segunda-feira, 31 de março de 2014

1964: mais leituras

Cinquenta anos atrás, na noite de hoje, o Brasil deixou de ser um país de instituições ativas, independentes e democráticas. Por 21 anos, mais de duas décadas, nossas instituições, nossa liberdade, nossos sonhos foram calados. Hoje, nós podemos olhar para esse período e aprender com ele, porque nós o ultrapassamos. O esforço de cada um de nós, o esforço de todas as lideranças do passado, daqueles que vivem e daqueles que morreram, fizeram com que nós ultrapassássemos essa época. O dia de hoje exige que nós nos lembremos e contemos o que aconteceu. Devemos isso a todos os que morreram e desapareceram, devemos aos torturados e aos perseguidos, devemos às suas famílias, devemos a todos os brasileiros. Se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulos, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca, mas nunca mesmo, pode existir uma história sem voz. E quem dá voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la. (Presidenta Dilma Rousseff - 31/03/2014)


:: 50 anos do golpe: a transição incompleta - Carta Maior

:: Brasil, a construção interrompida: Impactos e consequências do golpe de 1964 - IHU On-Line #439

:: Memórias da Ditadura, um especial nos 50 anos do Golpe Militar - Jornal GGN

:: 1964, um golpe na democracia - EBC

:: À Espera da Verdade: 45 do AI-5, 50 anos do golpe - Última Instância

:: 50 anos do Golpe Militar no Brasil: a busca por justiça - Adital

domingo, 30 de março de 2014

Top 50 Biblioblogs: Spring 2014 Report

Esta é mais recente lista de frequência dos biblioblogs, segundo Peter Kirby - the Spring 2014 quarterly report on the top biblioblogs:

Top 50 Biblioblogs: Spring 2014 Report

Publicada também em The Biblioblog Top 50:

Top 50 Biblioblogs – March 2014 quarter

Observatório Bíblico é o #3.

sábado, 29 de março de 2014

1964: leituras

Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça (Dom Paulo Evaristo Arns)


:: 'Quantos morreram? Tantos quanto foram necessários', diz coronel sobre ditadura - Notícias: IHU On-Line 27/03/2014
Desde que a Comissão Nacional da Verdade (CNV) foi criada, em maio de 2012, apenas quatro agentes da ditadura haviam aparecido nas convocações para depor em audiência pública, e apenas dois haviam confirmado a prática, ou a existência, de tortura. O coronel reformado Paulo Malhães se tornou o quinto a depor e o primeiro a admitir a participação em tantos crimes. O carro embicou no pátio do Arquivo Nacional, no Centro do Rio, e o corre-corre da imprensa se amontoando ao seu redor começou: "Chegou! Em depoimento que durou mais de duas horas, ele confirmou que torturou, matou e ocultou cadáveres de presos políticos na ditadura militar. Na audiência pública, a CNV apresentou o que se sabe sobre a Casa da Morte de Petrópolis, um centro clandestino mantido pelo regime militar no início da década de 1970. Malhães era um dos agentes ativos no centro de tortura – cujo nome vem da fama de que ninguém saía dali vivo. A única sobrevivente é Inês Etienne Romeu, presa e torturada por seis meses em 1971. Foi graças à sua memória e perseverança que a existência da casa veio à tona, em 1981. A reportagem é de Júlia Dias Carneiro e foi publicada pela BBC Brasil em 26/03/2014.

:: Coronel ensinou tortura no RS - Notícias: IHU On-Line 29/03/2014
O coronel reformado que estarreceu o país na terça-feira, ao revelar à Comissão Nacional da Verdade que matou, desfigurou e ocultou cadáveres de presos políticos durante a ditadura militar, ensinou técnicas de tortura a repressores gaúchos. Agente do Centro de Informações do Exército (CIE), Paulo Malhães chegou a Porto Alegre em abril de 1970. Missão: eliminar grupos guerrilheiros que conflagravam o Estado. Apreciava martirizar três ou quatro ao mesmo tempo, o que denominava “dança de São Guido” – ritual macabro da Idade Média. Fazia fila para torturar, não tinha pudor. A reportagem é de Nilson Mariano e foi publicada no jornal Zero Hora em 28/03/2014.

:: A partir de 1971, ordem era matar - Notícias: IHU On-Line 22/03/2014
Pouco tempo depois, com a entrada de Carlos Lamarca na VAR, foi feita a maior ação armada da esquerda em todos os tempos, o roubo do cofre do Adhemar [de Barros]. Foi um sobrinho da Ana Capriglione [amante de Adhemar], Gustavo Buarque Schiller, que passou a dica. Ele contava que parte da grana do cofre vinha da venda de um estoque de vacina de varíola que Adhemar tinha revendido ao Paraguai depois de mandar vacinar as crianças paulistas com placebo. Gustavo foi preso em abril de 70 e trocado no sequestro do embaixador suíço [Giovanni Enrico Bücher]. Casou em Paris, mas nunca mais se acertou na vida. Depois que voltou do exílio chegou a nos visitar no Rio. Um dia, voltando de uma festa se jogou da janela de seu apartamento na avenida Rui Barbosa. Tinha uma filhinha de 1 ano. Depois da ação do cofre, meu aparelho caiu. Quando o Pedro Seelig [delegado do Dops de Porto Alegre] entrou com policiais armados de metralhadora, me pegou fazendo faxina. Eles nos vendavam na hora que nos prendiam, o que aumentava a sensação de desamparo. Fui torturada pelo major Átila Rohrsetzer, que era colega de turma do [coronel Brilhante] Ustra e diretor da Divisão Central de Informações do III Exército. Me mandaram tirar a roupa e ele me espancava me jogando de um lado para o outro. A gente deu sorte de ter sido preso ainda em 70, porque, a partir de 71, a ordem da ditadura era matar. A gente pelo menos tinha um IPM instaurado. O depoimento é de Vera Saavedra Durão, jornalista, em artigo publicado no jornal Valor em 14/03/2014.

:: Empresários que apoiaram o golpe de 64 construíram grandes fortunas - Notícias: IHU On-Line 29/03/2014
Com mestrado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo sobre os empresários e o golpe de 64 e em fase de conclusão do doutorado sobre os empresários e a Constituição de 1988, o professor Fabio Venturini esmiuçou os detalhes de “como a economia nacional foi colocada em função das grandes corporações nacionais, ligadas às corporações internacionais e o Estado funcionando como grande financiador e impulsionador deste desenvolvimento, desviando de forma legalizada — com leis feitas para isso — o dinheiro público para a atividade empresarial privada”. Venturini cita uma série de empresários que se deram muito bem durante a ditadura militar, como o banqueiro Ângelo Calmon de Sá (ligado a Antonio Carlos Magalhães, diga-se) e Paulo Maluf (empresário que foi prefeito biônico, ou seja, sem votos, de São Paulo). Na outra ponta, apenas dois empresários se deram muito mal com o golpe de 64: Mário Wallace Simonsen, um dos maiores exportadores de café, dono da Panair e da TV Excelsior; e Fernando Gasparian. Ambos eram nacionalistas e legalistas. A Excelsior, aliás, foi a única emissora que chamou a “Revolução” dos militares de “golpe” em seu principal telejornal. A reportagem é de Luiz Carlos Azenha, publicada por Viomundo em  27/03/2014.


Leia Mais:
Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça
Projeto Brasil Nunca Mais está na Internet
O golpe de 1964: artigos, documentos, pesquisas, vídeos, filmes
25 dos melhores livros sobre o golpe de 1964
Memórias Reveladas - Centro de Referência das Lutas Políticas no Brasil (1964-1985)

quinta-feira, 27 de março de 2014

Resenhas na RBL: 26.03.2014

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Mark J. Boda and Lissa M. Wray Beal, eds.
Prophets, Prophecy, and Ancient Israelite Historiography
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Walter Brueggemann
The Practice of Prophetic Imagination: Preaching an Emancipating Word
Reviewed by Ron Clark

Constantine R. Campbell
Paul and Union with Christ: An Exegetical and Theological Study
Reviewed by Jonathon Lookadoo

Ron Clark
The God of Second Chances: Finding Hope through the Prophets of Exile
Reviewed by Gerda de Villiers

Zeba A. Crook
Parallel Gospels: A Synopsis of Early Christian Writing
Reviewed by Thomas Bergholz

J. K. Elliott
New Testament Textual Criticism: The Application of Thoroughgoing Principles
Reviewed by Daniel B. Wallace

Jeffrey S. Lamp
The Greening of Hebrews? Ecological Readings in the Letter to the Hebrews
Reviewed by Amy L. B. Peeler

