sábado, 22 de março de 2014

1964: um golpe contra o povo brasileiro

Última atualização: 31/03/2014 - 17h30


1964. Um golpe civil-militar. Impactos, (des)caminhos, processos - IHU On-Line 437 - Ano XIV 17.03.2014

  • Jorge Ferreira:  Memória revisitada – O golpe e seu contexto histórico-político
  • Carlos Fico: A democracia brasileira derrubada pela “democracia” norte-americana
  • Pedro Cezar Fonseca: A modernização conservadora como modelo econômico
  • Cecília Coimbra: “A história do Brasil é a história da tortura”
  • Rodrigo Patto Sá Motta: Repressão e modernização: impactos do regime militar nas universidades
  • João Vicente Goulart: Comício da Central do Brasil – Propostas de mudanças socioeconômicas na estrutura do País 
  • Nelson Piletti: Dom Hélder Câmara, uma vida de transformação e resistência 

O Instituto Humanitas Unisinos - IHU, por meio de duas edições da IHU On-Line (esta e um segundo número, a ser lançado em 31/03/2014), assim como do Ciclo de Estudos 50 anos do Golpe de 64: Impactos, (des)caminhos, processos, faz mais do que resgatar a história e seus impactos em nossas sociedades. Busca realizar um manifesto à memória, à vida e ao direito de ser e viver em um país livre. Em sinal de respeito a todas as vítimas — os sobreviventes e os que tiveram menos sorte —, apresentamos esta edição.

Jorge Ferreira, professor da Universidade Federal Fluminense, resgata a história do país e traça um panorama das disputas pelo poder no Brasil republicano.

Já Carlos Fico, professor titular de História do Brasil na UFRJ, analisa as articulações políticas e militares entre Brasil e Estados Unidos que culminaram com o Golpe Civil-Militar de 1964.

Pedro Cezar Fonseca, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS, defende que a apropriação das reformas de Jango pelos militares mostra a relevância de sua implementação — que só não ocorreu anteriormente por motivos estritamente políticos.

O professor Rodrigo Patto Sá Motta, da Universidade Federal de Minas Gerais, explora os impactos do regime na educação universitária do país, que seguia paralelamente modelos autoritários e modernizadores.

Cecília Coimbra, psicóloga e diretora da ONG Tortura Nunca Mais, destaca a vigência da violência naturalizada durante a Ditadura Militar, mas que sempre fez parte da historiografia do país.

João Vicente Goulart, diretor do Instituto Presidente João Goulart, por sua vez, aborda a importância do comício de Jango na Central do Brasil e defende que o golpe não foi contra a presidência, mas contra o povo brasileiro.

Historiador e autor de livros sobre Dom Hélder Câmara, Nelson Piletti descreve o papel do arcebispo de Olinda e Recife na resistência à ditadura militar.

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