segunda-feira, 30 de abril de 2012

Resenhas na RBL: 26.04.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Brian J. Abasciano
Paul's Use of the Old Testament in Romans 9.10-18: An Intertextual and Theological Exegesis
Reviewed by Stephen Moyise

Ron Cameron and Merrill P. Miller, eds.
Redescribing Paul and the Corinthians
Reviewed by Antoinette Clark Wire

Rob Dalrymple
Revelation and the Two Witnesses: The Implications for Understanding John's Depiction of the People of God and His Hortatory Intent
Reviewed by Russell Morton

Michaela Geiger
Gottesräume: Die literarische und theologische Konzeption von Raum im Deuteronomium
Reviewed by J. Cornelis De Vos

Anselm C. Hagedorn and Andrew Mein, eds.
Aspects of Amos: Exegesis and Interpretation
Reviewed by Tyler Mayfield

Conleth Kearns
The Expanded Text of Ecclesiasticus: Its Teaching on the Future Life as a Clue to Its Origin
Reviewed by Bradley C. Gregory

Gordon K. Oeste
Legitimacy, Illegitimacy, and the Right to Rule: Windows on Abimelech's Rise and Demise in Judges 9
Reviewed by Trent C. Butler

Isaac S. D. Sassoon
The Status of Women in Jewish Tradition
Reviewed by Yael Shemesh

Steven Weitzman
Solomon: The Lure of Wisdom
Reviewed by Craig Bartholomew

Christopher Zoccali
Whom God Has Called: The Relationship of Church and Israel in Pauline Interpretation, 1920 to the Present
Reviewed by James D. G. Dunn


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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Código Florestal


>> Última Atualização: 03.05.2012

:: Cientistas seguirão se manifestando contra novo Código Florestal - Clarissa Vasconcellos: Jornal da Ciência, em Carta Maior 02/05/2012
"Estamos publicando textos nos jornais e esperamos juntá-los para talvez fazer um documento e encaminhar à presidente Dilma", afirma José Antônio Aleixo da Silva, professor associado do Departamento de Ciência Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco e coordenador do Grupo de Trabalho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que estuda o Código Florestal.

:: Procuradores da República defendem veto ao novo Código Florestal - Carta Maior 02/05/2012
"Se é certo que a legislação hoje em vigor necessita de aprimoramento, também é evidente que o projeto agora encaminhado à Presidência da República, ao invés de resolver os conflitos que envolvem a proteção do meio ambiente e a produção agropecuária, acabará por agravá-los", diz nota da Associação Nacional de Procuradores da República, que pede o veto integral ao projeto aprovado no Congresso.


:: Ruralistas dão motivos para Dilma vetar mudanças no Código Florestal - Vinicius Mansur: Carta Maior 26/04/2012
Rompendo acordo com governo, ruralistas lideram aprovação do Código Florestal na Câmara, ampliando retrocessos do texto elaborado no Senado. A presidenta Dilma ainda não se manifestou, mas possui uma lista de motivos para utilizar sua prerrogativa de veto: o rompimento do acordo por parte dos ruralistas, seus compromissos de campanha de não aprovar nada que aumente o desmatamento e promova a anistia de desmatadores e a pressão internacional às vésperas da Rio+20.

:: O desmonte do Código Florestal: um ataque ao processo de democratização brasileira - Thiago Alexandre Moraes: Carta Maior 26/04/2012
A luta contra as mudanças no Código Florestal, para muito além de uma luta ambientalista, deve ser compreendida como uma luta pela soberania popular e dos valores democráticos. É preciso que a agenda financeira seja superada pelos reais interesses e necessidades do povo brasileiro.


:: O código de um grupo contra toda sociedade - Saul Leblon: Blog das Frases 26/04/2012
Com justificável desalento, após a aprovação do Código Florestal na Câmara, nesta 4ª feira, membros do Greenpeace classificaram o agronegócio brasileiro como o maior partido do país. O desabafo é compreensível quando 274 votantes, de um total de 458, sonegam à sociedade salvaguardas ambientais minimamente contempladas na versão do projeto egresso do Senado. A identificação entre aritmética e hegemonia porém é equivocada. Ser um grande partido requer justamente o oposto do que caracterizou o espetáculo de ganância obtusa propiciado pelo Legislativo federal.


:: Insaciáveis, ruralistas querem ainda mais retrocessos no Código Florestal - Vinicius Mansur: Carta Maior 24/04/2012
Votação deve começar nesta terça na Câmara dos Deputados. Governo quer aprovação na íntegra do projeto vindo do Senado, que já é considerado ruim por organizações sociais. Ruralistas, entretanto, pretendem ainda mais retrocessos à legislação ambiental. A principal delas diz respeito à vegetação em beira de rio. O novo texto de Piau retira esta obrigação e deixa para os estados a definição sobre as faixas de recuperação obrigatória.

