sábado, 31 de agosto de 2013

Dois temas fortes na mídia desta semana: vida e morte

Dois temas que nos acompanharam todos os dias desta última semana de agosto de 2013: o programa Mais Médicos - este é o tema da vida; e o iminente ataque norte-americano à Síria - aí campeia a morte.

Sobre os dois temas, dois textos imperdíveis foram publicados:

:: a carta do médico David Oliveira de Souza, do Sírio-Libanês, aos médicos cubanos, publicada pela Folha de S. Paulo em 31/08/2013.

:: o  editorial do jornal norte-americano National Catholic Reporter, publicado em inglês em 29/08/2013, traduzido para o português e publicado por Notícias: IHU On-Line em 31/08/2103.


Do primeiro texto, três trechos:
Bem-vindos, médicos cubanos. Vocês serão muito importantes para o Brasil. A falta de médicos em áreas remotas e periféricas tem deixado nossa população em situação difícil. Não se preocupem com a hostilidade de parte de nossos colegas. Ela será amplamente compensada pela acolhida calorosa nas comunidades das quais vocês vieram cuidar. A sua chegada responde a um imperativo humanitário que não pode esperar.

Caros colegas de Cuba, é correto que nós médicos brasileiros lutemos por carreira de Estado, melhor estrutura de trabalho e mais financiamento para a saúde. É compreensível que muitos optemos por viver em grandes centros urbanos, e não em áreas rurais sem os mesmos atrativos. É aceitável que parte de nós não deseje transitar nas periferias inseguras e sem saneamento. O que não é justo é tentar impedir que vocês e outros colegas brasileiros que podem e desejam cuidar dessas pessoas façam isso. Essa postura nos diminui como corporação, causa vergonha e enfraquece nossas bandeiras junto à sociedade.

O mais recente argumento contra sua vinda ao nosso país é o fato de que estariam sendo explorados. Falou-se até em trabalho escravo. A Organização Pan-americana de Saúde (Opas) com um século de experiência, seria cúmplice, já que assinou termo de cooperação com o governo brasileiro. Seus rostos sorridentes nos aeroportos negam com veemência essas hipóteses. Em nome de nosso povo e de boa parte de nossos médicos, só me resta dizer com convicção: Um abraço fraterno e muchas gracias.


Do segundo, destaco:
Tal medida extrema como uma intervenção militar nunca acaba tão bem executada quanto foi planejada. Os efeitos de tal intervenção sempre respingam sobre círculos muito mais amplos do que os previstos pelos planejadores militares (...) Nas circunstâncias atuais, as possibilidades são simplesmente apavorantes em termos de consequências letais, indesejadas e permanentemente inesperadas.

Sabemos dessas possibilidades porque, no Oriente Médio, os EUA tem estado nesse negócio de intervenção militar há muito tempo, começando com a malfadada invasão do Iraque de 1991. Depois vieram 10 opressivos anos de sanções impostas pelos EUA lá – cujos efeitos foram piores do que a guerra – e a segunda fase de combate da Guerra do Iraque enquanto se tentava ter algum sucesso com a invasão ao Afeganistão. Décadas depois, contra centenas de milhares de mortos, muitos deles mulheres e crianças, e uma crescente população de soldados feridos física e mentalmente, o que sabemos com certeza é que o poder militar mais incrível que o mundo já conheceu está severamente limitado na sua capacidade de resolver os problemas do século XXI. Não é preciso clamar por inclinações pacifistas para entender a falência da ideia de ataque militar. O Iraque e o Afeganistão são lições primárias. Em ambos os casos, instalamos não a democracia, mas sim o caos. Inflamamos velhas inimizades e, no caso do Iraque, destruímos o último Estado árabe secular daquela região, expulsamos sua classe média, destruímos sua infraestrutura e deixamos um experimento aberto para os mais talentosos na arte da corrupção. No Afeganistão, as armas que fornecemos para que as forças rebeldes lutassem contra os russos voltaram a assombrar os EUA.

Mas e o alto campo da moral? E o fato de que todo mundo acredita que o uso de armas químicas é um passo longe demais que requer uma resposta punitiva? Talvez fosse bom notar, perturbador como é, que nós sabíamos que o Iraque usou armas químicas, incluindo os gases mostarda e sarin, para obter uma vantagem em sua guerra de oito anos contra o Irã. Ele também usou armas químicas – e, mais uma vez, nós sabíamos disso – contra os curdos. E, no fim, qual é a diferença moral entre saber que crianças foram atacadas com gás e saber que 10 anos de sanções, conforme relatado pela ONU, foram diretamente responsáveis pela morte de mais de 500 mil crianças iraquianas com menos de cinco anos? Elas morreram – fluxos intermináveis de crianças nos leitos de hospital – por causa de água contaminada e outras doenças que, de outra forma, são fácil e rapidamente curadas, porque elas não podiam obter o medicamento. E elas não podiam obtê-lo porque nós, os EUA, não permitiríamos que eles entrassem. A secretária de Estado norte-americana da época, Madeleine Albright, em uma resposta lamentável a um entrevistador que perguntou se 500 mil crianças era um preço que valia a pena para os objetivos das sanções, respondeu: "Eu acho que essa é uma escolha muito difícil, mas o preço – nós pensamos que o preço vale a pena". Há uma realidade triste e inevitável com relação à guerra, seja ela travada com armamentos ou com o poder das sanções, que começa a exceder as categorias morais.

