sábado, 28 de julho de 2012

Big Linux 12.04 RC já está disponível para download


Ontem, 27/07/2012, BigBruno anunciou no Fórum que está disponível para download a versão RC do Big Linux 12.04. Ele diz:

Olá a todos, bom, acredito que chegamos ao fim de um ciclo, aqui está o iso do BigLinux 12.04. Por enquanto fica como um RC durante uma semana, caso seja encontrado algum erro grave envio outra versão corrigida. Se não ocorrer, fica como a última versão. Não ocorreram muitas mudanças desde o 11.10, alguns programas foram substituídos (...) O restante é o que nós já conhecemos do BigLinux 11.10, inclusive o mesmo tema, porém todos os pacotes foram atualizados. Como a maioria sabe, essa é a última versão a ser lançada do BigLinux, pretendo ainda lançar o repositório para o 12.10 para quem quiser atualizar, mas sem disponibilizar novo iso, talvez libere atualização também para o 13.04.

Download:
. Link: http://biglinux.c3sl.ufpr.br/iso/BigLinux.12.04.iso [Atualização: link inválido, pois a versão final já foi lançada em 13.08.2012. Clique aqui]
. Tamanho: 1.3 GB
. MD5Sum: afd67ca6003c7efc85694fbcb5ae131f


Leia Mais:
Big Linux 11.10 já está disponível para download

quarta-feira, 25 de julho de 2012

17º e último Seminário Europeu sobre Metodologia Histórica


O Seminário Europeu de Metodologia Histórica de 2012, o décimo sétimo e último, foi realizado em Amsterdã, Holanda, como parte do Congresso da EABS/SBL (22-26 de julho de 2012). Os membros do Seminário fizeram apresentações sobre suas perspectivas para a escrita de uma História de Israel - ou do Levante Sul - e refletiram sobre o que aprenderam desde o Primeiro Seminário, realizado em 1996.

Membros do Seminário em 2012 incluem, segundo o programa: Hans Barstad, Edinburgh; Bob Becking, Utrecht; Ehud Ben Zvi, Edmonton; Joseph Blenkinsopp, Notre Dame; Philip Davies, Sheffield; Diana Edelman, Sheffield; Philippe Guillaume, Bern; Axel Knauf, Bern; Niels Peter Lemche, Copenhagen; Nadav Na'aman, Tel Aviv; Thomas L. Thompson, Copenhagen.

Na ocasião, Lester L. Grabbe, da Universidade de Hull, Reino Unido, coordenador do grupo, apresentou os resultados de 16 anos do Seminário Europeu sobre Metodologia Histórica (Sixteen Years of the ESHM: the Results - This paper will summarize the results of the ESHM meetings from my perspective as the ESHM organizer and editor) e disse que este é o último encontro regular do grupo, que passa agora o bastão para as novas gerações de biblistas que trabalham com história: As its 17th meeting in 2012, the ESHM will draw a close to its regular meetings. Although we might get together for certain special discussions in the future, we feel that we have accomplished our main purpose and wish to pass the torch to a younger generation of biblical scholars who work in history.

Publicações dos Seminários: confira a lista em GRABBE, L. L. (ed.)


European Seminar in Historical Methodology - Lester L. Grabbe

Description: The European Seminar on Methodology in Israel's History (or, more briefly, the European Seminar in Historical Methodology) is an independent seminar (membership by invitation only) which will be holding sessions at the EABS meeting. The aim of the Seminar is to address the lack of methodological debate among most biblical historians by focusing on the principles and techniques of ancient and modern historiography about ancient Israel. After its initial debate on how far a history of ancient Israel can be written, and what sort of history, it has focused on particular historical periods or events, assessing the evidence available and considering the possibilities of a modern critical description. As its 17th meeting in 2012, the ESHM will draw a close to its regular meetings. Although we might get together for certain special discussions in the future, we feel that we have accomplished our main purpose and wish to pass the torch to a younger generation of biblical scholars who work in history. The meeting this year will have a different format, in that short papers will be read in the meeting itself. Members will each give a presentation of their views about writing the history of Israel (or the Southern Levant) and reflect on what they have learned since the Seminar first met in 1996. Once short papers are given by long-term members, a panel discussion is planned in which members of the audience will have the opportunity to put questions to Seminar members.

Topic for 2012 Amsterdam Meeting: Conclusions about Writing History.

Members of the Seminar include: Hans Barstad, Edinburgh; Bob Becking, Utrecht; Ehud Ben Zvi, Edmonton; Joseph Blenkinsopp, Notre Dame; Philip Davies, Sheffield; Diana Edelman, Sheffield; Philippe Guillaume, Bern; Axel Knauf, Bern; Niels Peter Lemche, Copenhagen; Nadav Na'aman, Tel Aviv; Thomas L. Thompson, Copenhagen.

Previous publications of the Seminar: here (edited by GRABBE, L. L.).

terça-feira, 24 de julho de 2012

Resenhas na RBL: 19.07.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Leslie C. Allen
A Liturgy of Grief: A Pastoral Commentary on Lamentations
Reviewed by Elizabeth Boase

Eryl W. Davies
The Immoral Bible: Approaches to Biblical Ethics
Reviewed by Joel Williams

James Dawsey
Peter's Last Sermon: Identity and Discipleship in the Gospel of Mark
Reviewed by Adam Winn

Detlev Dormeyer
Das Lukasevangelium: Neu übersetzt und kommentiert
Reviewed by M. Eugene Boring

Justo L. González
Luke
Reviewed by Martin M. Culy

Edwin M. Good
Genesis 1-11: Tales of the Earliest World
Reviewed by George Savran

Lester L. Grabbe and Oded Lipschits, eds.
Judah between East and West: The Transition from Persian to Greek Rule (ca. 400-200 BCE)
Reviewed by Joshua Schwartz

Kenneth Liljeström, ed.
The Early Reception of Paul
Reviewed by Stephan Witetschek

R. B. Salters
Lamentations: A Critical and Exegetical Commentary
Reviewed by Eleuterio Ruiz

Géza G. Xeravits, ed.
Dualism in Qumran
Reviewed by Devorah Dimant


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Mais interpretações sobre as religiões dos brasileiros


Os dados do Censo 2010 sobre o perfil religioso dos brasileiros, divulgados no dia 29 de junho pelo IBGE, continuam produzindo múltiplas interpretações.