:: Código Florestal: lista de quem votou pró ou contra o relatório Piau - Amazônia, reproduzido em Notícias: IHU 27/04/2012
Depois de anos tramitando no Congresso Nacional, deputados aprovam com louvor novo texto que modifica o Código Florestal do Brasil. O texto mais brando do Senado foi rejeitado por 274 deputados, enquanto a seu favor votaram 184. Isso significa que foi aprovado o relatório Piau, que flexibiliza ainda mais o Código Florestal. A votação teve uma pegadinha.  Os deputados que votaram “sim” desejavam a manutenção do texto aprovado pelo Senado, apoiado pelo governo e que garantia faixas mínimas de proteção e recomposição florestal.  Os deputados que votaram “não” votaram pelo relatório do deputado Paulo Piau, que anulou essas obrigações. Ganharam por 90 votos e reformaram a principal lei florestal brasileira.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Rio+20: verde que te quero verde


As mais diferentes expectativas para a Rio+20

J. B. Libanio - Adital: 23/04/2012

Os ares se agitam em torno da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no mês de junho. Brotam as mais diferentes expectativas. O divisor de águas se fará entre a opção por encontrar soluções, mesmo que boas, dentro do atual modelo de desenvolvimento e de produção que o Ocidente vem pilotando faz séculos, ou iniciar processo radical de mudança.

Os termos "ecologia", "verde", "cuidado com a Terra" soarão, sem dúvida, de todos os lados. Ninguém ousará discursar a favor da selvagem destruição do ambiente em curso. Ela poderá continuar, mas velada e camuflada sob nomes de defesa do meio ambiente. Nenhuma mineradora, nem montadora de automóveis, nem agrobusiness terão coragem de prosseguir, sem mais, no mesmo tipo de agressão ao ambiente.

Mas a pergunta vai mais fundo. O que está em jogo quando se fala de sustentabilidade? Há dois pressupostos bem diferentes. Um implica o próprio sistema capitalista. Querem mantê-lo sustentável com o mínimo de destruição da natureza. Mas ele mesmo não está em questão. Buscam-se outras formas de diminuir-lhe o potencial destrutivo. No entanto, esquece-se que a lógica do capital não para diante de nenhum adversário. Ela pensa a curto prazo. A roda simples, mas fatal, do sistema funciona à base da produção para vender e acumular lucro. Não interessa se o produto pertence ao mundo da necessidade ou simplesmente pretende atrair as pessoas até ao mais despudorado supérfluo. Importa seduzir o comprador, vender, acumular capital, investir. A outra linha pensa diferente. Entra em questão a sustentabilidade do planeta. E o atual sistema, ao retirar da Terra 30% a mais do que ela pode repor, levá-la-á à exaustão. Portanto, absolutamente insustentável, se pensamos em termos de vida humana. O planeta continuará a girar em torno do Sol, só que sem nós. Ou mesmo sem qualquer tipo de vida à espera de bilhões ou milhões de anos até que surja outra vida, fruto do quase infinito jogo de probabilidades. E ser humano: nem falar!

O verde desejado pelo sistema não significa o verde do Bem-Viver. O primeiro engana os olhos. Pois deixa a máquina destruidora a funcionar. Só o verde, que acontece nas pequenas dimensões da existência humana, que evita as devastações das mineradoras e do agrobusiness, que poupa longos transportes de alimento com produção local, que incentiva a pequena propriedade, que controla os agrotóxicos e que toma outras medidas do mesmo jaez, salva o planeta.

Não há verdadeiro verde sem justiça social, sem reforma agrária, sem deixar de medir um país pelo crescimento do PIB em vez do Bem-Viver de seu povo, sem buscar alternativas para a produção de energia, abandonando definitivamente a originada do petróleo, barata, desperdiçada e poluente.

A questão do desenvolvimento sustentável não se separa da ética, da justiça, da cultura, além naturalmente da economia. Esta não merece o primado absoluto que o sistema capitalista lhe atribui, mas cabe-lhe servir às outras dimensões do ser humano. Eis a grande inversão!

A frase "verde que te quero verde" é de Federico García Lorca, no poema Romance Sonâmbulo.

Leia Mais:
EOL - Encyclopedia of Life
Rio+20, Cúpula dos Povos e Fórum Social Temático

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Resenhas na RBL: 18.04.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Michael Bird and Michael Pahl, eds.
The Sacred Text: Excavating the Texts, Exploring the Interpretations, and Engaging the Theologies of the Christian Scriptures
Reviewed by Sean A. Adams

David Crystal
Begat: The King James Bible and the English Language
Reviewed by Craig W. Tyson

Benjamin H. Dunning
Specters of Paul: Sexual Difference in Early Christian Thought
Reviewed by Peter-Ben Smit

Philip A. Harland, ed.
Travel and Religion in Antiquity
Reviewed by Lee Jefferson

Douglas A. Knight
Law, Power, and Justice in Ancient Israel
Reviewed by Markus Witte

Gary D. Martin
Multiple Originals: New Approaches to Hebrew Bible Textual Criticism
Reviewed by Johann Cook

Robert D. Miller II
Oral Tradition in Ancient Israel
Reviewed by Raymond F. Person Jr.

Jonathan A. Moo
Creation, Nature and Hope in 4 Ezra
Reviewed by Karina Martin Hogan

Bas van Os
Psychological Analyses and the Historical Jesus: New Ways to Explore Christian Origins
Reviewed by Wayne G. Rollins

Miles V. Van Pelt
English Grammar to Ace Biblical Hebrew
Reviewed by Hubert Keener


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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Fotos da Green Collection


Green Collection Slideshow

Confira aqui e aqui. São valiosos manuscritos bíblicos de várias épocas.

