terça-feira, 26 de junho de 2012

Resenhas na RBL: 21.06.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Robert B. Coote and Keith W. Whitelam
The Emergence of Early Israel in Historical Perspective
Reviewed by Aren M. Maeir

Tamara Cohn Eskenazi and Tikva Frymer-Kensky
Ruth
Reviewed by Peter H. W. Lau

Zev Garber, ed.
The Jewish Jesus: Revelation, Reflection, Reclamation
Reviewed by Walter Brueggemann

Jason B. Hood
The Messiah, His Brothers, and the Nations: (Matthew 1.1-17)
Reviewed by M. Eugene Boring

Kelly R. Iverson and Christopher W. Skinner, eds.
Mark as Story: Retrospect and Prospect
Reviewed by Adam Winn

John Kampen
Wisdom Literature
Reviewed by Devorah Dimant

Brent Landau
Revelation of the Magi: The Lost Tale of the Wise Men's Journey to Bethlehem
Reviewed by Craig A. Evans

Cotton Mather; ed. Reiner Smolinski
Biblia Americana, Volume 1: Genesis
Reviewed by Mark Elliott

Roland Meynet
A New Introduction to the Synoptic Gospels
Reviewed by Tobias Hägerland

Stanley E. Porter and Cynthia Long Westfall, eds.
Empire in the New Testament
Reviewed by Torrey Seland


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O golpe no Paraguai


:: Surpresa no Paraguai: é possível reverter o golpe - Antonio Martins: Outras Palavras 25/06/2012
Há resistência social no país e isolamento internacional dos golpistas. Aos poucos, desvenda-se trama que levou à quebra da legalidade.

:: Fernando Lugo, bem no exterior, débil dentro do Paraguai - Martín Granovsky - Página/12, em Carta Maior 26/06/2012
A derrota de Lugo e a ruptura da ordem democrática no Paraguai desataram uma contradição. Por um lado, a América do Sul reagiu de maneira uniforme à destituição do presidente sem vínculos com o narcotráfico e com o comércio ilegal. Por outro, até o momento, a debilidade política interna de Lugo é tal que a reação política externa pode não ser suficiente para alterar o rumo dos acontecimentos. O jogo entre o plano externo e o interno se parece mais com a situação hondurenha do que com a da Bolívia e do Equador.

:: Paraguai: resistência ao golpe ganha página na internet - Marco Aurélio Weissheimer: Carta Maior 25/06/2012
Frente de Defesa da Democracia lançou nesta segunda-feira a página Paraguai Resiste, que transmitirá informações sobre as marchas e mobilizações contra o golpe de Estado que afastou Lugo da Presidência. A página será também um espaço de organização da resistência contra o movimento golpista. Desde o final de semana, grupos de resistência começaram a ser formados por todo o país, na capital e no interior.


Leia mais sobre o golpe no Paraguai aqui (links no final da página) e aqui.

Atualização: 02/07/2012
Página especial da Carta Maior sobre o Golpe no Paraguai

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Faleceu Dom Joviano de Lima Júnior, arcebispo de Ribeirão Preto



Acabo de receber a notícia do falecimento do arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Joviano de Lima Júnior (1942-2012).

E leio no site da Arquidiocese:

"Com pesar, a Arquidiocese de Ribeirão Preto comunica o falecimento de seu Sétimo Arcebispo Metropolitano, Dom Joviano de Lima Júnior, sss, aos 70 anos, na tarde desta quinta-feira, 21 de junho de 2012, no Hospital São Francisco, em Ribeirão Preto. O arcebispo estava internado desde o dia 10 de junho de 2012, no Hospital São Francisco. Nos últimos três anos e três meses enfrentou a batalha contra o câncer no intestino.

Nesta hora de tristeza, anima-nos a certeza da promessa do Cristo que disse: “Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá” (Jo 11,25). Agradecemos a Deus pelo dedicado e frutuoso ministério de Dom Joviano, em 6 anos de pastoreio à frente da Arquidiocese de Ribeirão Preto.