Se estamos cansados da guerra, e a maioria das pesquisas mostram que nós estamos, não é porque existe um isolamento cada vez maior do tipo que encolhe alianças ou responsabilidades internacionais, mas sim porque o pragmático em nós diz que não existe um bom fim em tudo isso. O uso da força militar não funciona para resolver problemas. Nenhuma lição será ensinada ou aprendida.


Os textos:
Military intervention in Syria won't solve anything -  By NCR Editorial Staff: National Catholic Reporter -  Aug. 29, 2013
''Intervenção militar na Síria não vai resolver nada'' - Notícias: IHU On-Line 31/08/2013
David Oliveira de Souza: Carta aos médicos cubanos - Folha de S. Paulo: 31/08/2013 - 03h00

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Hermenêutica Bíblica, Pluralismo e Novos Paradigmas

Seminário Regional da ABIB (Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica) - São Paulo, com José María Vigil.

No dia 28 de setembro de 2013 acontecerá mais um seminário da ABIB-SP, com o tema Hermenêutica Bíblica, Pluralismo e Novos Paradigmas. O encontro pretende abordar os novos rumos que a pesquisa bíblica tomou nos últimos anos. Para tanto, foi convidado o teólogo José María Vigil, um dos grandes nomes da Teologia da Libertação.

Vigil é defensor da opção pelos pobres e também da Teologia do Pluralismo Religioso. Vigil coordena a Comissão Teológica Latino-Americana da ASETT (Associação de Teólogos/as do Terceiro Mundo) e o site Koinonia.

Um painel com o tema Bíblia, Pluralismo e Perspectivas terá a participação dos Professores Claudio Ribeiro, metodista, Haidi Jarschel, luterana, e Alexandre Leone, rabino.

O seminário acontecerá mais uma vez nas dependências da FATIPI (Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente), que fica na Rua Genebra, nº 180 - São Paulo. As atividades começam às 08h00 e terminam às 17h00. Os participantes que desejarem certificado deverão colaborar com R$ 10,00.

FATIPI - Faculdade de Teologia da Igreja Presbiteriana Independente
Rua Genebra, nº 180, Bela Vista - SÃO PAULO – SP
(Travessa da Rua Maria Paula entre os viadutos Dona Paulina e Jacareí)
Metrô: Sé ou Anhangabaú
Fone: (11) 3106-2026

Resenhas na RBL - 20.08.2013

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Johann Cook and Arie van der Kooij
Law, Prophets, and Wisdom: On the Provenance of Translators and Their Books in the Septuagint Version
Reviewed by Sean A. Adams

C. L. Crouch
War and Ethics in the Ancient Near East: Military Violence in Light of Cosmology and History
Reviewed by Tyler Mayfield

Camille Focant
The Gospel according to Mark: A Commentary
Reviewed by Geert Van Oyen

Richard Hidary
Dispute for the Sake of Heaven: Legal Pluralism in the Talmud
Reviewed by Kris Lindbeck

Othmar Keel
Corpus der Stempelsiegel-Amulette aus Palästina/Israel: Von den Anfängen bis zur Perserzeit: Katalog Band IV: Von Tel Gamma bis Chirbet Husche
Reviewed by Brent A. Strawn

Sigmund Mowinckel
Religion and Cult: The Old Testament and the Phenomenology of Religion
Reviewed by Nicole Ruane

Pheme Perkins
Reading the New Testament: An Introduction
Reviewed by M. Eugene Boring

Jonathan Stökl
Prophecy in the Ancient Near East: A Philological and Sociological Comparison
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Thomas L. Thompson and Thomas S. Verenna, eds.
‘Is This Not the Carpenter?’: The Question of the Historicity of the Figure of Jesus
Reviewed by James F. McGrath

Manuel Villalobos Mendoza
Abject Bodies in the Gospel of Mark
Reviewed by Greg Carey


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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Mais Médicos

>> Última atualização: 31/08/2013 - 15h50

Essa resistência aos programas do governo são meios encontrados pela classe médica para manter uma reserva de mercado nas áreas mais carentes de atendimento, diz Augusto César, militante do MST e formado em medicina em Cuba.

