sábado, 31 de dezembro de 2011

Posts mais visualizados em 2011

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante 2011 foram os seguintes:

1. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
Publicado em 06/04/2006 - Última atualização: 08/04/2007
Marcadores/Labels: Jesus Histórico/The Historical Jesus

2. O que está acontecendo no Egito hoje?
Publicado em 02/02/2011 - Última atualização: 08/12/2011
Marcadores/Labels: Oriente Médio/Middle East

3. Mês da Bíblia 2011: Ex 15,22-18,27 - Um
Publicado em 19/07/2011 - Última atualização: 10/08/2011
Marcadores/Labels: Antigo Testamento-Bíblia Hebraica/Old Testament-Hebrew Bible

4. O que está acontecendo no Egito?
Publicado em 13/06/2006 - Última atualização: 02/02/2011
Marcadores/Labels: Arqueologia do Antigo Oriente Médio/Archaeology

5. Ouvir, Ler e Escrever: o curso de Língua Hebraica Bíblica
Publicado em 11/01/2006 - Última atualização: 18/09/2011
Marcadores/Labels: Línguas do Antigo Oriente Médio/Languages

6. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
Publicado em 07/07/2007 - Última atualização: 22/03/2010
Marcadores/Labels: Bibliografia Bíblica/Bibliography

7. Estudo do Cássio sobre a Verbum Domini
Publicado em 05/03/2011 - Última atualização: 05/03/2011
Marcadores/Labels: Métodos para a Leitura da Bíblia/Techniques & Methods of Study

8. Bíblias em hebraico e grego, em Unicode, para download e leitura online
Publicado em 17/01/2006 - Última atualização: 17/01/2006
Marcadores/Labels: Textos Originais e Traduções Antigas da Bíblia/Original Texts & Old Translations

9. RIBLA Online
Publicado em 11/07/2008 - Última atualização: 11/07/2008
Marcadores/Labels: Revistas/Journals

10. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
Publicado em 07/05/2010 - Última atualização: 19/07/2011
Marcadores/Labels: Antigo Testamento-Bíblia Hebraica/Old Testament-Hebrew Bible

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um oportuno vocabulário de exegese bíblica

Acaba de ser publicado em português, pela Loyola, um oportuno vocabulário de exegese bíblica.

ALETTI, J.-N.; GILBERT, M.; SKA, J.-L.; DE VULPILLIÈRES, S. Vocabulário ponderado da exegese bíblica. São Paulo: Loyola, 2011, 184 p. - ISBN 9788515038565.

O original - Vocabulaire raisonné de l'exégèse biblique. Les mots, les approches, les auteurs - foi publicado em francês, em 2005, por Les Éditions du Cerf, Paris. A tradução brasileira é de Cássio Murilo Dias da Silva, que me enviou um exemplar. O livro está na coleção Ferramentas Bíblicas. A tradução brasileira foi revista e corrigida pelos autores, que fizeram pequenas modificações em relação às edições francesa e italiana.

Por que oportuno? Porque "este vocabulário apresenta uma exposição clara e rigorosa das palavras úteis ao estudo, à explicação ou à simples leitura dos textos bíblicos. Seu objetivo é facilitar a compreensão dos termos técnicos, dos conceitos fundamentais e, em geral, da linguagem referente à Bíblia", explica a editora.

Se, ao ler um livro sobre Bíblia, você já se perguntou o que significam Sitz im Leben, etiologia, topos, Wirkungsgeschichte, New Criticism, apodítico, intertestamentário, pésher, semiótica, Formgeschichte, Hipótese Documentária... ou quem são estes tão citados autores alemães, franceses, ingleses e norte-americanos, como Julius Wellhausen, Martin Noth, G. von Rad, R. de Vaux, Charles H. Dodd, William F. Albright, Lagrange, A. Schweitzer, Rudolph Kittel, R. Bultmann, Tischendorf, Albrecht Alt... então este livro é para você!

O livro tem 4 partes e 4 anexos:

:: A primeira parte, escrita por Maurice Gilbert, traz uma apresentação estruturada dos livros da Bíblia e do cânon das Escrituras. Os livros da Bíblia são passados em revista e são apresentados: a sua transmissão, o cânon da Escritura, as línguas usadas, as diversas versões e manuscritos. O autor termina indicando as várias análises críticas aplicadas ao texto bíblico e oferece uma lista da literatura judaica e cristã não canônica.

:: A segunda parte, escrita por Jean-Louis Ska, trata da constituição da exegese moderna e da sua evolução. Apresenta o vocabulário da abordagem diacrônica ou histórico-crítica, seguindo a ordem alfabética.

:: A terceira parte, escrita por Jean-Noël Aletti, apresenta o vocabulário da exegese sincrônica, segundo as diversas análises: narrativa, retórica, epistolar, incluindo a literatura judaica e cristã e as cartas de Paulo.

:: A quarta parte, escrita por Sylvie de Vulpillières, oferece certo número de termos utilizados na análise literária em geral, bem como um breve vocabulário de termos hebraicos, gregos, ingleses e alemães, que um leitor pode encontrar em textos um pouco especializados.

Os anexos trazem:
:: Alguns grandes nomes da exegese
:: Abreviações dos livros do AT e do NT
:: Abreviações de títulos de livros, de coletâneas e de revistas frequentemente citados
:: Alguns livros sobre o vocabulário da exegese


Informações sobre o livro em francês e inglês, na página de Les Éditions Du Cerf, Paris:

L'objet du présent «Vocabulaire raisonné de l'exégèse biblique» est la présentation des mots utilisés dans l'analyse de la Bible.

Exégètes chevronnés et professeurs d'Écriture sainte, les auteurs le savent : la lecture d'une définition ne permet pas toujours de se faire une idée claire de la signification d'un mot. Aussi ont-ils choisi de présenter le vocabulaire de l'exégèse en incluant toute définition dans un discours suivi ou en l'accompagnant d'exemples : ainsi mis en rapport les uns avec les autres, les vocables techniques sont saisis en situation et dans leurs diverses acceptions. L'index final joue le rôle de dictionnaire.

Une première partie est consacrée à la présentation des livres de la Bible, à leur transmission, au canon de l'Écriture, aux langues, aux versions, aux manuscrits. L'auteur termine en indiquant les diverses analyses critiques appliquées au texte biblique et donne la liste de la littérature juive et chrétienne non canonique. La deuxième partie traite de la constitution de l'exégèse moderne et de son évolution. Elle donne le vocabulaire de l'approche diachronique ou historico-critique. Une troisième partie présente le vocabulaire de l'exégèse synchronique selon les différentes analyses : narrative, rhétorique, épistolaire, incluant la littérature juive et chrétienne et les lettres de Paul. Les termes fréquemment utilisés en analyse littéraire générale, les mots hébreux, grecs, anglais et allemands qu'un lecteur est amené à rencontrer, ainsi que « quelques grands noms de l'exégèse » sont listés dans la dernière partie.


The aim of this book is to present and explain the terms we use when analyzing the Bible. As experienced exegetes and teachers of the Holy Scriptures, the authors know that the reading of a definition does not always allow one to gain a clear idea of its signification. That is why they have chosen to explain the vocabulary of exegetics by presenting all the definitions in a logical discourse, or by providing examples. The technical terms are brought into relation with each other, shown in situ and in their different accepted usages. The final index provides a straightforward dictionary.

Part One is devoted to the books of the Bible, their transmission, the Scriptural canon, languages, different versions, manuscripts. The author concludes this part by listing the diverse critical analyses applied to Biblical texts and non-canonical Jewish and Christian literature. Part Two deals with the constitution and evolution of modern exegetics. Here, we find the lexical of the diachronic approach. Part three presents the vocabulary of synchronic exegetics according to different analyses - narrative, rhetorical and epistolary - taking in Jewish and Christian literature and the Epistles of St. Paul. The terms often used in the analyses of general literature; Hebrew, Greek, English and German words the reader may encounter, are listed in this final part, as well as some of the “great names” in exegetics.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Nova tradução da Bíblia por Cássio e Irineu

Em 20 de setembro de 2009 noticiei aqui no blog: Cássio e Irineu fazem nova tradução da Bíblia.

Pois hoje recebi e-mail do Cássio com uma boa notícia: saiu, pela Loyola, a tradução dos Evangelhos e Atos dos Apóstolos, feita por Cássio Murilo Dias da Silva (PUC-Campinas) e Irineu Rabuske (PUCRS).

Evangelhos e Atos dos Apóstolos. Novíssima tradução dos originais. São Paulo: Loyola, 2011, 272 p. - ISBN 9788515038671.