Comunicamos, também, que o velório será na Catedral Metropolitana de São Sebastião, logo após a chegada do corpo, provavelmente ainda na noite de hoje, 21 de junho. A Celebração Exequial, seguida do sepultamento, será no sábado, 23 de junho, às 10h, na Catedral. Manteremos a todos informados pelo site da Arquidiocese".

Dom Joviano era arcebispo de Ribeirão Preto desde 5 de abril de 2006. Dom Joviano foi meu contemporâneo em Roma, quando convivemos, por alguns anos, no Pio Brasileiro.

Leia a biografia de Dom Joviano aqui.


Atualização: 23/06/2012 - 17h00

Celebração exequial e sepultamento de D. Joviano
O corpo do arcebispo de Ribeirão Preto, Dom Joviano de Lima Júnior, SSS, foi sepultado neste sábado, 23 de junho, na Catedral Metropolitana de São Sebastião, em Ribeirão Preto. A concelebração eucarística exequial campal começou às 10 horas sob forte sol, quando o féretro foi trazido para a frente da Catedral, e colocado sobre o tapete vermelho estendido no meio da Rua Florêncio de Abreu. O arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno de Assis presidiu a concelebração, que contou com a presença do cardeal arcebispo de São Paulo Dom Odilo Pedro Scherer, 17 bispos, mais de 100 padres, além de diáconos, seminaristas, religiosos, religiosas e autoridades civis. Mais de 2 mil fiéis participaram da concelebração e louvaram a Deus a trajetória de vida de D. Joviano.

Veja fotos aqui e aqui.


Atualização: 25/06/2012 - 19h00

Pe. Nasser Kehdy Netto foi eleito Administrador da Arquidiocese
Conforme prescrevem as normas da Igreja Católica Apostólica Romana, no Código de Direito Canônico, por ocasião do falecimento de Dom Joviano de Lima Júnior, SSS, no dia 21 de junho de 2012 e a vacância da Sé Metropolitana de Ribeirão Preto, o Colégio de Consultores se reuniu às 10 horas do dia 25 de junho, na Cúria Metropolitana de Ribeirão Preto, e elegeu o Revmo. Sr. Pe. Nasser Kehdy Netto, Administrador Arquidiocesano da Arquidiocese de Ribeirão Preto. Ele administrará a Arquidiocese até que o Santo Padre o Papa Bento XVI nomeie o novo Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto.



segunda-feira, 18 de junho de 2012

Biblistas Mineiros publicam a Estudos Bíblicos 113


Acabo de receber o número 113 da revista Estudos Bíblicos, elaborada pelos "Biblistas Mineiros". Sobre isto escrevi em 2 de outubro de 2011: Biblistas Mineiros: nova Estudos Bíblicos em 2012.

O título desta Estudos Bíblicos: Bíblia: uma Paideia libertadora.

Editorial: Telmo José Amaral de Figueiredo

Artigos:

  • Airton José da Silva: Paideia grega e Apocalíptica judaica
  • Jaldemir Vitório: Nas sendas do direito e da justiça. Educação para uma vida ética no profetismo bíblico
  • Gilvander Luís Moreira: A Bíblia respira profecia: "Se calarem a voz dos profetas..."
  • Jacir de Freitas Faria: Pedagogia da Paideia grega helenística. Influência na educação judaico-cristã em textos bíblicos canônicos e apócrifos
  • Johan Konings: Jesus, caminho e ensinamento de Deus
  • Neuza Silveira de Souza e Maria de Lourdes Augusta: Aprendendo com a Bíblia a arte de bem-viver
  • Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" (Mt 27,46). Aprendendo a derrotar o Mal
  • Pascal Peuzé: Parábolas em questão


Recensões:

  • Konings, Johan. A Bíblia, sua origem e sua leitura. 7. ed. atualizada. Petrópolis: Vozes, 2012, 280 p. Por Telmo José Amaral de Figueiredo [leia mais aqui].
  • Evangelhos e Atos dos Apóstolos: Novíssima tradução dos originais (Tradução, introduções e notas de Cássio Murilo Dias da Silva e Irineu J. Rabuske). São Paulo: Loyola, 2011, 268 páginas. Por Irineu J. Rabuske e Cássio Murilo Dias da Silva [leia mais aqui].