Paul L. Redditt
Zechariah 9-–14
Reviewed by Ralph K. Hawkins

Helen Rhee
Loving the Poor, Saving the Rich: Wealth, Poverty, and Early Christian Formation
Reviewed by Michael S. Moore

Joseph Verheyden, ed.
The Figure of Solomon in Jewish, Christian and Islamic Tradition: King, Sage and Architect
Reviewed by Anthony Swindell


>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Resenhas na RBL: 20.03.2014

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Marc Zvi Brettler, Peter Enns, and Daniel J. Harrington
The Bible and the Believer: How to Read the Bible Critically and Religiously
Reviewed by Rob Van Houwelingen

Francis A. Dalrymple-Hamilton
Breaking Through the Massoretic Barrier: A Re-consideration of the Old Greek Text of Job 24:13-20; 26:4-14; 28:13-22 and 30:25-31:8
Reviewed by Claude Cox

Deryn Guest
Beyond Feminist Biblical Studies
Reviewed by Amelia Freedman

Ronald Hendel
The Book of Genesis: A Biography
Reviewed by Bradford A. Anderson
Reviewed by Bill T. Arnold

Corrado Martone
Lettere di Bar Kokhba
Reviewed by Andrea Ravasco

Jeanette Mathews
Performing Habakkuk: Faithful Re-enactment in the Midst of Crisis
Reviewed by Gert T. M. Prinsloo

George T. Montague
First Corinthians
Reviewed by H. H. Drake Williams III

Matthew Neujahr
Predicting the Past in the Ancient Near East: Mantic Historiography in Ancient Mesopotamia, Judah, and the Mediterranean World
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Richard A. Norris Jr
Gregory of Nyssa: Homilies on the Song of Songs
Reviewed by Frank England

Bob Robinson
Jesus and the Religions: Retrieving a Neglected Example for a Multi-cultural World
Reviewed by Ann Marie Bahr

Colleen Shantz and Rodney A. Werline, eds.
Experientia, Volume 2: Linking Text and Experience
Reviewed by Andrew R. Guffey


>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

25 de março de 2014: Marco Civil aprovado

Câmara aprova texto que contraria interesses poderosos, garante direitos aos internautas e trata a comunicação como direito fundamental, e não uma mercadoria . Como isso foi possível?

Marco Civil aprovado: dia histórico para a liberdade de expressão - Pedro Ekman e Bia Barbosa: CartaCapital 26/03/2014

Guardem o dia 25 de março de 2014 na memória. Este dia será lembrado como o dia do Marco Civil da Internet em todo o mundo. Neste dia, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que tem todas as características de um projeto impossível de ser aprovado numa Casa como essa. A principal delas: o fato de contrariar interesses econômicos poderosos ao garantir direitos dos cidadãos e cidadãs. O Marco Civil da Internet aprovado aponta claramente para o tratamento da comunicação como um direito fundamental e não apenas como um negócio comercial. Trata-se de algo inédito na história brasileira, que só foi possível por um conjunto de fatores.

Leia o texto completo. Que pode se acessado também aqui.

sábado, 22 de março de 2014

1964: um golpe contra o povo brasileiro

Última atualização: 31/03/2014 - 17h30


1964. Um golpe civil-militar. Impactos, (des)caminhos, processos - IHU On-Line 437 - Ano XIV 17.03.2014

  • Jorge Ferreira:  Memória revisitada – O golpe e seu contexto histórico-político
  • Carlos Fico: A democracia brasileira derrubada pela “democracia” norte-americana
  • Pedro Cezar Fonseca: A modernização conservadora como modelo econômico
  • Cecília Coimbra: “A história do Brasil é a história da tortura”
  • Rodrigo Patto Sá Motta: Repressão e modernização: impactos do regime militar nas universidades
  • João Vicente Goulart: Comício da Central do Brasil – Propostas de mudanças socioeconômicas na estrutura do País 
  • Nelson Piletti: Dom Hélder Câmara, uma vida de transformação e resistência 

O Instituto Humanitas Unisinos - IHU, por meio de duas edições da IHU On-Line (esta e um segundo número, a ser lançado em 31/03/2014), assim como do Ciclo de Estudos 50 anos do Golpe de 64: Impactos, (des)caminhos, processos, faz mais do que resgatar a história e seus impactos em nossas sociedades. Busca realizar um manifesto à memória, à vida e ao direito de ser e viver em um país livre. Em sinal de respeito a todas as vítimas — os sobreviventes e os que tiveram menos sorte —, apresentamos esta edição.

Jorge Ferreira, professor da Universidade Federal Fluminense, resgata a história do país e traça um panorama das disputas pelo poder no Brasil republicano.

Já Carlos Fico, professor titular de História do Brasil na UFRJ, analisa as articulações políticas e militares entre Brasil e Estados Unidos que culminaram com o Golpe Civil-Militar de 1964.

Pedro Cezar Fonseca, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, defende que a apropriação das reformas de Jango pelos militares mostra a relevância de sua implementação — que só não ocorreu anteriormente por motivos estritamente políticos.

O professor Rodrigo Patto Sá Motta, da Universidade Federal de Minas Gerais, explora os impactos do regime na educação universitária do país, que seguia paralelamente modelos autoritários e modernizadores.

Cecília Coimbra, psicóloga e diretora da ONG Tortura Nunca Mais, destaca a vigência da violência naturalizada durante a Ditadura Militar, mas que sempre fez parte da historiografia do país.

João Vicente Goulart, diretor do Instituto Presidente João Goulart, por sua vez, aborda a importância do comício de Jango na Central do Brasil e defende que o golpe não foi contra a presidência, mas contra o povo brasileiro.

Historiador e autor de livros sobre Dom Hélder Câmara, Nelson Piletti descreve o papel do arcebispo de Olinda e Recife na resistência à ditadura militar.

Leia Mais:
O golpe de 1964
Saiba quem financiou e dirigiu a 'Marcha da Família com Deus pela Liberdade'
Pela criminalização da apologia à ditadura militar
Fascistas transformam centro de São Paulo em hospício

quinta-feira, 20 de março de 2014

Um balanço provisório do primeiro ano de Francisco

"O Papa Francisco representou nesse ano um vento de renovação radical do cristianismo. Revolucionou formas e estilos do pontificado, adotando um modo de exercer o mais alto ministério hierárquico da Igreja Católica francamente inédito na história moderna.

E se a forma, nesses casos, também é substância, não se pode dizer que Bergoglio esteja se limitando a isso, como se se tratasse de uma mera operação cosmética. O sucessor de Bento XVI, de fato, começou a fazer substanciais reformas da Igreja. Algumas trarão resultados a curto prazo (o IOR e a gestão financeira); outros, a médio prazo (o Sínodo dos Bispos); e outros ainda a longo prazo (a reforma global da Cúria Romana e do governo da Igreja, a colegialidade, o papel dos leigos e da mulher...).

Certamente, um ano ainda é pouco para avaliar o fôlego de um pontificado. Mas, mesmo assim, representa uma significativa reviravolta. E permite um primeiro balanço, embora provisório, mas já significativo.

Para oferecer aos leitores um quadro interpretativo e chaves de leitura, convidamos à redação alguns atentos observadores deste pontificado. Trata-se de Antonio Spadaro, jesuíta, diretor da revista La Civiltà Cattolica e autor da longa entrevista com o papa publicada em setembro passado; Maria Cristina Bartolomei, teóloga, articulista da revista Jesus e professora de filosofia da religião na Universidade Estatal de Milão; Maurilio Guasco, historiador da Igreja e do mundo católico contemporâneo, professor da Universidade do Piemonte Oriental; o teólogo valdense Paolo Ricca; e, por fim, a teóloga Serena Noceti, professora de eclesiologia e vice-presidente da ATI (Associação dos Teólogos Italianos)".


Leia: Francisco e a Igreja que virá. A análise de especialistas

Fonte: revista Jesus, de março de 2014. Traduzido e publicado em Notícias: IHU On-Line 20/03/2014

Leia Mais:
Francisco: expectativas e desafios no segundo ano

Francisco propõe um evangelho sem censura

A percepção generalizada entre os católicos e não católicos é de que a revolução do papa argentino se move a partir de uma busca de autenticidade evangélica e fala à crise do nosso tempo com uma profundidade e uma intensidade que hoje são inatingíveis pelo "poder". Ao contrário, elas têm a ver com o "contrapoder", com um possível resgate do homem da "economia que mata" (expressão da Evangelii gaudium) ou do egoísmo que reduz a pessoa a indivíduo. Nem todos os comentários, porém, foram positivos. Levantaram-se críticas até mesmo de dentro da Igreja. Mas a própria manifestação, tão precoce e aguerrida, de uma oposição tradicionalista reforça a ideia de que nos encontramos em um ponto de viragem histórico. É concebível uma comunidade sem perdão, uma amizade sem gratuidade, uma fé sem caridade? O diálogo com o mundo contemporâneo, tão problemático para a Igreja no Ocidente, passa por aqui. Se há uma revolução do Papa Francisco, ela consiste acima de tudo em uma leitura do Evangelho sem mediações (sem glosas, como invocava o santo de Assis). A historicidade deste papado está em novamente chamar os cristãos – que já se tornaram minoria – à sua verdadeira origem.