Mérito do programa Mais Médicos é devolver ao Estado brasileiro a responsabilidade de controlar uma das categorias profissionais centrais para o sistema público de saúde.

O conservadorismo de branco (e de brancos?) ainda vai estrebuchar. Vai tentar de tudo. É o passado que não quer passar. Mas ainda que consiga atrasar o programa de Médicos do governo federal, já perdeu o debate. Essa gente fala para o passado. Um discurso derrotado. Lá na frente, terá que botar o rabo entre as pernas.


Alheias a embate ideológico, pequenas cidades comemoram vinda de médicos cubanos -  Por Nicolau Soares e Rodrigo Gomes, da RBA, publicado 22/08/2013 18:05

"Secretários municipais de Saúde de cidades do Norte e Nordeste brasileiros estão animados com a possibilidade de a população receber atendimento médico por meio do programa federal Mais Médicos, independente da nacionalidade dos profissionais. Gestores públicos ouvidos pela reportagem da RBA destacam que o importante é a população ter acesso à atenção básica em saúde e apontam preocupações mais cotidianas e menos ideológicas sobre o processo. Os profissionais cubanos começam o atendimento às populações no próximo dia 16.

Segundo o Ministério da Saúde, os 400 médicos cubanos que atuarão na primeira etapa do programa, por meio de acordo firmado ontem (21) entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), serão direcionados aos 701 municípios que não despertaram o interesse de nenhum profissional inscrito, seja brasileiro, seja estrangeiro. A maioria das cidades (68%) apresenta os piores índices de desenvolvimento humano do país (IDH muito baixo e baixo) e 84% estão no interior do Norte e Nordeste em regiões com 20% ou mais de sua população vivendo em situação de extrema pobreza. Os demais 358 estrangeiros cadastrados no Mais Médicos vão para as cidades escolhidas no processo de inscrição no programa (...)

O Mais Médicos foi alvo desde o começo de ataques das entidades de classe, que são contra a vinda de profissionais estrangeiros e argumentam que o mais relevante é garantir melhores condições de trabalho, e que não há déficit. Mas, segundo o ministério, o Brasil tem 1,8 médico por mil habitantes, enquanto na Argentina a proporção é 3,2; no Uruguai, 3,7; em Portugal, 3,9; e no Reino Unido, 2,7. A longo prazo, o programa federal prevê aumentar a formação de médicos, passando de 55 mil para 108 mil matrículas em quatro anos. A expectativa é criar 1.500 novos cursos em um total de 117 municípios atendidos por instituições particulares e públicas, 60 a mais do que o atual (...)

Segundo o ministério, os cubanos serão recebidos em Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza. Como os demais estrangeiros, ficarão em alojamentos militares e farão um curso preparatório de três semanas, até 13 de setembro, abrangendo língua portuguesa, funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e legislação. Eles farão avaliações de desempenho, além de visitar unidades de saúde nas cidades em que estiverem".

Leia o texto completo.

Leia Mais:
O levante dos bisturis
O que você precisa saber sobre médicos cubanos
Desmontando a “pegadinha” da Folha
Carta aos médicos cubanos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Seca, terremoto e as origens de Israel

We believe that an earthquake storm lasting 50 years, from about 1225 to 1175 B.C., substantially contributed to the collapse of Late Bronze Age civilization in the Aegean and eastern Mediterranean. Nearly 50 Late Bronze Age sites in this region show evidence of catastrophic destruction, according to Robert Drews of Vanderbilt University. These devastated Late Bronze Age sites correspond very closely to sites struck by damaging earthquakes documented over the last century. These sites, it seems, have been earthquake-prone throughout history—and probably long before that (Nur and Cline).

A sharp drop in rainfall may have led to the collapse of several eastern Mediterranean civilizations, including ancient Greece, around 3,200 years ago. The resulting famine and conflict may help explain why the entire Hittite culture, chariot-riding people who ruled most of the region of Anatolia, vanished from the planet, according to a study published in the journal PLOS ONE (Archaeology Briefs).

Para os interessados no debate sobre as origens de Israel, este post de James F. McGrath pode ser proveitoso:

Drought, Earthquake, and the Emergence of Israel [Seca, terremoto e o surgimento de Israel] - By James F. McGrath: Exploring Our Matrix - August 22, 2013.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

The Guardian foi obrigado a destruir documentos sobre espionagem

Jornal britânico foi obrigado a destruir documentos sobre espionagem, diz editor - Redação: Opera Mundi 20/08/2013 - 09h08

The Guardian foi ameaçado por ação judicial: "Vocês têm se divertido muito. Agora queremos os arquivos de volta", diziam autoridades do país. Alan Rusbridger, editor do jornal, teria resolvido revelar a informação após a detenção do brasileiro David Miranda, por quase nove horas, no Aeroporto de Heathrow, em Londres, no Reino Unido.