Nossa próxima reunião - para preparar outro número, que sairá daqui uns dois anos - será agora em julho, em Belo Horizonte. E com uma ótima notícia: Carlos Mesters, que era de nosso grupo, vai participar!

Entrevista com Mike Davis sobre a Rio+20


Antes do dilúvio. Entrevista com Mike Davis

Florescem cenários apocalípticos nas críticas do urbanista norte-americano Mike Davis, para quem o futuro está sendo gestado em megalópoles convulsionadas. E será um futuro noir, solapado por catástrofes superlativas, guerras e pandemias de toda sorte. "A Rio+20 tem tanta chance de salvar o mundo como uma convenção de entusiastas do esperanto", ironiza o também historiador e fundador da New Left Review. A entrevista é de Juliana Sayuri e Ivan Marsiglia e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 17/06/2012. Reproduzida por Notícias: IHU 18/06/2012. Autor de Cidades Mortas, Ecologia do Medo e Holocaustos Coloniais (Editora Record), Apologia dos Bárbaros, Cidade de Quartzo e Planeta Favela (Boitempo Editorial), Michael Ryan Davis cresceu no deserto californiano de El Cajon, foi aprendiz de açougueiro, caminhoneiro e militante estudantil. Atualmente, leciona na Universidade da Califórnia, em Riverside.

Alguns trechos da entrevista:

:: Qual é sua expectativa para a Rio+20?
A Conferência tem tanta chance de salvar o mundo como uma convenção de entusiastas do esperanto ou um encontro de seguidores de Zoroastro. Há sérios pontos para discutir na Rio+20, mas a épica batalha sobre a mudança climática e o desenvolvimento sustentável foi irremediavelmente perdida na esfera da política internacional. Para os futuros historiadores não será difícil aquinhoar a responsabilidade. Mesmo que todos os países ricos compartilhem alguma culpa, alguém apertou o gatilho. O Protocolo de Kyoto foi assassinado no berço pelo Texas - isto é, pelo Partido Republicano norte-americano e os bilionários do petróleo de Houston que o financiam. Os democratas, por sua vez, lamentaram brevemente a morte de Kyoto e, em seguida, discretamente enterraram o aquecimento global como uma questão de campanha. A ausência do presidente Barack Obama no Rio é um sinal de que a mudança climática - questão de vida e morte para grande parte da humanidade - tornou-se órfã.

:: Então a crise financeira de 2008 selou o destino da causa ambiental?
No caso dos EUA, os resultados foram perversos. Inicialmente, os preços astronômicos do petróleo e a necessidade de um estímulo keynesiano parecia apontar para um boom na energia renovável e tecnologias ambientalmente eficientes. Mas foi o combustível fóssil que se renovou com o boom de tar sands (a mais suja fonte de petróleo) de Alberta e os depósitos de gás nas rochas de Pensilvânia. Ao mesmo tempo, o maior empreendimento da administração de Obama em parcerias público-privadas para a indústria de energia alternativa, uma concessão de US$ 500 milhões para energia solar, foi um fiasco por causa da competição chinesa. A depressão americana deu ao lobby "negador" - a campanha de relações públicas com falsos experts para negar a ideia de aquecimento global - e ao lobby antiambientalista, nova vida no Partido Republicano. Romney é um "cético" renascido na mudança climática enquanto alguns de seus oponentes, como Michelle Bachmann, de Minnesota, são oponentes diretos da ciência moderna per se. Assim, a opinião pública dos EUA mudou drasticamente em direção ao ceticismo sobre o aquecimento global.

