Job 38-42
Reviewed by Norman Habel

Katharine J. Dell
Job: Where Shall Wisdom Be Found?
Reviewed by Martin A. Shields

Craig A. Evans
Matthew
Reviewed by Robert H. Gundry

Camilla Hélena von Heijne
The Messenger of the Lord in Early Jewish Interpretations of Genesis
Reviewed by Koog P. Hong

Daniel Keating
First and Second Peter, Jude
Reviewed by Abson Joseph

Steven T. Mann
Run, David, Run! An Investigation of the Theological Speech Acts of David's Departure and Return (2 Samuel 14–20)
Reviewed by David G. Firth

James M. Robinson
The Story of the Bodmer Papyri: From the First Monastery’s Library in Upper Egypt to Geneva and Dublin
Reviewed by Tommy Wasserman

Christopher W. Skinner and Kelly R. Iverson, eds.
Unity and Diversity in the Gospels and Paul: Essays in Honor of Frank J. Matera
Reviewed by James D. G. Dunn


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Resenhas na RBL: 02.09.2014

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

James K. Aitken, Jeremy M. S. Clines, and Christl M. Maier, eds.
Interested Readers: Essays on the Hebrew Bible in Honor of David J. A. Clines
Reviewed by Bob Becking
Reviewed by Richard S. Briggs

Mary Ann Beavis and Michael J. Gilmour, eds.
Dictionary of the Bible and Western Culture
Reviewed by Matthias Millard

Rachel M. Billings
“Israel Served the Lord”: The Book of Joshua as Paradoxical Portrait of Faithful Israel
Reviewed by Thomas B. Dozeman

Susanne Gillmayr-Bucher
Erzählte Welten im Richterbuch: Narratologische Aspekte eines polyfonen Diskurses
Reviewed by Klaas Spronk

Mark Larrimore
The Book of Job: A Biography
Reviewed by Michael S. Moore
Reviewed by Agnethe Siquans

Reinhard Neudecker
Moses Interpreted by the Pharisees and Jesus: Matthew’s Antitheses in the Light of Early Rabbinic Literature
Reviewed by Abson Joseph

Stanley E. Porter and Eckhard J. Schnabel, eds.
On the Writing of New Testament Commentaries: Festschrift for Grant R. Osborne on the Occasion of His Seventieth Birthday
Reviewed by Edward W. Klink III

Daniel R. Schwartz
Reading the First Century: On Reading Josephus and Studying Jewish History of the First Century
Reviewed by Jonathan Klawans


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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Poderia Marina dizer a que veio?

Se Marina hoje não pode nos dizer a verdade, é preciso que sejamos capazes de dizer a verdade a Marina.

Por que Marina não pode dizer a verdade? - Juarez Guimarães: Carta Maior 13/09/2014

Evitar dizer a verdade, contorná-la, contrariá-la ou simplesmente silenciar sobre ela, é um princípio básico de sobrevivência de uma candidatura que não é mais o que era e não pode dizer abertamente o que agora se tornou.

Faz parte do ator político transformista devorar o passado, inclusive o próprio, e inscrever-se em um tempo messiânico que promete o novo. Isto é para ele uma necessidade já que não pode explicar a razão de sua mudança, as rupturas que teve que fazer e os novos compromissos que teve de assumir.

Toda a violência da ação transformista de Marina está inscrita nesta passagem da política de opiniões fundamentalistas sobre temas da moral – por definição, o fundamentalista é aquele que defende verdades para além dos séculos e das circunstâncias - para a política pragmática, que, por definição, é aquela que ajusta a sua política à necessidade de vencer a todo custo.

Uma política carismática deve oferecer ao seu público as provas de sua autenticidade. Se a autenticidade lhe é desmentida, o carisma vem abaixo. Mas a verdade – uma relação clara e nítida com os seus eleitores – é, como procuramos demonstrar, o que Marina não pode mais representar.

Na política, assim como na vida, há momentos em que é preciso defender as pessoas que já amamos e cujo passado admiramos, do que elas vieram a ser e fazer contra a dignidade da sua própria memória. Se Marina hoje não nos pode dizer a verdade, é preciso – é absolutamente necessário – que sejamos capazes, democraticamente e de modo sereno, de dizer a verdade a Marina.

Leia o texto completo.