"O editor do jornal The Guardian, Alan Rusbridger, afirmou nesta terça-feira (20/08) que o governo britânico forçou o periódico a destruir os documentos sobre programas de espionagem norte-americanos e britânicos fornecidos pelo ex-funcionário da CIA, Edward Snowden. Rusbridger foi ameaçado com uma ação judicial caso não destruísse ou entregasse o material às autoridades do país.

'Vocês têm se divertido muito. Agora queremos os documentos de volta', disse Alan Rusbridger, reproduzindo o que foi dito a ele pelas autoridades do governo britânico. O jornal preparava uma série de reportagens sobre o esquema de vigilância promovido pela NSA e pela GCHQ (Agência de Espionagem e Segurança Britânica). Alan Rusbridger rebateu o governo, dizendo que não seria possível prosseguir sua reportagem sem os documentos exigidos pelas autoridades. 'Não há necessidade de escrever mais', foi a resposta que recebeu.

'E assim aconteceu um dos momentos mais bizarros na longa história do Guardian, com dois especialistas em segurança dos serviços de Comunicação do governo a supervisionar a destruição dos discos rígidos na sede do Guardian, para garantirem que nada ficava entre os pedaços de metal que pudesse vir a ter qualquer interesse para agentes chineses', narra com ironia o jornalista em artigo publicado hoje no jornal.

Segundo informações da imprensa europeia, Rusbridger resolveu revelar a informação após a detenção do brasileiro David Miranda, de 28 anos, por quase nove horas no Aeroporto de Heathrow, em Londres, no Reino Unido. Miranda é companheiro do jornalista Glenn Greenwald, do diário inglês, responsável pela divulgação do esquema de espionagem do governo norte-americano".


Leia o texto completo.


David Miranda, schedule 7 and the danger that all reporters now face -  Alan Rusbridger: The Guardian, Monday 19 August 2013 22.30 BST
(...) A little over two months ago I was contacted by a very senior government official claiming to represent the views of the prime minister. There followed two meetings in which he demanded the return or destruction of all the material we were working on. The tone was steely, if cordial, but there was an implicit threat that others within government and Whitehall favoured a far more draconian approach. The mood toughened just over a month ago, when I received a phone call from the centre of government telling me: "You've had your fun. Now we want the stuff back." There followed further meetings with shadowy Whitehall figures. The demand was the same: hand the Snowden material back or destroy it. I explained that we could not research and report on this subject if we complied with this request. The man from Whitehall looked mystified. "You've had your debate. There's no need to write any more" (o texto continua).

>> Atualização em 22/08/2013:

Reino Unido reconhece que pressionou ‘The Guardian’ - Marcelo Justo: Carta Maior 22/08/2013
O governo britânico reconheceu que exigiu do jornal “The Guardian” a destruição dos discos rígidos com informação fornecida pelo ex-espião Edward Snowden sobre as operações dos serviços secretos dos Estados Unidos e do Reino Unido. Um porta-voz do vice-primeiro ministro britânico, o liberal Nick Clegg, assinalou que era “razoável” que o secretário do gabinete do governo, Sir Jeremy Heywood, “pedisse” ao Guardian que “destruísse informação que pudesse representar uma série ameaça à segurança nacional se caísse em mãos equivocadas” (...) O caso Snowden está se complicando em várias frentes para o governo que dá sinais de extrema preocupação com o vazamento de informação e com o que Snowden ainda pode ter em mãos. À detenção de Miranda no domingo se somou na terça-feira o artigo do editor do Guardian, Alan Rudsbringer, que denunciou que agentes da central de espionagem eletrônica britânica, o GCHQ, dizendo atuar em nome do primeiro ministro David Cameron, exigiram a destruição ou entrega dos discos com a informação fornecida por Snowden. Quando os trabalhistas exigiram que o parlamento investigasse o papel de Cameron neste caso, o governo saiu em massa para defender a posição de confiscar ou destruir esses materiais em nome da “segurança nacional”.


Leia Mais:
Governo britânico tenta lavar as mãos no caso do brasileiro detido
We’ve come a long way. Last time, the harassed Brazilian was shot dead
Snowden
O que é o Prism?
Espionagem: o amigo Kerry não convenceu
Wikileaks: Bradley Manning é condenado a 35 anos de prisão (atualizado em 21/08/2013)

sábado, 17 de agosto de 2013

Pesquisa mostra o que os brasileiros pensam da mídia

Pesquisa aponta que 70% dos brasileiros querem regulação da mídia - Tadeu Breda, da Rede Brasil Atual. Publicado em 16/08/2013.