Dicionário Histórico da Língua Hebraica


Israeli scholars set out to compile the ultimate Hebrew dictionary

"The digitization of old texts has become fairly common - for instance, the Hebrew University of Jerusalem recently announced it was expanding the digital version of its Einstein archives - but, in something of a switch for the Internet era, the Historical Dictionary of the Hebrew Language is aiming for greater comprehensiveness than researchers say computers can yield (...) Though this massive historical dictionary could take another generation to complete, it will become accessible to the general public online within a few months if the language academy receives the necessary funding. Until now the database has been open only to researchers and subscribers. Every text entered into the databank is read by six different people before the entry is finalized. First the text is read and entered into the computer, then linguists analyze the text by examining the meaning of each word, the lexicographic root and the structure. Finally, the dictionary entries are written. The result is a kind of super-concordance of the Hebrew language".

Leia o texto completo.

Fonte: Haaretz: 10/04/2012

Entrevista com Goodacre e Meyer sobre Talpiot


Interview with Mark Goodacre and Eric Meyer about the Talpiot Tomb B

By Lauren Carroll - The Chronicle [Duke University]:  April 12, 2012

Q&A with Mark Goodacre and Eric Meyers

In the week following Easter and Passover, a new controversial book and corresponding film about religious archeology is gathering media attention. Filmmaker Simcha Jacobovici and James Tabor, chair of the religious studies department at the University of North Carolina at Charlotte, believe they have found an ossuary containing the bones of Jesus Christ and his wife and child in the East Talpiot neighborhood of Jerusalem. But, two Duke professors are calling their bluff. Mark Goodacre, associate professor in the New Testament, and Eric Meyers, Bernice and Morton Lerner professor of religion and director of the Center for Jewish Studies, have spoken out against the ossuary’s connection to Jesus through blogs, television clips and classes. With “The Resurrection Tomb Mystery” airing on the Discovery Channel Thursday, The Chronicle’s Lauren Carroll spoke with the professors about the validity of Jacobovici and Tabor’s claims.

The Chronicle: What is the Talpiot Tomb?

Mark Goodacre: It begins in 2007, when Simcha Jacobovici makes the claim that this tomb contains this cluster of names that we all know from the New Testament. Names like Jesus, Mary and Joseph. He thinks the coincidences of the names occurring there together and the New Testament are too great, and so he makes the huge logical leap that these people are actually Jesus’ family, and therefore we’ve got Jesus’ bones, and Jesus and Mary Magdalene are married, and they have a son…. When the documentary and book came out in 2007, it was almost universally condemned by the scholars....

They take a couple of the images and inscriptions that they found there and give them a kind of Christian spin to try and link them into early Christianity. On one of these ossuaries is a picture that they think is a fish spitting out a man, facing downward, who has seaweed wrapped around his head. And they say this is a picture of “Jonah and the Fish”…. Because this story is used in some early Christian texts as a way to symbolize Jesus’ resurrection, it may be on this tomb as a symbol of Jesus’ resurrection.… It’s pretty clear that it’s not a fish. It’s got handles on the left and the right. When is a fish not a fish? When it’s got handles. It’s a vase, and this is the kind of thing you get on Jewish ossuaries from this period…. There’s nothing explicit in these tombs that links them to Christianity. It’s a whole bunch of circumstantial evidence.

Eric Meyers: It’s Talpiot Tomb B. The first one is the one in which the James Ossuary was discovered. Those are approximately 100 feet apart and the story about each of them is interconnected in this way. I don’t know any serious scholars who have followed [Jacobovici and Tabor] in this, but they believe that the previous Talpiot Tomb A where the James Ossuary was found provided the earliest evidence of the family of Jesus.... Moreover, they say they have found the powders of the bones that have Jesus’ DNA.... The two tombs constitute the historic burial of Jesus—not the Church of the Holy Sepulcher, which 95 percent of all Christians and all serious architects agree is the burial place of Jesus…. It is a preposterous, unfounded view taking advantage of the gullibility of the public and its insatiable appetite for sensational stories.... It undermines the modern study of the New Testament and is an inappropriate misunderstanding of ancient Judaism as well.

TC: Why are various media outlets jumping on this story when many scholars think the claims are unfounded?

MG: They always want to run a religious-based story this time of year, preferably something about Jesus. And this year there’s fairly slim pickings, so this one got picked. And Jacobovici is a very good filmmaker…. There’s a genuine interest among the general population about religion and the origins of Christianity…. To a certain extent, they’re relevant to our current culture, so people are on the lookout for these sorts of stories.

EM: Around Easter every year, [television channels] will often do a documentary on the historical Jesus and new evidence that has embellished, enhanced and facilitated a better understanding of his ministry. I’ve been in about a dozen of them in the past few years, some of those are responsible… but somehow Jacobovici got Discovery to buy into this. National Geographic rejected the book and the film.

TC: How have you been involved in this issue?

MG: It’s usually me just sitting in front of my computer, and occasionally I can’t help myself from blogging about things that are of interest…. What we need to do as scholars is speak up, so the public knows that there are other voices…. Because other people have linked to the blog, then picked up things and discussed it, the media goes to look for people to refute these claims. They’re looking for academics who already have a public profile.

EM: I was on the advisory panel of experts assessing the integrity of the claims, the appropriateness of the report and the panel decided that National Geographic should drop it like a hot potato, and they did…. I was the one who blew the whistle on the [James ossuary].... It was a looted artifact—we didn’t know where it came from.

TC: Hypothetically, if this really was Jesus’ tomb, what would the implications be?

MG: If we did find something from the first century with a picture of “Jonah and the Fish,” I’d say great. But I just don’t think we’ve got it. There’s always a bit of healthy skepticism you have to have when doing this kind of work.