:: Seu livro Evil Paradises fala de 'utopias' bem diversas dessa que acaba de descrever.
Vivemos uma separação sem precedentes entre muito ricos e o restante da humanidade. Seja encastelados em arranha-céus militarizados, metidos em murados subúrbios de luxo ou em paraísos artificiais como Dubai, os 1% mais ricos desistiram de qualquer pretensão de existência compartilhada com o resto de nós. Mas no fim das contas a segurança desses "off worlds", como são chamados no filme Bladerunner, é puramente ilusória. Vírus e bactérias incubadas nas imundas e superlotadas metrópoles viajam de primeira classe nos aviões...

:: A globalização reduziu as possibilidades de ação de Parlamentos e chefes de Estado na administração da economia mundial?
A crise europeia transformou-se em uma autópsia pública da globalização em sua forma mais radical. Ela mostrou a dificuldade de se superar desequilíbrios estruturais entre grandes economias - mesmo com as mais ousadas tentativas de regulação supranacional da crise. Doutores do FMI, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu (BCE) alertaram que a prosperidade europeia só pode ser salva por uma integração fiscal e política drástica, pela criação de um genuíno "Estados Unidos da Europa". Mas a atual vantagem comparativa econômica alemã em produtividade e custos do trabalho inviabilizam isso. De um lado, os contribuintes alemães não aceitam sustentar o bem-estar social de gregos e espanhóis. De outro, seria uma humilhação e rendição das soberanias nacionais em troca de benefícios hipotéticos após longos ajustes de austeridade. Os chamados fundos de resgate oferecidos são basicamente um programa para evitar prejuízos aos bancos do norte. Na Grécia, por exemplo, os empréstimos do BCE foram basicamente usados para transferir o risco de bancos estrangeiros para a Grécia e contribuintes europeus. Na Irlanda e na Espanha, transformaram perdas bancárias em dívida pública. Uma vez que os grandes bancos têm sempre prioridade nos botes salva-vidas - enquanto mulheres e crianças ficam por último -, austeridade e dívida vão continuar em uma espiral fora de controle. Essa política está condenando os EUA e a Europa a uma estagnação que já faz lembrar a "década perdida" da América Latina nos anos 1980. Poderão a China e os outros Brics continuarem a crescer em meio a essa depressão? Pergunte aos bancos chineses...

Leia o texto completo. Vale a pena.

Fonte: Notícias: IHU 18/06/2012

O Conselho Mundial de Igrejas na Rio+20


CMI destacará perspectivas éticas na Rio+20

O moderador do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), o pastor brasileiro Walter Altmann, será um dos oradores, na sexta-feira, 22 de junho, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, reunida no Centro de Convenções do Rio de Janeiro. Na ocasião também será lida mensagem do Patriarca Ecumênico Bartolomé I, de Constantinopla.

O encontro, que contará com representantes de várias religiões, foi organizado pelo CMI, Cáritas Internacional, Federação Luterana Mundial e Religiões pela Paz.

Delegação do CMI participará da Rio+20, dias 20 a 22, e da Cúpula dos Povos pela Justiça Social e Ambiental, organizada pela sociedade civil.

“Esperamos que os resultados do Rio reflitam efetivamente um ‘nós’ mais amplo, que inclua em particular as comunidades mais pobres e vulneráveis d o mundo”, disse o encarregado do programa do CMI sobre mudança climática e coordenador da delegação, Guillermo Kerber.

A delegação do CMI vai enfatizar as preocupações éticas e as perspectivas religiosas numa série de eventos que o organismo ecumênico internacional, em parceria com outras organizações, preparou para os dois eventos. O foco está na ecojustiça e um dos programas tem por tema “As perspectivas éticas e religiosas do futuro que queremos”.

“O futuro que queremos” é o título do documento final de Rio+20, do qual se espera que inclua um apelo à ação e assuma uma série de compromissos por parte dos países participantes.