Leia: As críticas reacionárias ao Papa Francisco

Fonte: Claudio Sardo, diretor do jornal L'Unità, em editorial de 18/03/2014. Traduzido e publicado, em português, por Notícias: IHU On-Line 20/03/2014.


O original, em italiano

Le critiche reazionarie a Papa Francesco - Claudio Sardo: L'Unità 18/03/2014

Tanto è stato scritto sul primo anno di pontificato di Francesco. E non certo perché la Chiesa, assediata dal mondo secolarizzato, abbia rimontato un solo centimetro del temporalismo perduto. Al contrario la percezione diffusa, tra i cattolici e non, è che la rivoluzione del Papa argentino muova da una ricerca di autenticità evangelica e parli alla crisi del nostro tempo con una profondità e un’intensità che sono oggi irraggiungibili dal «potere». Piuttosto hanno a che fare con il «contropotere», con un possibile riscatto dell’uomo dall’«economia che uccide» (espressione dell’Evangelii gaudium) o dall’egoismo che riduce la persona ad individuo.

Non tutti i commenti, però, sono stati positivi. Critiche si sono levate anche dall’interno della Chiesa. Ma la stessa manifestazione, così precoce e agguerrita, di un’opposizione tradizionalista rafforza l’idea che ci troviamo in un tornante storico. La contestazione reazionaria di matrice cattolica ha preso di mira in particolare l’impianto del Sinodo sulla famiglia. L’apertura, pur condizionata, del cardinale Kasper alla riammissione dei divorziati risposati ai sacramenti della penitenza e della comunione ha scatenato la più feroce ed emblematica delle polemiche. La purezza della dottrina è stata contrapposta all’impurità del perdono e della misericordia. La fede è stata separata dalla carità. La missione della Chiesa è stata recintata nella legge canonica e nella teologia, come se ad esse competesse il giudizio ultimo, il principio di verità. Il Sinodo sulla famiglia sarà un passaggio importante nel rapporto tra Chiesa e mondo. Non è un Concilio, non c’è un dogma in discussione. Ma per i tradizionalisti includere il vangelo della famiglia in un cammino di conversione che attraversa il nostro tempo e le sofferenze concrete delle persone è un rischio insopportabile. Vedono comunque il dogma incrinato. Non hanno fiducia nella presenza di Dio nella storia. E senza dogma non riconoscono la verità.

Non sono a confronto soltanto due idee di Chiesa. Dentro questa disputa ci sono diverse idee dell’uomo e della sua vocazione. «La dottrina è soggetta anche a uno sviluppo», ha detto Kasper suscitando scandalo. Prima del Vaticano II i divorziati erano scomunicati. Ora sono ammessi alla comunione spirituale. E una maggiore accoglienza domani potrebbe riavvicinare alla Chiesa tanti giovani, figli di coppie che si sono ricostruiti una famiglia, dopo il dolore e a volte senza colpa. Cosa fa muovere la dottrina? Non la resa allo spirito del tempo, che per i tradizionalisti è propaggine del demonio. L’epistola di Giacomo dice del demonio che anche lui crede e teme Dio, ma la differenza è che non sa amare. Il comandamento evangelico dell’amore, quello che riassume l’intera legge giudaica, può far muovere la dottrina. È concepibile una comunità senza perdono, un’amicizia senza gratuità, una fede senza carità? Il dialogo con il mondo contemporaneo, così problematico per la Chiesa in Occidente, passa da qui. Se c’è una rivoluzione di Papa Francesco, questa consiste anzitutto in una lettura del vangelo senza mediazioni (senza glosse, come invocava il santo di Assisi). La storicità di questo papato sta nel richiamare i cristiani – divenuti ormai minoranza – alla loro vera origine. Essere sale e lievito. Non giudice al posto di Dio. L’accusa di relativismo o di modernismo, rivolta al Papa, si ammanta di austerità ma è particolarmente banale.

Semmai c’è un relativismo cristiano con cui fare i conti. Un relativismo che ammette il limite umano. Non c’è legge che possa comprimere la libertà e la misericordia di Dio. La Chiesa e il Papa, per chi crede, sono posseduti dalla verità, ma non la possiedono per intero. La conoscenza della verità cresce nella relazione. Sono le sofferenze delle donne e degli uomini, le loro speranze, le loro cadute, il loro desiderio di giustizia a consentire ai credenti di progredire. In questo senso, è vero che l’azione pastorale di Francesco, alla fine, toccherà la teologia e la dottrina. Ma la conversione – compresa la riforma della Chiesa – sarà valida se coinvolgerà il popolo, se non riguarderà solo i chierici, se sarà capace di portare l’annuncio al mondo. Il kerygma cristiano (la notizia della Resurrezione) viene prima della morale cristiana. E di ogni clericalismo.

La teologia del popolo di Bergoglio non è una teologia politica. Una teologia politica, o forse solo un’ideologia, è quella dei conservatori che cercano nella dottrina cristiana un collante per la società capitalistica in crisi o una giustificazione estrema per il liberismo che ha aperto la strada al dominio del denaro. Ma tutto ciò sfugge definitivamente con Papa Francesco, che chiede ai cristiani di condividere le povertà. Certe critiche reazionarie al documento Kasper hanno più a che fare con la disperazione dei teocon che con la teologia morale. I tradizionalisti provano a contrapporre Ratzinger a Bergoglio. Ma non sanno spiegare le dimissioni di Benedetto XVI e la sua fiducia nella Chiesa.

Tutto ciò non lascia indifferente neppure il discorso laico, civile. Un cristianesimo che rivitalizza la radice evangelica è una risorsa di liberazione in questa società sempre più omologata. Non la sola risorsa. Ma una risorsa tanto più importante se affidata, nell’azione pubblica, alla piena responsabilità dei laici cristiani. Un’altra novità di Papa Francesco sta proprio nella rottura di molte mediazioni del passato. Nessuno può pretendere di parlare a nome della fede: chi vuole la può servire.

Leia Mais:
Francisco: expectativas e desafios no segundo ano
A oposição a Francisco e às suas propostas

Marco Civil da Internet: teles x brasileiros

Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, é apontado como o mais ferrenho defensor dos interesses das empresas de Telefonia. Ele foi presidente da Telerj, então estatal do Rio de Janeiro, que fazia parte do sistema Telebrás, privatizado no final dos anos 90. Processo licitatório, por sinal, que ficou marcado por fortes suspeitas de um esquema para direcionar o resultado a um consórcio liderado pelo Banco Opportunity, de Daniel Dantas.

Marco Civil da Internet. Por trás da disputa política, a força das Teles - Notícias: IHU On-Line 20/03/2014

De olho no financiamento eleitoral, PMDB defende interesse das Teles no Marco Civil da Internet e se une à oposição para derrotar governo; projeto coletivo pode ficar desfigurado. A reportagem é de Felipe Seligman e publicada pela Agência Pública em 19/03/2014.

No dia 6 de novembro do ano passado, a bancada do PMDB, segunda maior da Câmara, se reuniu no Congresso Nacional para ouvir com exclusividade o que Eduardo Levy, diretor executivo do Sindicato das Empresas de Telefonia (Sinditelebrasil), tinha a falar contra o projeto do Marco Civil da Internet, que já naquela época trancava a pauta da casa. Uma didática exposição concentrava as principais críticas sobre a tão falada neutralidade da rede e defendia a desnecessidade de um projeto sobre o assunto.

Diante das informações prestadas, o deputado Fábio Trad (PMDB-MS) levantou a mão. “A pergunta que eu faço ao Levy é a seguinte: se hoje nós temos uma desigualdade, afinal de contas todos pagam em tese o mesmo por serviços diferentes, existe algum estudo que demonstre prejuízo financeiro às empresas, às Teles, por exemplo, em virtude dessa igualdade diante de serviços diferentes?”

A resposta veio em seguida. “Não é que o projeto provoque prejuízo às Teles. O que está em jogo ai é que o projeto provoca uma necessidade de investimento maior para manter o nível de serviço igualitário, que acarretará, ao fim, no aumento do custo para o usuário”, afirmou um convicto Eduardo. Não o Levy, como seria de se esperar, mas Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, e apontado como o mais ferrenho defensor dos interesses das empresas de Telefonia nessa questão.