Levantamento da Fundação Perseu Abramo mostra que, para 35% dos entrevistados, os meios de comunicação defendem os interesses de seus donos; e apenas 8% acham que estão a serviço da população.

Sete em cada dez brasileiros querem mais regras para o conteúdo da programação veiculada na tevê, revela uma pesquisa divulgada [no dia 16/08/2013] em São Paulo pela Fundação Perseu Abramo (FPA), entidade ligada ao Partido dos Trabalhadores. E 46% da população é favorável a que essa regulamentação seja definida e fiscalizada através do chamado “controle social”, por um “órgão ou conselho que represente a sociedade”.

O estudo entrevistou 2.400 pessoas em 120 municípios do país, entre abril e maio, para mapear a percepção dos brasileiros sobre os meios de comunicação, além de formular perguntas relativas ao grau de concentração das emissoras, regime de concessões, penetração da internet, neutralidade da cobertura da imprensa e representação dos setores da sociedade na mídia. A margem de erro oscila entre 2 e 5 pontos percentuais.

A FPA detectou que a televisão continua sendo uma preferência nacional: 94% dos brasileiros cultivam o hábito de assistir tevê e 82% recorre à telinha diariamente. Mais que isso: quase 90% das pessoas usam a tevê para se informar sobre o que acontece no mundo. O rádio aparece em segundo lugar no gosto popular, atingindo 79% da população. A internet surge na terceira colocação, ao lado dos jornais impressos: 43% afirmam ter acesso à rede. Dessa parcela, 38% usam o Facebook e 25% o Google.

Quanto aos jornais, a maioria das pessoas que afirma lê-los (46%) recorre a títulos locais ou regionais. Depois deles, o periódico mais lido no país é o Extra, seguido pelo Super e pelo Diário Gaúcho. Entre as revistas, a Veja se mantém na primeira colocação, à frente de IstoÉ, Época e Caras (...)

 A FPA detectou que 35% dos brasileiros entendem que os meios de comunicação defendem os interesses de seus proprietários; 32%, os interesses dos que têm mais dinheiro; e 21%, dos políticos. Apenas 8% acha que a mídia está a serviço da população.

Quanto à programação, 43% afirmam não se reconhecerem na telinha e 23% sentem que são retratados com negatividade. Mais da metade avalia que a tevê costuma tratar mulheres, negros e nordestinos com desrespeito. E 61% acredita que os empresários têm mais espaço do que os trabalhadores.

Leia o texto completo.


Leia Mais:
Mídia

Relatório das escavações em Khirbet Qeiyafa

O trabalho de campo em Khirbet Qeiyafa ocorreu entre 2007 e 2013. Agora, a expedição se concentra na análise dos resultados e na elaboração dos relatórios finais da escavação. Um novo projeto de campo está começando em Tel Lachish, fruto da cooperação entre o Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém e o Institute of Archaeology of Southern Adventist University, Collegedale, TN, USA.

Durante os últimos 30 anos, o relato bíblico sobre o estabelecimento de um reino no Judá bíblico tem sido muito debatido. Foram Davi e Salomão governantes históricos de uma sociedade urbana no início do século X a.C., ou este nível de desenvolvimento social foi alcançado somente no final do século VIII a.C., 300 anos mais tarde? Escavações recentes em Khirbet Qeiyafa indicam uma cidade fortificada bem planejada em Judá, aí pelo final do século XI, início do século X a.C. Os novos dados têm profundas implicações para os estudos bíblicos e para a arqueologia e a história de Israel.


The fieldwork lasted from 2007 to 2013. Now the expedition concentrates on the analysis of the finds and writing the final excavation reports. A new field project is starting at Tel Lachish, cooperation between the Institute of Archaeology of the Hebrew University of Jerusalem and the Institute of Archaeology of Southern Adventist University. 

During the past 30 years, the biblical narrative relating to the establishment of a kingdom in Biblical Judah has been much debated. Were David and Solomon historical rulers of an urbanized state-level society in the early 10th century BC, or was this level of social development reached only at the end of the 8th century BC, 300 years later? Recent excavations at Khirbet Qeiyafa, the first early Judean city to be dated by 14C, clearly indicate a well planned fortified city in Judah as early as the late 11th-early 10th centuries BC. This new data has far reaching implication for archaeology, history and biblical studies.

Leia Mais:
Khirbet Qeiyafa

Isralenses x Palestinos: por que novas negociações?

Para que servem as negociações entre israelenses e palestinos?