Diz a editora:
Esta edição apresenta uma tradução totalmente nova e aderente ao texto grego, que preserva características literárias do original, sem abdicar da fluência e da clareza do português. Não se trata de mais uma nova versão dos textos bíblicos a partir dos originais. Esta publicação traz também inúmeras notas de caráter exegético, literário, teológico, histórico e filosófico, contendo as principais informações que o leitor necessita para compreensão adequada dos textos. Assim o leitor poderá, com maior proveito, rezar, meditar, estudar, anunciar, amar e praticar a Palavra de Deus.

Alguém noticiou o fim do minimalismo, mais uma vez

Desta vez foi Yosef Garfinkel, arqueólogo da Universidade Hebraica de Jerusalém, na BAR de maio/junho de 2011. Veja o artigo, editado, aqui.

Ele aponta como minimalistas Niels Peter Lemche, Thomas L. Thompson, Philip R. Davies e Keith Whitelam, mas põe na roda também Israel Finkelstein, arqueólogo da Universidade de Tel Aviv, pois seu artigo gira em torno do reino de Davi no século X a.C. e sua pièce de résistance é, claro, Khirbet Qeiyafa.

Não seria uma boa hora para se ler sobre arqueologia e geopolítica em Israel?

O artigo de Garfinkel suscitou, além de outros debates, uma recente réplica de Philip Davies, em The Bible and Interpretation: “The End of Biblical Minimalism?”

Que começa dizendo:

Seeing this epitaph on the cover of BAR (37:03, May/Jun 2011, see edited version here) immediately brought to mind one of Mark Twain’s celebrated sayings: “The reports of my death have been greatly exaggerated.”


In this case, not only exaggerated but also so often repeated over the last 30 years that my “minimalist” colleagues and I (all pictured in our youth) are feeling like Lazarus.


So why is so brave as to cry “wolf” yet again, when the basic principles of what its opponents call “minimalism” have become so widely adopted in biblical scholarship (it would be just as weary to cite the references let alone keep up with the reading). Well, it obviously demands some misrepresentation of what “minimalism” is (like most previous epitaphs). Its opponents regularly choose to define it in the way they think they can most easily attack it. No wonder so many people are confused about what it is. In this case, “minimalism” is defined, apparently, as the belief that David and Solomon and their “United Monarchy” did not exist. Well, “minimalists” have come to that conclusion, it is true, though there is a great deal of historical methodology, archaeological data, and textual exegesis lying behind that conclusion, and no minimalist that I know would regard the existence of David et al. as an essential tenet of minimalism. Without indulging in a detailed exposition, the issue is about how, why, and when the biblical books were written—a rather larger and more complex thesis than Garfinkel seems to appreciate, and a problem of which the historicity of otherwise any individual person or event forms only a rather small part.

Leia o artigo.

Leia Mais:
Philip Davies no Observatório Bíblico e na Ayrton's Biblical Page
Israel Finkelstein no Observatório Bíblico e na Ayrton's Biblical Page
Yosef Garfinkel na biblioblogosfera
Minimalismo em The Bible and Interpretation
The keys to the kingdom - Haaretz: 06.05.11

domingo, 18 de dezembro de 2011

Por que o Natal é celebrado em 25 de dezembro?

Há controvérsias. Alguns dados são conhecidos, outros nem tanto.

A leitura de alguns textos pode ajudar. Aqui transcrevo alguns trechos, mas recomendo uma leitura completa dos textos.


:: Natal: por que 25 de dezembro? - Guilherme Lieven - IECLB
Nos relatos bíblicos não encontramos nenhuma referência sobre a data do nascimento de Jesus. Naquela época os calendários eram muito confusos. Os antigos calendários romanos tinham, às vezes, semanas de quinze dias e meses de dez dias, de acordo com a vontade do Imperador reinante. O povo em geral não conhecia as datas de nascimento, casamento ou falecimento. Não existem registros históricos a respeito de "Festas de Aniversário" na Antigüidade.

Sobre o nascimento de Jesus sabemos muito pouco. Ele nasceu antes da morte de Herodes Magno (Mt 2.1; Lc 1.5), que faleceu na primavera de 750 da era romana, quer dizer: no ano 4 antes de Cristo. Conforme estudos o ano mais provável do nascimento de Jesus é 7 ou 6 antes da era cristã.

As primeiras comunidades cristãs não comemoravam o nascimento de Jesus. Somente a partir do ano 350 o Natal começou a ser comemorado no dia 25 de dezembro. Em torno da escolha desta data há uma longa história.

Os Celtas, por exemplo, tratavam o Solstício do Inverno, em 25 de dezembro, como um momento extremamente importante em suas vidas. O inverno ia chegar, longas noites de frio, por vezes com poucos gêneros alimentícios e rações para si e para os animais, e não sabiam se ficariam vivos até a próxima estação. Faziam, então, um grande banquete de despedida no dia 25 de dezembro. Seguiam-se 12 dias de festas, terminando no dia 6 de Janeiro.

Em Roma, o Solstício do Inverno também era celebrado muitos séculos antes do nascimento de Jesus. Os Romanos o chamavam de Saturnálias (Férias de Inverno), em homenagem a Saturno, o Deus da Agricultura, que permitia o descanso da terra durante o inverno.

Em 274 o Imperador Aureliano proclamou o dia 25 de dezembro, como "Dies Natalis Invicti Solis" (O Dia do Nascimento do Sol Inconquistável). O Sol passou a ser venerado. Buscava-se o seu calor que ficava no espaço muito acima do frio do inverno na Terra. O início do inverno passou a ser festejado como o dia do Deus Sol.

A comemoração do Natal de Jesus surgiu de um decreto. O Papa Júlio I decretou em 350 que o nascimento de Cristo deveria ser comemorado no dia 25 de Dezembro, substituindo a veneração ao Deus Sol pela adoração ao Salvador Jesus Cristo. O nascimento de Cristo passou a ser comemorado no Solstício do Inverno em substituição às festividades do Dia do Nascimento do Sol Inconquistável.

Outras curiosidades estão relacionadas com este dia 25 de dezembro. O calendário que adotamos hoje é uma forma recente de contar o tempo. Foi o Papa Gregório XIII que decretou o seu uso através da Bula Papal "Inter Gravissimus" assinada em 24 de fevereiro de 1582. A proposta foi formulada por Aloysius Lilius, um físico napolitano, e aprovada no Concílio de Trento (1545/1563). Nesta ocasião foi corrigido um erro na contagem do tempo, desaparecendo 11 dias do calendário. A decisão fez com que ao dia 4 de outubro de 1582 sucedesse imediatamente o dia 15 de outubro do mesmo ano. Os últimos a adotarem este calendário que usamos foram os russos em 1918.

O fato interessante desta correção é que o Solstício do Inverno foi deslocado para outra data. Dependendo do ano o início do inverno se dá entre o dia 21 e o dia 23 de dezembro. A razão fundamental para a comemoração do Nascimento de Jesus no dia 25 de Dezembro se perdeu com essa mudança no calendário. Mesmo assim o Natal continuou a ser comemorado no dia 25 de dezembro.


:: Natal - Wikipédia
Os primeiros indícios da comemoração de uma festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus em 25 de dezembro é a partir do Cronógrafo de 354. Essa comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania, em 6 de janeiro. A comemoração em 25 de dezembro foi importada para o oriente mais tarde: em Antioquia por João Crisóstomo, no final do século IV, provavelmente, em 388, e em Alexandria somente no século seguinte. Mesmo no ocidente, a celebração da natividade de Jesus em 6 de janeiro parece ter continuado até depois de 380.

Muitos costumes populares associados ao Natal desenvolveram-se de forma independente da comemoração do nascimento de Jesus, com certos elementos de origens em festivais pré-cristãos que eram celebradas em torno do solstício de inverno pelas populações pagãs que foram mais tarde convertidas ao cristianismo.


:: How December 25 Became Christmas - Andrew McGowan - BAR Magazine
How did the Christmas festival originate? How did December 25 come to be associated with Jesus’ birthday?

(...) Celebrations of Jesus’ Nativity are not mentioned in the Gospels or Acts; the date is not given, not even the time of year. The biblical reference to shepherds tending their flocks at night when they hear the news of Jesus’ birth (Luke 2:8) might suggest the spring lambing season; in the cold month of December, on the other hand, sheep might well have been corralled. Yet most scholars would urge caution about extracting such a precise but incidental detail from a narrative whose focus is theological rather than calendrical. The extrabiblical evidence from the first and second century is equally spare: There is no mention of birth celebrations in the writings of early Christian writers such as Irenaeus (c. 130–200) or Tertullian (c. 160–225). Origen of Alexandria (c. 165–264) goes so far as to mock Roman celebrations of birth anniversaries, dismissing them as “pagan” practices—a strong indication that Jesus’ birth was not marked with similar festivities at that place and time. As far as we can tell, Christmas was not celebrated at all at this point.