EM: An ossuary is a bone box… This implies that Jesus’ body was buried somewhere else for about a year, and his family, just outside Jerusalem, came and picked up his bones and had a new burial [in Talpiot]. It defies or contradicts any belief in the resurrection because there are bones in these boxes. If there was a resurrection, it could only be a theological resurrection.... [Christians] will be offended, as I am offended.

TC: How do you mitigate issues such as this one that can cause people to question their faith?

MG: In this case, the filmmakers are being deliberately provocative. That’s exactly the kind of response they want. When Tabor says, “Look, we have the bones of Jesus and his wife and his son,” of course he’s being provocative…. You have to get the right balance of good, rigorous, critical study asking all the kinds of serious questions but balance that with a degree of sensitivity. Realize that when you’re talking about these issues, you’re often talking about them with people who do have faith and whose faith is in question.

EM: I’m Jewish, and I have become a defender of Christian beliefs in all of this, and I find these attacks to be inappropriate, unscientific and really off-the-wall. It defies my mind of all the hard work a lot of us do to present things in an objective way so that all people can appreciate and understand. This does not adhere to any of those standards. You do not make scientific announcements of this importance in sensational films and in a trade book that has unsubstantiated stuff in it.

TC: Tabor, one of the project’s primary researchers, is a professor at UNC-Charlotte. Do you feel any intercollegiate competition?

MG: As far as I’m concerned, the fact that he’s at UNC has nothing to do with how I view his scholarship. I entirely respect him and his scholarship—it’s just I think he’s wrong about this.

EM: I’ve known [Tabor] for years. When he heard I was not too keen on his interpretation, he drove up from Charlotte. We spent four hours together. He presented the data to me. I still rejected it, [and] I took him out to lunch. We have a cordial relationship, if you can believe it.


Leia Mais:
Mais uma Tumba de Talpiot - 28/02/2012
Mais sobre a Tumba B de Talpiot - 29/02/2012
"The Jesus Discovery": Summary and Top Ten Problems - Mark Goodacre: NT Blog - 12/04/2012
Marcador/Label Talpiot Tomb em NT Blog, de Mark Goodacre

domingo, 15 de abril de 2012

O lado escuro da Internet


Existe uma outra Internet. Paralela e anônima. Onde está o Silk Road, "o site que não existe" para ser acessado com procedimentos clandestinos. E onde com os bitcoins, as moedas virtuais, pode-se comprar qualquer coisa. Do ecstasy às armas. Porque nada é proibido na dark web, nascida para ser livre e pirata, mas que cresceu dentro dos limites do crime. Para entrar, é preciso instalar o Tor, o software gratuito e o instrumento que nos torna "invisíveis". A reportagem é de Riccardo Luna, publicada no jornal La Repubblica, 11/04/2012. Eu vi um site que vocês, humanos, não podem nem imaginar. Eu vi o Silk Road. Não é a nova Rota da Seda. É o maior mercado negro do mundo. O lugar para comprar todos os tipos de drogas. E documentos falsos. E pornografia. Com absoluta segurança. Anonimato total. Ninguém sabe quem faz o quê. Ninguém sabe o que você está fazendo. Mas esse site não existe.

Leia o artigo em Notícias: IHU 15/04/2012


Sesso, droga e armi: la faccia cattiva del web
Esiste un'altra Internet. Parallela e anonima. Dove si trova Silk Road, "il sito che non esiste" a cui accedere con procedure clandestine. E dove con i "bitcoin", valuta virtuale, si può comprare qualsiasi cosa. Dall'ecstasy alle armi. Perché niente è proibito, nel "dark web", nato per essere libero e pirata, ma cresciuto dentro i confini del crimine di Riccardo Luna.Ho visto un sito che voi umani non potete neanche immaginare. Ho visto Silk Road. Non è la nuova Via della Seta. È il più grande mercato nero del mondo. Il posto dove comprare ogni tipo di droga. E documenti falsi. E pornografia. In assoluta sicurezza. Anonimato totale. Nessuno sa chi fa cosa. Nessuno sa cosa fai. Eppure quel sito non esiste.

Fonte: La Repubblica: 11/04/2012

Você é um hoarder?


A palavra não tem tradução direta em português, mas seu sentido não tem fronteiras: alguém que não consegue se desfazer de nada, nem das coisas mais inúteis (...) Hoarder é aquela pessoa que acumula compulsivamente coisas úteis ou não. A definição geralmente se aplica a objetos como roupas e bugigangas, mas pode ser usada para arquivos digitais...

Leia o artigo Afogado em lixo digital? Você não está sozinho. E veja se você já é um hoarder ou está se tornando um hoarder.