domingo, 14 de setembro de 2014

Onde estamos no Universo? Em Laniakea

Laniakea: nosso imenso paraíso no Universo - Equipe Oásis: Brasil 24/7 -- 10/09/2014
Bem-vindos a Laniakea, a nossa casa no cosmos. É uma casa muito grande, imensa, com um diâmetro de cerca 500 milhões de anos luz! Nela convivem milhares e milhares de galáxias mais ou menos parecidas com a nossa. A descoberta dessas fronteiras inesperadas é recente, e foi conseguida pelo Instituto de Astrofísica da Universidade do Havaí. Para se entender o que essa descoberta significa são necessárias algumas explicações. Todos nós sabemos, para começar, que a Terra pertence a um sistema solar e que ele faz parte de uma grande ilha de estrelas – cerca de 200 bilhões – que formam a nossa galáxia, a Via Láctea. Há muitos anos os astrônomos sabem também que nossa galáxia não viaja sozinha no universo, mas faz parte de um grande aglomerado de galáxias – um cluster, em inglês – interligadas por enormes braços de gás, poeira e matéria escura  - matéria da qual conhecemos a existência, mas não a composição. Agora descobre-se que esse aglomerado faz parte de um superaglomerado ainda mais vasto, ao qual foi dado o nome havaiano de Laniakea, que nessa língua significa imenso paraíso. O nome foi sugerido pelo linguista Nawa‘a Napoleon, da Universidade do Havaí, em homenagem aos navegantes polinésios que, graças ao seu grande conhecimento dos céus, conseguiam se orientar e a navegar no Oceano Pacífico (...)  “Embora os resultados finais tenham sido alcançados apenas nas últimas semanas, o trabalho requereu dezenas de anos e a colaboração de centenas de astrônomos que pouco a pouco foram juntando as peças desse quebra-cabeça. Agora podemos dizer que dispomos de um grande esquema da estrutura do universo onde vivemos”, declarou Brent Tully, cientista responsável pelo estudo que acaba de ser publicado pela prestigiosa revista Nature. Segundo o estudo, no interior de Laniakea existiriam 13 aglomerados  de galáxias, inclusive o Grande Atrator. Este último é um conjunto tão grande de galáxias capaz de formar uma anomalia gravitacional que atrai para si a maior parte das galáxias de Laniakea. Foi exatamente ao se estudar o movimento de todas as galáxias que se tornou possível compreender que elas se movem em direção a um ponto preciso do universo...

Leia o texto completo, veja as belas fotos e o vídeo no final. E aproveite para conferir a revista Oásis.


Leia Mais:
The Laniakea supercluster of galaxies - Nature 513, 71–73 - 04 September 2014
Cosmology: Laniakea -- Cosmologia: Laniakea
Ainda é possível fazer Teologia após a teoria da relatividade e a mecânica quântica?

sábado, 13 de setembro de 2014

O mundo antigo em uma época de globalização

GELLER, M. J. (ed.) Melammu: The Ancient World in an Age of Globalization. Berlin: Edition Open Access, 2014, 397 p. - ISBN: 9783945561003

Melammu volumes have broadened the horizons of studies of antiquity by encouraging the crossing of geographical and cultural boundaries between ancient civilizations of the Mediterranean and Near East. The present Melammu volume extends from Greece to India, with articles on Phrygia and Armenia, also viewing texts from ancient Israel, Egypt, and Mesopotamia. The globalization described in this volume extends over language barriers and literatures, showing how texts as well as goods can travel between societies and regions. This collection of papers offer new insights and perspectives into connections between the Mediterranean World, Mesopotamia, Anatolia, Persia and India. Proceedings of the Sixth Symposium of the Melammu Project, held in Sophia, Bulgaria, September 1–3, 2008.

Clique no título e escolha a opção de baixar o livro, gratuitamente, em formato pdf ou como ebook em formato epub. Antes, veja o sumário (Table of Contents): penso que o tema deva interessar aos biblistas.

Veja a lista completa, com links para download gratuito, das publicações de Edition Open Access: Max Planck Research Library for the History and Development of Knowledge clicando aqui.
This website provides open access to the publications of the Max Planck Research Library for the History and Development of Knowledge, in accordance with the Berlin Declaration on Open Access to knowledge in the sciences and humanities, which was launched by the Max Planck Society in 2003. The aim is to disseminate the results of scholarly work – in accordance with the open-access paradigm – to a broad audience rapidly and at low cost. The volumes presented here are directed at scholars and students in a wide range of disciplines. The volumes are available both as printed books via print-on-demand and as online open-access publications. 

Centro de Estudos Epigráficos e Paleográficos

The Center for Epigraphical and Palaeographical Studies at The Ohio State University was created in September 1986 by an act of the Board of Trustees of the University. It is the only comprehensive research facility for the study of Greek and Latin inscriptions and manuscripts in the United States. Its purpose is to foster the study of inscriptions and manuscripts and promote research opportunities for those interested in these primary sources of information for the ancient and mediaeval world. The Center maintains an excellent library of books on epigraphy and palaeography as well as an extensive collection of photographs and squeezes (accurate paper impressions of inscriptions) of Greek and Latin inscriptions and microfilms of Latin manuscripts.

Em Resources, observe a lista de sites da área: Epigraphy and Palaeography Related Websites.


O Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa 2009.4 explica:

:. Epigrafia, do grego πιγραφή = inscrição: ciência que estuda as inscrições lapidares dos monumentos antigos.

:. Paleografia, do grego παλαιός = antigo e γραφή = escrita: ciência que estuda as antigas formas de escrita, incluindo sua datação, decifração, origem e interpretação.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sou iniciante, qual distro Linux devo usar?

Como escolher sua distribuição GNU/Linux - Xerxes Lins: Viva o Linux - 05/09/2014

Artigo para iniciantes que estão com dúvidas sobre qual distribuição GNU/Linux usar.