(...) Finally, in about 200 C.E., a Christian teacher in Egypt makes reference to the date Jesus was born. According to Clement of Alexandria, several different days had been proposed by various Christian groups. Surprising as it may seem, Clement doesn’t mention December 25 at all. Clement writes: “There are those who have determined not only the year of our Lord’s birth, but also the day; and they say that it took place in the 28th year of Augustus, and in the 25th day of [the Egyptian month] Pachon [May 20 in our calendar]...And treating of His Passion, with very great accuracy, some say that it took place in the 16th year of Tiberius, on the 25th of Phamenoth [March 21]; and others on the 25th of Pharmuthi [April 21] and others say that on the 19th of Pharmuthi [April 15] the Savior suffered. Further, others say that He was born on the 24th or 25th of Pharmuthi [April 20 or 21].” Clearly there was great uncertainty, but also a considerable amount of interest, in dating Jesus’ birth in the late second century. By the fourth century, however, we find references to two dates that were widely recognized—and now also celebrated—as Jesus’ birthday: December 25 in the western Roman Empire and January 6 in the East (especially in Egypt and Asia Minor). The modern Armenian church continues to celebrate Christmas on January 6; for most Christians, however, December 25 would prevail, while January 6 eventually came to be known as the Feast of the Epiphany, commemorating the arrival of the magi in Bethlehem. The period between became the holiday season later known as the 12 days of Christmas.

The earliest mention of December 25 as Jesus’ birthday comes from a mid-fourth-century Roman almanac that lists the death dates of various Christian bishops and martyrs. The first date listed, December 25, is marked: natus Christus in Betleem Judeae: “Christ was born in Bethlehem of Judea.” In about 400 C.E., Augustine of Hippo mentions a local dissident Christian group, the Donatists, who apparently kept Christmas festivals on December 25, but refused to celebrate the Epiphany on January 6, regarding it as an innovation. Since the Donatist group only emerged during the persecution under Diocletian in 312 C.E. and then remained stubbornly attached to the practices of that moment in time, they seem to represent an older North African Christian tradition.

In the East, January 6 was at first not associated with the magi alone, but with the Christmas story as a whole.

So, almost 300 years after Jesus was born, we finally find people observing his birth in midwinter. But how had they settled on the dates December 25 and January 6?

There are two theories today: one extremely popular, the other less often heard outside scholarly circles (though far more ancient)...


:: Natal - Observatório Bíblico: 22/12/2010
Dois antropólogos italianos falam sobre nossas festas de dezembro. Marino Niola, da Università degli Studi Suor Orsola Benincasa, Napoli, em artigo publicado no jornal La Repubblica em 20/12/2010. E Augusto S. Cacopardo, da Università di Firenze, que publicou recentemente um livro sobre as festas de inverno no Hindu Kush, entre o Afeganistão e a Caxemira. Para reencontrar as origens do Natal, é preciso ir aos altiplanos do Hindu Kush, entre o Afeganistão e a Caxemira, onde vivem os últimos pagãos. São os orgulhosos Kalasha (foto), ciumentos protetores das suas remotíssimas tradições indo-europeias. Esses homens que sabiam de antiguidade ainda em 330 antes de Cristo, quando Alexandre Magno os encontrou durante a sua marcha para Jalalabad, nos revelam as raízes da nossa história e da nossa religião. O seu grandioso rito solsticial de inverno, 12 dias que iniciam com a descida do deus entre os homens e se concluem com o início do novo ano, é, de fato, a arqueologia viva da natividade. A afirmação é do antropólogo Augusto Cacopardo, em um livro recém publicado pela editora Sellerio. O título, mais do que eloquente, é Natale pagano (Ed. Sellerio, 476 páginas). O tema é a milenar gestação de uma festa que não teria sido inventada pelo cristianismo, mas que começou muito antes.


:: Natal: uma mitologia? - Notícias: IHU On-Line - 23/12/2008
A revista Riforma, n° 49, 19-12-2008, publicação semanal dos evangélicos batistas, metodistas e valdenses italianos, publicou em sua última edição uma carta de um de seus leitores questionando a credibilidade do Natal, que mais parece, segundo sua opinião, uma lenda, um "mito de fundação". Questionado pelo leitor, Paolo Ricca, colaborador da revista, mais adiante, responde à carta. (...) Como nasceu (tardiamente) o Natal? E por que foi fixado no dia 25 de dezembro? A essas perguntas, responde um livrinho do professor Oscar Cullmann, que apareceu no longínquo 1947, intitulado “Il Natale nella chiesa antica” [O Natal na igreja antiga] e publicado em versão italiana editada pelo pastor Franco Sommani já em 1948. Eis aqui os dados essenciais...


:: Natal: mito de fundação ou manifesto político? - Observatório Bíblico: 23/12/2008
Acaba de sair em português o livro de BORG, M. J.; CROSSAN, J. D. O primeiro Natal: O que podemos aprender com o nascimento de Jesus. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008, 304 p. - ISBN 9788520921470. Para os autores, "o tema comum por trás das narrativas [do nascimento e infância de Jesus] é a rejeição do projeto imperial de Roma, que dominava um quarto da população do planeta na época, em favor de um projeto alternativo para a humanidade, representado por Jesus e seu evangelho. 'As histórias do primeiro Natal são, em geral, anti-imperiais. Em nosso contexto, isso significa afirmar, seguindo as histórias da natividade, que Jesus é o Filho de Deus (e o imperador não é), que Jesus é o Salvador do mundo (e o imperador não é), que Jesus é o Senhor (e o imperador não é), que Jesus é o caminho para a paz (e o imperador não é)', escrevem os autores", explica Reinaldo José Lopes na reportagem Histórias bíblicas de Natal têm viés político, diz pesquisa, publicada no G1 em 22/12/2008 - 09h32.


:: Nascimento de Jesus e visita dos Magos - Observatório Bíblico: 24/12/2006
Está na hora de se ler A Visita dos Magos: Mt 2,1-12, texto que escrevi na Ayrton's Biblical Page. Entre os temas tratados, com indicação de ampla bibliografia, estão:
. O método de leitura a ser usado
. O sentido de Mt 1-2
. Herodes Magno
. A data do nascimento de Jesus
. Jesus nasceu em Belém ou em Nazaré?
. Quem são os Magos e que papel exercem em Mateus?
. As várias hipóteses sobre a estrela de Belém


:: As Viagens dos Reis Magos - Observatório Bíblico: 02/01/2008
Jadir de Morais PESSOA e Madeleine FÉLIX, As Viagens dos Reis Magos. Goiânia: Ed. da UCG, 2007, 256 p. ISBN: 8571033706. "É bonito e emocionante, sim, ver a diversificação das formas e vozes das folias num grande encontro de companhias, em uma praça ou em um ginásio de esportes. Mas a folia é, na sua essência, o giro, a viagem para Belém, em cada casa por onde ela passa (...) Nasceu daí a vontade de escrever sobre os Reis Magos, tomando-os como viajantes", escreve Jadir.


:: The Surprising Meaning of Christmas: Some Historical Perspectives - James Tabor - Tabor Blog
December 25th as the date of the birth of Jesus can be traced back to the early 3rd century AD though it did not achieve more universal recognition until the late 4th century. It is often asserted that “Christmas is pagan,” and that it originated because of the popularity of the Roman winter festivals of Saturnalia (Dec 16-24), and Sol Invictus, that marked the Winter Solstice (Dec 21st), or “birth of the sun.” It is ineed likely that the celebration of such winter festivals in various cultures where Christianity spread might have contributed to the seasonal popularity of December 25th, and there is no doubt that lots of “Christmas” customs (decorations, trees, Yule logs, mistletoe, gifts, parties) developed from such celebrations. However, as far as we can tell the designation of December 25th as the date of the brith of Jesus had nothing to do with pagan customs and practices. Rather it was based upon the chronological calculations of early Christians such as Julius Africanus (c. 200 AD). Africanus put the conception of Jesus around the Vernal Equinox (March 20th), which gave him his date of December 25th, nine months later, for Jesus’ birth. It is possible that the view common in some Jewish circles that Adam was created in the Spring, at the time of the Equinox, contributed to the idea that Jesus, as a “second Adam,” was incarnated on this day as well (...) My own reconstruction of the chronological framework for the birth, life, and death of Jesus, as presented in The Jesus Dynasty, puts the baptism of Jesus by John in the Fall of 26 AD, around the time he turned 30, which would also place his birthdate in the Fall (September), rather than the Winter (December).