Fonte: Adital: 13/04/2012

sábado, 14 de abril de 2012

Resenhas na RBL: 13.04.2012


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Don C. Benjamin
Stones and Stories: An Introduction to Archaeology and the Bible
Reviewed by Aren M. Maeir

Jeffrey Burns; David Bers and Stephen Tree, eds.
The Music of Psalms, Proverbs and Job in the Hebrew Bible: A Revised Theory of Musical Accents in the Hebrew Bible
Reviewed by Rebecca A. Mitchell and Matthew W. Mitchell

John S. Kloppenborg and Richard S. Ascough, eds.
Greco-Roman Associations: Texts, Translations, and Commentary: Volume 1: Attica, Central Greece, Macedonia, Thrace
Reviewed by Alicia J. Batten

Oh-Young Kwon
1 Corinthians 1-4: Reconstructing Its Social and Rhetorical Situation and Re-reading It Cross-Culturally for Korean-Confucian Christians Today
Reviewed by Yongbom Lee

Martin Leuenberger
Segen und Segenstheologien im alten Israel: Untersuchungen zu ihren religions- und theologiegeschichtlichen Konstellationen und Transformationen
Reviewed by William P. Brown

Stuart Macwilliam
Queer Theory and the Prophetic Marriage Metaphor in the Hebrew Bible
Reviewed by Christine Mitchell

Kent Aaron Reynolds
Torah as Teacher: The Exemplary Torah Student in Psalm 119
Reviewed by Steven Dunn

Thomas Römer
Dieu obscur: Cruauté, sexe et violence dans l'Ancien Testament
Reviewed by Delia Klingler

Jonathan Y. Rowe
Michal's Moral Dilemma: A Literary, Anthropological and Ethical Interpretation
Reviewed by Susanne Scholz

Michael A. Salmeier
Restoring the Kingdom: The Role of God as the "Ordainer of Times and Seasons" in the Acts of the Apostles
Reviewed by Richard I. Pervo

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sábado, 7 de abril de 2012

Michael Löwy: não espero nada da Rio+20


Pesquisador diz não esperar nada da cúpula e critica a 'economia verde'

Da Redação de Caros Amigos

Em junho, o Brasil sedia a Rio+20, a cúpula mundial de meio ambiente, um dos temas da edição 180 de Caros Amigos, que está nas bancas. A cúpula já divide opiniões, como a do pesquisador Michael Löwy, um dos entrevistados da reportagem publicada na revista.

Caros Amigos - O que você espera da Rio+20, tanto do ponto de vista das discussões quanto da eficácia de possíveis decisões tomadas?
Michael Löwy - Nada! Ou, para ser caridoso, muito pouco, pouquíssimo… As discussões já estão formatadas pelo tal "Draft Zero", que como bem diz (involuntariamente) seu nome, é uma nulidade, um zero à esquerda. E a eficácia, nenhuma, já que não haverá nada de concreto como obrigação internacional. Como nas conferências internacionais sobre o câmbio climático em Copenhagen, Cancun e Durban, o mais provável é que a montanha vai parir um rato: vagas promessas, discursos, e, sobretudo, bons negócios 'verdes". Como dizia Ban-Ki-Moon, o secretário das Nações Unidas - que não tem nada de revolucionário – em setembro 2009, "estamos com o pé colado no acelerador e nos precipitamos ao abismo”. Discussões e iniciativas interessantes existirão sobretudo nos fóruns Alternativos, na Contra-Conferência organizada pelo Fórum Social Mundial e pelos movimentos sociais e ecológicos.

CA - Desde a Eco 92, houve mudanças na maneira como os estados lidam com temas como mudanças climáticas, preservação das florestas, água e ar, fontes energéticas alternativas, etc.? Se sim, o quão profundas foram essas mudanças?
ML - Mudanças muito superficiais! Enquanto a crise ecológica se agrava, os governos - para começar o dos Estados Unidos e dos demais países industrializados do Norte, principais responsáveis do desastre ambiental - "lidaram com o tema", desenvolveram, em pequena escala, fontes energéticas alternativas, e introduziram "mecanismos de mercado" perfeitamente ineficazes para controlar as emissões de CO2. No fundo, continua o famoso "buzines as usual", que, segundo cálculo dos cientistas, nos levara a temperaturas de 4° ou mais graus nas próximas décadas.

CA - Em comparação a 1992, a sociedade está muito mais ciente da necessidade de proteção do meio ambiente. Esse fato poderá influir positivamente nas discussões da Rio+20?
ML - Esta sim é uma mudança positiva! A opinião pública, a "sociedade civil", amplos setores da população, tanto no Norte como no Sul, está cada vez mais consciente de necessidade de proteger o meio ambiente - não para "salvar a Terra" - nosso planeta não está em perigo - mas para salvar a vida humana (e a de muitas outras espécies) nesta Terra. Infelizmente, os governos, empresas e instituições financeiras internacionais representados no Rio+20 são pouco sensíveis à inquietude da população, que buscam tranquilizar com discursos sobre a pretensa "economia verde". Entre as poucas exceções, o governo boliviano de Evo Morales.

CA - Como a destruição do meio-ambiente relaciona-se com a desigualdade social?
ML - As primeiras vítimas dos desastres ecológicos são as camadas sociais exploradas e oprimidas, os povos do Sul e em particular as comunidades indígenas e camponesas que vêem suas terras, suas florestas e seus rios poluídos, envenenados e devastados pelas multinacionais do petróleo e das minas, ou pelo agronegócio da soja, do óleo de palma e do gado. Há alguns anos, Lawrence Summers, economista americano, num informe interno para o Banco Mundial, explicava que era lógico, do ponto de vista de uma economia racional, enviar as produções tóxicas e poluidoras para os países pobres, onde a vida humana tem um preço bem inferior: simples questão de cálculo de perdas e lucros.

