quinta-feira, 21 de abril de 2011

A saga de Thompson: de Tübingen a Copenhague

Sobre a impressionante saga pessoal e intelectual de Thomas L. Thompson, já contei alguma coisa em meu artigo sobre o debate atual nas áreas de Pentateuco e de História de Israel. Recomendo a leitura, em dois diferentes artigos, dos itens Patriarcas? Que Patriarcas e Thomas L. Thompson (Dinamarca). Thomas L. Thompson é hoje Professor Emérito da Universidade de Copenhague, Dinamarca.

Feito isso, gostaria de chamar a atenção para dois textos recentes sobre Thomas L. Thompson:

:: Uma entrevista que Thompson deu a Thomas Verenna, do blog The Musings of Thomas Verenna e que foi dividida em 4 partes. Duas já foram publicadas [atualização em 08.05.2013: infelizmente a entrevista, partes 1 e 2, desapareceu do blog de Thomas Verenna, mas pode ser recuperada na WayBackMachine]:

. An Interview With Thomas L. Thompson: Part 1 of 4 - Personal Life and Beliefs: April 11, 2011

. An Interview With Thomas L. Thompson: Part 2 of 4 - Thoughts on Scholarship: April 13, 2011

:: Um artigo escrito por Thomas Thompson para a revista The Bible and Interpretation, publicado agora em abril, On the Problem of Critical Scholarship: A Memoire, no qual ele relata as controvérsias provocadas por sua tese sobre a (não) historicidade de Abraão.

Alguns dos personagens que aparecem no artigo de Thompson, uns pouco conhecidos por aqui, outros bastante conhecidos: Herbert Haag, Kurt Galling, Abraham Malamat, Shalom Paul, William Dever, Joseph Fitzmeyer, James Ross, Georg Fohrer, Hans Küng, Joseph Ratzinger, Leonard Swidler, Robert Wright, John Huesman, Dean McBride, Jeff Tigay, James Ross, John Van Seters, Jack Sasson, Matityahu Tsevat, William Thompson, Sara Japhet, Gösta Ahlström, Philip Davies, Niels Peter Lemche...

Os lugares onde Thompson estudou ou lecionou: Tübingen, Alemanha; Jerusalém, Israel; Philadelphia, Estados Unidos; Chapel Hill, Estados Unidos; Chicago, Estados Unidos; Milwaukee, Estados Unidos; Copenhague, Dinamarca.

Devo dizer que este relato me toca de um modo curioso. Os acontecimentos narrados por Thompson cobrem o período de 1971 a 1993. Mas, entre 1971, quando completou sua tese de doutorado, e 1975, quando, sem ter permissão para defendê-la, deixou Tübingen, na Alemanha, eu passava de dois a três meses por ano bem pertinho dali, em Böblingen.

Estudante de graduação em Teologia e depois de pós em Bíblia, em Roma, ia, com outros colegas brasileiros, para a Alemanha, para trabalhar na Daimler durante as férias de verão, fabricando carros Mercedes Benz em Sindelfingen. Fui à famosa cidade universitária de Tübingen a passeio apenas. Não conhecia pessoalmente ninguém de lá. Sabia que Hans Küng, cuja eclesiologia estudara bastante na Gregoriana, lecionava ali...

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