Em Bênçãos traduzidas em consumo, reproduzido em Notícias: IHU de 23/07/2012, temos algumas interpretações de professores da USP, como José Reginaldo Prandi, João Baptista Borges Pereira e Lísias Nogueira Negrão.

A reportagem é de Sylvia Miguel e foi publicada pelo Jornal da USP em 18/07/2012.

Leia Mais:
As religiões dos brasileiros: Censo 2010
CEBs: esta é a opção para a Igreja Católica no Brasil
Muita reza e pouca missa, muito santo e pouco padre

sábado, 21 de julho de 2012

Morreu o pensador alemão Robert Kurz


Robert Kurz, filósofo alemão, crítico radical e contundente do “moderno sistema produtor de mercadorias”, morreu, aos 68 anos, no dia 18 de julho de 2012. Foi cofundador e redator da revista teórica EXIT! — Kritik und Krise der Warengesellschaft -- EXIT! — Crítica e Crise da Sociedade da Mercadoria.

De seus livros publicados em português, além de O colapso da modernização: Da derrocada do socialismo de caserna à crise da economia mundial. São Paulo: Paz e Terra, 1992, 244 p., no qual, no dia 21 de janeiro de 1994, ao final da leitura, anotei: "Estimulante!", conheço também Os últimos combates. Petrópolis: Vozes, 1997, 394 p. - ISBN 8532618995.

Leia mais em Morreu Robert Kurz, um crítico radical e inspirador (Porta de Tudo: 19/07/2012) e em Robert Kurz, crítico radical e inovador do marxismo, morreu (Notícias: IHU - 21/07/2012).

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Resenhas na RBL: 11.07.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Stephen J. Bennett
Ecclesiastes/Lamentations: A Commentary in the Wesleyan Tradition
Reviewed by Russell L. Meek

Michael F. Bird and Joseph R. Dodson, eds.
Paul and the Second Century
Reviewed by Joseph B. Tyson

Gary Alan Chamberlain
The Greek of the Septuagint: A Supplemental Lexicon
Reviewed by Peter Burton

Christian A. Eberhart, ed.
Ritual and Metaphor: Sacrifice in the Bible
Reviewed by Greg Carey
Reviewed by John Dunnill

Bruce W. Longenecker
Remember the Poor: Paul, Poverty, and the Greco-Roman World
Reviewed by Kathy Ehrensperger
Reviewed by L. L. Welborn

Alicia Suskin Ostriker
For the Love of God: The Bible as an Open Book
Reviewed by Barbara Green

Charles B. Puskas and C. Michael Robbins
An Introduction to the New Testament
Reviewed by J. Samuel Subramanian

Ben Zion Rosenfeld
Torah Centers and Rabbinic Activity in Palestine 70-400 C.E.: History and Geographic Distribution
Reviewed by Joshua Schwartz


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sábado, 14 de julho de 2012

As armadilhas da teologia da prosperidade


Bispo pentecostal sugere "desintoxicação" em igrejas históricas
"Desligue-se da televisão evangélica" é a admoestação do bispo Walter McAlister, da Igreja Cristã Nova Vida, de linha pentecostal, sugerindo que fiéis façam uma "desintoxicação" dos hábitos neopentecostais frequentando templos de igrejas históricas. Ele propõe que para a desintoxicação o crente busque uma igreja tradicional, como batistas, presbiterianos, metodistas e congregacionais, que são, na sua grande maioria, mais dedicados ao estudo das Escrituras. "Ache uma", recomenda em seu site. "Digo isso não porque seja necessariamente a igreja que você vai frequentar pelo resto da vida. Mas encare isso como parte de sua 'desintoxicação'". Um dos pecados de igrejas neopentecostais é "o abuso ou o abandono das Sagradas Letras", aponta o bispo. "Usam frases feitas, adesivos, chavões e uma cultura interna massacrante de autoajuda e pensamento positivo", assinala. Ou seja, não fazem teologia. O argumento de que não precisam de teologia, só de Jesus, "é um apelo à ignorância e não acrescenta nada à nossa vida espiritual". Teologia, define McAlister, é a linguagem da Igreja, é a formação de conceitos corretos e bíblicos. "É a maneira pela qual os pensadores organizaram o conhecimento bíblico e o traduziram à prática e ao culto cristão" (...) Na França, o Conselho Nacional dos Evangélicos (CNEF) publicou documento em que classifica a teologia da prosperidade, proclamada por igrejas neopentecostais, como uma distorção da mensagem cristã, informa o jornal "La Croix".

Leia o texto completo.


Fonte: ALC - 12/07/2012. A notícia pode ser lida também aqui.


Les évangéliques se démarquent de la théologie de la prospérité
Dans un document officiel, conçu comme un outil destiné aux Églises évangéliques et adopté fin mai, le Conseil national des évangéliques de France a pris ses distances avec cette théologie issue des courants pentecôtistes américains, qui met sur le même plan salut chrétien et richesse matérielle.

Leia o texto completo.

Fonte: La Croix - 29/06/2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Hinkelammert: o mercado é pura vontade de poder


Os banqueiros e os políticos hoje sabem muito bem as catástrofes sociais que estão produzindo, mas não veem a mínima razão para limitar o negócio que estão fazendo com a miséria das populações e da natureza.

Excelente artigo de Franz Hinkelammert, teólogo e economista alemão que vive na América Latina, reproduzido por Notícias: IHU de 12/07/2012, no qual ele mostra que vivemos numa economia que depende do crescimento, porém cada vez está mais evidente que o crescimento está chegando aos seus limites.

O título: A rebelião dos limites, a crise da dívida e o esvaziamento da democracia.

Franz Hinkelammert é autor, além de muitos outros, de um livro que considero extraordinário, publicado na década de 80 e hoje esgotado: As armas ideológicas da morte. São Paulo: Paulus, 1983, 346 p. - ISBN 8505000102 [encontrei uma cópia em espanhol, para download, aqui].