Diante de tantas distribuições disponíveis, é normal o usuário de GNU/Linux ficar em dúvida sobre qual distribuição deve escolher. Este artigo não é uma ajuda para quem sofre de crise de distro, e sim, uma ajuda para quem está em busca da distribuição ideal para sua realidade. O artigo destina-se a usuários domésticos, não profissionais. Veremos alguns pontos essenciais que devem ser levados em consideração antes de escolhermos uma distribuição. São eles:

:. Compatibilidade com o processador
:. Estabilidade
:. Modernidade
:. Documentação
:. Repositório
:. Facilidade de uso
:. Ambiente gráfico

Ao final do artigo, disponibilizo links para as distribuições citadas. E um aviso: as distribuições aqui citadas, são algumas com as quais tive mais contato, mesmo que por alto, e por isso, é claro que deixei de fora MUITAS outras. Por isso, o artigo pode ser injusto com algumas distribuições. Trata-se menos de uma análise e mais de um compartilhamento de experiência. Por favor, se acharem que cometi alguma injustiça grave com alguma distribuição (seja citando ou deixando de citá-la), deixe um comentário como contribuição. Obrigado pela atenção.

Em um comentário ao artigo, por lcavalheiro, leio: Eu gostei muito do artigo, Xerxes, mas ele me deixou com uma pergunta. Que tipo de usuário você tinha em mente na hora de escrevê-lo? Xerxes respondeu: Não pensei muito sobre isso, lcavalheiro, mas imaginei algo como um usuário que já instalou alguma distribuição, e tem, sei lá, no máximo um ano de experiência com Linux, mas começou a enjoar e está pensando em escolher uma outra distro para chamar de sua, mas se sente perdido diante da quantidade existente.

Por isso, se você ainda não conhece o Linux, talvez deva ler uns três parágrafos de O que é o Linux? antes de prosseguir com este artigo, que continua:

Alguns pontos que devemos levar em consideração na escolha de uma distribuição...

Leia o texto completo.

Leia Mais:
Quantas distribuições Linux existem em 2013?
O que é o Linux?
TI  - posts publicados no blog

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Edições acadêmicas da Bíblia na DBG

Sociedade Bíblica Alemã: Bíblias Online

:: No site da Sociedade Bíblica Alemã (Deutsche Bibelgesellschaft = DBG) estão disponíveis online textos originais das seguintes edições da Bíblia: Biblia Hebraica Stuttgartensia - Novum Testamentum Graece (ed. Nestle-Aland), 28. Edição - Septuaginta (ed. Rahlfs/Hanhart) - Vulgata (ed. Weber/Gryson).

:: The following editions are currently available: Hebrew Old Testament following the text of the Biblia Hebraica Stuttgartensia - Greek New Testament following the text of the Novum Testamentum Graece (ed. Nestle-Aland), 28. Edition and the UBS Greek New Testament - Greek Old Testament following the text of the Septuagint (ed. Rahlfs/Hanhart) - Latin Bible following the text of the Vulgate (ed. Weber/Gryson).

:: Folgende Urtext-Ausgaben stehen Ihnen zur Verfügung: Hebräisches Altes Testament nach dem Text der Biblia Hebraica Stuttgartensia - Griechisches Neues Testament nach dem Text des Novum Testamentum Graece (ed. Nestle-Aland), 28. Auflage - Griechisches Neues Testament nach dem Text des UBS Greek New Testament - Griechisches Altes Testament nach dem Text der Septuaginta (ed. Rahlfs/Hanhart) - Lateinische Bibel nach dem Text der Vulgata (ed. Weber/Gryson).

E em um post de 4 de setembro de 2011 tenho a mesma lista, mais as traduções modernas disponíveis: Bíblias Online na Sociedade Bíblica Alemã.


Agora, recomendo baixar do site da SBL o seguinte livrinho em pdf:

Textual Research on the Bible: An Introduction to the Scholarly Editions of the German Bible Society

What Is Old Testament Textual Research?
I. The Biblia Hebraica by Rudolf Kittel (BHK)
II. The Biblia Hebraica Stuttgartensia (BHS)
III. The Future of the Biblia Hebraica: The Biblia Hebraica Quinta (BHQ) Project

What Is New Testament Textual Research?
I. The Nestle-Aland Novum Testamentum Graece and Its History
II. The Greek New Testament and Its History
III. The Significance of the Two Editions Today
IV. The Outlook: New Testament Textual Research Continues


E, finalmente, leia este post: Society of Biblical Literature: Texts and Resources - Charles Jones: AWOL -  May 22, 2014.

Uma nova edição crítica da Bíblia Hebraica

A New Critical Edition of the Hebrew Bible - Ronald Hendel: The Bible and Interpretation - August 2014

Recently the SBL announced its sponsorship of a new text-critical project, “The Hebrew Bible: A Critical Edition,” of which I am the general editor. The HBCE represents a new model for a critical edition of the Hebrew Bible, although it will be generally familiar to scholars who use critical editions of other ancient works such as the Septuagint or New Testament. The HBCE will consist of critical texts of each book of the Hebrew Bible, accompanied by extensive text-critical commentary and introductions to each volume. A critical text (sometimes called an eclectic text) is one that contains the best readings according to the judgment of the editor. The editors are eminent scholars from North America, Europe, Africa, and Israel.