O objetivo da palestra de Levy era municiar os deputados peemedebistas para o debate que ocorreria naquele mesmo dia, à tarde, também convocado por Cunha, com a Comissão do Marco Civil. O encontro entre a bancada e o representante das Teles, disponível no Youtube, demonstra bem o grau de confusão de interesses na bancada do Marco Civil da Internet, que se agravou com a disputa política entre PMDB e o governo Dilma durante a votação do projeto neste ano, seguidamente adiada.

O Marco Civil, como o próprio nome diz, refere-se à criação de princípios básicos, uma espécie de Constituição de direitos e deveres fundamentais a serem seguidos no mundo digital. Trata-se de uma matéria que envolve interesses complexos e difíceis de serem equacionados. Algo que, por mais técnico que pareça, terá repercussão direta na sua sua vida e na dos 100 milhões de brasileiros conectados.

As regras a serem definidas no Marco Civil terão repercussão direta na vida dos brasileiros – não apenas dos já conectados na dos que ainda irão se conectar. Também afetarão instituições tão diversas quanto as próprias empresas de Telecomunicação, como Oi, Telefônica ou Tim; os provedores de conteúdo, entre eles Google, Facebook; a sociedade civil organizada; a Polícia Federal e o Ministério Público; e até mesmo as relações internacionais do governo Dilma Rousseff.

O projeto que está para ser votado, e que corre o risco de ser desfigurado no Congresso, é resultado da mobilização da sociedade e de um processo democrático acompanhado de perto pela pesquisadora Juliana Nolasco, da Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Ela trabalhou no Ministério da Cultura, que participou do início do processo de elaboração do Marco Civil, e atualmente, já fora do governo, finaliza uma dissertação de mestrado sobre o tema. Para nos guiar ao longo dessa reportagem, ela destacou alguns momentos-chave da discussão.

Leia o texto completo.

Leia Mais:
Você sabe o que é o Marco Civil da Internet?

quarta-feira, 19 de março de 2014

A oposição a Francisco e às suas propostas

Durante o século XX nenhum Papa teve tantas resistências como Francisco, e todas elas são sinal de que o Papa está mudando a Igreja. As resistências provêm daqueles que não querem ser questionados e não querem mudar. Há algumas que se manifestaram publicamente, outras foram sussurradas e outras não foram expressas e se caracterizam pelo silêncio e pelo distanciamento. Por que o silêncio equivale a uma resistência? É uma atitude, como se não tivesse acontecido nada, como se o Papa não fosse o testemunho de um modelo que é preciso seguir

“Estes são aqueles que resistem a Francisco”, revela Andrea Riccardi - Notícias: IHU On-Line 18/03/2014

“Durante o século XX nenhum Papa teve tantas resistências como Francisco”, e todas elas “são sinal de que o Papa está mudando a Igreja”. São palavras fortes e em certo sentido surpreendentes. Elas foram escritas pelo professor Andrea Riccardi, historiador da Igreja, em um comentário publicado na revista Famiglia Cristiana. O Vatican Insider o entrevistou para indagar a respeito. A entrevista é de Andrea Tornielli e foi publicada em 18/03/2014.

Você escreveu que durante o último século nenhum Papa teve “tantas resistências como Francisco”. Não lhe parece exagerado?
Fiz essas afirmações como historiador. Francisco encontra-se diante de resistências internas nas estruturas eclesiásticas, nos episcopados e no clero. Enquanto é evidente a aliança que se instaurou com o povo.

E as oposições que Paulo VI enfrentou, ou as mais recentes que Bento XVI teve que enfrentar?
O único Papa que teve uma forte oposição foi, certamente, Paulo VI. Mas naquela época estava se vivendo um momento de protestos generalizados que afetaram tanto a Igreja como a sociedade. Enquanto as oposições contra Bento XVI, que você justamente recorda, eram mais da opinião pública externa e internacional. Repito, as que Francisco enfrenta são, na minha opinião, mais fortes e provêm do interior.

Poderia indicar alguns exemplos?
Há algumas que se manifestaram publicamente, outras foram sussurradas e outras não foram expressas e se caracterizam pelo silêncio e pelo distanciamento. Há alguns que não suportam a menor insistência na pregação papal sobre temas éticos. Mas também o enfoque pastoral de Francisco, que coloca em discussão a forma de governar dos bispos, aos quais as pessoas dizem: “Por que não fazem como o Papa?” Não quero generalizar indevidamente, mas estou convencido de que estas resistências existem. Além disso, Francisco, nos primeiros meses do Pontificado, disse tudo o que pensa e indicou quais são os pontos sobre os quais se deve trabalhar e mudar. Não fez como Paulo VI, que se expressava a “conta-gotas”, tratando de ser equilibrado. As resistências provêm daqueles que não querem ser questionados e não querem mudar.

Por que o silêncio, na sua opinião, equivale a uma “resistência”?
É uma atitude, como se não tivesse acontecido nada, como se o Papa não fosse o testemunho de um modelo que é preciso seguir. Há alguns que destacam que Francisco é pouco “teólogo”. Dá-me vontade de rir quando penso naqueles que diziam que Bento XVI era muito “teólogo” (isto demonstra que o “Papa bom” sempre é o de antes). Claro, não é preciso dizer que estas resistências chegam daqueles que durante anos destacavam a importância da autoridade do Papa e da obediência ao Papa. É curioso que para alguns seja válido este raciocínio: se o Papa não é como eu digo e não faz o que eu digo, é um Papa pela metade. Mas o catolicismo não é uma ideologia, é uma força dinâmica que cresce na história. Quero repetir: não se deve generalizar, porque há muitos bispos muito entusiasmados, e nos lugares em que a mensagem de Francisco chegou (nem sempre chega a todos os lugares) há uma reação muito grande e positiva na vida da Igreja em nível popular.

Algumas das críticas mais duras chegam da galáxia de sítios e blogs do chamado mundo tradicionalista, mas também (pelo menos no caso italiano) dos círculos midiáticos-intelectuais, como no caso dos artigos publicados pelo jornal Il Foglio...
Sim, mas os conteúdos que você indica são, de qualquer maneira, expressão compartilhada por setores do mundo eclesial. É uma reação de uma certa visão da sociedade secularizada na qual um cristianismo minoritário combate por certos valores éticos. Francisco, ao contrário, fala de um cristianismo do povo, mais missionário.

E como vê a reação dos movimentos diante do novo Pontificado?
O cristianismo não é uma ideologia, a Igreja não muda de “linha”, como os partidos políticos, mas, como disse, cresce na história. Os católicos são fiéis ao Papa desde Pio XII até Francisco. Isto significa ser católico. Do contrário, tudo se torna ideologia. E hoje há reduções e visões ideológicas que estão pulando. Também os movimentos devem se sintonizar com a Evangelii Gaudium e não auto-reproduzir-se a si mesmos.

Durante os primeiros meses de Pontificado houve alguns que prognosticavam (e em alguns casos pareciam esperá-lo) o final da chamada “lua de mel” entre o Papa, a imprensa e as pessoas. Ao contrário, parece continuar...
A lua de mel não acabou porque não é um fenômeno midiático, mas algo que vai muito além, pois tem muita substância. Claro, o passo necessário na Igreja é acolher o que Francisco oferece como testemunho e um modelo de evangelização e de pastoral que propõe. O modelo que um Papa que nasceu, viveu e foi bispo de uma megalópole como Buenos Aires propõe está verdadeiramente à altura dos desafios da nossa época.


Leia, abaixo, o original, em italiano

Riccardi: "Ecco chi resiste a Papa Francesco" - Andrea Tornielli: Vatican Insider 18/03/2014

«Nel Novecento un Papa non ha mai avuto tante resistenze come Francesco» e «le tante resistenze sono il segno che il Papa sta cambiando la Chiesa». Sono le parole forti e per certi versi sorprendenti che il professor Andrea Riccardi, storico della Chiesa, ha usato nell'ultimo editoriale su «Famiglia Cristiana». Vatican Insider l'ha intervistato per approfondire quelle osservazioni.

Lei ha scritto che nell'ultimo secolo nessun Papa ha avuto «tante resistenze come Francesco». Non le sembra di esagerare?
«Ho fatto quelle affermazioni da storico. Francesco si trova di fronte a resistenze interne alle strutture ecclesiastiche, agli episcopati e al clero. Mentre è evidente l'alleanza che si è instaurata con il popolo».

E le opposizioni a Paolo VI o quelle, più recenti e ben note, a Benedetto XVI?
«L'unico Papa che aveva avuto un'opposizione forte era stato, è vero, Paolo VI. Ma allora si viveva in una stagione di contestazioni generalizzate che attraversavano la Chiesa e al tempo stesso la società. Mentre per quanto riguarda le opposizioni a Benedetto XVI, che giustamente ha ricordato, erano espresse più dall'opinione pubblica esterna e internazionale. Ripeto, quelle verso Francesco sono a mi avviso più forti e sono soprattutto interne».

