segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Poderia Marina dizer a que veio?

Se Marina hoje não pode nos dizer a verdade, é preciso que sejamos capazes de dizer a verdade a Marina.

Por que Marina não pode dizer a verdade? - Juarez Guimarães: Carta Maior 13/09/2014

Evitar dizer a verdade, contorná-la, contrariá-la ou simplesmente silenciar sobre ela, é um princípio básico de sobrevivência de uma candidatura que não é mais o que era e não pode dizer abertamente o que agora se tornou.

Faz parte do ator político transformista devorar o passado, inclusive o próprio, e inscrever-se em um tempo messiânico que promete o novo. Isto é para ele uma necessidade já que não pode explicar a razão de sua mudança, as rupturas que teve que fazer e os novos compromissos que teve de assumir.

Toda a violência da ação transformista de Marina está inscrita nesta passagem da política de opiniões fundamentalistas sobre temas da moral – por definição, o fundamentalista é aquele que defende verdades para além dos séculos e das circunstâncias - para a política pragmática, que, por definição, é aquela que ajusta a sua política à necessidade de vencer a todo custo.

Uma política carismática deve oferecer ao seu público as provas de sua autenticidade. Se a autenticidade lhe é desmentida, o carisma vem abaixo. Mas a verdade – uma relação clara e nítida com os seus eleitores – é, como procuramos demonstrar, o que Marina não pode mais representar.

Na política, assim como na vida, há momentos em que é preciso defender as pessoas que já amamos e cujo passado admiramos, do que elas vieram a ser e fazer contra a dignidade da sua própria memória. Se Marina hoje não nos pode dizer a verdade, é preciso – é absolutamente necessário – que sejamos capazes, democraticamente e de modo sereno, de dizer a verdade a Marina.

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