Num evento paralelo, o CMI ofertará o tema “Envolvimentos éticos da sustentabilidade: perspectivas religiosas e educativas”, organizado em colaboração com a Aliança Batista Mundial, a Junta Geral de Igreja e Sociedade, da Igreja Metodista Unida, o Escritório Maryknoll para Assuntos Globais, o Fórum Internacional de Direitos Humanos e a Universidade de Washington.

Na abordagem do tema “A espiritualidade e a ética da água”, a Rede Ecumênica da Água (REDA), do CMI, se unirá à Iniciativa das Religiões Unidas e Fé Sem Fronteiras. O tema será dirigido pelo teólogo Reijo Heinonen, decano fundador da Faculdade de Teologia da Universidade de Joensu, da Finlância.

Junto com um grupo de crianças, delegados e delegadas do CMI participarão de painel organizado por World Team Now sobre Humanidade e Meio Ambiente, os Recursos do Mundo.

O escritório da Coordenação Ecumênica preparou um amplo programa sobre o tema “Religiões por  direitos”, para a Cúpula dos Povos. Esse escritório foi estabelecido em março por Koinonia, organização brasileira integrada à ACT Aliança, no Rio, e que ficou a cargo do teólogo Marcelo Schneider, também responsável pela comunicação do CMI na América Latina.

O programa reunirá participantes ecumênicos e inter-religiosos, também na vigília que terá lugar na noite do dia 17. Na quinta-feira, 21, o teólogo brasileiro Leonardo Boff abordará o tema “Bases éticas e teológicas da justiça temática”.

Fonte: ALC/CMI - 13/06/2012

sábado, 16 de junho de 2012

Resenhas na RBL: 15.06.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Brian Britt
Biblical Curses and the Displacement of Tradition
Reviewed by Brian Doak

Sherri Brown
Gift upon Gift: Covenant through Word in the Gospel of John
Reviewed by Dirk van der Merwe

David M. Carr
The Formation of the Hebrew Bible: A New Reconstruction
Reviewed by Christoph Berner

Colin J. Humphreys
The Mystery of the Last Supper: Reconstructing the Final Days of Jesus
Reviewed by David A. Fiensy
Reviewed by Mary J. Marshall

Marjo Korpel and Johannes de Moor
The Silent God
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Eric F. Mason and Kevin B. McCruden, eds.
Reading the Epistle to the Hebrews: A Resource for Students
Reviewed by Scott D. Mackie

Robert K. McIver
Memory, Jesus, and the Synoptic Gospels
Reviewed by Alan Kirk

Michael S. Moore
WealthWatch: A Study of Socioeconomic Conflict in the Bible
Reviewed by Matthew Coomber

Janet Smith
Dust or Dew: Immortality in the Ancient Near East and in Psalm 49
Reviewed by Philippus J. Botha


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Resenhas na RBL: 06.06.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Kenneth E. Bailey
Paul through Mediterranean Eyes: Cultural Studies in 1 Corinthians
Reviewed by Jack Barentsen

Katell Berthelot and Thierry Legrand, eds.
Torah: Exode, Lévitique, Nombres
Reviewed by Eibert Tigchelaar

Martinus C. de Boer
Galatians: A Commentary
Reviewed by James D. G. Dunn
Reviewed by Martin Meiser

Bruce Chilton and Deirdre J. Good
Studying the New Testament: A Fortress Introduction
Reviewed by Moschos Goutzioudis

Antonios Finitsis
Visions and Eschatology: A Socio-Historical Analysis of Zechariah 1-6
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Lester L. Grabbe, ed.
Israel in Transition 2: From Late Bronze II to Iron IIA (c. 1250-850 BCE): The Texts
Reviewed by Aren Maier

Timothy Jay Johnson
Now My Eye Sees You: Unveiling an Apocalyptic Job
Reviewed by Michael S. Moore

Richard N. Longenecker
Introducing Romans: Critical Issues in Paul's Most Famous Letter
Reviewed by Akio Ito

Ben Witherington III
What's in the Word: Rethinking the Socio-Rhetorical Character of the New Testament
Reviewed by Vernon K. Robbins

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Rio+20


:: Especial Rio+20: Carta Maior

:: Cúpula dos Povos: Cobertura Especial - Adital

Leia Mais:
Rio+20, Cúpula dos Povos e Fórum Social Temático
Rio+20

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Biblical Studies Carnival 75


Citação de algumas postagens dos biblioblogs em maio de 2012.