Può fare degli esempi di queste resistenze?
«Ci sono alcune resistenze che si sono manifestate pubblicamente, altre mugugnate, altre inespresse e caratterizzate dal silenzio e dal distacco. C'è chi non sopporta la minore insistenza della predicazione papale sui temi etici. Ma c'è anche l'approccio pastorale di Francesco che mette in discussione il modo di governare dei vescovi, che si sentono dire dalla gente: "Perché non fai come il Papa?". Non voglio fare indebite generalizzazioni, ma sono convinto del fatto che queste resistenze ci sono. Del resto Francesco nei primi sei mesi di pontificato ha detto tutto quello che pensa, i punti sui cui lavorare e cambiare. Non ha fatto come Paolo VI, che si esprimeva col contagocce, cercando di assestare sempre un colpo al cerchio e uno alla botte. Le resistenze vengono da chi non vuol mettersi in discussione e non vuole cambiare».

Perché anche il silenzio per lei equivale a una «resistenza»?
«È un modo di fare come se nulla fosse accaduto, come se il Papa non testimoniasse un modello da seguire. C'è chi sottolinea che Francesco è poco "teologo". Mi fa sorridere, se penso che prima si diceva che Benedetto XVI era "troppo teologo", a dimostrazione del fatto che il Papa "buono" è sempre quello che c'era prima. Certo, bisognerà pure far notare che oggi queste resistenze arrivano da coloro che per anni hanno sottolineato l'importanza dell'autorità del Papa e dell'obbedienza al Papa. È curioso che per alcuni valga questo ragionamento: se il Papa non è come dico io e non fa quello che dico io, è un Papa a metà. Ma il cattolicesimo non è un'ideologia, è una forza dinamica che cresce nella storia. Voglio ripeterlo: non bisogna generalizzare, perché ci sono anche tanti vescovi entusiasti e là dove il messaggio di Francesco arriva (ricordiamo che non arriva sempre e dappertutto) c'è una grande reazione positiva e una ripresa di vita nella Chiesa a livello popolare».

Alcune delle critiche più accese al Papa arrivano dalla galassia di siti e blog del cosiddetto mondo tradizionalista, ma anche - è il caso italiano - da circoli mediatico-intellettuali, come nel caso degli articoli del quotidiano «Il Foglio»...
«Sì, però quei contenuti che lei cita sono comunque espressione condivisa da settori del mondo ecclesiale. È una reazione al venir meno di una certa visione della società secolarizzata nella quale un cristianesimo minoritario combatte per certi valori etici. Francesco invece parla di un cristianesimo di popolo, missionario».

E come giudica invece la reazione dei movimenti al nuovo pontificato?
«Il cristianesimo non è un'ideologia, la Chiesa non cambia linea come cambiava linea il PCUS, ma come ho detto, cresce nella storia. I cattolici sono fedeli al Papa da Pio XII a Francesco. Questo significa essere cattolici. Altrimenti si è ideologici. E oggi ci sono riduzioni e visioni ideologiche che stanno saltando. Anche i movimenti si devono sintonizzare con "Evangelii gaudium" e non auto-riprodurre se stessi».

Nei primi mesi di pontificato c'era chi prevedeva - e in qualche caso sembrava anche auspicare - la fine della cosiddetta "luna di miele" del Papa con i media e con la gente. Invece sembra continuare...
«La luna di miele non è finita perché non è un fenomeno mediatico ma qualcosa di ben più sostanzioso. Certo, il passo necessario nella Chiesa è recepire ciò che Francesco testimonia e un modello di evangelizzazione e di pastorale che propone. È un modello davvero all'altezza delle sfide dei nostri tempi proposto da un Papa che è nato, vissuto e ha fatto il vescovo in una megalopoli come Buenos Aires».


O texto  de Andrea Riccardi, na Famiglia Cristiana, em italiano

Chi resiste a papa Francesco - Andrea Riccardi: 17/03/2014

Non nascondiamolo: c'è chi cerca di ignorare il Papa e chi non vuole il cambiamento. Dentro e fuori la Chiesa.

La simpatia della gente per il Papa non si attenua dopo un anno. Francesco guida i cristiani alla riscoperta del Vangelo (domenica scorsa ha chiesto a tutti di leggerlo). Vuole che si esca dagli spazi abituali, dalle chiese, dai luoghi comuni, per comunicare la fede, incontrare la gente, soprattutto i poveri. Parla a tutti: vescovi, preti, comunità cristiane, laici, credenti in difficoltà, religiosi, suore... Nessuno escluso, anche se le storie e le responsabilità sono diverse.

La proposta è “uscire” con fede, come dice nell’Evangelii gaudium, suo vero programma. Trovo entusiasmante partecipare a questa “primavera”. Eppure, ci sono resistenze dentro la Chiesa. Perché? È contraddittorio che cristiani non gioiscano di questa stagione felice. Soprattutto è strano che taluni, dopo aver tanto parlato dell’autorità del Papa, non prestino attenzione a Francesco.

Taluni ignorano il Papa. Ci sono le resistenze di chi non vuole cambiare, non vuole vivere in maniera impegnata o semplicemente lavorare di più. Sembrano quelle del figlio maggiore della parabola del padre misericordioso: perché tanta attenzione al figliol prodigo? Perché aprire tanto alla gente?

Ma ci sono resistenze più strutturate. Si sottovaluta il discorso del Papa, troppo semplice, e lo si contrappone a quello di Benedetto XVI, più alto e dotto (così si va contro il sentire profondo del Papa emerito). Per una visione ideologica del cristianesimo, la Chiesa non cresce e si blocca in un modello o in una formula. Forse, non ci si rende conto delle gravi sfide in varie parti del mondo rivolte al cristianesimo.

Le tante resistenze sono il segno che il Papa sta cambiando la Chiesa. Lo storico sa, però, che nel Novecento un Papa non ha mai avuto tante resistenze come Francesco. Ci fu la forte critica post-conciliare a Paolo VI. Ma allora c’era una contestazione generale verso tutti. Si critica Bergoglio perché trascurerebbe i valori etici. Lui insiste che il suo problema è comunicare soprattutto il cuore del Vangelo. L’atteggiamento del Papa, non proclive al clericalismo, aprirebbe la strada alla critica (indisciplinata) dei fedeli verso i vescovi e i preti.

In realtà, la gente recepisce l’esempio del Papa come stimolo per tutti. Non è positivo creare un movimento di interesse alla Chiesa e alla fede? La verità è che il Papa, con i suoi interventi, ha aperto il cuore, ha rivelato pensieri, preoccupazioni e priorità. Non si è comportato in maniera politica con la Chiesa. La sua è una sensibilità pastorale. Chiede di condividerla in una rinnovata missione. Una proposta franca ed evangelica mette tutti di fronte alle proprie responsabilità. Così nascono le resistenze. Ma soprattutto un vasto popolo di Dio si è messo in movimento: verso un ascolto nuovo del Vangelo e verso la gente. Come non esserne contenti?

>> Este foi meu post de número 3000. Observatório Bíblico está online desde 7 de dezembro de 2005.

terça-feira, 18 de março de 2014

Kaiana, distro brasileira, começa a tomar forma

A equipe de desenvolvimento do projeto União Livre anunciou em fevereiro de 2014 a liberação da primeira versão alfa do Kaiana, distro brasileira, que, me parece, será uma retomada, melhorada, do descontinuado Big Linux. Essa versão é construída utilizando o Kaiana Iso Generator (KIG) 1.0.6, uma ferramenta de geração de sistemas a partir dos pacotes compilados de um repositório. No caso é utilizado o repositório Ubuntu, alguns repositórios extras e o repositório do Projeto União Livre. Os pacotes da base são do Ubuntu 14.04 e Kernel 3.13.0-11-generic. Suporte via Fórum União Livre. A versão alfa do Kaiana saiu em 26.02.2014.

Linux: The first alpha build of the upcoming Kaiana, a operating system designed by brazilian community of free software (União Livre). Release of Kaiana-Alpha1: February 26, 2014.


BigBruno, do Big Linux, escreveu no fórum em 14.03.2014:

O BigLinux acabou, a busca pelo sistema perfeito não: O projeto União Livre e Kaiana estão prontos para substituir o BigLinux.

E recomendou os seguintes endereços:
http://kaiana.com.br
http://uniaolivre.com
https://www.facebook.com/groups/uniaolivrelinux

Crise dos biblioblogs?

Penso que não. Há mudanças com o tempo. Só isso.

Este é um assunto que sempre vem à tona, o que mostra que a biblioblogosfera continua muito viva.