Em vista do ceticismo generalizado sobre a possibilidade de sucesso da nova rodada de negociações entre israelenses e palestinos muitos analistas se perguntam o que leva as três partes envolvidas  - o governo israelense, a Autoridade Palestina e o governo norte-americano - a reiniciar o diálogo. É óbvio que a  autoridade Palestina e governos de EUA e Israel têm diversos objetivos por trás da retomada do diálogo. Mas é claro que  a solução do conflito não é um destes objetivos.

Leia a reportagem escrita por Guila Flint. Publicado em Opera Mundi em 14/08/2013.

Leia Mais:
Israelenses x Palestinos: ninguém acredita mais em paz
O frágil equilíbrio do Oriente Médio está se rompendo

Resenhas na RBL - 12.08.2013

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Judith Baskin and Kenneth Seeskin, eds.
The Cambridge Guide to Jewish History, Religion, and Culture
Reviewed by Alan Avery-Peck

G. K. Beale
A New Testament Biblical Theology: The Unfolding of the Old Testament in the New
Reviewed by Stephen Moyise

John T. Carroll
Luke: A Commentary
Reviewed by Daniel L. Smith

Jan Joosten
Collected Studies on the Septuagint: From Language to Interpretation and Beyond
Reviewed by Sean A. Adams

Ingrid E. Lilly
Two Books of Ezekiel: Papyrus 967 and the Masoretic Text as Variant Literary Editions
Reviewed by John Engle

Marty Alan Michelson
Reconciling Violence and Kingship: A Study of Judges and 1 Samuel
Reviewed by Gregory Mobley

John J. Pilch
A Cultural Handbook to the Bible
Reviewed by Jacobus Kok

Konrad Schmid
The Old Testament: A Literary History
Reviewed by Trent C. Butler

James W. Thompson
Moral Formation according to Paul: The Context and Coherence of Pauline Ethics
Reviewed by David G. Horrell

Jane S. Webster and Glenn S. Holland, eds.
Teaching the Bible in the Liberal Arts Classroom
Reviewed by Phillip Sherman


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Resenhas na RBL - 06.08.2013

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Christoph Dohmen
Studien zu Bilderverbot und Bildtheologie des Alten Testaments
Reviewed by Sven Petry

Mark W. Elliott
The Heart of Biblical Theology: Providence Experienced
Reviewed by Mark McEntire

Larry R. Helyer
The Life and Witness of Peter
Reviewed by Timothy P. Henderson

Matthias Henze, ed.
Hazon Gabriel: New Readings of the Gabriel Revelation
Reviewed by Aaron Koller

Jan Joosten
The Verbal System of Biblical Hebrew: A New Synthesis Elaborated on the Basis of Classical Prose
Reviewed by Jerome Lund

Granville J. R. Kent
Say It Again, Sam: A Literary and Filmic Study of Narrative Repetition in 1 Samuel 28
Reviewed by Andrew Steinmann

Yoo-Ki Kim
The Function of the Tautological Infinitive in Classical Biblical Hebrew
Reviewed by Hubert James Keener

R. Reed Lessing
Isaiah 40–-55
Reviewed by Alphonso Groenewald

Rüdiger Lux
Hiob: Im Räderwerk des Bösen
Reviewed by Urmas Nommik

Andrew G. Shead
A Mouth Full of Fire: The Word of God in Jeremiah
Reviewed by Hallvard Hagelia


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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Brodowski, terra de Portinari, comemora 100 anos

O Museu Casa de Portinari promove a partir desta quinta-feira, 15/08/2013, a 38ª Semana de Portinari.

E mais: Brodowski completa 100 anos em 22/08/2013.

Parabéns.

Leia Mais:
Cândido Portinari

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Francisco, Leonardo Boff e a TdL

A Teologia da Libertação e o novo pontífice. O outro Papa, o outro Boff...
Em torno à visita do Papa Francisco ao Brasil, nos últimos dias de julho, o teólogo brasileiro da libertação e da ecologia, Leonardo Boff, não poupou elogios para o novo Bispo de Roma, a quem considera um homem "livre de espírito”; o compara, em certas virtudes, ao próprio Francisco de Assis e o reivindica por seu "esplêndido resgate da razão cordial”. Para Boff, o chefe vaticano é "uma figura fascinante que chega ao coração dos cristãos e de outras pessoas”.

La Teología de la Liberación y el nuevo pontífice: El otro papa, el otro Boff…
En torno a la visita del Papa Francisco a Brasil en los últimos días de julio el teólogo brasileño de la liberación y de la ecología Leonardo Boff no escatimó sus elogios hacia el nuevo Obispo de Roma. A quien considera un hombre “libre de espíritu”; le emparenta en ciertas virtudes al mismo Francisco de Asís y lo reivindica por su “espléndido rescate de la razón cordial”. Para Boff, el jefe vaticano es “una figura fascinante que llega al corazón de los cristianos y de otras personas”.