:: Por que se celebra o Natal em 25 de dezembro? - Observatório Bíblico: 23/12/2006
Veja as possíveis razões na opinião de James Tabor, Professor na University of North Carolina at Charlotte, em seu blog The Jesus Dinasty, no post The Surprising Meaning of Christmas: Some Historical Perspectives. Outro texto interessante que discute o assunto é um livro de VERMES, G. The Nativity: History and Legend. London: Penguin Books, 2006, 192 p. - ISBN 038552241X.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Outra Teologia é possível e necessária

Este livro de Juan José Tamayo, teólogo espanhol, saiu recentemente.

TAMAYO, J. J. Otra teología es posible. Pluralismo religioso, interculturalidad y feminismo. Herder: Barcelona, 2011, 416 p. - ISBN 9788425427886

"Hace casi 30 años que le conozco y he podido seguir su evolución constante hacia una racionalización del hecho religioso. Su punto de partida es el interrogante de porqué las religiones se empeñan tanto en responder a preguntas que a la sociedad actual no le interesan ni les preocupan (...)

En este nuevo libro, Tamayo lo que propone es el marco sociocultural en el que la teología tendría que realizarse para poder sintonizar con las inquietudes y anhelos de nuestra sociedad, para que no sea un cuerpo extraño, e incluso incómodo a tan amplios sectores sociales en todos los continentes.

El autor centra su análisis en tres aspectos concretos: el pluralismo religioso, la interculturalidad y el feminismo. Cada apartado mencionado está exhaustivamente documentado, estudiado y analizado. Si algo tiene Tamayo es su capacidad de retener y asimilar todo lo que lee, que es muchísimo. La documentación aportada a cada tema es enciclopédica. Lo que nos indica que sus propuestas no son ocurrencias individuales.

A partir de su ingente conocimiento sobre lo que escribe, él hace su muy enriquecedora aportación sobre la que construye un libro de 416 páginas, de doce capítulos en los que el lector sentirá la sensación de que se le abren puertas y ventanas por donde entra aire fresco y regenerador de ideas que nos sitúan en una realidad más acorde con nuestro tiempo y que las religiones deberían tomar como referencia. Lo contrario es lo que produce el divorcio que estamos constatando cada día entre una sociedad dinámica e innovadora, y una religión instalada en otra época que nada tiene que ver con la de hoy y a la que nada le dice" (Ana Rodrigo: Otra teología es posible y necesaria - Atrio: 13/12/2011)

Juan José Tamayo Acosta é teólogo espanhol, doutor em teologia pela Universidade de Salamanca, é diretor da cátedra de Teologia e Ciências das Religiões “Ignácio Ellacuría” da Universidad Carlos III, de Madrid.


Leia Mais:
Salvar a Teologia de seu cinismo
Tamayo: Otra Religión es Posible [quiero ofrecer una síntesis de la obra] - Xabier Pikaza Ibarrondo: El blog de X. Pikaza: 28/11/2011
Publicações de Juan José Tamayo

sábado, 10 de dezembro de 2011

A Privataria Tucana está causando rebuliço

Está causando rebuliço o livro de Amaury Ribeiro Jr. A privataria tucana. São Paulo: Geração Editorial, 2011, 344 p. - ISBN 9788561501983.

O livro é o resultado final de anos de investigações do repórter Amaury Ribeiro Jr. na senda da chamada Era das Privatizações, promovida pelo governo Fernando Henrique Cardoso. A expressão “privataria”, utilizada por Amaury Ribeiro Jr., faz um resumo feliz e engenhoso do que foi a verdadeira pirataria praticada com o dinheiro público em benefício de fortunas privadas, por meio das chamadas “offshores”, empresas de fachada do Caribe, região tradicional e historicamente dominada pela pirataria.

Última atualização: 17/12/2011

Alguns exemplos:

:: Chega às livrarias ‘A Privataria tucana’, de Amaury Ribeiro Jr. CartaCapital relata o que há no livro - CartaCapital - 08/12/2011
Não, não era uma invenção ou uma desculpa esfarrapada. O jornalista Amaury Ribeiro Jr. realmente preparava um livro sobre as falcatruas das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso. Neste fim de semana chega às livrarias “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial.

:: Amaury Ribeiro Jr.: Quem é o Doutor Escuta: leia um dos capítulos do livro A privataria tucana - Luiz Carlos Azenha: Vi o Mundo - 08/12/2011
Derrotado na disputa à Presidência da República, José Serra gastou boa parte da campanha eleitoral de 2010 resmungando contra “espiões” que estariam bisbilhotando a vida de sua filha Verônica e de ilustríssimas figuras de seu partido. Sua aliada, a mídia encarregou-se de reverberar seus protestos, turbinando-os com altos decibéis. A arapongagem teria raiz no “núcleo de inteligência” montado por petistas, cuja existência nunca foi provada. Serra sempre refutou, também com veemência, adotar práticas semelhantes às que supunha ver praticadas por seus adversários.

:: Ribeiro Júnior dispara contra tucanos e imprensa; e critica até o PT - Fábio M. Michel: Rede Brasil Atual - 09/12/2011
Em entrevista transmitida ao vivo pela internet na noite de sexta-feira (9), o jornalista Amaury Ribeiro Júnior deu detalhes de algumas das operações financeiras fraudulentas que descreve em seu livro, "A Privataria tucana". A obra trata de desvios de recursos durante as privatizações de empresas públicas no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sobre o episódio em que foi acusado de montar dossiês contra lideranças do PSDB durante a eleição de 2010, o jornalista reiterou a versão apresentada à época, de que houve "fogo amigo" dentro do próprio PT.

:: Como o PiG vai tentar desconstruir o Amaury - Paulo Henrique Amorim: Conversa Afiada - 10/12/2011
O Farol de Alexandria, que iluminava a Antiguidade e o PiG, hoje, já deu a senha, na “coletiva” palpitante que concedeu ao UOL (...) O Farol disse que o Amaury já foi processado. Sim, o Amaury explica no livro. Foi processado numa trampa tucana, como explica Leandro Fortes, na CartaCapital.

:: Esgotada primeira edição de Privataria Tucana: os 15 mil exemplares publicados pela Geração Editorial - Luiz Carlos Azenha: Vi o Mundo - 10/12/2011
Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, experimentou ontem a força dos blogues sujos. E, obviamente, da capa da CartaCapital. O fato é que, na noite de ontem, a editora já não tinha mais cópias do livro Privataria Tucana, de Amaury Ribeiro Jr. Todos os 15 mil exemplares tinham sido despachados. A editora foi pega completamente de surpresa pela força de divulgação dos internautas e, durante o dia, teve de improvisar para dar conta de atender aos pedidos das livrarias, que não paravam de chegar.

:: A Privataria Tucana: a reportagem investigativa da década - Luis Nassif: Luis Nassif Online - 10/12/2011
Fui ontem à coletiva do repórter Amaury Ribeiro Jr, sobre o livro que lançou. Minha curiosidade maior era avaliar seu conhecimento dos mecanismos do mercado financeiro e das estruturas de lavagem de dinheiro. Amaury tem um jeito de delegado de polícia, fala alto, joga as ideias de uma forma meio atrapalhada – embora o livro seja surpreendentemente claro para a complexidade do tema. Mas conhece profundamente o assunto.

:: A privataria tucana - Jorge Furtado em seu blog, reproduzido por Carta Maior - 12/12/2011
O ensurdecedor silêncio dos grandes jornais e programas jornalísticos sobre o livro “A privataria tucana” é um daqueles momentos que nos faz sentir vergonha pelo outro. A imprensa, que não perde a chance - com razão - de exigir liberdade para informar, emudece quando a verdade contraria seus interesses empresariais e/ou o bom humor de seus grandes anunciantes. Onde estão as manchetes escandalosas, as charges de humor duvidoso, os editoriais inflamados sobre a moralidade pública?

:: Emediato: “Silêncio da mídia com o livro do Amaury será rompido em breve” - Gilberto Maringoni: Carta Maior - 12/12/2011
Editor de A privataria tucana percebeu que tinha uma bomba nas mãos ao conhecer a documentação reunida pelo autor. Segundo ele, muita gente vai se decepcionar com José Serra. “Resta a ele vir a público dizer que não sabia de nada. Mas falar que não sabia das movimentações milionárias da filha é algo difícil de acreditar”, afirma Emediato.

