segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Dia da Reforma

Protestantismo: é tempo de refletir. Entrevista especial com Cláudio Kupka, Martin Dreher e Walter Altmann
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero pregou 95 teses na porta do castelo de Wittenberg, dando continuidade ao movimento da Reforma, que buscava a “renovação do cristianismo ocidental”. Ao final desse processo, o cristianismo se dividiu em confissões religiosas, “tendo cada uma sua própria confissão de fé: Confissão de Augsburgo (luteranos), Confissão Helvética (zwinglianos), diversas confissões calvinistas/reformadas e a Confissão de Fé Tridentina (católico-romana)”, explica Martin Dreher, professor especialista em História da Igreja, em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail. Quase 500 anos depois, os luteranos do Brasil estão engajados na elaboração de atividades que possam, nos próximos seis anos, relembrar e refletir sobre este momento histórico que deu origem ao protestantismo...

Leia a entrevista em Notícias: IHU On-Line - 31/10/2011


Leia Mais:
Lutero e os 500 anos da Reforma

A mercantilização neurótica do sagrado

A mercantilização do sagrado é um fenômeno corriqueiro na contemporaneidade...

Veja, por exemplo, o que aconteceu com os lugares sagrados de Jerusalém. Aquilo virou uma Disneylândia de Jesus...

Imagino que, dentro de alguns anos, teremos atores fracassados do Terceiro Mundo vestidos de Judas-Patetas, Maria-Branca de Neve, Tio Pôncio-Patinhas, Pedro-Duck e, é claro, Mickey-Jesus-Mouse...

Ateus são fichinha em comparação à histeria religiosa como argumento contra a viabilidade de um Deus bom e generoso. Nesse caso, a náusea faz de você um ateu...

Aliás, estou seguro de que, em breve, Jesus será "made in China"...

Deus virou batata chips de free shop...

Tive o desprazer de ver Jerusalém virar uma cidade devastada pela horda de tarados com máquinas digitais e filmadoras chinesas...

Um Hopi Hari de Jesus com seu ruído de famílias de classe média em excursões místicas...

Ou, dito de outra forma, o inferno é um lugar onde tem muita gente em surto místico...

Depois da destruição de Jerusalém pelos romanos por volta do ano 70 d.C., vemos agora a infestação da cidade santa pelos histéricos pentecostais e seus berros em nome do Espírito Santo...

Além do que... a população secular de Jerusalém é cada vez mais oprimida pelos homens de preto da ortodoxia judaica...

Disneylândia de Jesus - Luiz Felipe Pondé
"O mundo acabou. Não viaje. Assista a filmes em casa ou vá para cidades sem graça do interior. O mundo foi tomado por um tipo de praga que não tem solução: os gafanhotos do sucesso da indústria do turismo. O horror começa nos aeroportos, que, graças ao terrorismo fundamentalista islâmico, ficaram ainda piores com seus sistemas de segurança infernais. Esse mesmo terrorismo fundamentalista que faz as "cheerleaders" dos movimentos sociais sentirem "frisson" de prazer na espinha. Uma grande figura do mercado de análise de comportamento me disse recentemente que, em poucos anos, só os pobres (de espírito?) viajarão. Tenho mais certeza disso do que da aritmética de 2 + 2 = 4. Aeroportos serão o último lugar onde você vai querer ser visto. Gostar de viajar hoje pode ser um forte indício de que você não tem muita imaginação ou opção na vida. Veja, por exemplo, o que aconteceu com os lugares sagrados de Jerusalém. Aquilo virou uma Disneylândia de Jesus. Imagino que, dentro de alguns anos, teremos atores fracassados do Terceiro Mundo vestidos de Judas-Patetas, Maria-Branca de Neve, Tio Pôncio-Patinhas, Pedro-Duck e, é claro, Mickey-Jesus-Mouse. Locais religiosos sempre atraíram todo tipo de histeria. A proximidade com ela pode fazer você duvidar da existência de Deus. Ateus são fichinha em comparação à histeria religiosa como argumento contra a viabilidade de um Deus bom e generoso. Nesse caso, a náusea faz de você um ateu. Às vezes, tristemente, a diferença entre visitas belas a locais sagrados parece ser apenas o número maior ou menor de nossos semelhantes crentes em Deus. Ou, dito de outra forma, o inferno é um lugar onde tem muita gente em surto místico. Jesus deve ter uma paciência de Jó, com seus fiéis cheios de máquinas digitais e filmadoras chinesas querendo devassar a intimidade de sua mãe e de seus discípulos mortos já há tantos séculos. Aliás, estou seguro de que, em breve, Jesus será 'made in China', 'at last'. Se assim acontecer, terão razão aqueles que afirmavam ter sido ele um Messias 'fake'? Pessoalmente, torço para que Jesus sobreviva a essa 'nova paixão', por obra da qual ressuscitar deverá ser algo como um show de efeitos especiais feitos por computação gráfica barata. Os fiéis pós-modernos deram um novo significado à expressão nietzschiana 'Deus está morto'. Nesse caso, Deus virou batata chips de free shop. No início dos anos 90, ainda era possível ir à catedral de Córdoba, na Espanha, e experimentar sua beleza moura. Já em meados dos anos 2000, ela era um terreno baldio para as invasões de gafanhotos. Hoje, estive (escrevo dias antes de você ler esta coluna) na igreja da Agonia, em Jerusalém, conhecida também como igreja de Gethsêmani, local onde Jesus teria suado sangue antes de ser preso. Um belíssimo local. Em seguida, alguns passos descendo a ladeira do monte das Oliveiras (onde fica Gethsêmani), fui a outro local, maravilhoso, que não vou dizer qual é porque espero que ninguém fique sabendo; assim, quem sabe, esse lugar ainda durará algum tempo antes de virar mais um Hopi Hari de Jesus com seu ruído de famílias de classe média em excursões místicas. É importante dizer que já fui a esses locais inúmeras vezes e que, portanto, tive o desprazer de ver Jerusalém virar uma cidade devastada pela horda de tarados com máquinas digitais e filmadoras chinesas. Além de suas camisetas com slogans pela paz mundial. Depois da destruição de Jerusalém pelos romanos por volta do ano 70 d.C., vemos agora a infestação da cidade santa pelos histéricos pentecostais e seus berros em nome do Espírito Santo. Além, é claro, dos judeus ortodoxos obsessivos mal-educados e dos muçulmanos fanáticos com seu grito bárbaro 'Allah Akbar' (Deus é grande). A população secular de Jerusalém é cada vez mais oprimida pelos homens de preto da ortodoxia judaica. Alguns desses são mesmo contra o Estado de Israel, porque só o Messias pode reconstruir o 'verdadeiro Estado judeu'. Acho que deveriam ser todos despachados para o Irã. Enfim, um filme de horror estrelado por fanáticos, batatas e patetas".