Destaco dois trechos da análise de Hinkelammert:

:: Estamos enfrentando três grandes ameaças globais concretas: a exclusão da população, a subversão das relações sociais e a ameaça à natureza. Entretanto, a maior delas é outra: é a inflexibilidade absoluta da estratégia de globalização. É, de fato, a verdadeira ameaça, porque esta ameaça torna impossível enfrentar as outras ameaças mencionadas. Trata-se de uma ameaça que, de maneira alguma, é um produto necessário de um mundo tornado global. Na realidade, a estratégia da globalização é completamente incompatível com o fato de que o mundo chegou a ser um mundo global. Esse é o verdadeiro problema. A estratégia de globalização destrói um modelo tornado global e é incompatível com a existência deste mundo. O mercado não é um sistema autorregulado. As chamadas forças de autorregulação do mercado não existem. O que existe é uma determinada autorregulação de mercados particulares, não do mercado em seu conjunto. O mercado como conjunto não possui a mínima tendência ao equilíbrio, mas tende sempre de novo e sistematicamente a desequilíbrios. O mercado é pura vontade de poder. As mencionadas ameaças globais concretas são desequilíbrios do mercado. Em benefício de certos equilíbrios financeiros estas ameaças globais são sistematicamente alargadas. Contudo, a política do crescimento econômico mostra outro lado: quanto mais se insiste numa cega política de crescimento, maiores são as ameaças globais e, consequentemente, sacrifica-se qualquer política que tente enfrentá-las. Essa é a lógica da estratégia de globalização. A estratégia de globalização apresenta a si mesma como política de crescimento, porém não é simplesmente isso. É preciso lembrar apenas as características desta estratégia para mostrar o que ela é. É a comercialização de todas as relações sociais, é a privatização como política, que obedece somente a princípios sem maior consideração com a própria realidade. Por isso, nem questiona em que lugar a privatização seria uma solução mais adequada e precisamente onde a propriedade pública representaria uma solução melhor.

:: O que não se pode perceber é a contradição fundamental da nossa atual sociedade: a contradição entre um mundo tornado global e a universalização desta estratégia de globalização. Esta política de maximização do crescimento, hoje, tocou seus limites. O que o relatório do Clube de Roma, em 1972, anunciava com o título “Os limites do crescimento”, hoje é real. A crise de 2008 não é simplesmente uma crise do sistema financeiro, mas o começo de uma crise produzida pelos limites do crescimento, constantemente notável e sem remédio. O que se dá é a rebelião dos limites.

Leia o artigo completo.

Leia Mais:
Hugo Assmann

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Jesus é visto pelos pesquisadores a partir da ótica neoliberal


Li a resenha que Jim West fez do recente livro de James Crossley, Professor da Universidade de Sheffield, Reino Unido, Jesus em uma Era de Neoliberalismo: Questões, saber e ideologia.

CROSSLEY, J. G. Jesus in an Age of Neoliberalism: Quests, Scholarship and Ideology. London: Equinox Publishing, 2012, 256 p. - ISBN 9781908049

O livro de Crossley é, segundo alguns biblistas que já o leram, uma brilhante crítica ideológica da pesquisa exegética. O autor mostra como a pesquisa atual sobre o Jesus histórico é moldada pela pós-modernidade e pelo neoliberalismo norte-americanos fortemente influenciados pelo consumismo. E ele não apenas analisa o que este tipo de discurso defende abertamente, mas, principalmente, o que ele esconde. Há um forte conservadorismo na pesquisa, inclusive onde ela aparece camuflada como ruptura com o status quo.

Jim West, por exemplo, conclui sua resenha com a seguinte observação:
Crossley’s work doesn’t simply need to be read, it needs to be digested and the implications of his research discussed and debated. Academic research itself is at stake and the future of academia under a shadow so long as academics are serfs of the status quo.

Em tradução livre:
A obra de Crossley não pode ser simplesmente lida, ela precisa ser digerida e as implicações de sua pesquisa discutidas e debatidas. É a pesquisa acadêmica em si que está em jogo e o futuro da academia ensombrecido, pois os acadêmicos são servos do status quo.

A editora diz do livro:
Jesus in an Age of Neoliberalism analyses the ideology underpinning scholarly and popular quests for the historical Jesus in a neoliberal age. The book focus is cultural and political concerns, notably postmodernism, multiculturalism and liberal masking of power. The study explores a range of issues: the dubious periodisation of the quest for the historical Jesus; “biblioblogging”; Jesus the “Great Man” and western individualism; image-conscious Jesus scholarship; the “Jewishness” of Jesus and the multicultural Other; evangelical and “mythical” Jesuses; and the contradictions between personal beliefs and dominant ideological trends in the construction of historical Jesuses.


Sumário do livro:

Preface
Chapter 1: Introduction: Jesus Quests and Contexts

PART I: From Mont Pelerin to Eternity? Contextualising an Age of Neoliberalism
Chapter 2: Neoliberalism and Postmodernity
Chapter 3: Biblioblogging: Connected Scholarship
Chapter 4: ‘Not Made by Great Men’? The Quest for the Individual Christ
Chapter 5: ‘Never Trust a Hippy’: Finding a Liberal Jesus Where You Might Not Think

PART II: Jesus in an Age of Neoliberalism
Chapter 6: A ‘fundamentally unreliable adoration’: 'Jewishness’ and the Multicultural Jesus
Chapter 7: The Jesus Who Wasn’t There? Conservative Christianity, Atheism and Other Religious Influences

PART III: Contradictions
Chapter 8: ‘Forgive them; for they do not know what they are doing!’ Other Problems, Extremes and the Social World of Jesus
Chapter 9: Red Tory Christ

Chapter 10: Conclusion


Este livro pode ser lido com proveito ao lado de outra obra importante de James Crossley: Jesus in an Age of Terror: Scholarly Projects for a New American Century. London: Equinox Publishing, 2008, 256 p. - ISBN 9781845534295 (Hardcover) 9781845534301 (Paperback).


Saiba mais sobre James Crossley e o livro aqui e aqui.