Artigo de Sergio Ferrari, em Adital e Other News: 09/08/2013.

Leia Mais:
Francisco no Brasil
Leonardo Boff

Projeto Brasil Nunca Mais está na Internet

O Projeto Brasil Nunca Mais Digit@l, disponibiliza na Internet, desde 09/08/2013, documentos relacionados às prisões políticas durante o regime militar brasileiro.

Leia Mais:
Vasta documentação sobre a ditadura será disponibilizada na Internet
Projeto Brasil Nunca Mais Digit@l será lançado nesta sexta-feira, 09

sábado, 10 de agosto de 2013

A economia da Galileia na época de Jesus

Recomendo a leitura do artigo de David A. Fiensy, The Galilean Economy in the Time of Jesus: Can You Dig It? [A economia da Galileia na época de Jesus: é possível escavá-la?]. Publicado em The Bible and Interpretation em julho de 2013.

A pergunta é: qual era o padrão de vida da população da Galileia na época de Jesus?

Diz David A. Fiensy, Professor de Estudos Bíblicos na Kentucky Christian University, USA, e Associate Director of the Shikhin Excavation Project in (Galilee) Israel:

Devemos ser cautelosos em nossas tentativas para determinar a natureza da economia da Galileia na época de Jesus. Os dados são muitos fragmentários. A pesquisa atual sobre a Galileia do final do período do Segundo Templo é cheia de contrastes. Por exemplo: enquanto alguns olham para a Galileia através das lentes da antropologia cultural e da macro-sociologia, outros olham para a Galileia através das lentes da arqueologia e rejeitam o uso de modelos construídos pelas ciências sociais; enquanto alguns sustentam que as relações entre aldeias e cidades eram hostis, outros propõem que havia uma relação de reciprocidade econômica; enquanto alguns sugerem que a Galileia era como outras sociedades agrárias da época com os camponeses pobres vivendo em áreas rurais e ricos exploradores vivendo principalmente em cidades, outros respondem que a vida era muito boa para todos na Galileia e que esta construíra uma sociedade igualitária... O autor defende, no final de seu artigo, a colaboração das duas áreas de pesquisa, a das ciências sociais e a da arqueologia, observando que grandes avanços foram feitos nos últimos 30 anos no conhecimento da Galileia da época de Jesus.

In trying to determine the nature of the Galilean economy, one must remain a bit humble. The nature of the data is fragmentary. This fact should both cause us to be cautious in our conclusions and to press for more data of the appropriate type.  The central question in the “economy wars” (i.e. the debates between some Galilean archaeologists and some of those New Testament scholars utilizing social science models) is about the standard of living of the Galilean folk in the late Second Temple period.The current quest for the historical Galilee is a study in contrasts: 1) Some look at Galilee through the lenses of cultural anthropology and macro-sociology; others look at Galilee through the lenses of archaeology and reject the use of social theories. 2) Some maintain that the relations between rural villages and the cities were hostile; others propose that the relationship was one of economic reciprocity and good will. 3) Some suggest that Galilee was typical of other agrarian societies with poor peasants who lived in the rural areas and exploitative wealthy people who lived mostly in the cities; others respond that life was pretty good for everyone in Galilee and that it was an egalitarian society... Remarkable gains have been made in understanding Galilee in the late Second Temple period in the last 30 years. This is a credit to both fine archaeological work and to the study of the insights of the social sciences. We must continue to use all of the resources available as we advance this pursuit. I, for one, intend to drink from both wells in assessing Lower Galilee in the late Second Temple period.


Este artigo remete a um livro sobre o assunto publicado agora em agosto:

FIENSY, D. A.; HAWKINS, R. K. (eds.) The Galilean Economy in the Time of Jesus. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2013, 208 p. - ISBN 9781589837577.

Diz a SBL em seu site:
In order to provide an up-to-date report and analysis of the economic conditions of first-century C.E. Galilee, this collection surveys recent archaeological excavations (Sepphoris, Yodefat, Magdala, and Khirbet Qana) and reviews results from older excavations (Capernaum). It also offers both interpretation of the excavations for economic questions and lays out the parameters of the current debate on the standard of living of the ancient Galileans. The essays included, by archaeologists as well as biblical scholars, have been drawn from the perspective of archaeology or the social sciences. The volume thus represents a broad spectrum of views on this timely and often hotly debated issue. The contributors are Mordechai Aviam, David A. Fiensy, Ralph K. Hawkins, Sharon Lea Mattila, Tom McCollough, and Douglas Oakman.