Fonte: O artigo Disneylândia de Jesus foi publicado pela Folha de S. Paulo em 31/10/2011, e reproduzido por IHU On-Line na mesma data.

Luiz Felipe Pondé, pernambucano, é escritor, filósofo e ensaísta. Doutor em filosofia pela USP, é professor da PUC, da FAAP e da Universidade Federal de SP.

sábado, 29 de outubro de 2011

Biblical Studies Carnival 68

Seleção das melhores postagens dos biblioblogs em outubro de 2011.

November Biblical Studies Carnival: The Undead Edition

Trabalho feito por Thomas Verenna, do biblioblog The Musings of Thomas Verenna.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Resenhas na RBL - 22.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Rachel Adelman
The Return of the Repressed: Pirqe de-Rabbi Eliezer and the Pseudepigrapha
Reviewed by John C. Poirier

Bob Becking, Alex Cannegieter, Wilfred van de Poll, and Anne-Mareike Wetter
From Babylon to Eternity: The Exile Remembered and Constructed in Text and Tradition
Reviewed by Francis Dalrymple-Hamilton

Roland Boer, ed.
Secularism and Biblical Studies
Reviewed by Brent Landau

John J. Collins
The Scepter and the Star: Messianism in Light of the Dead Sea Scrolls
Reviewed by Erik Eynikel

Lester L. Grabbe, ed.
Israel in Transition 2: From Late Bronze II to Iron IIA (c. 1250-850 BCE): The Texts
Reviewed by Friedrich Schipper

Dan Jaffé, ed.
Studies in Rabbinic Judaism and Early Christianity: Text and Context
Reviewed by Peter J. Tomson

Adina Moshavi
Word Order in the Biblical Hebrew Finite Clause
Reviewed by Hubert James Keener

Thomas R. Schreiner
Galatians
Reviewed by David Luckensmeyer

Louis Stulman and Hyun Chul Paul Kim
You Are My People: An Introduction to Prophetic Literature
Reviewed by Steed Vernyl Davidson

Samuel I. Thomas
The "Mysteries" of Qumran: Mystery, Secrecy, and Esotericism in the Dead Sea Scrolls
Reviewed by Carol Newsom

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Resenhas na RBL - 13.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Roger S. Bagnall
Early Christian Books in Egypt
Reviewed by Allen Kerkeslager

Katharine Dell, ed.
Ethical and Unethical in the Old Testament: God and Humans in Dialogue
Reviewed by Walter C. Kaiser Jr.

Mark Dubis
1 Peter: A Handbook on the Greek Text
Reviewed by John H. Elliott

Bo Isaksson, ed.
Circumstantial Qualifiers in Semitic: The Case of Arabic and Hebrew
Reviewed by John Kaltner

Robin A. Parry
Lamentations
Reviewed by Timothy J. Stone

Daniel Patte, ed.
The Cambridge Dictionary of Christianity
Reviewed by James D. G. Dunn

Stanley E. Porter, Jeffrey T. Reed, and Matthew Brook O'Donnell
Fundamentals of New Testament Greek (+ Workbook)
Reviewed by Panayotis Coutsoumpos
Reviewed by Laurence M. Vance

James P. Ware
Synopsis of the Pauline Letters in Greek and English
Reviewed by Akio Ito

Géza G. Xeravits and József Zsengellér, eds.
Studies in the Book of Wisdom
Reviewed by Erik Eynikel

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Encontro Internacional de Blogueiros

Começou hoje, dia 27, e vai até sábado, 29 de outubro de 2011.

1º Encontro Mundial de Blogueiros começa quinta em Foz do Iguaçu - Carta Maior: 24/10/2011

Entre a próxima quinta-feira (27) e sábado (29), Foz do Iguaçu (PR) receberá o 1º Encontro Mundial de Blogueiros, que reunirá comunicadores e demais interessados nas mídias alternativas para uma extensa programação de debates com diversos convidados internacionais. O evento vai discutir “O papel da blogosfera na construção da democracia”, a partir da constatação de que as novas mídias absorveram grande parte da audiência da imprensa tradicional.

Participarão de debates no encontro personalidades como Ignácio Ramonet, criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”; Kristinn Hrafnsson, porta-voz do WikiLeaks; Luis Nassif, jornalista e blogueiro; Jesse Chacón, ex-ministro das Comunicações da Venezuela, Pascual Serrano, fundador de um dos maiores sites de esquerda da Europa, o Rebelión, entre outros.

Jornalistas e blogueiros brasileiros serão mediadores dos debates, como Maria Inês Nassif, da Carta Maior, Natalia Vianna, da Agência Pública, Renata Mielli, do Instituto Barão de Itararé, Altino Machado, blogueiro do Acre, e Renato Rovai, integrante da Altercon e editor da revista Fórum, entre outros.

Veja a programação.