:: Um sucesso de vendas cercado por um muro de silêncio - Maria Inês Nassif: Carta Maior - 12/12/2011
O livro "A Privataria Tucana", de Amaury Ribeiro Jr., foi lançado há quatro dias e já é um fenômeno de vendas cercado por um muro de silêncio. Produto de doze anos de trabalho - e, sem dúvida, a mais completa investigação jornalística feita sobre o submundo da política neste século -, o livro consegue mapear o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que teria sido montado em torno do tucano José Serra. De quebra, coloca o PT em duas saias justas. Ao atirar para os dois lados, o livro-bomba do jornalista acabou conseguindo a façanha de ser ignorado pela mídia tradicional, pelo PT e pelo PSDB.

:: 'Privataria' chega ao Senado, e PT e PSDB se enfrentam em plenário - André Barrocal: Carta Maior - 15/12/2011
Líder petista pede providências ao Ministério Público e desafia PSDB a debater 'capítulo triste'. Serrista fala em 'calúnia' para abafar denúncias contra governo e expõe atrito interno, ao negar aparte a Aécio. Na Câmara, líder do PMDB diz que 'não vai embarcar em CPI', para a qual segue coleta de assinaturas, e ilustra efeito de silêncio da mídia: 'Livro tem documentos mesmo?'

:: PSDB e FHC defendem privatizações e atacam livro - Carta Maior - 16/12/2011
Em duas notas oficiais divulgadas nesta quinta-feira (15), o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o PSDB atacam o livro "A Privataria Tucana" e seu autor, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. O PSDB defende as privatizações e classifica de "levianas" as denúncias. Já o ex-presidente classifica as denúncias como "infâmia' e procura desqualificar seu autor como "um jornalista indiciado pela Polícia Federal por haver armado outro dossiê contra José Serra.


>> Vários textos foram reunidos por Altamiro Borges em seu Blog do Miro. Confira a partir de 08/12/2011.


Sinônimos de confusão, segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss [versão 1.0, de 2001]:
açougada, acracia, adevão, alarma, alarme, alteração, alvoroço, alvoroto, anarquia, angu, angu-de-caroço, anguzada, aperta-chico, aranzel, argel, arregaço, atabalhoação, atrapalhação, auê, bababi, babel, babilônia, bacafuzada, bachinche, badanal, baderna, bafa, bafafá, bagaço, bagunça, bagunçada, balborda, balbórdia, balbúrdia, bambá, bambaquerê, bananosa, bandoria, banguelê, banzé, banzé-de-cuia, banzeiro, barafunda, baralha, baralhada, barrilada, bereré, berzabum, bilbode, bochinche, bochincho, bode, bolo, bololô, brenha, briga, bronca, bruega, bulha, burundanga, cambulhada, caos, chinfrim, chinfrineira, chinfrinice, choldra, choldraboldra, cinza, cocoré, coisa-feita, coluvião, complicação, confa, confusa, cu-de-boi, cu-de-mãe-joana, danação, dédalo, desalinho, desarranjo, desarrumação, desgoverno, desmancho, desmanho, desmaranho, desordem, desorganização, desorientação, destempero, deus-nos-acuda, dificuldade, distúrbio, emaranhamento, embananamento, embaralhação, embrulhada, embrulhamento, embrulho, encrenca, enrolação, entuviada, envolta, esbregue, escangalho, esculhambação, esparrame, esparramo, estalada, estrago, estralada, estripulia, estropelia, estrupício, fandango, fecha, fecha-fecha, felga, ferga, flamengaria, forrobodó, frege, frevo, fritada, fubá, fula-fula, furdúncio, furdunço, fuzuê, galho, gambérria, gangolina, garabulha, garbulha, gódia, grude, imbróglio, indisciplina, inferneira, inferno, insubordinação, joldra, lambança, langará, lubambo, maçarocada, maranha, maria-da-fonte, massagada, mastigada, matinada, melê, melê-de-cuia, mexerufada, mexida, miscelânea, mistela, mistifório, mistura, misturada, mixórdia, motinada, movimentação, movimento, paçoca, pampeiro, pandemônio, pega-pega, pega-pra-capar, perequê, perereco, perplexidade, perturbação, pipoco, poeirada, porqueira, presepada, quebra-quebra, quebra-rabicho, quelelê, quilelê, reboldosa, reboldrosa, rebordosa, rebulício, rebuliço, recacau, rififi, roldão, rolo, ruge-ruge, rusga, salada, salgalhada, salsada, salseiro, sangangu, saragata, sarapatel, sarilho, sarrabulhada, sarrabulho, sarrafascada, sarrafusca, seribolo, sinagoga, sororó, surumbamba, sururu, tempo-quente, tiborna, tibornice, touraria, trabuzana, trança, trapalhada, trapalhice, tribuzana, tropel, tropelia, trovoada, tumulto, turbamulta, turbulência, turumbamba, turundundum, ula, valverde, vavavá, xirimbamba, zaragalhada, zaragata, zona, zorra, zungu.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Versão final do novo menu de PortableApps

Saiu a versão final da Platform 10.0, menu de PortableApps. Com muitos recursos novos e interessantes.

Confira:

:: PortableApps.com Platform Features

:: Download The PortableApps.com Platform 10.0

Leia Mais:
Aplicativos Portáteis/Portable Applications

domingo, 4 de dezembro de 2011

Edição histórica de Grande Sertão: Veredas

Os caminhos do sertão de João Guimarães Rosa

Nova Fronteira e Saraiva lançam edição histórica de Grande Sertão: Veredas

Daniel Louzada

"Seria preciso ser um inventor de palavras, como foi João Guimarães Rosa, para cobrir minimamente as qualificações que merece Grande Sertão: Veredas. Obra-prima da literatura, fundamental para a compreensão de nossa identidade, empreendimento artístico monumental, influência para tantos escritores, tratado universal sobre o homem. São muitas as sentenças que poderiam ser elencadas para ressaltar esse romance atemporal, um dos mais importantes do século XX.

Foi essa relevância que no início de 2011 motivou a Editora Nova Fronteira e a Livraria Saraiva a realizarem um grande projeto em conjunto: uma edição especial que trouxesse outra dimensão da obra por meio da divulgação de um material nunca publicado. Assim, surgiu a caixa Os Caminhos do Sertão de João Guimarães Rosa.

O ponto de partida foi o entusiasmo em colocar em livro pela primeira vez o importante texto A Boiada, até então restrito aos arquivos do IEB-USP. A Boiada é um documento fundamental para entender não só a construção das obras de Guimarães, mas também, de maneira geral, o esforço que precede uma grande obra literária, o seu fazer, o trabalho árduo do escritor.

Em maio de 1952, João Guimarães Rosa juntou-se à comitiva de Manoel Nardy, que inspirou o famoso personagem Manuelzão, e fez uma travessia pelo sertão mineiro. Mais do que o reencontro com sua terra natal, havia um nítido interesse do autor em cartografar esse espaço e aprender mais sobre a cultura de boiadeiros e sertanejos.

A leitura das duas cadernetas escritas nessa viagem, as quais chamou de A Boiada 1 e A Boiada 2, dão a medida desse interesse. Tanto que mais tarde as anotações foram aproveitadas especialmente na elaboração das novelas de Corpo de Baile.

O conteúdo das cadernetas é fragmentário e muito detalhado, um composto de frases, palavras, cenas, paisagens, desafios, lundus, quadras, cantigas, além de histórias e comentários a respeito do cotidiano dos homens com quem o escritor conviveu nesse período.

A partir desses fragmentos, é possível recompor o percurso de Guimarães pelo sertão e por sua literatura, pois o itinerário revelado nas anotações, apenas aparentemente sem sistematização, revela a olhos mais atentos interseções com os caminhos trilhados pelos jagunços de Grande Sertão: Veredas.

A caixa Os Caminhos do Sertão de João Guimarães Rosa, com tiragem numerada e limitada de 10 mil exemplares, é produto de extenso trabalho editorial da equipe da Nova Fronteira. Valoriza-a um novo projeto gráfico e a série de belas ilustrações que o arquiteto Paulo Mendes da Rocha produziu exclusivamente para a edição.

A caixa é composta dos seguintes livros:

Grande Sertão: Veredas – Edição exclusiva, tendo por capa a primeira página do fac-símile da obra, em que Guimarães define o título, riscando de próprio punho a sua primeira proposição datilografada: Veredas Mortas. A edição é acompanhada, ainda, por um texto explicitando o trabalho fonético da escrita rosiana e como se estabelece o Acordo ortográfico em João Guimarães Rosa. O livro também apresenta algumas capas nacionais e internacionais do romance que ganhou o mundo.