The HBCE text will not reproduce a single manuscript [as is the case with the other critical editions, BHQ (= Biblia Hebraica Quinta) and HUBP (= Hebrew University Bible Project)], but will approximate the manuscript that was the latest common ancestor of all the extant manuscripts. This “earliest inferable text” is called the archetype. This is not identical to the original text (however one defines this elusive term), but is the earliest recoverable text of a particular book. To be more precise, the HBCE critical text will approximate the corrected archetype, since the archetype will have some scribal errors that can be remedied. (...)

As a twenty-first century project, the HBCE will have a sophisticated electronic version, which will include all the material from the print volumes plus all the texts and versions, including photographs of important manuscripts. The electronic HBCE will be an interactive polyglot edition, including the HBCE critical text and commentary. It will be free and open-access (...)

The HBCE project (under its former moniker, the Oxford Hebrew Bible) has attracted some serious criticism from distinguished textual critics, including Emanuel Tov, Hugh Williamson, and Adrian Schenker. As a new model, it raises many difficult theoretical and methodological issues. I welcome the criticisms of these and other scholars, because their arguments have inspired us to clarify and improve our theory and method. Detailed argument is the lifeblood of good scholarship, and in our case it has helped us to refine our project in its formative stages.

Some scholars hold that a fully critical edition of the Hebrew Bible -- featuring a critical text -- is an impossible or unimaginable goal. We maintain that the attempt is warranted -- and is indeed the goal of textual criticism. It will not be a perfect text, but it will be a valuable contribution to scholarship and will create new tools for future research...

Leia o texto completo.

Visite a página oficial do projeto: The Hebrew Bible: A Critical Edition

The Hebrew Bible: A Critical Edition (HBCE) will be a new critical edition of the Hebrew Bible featuring a critical text and extensive text-critical introduction and commentary. Each book of the Hebrew Bible will be addressed in a separate volume, with a single volume each for the Minor Prophets, the Megillot, and Ezra-Nehemiah. This project represents a departure from the other major textual editions (the Biblia Hebraica Quinta and the Hebrew University Bible), which are diplomatic editions.

Nesta página: teoria e método, participantes, exemplos, versão digital etc.

sábado, 6 de setembro de 2014

Teoria e prática da exegese bíblica

LIMA, M. L. C. Exegese bíblica: teoria e prática. São Paulo: Paulinas, 2014, 208 p. - ISBN: 9788535637496.

Diz a editora:
O panorama exegético atual oferece diversas propostas metodológicas. Há, contudo, elementos tão fundamentais que estão, ao menos de forma implícita, nas diversas óticas de leitura. Durante o século XX, muitos destes elementos chegaram a uma sistematização amplamente aceita no assim chamado método histórico-crítico. Embora sujeitas a revisões e novos desdobramentos, suas etapas encontram-se na base de diversas metodologias atuais. O presente livro, após apresentar, na primeira parte, os fundamentos da Hermenêutica da Exegese Bíblica, descreve, na segunda parte, as diversas etapas metodológicas da interpretação de um texto bíblico. Tudo se inicia com uma tradução do texto em questão. Em seguida, chega-se à análise crítica da constituição literária do texto, assim como de sua forma, de seu gênero literário, de sua redação e das tradições nele presentes. Finalmente, podem ser apresentados os comentários exegéticos que favorecem a compreensão do que está sendo refletido no escrito bíblico analisado. Data de publicação: 01/09/2014

Quem é Maria de Lourdes Corrêa Lima?

Leia Mais:
Metodologia Bíblica

Fundamentalismo: suicídio do pensamento

O fundamentalismo convida, sem dizê-lo, a uma forma de suicídio do pensamento - Il fondamentalismo invita, senza dirlo, a una forma di suicidio del pensiero - Ohne es zu sagen, lädt der Fundamentalismus doch zu einer Form der Selbstaufgabe des Denkens ein.


A abordagem fundamentalista é perigosa, pois ela é atraente para as pessoas que procuram respostas bíblicas para seus problemas da vida. Ela pode enganá-las oferecendo-lhes interpretações piedosas mas ilusórias, ao invés de lhes dizer que a Bíblia não contém necessariamente uma resposta imediata a cada um desses problemas. O fundamentalismo convida, sem dizê-lo, a uma forma de suicídio do pensamento. Ele coloca na vida uma falsa certeza, pois ele confunde inconscientemente as limitações humanas da mensagem bíblica com a substância divina dessa mensagem.

L’approccio fondamentalista è pericoloso, perché attira le persone che cercano risposte bibliche ai loro problemi di vita. Tale approccio può includerle offrendo interpretazioni pie ma illusorie, invece di dire loro che la Bibbia non contiene necessariamente una risposta immediata a ciascuno di questi problemi. Il fondamentalismo invita, senza dirlo, a una forma di suicidio del pensiero. Mette nella vita una falsa certezza, poiché confonde inconsciamente i limiti umani del messaggio biblico con la sostanza divina dello stesso messaggio.