Leia Mais:
Encontro Internacional de Blogueiros em outubro

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A rede capitalista que domina o mundo

Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo - New Scientist, em Carta Maior: 25/10/2011

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.

Um trecho do artigo:

(...) O modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas. Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações. Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo. E isso não é tudo. Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas. "Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder. E a maioria delas são bancos. Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.


The network of global corporate control
The structure of the control network of transnational corporations affects global market competition and financial stability. So far, only small national samples were studied and there was no appropriate methodology to assess control globally. We present the first investigation of the architecture of the international ownership network, along with the computation of the control held by each global player. We find that transnational corporations form a giant bow-tie structure and that a large portion of control flows to a small tightly-knit core of financial institutions. This core can be seen as an economic “super-entity” that raises new important issues both for researchers and policy makers.

A invenção do povo judeu

Este livro acaba de sair no Brasil. Mas já fez muito barulho pelo mundo afora.

SAND, S. A invenção do povo judeu. São Paulo: Benvirá, 2011, 576 p. - ISBN 9788502134775.

Em inglês: SAND, S. The Invention of the Jewish People. London: Verso, 2010, 344 p. - ISBN 9781844676231.

English edition first published by Verso 2009 - Translation Yael Lotan. The Invention of the Jewish People was first published as Matai ve'ekh humtza ha'am hayehudi? [When and How Was the Jewish People Invented?], Resling 2008.

Shlomo Sand, judeu, estudou história na Universidade de Tel Aviv, Israel, e na École des hautes études en sciences sociales, em Paris. É professor de História Contemporânea na Universidade de Tel Aviv, Israel.

Diz a editora Benvirá, do grupo Saraiva:
A invenção do povo judeu ficou 19 semanas na lista de mais vendidos em Israel, em 2008, e é alvo de polêmica acirrada onde quer que seja lançado. Neste trabalho iconoclasta, ao questionar a identidade dos judeus como nação, o historiador Shlomo Sand, ele mesmo judeu, sugere as bases para uma nova visão do futuro político da “Terra Prometida”. Amparado em farta pesquisa, o autor questiona o discurso historiográfico canônico e formula a tese de que os judeus sempre formaram comunidades religiosas importantes em diversas regiões do mundo, mas não constituem uma nação portadora de uma origem única. O conceito de estado-nação é, portanto, posto em xeque, assim como a ideia de Israel como um Estado pertencente aos judeus do mundo todo – aqueles que escolheram outra pátria em vez de retornar à terra de seus ancestrais. Para o autor, Israel deveria reconhecer seus habitantes, sejam eles israelenses ou palestinos. Publicado em dez línguas, este é um livro questionador, e por isso mesmo necessário, assim como todos os que se propõem a lançar novas luzes sobre a História e seus mitos.

Diz a Amazon.com sobre o autor:
Shlomo Sand studied history at the University of Tel Aviv and at the École des hautes études en sciences sociales, in Paris. He currently teaches contemporary history at the University of Tel Aviv. His books include The Invention of the Jewish People, L'Illusion du politique: Georges Sorel et le débat intellectuel 1900, Georges Sorel en son temps, Le XXe siècle à l'écran and Les Mots et la terre: les intellectuels en Israël.

Diz André Egg, em sua resenha do livro, publicada na Gazeta do Povo em 20/09/2011, sob o título Políticas da história em Israel:
A Invenção do Povo Judeu, de Shlomo Sand, publicado originalmente em 2008, acaba de sair no Brasil, depois de já ter provocado boas discussões em outros países. O autor é professor em Tel Aviv e em Paris, e se considera ele próprio um testemunho da dificuldade em definir a etnicidade judaica. Sua decisão de escrever a obra surgiu da discordância política com os processos de construção da história disseminada nos livros didáticos em Israel. Segundo Sand, com base numa visão sionista do passado, o Estado de Israel se fundamenta na garantia de privilégio aos judeus. Os não judeus possuiriam posição jurídica, social e econômica inferior. O escritor demonstra como a necessidade de uma classificação rigorosa de cidadãos privilegiados levou a uma articulação íntima da política dominante com o rabinato. E contaminou o pensamento jurídico ou mesmo a pesquisa universitária em biologia e genética. Articulando uma retórica política contra o fundamento etnorreligioso do Estado de Israel, o livro de Sand realiza um meticuloso trabalho de desconstrução do discurso sionista. O autor documenta o surgimento da historiografia sionista e seu predomínio até hoje no meio acadêmico e escolar em Israel, demonstrando que, ao mesmo tempo em que os nacionalismos se fortaleceram na Europa do século 19, especialmente nos locais de cultura germânica e no Leste Europeu, historiadores pioneiros começam a escrever as sínteses históricas capazes de dar uma identidade nacional aos judeus. Isso era então uma novidade porque desde sempre os judeus se definiram como tais pelo pertencimento a uma comunidade religiosa. Sand segue o percurso dos eruditos alemães, depois iídiches do Leste Europeu, passa pela fundação dos jewish studies em universidades norte-americanas e chega na criação da Universidade de Jerusalém. Em todos esses lugares o discurso era semelhante, com algumas pequenas variações: a Bíblia deveria ser lida como documento histórico fiel, com a história dos patriarcas, do Êxodo, do reino de Davi. Após a destruição do segundo templo pelo imperador romano no ano 70 d.C., teria se iniciado um exílio de quase 1,9 mil anos, em que os judeus estiveram aguardando o prometido retorno à sua terra de origem. Esta terra seria sua por direito, e o Estado de Israel deveria servir para guardar esse direito de todos os judeus exilados. Nesse discurso, os judeus não teriam se misturado com outros povos durante este tempo, tendo mantido uma pureza étnica que seria o testemunho de sua situação de povo eleito...

Leia o texto completo.