A Boiada – O fac-símile, todo impresso em cores, o original datilografado de Guimarães registrando a viagem pelo sertão. Nas margens das páginas, em canetas de cores diferentes, ele indica: Corpo de Baile, Miguilim, Grande Sertão, Batalha... Um verdadeiro registro genealógico e raro da construção da obra do autor. O volume ainda conta com a contribuição de Sandra Vasconcelos, professora de literatura brasileira do IEB-USP e de Mônica Meyer, professora e bióloga da UFMG.

Livro de Depoimentos – Com texto de apresentação da Nova Fronteira e da Saraiva, traz depoimentos inéditos em livro de nomes como Antonio Candido e Haroldo de Campos sobre o Grande Sertão: Veredas" (Matéria exclusiva do Almanaque Saraiva)

Leia o texto completo.

Veja ainda no site da Saraiva: Conheça mais sob a edição - Todas as edições de Grande Sertão: Veredas - Veja detalhes do livro A Boiada - Saiba mais sobre Guimarães Rosa

Leia Mais:
Grande Sertão: Veredas - Sequências Narrativas
Grande Sertão: Veredas no Observatório Bíblico e na Ayrton's Biblical Page
Saem do baú inéditos de Guimarães Rosa - Josélia Aguiar: Folha.com - 03/12/2011 - 08h38

Morreu o doutor Sócrates

:: Ex-jogador Sócrates morre em São Paulo aos 57 - Folha.com: 04/12/2011 - 06h05

:: A morte do doutor Sócrates - Luís Nassif Online: 04/12/2011 - 07:53

:: Sócrates, bom de bola e de cabeça - Blog do Miro

:: Lista completa dos gols do Magrão

:: Sócrates - Especial da Folha

:: Nunca houve um ídolo como Sócrates - CartaCapital

:: Morte do ex-jogador repercute pelo mundo - CartaCapital


Nota de Falecimento
(São Paulo, 4 de dezembro de 2011, 5h30)


O Hospital Israelita Albert Einstein informa com profundo pesar o falecimento do ex-jogador Sócrates Brasileiro Sampaio de Sousa Vieira de Oliveira às 4h30, em consequência a um choque séptico.


Médicos Responsáveis
Dr. Fernando Luis Pandullo
Dr. Ben-Hur Ferraz Neto


Diretor de Prática Médica
Dr. Oscar Fernando Pavão dos Santos

sábado, 3 de dezembro de 2011

Biblioblog Top 50 - Novembro de 2011

Esta é a lista dos 50 biblioblogs mais frequentados no mês de novembro de 2011 segundo The Biblioblog Reference Library.

Biblioblog Rankings – November 2011

Publicada por Steve Caruso em The Biblioblog Top 50.

Observatório Bíblico é o #16.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Biblical Studies Carnival 69

Seleção das melhores postagens dos biblioblogs em novembro de 2011.

Biblical Studies Carnival 69 (November 2011)

Trabalho feito por Deane Galbraith, do biblioblog Remnant of Giants.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Resenhas na RBL - 25.11.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Ovidiu Creanga, ed.
Men and Masculinity in the Hebrew Bible and Beyond
Reviewed by Stuart Macwilliam

Katharine J. Dell, Graham Davies, and Yee Von Koh, eds.
Genesis, Isaiah and Psalms: A Festschrift to Honour Professor John Emerton for His Eightieth Birthday
Reviewed by Jeffery M. Leonard

Helen Leneman
Love, Lust, and Lunacy: The Stories of Saul and David in Music
Reviewed by Christina Landman

Amy-Jill Levine, ed.
A Feminist Companion to the Apocalypse of John
Reviewed by Renate Viveen Hood

Joseph F. Mali
The Christian Gospel and Its Jewish Roots: A Redaction-Critical Study of Mark 2:21-22 in Context
Reviewed by Tom Shepherd

Hugh R. Page Jr., ed.
The Africana Bible: Reading Israel's Scriptures from Africa and the African Diaspora
Reviewed by Gerald O. West

Emanuel Pfoh
The Emergence of Israel in Ancient Palestine: Historical and Anthropological Perspectives
Reviewed by Jeremy Hutton

Pekka M. A. Pitkänen
Joshua
Reviewed by Thomas B. Dozeman

Alf H. Walle
Pagans and Practitioners: Expanding Biblical Scholarship
Reviewed by Daniel K. Darko

John Walliss and Lee Quinby, eds.
Reel Revelations: Apocalypse and Film
Reviewed by T. Michael W. Halcomb

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

O cerrado ameaçado

Tema de capa da IHU On-Line 382, de 28.11.2011:

Cerrado. O pai das águas do Brasil e a cumeeira da América do Sul

Diz o Editorial:
Buscando conhecer um pouco mais a cumeeira da América do Sul e o pai das águas do Brasil, vários pesquisadores e pesquisadoras contribuem nesta edição. Pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, José Felipe Ribeiro explica didaticamente no que consiste o Cerrado, analisando por que é um mito a ideia de que no bioma Cerrado há apenas seca. Jorge Enoch Furquim Werneck Lima, pesquisador em Hidrologia da Embrapa Cerrados, afirma que esse bioma contribui para oito das 12 regiões hidrográficas brasileiras, além de ratificar que a água do Cerrado não é importante apenas para a manutenção do bioma, mas também para todas essas regiões. Para o professor titular da Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC Goiás, Altair Sales Barbosa, enquanto o desejo de explorar o Cerrado tiver raízes estrangeiras, a possibilidade de criação de um programa racional de desenvolvimento será nula. Já para a coordenadora do Laboratório de Sementes do Instituto do Trópico Subúmido – ITS da PUC Goiás, Marilda da Conceição Ribeiro e Barros, a flora do Cerrado é reconhecida por vários pesquisadores nacionais e internacionais como um grande celeiro na oferta de bioprodutos com aplicações em quase todos os setores da economia de modo direto e indireto. Enquanto isso, o engenheiro florestal César Victor do Espírito Santo alerta que nas últimas quatro décadas houve um advento da expansão da fronteira agrícola no Brasil e que o Cerrado passou a ser um local de grande importância no cenário nacional e mundial em termos de produção agrícola e pecuária. O debate conta também com a contribuição do “desbravador da soja no Cerrado”, Romeu Afonso de Souza Kiihl, que frisa que o Brasil central, hoje, é responsável por mais da metade da soja que produzimos no país...

As entrevistas:
:: José Felipe Ribeiro: Cerrado: o grande potencial agrícola do Brasil?
:: Jorge Enoch Furquim Werneck Lima: O berço das águas no Brasil
:: Altair Sales Barbosa: Cerrado: “dor fantasma” da biodiversidade brasileira
:: Marilda da Conceição Ribeiro e Barros: Flora do Cerrado: caminho de descobertas
:: César Victor do Espírito Santo: O envolvimento da sociedade em prol do Cerrado
:: Romeu Afonso de Souza Kiihl: Soja do Cerrado: mercado promissor de exportação do Brasil?


Leia Mais:
O cerrado é mais uma vítima da sanha do mercado
SOS Cerrado

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Os nomes dos brasileiros

Maria e José são os nomes mais comuns no Brasil, veja lista
Um levantamento do bureau de informação e análise de crédito ProScore revelou que Maria e José estão no topo da lista dos 50 nomes mais comuns no Brasil. O nome Maria é usado por mais de 13 milhões pessoas, enquanto José, o segundo colocado, tem mais de 8 milhões de registros. Na sequência, com 3,5 milhões aparece Antônio. João e Francisco vêm em seguida, com 3 milhões e 2 milhões, respectivamente. Outro dado curioso do levantamento é o nome Luiz com "z" --que é três vezes mais usado que Luís com "s". Luiz ultrapassa os 1,5 milhões de adeptos, enquanto Luís não chega nem a 500 mil. A pesquisa foi feita na base da empresa --que conta com nomes e CPFs de 165 milhões de brasileiros. De acordo com Censo de 2010, há 190,7 milhões de habitantes no Brasil. Veja a lista dos 50 nomes mais usados no país.
Fonte: Folha.com: 28/11/2011 - 16h13

Os dez primeiros são:
1. Maria
2. José
3. Antonio
4. João
5. Francisco
6. Ana
7. Luiz
8. Paulo
9. Carlos
10. Manoel

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A pesquisa recente sobre o Pentateuco em dois livros

DOZEMAN, T. B.; SCHMID, K.; RÖMER, T. (eds.) Pentateuch, Hexateuch, or Enneateuch? Identifying Literary Works in Genesis through Kings. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2011, 324 p. - ISBN 9781589835429.

