sábado, 1 de dezembro de 2012

Quando se tem um objetivo


A imensidão do universo tornam minúsculos os nossos maiores problemas e gigantes as menores alegrias. Ensina-nos a dar valor à vida que levamos e a pequenas coisas que às vezes passam despercebidas.

E então podemos constatar como tão poucas coisas são suficientes para vivermos em paz e bem.

Ao se caminhar para um objetivo, sobretudo um grande e distante objetivo, as menores coisas se tornam fundamentais. Uma hora perdida é uma hora perdida, e quando não se tem um rumo definido é muito fácil perder horas, dias ou anos, sem se dar conta disso. O mínimo progresso que conseguimos fazer num dia em direção ao objetivo é importante, que seja de centímetros apenas. Com o tempo, nós acumulamos todos os progressos e os centímetros se transformam em quilômetros. Sentimos que estamos cumprindo uma obra de paciência e disciplina. E percebemos como é simples conseguir isso. Nada de sacrifícios extremos ou esforços impossíveis. Nada de grandes sofrimentos. Ao contrário, basta apenas o simples, minúsculo e indolor esforço de decidir. E ir em frente. Então, tudo se torna mais fácil. Os problemas encontram solução. Decidir sem medo de errar.

Esta é uma paráfrase de um trecho do livro de Amyr Klink, Cem dias entre céu e mar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985, p. 126-127.

Edição mais recente: 32. ed. 13. reimpressão. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, 264 p. - ISBN 9788571644328.

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