Leia Mais:
A invenção do povo judeu/The Invention of the Jewish People na biblioblogosfera
The Invention of the Jewish People - Homepage do livro: resenhas, entrevistas...
Página do autor Shlomo Sand na Amazon.com

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Hoje é o aniversário de Carlos Mesters: 80 anos

Jacobus Gerardus Hubertus Mesters nasceu na Holanda, no dia 20 de outubro de 1931. Foi este o nome que recebeu na pia batismal. Vinte anos mais tarde, ao receber o hábito da Ordem Carrnelita, já no Brasil, foi rebatizado de Carlos: frei Carlos Mesters...

Parabéns, caro Mestre.

Leia Mais
Carlos Mesters 80 anos
Qual é o melhor livro de Carlos Mesters que você já leu?

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Faça o download do livro A Voz Necessária

Meu livro A voz necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. foi publicado pela Paulus em 1998.

Em julho de 2009 recebi comunicado da editora dizendo que meu livro estava esgotado e que os direitos autorais retornavam ao autor. Por isso o estou colocando aqui para download gratuito.

Clique no link abaixo e faça o download de



São 120 páginas em formato pdf e o arquivo tem 842 KB. O texto pode ser baixado e utilizado para fins educacionais e não comerciais. Entretanto, sua reprodução na Internet é proibida.

O texto aqui publicado é o mesmo da edição impressa. Mas os trechos que tratam do contexto histórico, o texto bíblico, as notas de rodapé e a bibliografia foram atualizados.

No livro proponho o seguinte roteiro para a compreensão do profetismo:

1. No primeiro capítulo, um olhar sobre a origem do movimento profético em Israel, originado das contradições da sociedade monárquica tributária.

2. Em seguida, uma análise do discurso profético. Discurso de teor teológico que denuncia a ruptura da aliança como a idolatria que substitui Iahweh por Baal, pelo Poder e pela Riqueza. O objetivo desta denúncia é o restabelecimento da aliança javista.

3. No terceiro capítulo, uma leitura do conhecido profeta do século VIII a.C., camponês originário de Técua, o pastor e vaqueiro Amós.

4. No quarto capítulo, um roteiro de leitura de outro profeta do século VIII a.C., Oseias, que atuou em Samaria um pouco depois de Amós e viu a decadência e derrota de seu país, o reino de Israel.

5. No quinto capítulo o assunto é Isaías, o célebre profeta de Jerusalém, o grande poeta e defensor arguto dos marginalizados de Judá. Seus oráculos ficaram tão célebres que seu livro sofreu várias releituras e acréscimos.

6. Contemporâneo de Isaías, o profeta Miqueias, feroz defensor dos oprimidos judaítas, é o assunto do sexto capítulo.

Para terminar, uma cronologia do século VIII a.C. e um vocabulário dos termos bíblicos e históricos mais importantes usados no texto pretende facilitar a leitura dos profetas. A bibliografia, atualizada, completa o livro.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Crise da Igreja Católica no Brasil?

Ou crise do mundo todo, inclusive das Igrejas? "A ordem neoliberal tornou-se uma usina de desordem global", alerta Carta Maior.

Leia o texto, que foi publicado por Notícias: IHU On-Line em 17/10/2011.

Mais abaixo, parte do original italiano do site Vatican Insider, que traz o texto também em inglês e espanhol. O texto é assinado por Giacomo Galeazzi (quem é?)

Em inglês: Alarm bells ring in the Vatican as Brazilian Church heads deeper into crisis - 14/10/2011
Em espanhol: Alarma en el Vaticano; la Iglesia brasileña está en crisis - 14/10/2011


Alerta no Vaticano pela crise da Igreja no Brasil
Trinta anos atrás, mais de 90% dos brasileiros se definiam como católicos. Agora, o número caiu para 68%, o valor mais baixo desde 1872. O alerta foi acionado porque, no maior país católico do mundo (140 milhões de fiéis), cada vez mais pessoas rompem seus laços com Roma. Além da América do Sul como terra de esperança para o catolicismo mundial, os dados dizem outra coisa. De acordo com os dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, na última década, por causa da secularização e do boom das seitas evangélicas, diminuem continuamente os católicos brasileiros, enquanto aumentam enormemente as dezenas de denominações evangélicas. Uma pesquisa realizada pelo principal instituto de pesquisa do Brasil com base em 200 mil entrevistas fotografa um progressivo afastamento da Igreja especialmente das novas gerações. E, significativamente, a Santa Sé escolheu justamente o Rio de Janeiro como a próxima sede para a Jornada Mundial da Juventude, para impulsionar a pastoral da juventude na América do Sul. Durante a última década, milhões de brasileiros deixaram a comunidade católica mais numerosa do planeta para entrar nas congregações pentecostais. O ano de 2010 foi o pior ano da Igreja Católica no Brasil. O número de jovens com menos de 20 anos que declaram não seguir nenhuma religião subiu três vezes mais rapidamente do que o de pessoas com mais de 50 anos. Cerca de 9% dos jovens brasileiros não têm nenhuma filiação religiosa. Uma tendência semelhante à dos abandonos da Igreja. A adesão ao catolicismo na população brasileira caiu para o seu nível mais baixo desde 1872: 68% em comparação aos 72,5% de 2003. A hemorragia de fiéis afeta principalmente a classe média. Ao mesmo tempo, os grupos pentecostais subiram para 12,8% da população. A secularização morde a participação religiosa, e a concorrência das seitas evangélicas está cada vez mais aguerrida. Roma tem que acertar as contas com uma difícil convivência entre a Igreja Católica e as chamadas seitas de matriz cristã (a maioria pentecostais) que reúnem cada vez mais prosélitos, especialmente entre as camadas mais baixas da população. Em maio de 2007, o primeiro encontro de Bento XVI com os jovens evidenciou as dificuldades pelas quais a Igreja Católica do Brasil atravessa: os organizadores esperavam 70 mil jovens (40 mil no estádio e 30 mil do lado de fora). Na realidade, os números foram certamente inferiores: no estádio, permaneceram diversos espaços e lugares vazios, enquanto do lado de fora os jovens eram poucos. Ao todo, portanto, os participantes foram 35 mil segundo os dados fornecidos pelos próprios organizadores: não muitos, se lembrarmos que São Paulo tem 11 milhões de habitantes. As Igrejas pentecostais estão atraindo um número cada vez mais crescente de fiéis arrancados da Igreja Católica (nos últimos 30 anos, o percentual dos católicos brasileiros do total da população diminuiu de 91,7% para 73,8% e agora para 65%, enquanto as Igrejas protestantes evangélicas aumentaram de 5,2% para 17,9%). Os cristãos de base atribuem a João Paulo II e ao seu guardião da ortodoxia, Joseph Ratzinger, o fato de terem "normalizado", nos anos 1980 e 1990, o clero e o episcopado sul-americano e de os terem preenchido com o Opus Dei e os Legionários de Cristo, colocando à margem aqueles teólogos da libertação que haviam deslocado muito para a esquerda o centro de gravidade da Igreja, dialogando com aquele comunismo que, ao contrário, o Vaticano estava combatendo no Leste Europeu. E a atual e dramática hemorragia de fiéis em favor das seitas evangélicas também seria o fruto da marginalização dos padres mais estreitamente em contato com as camadas populares e com as massas das favelas. Ao mesmo tempo, a preocupação da Santa Sé se concentrou sobre a crise da disciplina eclesiástica, o crescimento das Igrejas evangélicas e da influência da teologia da libertação entre os jovens religiosos. Os documentos do WikiLeaks revelam que o Vaticano estava preocupado com a conduta dos sacerdotes brasileiros com relação ao celibato. E assim se reabre uma questão de extrema delicadeza para a Santa Sé, em particular por causa do espinhoso tema do clero brasileiro (e sul-americano) próximo da teologia da libertação e das tensões com Roma, das quais uma prova gritante é o "caso Recife", ou seja, a controvérsia sobre o aborto da menina-mãe. Segundo os documentos revelados pelo Wikileaks...