"The identification of literary works in the Pentateuch and the Former Prophets is a hallmark of the modern historical-critical interpretation of the Hebrew Bible. The theories of a Tetrateuch, a Hexateuch, or a Deuteronomistic History have played a central role in recovering the literary history of the Pentateuch and the Former Prophets. The breakdown of these methodologies in recent research has forced scholars to reevaluate the criteria for identifying literary works in the formation of the Hebrew Bible. The present volume explores anew, without presupposition or exclusion, the criteria by which interpreters identify literary works in these books as a resource for recovering the composition history of the literature. It also brings North American and European approaches to the topic into a common discussion. With contributions by: Konrad Schmid, Thomas Römer, Erhard Blum, David M. Carr, Suzanne Boorer, Christoph Levin, Cynthia Edenburg, Michael Konkel, Thomas Dozeman, Christoph Berner, Felipe Blanco Wißmann". Disponível para download gratuito no Projeto ICI da SBL.


DOZEMAN, T. B.; SCHMID, K.; SCHWARTZ, B. J. (eds.) The Pentateuch: International Perspectives on Current Research.Tübingen: Mohr Siebeck, 2011, xviii + 578 p. - ISBN 9783161506130.

"The Pentateuch is both the literary capstone and the central core of the Hebrew biblical canon. It contains many of the best known and most influential literary texts of world literature. A firm conclusion of biblical research is that the sweeping narrative of the Pentateuch that begins with creation and concludes with the death of Moses was not composed by one author, but is the result of a literary process that took place over hundreds of years. Yet there remains significant debate among international researchers on the composition of the Pentateuch. The present volume contains a collection of articles from an international conference in Zürich that brought together leading voices from North America, Europe, and Israel to evaluate the present state of research on the composition of the Pentateuch. The aim of the conference was to clarify differences in methodology and to identify points of convergence in the present state of pentateuchal research as a basis for further discussion. With contributions by: Reinhard Achenbach, Rainer Albertz, Graeme Auld, Joel S. Baden, Michaela Bauks, Erhard Blum, David M. Carr, Thomas B. Dozeman, Jan Christian Gertz, Itamar Kislev, Israel Knohl, Gary N. Knoppers, Reinhard G. Kratz, Thomas Krüger, Christoph Levin, Christophe Nihan, Saul M. Olyan, Thomas Römer, Konrad Schmid, Baruch J. Schwartz, Sarah Shectman, Jean-Louis Ska, Benjamin D. Sommer, Jeffrey Stackert, Christoph Uehlinger, James W. Watts".

"Der Pentateuch ist das literarische Herzstück und der sachliche Kern des hebräischen Bibelkanons und vereinigt in sich viele der bekanntesten und wirkungsmächtigsten Texte der Weltliteratur. Dass der von ihm umschlossene erzählerische Zusammenhang von der Schöpfung der Welt bis zum Tod Moses nicht von einem Autor stammen kann, sondern in einem mehrfach gestaffelten literarischen Prozess über Jahrhunderte hinweg entstanden ist, gehört zu den unhintergehbaren Resultaten der Bibelwissenschaft. Die internationale Forschungsdiskussion über den Pentateuch verläuft allerdings sehr divergent. Der vorliegende Band versammelt Beiträge eines internationalen Kongresses in Zürich, der sich zum Ziel gesetzt hat, die maßgeblichen Stimmen der Pentateuchforschung aus Nordamerika, Europa und Israel zu versammeln, Differenzen und Konvergenzen in Voraussetzungen, Methoden und Resultaten der gegenwärtigen internationalen Pentateuchforschung zu benennen und so eine Grundlage für weitere Diskussionen zu schaffen".

História de Israel e Teologia da Bíblia Hebraica

Recent Developments in the History of Ancient Israel and their Consequences for a Theology of the Hebrew Bible

By Thomas Krüger - University of Zurich

Paper presented at the SBL International Meeting in Rome, July 1, 2009.

Published in: Biblische Notizen 144, 2010.

Recent Research has emphasized the gap between the history of ancient Israel and the stories told about Israel in the Hebrew Bible. Should a theological interpretation of the Hebrew Bible ignore these contradictions between biblical texts and historical reality and read the texts in a metaphoric or paradigmatic fashion? Or should it critically evaluate the theological conceptions developed in the biblical texts in view of the reality they are referring to? This paper argues for the second approach which is consistent not only with our contemporary worldview but also with important biblical traditions of a critical theology.

Confira em Academia.edu ou em Zurich Open Repository and Archive.

Igreja, cultura e sociedade

Em outubro de 2012, o Instituto Humanitas Unisinos – IHU irá promover o XIII Simpósio Internacional IHU – Igreja, cultura e sociedade: A semântica do Mistério da Igreja no contexto das novas gramáticas da civilização tecnocientífica.

Confira.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Mark Goodacre fala sobre blogs na SBL 2011

Vale a pena ler o seu post

Pods, blogs and other time-wasters

No Congresso da SBL deste ano, que começa amanhã em São Francisco, ele falará sobre

Pods, Blogs and other Time-wasters: Do Electronic Media Detract from Proper Scholarship?

É uma reflexão sobre o blogar, ou melhor, biblioblogar e sua relação com a produção acadêmica.

Blogar vale a pena para o estudioso de Bíblia ou é pura perda de tempo? É algo tedioso ou prazeroso?

Ora, esta discussão não começou agora. Dê uma olhada nos posts do Leia Mais...


Leia Mais:
Biblioblogs: problemas e soluções - 18 de novembro de 2005
Biblioblogs: mais problemas do que soluções? - 27 de novembro de 2005
Sobre o enfraquecimento da comunidade biblioblogueira - 21 de abril de 2006
Um blog é uma ferramenta democrática - 26 de maio de 2009
Conversa sobre blogs e academia continua - 28 de maio de 2009
Jim West defende a necessidade dos biblioblogs - 15 de dezembro de 2009
Jim Davila fala sobre os biblioblogs no século XXI - 19 de novembro de 2010
SBL 2010: considerações e links interessantes - 26 de novembro de 2010

Dom Leonardo traz ao CEARP a filosofia de Riobaldo

Com o tema "A metafísica como mediadora de um diálogo contemporâneo entre Filosofia e Teologia", o CEARP - Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto - promoveu de 16 a 18 de novembro a Semana Filosófica de 2011.

Além dos Professores Claudiano Avelino dos Santos (editor de filosofia da Paulus Editora) e Benedito de Almeida Júnior (Universidade Federal de Uberlândia - MG), que falaram nos dias 16 e 17, hoje tive a oportunidade de conhecer e ouvir Dom Leonardo Ulrich Steiner, Secretário Geral da CNBB e Bispo Auxiliar de Brasília sobre A relação Filosofia/Teologia: aspectos necessários.

Muitas ideias interessantes para o debate foram apresentadas por Dom Leonardo, que é Doutor em Filosofia, mas o que conquistou minha mente e meu coração foram suas reflexões a partir da filosofia de Riobaldo, personagem do romance Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Aquele livro que nunca acabei de ler, porque ao terminá-lo já o estou recomeçando!

Suspeitar... escutar... questionar... especular ideia... a curiosidade do ver, perguntar, criar...

Mestre não é quem sabe todas as respostas, mas é quem sabe fazer as perguntas certas...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Resenhas na RBL - 12.11.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Joseph Blenkinsopp
Creation, Un-creation, Re-creation: A Discursive Commentary on Genesis 1-11
Reviewed by John E. Anderson

Yoram Cohen, Amir Gilan, and Jared L. Miller, eds.
Pax Hethitica: Studies on the Hittites and Their Neighbours in Honour of Itamar Singer
Reviewed by Paul Sanders

Corneliu Constantineanu
The Social Significance of Reconciliation in Paul's Theology: Narrative Readings in Romans
Reviewed by Robert Jewett

Timothy G. Gombis
Paul: A Guide for the Perplexed
Reviewed by James S. Hanson

Ronald Hendel, ed.
Reading Genesis: Ten Methods
Reviewed by Frank H. Polak

Amanda H. Podany
Brotherhood of Kings: How International Relations Shaped the Ancient Near East
Reviewed by Bertrand Lafont

Hendrika N. Roskam
The Purpose of the Gospel of Mark in Its Historical and Social Context
Reviewed by W. R. Telford

Hayim Tawil
An Akkadian Lexical Companion for Biblical Hebrew: Etymological-Semantic and Idiomatic Equivalents with Supplement on Biblical Aramaic
Reviewed by Aaron D. Rubin

David Trobisch
Ein Clown für Christus: Die ganz andere Geschichte über Paulus und seine Zeit
Reviewed by Jeffrey F. Cayzer

Urban C. von Wahlde
The Gospel and Letters of John
Reviewed by George L. Parsenios

