terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Risco de racionamento de energia elétrica?


Não se deve politizar uma coisa tão séria para o país, como a questão da energia. Mas a irresponsabilidade é tanta, que pouco importa o país. O principal é a desconstrução de quem está no poder. E aí vale tudo. Já vimos esta estória em anos recentes.


Acabei de ver na Globo News, no jornal das 10h00, a notícia sobre a reunião de amanhã no Ministério de Minas e Energia para tratar do setor elétrico. A notícia - que não é apenas notícia, é campanha política visando 2014 - "planta" claramente a ideia de que o país governado por Dilma Rousseff está, irremediavelmente, à beira do caos elétrico... Ora, este é o papel do PIG, já sabemos. Então...

Algumas considerações podem ser interessantes, haja ou não risco de racionamento de energia.

Selecionei alguns trechos do artigo Risco de um novo racionamento de energia elétrica? de Heitor Scalambrini Costa.

É necessário que se diga, alto e em bom som, que a curto prazo não existe possibilidade de risco de faltar energia para atender a demanda atual. O pífio desempenho da economia nacional, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), favoreceu a que o país não sofresse uma nova crise energética nos moldes da ocorrida em 2001/2002.

Já a médio prazo, a situação não é tranquila para o setor elétrico, desde que continuem os erros cometidos. E a situação somente mudará se houver uma guinada de 180º na política energética em nosso país.

O que se pode extrair da conjuntura atual, com declarações e ameaças de um novo racionamento de energia, é que a sucessão presidencial começou. Não se deve politizar uma coisa tão séria para o país, como a questão da energia. Com risco de criar o descrédito da população em um setor estratégico, que vai além dos governos de plantão, e mesmo levar o pânico com a possibilidade de faltar energia.

A irresponsabilidade é tanta, que pouco importa o país. O principal é a desconstrução de quem está no poder. E aí vale tudo. Já vimos esta estória em anos recentes.

Por sua vez o “deus mercado” começa a responder ao jogo político. As bolsas de valores começam a impor o sobe e desce dos papeis das companhias elétricas. Onde vai parar esta histeria provocada?

[Na segunda-feira, o principal índice brasileiro de ações fechou no campo negativo, abaixo dos 62 mil pontos, pelo medo de que seja possível haver um apagão no país. As ações do setor elétrico pesaram na bolsa. Temores de um possível racionamento de energia no Brasil foram os responsáveis por motivar a venda acentuada de papéis de companhias elétricas na sessão, segundo operadores].

Leia o texto completo.

Fonte: Notícias: IHU Online - 08/01/2013


:: Quem é Heitor Scalambrini Costa?

Heitor Scalambrini Costa é graduado em Física pelo Instituto de Física Gleb Wattaghin da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, mestre em Energia Solar pelo Departamento de Energia Nuclear da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, e doutor em Energética pela Commissariat à I’Energie Atomique – CEA, Centre d’Estudes de Cadarache et Laboratorie de Photoelectricité Faculte Saint-Jerôme/Aix-Marseille III, França. Atualmente coordena os projetos da ONG Centro de Estudos e Projetos Naper Solar, o Núcleo de Apoio a Projetos de Energias Renováveis – Naper, e o projeto Soluções em Energia e Design – Sendes, da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE (informações aqui).


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