Li, sobre isso, interessante post de Claude Mariottini, publicado ontem: Are Biblioblogs Dying? [Os biblioblogs estão morrendo?]

Que por sua vez, comenta texto, com o mesmo título, de Brian LePort, em seu blog Near Emmaus.

Dê uma olhada.

Resenhas na RBL: 14.03.2014

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Alan Appelbaum
The Rabbis’ King-Parables: Midrash from the Third-Century Roman Empire
Reviewed by Rachel Adelman

Hans Ausloos and Bénédicte Lemmelijn
The Book of Life: Biblical Answers to Existential Questions
Reviewed by Jordan M. Scheetz

Kevin Corrigan and John D. Turner, eds.
Plato’s Parmenides and Its Heritage, Volume 1: History and Interpretation from the Old Academy to Later Platonism and Gnosticism
Reviewed by Thomas P. Nelligan

Kevin Corrigan and John D. Turner, eds.
Plato’s Parmenides and Its Heritage, Volume 2: Reception in Patristic, Gnostic, and Christian Neoplatonic Texts
Reviewed by Thomas P. Nelligan

Tom Holmén, ed.
Jesus in Continuum
Reviewed by Sarah E. Rollens

Magnar Kartveit
Rejoice, Dear Zion! Hebrew Construct Phrases with “Daughter” and “Virgin” as Nomen Regens
Reviewed by Peter Bekins

Joseph A. Marchal, ed.
Studying Paul’s Letters: Contemporary Perspectives and Methods
Reviewed by Brian J. Robinson

Tyler D. Mayfield
Literary Structure and Setting in Ezekiel
Reviewed by Richard G. Smith

Ian Paul and David Wenham, eds.
Preaching the New Testament
Reviewed by Jay Harrington

Eckhard J. Schnabel
Acts
Reviewed by Daniel L. Smith


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domingo, 16 de março de 2014

Verba volant, scripta manent

Spoken words fly, written words remain

A manipulação da plateia: pequena análise dos resultados de uma pesquisa sobre a mídia impressa do Brasil - Mino Carta: CartaCapital 14/03/2014

O caminho da mídia impressa tende a ser o da análise qualificada, da lavra de quem tem autoridade para tanto, e do chamado “furo”, a informação exclusiva e reveladora da qual somente você dispõe. É no futuro deste jornalismo impresso de qualidade, ética e estética, que me permito acreditar. Infelizmente, o jornalismo brasileiro escolheu o caminho oposto, vergonhosamente sectário, manipulador da informação, incapaz de qualquer resquício de estilo literário. Não sei o que haveria de acontecer para evitar o desastre final.

Entrementes, palavras, no ar, se desvanecem. Escritos, porém, permanecem...

Leia Mais:
Internet cresce, mídia impressa encolhe

Você sabe o que é o Marco Civil da Internet?

Você sabe o que é o Marco Civil da Internet?

O Marco Civil da Internet é um projeto de lei que estabelece princípios, garantias, direitos e deveres dos usuários da Internet. Ele vai funcionar como uma espécie de “Constituição da Internet”. A necessidade dessa “Constituição” veio sobretudo porque, após 18 anos de uso da Internet no Brasil, não há qualquer lei que estabeleça diretrizes para proteger os direitos do cidadão nas redes – que, hoje, estão constantemente ameaçados por uma série de práticas do mercado.

Leia o texto completo.

Leia Mais:
Marco Civil da Internet

sábado, 15 de março de 2014

Francisco: expectativas e desafios no segundo ano

Última atualização: 16/03/2014 - 15h20

:: O que seria da Igreja se Francisco fracassasse - Notícias: IHU On-Line 15/03/2014
E se o Papa Francisco fracassasse? Não há dúvida de que, por trás das aberturas reformistas do cardeal Kasper e de outros cardeais, esteja justamente o papa, mas o que aconteceria se as reformas desejadas não chegassem ao seu fim e as expectativas de uma nova primavera se revelassem apenas ilusões?  A análise é do teólogo italiano Vito Mancuso, ex-professor da Università Vita-Salute San Raffaele, de Milão, em artigo publicado no jornal La Repubblica, 14/03/2014 [Che ne sarebbe della Chiesa se fallisse Francesco].

:: Em seu segundo ano, Papa defronta-se com expectativas de que mudanças virão - Notícias: IHU On-Line 15/03/2014
O Papa Francisco marcou o primeiro aniversário de seu papado na quinta-feira (13/03/2014), período que o deixou tão célebre em todo o mundo que recentemente se sentiu obrigado a deflacionar-se da aura de “super-homem”. É um astro das capas de revista e das mídias sociais, louvado por sua personalidade acolhedora e não julgadora e por seu abraço aos pobres, bem como por sua determinação em reformar a burocracia ossificada do Vaticano. No entanto, este segundo ano provavelmente se mostrará mais desafiador, em parte por causa do próprio sucesso do pontífice. Ele levantou expectativas de que poderá trazer mudanças importantes à Igreja Católica de Roma – mesmo se as opiniões divergirem sobre quais mudanças são necessárias e quais Francisco realmente apoia. A reportagem é de Jim Yardleymarch, publicada pelo jornal New York Times, 12/03/2014.

:: Após um conclave que demandou reformas, um ano de “ar fresco” - Notícias: IHU On-Line 12/03/2014
"Um ano depois, as reformas de Bergoglio estão sendo muito mais profundas e amplas do que a maioria, se não todos, de seus eleitores poderia antecipar. O cardeal da Inglaterra Cormac Murphy-O’Connor assim diz: 'Todos queríamos mudanças e reformas, mas não acho que algum de nós esperava tanto ar fresco!'", escreve Gerard O’Connell, jornalista, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 08/03/2014.

:: O meu primeiro ano como papa. Entrevista com o Papa Francisco - Notícias: IHU On-Line 05/03/2014
Um ano se passou desde aquele simples "boa noite" que comoveu o mundo. O arco de 12 meses, assim entendidos – não só para a vida da Igreja – custa para conter a grande quantidade de novidades e os muitos sinais profundos da inovação pastoral de Francisco. Estamos em uma salinha de Santa Marta. Uma única janela dá para um pequeno pátio interno que descerra um minúsculo canto de céu azul. O dia está belíssimo, primaveril, quente. O papa sai de repente, quase de súbito, de uma porta, e tem um rosto relaxado, sorridente. Olha divertido para os muitos gravadores que a ansiedade senil de um jornalista colocou sobre uma mesa. "Funcionam? Sim? Bom". A reportagem é de Ferruccio de Bortoli, publicada no jornal Corriere della Sera, 05/03/2014 ["Benedetto XVI non è una statua. Partecipa alla vita della Chiesa"].

:: Leonardo Boff: Francisco combina ternura e vigor - Observatório Bíblico 16/12/2013
Leonardo Boff analisa primeiro ano do Papa Francisco - Eduardo Febbro: Carta Maior 12/12/2013 - Nesta entrevista Leonardo Boff faz um lúcido balanço das esperanças suscitadas por Francisco, das perspectivas de transformação que se levantam no horizonte, dos atos já cumpridos e dos que virão. O teólogo brasileiro está convencido de que, com Francisco, chegou muito mais que um homem vindo de longe: com ele chegou ao Vaticano outra filosofia de vida, de política, outra prática pastoral, outra sociologia e outro cristianismo inspirados nas raízes do continente.

:: Como é ter o Papa Francisco como seu chefe? Depende de onde você trabalha - Notícias: IHU On-Line 15/03/2014
Como é vir para o trabalho todos os dias quando seu chefe é o papa? No momento em que se marca um ano desde a eleição do Papa Francisco, a resposta provavelmente depende de se você for um trabalhador experiente ou novato, e se concorda com as reformas da burocracia vaticana ou se fica saudoso das velhas práticas. A reportagem é de David Gibson, publicada pelo Religion News Service, 13/03/2014.

:: Papa Francisco: populista ou Teologia do Povo? - Notícias: IHU On-Line 15/03/2014
A um ano da chegada ao papado de Jorge Mario Bergoglio, em Roma e em outras partes do mundo, discute-se ainda qual é a corrente teológica que inspira Francisco. Para compreender de onde surgem os gestos e as ações do Papa é necessário escavar em seu passado. Ali se encontram pistas na chamada “Teologia do Povo”, cujos máximos expoentes o pontífice conheceu e apreciou. Em entrevista ao Vatican Insider o padre Antonio Grande, reitor do Colégio Sacerdotal Argentino de Roma, explicou as implicações desse pensamento. A entrevista é de Andrés Beltramo Álvarez e publicada no sítio Vatican Insider, 14/03/2014 [Papa Francisco: ¿teología del pueblo o populista?].