Por outro lado, o mesmo sistema econômico e social - temos que chamá-lo por seu nome e apelido: o capitalismo – que destrói o meio-ambiente é responsável pelas brutais desigualdades sociais entre a oligarquia financeira dominante e a massa do "pobretariado". São os dois lados da mesma moeda, expressão de um sistema que não pode existir sem expansão ao infinito, sem acumulação ilimitada - e portanto sem devastar a natureza – e sem produzir e reproduzir a desigualdade entre explorados e exploradores.

CA - Estamos em meio a uma crise do capital. Quais as suas consequências ambientais e qual o papel do ecossocialismo nesse contexto?
ML - A crise financeira internacional tem servido de pretexto aos vários governos ao serviço do sistema de empurrar para "mais tarde" as medidas urgentes necessárias para limitar as emissões de gases com efeito de serra. A urgência do momento - um momento que já dura há alguns anos - é salvar os bancos, pagar a dívida externa (aos mesmos bancos), "restabelecer os equilíbrio contábeis", "reduzir as despesas públicas". Não há dinheiro disponível para investir nas energias alternativas ou para desenvolver os transportes coletivos.

O ecossocialismo é uma resposta radical tanto à crise financeira, quanto à crise ecológica. Ambas são a expressão de um processo mais profundo: a crise do paradigma da civilização capitalista industrial moderna. A alternativa ecossocialista significa que os grandes meios de produção e de crédito são expropriados e colocados a serviço da população. As decisões sobre a produção e o consumo não serão mais tomadas por banqueiros, managers de multinacionais, donos de poços de petróleo e gerentes de supermercados, mas pela própria população, depois de um debate democrático, em função de dois critérios fundamentais: a produção de valores de uso para satisfazer as necessidades sociais e a preservação do meio ambiente.

CA - O “rascunho zero” da Rio+20 cita diversas vezes o termo "economia verde", mas não traz uma definição para essa expressão. Na sua opinião, o que esse termo pode significar? Seria esse conceito suficiente para deter a destruição do planeta e as mudanças climáticas?
ML - Não é por acaso que os redatores do tal "rascunho" preferem deixar o termo sem definição, bastante vago. A verdade é que não existe “economia” em geral: ou se trata de uma economia capitalista, ou de uma economia não-capitalista. No caso, a "economia verde" do rascunho não é outra coisa do que uma economia capitalista de mercado que busca traduzir em termos de lucro e rentabilidade algumas propostas técnicas "verdes" bastante limitadas. Claro, tanto melhor se alguma empresa trata de desenvolver a energia eólica ou fotovoltaica, mas isto não trará modificações substanciais se não for amplamente subvencionado pelos estados, desviando fundos que agora servem à indústria nuclear, e se não for acompanhado de drásticas reduções no consumo das energias fósseis. Mas nada disto é possível sem romper com a lógica de competição mercantil e rentabilidade do capital. Outras propostas "técnicas" são bem piores: por exemplo, os famigerados "biocombustíveis", que como bem o diz Frei Betto, deveriam ser chamados "necrocombustiveis", pois tratam de utilizar os solos férteis para produzir uma pseudo-gasolina "verde", para encher os tanques dos carros - em vez de comida para encher o estômago dos famintos da terra.

CA - Quem seriam os principais agentes na luta por uma sociedade mais verde, o governo, a iniciativa privada, ONGs, movimentos sociais, enfim?
ML - Salvo pouquíssimas exceções, não há muito a esperar dos governos e da iniciativa privada: nos últimos 20 anos, desde a Rio-92, demonstraram amplamente sua incapacidade de enfrentar os desafios da crise ecológica. Não se trata só de má-vontade, cupidez, corrupção, ignorância e cegueira: tudo isto existe, mas o problema é mais profundo: é o próprio sistema que é incompatível com as radicais e urgentes transformações necessárias.

A única esperança então são os movimentos socais e aquelas ONGs que são ligadas a estes movimentos (outras são simples "conselheiros verdes" do capital). O movimento camponês - Via Campesina -, os movimentos indígenas e os movimentos de mulheres estão na primeira linha deste combate; mas também participam, em muitos países, os sindicatos, as redes ecológicas, a juventude escolar, os intelectuais, várias correntes da esquerda. O Fórum Social Mundial é uma das manifestações desta convergência na luta por um "outro mundo possível", onde o ar, a água, a vida, deixarão de ser mercadorias.

CA - Como você analisa a maneira como a questão ambiental vem sendo tratada pela mídia?
ML - Geralmente de maneira superficial, mas existe um número considerável de jornalistas com sensibilidade ecológica, tanto na mídia dominante como nos meios de comunicação alternativos. Infelizmente uma parte importante da mídia ignora os combates sócio-ecológicos e toda crítica radical ao sistema.

CA - Você acredita que, atualmente, em prol da preservação do meio ambiente é deixada apenas para o cidadão a responsabilidade pela destruição do planeta e não para as empresas? Em São Paulo, por exemplo, temos que comprar sacolinhas plásticas biodegradáveis, enquanto as empresas se utilizam do fato de serem supostamente "verdes" como ferramenta de marketing.
ML - Concordo com esta crítica. Os responsáveis do desastre ambiental tratam de culpabilizar os cidadãos e criam a ilusão de que bastaria que os indivíduos tivessem comportamentos mais ecológicos para resolver o problema. Com isso tratam de evitar que as pessoas coloquem em questão o sistema capitalista, principal responsável da crise ecológica. Claro, é importante que cada indivíduo aja de forma a reduzir a poluição, por exemplo, preferindo os transportes coletivos ao carro individual. Mas sem transformações macro-econômicas, ao nível do aparelho de produção, não será possível brecar a corrida ao abismo.

