quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ucrânia: outras leituras

Olererê, Baiana,
eu ia e não vou mais...
Eu faço
que vou
lá dentro, oh Baiana,
e volto do meio p'ra trás...

Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas


Ucrânia, negócio EUA−Rússia - Pepe Escobar: Redecastorphoto 07/04/2014
Quando vocês estiverem lendo isso, a Rússia já terá invadido a Ucrânia. Pelo menos, é o que o Supremo Comandante Aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Otan, o general da Força Aérea dos EUA, Philip Breedlove, anda espalhando. Breedlove-Supremo diz que os russos estão "prontos p'ra sair em ataque" e podem facilmente tomar o leste da Ucrânia. A imprensa-empresa ocidental já tirou do armário os coletes à prova de bala. Mas comparem-se Breedlove-Supremo e um diplomata adulto, o Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, que pediu à Otan que por favor desescale essa retórica pró-guerra "irracional", que também inclui pôr fim oficial a toda a cooperação civil e militar com a Rússia e movimentos militares no Leste da Europa. Enquanto a Otan – abreviatura de Divisão Europeia do Pentágono – entra em surto, sobretudo quando fala seu Secretário-Geral, o ridículo Anders Fogh Rasmussen, dinamarquês, que está de partida, vejamos o que realmente se passa, baseados em vazamentos dos dois campos, de Lavrov e do Secretário de Estado dos EUA, John Kerry. O coração da matéria – encoberto por uma barreira de histeria – é que nem Washington nem Moscou querem que a Ucrânia apodreça como ferida purulenta. Moscou disse a Washington, oficialmente, que não tem intenção de "invadir" a Ucrânia. E Washington contou a Moscou que, apesar de toda sua retórica demente, não quer expandir a Otan nem para a Ucrânia, nem para a Geórgia (continua).

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