:: O conclave visto de perto - Notícias: IHU On-Line 13/03/2014
"Eu estava sentado ao lado dele, ele estava à minha direita, e trocávamos algumas pequenas meditações, em voz baixa, ao pé do ouvido...". Assim começa, como uma filmagem ao vivo, o relato de outro protagonista do conclave que elegeu o primeiro papa latino-americano da história, um cardeal também desta parte do mundo, Cláudio Hummes, arcebispo emérito da diocese de São Paulo, Brasil. Um ao lado do outro, como já ocorria há muito tempo, no conclave de 2005, nos sínodos da última década, nas liturgias solenes, unidos por aquele critério inexorável que é a idade. A reportagem é de Alver Metalli, publicada no sítio Vatican Insider, 09/03/2014 [Bergoglio visto da vicino].

:: O conclave que mudou a Igreja - Notícias: IHU On-Line 15/03/2014
São as 17h34min do dia 12 de março de 2013 quando o mestre de cerimônias litúrgicas Guido Marini, com os movimentos medidos, legado dos ensinamentos do cardeal genovês Giuseppe Siri, anuncia com voz tímida "extra omnes", "todos para fora" da Capela Sistina. Além dos 115 cardeais eleitores, do mais jovem (o indiano Isaac Cleemis Thottunkal, então com 53 anos) ao mais idoso (o cardeal alemão Walter Kasper, que completou 80 anos pouco depois do dia final do pontificado de Bento XVI, 28 de fevereiro), continuam na Capela Sistina apenas Marini e o cardeal maltês Prospero Grech, com mais de 80 anos, encarregado de iluminar os eleitores com uma última meditação. A reportagem é de Marco Ansaldo e Paolo Rodari, publicada no jornal La Repubblica, 12/03/2014.

:: O conclave de Bergoglio - Notícias: IHU On-Line 15/03/2014
O que aconteceu na Sistina, entre os dias 12 à tarde e 13 de março de 2013, foi consequência dos intensos e francos debates que os cardeais (eleitores e não eleitores) tiveram uma semana antes do Conclave. Muitos, muitíssimos dos discursos cardinalícios enfatizavam a necessidade de uma clara mudança de direção na gestão de uma Cúria que parecia muito atingida pelas lutas internas e alguns grupos de poder. Inclusive, talvez, os meios de comunicação traçaram um panorama muito obscuro, porém os que de dentro do Vaticano se obstinavam a culpar os jornalistas (aqueles que viam somente o dedo que apontava o sol) tiveram uma desagradável surpresa nesse dia. Os purpurados de todo o mundo chegaram bem informados e com as ideias muito claras em relação às mudanças necessárias. A reportagem é de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 13/03/2014 [Il conclave di Bergoglio].

:: Primeiro ano do Papa Francisco reflete expectativas de mais mudanças - Dermi Azevedo: Carta Maior 14/03/2014
O primeiro ano de governo do papa Francisco reflete-se em um balanço positivo de sua atuação, com amplas expectativas de que mais mudanças sejam implementadas na Igreja Católica Romana. Que a tornem coerentes com  as conclusões do Concílio Vaticano II. O primeiro ano do papa Francisco é tema de análise na mídia de todo o mundo. Mas, o que mudou realmente com o papa argentino? A primeira mudança é de caráter teológico e político...

sexta-feira, 14 de março de 2014

Resenhas na RBL: 06.03.2014

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Jason David BeDuhn
Augustine’s Manichaean Dilemma, Volume 2: Making a “Catholic” Self, 388–-401 C.E.
Reviewed by Timothy Pettipiece

Hermann V. A. Kuma
The Centrality of  [haima] (Blood) in the Theology of the Epistle to the Hebrews: An Exegetical and Philological Study
Reviewed by James Harrison

Rubén Muñoz-Larrondo
A Postcolonial Reading of the Acts of the Apostles
Reviewed by Christina Petterson

Alissa Jones Nelson
Power and Responsibility in Biblical Interpretation: Reading the Book of Job with Edward Said
Reviewed by Peter-Ben Smit

Stanley E. Porter and Matthew R. Malcom, eds.
Horizons in Hermeneutics: A Festschrift in Honor of Anthony C. Thiselton
Reviewed by Donald A. Hagner

Daniel Lynwood Smith
The Rhetoric of Interruption: Speech-Making, Turn-Taking, and Rule-Breaking in Luke-Acts and Ancient Greek Narrative
Reviewed by Alex Damm

Holger Strutwolf and Klaus Wachtel, eds.
Novum Testamentum Graecum Editio Critica Maior, Parallelperikopen: Sonderband zu den synoptischen Evangelien
Reviewed by Thomas J. Kraus

James C. VanderKam
The Dead Sea Scrolls and the Bible
Reviewed by Don Garlington

Markus Vinzent
Christ’s Resurrection in Early Christianity and the Making of the New Testament
Reviewed by Howard Williams

Tzemah L. Yoreh
The First Book of God
Reviewed by Marvin A. Sweeney


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sábado, 8 de março de 2014

Internet cresce, mídia impressa encolhe

:: Ibope: internet dispara, jornais impressos afundam - Brasil 24/7: 07/03/2014
Levantamento nacional divulgado nesta sexta-feira 7 pelo ministro-chefe da Secretaria da Comunicação Social, Thomas Traumann, aponta internet como o meio de comunicação que mais cresce entre os brasileiros; um quarto da população já acessa a rede diariamente, com uma intensidade média de 3h39 minutos por dia; é mais tempo do que os telespectadores passam em frente à TV; crise da mídia impressa é total: 75% dos entrevistados afirmaram que não leem mais jornais; mídia mudou de forma veloz, radical e irreversível.

:: Internauta passa quase quatro horas por dia na web - Paulo Victor Chagas: Agência Brasil 07/03/2014
Apesar de ser acessada costumeiramente por menos de metade da população, a internet é o meio de comunicação que mais toma tempo dos brasileiros. De acordo com pesquisa divulgada hoje (7) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR), o brasileiro gasta em média 3h41 do seu dia navegando na internet (...) Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2014 – Hábitos de Consumo de Mídia pela População Brasileira, 26% das pessoas acessam a internet todos os dias. Percentual que se reduz à medida que diminuem os dias de acesso na semana, até atingir o mínimo de 4% de brasileiros que dizem entrar na internet pelo menos uma vez na semana.

:: TV é o meio de comunicação preferido dos brasileiros, revela pesquisa - Karine Melo: Agência Brasil 07/03/2014
A televisão é o meio predileto de comunicação dos brasileiros (76,4%), seguido da internet (13,1%). Os dados fazem parte  da Pesquisa brasileira de mídia 2014 - Hábitos de consumo de mídia pela população brasileira, divulgada hoje (7) pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República.

:: Mídia pública ainda não é lembrada por brasileiros - Paulo Victor Chagas: Agência Brasil 07/03/2014
Os meios de comunicação públicos ainda não são citados espontaneamente pela população. Os brasileiros não mencionam a TV Brasil nem a Rádio Nacional, por exemplo, quando perguntados qual emissora de TV ou estação de rádio mais acessam. Os dados são da Pesquisa Brasileira de Mídia, divulgada hoje pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR). De acordo com a publicação Hábitos de Consumo de Mídia pela População Brasileira, encomendada pela Secom e feita pelo Ibope Inteligência, programas da TV Brasil e emissoras de rádio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) apenas são lembrados pelos cidadãos brasileiros quando seus nomes são estimulados pelos entrevistadores. A empresa foi criada em 2007 para fortalecer o caráter público e cidadão da mídia brasileira e é responsável pela Agência Brasil, por oito emissoras de rádio, pela TV Brasil, TV Brasil Internacional, Radioagência Nacional e Portal EBC. Com autonomia para definir a produção de programas, os veículos da EBC disseminam conteúdos jornalísticos, educativos, culturais e de entretenimento para levar informações de qualidade ao público.

Declarações de gente invisível

Isso existe. E: declarações de gente invisível podem ser inventadas e sustentadas... Isso é visível.

Leia:  Dilma, Lula e as intrigas da mídia - Altamiro Borges: Carta Maior 05/03/2014

Nem a ombudswoman da Folha, Suzana Singer, aguentou tantas futricas e intrigas dos colunistas de aluguel do tucanato para jogar Dilma Rousseff contra Lula. Mas se vê que os conselhos de Suzana Singer não servem para nada!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Fim do suporte ao Windows XP

Após 8 de abril de 2014, o suporte e as atualizações do Windows XP não estarão mais disponíveis.

Veja, no site da Microsoft, O que significa o fim do suporte ao Windows XP?

Quem usa o Windows XP deveria ler um pouco sobre o assunto.

Isto significa ler um pouco além da Microsoft, pois, para ela, sair do XP é ir direto para o 8.1.