CA - Quais as diferenças nas propostas que querem, do ponto de vista ambiental, realizar apenas reformas no capitalismo e as que propõem mudanças estruturais ou mesmo a adoção de medidas mais "verdes" dentro de outro sistema econômico?
ML - O reformismo "verde" aceita as regras da "economia de mercado", isto é, do capitalismo; busca soluções que seja aceitáveis, ou compatíveis, com os interesses de rentabilidade, lucro rápido, competitividade no mercado e "crescimento" ilimitado das oligarquias capitalistas. Isto não quer dizer que os partidários de uma alternativa radical, como o ecossocialismo, não lutam por reformas que permitam limitar o estrago: proibição dos transgênicos, abandono da energia nuclear, desenvolvimento das energias alternativas, defesa de uma floresta tropical contra multinacionais do petróleo (Parque Yasuni!), expansão e gratuidade dos transportes coletivos, transferência do transporte de mercadorias do caminhão para o trem, etc. O objetivo do ecossocialismo é o de uma transformação radical, a transição para um novo modelo de civilização, baseado em valores de solidariedade, democracia participativa, preservação do meio ambiente. Mas a luta pelo ecossocialismo começa aqui e agora, em todas as lutas sócio-ecológicas concretas que se enfrentam, de uma forma ou de outra, com o sistema.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

O ilustre pai da Teologia da Libertação


Gustavo Gutiérrez, o pai da teologia da libertação
Ele avançou um pouco cansado, apoiou na mesa a sua bengala preta que ele nunca abandona, e se sentou. De passagem por Paris, por ocasião do 50º aniversário do Comitê Episcopal França-América Latina (Cefal), Gustavo Gutiérrez, considerado o "pai" da teologia da libertação, já se encontrou com missionários, estudantes e professores do Institut Catholique de Paris, responsáveis pelo Secours Catholique, parceiro do CCFD [Comitê Católico contra a Fome e pelo Desenvolvimento]. Na manhã do dia 24, na sala da casa provincial dos sulpicianos onde ele se hospedava, ele evocou de novo aquela teologia que marcou profundamente a Igreja latino-americana. Falar de si mesmo não é um de seus hábitos. Mas, nessa manhã em que a primavera [europeia] clareava as velhas paredes da sala, esse pequeno homem, simples, amável, aceitava fazer o relato da sua vida. O encontro durou quase três horas. Também poderia ter continuado. Gustavo Gutiérrez não estava mais cansado. Ele nasceu em Lima, no Peru. Com apenas 12, por causa de uma osteomielite, ficou preso à cama durante vários anos. "Não havia antibióticos. Eu era aluno dos Irmãos Maristas. Tive que abandonar a escola". Estudava em casa, jogava xadrez, lia. "Meu pai era um grande leitor", lembra. "Seguramente, ele me influenciou. Dele também herdei o senso de humor, que ele sempre mostrava, apesar das nossas dificuldades". Aos 15 anos...

Leia o texto completo em Notícias IHU: 04/04/2012


Gustavo Gutiérrez, père de la théologie de la libération
Il s’est avancé, un peu las, un peu ailleurs, a posé sur un coin de table sa canne noire qui ne le quitte pas, s’est assis. De passage à Paris à l’occasion des cinquante ans du Comité épiscopal France-Amérique latine (CEFAL), Gustavo Gutiérrez, considéré comme le «père» de la théologie de la libération, a déjà rencontré des missionnaires, des étudiants et des professeurs de l’Institut catholique de Paris, des responsables du Secours catholique, des partenaires du CCFD. Ce matin, dans le grand salon de la maison provinciale des Sulpiciens où il séjourne, il évoque à nouveau cette théologie qui a profondément marqué l’Église latino-américaine. En revanche, parler de lui n’est pas dans ses habitudes. Pourtant, en cette matinée où le printemps éclaire les murs vieillots de la pièce, ce petit homme simple et attachant accepte de faire le récit de sa vie. La rencontre a duré près de trois heures. Elle aurait pu se poursuivre. Gustavo Gutiérrez n’était plus fatigué. Né à Lima (Pérou), il a tout juste 12 ans lorsqu’une ostéomyélite le cloue au lit plusieurs années. «Il n’y avait pas d’antibiotiques. J’étais élève chez les frères maristes. J’ai dû quitter l’école.»  Il étudie à la maison, joue aux échecs, lit. « Mon père était un grand lecteur , se souvient-il. Il m’a sans doute influencé. Je dois également tenir de lui pour le sens de l’humour dont il faisait toujours preuve malgré nos difficultés.» À 15 ans...

Lei o texto completo em La Croix: 23/03/2012


Leia Mais:
Gustavo Gutiérrez
Teologia da Libertação

terça-feira, 3 de abril de 2012

E-Book do 24º Congresso da Soter

A SOTER comunica que o e-book referente ao seu 24º Congresso, realizado em 2011, está disponível no site da Revista Ciberteologia.

V Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica


Tema: Bíblia, Violência e Direitos Humanos

O V Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica, promovido pela ABIB - Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica - acontecerá entre os dias 10 e 12 de setembro de 2012, nas dependências do Instituto Metodista Bennett, no Rio de Janeiro.