The Biblioblog Carnival for June 1, 2012

Trabalho feito por RodtRDH, do blog Political Jesus.

sábado, 9 de junho de 2012

Morreu o sociólogo Flávio Pierucci


Acabei de ver a notícia na Folha online de 08/06/2012 e também em Notícias: IHU de 09/06/2012 que reproduz artigo da Folha de S. Paulo.

Convivi com Pierucci, em Roma, durante alguns meses. Quando cheguei ao Pio Brasileiro em 1970 para começar a Teologia na Gregoriana, ele estava terminando o curso. Dele guardo, principalmente, uma lembrança: era uma mente brilhante.

Morre, aos 67 anos, o sociólogo paulista Flávio Pierucci
O professor da USP e sociólogo Antônio Flávio Pierucci morreu ontem [dia 8] pela manhã, em São Paulo, aos 67 anos, em decorrência de um infarto fulminante. O acadêmico tinha diabetes e pressão alta, ambas controladas com medicação. Por volta das 10h de ontem, uma equipe do Samu chegou à residência do pesquisador, na Vila Mariana (zona sul), para tentar reanimá-lo, mas não obteve sucesso. O corpo de Pierucci será enterrado hoje, no Cemitério Municipal de Altinópolis, cidade do Norte paulista (a cerca de 330 km da capital) em que ele nasceu. O professor não deixa filhos. 


Três objetos de estudo se destacaram na trajetória do sociólogo: a produção teórica do alemão Max Weber (1864-1920), o perfil do voto conservador em SP e o enfraquecimento do catolicismo, este último coincidindo com a ascensão das denominações neopentecostais. No âmbito da pesquisa weberiana, publicou em 2003 O Desencantamento do Mundo: todos os passos do conceito em Max Weber (Editora 34), volume originado de sua tese de livre-docência na USP. 


Na obra, Pierucci esmiúça a noção do título, segundo a qual a história do Ocidente testemunhou um lento processo de afastamento da religião de práticas e rituais místicos, mágicos. 


No ano seguinte, o sociólogo, que integrou os quadros do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e foi secretário-geral da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), cuidaria da edição de A Ética Protestante e o "Espírito" do Capitalismo (Cia. das Letras), obra-chave de Weber. Segundo Reginaldo Prandi, professor de sociologia da USP e orientador da tese de doutorado de Pierucci, ele concluíra há pouco a revisão técnica de mais dois títulos weberianos, sobre as religiões da China e da Índia.

Leia a notícia completa.

Atualização: 09/06/2012 - 19h15
A presidenta Dilma Rousseff enviou hoje (9) telegrama de condolências para a família do sociólogo Antônio Flávio Pierucci, que morreu nesta sexta-feira (8), em São Paulo, aos 67 anos.

Diz o telegrama:

O professor Antônio Flávio Pierucci deixa um legado intelectual precioso. A par de seus profundos estudos e criteriosa tradução da obra de Max Weber para o Português, Flávio Pierucci dedicou sua inteligência à compreensão de fenômenos sociais e políticos do presente, destacadamente no campo da Sociologia da Religião. Alunos, colegas e leitores reconhecem nele o talento do mestre e o compromisso generoso com a transformação social. É uma perda que lamento profundamente.