Entretanto, muita gente recomenda outras soluções.

Leio: Companhias da Espanha, Alemanha e, principalmente, China, estão preferindo adotar o Ubuntu e manter o mesmo hardware já existente, em vez de investir em novas máquinas para usar as edições mais recentes do Windows (Canaltech: 17/02/2014).

Sugestões? Li e gostei:

If You're Using Windows XP You Need To Read This - Gizmo's Freeware: Updated 4. March 2014 - 8:37 by rob.schifreen

E gostei mais dos comentários, com interessantes soluções.

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Atualização em 25.07.2014 - 10h30
Sobre como proteger melhor o Windows XP, acabei de ler um texto interessante publicado ontem, 24/07/2014, em Gizmo's Freeware: Four Ways to Make Windows XP Systems More Secure [Quatro maneiras de tornar o seu XP mais seguro].
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Observe a ficha informativa de ciclos de vida dos SO Windows.

Fim do suporte:

. Windows XP: 8 de abril de 2014 (lançamento: 31 de dezembro de 2001)

. Windows Vista: 11 de abril de 2017 (lançamento: 30 de janeiro de 2007)

. Windows 7: 14 de janeiro de 2020 (lançamento: 22 de outubro de 2009)

. Windows 8: 10 de janeiro de 2023 (lançamento: 30 de outubro de 2012)

quarta-feira, 5 de março de 2014

Novo livro de Thomas Römer

RÖMER, T. La Bible, quelles histoires!: Entretien avec Estelle Villeneuve. Montrouge/Genève: Bayard Éditions/Labor et Fides, 2014, 288 p. - ISBN 9782227482203.

Sobre o livro, publicado agora em fevereiro de 2014, escreve Christophe Lemardelé em Désacraliser la Bible par l’histoire: Mediapart: 02/03/2014

(...) L’ouvrage dont il est ici question est à même d’opérer cette même entreprise de «vulgarisation» – en fait, de mise à disposition du grand public – des connaissances scientifiques sur l’objet «Bible» car c’est un entretien mené par l’archéologue, journaliste et éditrice Estelle Villeneuve avec le professeur Römer. Le «style oral» de cet ouvrage permet donc au lecteur de comprendre plus aisément des problèmes complexes comme la concurrence de mythes fondateurs (autochtonique et exodique) dans les deux premiers livres bibliques ou la référence à deux divinités distinctes (El et Yahvé, un chef du panthéon et un dieu de l’orage) en ce qui concerne l’émergence du monothéisme. Autant dire que la synthèse des recherches actuelles opérée par Thomas Römer dans ce livre a de quoi surprendre le lecteur qui aurait rangé la Bible dans la catégorie trop simple de la littérature pour croyants. Car les textes bibliques sont avant tout une littérature s’étalant sur presque un millénaire, bien que concentrée sur une période difficile à situer précisément (entre le vie et le ive siècle av. J.-C.), littérature historiographique qu’il s’agit de déconstruire historiquement afin d’en dévoiler les enjeux idéologiques.

Évidemment, le lecteur agnostique et étranger à la culture judéo-chrétienne peut très bien trouver totalement inutile de s’intéresser à des textes si anciens. Pourtant, le mythe de la terre promise autour d’un Moïse plus littéraire qu’historique et celui d’un grand royaume unifié sous David et Salomon – mythe déconstruit par l’archéologue Israel Finkelstein cette dernière décennie – n’ont cessé d’irriguer l’imaginaire idéologique de nations modernes comme les États-Unis ou Israël. On ne peut penser, comme on le faisait au siècle passé, que nos sociétés ne puisent leurs références que dans un passé proche. Le retour du religieux, si souvent évoqué de manière quelque peu prophétique, n’est en fait qu’une présence qui n’a jamais réellement disparu et qui peut être réactivée par des enjeux actuels. Il est donc important, comme le déclare Thomas Römer, de ne pas laisser ces textes aux seules communautés religieuses, ni même à tous ceux qui s’avèreraient prompts à en faire des interprétations très approximatives et totalement anachroniques. Non seulement les textes bibliques restent d’une importance cruciale dans notre présent politique, mais ils font en outre partie de notre patrimoine historique, au-delà donc d’un patrimoine culturel et religieux (continua)

terça-feira, 4 de março de 2014

Direita prega golpe abertamente

O que tudo isso faz lembrar a você que viveu os anos de chumbo?

Leia: Folha aposta em “instabilidade política” contra Dilma - Eduardo Guimarães: Blog da Cidadania 04/03/2014.

Se fosse necessária mais alguma prova de que no ano em que o golpe militar de 1964 completa 50 anos a situação política no Brasil se parece como nunca com a daquele período trágico de nossa história, a convocação de uma segunda edição da infame Marcha da Família com Deus pela Liberdade no mesmo mês em que aquele golpe aniversaria elimina qualquer dúvida. 

Como há meio século, a imprensa brada contra a “incompetência do governo” na gestão da economia e “contra a corrupção”, porta-vozes da extrema direita reclamam (abertamente) uma “intervenção militar já”, as ruas são transformadas em praças de guerra com incêndios e depredações na via pública enquanto manifestantes portam cartazes e repetem frases insultantes a quem governa o país…

O que tudo isso faz lembrar a você que viveu os anos de chumbo?

segunda-feira, 3 de março de 2014

Ucrânia: leituras

Última atualização: 08/03/2014 - 10h15

:: Seis notas para compreender o que se passa na Crimeia - Alberto Sicília, de Kiev, no blog Principia Marsupia, em Carta Maior 01/03/2014
A situação pode degenerar numa guerra civil? Putin intervirá militarmente? Continuará a Ucrânia a ser um país ou caminha para a secessão? 

::  A Ucrânia no caminho das superpotências - Jeferson Miola: Carta Maior 02/03/2014
A despeito de toda pantomima diplomática da UE na Ucrânia, é inocultável que o protagonismo decisivo no tabuleiro pertence aos EUA. A UE é, na realidade, coadjuvante, um ator subsidiário. A potência norte-americana financia os setores oposicionistas, a maioria deles de extrema-direita e neonazistas. E se movimenta politicamente e diplomaticamente como parte natural do problema. A atuação estadunidense obedece a duas lógicas: uma, econômica e energética; e outra, doutrinária.

:: Os velhos e novos amigos europeus da extrema-direita ucraniana - Anton Shekhovtsov: Search Light, em Carta Maior 02/03/2014
No seu país de origem, o partido de extrema-direita Svoboda usou suas ligações na Europa para fins de relações públicas, imagem e propaganda.

:: Ucrânia: o plano mais idiota de Obama - Mike Whitney: CounterPunch, em Carta Maior 03/03/2014
Aliar-se com os neonazistas na Ucrânia: de todos os planos idiotas que Washington elaborou nos últimos dois anos, este é o mais idiota de todos.

:: Ucrânia: entre máfias e o expansionismo militar - Alejandro Nadal: La Jornada, em Carta Maior 06/03/2014
A crise na Ucrânia pode desembocar em uma luta armada de consequências terríveis. Mesmo que não desemboque em uma guerra, o conflito na Ucrânia e na Crimeia marcará de maneira decisiva as relações internacionais e as percepções entre os europeus, norte-americanos e russos durante os próximos quinquênios. As raízes dessa crise constituem um tema complexo e, por isso, é preciso desconfiar das narrativas simplistas (provenientes de Moscou ou Washington). Entre as causas que levam ao conflito atual se encontra a expansão do militarismo norte-americano, que nunca abandonou suas obsessões da Guerra Fria. Também está na voracidade do capital financeiro, que busca consolidar o neoliberalismo na Ucrânia.

:: Cinco perguntas e respostas sobre a invasão russa da Crimeia - Alberto Sicília, de Kiev, no blog Principia Marsupia, em Carta Maior 06/03/2014
Está para começar uma guerra pela Crimeia? Eu acho que não. Parece-me que o presidente interino da Ucrânia fez essas declarações virado para a plateia internacional. Quer chamar a atenção sobre a situação do seu país para que a Europa e os EUA o ajudem, sobretudo economicamente. As reservas do Banco Central da Ucrânia são ínfimas atualmente. O governo de Kiev sabe que já perdeu a Crimeia. E o problema para eles não são só as tropas do Kremlin, mas sim que, além disso, a maioria da população aqui apoia os russos e considera ilegítimo o governo de Kiev.

sábado, 1 de março de 2014

Biblical Studies Carnival 96

Seleção de postagens dos biblioblogs em fevereiro de 2014.

Biblio-blog Carnival Time!: The February '14 Edition

Trabalho feito por Aaron White, do biblioblog Mosissimus Mose.

E há também The February Carnival: The Mark Driscoll Edition. De Jim West.