Leia o texto completo.


O texto em italiano, no site Vatican Insider - que pertence ao jornal La Stampa, Itália -, foi publicado no dia 16/10/2011.

Allarme in Vaticano per la crisi della chiesa in Brasile
Trent’anni fa oltre il 90% dei brasiliani si definiva cattolico, adesso la soglia è scesa al 68%, il dato più basso dal 1872. L'allarme è scattato in perchè nel più grande paese cattolico del mondo (140 milioni di fedeli) sempre più persone recidono i legami con Roma. Altro che Sud-America terra di speranza per il cattolicesimo mondiale. I dati dicono altro. Secondo quelli resi noti dalla fondazione «Getulio Vargas», nell’ultimo decennio, a causa della secolarizzazione e del boom delle sette evangeliche, diminuiscono continuamente i cattolici brasiliani mentre aumentano a dismisura le decine di denominazioni evangeliche. Una ricerca condotta dal principale istituto di ricerca del Brasile sulla base di 200mila interviste fotografa un progressivo allontanamento dalla Chiesa soprattutto delle nuove generazioni. E significativamente la Santa Sede ha scelto proprio Rio de Janeiro come prossima sede della Gm, per rilanciare la pastorale giovanile in Sud America. Negli ultimi dieci anni, milioni di brasiliani hanno lasciato la comunità cattolica più numerosa del pianeta per entrare nelle congregazioni pentecostali. Il 2010 è stato l’anno nero della Chiesa cattolica in Brasile. Il numero di «under 20» che dichiarano di non seguire alcuna religione è salito tre volte più velocemente di quello delle persone con più di 50 anni. Il 9% dei giovani brasiliani è privo di appartenenza religiosa. Una tendenza simile a quella degli abbandoni della Chiesa. L’adesione al cattolicesimo nella popolazione brasiliana è scesa al più basso livello dal 1872: 68% rispetto al 72,5% del 2003. L’emorragia di credenti colpisce soprattutto la classe media. Contemporaneamente i gruppi pentecostali sono saliti al 12,8% della popolazione. La secolarizzazione morde la partecipazione religiosa e la concorrenza delle sette evangeliche è sempre più agguerrita. Roma si trova a dover fare i conti con una difficile convivenza tra la chiesa cattolica e le cosiddette sette di matrice cristiana (in maggioranza pentecostali) che raccolgono sempre più proseliti, soprattutto tra gli strati più bassi della popolazione. Nel maggio 2007 il primo incontro di Benedetto XVI con i giovani ha reso evidente le difficoltà che attraversa la chiesa cattolica del Brasile: gli organizzatori attendevano 70 mila giovani (40 mila nello stadio e 30 mila all’esterno). In realtà i numeri sono stati certamente inferiori: nello stadio sono rimasti diversi spazi e posti vuoti mentre fuori i giovani erano pochi. In tutto quindi i partecipanti sono stati 35 mila secondo i dati forniti dagli stessi organizzatori: non molti se si tiene presente che San Paolo conta 11 milioni di abitanti. Le Chiese pentecostali stanno attirando un numero sempre crescente di fedeli strappati alla Chiesa cattolica (negli ultimi trent’anni la percentuale dei cattolici brasiliani sul totale della popolazione è scesa dal 91,7% al 73,8% e ora al 65%, mentre le Chiese protestanti evangeliche solo salite dal 5,2 % al 17,9%). I cristiani di base attribuiscono a Giovanni Paolo II e al suo custode dell’ortodossia Joseph Ratzinger di aver «normalizzato» negli anni Ottanta e Novanta il clero e l’episcopato sudamericano e di averlo riempito di esponenti dell’Opus Dei e dei Legionari di Cristo, mettendo ai margini quei teologi della liberazioni che avevano spostato troppo a sinistra il baricentro della chiesa, dialogando con quel comunismo che invece il Vaticano stava combattendo nell’Europa dell’Est. E l’attuale, drammatica emorragia di fedeli a favore delle sette evangeliche sarebbe il frutto anche della marginalizzazione dei preti a più stretto contatto con i ceti popolari e con le masse delle favelas. Al tempo stesso la preoccupazione della Santa Sede è concentrata sulla crisi della disciplina ecclesiastica, la crescita delle Chiese evangeliche e l’influenza della teologia della liberazione tra i giovani religiosi. I documenti di Wikileaks svelano che il Vaticano era preoccupato per la condotta dei sacerdoti brasiliani sul celibato. E così si riapre una questione di estrema delicatezza per la Santa Sede, soprattutto in ragione dello spinoso tema del clero brasiliano (e sudamericano) vicini alla teologia della liberazione e delle tensioni con Roma di cui è una prova clamorosa il «caso Racife», cioè la controversia sull’aborto della madre-bambina. Secondo i documenti rivelati da Wikileaks...