Der fundamentalistische Zugang ist gefährlich, denn er zieht Personen an, die auf ihre Lebensprobleme biblische Antworten suchen. Er kann sie täuschen, indem er ihnen fromme, aber illusorische Interpretationen anbietet, statt ihnen zu sagen, daß die Bibel nicht unbedingt sofortige, direkte Antworten auf jedes dieser Probleme bereithält. Ohne es zu sagen, lädt der Fundamentalismus doch zu einer Form der Selbstaufgabe des Denkens ein. Er gibt eine trügerische Sicherheit, indem er unbewußt die menschlichen Grenzen der biblischen Botschaft mit dem göttlichen Inhalt dieser Botschaft verwechselt.


Fonte: PONTIFÍCIA COMISSÃO BÍBLICA  A Interpretação da Bíblia na Igreja. 9. ed. São Paulo: Paulinas, 2010. Online, em português, aqui. O documento da PCB é de 1993. O trecho citado está em: I. Métodos e abordagens para a interpretação - F. Leitura fundamentalista.


Leia Mais:
O fundamentalismo
Ouse saber - Sapere aude

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A direita tem um rosto: Marina

Se ganhar a eleição - e hoje é franca favorita -, a ideia da Política como contraponto ao Mercado  - foi esse contraponto que garantiu todos os direitos sociais e políticos para os pobres e para os trabalhadores ao longo do século XX - terá sido derrotada nas urnas. A própria ideia de que o espaço público deve estar governado pelo primado da razão sairá derrotada por uma candidata que pratica a “roleta bíblica” antes de tomar decisões políticas, e que no último debate no SBT atacou a política feita de modo “cartesiano” - ou seja, sob o domínio da razão.

Marina Silva: o que ela representa? Rodrigo Vianna: Escrevinhador 03/09/2014

Marina Silva, em crescimento vertiginoso segundo todas as pesquisas (bobagem achar que estejam todas erradas), não é um raio em céu azul. Não é um acidente de percurso.

Ela representa a restauração conservadora. Ela oferece um rosto para a “não-política” que explodiu em junho de 2013. Mas que vem de longe…

Como já escrevi aqui, Marina tem uma trajetória respeitável e em muitos momentos lutou contra as injustiças no Brasil. Mas quem conhece meia dúzia de livros de História sabe que os indivíduos nunca são aquilo que gostariam ou que afirmam ser. Muitas vezes, no meio do turbilhão da história, acabam por cumprir um papel em tudo diverso do que haviam reservado para si mesmos.

Marina pode bater no peito e dizer: “sou o novo”. Não é. Infelizmente, ela cumpre nessa eleição, nesse momento histórico, um outro papel. “Marina, tu costeaste o alambrado”, diria o velho Brizola. Costeou o alambrado, passou para o outro lado. Assumiu o programa do desemprego tucano, virou um cruzamento “exótico” de FHC com o pastor Malafaia.

Sequestrada pelos ultraliberais na economia (a Neca do Itaú e os tucanos de bico colorido vão mandar na economia num provável governo marineiro), e pelos ultraconservadores nos costumes, Marina significaria um passo atrás gigantesco na economia, na política, nos direitos humanos.

Lula também cedeu: negociou, fez a Carta aos Brasileiros. Mas tinha com ele um campo político, orgânico, robustecido por 30 anos de lutas. Marina é o bloco do “eu e os bons”. Risco também para a Democracia. Lula negociou para implantar (pelo menos em parte) um programa de centro-esquerda. Marina cedeu (e mudou de lado) para ser ela própria a comandante do bloco conservador. Há uma diferença considerável.

A essa altura, Marina coloca-se mesmo à direita de Aécio Neves. Patrocinada pelo Itaú, ela apoia a autonomia completa do Banco Central (nem os tucanos com Armínio Fraga ousam ir tão longe), para atender aos interesses dos banqueiros e investidores. Aliada a lideranças do submundo religioso, rechaça os direitos de homossexuais e abandona a defesa do mundo LGBT. Parceira dos que pretendem enterrar o Mercosul e a Celac, ataca o que chama de “bolivarianismo” e rende-se aos interesses dos Estados Unidos – propondo que se paralise o projeto do Pré-sal.

Por tudo isso, Marina é hoje a adversária mais perigosa dos trabalhadores e de quem aposta na redução das desigualdades e injustiças. Não só na eleição, mas a médio e longo prazos. Marina não é só uma candidatura, mas um projeto que precisa ser enfrentado e derrotado: agora, nas urnas; ou depois, se ela eventualmente chegar ao poder.

Leia o texto completo.

Marina: orgia de passado a entrevar nosso futuro

Há um problema neste quadro de festividades para a direita e de funeral para o futuro do país: falta combinar este programa com o próprio país que pretende governar. O Brasil tornou-se complexo demais para uma tal visão simplista da sua realidade.

Marina e os desastres do passado - Flávio Aguiar: Rede Brasil Atual 03/09/2014

Não, cara leitora, caro leitor: não é o passado de Marina que é o desastre. Pelo contrário, Marina Silva tem um passado louvável de luta ambientalista. Além disso, tem o direito de se candidatar ao que quiser e como quiser. Mas há um “outro passado” que está se grudando nela, e este “outro passado” é que é o desastre. Pior: é um desastre que aponta para o futuro.