Resenhas na RBL: 05.07.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Milton Eng
The Days of Our Years: A Lexical Semantic Study of the Life Cycle in Biblical Israel
Reviewed by Paul Korchin

John Fitzgerald, Fika J. van Rensburg, and Herrie van Rooy, eds.
Animosity, the Bible, and Us: Some European, North American, and South African Perspectives
Reviewed by Miriam von Nordheim-Diehl

John Horman
A Common Written Greek Source for Mark and Thomas
Reviewed by Simon Gathercole

Ian Christopher Levy, ed.
The Letter to the Galatians
Reviewed by Ian J. Elmer
Reviewed by Akio Ito

Kristen H. Lindbeck
Elijah and the Rabbis: Story and Theology
Reviewed by Sonya S. Cronin

Mikeal C. Parsons, Martin M. Culy, and Joshua J. Stigall
Luke: A Handbook on the Greek Text
Reviewed by John DelHousaye

Hayim Tadmor; ed. Mordechai Cogan
"With My Many Chariots I Have Gone Up the Heights of the Mountains": Historical and Literary Studies on Ancient Mesopotamia and Israel
Reviewed by R. Russell Mack

Leigh M. Trevaskis
Holiness, Ethics and Ritual in Leviticus
Reviewed by James W. Watts

Leslie W. Walck
The Son of Man in the Parables of Enoch and in Matthew
Reviewed by Donald Senior


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Resenhas na RBL: 28.06.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Christopher B. Ansberry
Be Wise, My Son, and Make My Heart Glad: An Exploration of the Courtly Nature of the Book of Proverbs
Reviewed by Anne W. Stewart

James B. Charlesworth
The Good and Evil Serpent: How a Universal Symbol Became Christianized
Reviewed by Volker Rabens and Rosel Pientka-Hinz

Roy E. Ciampa and Brian S. Rosner
The First Letter to the Corinthians
Reviewed by Jeffrey Cayzer

Richard E. DeMaris
The New Testament in Its Ritual World
Reviewed by Jason T. Lamoreaux

David L. Eastman
Paul the Martyr: The Cult of the Apostle in the Latin West
Reviewed by Lee M. Jefferson
Reviewed by Shelly Matthews

John T. Fitzgerald, ed.
Passions and Moral Progress in Greco-Roman Thought
Reviewed by Douglas A. Hume

Elim Hiu
Regulations concerning Tongues and Prophecy in 1 Corinthians 14.26-40: Relevance beyond the Corinthian Church
Reviewed by Lars Kierspel

Beate Pongratz-Leisten, ed.
Reconsidering the Concept of Revolutionary Monotheism
Reviewed by Michael B. Hundley

Hanne von Weissenberg, Juha Pakkala, and Marko Marttila, eds.
Changes in Scripture: Rewriting and Interpreting Authoritative Traditions in the Second Temple Period
Reviewed by Ian Young


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domingo, 8 de julho de 2012

Vaticano II: a batalha pelo significado


Recomendo a leitura da resenha escrita por Rodrigo Coppe Caldeira sobre o livro de Massimo Faggioli acerca do Concílio Vaticano II.

A resenha: Vaticano II: a batalha pelo significado. Uma análise de Rodrigo Coppe Caldeira

O livro: FAGGIOLI, M. Vatican II: The Battle for Meaning. Mahwah, NJ: Paulist Press, 2012, 224 p. - ISBN 9780809147502


Para Rodrigo Coppe Caldeira,  a obra de Faggioli é uma oportunidade de adentramos, nesse início da segunda década do novo milênio, nos meandros historiográficos, teológicos e hemenêuticos dos debates em torno do Concílio Vaticano II e seus inúmeros desafios. Vale a leitura!

:: Quem é Rodrigo Coppe Caldeira?


Leia Mais:
Alguns livros e artigos sobre o Vaticano II

sábado, 7 de julho de 2012

Concilium: a Teologia entre luzes e sombras


O fascículo 345 da Revista Internacional de Teologia Concilium, o segundo de 2012, tem o seguinte título:

Bispos e Teólogos - Tensões Antigas e Novas

O editorial - que pode ser lido aqui - é assinado por Susan A. Ross, Presidente da Sociedade Teológica Católica da América, e por Felix Wilfred, Presidente da Revista Concilium.

Dizem:
O presente fascículo de Concilium adota uma abordagem internacional a esta questão. Enquanto grande parte do "calor e luz" que cercam a relação bispo-teólogo pode ser mais evidente no Norte global, o Sul global não deixa de ter sua parcela de tensões.

Artigos de:

  • Eloi Messi Metogo - Camarões
  • Georg Evers - Alemanha
  • Agenor Brighenti - Brasil
  • Andrés Torres Queiruga - Espanha
  • James A. Coriden - Estados Unidos
  • Peter C. Phan - Vietnam


Leia Mais:
Hermenêuticas em tensão: tempos sombrios para a teologia - Faustino Teixeira: Notícias IHU 07/07/2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Navegação anônima na Internet


Confira os melhores serviços gratuitos de navegação anônima na Internet em

Best Free Anonymous Surfing Services - Gizmo's Freeware - Atualizado em 05/07/2012

You will find that these free programs and web services are of the most help at internet cafes, libraries, schools, workplaces, and public or prepaid Wi-Fi hotspots, and any other common place where there is surely a greater need for discretion. On the other hand, depending on your reasons, they are also perfect products for use in your own home in order to prevent curious prying eyes and even your ISP from taking advantage of the opportunity to monitor you.

Se preferir, leia em espanhol.


Leia Mais:
Navegando com segurança na Internet



Thomas Thompson: não é este o filho do carpinteiro?


Thomas L. Thompson publicou, na revista online The Bible and Interpretation, artigo em resposta a Bart D. Ehrman, Did Jesus Exist? The Historical Argument for Jesus of Nazareth. New York: Harper and Collins, 2012.

Leia: Is This Not the Carpenter’s Son? A Response to Bart Ehrman

Um trecho do artigo:
Ehrman pompously ignores my considerable analytical discussion, which was rooted in a wide-ranging, comparative literary classification and analysis of the Old Testament and ancient Near Eastern inscriptions. Apparently to him, the more than 40 years I have devoted to research in my study of the primary fields of Old Testament exegesis, ancient Near Eastern literature and ancient history—not least in regards to questions of historicity—leaves me unqualified and lacking the essential competence to address such questions because they also come to include a comparison of such an analysis with these same stereotypical literary tropes as they occur in the Gospels.

:: Quem é Thomas L. Thompson?

:: Quem é Bart D. Ehrman?


