terça-feira, 21 de maio de 2013

Francisco denuncia a ideologia do mercado


Este discurso, o mais complexo que até agora Francisco pronunciou sobre temas sociais, passou um pouco despercebido, apesar de conter uma denúncia precisa das causas do desequilíbrio social. E talvez tenha sido este o motivo da pouca atenção recebida. Francisco denunciou o fetichismo do dinheiro e a ditadura de uma economia sem rosto que considera o ser humano como um bem de consumo.

A reportagem é de Andrea Tornielli e foi publicada por Vatican Insider em 19/05/2013. 

(...) "Ao receber as cartas credenciais de quatro novos embaixadores na Santa Sé, na quinta-feira passada, Bergoglio falou sobre as raízes da crise financeira e o abismo que existe entre pobres e ricos, razão pela qual denunciou o 'fetichismo' do dinheiro e a 'ditadura' de uma economia sem rosto que considera o ser humano como um 'bem de consumo'.

Este discurso, o mais complexo que até agora Francisco pronunciou sobre temas sociais, passou um pouco despercebido, apesar de que contivesse uma denúncia precisa (e talvez tenha sido este o motivo da pouca atenção recebida) das causas do desequilíbrio social. A causa, segundo o Papa, seriam as 'ideologias que promovem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira, negando desta maneira o direito ao controle dos Estados, encarregados de prover o bem comum'.

No domingo, com os representantes dos movimentos, Francisco chamou à radicalidade evangélica, explicando que, diante da crise econômica e da ética pública, a contribuição mais eficaz que os cristãos podem oferecer é o de dar o testemunho do Evangelho: sair de si mesmo, dos próprios círculos autorreferenciais, deixar de ser 'cristãos que discutem sobre teologia enquanto tomam chá' nos salões e ir ao encontro dos pobres, dos necessitados" (continua)

Leia: Francisco chama a atenção de quem fala em moralismo - Notícias: IHU On-Line 21/05/2013.



Un monito a chi parla di moralismo - Andrea Tornielli: Vatican Insider 19/05/2013

Il discorso, più impegnativo finora tenuto da Francesco sui temi sociali, è passato, almeno in Italia, piuttosto inosservato, nonostante contenesse una puntuale denuncia delle cause dello squilibrio sociale.

(...) Ricevendo le credenziali di quattro nuovi ambasciatori presso la Santa Sede, giovedì scorso, Bergoglio aveva parlato loro delle radici della crisi finanziaria e del divario tra poveri e ricchi, denunciando il «feticismo» del denaro e la «dittatura» di un’economia senza volto che considera l’essere umano «come un bene di consumo».

Questo discorso, il più impegnativo finora tenuto da Francesco sui temi sociali, è passato, almeno in Italia, piuttosto in sordina, nonostante contenesse una puntuale denuncia (o forse proprio per questa) delle cause dello squilibrio sociale. Derivante, a detta del Papa, «da ideologie che promuovono l’autonomia assoluta dei mercati e la speculazione finanziaria, negando così il diritto di controllo agli Stati pur incaricati di provvedere al bene comune».

Ieri, ai rappresentanti dei movimenti, Francesco ha richiamato la radicalità evangelica spiegando che di fronte alla crisi economica e alla crisi dell’etica pubblica, il principale e più efficace contributo che i cristiani possono dare è quello di testimoniare il Vangelo: uscire da se stessi, dai propri circoli autoreferenziali, smettere di essere «cristiani inamidati che discutono di teologia bevendo il tè» nei salotti, per andare davvero incontro ai poveri, a chi ha bisogno...

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