Marina diz que vai governar “para além das alianças”, ou algo assim. Ninguém sabe o que isto quer dizer exatamente – exceto que isto é uma retórica impossível de ser cumprida, a menos que ela queira passar por cima das instituições da República, o que, sinceramente, duvido. Fatalmente haverá alianças.
(...)
O que se projeta para o futuro de um possível governo Marina contém uma razoável dose de esperança – por quem defenda este tipo de política – de retorno sim ao passado e de muitos de seus espectros: orgia do mundo do mercado financeiro no tal do “Banco Central Independente”, contenção do salário mínimo e do poder aquisitivo da maioria da população (inclusive de parte considerável da classe média que apoia hoje Marina ou Aécio), desarticulação ou redução (até a inércia) da política de transferência de renda para os mais pobres, desossamento de políticas como a do Prouni ou do Ciência sem Fronteiras, talvez também do Mais Médicos, cortes nos subsídios a setores fragilizados da economia, ao custo da energia, reserva do pré-sal para tempos futuros quando a Petrobras já esteja privatizada e transformada em Petrobrax, e ainda de quebra o reatrelamento preferencial da política externa brasileira aos interesses recessivos e depressivos dos Estados Unidos, da União Europeia e do Japão. Em suma, uma orgia de passado a entrevar nosso futuro.

Há um problema neste quadro de festividades para a direita e de funeral para o futuro do país: falta combinar este programa – realmente previsto para ser executado pela direita que hoje absorve a figura de Marina, a ponto de transformar-lhe o gestuário e a mudar propostas, como no caso do casamento gay – com o próprio país que pretende governar. É claro que este receituário da direita segue a norma neoliberal de que o propósito de um governo deve ser o de semear o caos e a catástrofe, garantindo privilégios e administrando a contenção de direitos da cidadania, para depois administrar este caos e esta catástrofe...

Leia o texto completo.

Resenhas na RBL: 28.08.2014

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Scott A. Ashmon
Birth Annunciations in the Hebrew Bible and Ancient Near East: A Literary Analysis of the Forms and Functions of the Heavenly Foretelling of the Destiny of a Special Child
Reviewed by Paola Mollo

Matthew W. Bates
The Hermeneutics of the Apostolic Proclamation: The Center of Paul’s Method of Scriptural Interpretation
Reviewed by Robert B. Foster

Gareth Lee Cockerill
The Epistle to the Hebrews
Reviewed by Gabriella Gelardini
Reviewed by Kevin B. McCruden

Dean B. Deppe
All Roads Lead to the Text: Eight Methods of Inquiry into the Bible
Reviewed by Nijay Gupta

Timo Nisula
Augustine and the Functions of Concupiscence
Reviewed by Anthony Dupont

Dennis Pardee
The Ugaritic Texts and the Origins of West-Semitic Literary Composition: The Schweich Lectures of the British Academy 2007
Reviewed by Jeremy M. Hutton

Ryan S. Schellenberg
Rethinking Paul’s Rhetorical Education: Comparative Rhetoric and 2 Corinthians 10-13
Reviewed by Fredrick J. Long
Reviewed by Duane F. Watson

Samuel Vollenweider and Eva Ebel, eds.
Wahrheit und Geschichte: Exegetische und hermeneutische Studien zu einer dialektischen Konstellation
Reviewed by Mark W. Elliott


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Messianismo, fundamentalismo e mercado

O maior risco que o Brasil pode correr é a chegada, algum dia, de um fundamentalista ao Palácio do Planalto. Disse alguém, em incerto dia.

Leia o artigo abaixo. É muito lúcido.

Messianismo, fundamentalismo religioso e poder para o mercado financeiro

Acreditava que no Brasil não havia o risco de um novo salvador. Afinal, o momento em que Collor apareceu como candidato da nova política parece distante.

Flávia Biroli - Carta Maior: 02/09/2014

A candidata do PSB, Marina Silva, se apresenta como a representante da “nova política”.

A política não seria feita de acordos e disputas entre partidos políticos e grupos na sociedade, mas de uma reunião das pessoas “de bem”. Quem define quem faz parte da “nova política” é a própria candidata, com uma sabedoria que, ao que parece, viria da pureza de quem está fora da política e imbuída de uma missão.

Acreditava que no Brasil de hoje não havia o risco de um novo salvador. Afinal, o momento em que Collor apareceu como candidato da “nova política”, contra a política dos marajás, parece não apenas distante, mas de algum modo aquém do patamar em que as disputas se colocaram desde então.

Estava enganada. Temos hoje novamente uma candidata que se apresenta como a representante da “nova política”.  A recusa da dinâmica política aparece como a solução, os partidos e as instituições são vistos como entraves, mas sua candidatura só foi possível porque seguiu a rota mais convencional do casuísmo, tomando carona em um partido que nada tem a ver com a agenda que parecia ser a sua. E tudo para garantir que não ficaria de fora da disputa eleitoral, mesmo não acreditando nos caminhos desta política.