Leia Mais:
Did Jesus Exist? The Trouble with Certainty in Historical Jesus Scholarship
Is This Not the Carpenter: A Question of Historicity? 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Muita reza e pouca missa, muito santo e pouco padre


Ainda sobre o perfil religioso dos brasileiros divulgado pelo Censo 2010, o sociólogo da religião Pedro Ribeiro de Oliveira, entrevistado pela  IHU On-Line, faz algumas considerações interessantes.

Confira a entrevista:  A desafeição religiosa de jovens e adolescentes, publicada pela IHU On-Line hoje, 5 de julho de 2012. E que pode ser lida também na Adital.

Diferente do título dado pela IHU On-Line, eu gostaria de chamar a atenção para outro aspecto da entrevista, daí o título que escolhi Muita reza e pouca missa, muito santo e pouco padre, uma forte característica do catolicismo popular brasileiro. Nasci e cresci em região de fazendas médias e pequenas em Minas Gerais, longe da cidade, e sei bem o que é isso.

Três trechos da entrevista exemplificam o que quero dizer:


:: IHU On-Line – Os dados do censo 2010, divulgados pelo IBGE, demonstram um progressivo declínio do catolicismo no país. Como o senhor interpreta esses dados? O que isso significa?

Pedro Ribeiro de Oliveira – Esses dados não estão exatamente relacionados ao proselitismo evangélico, mas sim a uma crise das religiões tradicionais. Ainda não fiz um estudo minucioso dos dados do censo, porém pude perceber que as igrejas tradicionais – católica, luterana, presbiteriana e mesmo a metodista – perderam membros em termos absolutos e não acompanharam o crescimento da população. Uma igreja que me surpreendeu nesse sentido foi a Congregação Cristã do Brasil, que era muito sólida e tinha membros praticantes. Há aí um dado no censo que obriga certa atenção, porque várias igrejas perderam membros, inclusive a Universal do Reino de Deus.

Precisamos ter presente o dado de que a perda de membros atinge várias denominações religiosas. Claro que o proselitismo tem sua importância nesse processo, mas isso ocorre principalmente por causa da insatisfação do fiel com os serviços oferecidos pela sua igreja (...)



:: IHU On-Line – Qual o significado de o Brasil ainda ser um país majoritariamente católico, considerando que existem os praticantes e os não praticantes?

Pedro Ribeiro de Oliveira – Muitos só consideram católicos aqueles que vão à missa e comungam. Entretanto, a tradição católica brasileira nunca foi de seguir tradicionalmente o catolicismo romano. O catolicismo popular tradicional mostra muita reza e pouca missa, muito santo e pouco padre. Essa frase é perfeita. Quer dizer, a tradição católica sempre teve muita devoção aos santos; era uma religião familiar. Praticava-se o catolicismo em casa, com a família, geralmente a materna, e de vez em quando se frequentava a igreja para receber os sacramentos. Quer dizer, trata-se de um católico não praticante do sacramento, mas um católico praticante da devoção aos santos. Um velho teólogo que já morreu dizia: “O padre fala da ignorância religiosa do povo, e o povo também acha que o padre é ignorante na religião, porque não sabe fazer a devoção aos santos”.

Então, o catolicismo tem essa propriedade, é uma religião que comporta muita gente, e diferentes formas de ser católico, inclusive aquela dos não praticantes (...)


:: IHU On-Line – Que desafios os dados do censo apresentam para a Igreja Católica brasileira?

Pedro Ribeiro de Oliveira – Diante dos dados do censo, fiquei muito curioso, e entrei no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, e vi lá uma matéria dizendo que a Igreja está viva. Isso é muito interessante. A matéria informava que aumentou o número de paróquias e o número de padres. Isso é igreja viva? A paróquia é uma instituição medieval que na Idade Média era muito boa, e também foi boa para o mundo rural. Se tivesse aumentado o número de comunidades de padres, aí tudo bem, porque teria aumentado o número de padres presente ao lado do povo. Achar que aumentar o número de paróquias é aumentar a presença da igreja no mundo é um equívoco, no meu entender, de todo tamanho. E o segundo é dizer que a igreja está viva porque aumentou o número de padres. A igreja está mais clerical, porque aumentou o número de padres, mas o número de padres não representa a vitalidade para a igreja. A vitalidade da igreja sempre foi a atividade dos leigos.

Tenho impressão de que a reação oficial da Igreja Católica, pelo menos nas matérias que pude ver, é um grande equívoco em termos sociológicos, ou seja, é ainda pensar em um modelo de igreja do Concílio de Trento. A força da Igreja, de qualquer igreja, está no que os protestantes chamam de congregar, ou seja, juntar pessoas que possam participar e sentir-se igreja. Creio que a experiência mais bem sucedida na Igreja Católica foram as Comunidades Eclesiais de Base, seguida dos grupos de oração, grupos de pastorais, que hoje chamam de novas comunidades. Esses programas buscam juntar pessoas leigas que se reúnem, celebram, leem a Bíblia para, a partir disso, influenciar no mundo. Aí está a força de uma igreja, a força pentecostal. A força pentecostal das igrejas evangélicas não é o número de pastores, mas o número de obreiros, que são pessoas leigas, que têm um entusiasmo pela religião.

Trata-se da força de expandir da igreja para o mundo. Isso quer dizer: uma igreja é forte quando tem grupos de leigos que se reúnem para atuar no mundo. Hoje o que vemos é a força de atrair para dentro, ou seja, o bom católico é aquele que está na igreja. Isso aí é o definhamento da instituição. Na hora que os responsáveis pela igreja no Brasil levarem a sério esses dados geracionais, ou seja, a desafeição religiosa de jovens e adolescentes, espero que deem um recado a essa pastoral maluca que eles têm, que gasta todos os recursos para construir seminário e formar mais padres.

Leia a entrevista.

Leia Mais:
As religiões dos brasileiros: Censo de 2010
CEBs: esta é a opção para a Igreja Católica no Brasil

O bóson de Higgs foi encontrado?


Leia aqui, aqui e aqui.


:: O Modelo Padrão da Física de Partículas / The Standard Model of Particle Physics - Marco Antonio Moreira: Rev. Brasileira de Ensino de Física, vol. 31, no.1, São Paulo, 2009.

:: Bóson de Higgs: algumas respostas - Notícias: IHU 05/07/2012  Texto original:  Higgs boson: physics professors answer your questions live - The Guardian 04/07/2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Biblical Studies Carnival 76


Seleção das melhores postagens dos biblioblogs em junho de 2012.