Leia Mais:
Ecumenismo hoje: uma reflexão teoecológica
A espiritualidade da prosperidade e o neoliberalismo
A Teologia do Pluralismo Religioso e seus desafios
O pluralismo religioso é a democratização do campo religioso
Pluralismo Religioso: irrevogável e irredutível
Alguns livros e artigos sobre o Vaticano II

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Resenhas na RBL - 06.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

John Fitzgerald, Fika J. van Rensburg, and Herrie van Rooy, eds.
Animosity, the Bible, and Us: Some European, North American, and South African Perspectives
Reviewed by Roland Boer

John Gray
The Book of Job
Reviewed by Norman Habel

Robert J. V. Hiebert
"Translation Is Required": The Septuagint in Retrospect and Prospect
Reviewed by Karen Jobes

Harald Knobloch
Die nachexilische Prophetentheorie des Jeremiabuches
Reviewed by Christl M. Maier

Daniel Marguerat
Reception of Paulinism in Acts: Reception du paulinisme dans les Actes des apotres
Reviewed by David Lincicum

Hindy Najman
Past Renewals: Interpretative Authority, Renewed Revelation and the Quest for Perfection in Jewish Antiquity
Reviewed by Marius Nel

Laura Nasrallah, Charalambos Bakirtzis, and Steven J. Friesen, eds.
From Roman to Early Christian Thessalonikē: Studies in Religion and Archaeology
Reviewed by Karl P. Donfried

Alvaro Pereira Delgado
De apostol a esclavo: El exemplum de Pablo en 1 Corintios 9
Reviewed by Panayotis Coutsoumpos

Zuleika Rodgers
A Wandering Galilean: Essays in Honour of Seán Freyne
Reviewed by Joshua Schwartz

David F. Watson
Honor among Christians: The Cultural Key to the Messianic Secret
Reviewed by Jonathan A. Draper

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Cosmologia: bibliografia foi atualizada

A bibliografia de meu artigo Inventando o Universo: Pensar Deus a partir da Nova Física foi atualizada em 12 de outubro de 2011.

Confira aqui.

Morreu meu colega Mário José Filho

Morreu hoje de manhã, às 8h10, no Hospital São Francisco, em Ribeirão Preto, SP, meu colega padre Mário José Filho, CSS. A missa de exéquias será realizada às 16 horas, na paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Rua Júlio Prestes, 523, Sumaré, em Ribeirão Preto.

Mário foi meu aluno na FTCR da PUC-Campinas na década de 80 e, posteriormente, meu colega no CEARP, onde lecionou Teologia Moral. Mário tinha apenas 56 anos de idade. Uma grande perda para todos nós.

Em seu Currículo Lattes, leio:
Possui graduação em Filosofia pelo Instituto de Filosofia Estigmatino (1980), graduação em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1980), graduação em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1988), mestrado em Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1992) e doutorado em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1998). Livre docente em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2007). Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Serviço Social, com ênfase em Metodologia do Serviço Social Família Sociedade e Política Social, atuando principalmente nos seguintes temas: família, serviço social, trabalho, cidadania e educação.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Novo livro do Cássio: Cartilha de literatura sapiencial

Acaba de sair mais um livro de Cássio Murilo Dias da Silva. Desta vez em parceria com Rita de Cácia Ló, também ela biblista de Campinas. É uma introdução à literatura sapiencial.

DIAS DA SILVA, C.M.; LÓ, R. C. Caminho não muito suave - Cartilha de literatura sapiencial bíblica. Campinas: Alínea, 2011, 170 p. - ISBN 9788575165317

Diz a editora:
"Muitos leitores da Bíblia têm dificuldade para ler e compreender livros como Eclesiástico (Sirácida) e Sabedoria. Ou fazem uma leitura inadequada do livro de Jó. Estudar os livros sapienciais é um caminho não muito suave que abre novas perspectivas, mas muitas vezes traz consigo a crise de deixar velhas ideias e de questionar a própria visão de mundo. Este pequeno livro mostra por onde começar a leitura e o estudo da literatura sapiencial e lírica da Bíblia, e também ajuda a dar os primeiros passos. É, portanto, uma cartilha, com seis capítulos que abrirão horizontes para que o leitor comece a compreender os livros bíblicos e se sinta desafiado a tornar-se sábio. E tal busca é constantemente renovada, uma vez que o caminho para obter a sabedoria leva sempre a situações novas e provocadoras. Um caminho não muito suave, mas sem dúvida compensador".

Atualização: 31.10.2011
Pelo menos por enquanto, o link direto para o livro na editora Alínea é este aqui. E lá existe a indicação de como comprar o livro online na Libri Laboris. O preço atual do livro é R$ 32,00, oferecido na Libri Laboris por R$ 25,60.