Marina Silva também se apóia em concepções da economia que nada têm de novas, que são defendidas há décadas pelos banqueiros e pelos economistas que estão com ela – eles tiveram, aliás, lugares bem pagos e de prestígio em consultorias, bancos e em governos anteriores.

Maior controle do mercado sobre o Banco Central (a independência do BC), ajustes na economia para restabelecer a “confiança” dos investidores, é assim o “novo” de Marina Silva. Ela é “nova” financiada pelo Itaú, fazendo acordos com o agronegócio e com uma agenda econômica produzida por André Lara Resende (quem não se lembra dele, pode lançar no google confisco da poupança no governo Collor, grampo do BNDES, banco Matrix, privatização da Telebrás etc.) e Eduardo Gianetti (que repete a fórmula dos “ajustes duros” e da autonomia do Banco Central, além de elogios à política econômica de Fernando Henrique Cardoso).

O fundamentalismo religioso a coloca numa posição em que a crença supera os direitos individuais. Já falou a favor do criacionismo, recusando o conhecimento científico. É contrária aos direitos dos homossexuais e prefere diluir os problemas em noções vagas de diferença a enfrentar o fato de que sua posição colabora para a recusa da cidadania e para a violência contra tantas pessoas. É mulher na política, mas retirou a palavra “sexismo” do seu programa de governo. Afinal, conflitos são coisa do passado.

O que ela teria de distinto, sua identidade de ambientalista, vai rapidamente pelo ralo. Afinal, é preciso garantir a “confiança”. E como não há conflitos na sociedade dos discursos de Marina Silva, as dúvidas sobre os transgênicos se resolvem definindo áreas de plantio para transgênicos e não-transgênicos: um caminho para a paz entre o agronegócio e os ambientalistas, afinal! E o etanol se transforma em aliado do ambientalismo, garantindo um lugar para os usineiros no pacote da “nova política”.

O messianismo garante que Marina Silva seja “líder nata” sem propostas e com a entrada mais tradicional no jogo político. Ela está acima das disputas e dos conflitos. E os acordos… bem, os acordos são feitos à velha moda, nos bastidores, enquanto ela repete “nova política”, “nova política”, “nova política”.

Sabemos, no entanto, que os conflitos sociais não desaparecem e os apoios de banqueiros, investidores e empresários são cobrados depois. Sabemos também que por mais complicado que seja governar com instituições democráticas, sem elas nós todos nos tornamos reféns do que nos reservam as boas intenções ou a vontade de uma “iluminada”.

Flávia Biroli é professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília.

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O deus mercado e seus oráculos
Sobre o fundamentalismo

Marina e a leitura fundamentalista da Bíblia

Marina passou para um cristianismo pietista e fundamentalista que tira o vigor do engajamento e se basta com orações e leituras literalistas da Bíblia (Leonardo Boff).

:: Bispo de SP: Marina traz risco de 'fundamentalismo' - Brasil 24/7 -- 03/09/2014
O bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentini vê com temor a possível vitória na eleição presidencial da ex-ministra Marina Silva (PSB), uma evangélica da Assembleia de Deus. “Agora, a gente tem medo do fundamentalismo que ela pode proporcionar. Existe na Marina uma tendência ao radicalismo, pela convicção exagerada ao defender seus valores e suas motivações, que pode derivar para o fundamentalismo”, disse ele em entrevista ao Valor. Para o bispo, Marina traz o risco de fazer da religiosidade um instrumento de ação política. Ele vê sua ascensão nas pesquisas como uma situação “irreversível”. A não ser que haja uma reviravolta em que comecem a pesar as fragilidades de Marina, que não estão no fato de ela não ser católica. Estão em ela ter pouca articulação política e portanto existirem dúvidas sobre como ela vai governar. Dom Demétrio ainda lamentou o fato de a presidente Dilma Rousseff não ter estabelecido “muitas pontes” com a Igreja. “A Dilma tem um estilo mais autoritário, ela pouco nos convocou. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o fazia com muita frequência”, disse.

:: Leonardo Boff ao 247: "Dilma é a melhor opção" - Brasil 24/7 -- 02/09/2014
Questionado a avaliar a mudança de Marina Silva desde que a conheceu, no Acre, até 2014, quando se candidata à Presidência da República pelo PSB, Boff observa, como primeiro ponto, a mudança de religião. "De um cristianismo de libertação, ligado aos povos da floresta e aos pobres, passou para um cristianismo pietista e fundamentalista que tira o vigor do engajamento e se basta com orações e leituras literalistas da Bíblia". Para Boff, a candidatura da ex-senadora "representa uma volta ao velho e ao atrasado da política, ligada aos bancos e ao sistema financeiro. Seu discurso de sustentabilidade se tornou apenas retórico". Em sua visão, Marina não possui a habilidade de articulação. "Se vencer, oxalá não tenha o mesmo destino político que teve Collor de Mello", prevê. Na entrevista, ele comenta ainda sobre o pessimismo generalizado no País - "grande parte induzido por aqueles que querem a todo custo e por todos os meios tirar o PT do poder" - e dá sua opinião sobre a mídia: "hoje, com a oposição fraca, eles se constituíram a grande oposição ao governo do PT". Entrevista concedida ao jornalista Paulo Moreira Leite.