Leia Mais:
Especialista em Weber, reforçou a identidade cristã do brasileiro
Home Page de Antônio Flávio Pierucci
Currículo Lattes de Antônio Flávio Pierucci

Vivemos uma gravíssima crise de civilização


Atitudes críticas e pro-ativas face à Rio+20

"Creio que se impõem três atitudes que precisamos desenvolver diante da Rio+20. A primeira é conscientizar os tomadores de decisões e toda a humanidade dos riscos a que estão submetidos o sistema-Terra, o sistema-vida e o sistema-civilização. As guerras atuais, o medo do terrorismo e a crise econômico-financeira no coração dos países centrais estão nos fazendo esquecer a urgência da crise ecológica generalizada. Os seres humanos e o mundo natural estão numa perigosa rota de colisão (... ) A segunda atitude tem a ver com um deslocamento e uma implicação que importa operar. Urge deslocar a discussão do tema do desenvolvimento para o tema da sustentabilidade. Se ficarmos no desenvolvimento nos enredamos nas malhas de sua lógica que é crescer mais e mais para oferecer mais e mais produtos de consumo para o enriquecimento de poucos à custa da superexploração da natureza e da marginalização da maioria da humanidade (...) A terceira atitude é de trabalho crítico e criativo dentro do sistema. Já se disse: os velhos deuses (a conquista e dominação) não acabam de morrer e os novos (cuidado e responsabilidade) não acabam de nascer. Somos obrigados a viver num entre-tempo: com um pé dentro do velho sistema, trabalhar e ganhar nossa vida no âmbito das possibilidades que nos são oferecidas; e com outro pé dentro do novo que está despontando por todos os lados e que assumimos como nosso. Há muitas iniciativas que podem ser implementadas e que apontam para o novo".

Leia o texto completo.

Fonte: Leonardo Boff: Adital: 08/06/2012. O texto pode ser lido também em Notícias: IHU - 08/06/2012.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Mobilizações no Dia Internacional do Meio Ambiente


Hoje, 5 de junho, é o Dia Internacional do Meio Ambiente. No artigo da Adital, um relato das mobilizações programadas.

Dia do Meio Ambiente: Mobilização Global contra o Capitalismo e a Mercantilização da Vida

Ativistas de todas as partes do mundo vão se mobilizar contra a crise capitalista e em favor de saídas concretas para a crise ambiental. As manifestações serão realizadas no marco da ‘Mobilização Global contra o Capitalismo e a Mercantilização da Vida e em defesa dos bens comuns, da justiça social e ambiental', convocada pela Assembleia de Movimentos Sociais durante o Fórum Social Temático, realizado em janeiro.


As manifestações de amanhã [de hoje] também querem reforçar o posicionamento dos movimentos sociais e suas propostas, que serão debatidas durante a Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental, a ser realizada nos próximos 15 a 23 no Rio de Janeiro (Brasil), onde também acontecerá a aguardada Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).


A Articulação de Movimentos Sociais para a Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) está reforçando o chamado da Assembleia dos Movimentos Sociais e evocando a sociedade civil a se juntar aos protestos para mostrar a força das mudanças que estão acontecendo desde toda a América Latina. Mobilizados, ativistas de várias partes do mundo vão lutar contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns e pela integração dos povos da região.


As ações preparadas para celebrar o Dia Internacional do Meio Ambiente serão mais uma oportunidade para rejeitar as propostas baseadas na ‘economia verde' e lutar contra a crise sistêmica que se transforma em crise econômica, financeira, política, alimentar e ambiental e que prejudica o pleno desenvolvimento da vida humana.

Leia o texto completo.


Leia em espanhol:
Día del Medio Ambiente: Movilización Global contra el Capitalismo y la Mercantilización de la Vida


Fonte: Natasha Pitts: Adital 04/06/2012

Resenhas na RBL: 31.05.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Michael F. Bird
Colossians and Philemon
Reviewed by Rosemary Canavan

Young Sook Choi
"Denn wenn ich schwach bin dann bin ich stark": Die paulinischen Peristasenkataloge und ihre Apostolatstheologie
Reviewed by Lars Kierspel

Barbara M. Leung Lai
Through the 'I'-Window: The Inner Life of Characters in the Hebrew Bible
Reviewed by Frank H. Polak

