quinta-feira, 15 de maio de 2014

Eleições no Brasil e geopolítica dos EUA

Os EUA estão deixando o Iraque e o Afeganistão em segundo plano e se preparando para enquadrar a China e também os BRICs. Neste cenário de reposicionamento, a eleição presidencial no Brasil desempenha um papel central, avalia o economista Marcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo. 'O ataque à Petrobras não é só eleitoral, mas tem também um elemento de disputa comercial', diz. 

Isso explica sua extremada agressividade contra a Rússia na questão ucraniana, entre outras e também, em parte, a enorme campanha publicitária pela mídia de direita contra o atual governo brasileiro. A direita mundial quer derrubar quantos governos insubmissos às Potências Ocidentais puder, o mais rápido possível, antes que seja tarde demais (embora já seja - na verdade - muito provavelmente - tarde demais). Nesse contexto, o Brasil que se prepare, pois deve vir muito mais chumbo grosso total contra a candidatura governista nessas próximas eleições. A direita não só brasileira, mas mundial, está jogando pelo tudo ou nada no Brasil, país chave para o controle de toda a América do Sul, inclusive a Venezuela (Victor Emanuel Giglio Ferreira).


A eleição de 2014 no Brasil e o reposicionamento geopolítico dos EUA  - Marco Aurélio Weissheimer: Carta Maior 14/05/2014
A avaliação é do economista Marcio Pochmann, ex-presidente do IPEA e atual presidente da Fundação Perseu Abramo (...) Ao contextualizar o cenário internacional no qual se dará a disputa eleitoral este ano Brasil, Pochmann destacou como tema central o reposicionamento dos Estados Unidos. “Desde 2008, os Estados Unidos estão com um problema sério e olham para a China cada vez com mais atenção. Os EUA estão deixando o Iraque e o Afeganistão em segundo plano e se preparando para enquadrar a China  e também os BRICs. Além disso, estão enfrentando a crise energética apostando no xisto e ganharam em competitividade com a redução do custo de sua mão-de-obra nacional. Hoje, os EUA querem se livrar do Iraque e do Afeganistão e se concentrar na China”. Neste cenário, acrescentou Pochmann, a eleição de 2014 no Brasil é chave para os Estados Unidos. Não é pouca coisa que está em jogo no futuro político do país. “O ataque que a Petrobras vem sofrendo não é só eleitoral, mas tem também um elemento de disputa comercial dramático. O Brasil precisa ter grandes empresas, públicas e privadas, para assumir uma posição menos periférica em um mundo onde as grandes corporações econômicas são responsáveis por dois terços dos investimentos em novas tecnologias. Além isso, precisa também construir um grande bloco de investimentos, como tivemos com Getúlio e JK, com capacidade de coordenar o investimento privado no país”.
Leia o texto completo.


Recomendo ainda o comentário do leitor Victor Emanuel Giglio Ferreira em 15/05/2014:
Realmente, a próxima eleição no Brasil deverá ser uma das mais acirradas e importantes de sua história, visto a presente situação de forças geopolíticas internacional. A ascensão da China (já primeira potência econômica mundial a partir de 2014 - PIB - PPP), da Índia (3a. potência), Rússia (6a. potência) e Brasil (7a. potência), todos não alinhados política e economicamente às antigas potências ocidentais, vem criando um progressivo novo balanço de forças no cenário mundial, com crescente perda de poder e influência desse Ocidente capitalista e neoliberal. Vem cada vez mais transparecendo um certo pânico dessas antigas potências, inclusive dos EUA, visto que dentro de uns 10 anos, a continuarem as coisas no presente rumo, esses países não alinhados ao Ocidente, e liderados pela China, já estarão em situação econômica francamente superior às antigas potências e passarão a dar as cartas no planeta. Washington demonstra cada vez mais inquietação e pressa em tentar reverter esse quadro futuro, que parece cada vez mais próximo e inexorável. Isso explica sua extremada agressividade contra a Rússia na questão Ucraniana, entre outras e também, em parte, a enorme campanha publicitária pela mídia de direita contra o atual governo brasileiro. A direita mundial quer derrubar quantos governos insubmissos às Potências Ocidentais puder, o mais rápido possível, antes que seja tarde demais (embora já seja - na verdade - muito provavelmente - tarde demais). Nesse contexto, o Brasil que se prepare, pois deve vir muito mais chumbo grosso total contra a candidatura governista nessas próximas eleições. A direita não só brasileira, mas mundial, está jogando pelo tudo ou nada no Brasil, país chave para o controle de toda a América do Sul (inclusive Venezuela). Se passarem mais quatro anos de governo insubmisso a eles no Brasil, o quadro mundial provavelmente tornará um retrocesso ao passado de neocolonialismo impossível. Esse é o desespero da oposição nacional e internacional contra o partido governista no Brasil.

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