Sumário

:: Prefácio

:: Capítulo 1: Sabedoria e Literatura Sapiencial
1. Distinções
2. Linguagem da sabedoria
3. Sabedoria no Antigo Oriente Próximo
4. Sabedoria nos textos bíblicos
5. Teologia da Retribuição

:: Capítulo 2: A Teologia da Retribuição Funciona: Provérbios e Sirácida
1. Provérbios
2. Sirácida (Eclesiástico)

:: Capítulo 3: A Teologia da Retribuição Não Funciona: Jó e Qohélet
1. Jó
2. Qohélet (Eclesiastes)

:: Capítulo 4: A Teologia da Retribuição Funciona, Mas Só na Outra Vida: Sabedoria
1. Título
2. Data
3. Autor
4. Local de composição
5. Estrutura e mensagem
6. Conteúdo teológico
7. Para arrematar Sabedoria

:: Capítulo 5: O Livro dos Salmos
1. Título
2. Numeração
3. Livros do Saltério
4. Cronologia
5. Autoria
6. Outras informações nos títulos dos Salmos
7. Saltério, microcosmo simbólico
8. Gêneros literários do Saltério
9. Para arrematar os gêneros literários do Saltério

:: Capítulo 6: Cântico dos Cânticos
1. Título
2. Canonicidade
3. Data
4. Autor
5. Estrutura
6. Gêneros literários
7. Grandes correntes de interpretação
8. Conteúdo teológico
9. Para arrematar Cântico dos Cânticos

:: À Guisa de Conclusão – Literatura Sapiencial e Novo Testamento
1. Relações literárias
2. Relações teológicas

:: Palavra Final

:: Referência

Leia Mais:
Cássio Murilo Dias da Silva
Rita de Cácia Ló

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Você sabe o que é "Occupy Wall Street"?

No Google está dando hoje mais de 11 milhões de ocorrências...

Ocupar Wall Street: o que todos querem saber sobre o movimento - Nathan Schneider - The Nation

É um coletivo de ativistas, sindicalistas, artistas, estudantes, que se reunira antes na campanha “New Yorkers Against Budget Cuts” [Novaiorquinos contra os cortes no orçamento]. Para muitos norte-americanos, essa ação direta não violenta é a única oportunidade que resta para que tenha alguma voz política. E isso tem de ser levado a sério pelos que ganham a vida na imprensa-empresa. Em artigo sob a forma de uma entrevista, ativista do movimento diz a que ele veio.

Leia o especial de Carta Maior, com vários artigos:

Ocupando Wall Street

O cerrado é mais uma vítima da sanha do mercado

Requiem para o cerrado!

A crescente ocupação do cerrado brasileiro com cultura de cana-de-açúcar destinada à produção de etanol se explica por causa da proximidade do bioma com São Paulo, “de onde partem as ordens para coordenação da produção e de onde vem a tecnologia para montagem e manutenção das novas instalações”, esclarece o geógrafo João Humberto Camelini à IHU On-Line. Além de concentrar os principais grupos produtores de etanol, São Paulo é um “grande mercado consumidor e também nele encontram-se os principais portos, de onde o etanol pode ser direcionado ao mercado externo”. Segundo o pesquisador, no ano passado, 172 usinas estavam instaladas no bioma, “número que vem crescendo continuamente”. Na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail, Camelini enfatiza que grandes empreendimentos geram diversos problemas econômicos, sociais e ambientais como “acidentes, poluição, prejuízos ao solo e à biodiversidade devido às queimadas, contaminação do ar e águas com pesticidas, etc. Isto resulta na sobrecarga de serviços públicos como a saúde, principalmente em pequenos municípios nos quais o aporte populacional sazonal dos cortadores de cana representa um aumento percentual considerável em relação ao número de habitantes. Há uma transferência de responsabilidades, já que diversos problemas resultantes da produção de etanol acabam sendo resolvidos com recursos públicos”. João Humberto Camelini é mestre em Geografia com dissertação intitulada Regiões competitivas do etanol e vulnerabilidade territorial no Brasil: o caso emblemático de Quirinópolis, GO, apresentada no Instituto de Geociências – IG.

Leia a entrevista com o geógrafo João Humberto Camelini :

O cerrado é o veio natural da expansão sucroenergética no Brasil - IHU On-Line: 04/10/2011

Você conhece o site de Carlos Terrana, SOS Cerrado? Veja as incríveis fotos: a beleza da fauna, da flora, das águas e o horror da destruição...

Não falo como alguém que (apenas) conhece, falo como alguém que sente. Sou herdeiro de um pedaço de terra em Minas Gerais, da fazenda onde nasci e vivi, de um pedaço de cerrado...

Canto de Guerreiro Mongoió - Elomar

> Conheça a letra, ouça a música

Adeus, adeus meu-pé-de-serra
Querido berço onde nasci
Se um dia te fizerem guerra
Teu filho vem morrer por ti

Leia Mais:
Apocalypse now ou daqui a pouco?
O deus mercado e seus oráculos

domingo, 2 de outubro de 2011

Biblistas Mineiros: nova Estudos Bíblicos em 2012

O grupo dos Biblistas Mineiros está concluindo mais um número da revista Estudos Bíblicos. Sairá em 2012.

O tema central: Bíblia – Educação para a construção de um mundo alternativo

Artigos de:
. Airton José da Silva
. Gilvander Luís Moreira
. Jacir de Freitas Faria
. Jaldemir Vitório
. Johan Konings
. Neuza Silveira de Souza e Maria de Lourdes Augusta
. Pascal Peuzé
. Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa

Fizemos duas reuniões em Belo Horizonte para debater o tema.

Entreguei ao Telmo José Amaral de Figueiredo, em 30 de setembro, o meu artigo.