Leia Mais:
Leitura Socioantropológica do Novo Testamento
Mundo do Novo Testamento
Jesus e os camponeses: novo livro de D. Oakman

Resenhas na RBL - 29.07.2013

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Bohdan Hrobon
Ethical Dimension of Cult in the Book of Isaiah
Reviewed by Wilhelm J. Wessels

Richard A. Norris Jr., trans.
Gregory of Nyssa: Homilies on the Song of Songs
Reviewed by Mark DelCogliano

Melvin K. H. Peters, ed.
XIV Congress of the IOSCS, Helsinki, 2010
Reviewed by Theo van der Louw

Brian Neil Peterson
Ezekiel in Context: Ezekiel’s Message Understood in Its Historical Setting of Covenant Curses and Ancient Near Eastern Mythological Motifs
Reviewed by Christopher Bechtel

Eric A. Seibert
The Violence of Scripture: Overcoming the Old Testament’s Troubling Legacy
Reviewed by J. Dwayne Howell

Deuk-il Shin
The Ark of Yahweh in Redemptive History: A Revelatory Instrument of Divine Attributes
Reviewed by David G. Firth

Yves Simoens
Croire pour aimer: Les trois lettres de Jean. Une interprétation
Reviewed by Michel Gourgues

Duane F. Watson, ed.
Miracle Discourse in the New Testament
Reviewed by Susanne Luther
Reviewed by Graham H. Twelftree

Molly M. Zahn
Rethinking Rewritten Scripture: Composition and Exegesis in the 4QReworked Pentateuch Manuscripts
Reviewed by Martin G. Abegg Jr.


>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Morreu Seán Freyne (1935-2013)

Chega a notícia da morte, ocorrida ontem, de Seán Freyne, importante estudioso irlandês da Galileia nas épocas grega e romana.

Sobre seus livros traduzidos para o português, leia meu post de 28/03/2008: Livro de Sean Freyne foi traduzido pela Paulus.

As publicações de Seán Freyne podem ser vistas aqui.

Uma obra em sua homenagem foi publicada em 2009:

RODGERS, Z.; DALY-DENTON, M.; McKINLEY, A. F. (eds.) A Wandering Galilean: Essays in Honour of Seán Freyne. Leiden: Brill, 2009, 622 p. - ISBN 9789004173552.

Starting his career as a scholar of the New Testament, Seán Freyne's work became synonymous with the study of Galilee in the Greek and Roman periods. His search for a deeper and more nuanced understanding of Judaism in the Greek and Roman periods and the development of the early Christian movement has led him to interface with scholars in many related disciplines. In order to do justice to the breadth of Seán Freyne's interests, this volume includes contributions from scholars in the fields of Archaeology, Ancient History, Classics, Hebrew Bible, Early Judaism, Rabbinic Judaism, Early Christianity, New Testament, and Medieval Judaism. The resulting volume demonstrates not only the honoree's interdiciplinary interests, but also the interconnectedness of these disciplines.


Alguns dados sobre a carreira acadêmica de Seán Freyne:

Born 1935; 1960-65: studied Biblical Studies at the Pontifical Biblical Institute at Rome and Jerusalem; 1965-72: Professor for New Testament in Maymooth/Ireland; 1972-98: several times Alexander von Humboldt scholar at the University of Tübingen; 1976-80: Professor in New Orleans/USA; since 1981 Professor of Theology at Trinity College, Dublin/Ireland; since 1998 Director of the Herzog Centre for Jewish and Near Eastern Studies, Trinity College; 2007-2008: visiting Professor of Early Christian History and Literature at Harvard Divinity School.

Seán Freyne's work became synonymous with the study of Galilee in the Greek and Roman periods.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Biblical Studies Carnival 89

Seleção de postagens dos biblioblogs em julho de 2013.

Este não é o "Carnival" oficial, mas como este não apareceu [ainda?]... vai o "apócrifo" do Jim West. Por sinal, já "oficializado" no Biblioblog Top 50.

July 2013 Biblical Studies Carnival

There is an official Carnival somewhere by someone but...

Trabalho feito por Jim West, do biblioblog Zwinglius Redivivus.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Joshua Mann entrevista biblioblogueiros

Start an academic blog. Why?

Joshua L. Mann está fazendo uma série de entrevistas com biblioblogueiros.

Ele diz: The prominent academic bloggers in biblical studies will answer the following questions:
  • When and why did you start blogging?
  • What are a few of the benefits you see in blogging?
  • Should more academics be blogging?
  • What advice would you give an academic who is thinking about starting?

Entrevistas publicadas até agora [atualizado em 10/08/2013- 11h10]:
  • Ben Witherington
  • Jim West
  • Mike Bird
  • Anthony Le Donne
  • Scot McKnight
  • Mark Goodacre
  • Stephen Carlson
  • Nijay Gupta
  • Chris Keith
e continua...

Leia Mais:
Featured Blogger Interviews - Biblioblogs.com archive
Biblioblogueiro do Mês: Setembro de 2006