Biblioblog Carnival “according to Mark”

Trabalho feito por Michael Kok, do biblioblog Euangelion Kata Markon.

terça-feira, 3 de julho de 2012

CEBs: esta é a opção para a Igreja Católica no Brasil


É a proposta de Sérgio Ricardo Coutinho, Professor do Curso de Pós-Graduação em História do Cristianismo Antigo na UnB e de História da Igreja no Instituto São Boaventura, de Brasília, e Presidente do Centro de Estudos em História da Igreja na América Latina (Cehila-Brasil), ao analisar o declínio do catolicismo no Brasil, divulgado pelo Censo 2010.

Censo 2010 é uma boa oportunidade para a Igreja Católica

Os dados confirmam o que sociólogos, teólogos e cientistas da religião já suspeitavam: a continuidade do processo de declínio católico e do crescimento evangélico. Parece-nos ser momento oportuno para uma breve reflexão sobre as opções adotadas pela Igreja nestes anos em vista de estancar a sangria, como também momento oportuno para rever opções em vista daquilo que o Documento de Aparecida chamou da necessária “conversão pastoral”.

Conforme analistas, as regiões onde o Catolicismo mais decresceu foram naquelas de “recepção de migrantes”, seja nas fronteiras agro-minerais do Norte e do Centro-oeste, seja nas periferias dos grandes centros urbanos do Sudeste brasileiro. Segundo eles, nestas regiões, formaram-se grandes “bolsões de pessoas socialmente deslocadas” e carentes de um senso de comunidade e foi justamente junto destes que os evangélicos pentecostais atuaram com vigor. Enquanto isso, as regiões Nordeste e Sul, doadoras de migrantes para aquelas regiões, sofreram perdas bem menores nos números de católicos. Como a Igreja Católica atuou para acompanhar tanto a mobilidade territorial e, principalmente, a mobilidade religiosa?

O sociólogo da religião, Ricardo Mariano, é categórico ao afirmar que a estratégia adotada pela Igreja nestes últimos anos visando deter o avanço evangélico falhou: “Liderada pela Renovação Carismática e apoiada na criação de redes de TV e no evangelismo midiático, a reação católica à expansão pentecostal fracassou”. Mas, além de investir nesta estratégia, a Igreja continuou com outra prática ainda de épocas de Cristandade: a centralidade das estruturas jurídico-canônicas.

Segundo dados do Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais (CERIS), organismo ligado à CNBB, em 20 anos (1990-2010) a Igreja investiu fortemente na criação de novas paróquias e registrando um crescimento na ordem de 43%; concomitantemente, investiu muito na criação de novos ministros ordenados (presbíteros e diáconos). O número de padres teve um crescimento de 55% no período, enquanto que os diáconos tiveram um verdadeiro boom neste mesmo período chegando ao percentual de 329% (!).

Além destes números, não podemos esquecer que o episcopado brasileiro tornou-se o maior numericamente em toda a Igreja Católica nos últimos anos e, em função disto, também investiu na criação de novas dioceses, saltando de 255 em 1990 para 276 em 2010 (crescimento de 8%).

Segundo ainda os dados do CERIS, podemos prestar a atenção na localização destes “investimentos” e suas incongruências. Nas Regiões Norte e Centro-oeste, onde o evangelismo pentecostal cresceu muito entre os migrantes, a proporção de aumento de padres foi de 3% e 9%, respectivamente. Já a região Sudeste, por outro lado, teve um crescimento de 45% (!) no número de presbíteros. Este número é acompanhado pelo aumento de paróquias. Nos regionais Leste 2 (Minas Gerais) e Sul 1 (São Paulo) da CNBB, regionais de maior número de dioceses no Brasil, o crescimento de paróquias, entre 1994 e 2010, chegou a quase 36% e 47%, respectivamente.

O que se pode inferir destes dados é que as opções pastorais da Igreja Católica não criaram o “senso de comunidade” entre as “pessoas socialmente deslocadas”. Percebe-se este mesmo fenômeno em relação à Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) que experimentou um decréscimo no número de seus adeptos em 10%. A explicação dada pelos analistas é que seus mega-templos e redes de TV desfavorecem uma sociabilidade fraterna e comunitária, daí o crescimento de “pequenas igrejas” formadas por até 30 pessoas.

O Censo 2010 é mais um sinal que confirma a convocação feita pelos bispos latino-americanos em 2007, na Conferência de Aparecida, para a necessária “conversão pastoral” em vista de uma Igreja verdadeiramente missionária. Como também vai de encontro à uma das “urgências” da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil: por uma “Igreja: comunidade de comunidades”. De fato, o CERIS não tem nenhum levantamento para a quantificação da criação de Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), mas fica evidente a falta de vontade política do episcopado brasileiro e a demora em sua “conversão pastoral” para sair da pastoral de mera conservação, que definitivamente não atende mais a realidade atual, para uma verdadeira pastoral missionária.

O que os dados indicam é que existe sim uma saída, e a Igreja Católica no Brasil já a tinha experimentado com um investimento forte no passado, e que nos parece ser de muita atualidade: a criação de mais e mais comunidades eclesiais de base (CEBs) coordenadas por leigos e leigas.


Fonte: Notícias IHU: 03/07/2012

Leia Mais:
Censo apresenta falhas na classificação das religiões, aponta o pastor luterano Walter Altmann (o texto pode ser lido também aqui)
As religiões dos brasileiros: Censo de 2010

Morreu o teólogo José Míguez Bonino


Perda de José Míguez Bonino deixa lacuna na teologia latino-americana

"A morte do teólogo metodista argentino José Míguez Bonino, aos 88 anos, no sábado, 30 de junho, deixa um sentido vazio na teologia latino-americana, de modo especial na teologia evangélica, ecumênica e na reflexão sobre o amor preferencial de Deus pelos pobres.

Bonino, como lembrou a nota da Iglesía Evangelica del Río de la Plata (IERP), foi pastor metodista, teólogo da Libertação – com artigos e livros publicados, entre os quais se destaca ‘Rostos do Protestantismo Latino-Americano’ – professor emérito do Instituto Superior Evangélico de Estudos Teológicos (ISEDET). Ele deixa significativa contribuição à tradição das igrejas evangélicas do continente.