O título: Paideia Grega e Apocalíptica Judaica

Começo assim:
Muitas e variadas foram as formas utilizadas pelos gregos em todo o Oriente Médio para implantar a helenização nos territórios conquistados pelos exércitos de Alexandre Magno no século IV aC. Muitas e variadas foram também as estratégias utilizadas pelos povos do Oriente Médio para lidar com este processo. Entretanto, aqui vou apenas citar uma destas formas de implantação do helenismo, a paideia grega, e, com mais vagar, abordar uma interessante estratégia de resistência à helenização de alguns grupos da Palestina, a apocalíptica judaica.

Desenvolvo o tema em três etapas:
1. A paideia grega chega a Jerusalém
2. A apocalíptica: estratégia para lidar com o imperialismo
3. Um exemplo: o livro de Daniel


Leia Mais:
Biblistas Mineiros publicam a Estudos Bíblicos 107
Os Biblistas Mineiros e a necessidade do método
A Obra Histórica Deuteronomista na revista Estudos Bíblicos
A OHDtr em Estudos Biblicos

Biblioblog Top 50 - Setembro de 2011

Esta é a lista dos 50 biblioblogs mais frequentados no mês de setembro de 2011 segundo The Biblioblog Reference Library.

Biblioblog Rankings (by The Biblioblog Library) – September 2011

Publicada por Steve Caruso em The Biblioblog Top 50.

Observatório Bíblico é o #12.

Biblical Studies Carnival 67

Seleção de algumas postagens, de alguns biblioblogs, publicadas durante o mês de setembro.

September 2011 Biblical Studies Carnival: The “Greater” - By agathos

sábado, 1 de outubro de 2011

Visitas aos textos dos alunos para o Mês da Bíblia 2011

Os textos escritos pelos alunos do Primeiro Ano de Teologia do CEARP para o Mês da Bíblia 2011 ficaram entre os 30 posts mais acessados do Observatório Bíblico no mês de setembro, de acordo com as estatísticas do Google Analytics.

Na lista abaixo, os textos dos alunos classificados segundo o número de acessos de 01.09.2011 a 01.10.2011:

1. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo a CNBB - Por Ferdinando Henrique Pavan Rubio

2. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo Mesters e Orofino - Por Luciano Giopato Roncoleta

3. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo Mercedes Lopes - Por André Luís Rodrigues

4. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo a Vida Pastoral - Por Edson Carlos Braz

5. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo o Centro Bíblico Verbo - Por Wesley Gonçalves de Oliveira

6. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo Estudos Bíblicos - Por Victor Mariano Rodrigues

7. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo a revista Concilium - Por Sebastião de Magalhães Viana Junior

8. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo o SAB - Por Thiago José Barbosa de Oliveira Santos

9. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo Pixley - Por Mateus Morais e Silva

10. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo Balancin e Ivo - Por Bruno Luiz Ferreira da Silva

11. Mês da Bíblia 2011: Êxodo, segundo Valmor da Silva - Por Severino Germano da Silva

Resenhas na RBL - 30.09.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Allen Brent
Cyprian and Roman Carthage
Reviewed by J. Jayakiran Sebastian

Kathleen E. Corley
Maranatha: Women's Funerary Rituals and Christian Origins
Reviewed by Nicola Hayward

Jacob Howland
Plato and the Talmud
Reviewed by Alan Avery-Peck

Jeremy M. Hutton
The Transjordanian Palimpsest: The Overwritten Texts of Personal Exile and Transformation in the Deuteronomistic History
Reviewed by Walter Dietrich

Thomas Kazen
Issues of Impurity in Early Judaism
Reviewed by John W. Fadden

Margaret M. Mitchell
Paul, the Corinthians and the Birth of Christian Hermeneutics
Reviewed by A. K. M. Adam
Reviewed by Thomas Schmeller

Eric D. Reymond
New Idioms within Old: Poetry and Parallelism in the Non-Masoretic Poems of 11Q5 (=11QPsa)
Reviewed by John Engle
Reviewed by James A. Sanders

Ben Witherington III
Letters and Homilies for Jewish Christians: A Socio-rhetorical Commentary on Hebrews, James and Jude
Reviewed by Loveday Alexander

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1001 revistas acadêmicas online

Alphabetical List of Open Access Journals in Ancient Studies - AWOL

One Thousand Open Access Journals - ISAW

Leia Mais:
Revistas Online

Resenhas na RBL - 15.09.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

David A. Bernat
Sign of the Covenant: Circumcision in the Priestly Tradition
Reviewed by Ulrich Zimmermann

Lewis R. Donelson
I and II Peter and Jude: A Commentary
Reviewed by Peter H. Davids

Neil Elliott and Mark Reasoner, eds.
Documents and Images for the Study of Paul
Reviewed by Carolyn Osiek
Reviewed by James P. Sweeney

Miguel Pérez Fernández
Textos fuente y contextuales de la narrativa evangélica: Metodología aplicada a una selección del evangelio de Marcos
Reviewed by David E. C. Ford

John Paul Heil
Colossians: Encouragement to Walk in All Wisdom as Holy Ones in Christ
Reviewed by Christopher A. Beetham

Job Y. Jindo
Biblical Metaphor Reconsidered: A Cognitive Approach to Poetic Prophecy in Jeremiah 1-24
Reviewed by Colin Toffelmire

Yelena Kolyada
A Compendium of Musical Instruments and Instrumental Terminology in the Bible
Reviewed by Helen Leneman

T. M. Lemos
Marriage Gifts and Social Change in Ancient Palestine: 1200 BCE to 200 CE
Reviewed by Marianne Blickenstaff

Anwar Tjen
On Conditionals in the Greek Pentateuch: A Study of Translation Syntax
Reviewed by Randall Gauthier

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BiblioblogNED Top 30 - Setembro de 2011

Quer conhecer os biblioblogs em neerlandês? Veja a lista BiblioblogNED Top 30 - Setembro de 2011.

O que é o BiblioblogNED?

Leia:
BiblioblogNED: uma rede de biblioblogs em holandês