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Sobre o fundamentalismo

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Propostas de Marina são autofágicas e inviáveis

Wanderley Guilherme ao 247: "Marina é inviável" - Brasil 24/7 - 01/09/2014
Cientista político diz que cada proposta da candidata do PSB é feita para um país diferente: "Como é possível desprezar o pré-sal, manter os empregos em toda a cadeia produtiva ativada pela Petrobras e investir fortemente na educação e na saúde?", questiona; professor diz não acreditar que medidas "sejam sérias"; "Não se trata apenas de que as ofertas compõem um programa obscurantista, criacionista, mas de que a proposta, tudo somado, é autofágica, inviável", afirma; ao blog de Paulo Moreira Leite, ele diz que o "fator emocional" dessas eleições, resultado do acidente com Eduardo Campos e do oportunismo seletivo da mídia, deixa a disputa irracional; não fossem esses fatos, Aécio Neves se afirmaria como o "representante consistente" da oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff, diz.
Leia Mais:
Bláblá governa com “roleta bíblica”. Aleluia!

CNBB promove debate com presidenciáveis

Promovido pela CNBB e pela TV Aparecida, o debate com os presidenciáveis ocorrerá no dia 16 de setembro, a partir das 21h30. Para o evento, foram convidados mais de 350 bispos da CNBB, que irão colaborar com sugestão de perguntas que poderão ser incluídas no debate.

No primeiro bloco, os convidados irão responder a uma única pergunta elaborada pela presidência da Conferência dos Bispos, em ordem já definida por sorteio na presença dos representantes dos partidos. Cada candidato terá dois minutos para resposta.

Durante o segundo bloco do debate os candidatos irão responder a perguntas propostas pelos bispos indicados pela CNBB, sobre temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política e lei do aborto.

No terceiro bloco, os convidados responderão a perguntas de jornalistas das mídias católicas.

O quarto bloco será de embate entre os candidatos à presidência do Brasil.

O último bloco será dedicado às considerações finais dos convidados.

O mediador do debate será  o jornalista Rodolpho Gamberini. Todas as emissoras católicas de TV transmitirão o debate.

O retorno dos jihadistas

Como a 'Guerra ao Terror' criou o grupo terrorista mais poderoso do mundo - Patrick Cockburn: TomDispatch, em Opera Mundi 25/08/2014 

Há elementos extraordinários na política atual dos Estados Unidos em relação ao Iraque e à Síria que estão atraindo uma atenção surpreendentemente baixa. No Iraque, os EUA estão perpetrando ataques aéreos e mandando conselheiros e treinadores para ajudarem a conter o avanço do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (mais conhecido como Estado Islâmico) na capital curda, Arbil. Os EUA presumidamente fariam o mesmo se o EI cercasse ou atacasse Bagdá. Mas, na Síria, a política de Washington é exatamente oposta: há muitos opositores do EI no governo sírio e curdos sírios em seus enclaves do norte. Ambos estão sendo atacados pelo EI, que já tomou cerca de um terço do país, incluindo a maior parte de suas instalações de óleo e gás.

Mas a política dos EUA, da Europa Ocidental e do Golfo Pérsico é derrubar o presidente Bashar al-Assad, que vem a ser a política do EI e de outros jihadis na Síria. E se Assad cair, o EI será o beneficiário, já que será questão de vencer ou absorver o resto da oposição armada síria. Há uma falsa ideia em Washington e outros lugares de que existe uma oposição “moderada” síria sendo ajudada pelos EUA, pelo Qatar, pela Turquia e pelos sauditas. É, apesar disso, fraca e está enfraquecendo a cada dia. Logo o califado pode se estender da fronteira iraniana até o Mediterrâneo e a única força que pode possivelmente impedir que isso aconteça é o exército sírio.

A realidade da política dos EUA é apoiar o governo do Iraque, mas não a Síria, contra o EI. Mas uma razão para o grupo ter sido capaz de se tornar tão forte no Iraque é que ele pode extrair seus recursos e combatentes da Síria. Nem tudo o que deu errado no Iraque foi culpa do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, como agora se tornou o consenso político e midiático no Ocidente. Os políticos iraquianos têm me dito nos últimos dois anos que o apoio estrangeiro à revolta sunita na Síria inevitavelmente desestabilizaria o país deles também. Isso agora aconteceu.

Ao continuar com essas políticas contraditórias em dois países, os EUA garantiram que o EI pudesse fortalecer seus combatentes no Iraque por meio da Síria e vice-versa. Até agora, Washington teve sucesso em não levar a culpa pelo crescimento do EI e em colocar toda a culpa no governo iraquiano. Na verdade, criou uma situação na qual o EI pode sobreviver e pode inclusive prosperar (continua).

Biblical Studies Carnival 102

Seleção de postagens dos biblioblogs em agosto de 2014.

Biblical Studies Carnival – August 2014

Trabalho feito por Rob Bradshaw, do Biblical Studies Blog.