Objetivo Geral do Congresso: estudar a temática da Violência versus Direitos Humanos à luz do texto bíblico e dos textos sagrados das principais religiões monoteístas mundiais, estabelecendo diálogo interdisciplinar e inter-religioso e apresentando propostas práticas para o trato destas questões na nossa sociedade.

SOTER 2012: Mobilidade Religiosa


A SOTER - Sociedade de Teologia e Ciências da Religião - comunica que seu 25º Congresso Anual terá como tema Mobilidade Religiosa. Linguagens – Juventude – Política e será realizado na PUC-Minas, em Belo Horizonte, de 9 a 12 de julho de 2012.

Diz a SOTER:

"Interpretar o atual caleidoscópio religioso do Brasil é um desafio importante. Tanto do ponto de vista da constatação quantitativa, quanto do ponto de vista de sua compreensão de fundo. O que nos revela a grande mobilidade e o trânsito religioso em curso em nosso país? Como interpretar as linguagens daí decorrentes, bem como as novas formas de organização da pertença religiosa, seu maior ou menor grau de institucionalização, seu aporte à transformação social? Que influência essa massiva presença do religioso tem na formação de valores éticos e que relações estabelece com a política? Como os jovens se situam dentro desse processo de recomposição do campo religioso nacional?

As teorias da perda progressiva do papel das religiões nas sociedades modernas, que serviram para interpretar a situação de secularização na Europa, não conseguem explicar a situação brasileira e latino-americana. De fato, o período em que nosso país sofreu o maior impacto de modernização e urbanização (anos 60-90 do séc. XX), viu nascer e se consolidar duas grandes recomposições da religião entre nós. De um lado, a da teologia da libertação, com sua leitura profética, ética e política do cristianismo. De outro lado, a dos pentecostalismos e neo-pentecostalismos, que sinalizam para modificações substanciais, quer na experiência religiosa quer na compreensão do papel da religião na sociedade contemporânea. As duas tendências questionaram os teóricos da secularização e suas apostas de enfraquecimento ou desaparecimento da religião. Constata-se, é verdade, um número cada vez maior dos que se declaram sem religião, mas não necessariamente isso significa ateísmo, agnosticismo ou não referência à transcendência. Percebem-se, também, processos acelerados de desinstitucionalização, tanto no catolicismo quanto no protestantismo histórico. O que mais impressiona em tudo isso é o trânsito constante de uma confissão a outra, bem como a construção de religiosidades à medida do indivíduo e de expressões religiosas 'à la carte'. Constata-se igualmente a crise da tradição latino-americana do cristianismo libertador, que tanto contribuiu na formação de valores éticos e cidadãos, e na formação para a política.

Ao propor para 2012 o tema Mobilidade Religiosa. Linguagens – Juventude – Política, o 25º Congresso da Soter aborda um tema relevante na atualidade, que necessita ser interpretado por cientistas sociais, teólogos/as, filósofos/as e cientistas da religião, contribuindo assim para uma melhor compreensão do fenômeno em questão".

Free Online Access to ASOR's Journals


A ASOR - American Schools of Oriental Research - está oferecendo acesso online gratuito ao conteúdo completo de suas revistas durante o mês de abril de 2012.

O interessado pode acessar o conteúdo publicado nas revistas Near Eastern Archaeology (NEA), Bulletin of the American Schools of Oriental Research (BASOR) e Journal of Cuneiform Studies (JCS) nos últimos 4 anos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Resenhas na RBL: 23.03.2012

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Enam Al-Wer and Rudolf de Jong, eds.
Arabic Dialectology: In Honour of Clive Holes on the Occasion of His Sixtieth Birthday
Reviewed by John Kaltner

Clinton E. Arnold
Ephesians
Reviewed by Gregory E. Sterling

Anthony Heacock
Jonathan Loved David: Manly Love in the Bible and the Hermeneutics of Sex
Reviewed by John Barclay Burns

John R. Levison
Filled with the Spirit
Reviewed by Mark Batluck

Maynard Paul Maidman
Nuzi Texts and Their Uses as Historical Evidence
Reviewed by Ronan Head

Thomas W. Mann
The Book of the Former Prophets
Reviewed by Trent C. Butler

David Miano
Shadow on the Steps: Time Measurement in Ancient Israel
Reviewed by Spencer L. Allen

Anathea E. Portier-Young
Apocalypse against Empire: Theologies of Resistance in Early Judaism
Reviewed by Benjamin E. Reynolds
Reviewed by Joshua Schwartz

Karlheinz Schüssler, ed.
Biblia Coptica: Die koptischen Bibeltexte. Vollständiges Verzeichnis mit Standorten 4.3
Reviewed by Stephan Witetschek

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Biblical Studies Carnival 73

Seleção das melhores postagens dos biblioblogs em março de 2012.

The Carnival Has Come to Town! (The Biblical Studies Carnival That Is)

Trabalho feito por Jim West, do biblioblog Zwinglius Redivivus.

Muito bem feito.

Sobre a vinda de Silberman ao Brasil em maio próximo, ele diz:

Ayrton Jose da Silva announced an opportunity to exchange ideas with Neil Asher Silberman at a conference to be held in May, in Brazil.  Silberman will lecture on ‘The Political Uses of Archaeology’.  Now there’s a topic to sink your teeth into [expressão que significa, mais o menos, o seguinte: "Este é um tópico - Usos políticos da Arqueologia - para a gente agarrar com toda a determinação possível" Ou ainda, em bom português: "Este é um tema para se agarrar com unhas e dentes"].