Bonino tinha uma leitura abrangente da realidade latino-americana, substituía discriminações de qualquer natureza por diálogo franco – algumas vezes duros, como com Moltmann –, mas sempre propositivo, a partir de princípios e sempre com muitas perguntas. Ele deixa a marca de teólogo sério, que integrava elementos conceituais aparentemente contraditórios, mas os superava com o esforço de estudioso, inquieto e sem fugir às grandes questões.

Defendia a teologia como discurso legítimo, destemido, com perguntas e respostas a seu tempo, às igrejas, e a todos que postulavam diálogos claros, com as respostas obtidas e as ainda por perseguir. Dele se aprendeu que 'toda teologia que mereça tal nome parte da realidade e a ela retorna'. A comunidade ecumênica fica órfã desse pensador e decano dos Teólogos Evangélicos Latino-americanos".


La pérdida de José Míguez Bonino deja una laguna en la teología latinoamericana

"La muerte del teólogo metodista argentino José Míguez Bonino, a los 88 años, el sábado 30 de junio, deja un sentido vacío en la teología latino-americana, de modo especial en la teología evangélica, ecuménica y en la reflexión sobre el amor preferencial de Dios por los pobres.

Bonino, como recuerda la nota de la Iglesia Evangélica del Río de la Plata (IERP), fue pastor metodista, teólogo de la Liberación – con artículos y libros publicados, entre los cuales se destaca ‘Rostros del Protestantismo Latino-Americano’ – profesor emérito del Instituto Superior Evangélico de Estudios Teológicos (ISEDET). Deja significativa contribución a la tradición de las iglesias evangélicas del continente.

Bonino tenía una lectura abarcativa de la realidad latino-americana, substituía discriminaciones de cualquier naturaleza por diálogo franco – algunas veces duros, como con Moltmann –, mas siempre propositivo, a partir de principios y siempre con muchas preguntas. Él deja la marca de teólogo serio, que integraba elementos conceptuales aparentemente contradictorios, pero los superaba con el esfuerzo de estudioso, inquieto y sin huir de las grandes cuestiones.

Defendía la teología como discurso legítimo, audaz, con preguntas y respuestas a su tiempo para las iglesias, y a todos que postulaban diálogos claros, con las respuestas obtenidas y las aún por perseguir. De él se aprendió que 'toda teología que merece el nombre de tal parte de la realidad y a ella retorna'. La comunidad ecuménica queda huérfana de ese pensador y decano de los Teólogos Evangélicos Latinoamericanos".


Fonte:  Antonio Carlos Ribeiro -  ALC - 02/07/2012

segunda-feira, 2 de julho de 2012

As religiões dos brasileiros: Censo 2010


Foram divulgados no dia 29 de junho, pelo IBGE, os dados do Censo Demográfico de 2010 sobre o perfil religioso no Brasil. A imprensa deu razoável cobertura ao tema.

Embora eu ache que, do ponto de vista cristão, deveríamos estar muito mais preocupados com o Evangelho do que com as práticas religiosas e a pertença a este ou aquele agrupamento religioso, aí vão alguns links para leitura:

:: Catolicismo no Brasil em Declínio: os dados do Censo de 2010 - Faustino Teixeira: Notícias: IHU 30/06/2012
Os dados que acabam de ser apresentados pelo IBGE com respeito às religiões brasileiras no Censo Demográfico de 2010 confirmam a situação de progressivo declínio na declaração de crença católica. Os dados apresentados indicam que a proporção de católicos caiu de 73,8% registrados no censo de 2000 para 64,6% nesse último Censo, ou seja, uma queda considerável. Trata-se de uma queda que vem ocorrendo de forma mais impressionante desde o censo de 1980, quando então a declaração de crença católica registrava o índice de 89,2%. Daí em diante, a sangria só aumentou: 83,3% em 1991, 73,8 % em 2000 e 64,6% em 2010. O catolicismo continua sendo um “doador universal” de fiéis, ou seja, “o principal celeiro no qual outros credos arregimentam adeptos”, para utilizar a expressão dos antropólogos Paula Montero e Ronaldo de Almeida. A redução católica ocorreu em todas as regiões do país, sendo a queda mais expressiva registrada no Norte, de 71,3% para 60,6%. O estado que apresenta o menor percentual de católicos continua sendo o do Rio de Janeiro, com 45,8% (uma diminuição com respeito ao censo anterior que apontava 57,2%). O estado brasileiro com maior percentual de católicos continua sendo o Piauí, com 85,1% de declarantes (no censo anterior o registro era de 91,4%). Os dados indicam que o Brasil continua tendo uma maioria católica, mas se a tendência apontada nesse último censo continuar a ocorrer teremos em breve uma significativa alteração no campo religioso brasileiro, com impactos importantes em vários campos. O novo censo aponta um dado que já era previsível, a continuidade do crescimento evangélico no Brasil...

:: Igreja Católica tem queda recorde e perde 465 fiéis por dia em uma década - Luciana Nunes Leal e Clarissa Thomé: O Estado de S. Paulo, em Notícias: IHU 30/06/2012
Dados do Censo indicam que o total de católicos diminuiu 1,4%, enquanto a população brasileira aumentou 12,3%. Em 2010, havia 123,2 milhões de católicos no País; em 2000, eram 124,9 milhões. Em dez anos, a comunidade católica perdeu uma população equivalente à de Curitiba. Em 2010, 64,6% da população brasileira era católica. Houve uma queda de 12,2% em relação aos 73,6% de 2000, a maior perda proporcional desde o início da contagem da população, em 1872. Há 50 anos, a religião católica tinha predomínio absoluto, com 93% da população. Se for mantido o ritmo da última década, em 20 anos os católicos serão menos da metade da população. O crescimento dos evangélicos é a maior causa da queda dos católicos, embora também tenham crescido os brasileiros que se declaram sem religião e os de religiões minoritárias, como o espiritismo. Divididos em três grandes categorias, os evangélicos seguem crescendo, mas em ritmo bem menor que na década anterior e chegaram a mais de um quinto da população brasileira, com 22,2%, ou 42,2 milhões de fieis. Houve um aumento em números absolutos de 16 milhões de evangélicos entre 2000 e 2010 - ou 4.383 novos fiéis por dia. O aumento dos evangélicos é puxado pelos pentecostais, principalmente os da Assembleia de Deus, e por um novo fenômeno do mundo evangélico, o fiel "independente", que segue a religião, mas não se vincula a nenhuma igreja específica. A pulverização dos evangélicos acompanha o surgimento de novas igrejas a cada dia...