Henning Graf Reventlow; Leo G. Perdue, trans.
History of Biblical Interpretation, Volume 4: From the Englightenment to the Twentieth Century
Reviewed by Jeffrey L. Morrow

Jacques Schlosser
La première épître de Pierre
Reviewed by Jean-Paul Michaud

David I. Starling
Not My People: Gentiles as Exiles in Pauline Hermeneutics
Reviewed by Robert Foster

Daniel B. Stevick
Jesus and His Own: A Commentary on John 13-17
Reviewed by John Painter

R. S. Sugirtharajah
Exploring Postcolonial Biblical Criticism: History, Method, Practice
Reviewed by Jean Louis Ska

John Van Seters
Changing Perspectives I: Studies in the History, Literature and Religion of Biblical Israel
Reviewed by Diana Edelman

Michael Weigl
Die aramäischen Achikar-Sprüche aus Elephantine und die alttestamentliche Weisheitsliteratur
Reviewed by Mark W. Hamilton


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Economia verde x economia solidária


Economia verde versus economia solidária. Artigo de Leonardo Boff

“O futuro que queremos”, lema central do documento da ONU, não é outra coisa senão o prolongamento do presente. Este  se apresenta ameaçador e nega um futuro de esperança. Num contexto desses, não avançar é retroceder e fechar as portas para o novo", escreve Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor.


Segundo ele, junto com a "Rio+20 seria um ganho resgatar também a Estocolmo+40", pois, continua Leonardo Boff, "nesta primeira conferência mundial da ONU de 5-15 de julho de1972 em Estocolmo na Suécia  sobre o Ambiente Humano, o foco central não era o desenvolvimento mas o cuidado e a responsabilidade coletiva por tudo o que nos cerca e que está em acelerado processo de degradação, afetando a todos e especialmente aos países pobres. Era uma perspectiva humanística e generosa. Ela se perdeu com a cartilha fechada do desenvolvimento sustentável e agora com a economia verde".


Leia o artigo.

Fonte: Notícias: IHU 05/06/2012

Rio+20 e a urgência de uma nova cosmologia


A ausência de uma nova narrativa na Rio+20
O vazio básico do documento da ONU para a Rio+20 reside numa completa ausência de uma nova narrativa ou de uma nova cosmologia que poderia garantir a esperança de um “futuro que queremos” lema do grande encontro. Assim como está, nega qualquer futuro promissor. Para seus formuladores, o futuro depende da economia, pouco importa o adjetivo que se lhe agregue: sustentável ou verde. Especialmente a economia verde opera o grande assalto ao último reduto da natureza: transformar em mercadoria e colocar preço àquilo que é comum, natural, vital e insubstituível para a vida como a água, solos, fertilidade, florestas, genes etc. O que pertence à vida é sagrado e não pode ir para o mercado dos negócios. Mas está indo, sob o imperativo categórico: apropia-te de tudo, faça comércio com tudo, especialmente com a natureza e com seus bens e serviços (...) Por narrativa ou cosmologia entendemos a visão do mundo que subjaz às idéias, às práticas, aos hábitos e aos sonhos de uma sociedade. Por ela se procura explicar a origem, a evolução e o propósito do universo, da história e o lugar do ser humano. A nossa atual é a narrativa ou a cosmologia da conquista do mundo em vista do progresso e do crescimento ilimitado. Caracteriza-se por ser mecanicista, determinística, atomística e reducionista (...) Em contraposição, surge a narrativa ou a cosmologia do cuidado e da responsabilidade universal, potencialmente salvadora. Ela ganhou sua melhor expressão na Carta da Terra [Leonardo Boff participou da elaboração da Carta da Terra]. Situa nossa realidade dentro da cosmogênese, aquele imenso processo de evolução que se iniciou há 13,7 bilhões de anos. O universo está continuamente se expandindo, se auto-organizando e se autocriando. Nele tudo é relação em redes e nada existe fora desta relação. 

Fonte: Leonardo Boff - Carta Maior: 02/06/2012

Leia o texto completo.

Leia Mais:
Earth Charter