:: Em marcha, a transformação da demografia religiosa do país - Ricardo Mariano: Folha de S. Paulo 30/06/2012
O Censo confirma as tendências de mudança radical da demografia religiosa nas últimas décadas: queda da hegemonia católica, avanço vertiginoso dos evangélicos e diversificação religiosa. Liderada pela Renovação Carismática e apoiada na criação de redes de TV e no evangelismo midiático, a reação católica à expansão pentecostal fracassou. O inchaço da categoria "evangélica não determinada" reduziu artificialmente o crescimento pentecostal. Mostra limitações do Censo, mas também pode estar sinalizando a expansão da privatização religiosa nesse grupo, situação em que o crente mantém a identidade religiosa e a crença, mas opta por fazê-lo fora de instituições. Tal privatização resultaria da massiva difusão do individualismo, da crescente busca de autonomia em relação aos poderes eclesiásticos, à imposição de moralidades tradicionalistas, aos elevados custos do compromisso religioso. Ela pode ter ocorrido, em especial, entre indivíduos dos grupos mais beneficiados pelo crescimento da renda e das oportunidades no mercado de trabalho e no ensino superior... (este texto pode ser lido também aqui).

:: Embora maioria da população seja cristã, país tem pluralidade religiosa formada por grupos minoritários - Thais Leitão: Agência Brasil 29/06/2012
Embora os católicos continuem sendo maioria no país, somando mais de 123 milhões de brasileiros, os dados do Censo Demográfico 2010 – Características Gerais da População, Religião e Pessoas com Deficiência, divulgado hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam uma grande diversidade religiosa entre a população brasileira. Na última década, além dos evangélicos, grupo que mais cresceu no período, passando de 15,4% para 22,2% e totalizando 42,3 milhões de pessoas no país, também tiveram expansão os espíritas, que passaram de 1,3% para 2% e somaram 3,8 milhões em 2010; os que se declararam sem religião, que subiram de 7,4% para 8%, ultrapassando os 15 milhões; e o conjunto pertencente a outras religiosidades, que cresceu de 1,8% para 2,7%, totalizando pouco mais de 5 milhões de brasileiros. Os adeptos da umbanda e do candomblé mantiveram-se em 0,3% ao longo da década, representando quase 590 mil pessoas. De acordo com o pesquisador da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Cláudio Crespo, os números apontam que, embora a tradição cristã seja forte no país, há um convívio com grupos minoritários... (este texto pode ser lido também aqui).

:: Urbanização e intransigência são causas apontadas - José Maria Mayrink: O Estado de S. Paulo, em Notícias: IHU 30/06/2012
Os dados do Censo 2010 surpreendem estudiosos do fenômeno religioso e a cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), porque a queda da porcentagem e do número absoluto de católicos foi maior do que se esperava. O que mais assusta é a constatação de que a Igreja Católica perdeu 1,7 milhão de seguidores em dez anos, enquanto os evangélicos continuaram aumentando, embora em ritmo inferior ao da década anterior, de 1990 a 2000. "Se permanecer essa tendência, é possível que daqui a uns 20 anos os católicos não cheguem à metade da população", admite o padre João Batista Libânio, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia, em Belo Horizonte. Essa redução, diz ele, deve ser analisada no contexto cultural de uma pós-modernidade líquida e fragmentada. "Uma instituição compacta como a Igreja Católica sofre essa fragmentação (perde terreno para outras igrejas), na medida em que não abre mão de seus princípios." O número de católicos só deixaria de cair se a Igreja tivesse flexibilidade em questões da moral sexual, por exemplo. Como a Igreja não cede em questões relativas a aborto, contracepção, divórcio e segunda união, os descontentes buscam outras religiões. Evangélicos pentecostais crescem, pois oferecem produtos e não uma instituição. Essa realidade não deveria assustar a quem analisa a perda de fiéis nessa perspectiva, diz padre Libânio...

Rio+20: a fraqueza teórica do documento final


Insuficiências conceptuais da Rio+20 - Leonardo Boff: 01/07/2012

"Não corresponde à realidade dizer que a Rio+20 foi um sucesso. Pois não se chegou a nenhuma medida vinculante nem se criaram fundos para a erradicação da pobreza nem mecanismos para o controle do aquecimento global. Não se tomaram decisões para a efetivação do propósito da Conferência que era criar as condições para o “futuro que queremos”. É da lógica dos governos não admitirem fracassos. Mas nem por isso deixam de sê-lo. Dada a degradação geral de todos os serviços ecossistêmicos, não progredir significa regredir.

No fundo, afirma-se: se a crise se encontra no crescimento, então a solução se dá com mais crescimento ainda. Isso concretamente significa: mais uso dos bens e serviços da natureza o que acelera sua exaustão e mais pressão sobre os ecossistemas, já nos seus limites. Dados dos próprios organismos da ONU dão conta que de desde a Rio 92 houve uma perda de 12% da biodiversidade, 3 milhões de metros quadrados de florestas foram desmatados, 40% mais gases de efeito estufa foram emitidos e cerca da metade das reservas de pesca mundiais foram exauridas.

O que espanta é que o documento final e o borrador não mostram nenhum sentido de autocrítica. Não se perguntam por quê chegamos à atual situação, nem percebem, claramente, o caráter sistêmico da crise. Aqui reside a fraqueza teórica e a insuficiência conceptual deste e, em geral, de outros documentos oficiais da ONU. Elenquemos alguns pontos críticos".

Leia o texto completo.

Este artigo pode ser lido também em Notícias: IHU ou na Carta Maior.

E não se esqueça do alerta de Leonardo: Se a humanidade não definir outra maneira de habitar a Terra – esse era o clamor da Cúpula dos Povos, os representantes da sociedade civil mundial - não sairemos da presente crise. Na pior das hipóteses, a Terra poderá continuar mas sem nós.

Leia Mais:
Rio+20 no Observatório Bíblico