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

40 anos da TdL

Teologia que interessa ao mundo - Marcelo Barros: Adital 14/11/2011
Por onde passo, escuto a pergunta: "Dizem que a Teologia da Libertação está morta!. É verdade?”. Quase todos se refugiam em um impessoal "dizem”. Poucos assumem que eles/as mesmos/as pensam isso. Há alguns anos, personagens da cúpula católica declararam que a Teologia da Libertação tinha morrido. Disseram isso para expressar que estavam livres de um problema incômodo. Afirmaram a morte desse caminho espiritual mais para desejar que isso aconteça do que por estarem convictos de que fosse real. Entretanto, como, nas últimas décadas, as Igrejas parecem mais conservadoras e mais centradas em si mesmas, alguns concluem que, por isso, não existe mais essa relação entre fé e compromisso social. Por tudo isso, vale a pena recapitular: Chama-se "Teologia da Libertação” toda reflexão que liga a fé e a espiritualidade com o compromisso de transformar esse mundo e servir às causas da justiça, da libertação dos oprimidos e da paz. Nesse ano, estamos justamente celebrando os 40 anos do surgimento desse tipo de reflexão teológica na América Latina. Em 1971 aparecia no Peru o livro "Teologia da Libertação” de Gustavo Gutiérrez, seguido de outros escritos. No Brasil, Rubem Alves e Richard Schaull, professores do Seminário Presbiteriano de Campinas, foram pioneiros nesse tipo de reflexão. Foram perseguidos pela ditadura militar e incompreendidos pela hierarquia de sua Igreja. Na Igreja Católica, Leonardo Boff, Hugo Assmann e outros jovens trilharam o mesmo caminho. Desde o começo, a Teologia da Libertação se diversificou em vários ramos e setores. Alguns autores aprofundaram mais a relação entre o compromisso cristão e a economia. Outros pesquisaram como aplicar à Teologia alguns conceitos vindos da análise da realidade, feita pelos socialistas. Homens e mulheres aprofundaram uma leitura da Bíblia a partir da realidade do povo. O que fez de pensadores tão diversos companheiros de uma mesma causa foi o compromisso de sempre tomarem como base a realidade de sofrimento injusto dos empobrecidos para servirem à sua libertação. Eles e elas elaboraram uma teologia que expressa a fé com palavras atuais e de modo a ser melhor compreendida pelo homem e pela mulher de hoje. Pela primeira vez, a teologia passou a interessar a muita gente do mundo inteiro, independentemente das pessoas terem ou não fé religiosa. Muitos jovens e intelectuais passaram a sentir-se ligados à caminhada cristã.

Leia o texto completo.


Leia Mais:
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40 anos da Teologia da Libertação

A urgência de uma ética ecoantropocêntrica

Nós ainda estamos vivendo em conformidade com a ética antropocêntrica que, ao afirmar a premissa de ser o homem o centro de tudo o que existe, contribui para arraigar a convicção de que o mundo foi feito para a espécie humana”. O que é um equívoco.

Leia a entrevista do historiador Carlos Alberto Pereira Silva à IHU On-Line, publicada em 16/11/2011.


Alguns trechos:

Diante da crise civilizatória multidimensional, potencializada pela expansão do desenvolvimento, as alternativas para a emergência de um consumo parcimonioso das riquezas naturais estão vinculadas à superação da insensata aposta no crescimento econômico ilimitado. Para que haja a propagação de modos de vida frugais, faz-se necessário que ocorra o questionamento do desenvolvimento predatório, excludente e consumista. Para isso precisamos nos livrar da palavra desenvolvimento, mesmo que ela venha acompanhada do adjetivo sustentável. Portanto, a superação do consumismo desenfreado existente em nossa época, na qual quase tudo é efêmero, supérfluo e descartável, exige uma profunda mudança nos valores, ideias e atitudes ainda predominantes na cultura ocidental. E isso exige uma verdadeira metamorfose cultural. Podemos iniciar essa metamorfose insurgindo contra os estímulos ditados pelas grandes corporações desenvolvimentistas, que são indutoras da compulsiva conjugação dos verbos modernizar, desenvolver, competir, lucrar, consumir, crescer, ostentar, aparecer, acumular, substituir e descartar...

A lógica apontada pelo desenvolvimento é essencialmente errada porque em seu interior está contida a insensata promessa de continuidade do crescimento econômico num mundo em que as riquezas naturais são finitas. Para iniciarmos uma mudança de rumos, compatível com os limites impostos pela biosfera, devemos descolonizar o nosso imaginário, ainda dominado pela crença nos supostos benefícios gerados pelo desenvolvimento. Para isso é necessário introjetarmos a ideia de que uma vida melhor independe do aumento da produção e do consumo de bens materiais. Certamente, ao interiorizarmos essa ideia, questionaremos as bases fundamentais do desenvolvimento e passaremos a adotar práticas socioambientais convergentes como os verbos redistribuir, reduzir, desmercadorizar, diminuir, reciclar, reutilizar, desmercantilizar, redistribuir, perenizar, reaprender e reencantar...

Nós ainda estamos vivendo em conformidade com a ética antropocêntrica que, ao afirmar a premissa de ser o homem o centro de tudo o que existe, contribui para arraigar a convicção de que o mundo foi feito para a espécie humana. A origem dessa compreensão está estampada na narrativa judaico-cristã sobre a criação do universo na qual, conforme o relato bíblico, Deus teria ordenado ao homem: “enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. Acolhida entusiasticamente pela cultura ocidental, essa sentença foi incorporada ao conhecimento científico moderno através das palavras de Francis Bacon que, que em nome da ciência, deixou como legado este conselho: “devemos subjugar a natureza, pressioná-la para entregar seus segredos, amarrá-la a nosso serviço e fazê-la nossa escrava”. Diante dessa antiga crença, se o nosso descentramento parece algo impossível de acontecer, é fundamental então que passemos a enxergar a terra e os outros seres vivos também como centro do mundo. A partir daí, ao interiorizarmos essa premissa ecoantropocêntrica, veremos que a nossa espécie é integrante de uma ampla comunidade de vida e terminaremos por concluir que o mundo não nos pertence.

Eu penso que, em razão dos humanos serem tributários de uma história anterior ao seu surgimento, as convicções que atestam a capacidade de destruição da Terra e o extermínio da vida nela existente por parte da espécie humana revelam-se falsas. Para mim, por sermos apenas “um punhado de mar”, a afirmação, largamente difundida nos dias atuais, de que devemos proteger a natureza porque o futuro do planeta está em nossas mãos é completamente ingênua e presunçosa. Portanto, mesmo que essa afirmação esteja fundada em preocupações com a situação do planeta, os seus defensores não reconhecem a grandiosidade, nem tampouco a capacidade de resiliência que a Terra possui frente às agressões empreendidas pelos humanos. Assim sendo, se reconhecermos que estamos apenas maltratando a Terra e não a destruindo, acredito que iremos implementar ações preenchidas pelo egoísmo inteligente que alicerça-se no sincero princípio de que o cuidado com Terra e os outros seres vivos significa uma tentativa, quiçá vã, de cuidarmos de nós mesmos...

Ao constatar que o desenvolvimento possui a capacidade de transformar quase tudo em bens consumíveis, percebo que a incansável busca do corpo perfeito também está vinculada à reprodução da sociedade do crescimento fundada no ter sobre o ser. No atual contexto, onde o desejo do corpo perfeito tornou-se uma nova utopia, a indústria da beleza e da “boa forma” tem aumentado a sua riqueza com a manutenção da pobreza espiritual das consumidoras e consumidores dos seus produtos.

Concomitantemente à disseminação da corpolatria, a existência de vínculos entre a lógica desenvolvimentista e o crescimento da violência física e simbólica em nossas sociedades explicita-se quando verificamos que, em nome do desenvolvimento, o valor das pessoas é medido pelo que elas possuem e não pelo o que elas são. Assim, assentado na concorrência e no individualismo, o desenvolvimento cinde as sociedades através da imposição do lema “salve-se quem puder”, contribuindo decisivamente para a propagação da cultura da violência...

O padrão de consumo existente nos países materialmente desenvolvidos deve ser reduzido porque, além de não ser capaz de garantir uma autêntica satisfação para os indivíduos, o consumismo constitui-se num fator que tem gerado drásticas alterações nos ecossistemas. Ao incorporarem o consumo excessivo como dimensão vital da existência, parcelas significativas das sociedades ocidentais, na desenfreada busca dos recursos naturais, tornam-se responsáveis pelos desmatamentos, poluições, assoreamento dos rios, envenenamento dos mares e degradação do ambiente urbano. Conforme a publicação “O Estado do Mundo”, os 16% mais ricos do mundo são responsáveis por cerca de 80% do consumo mundial. Considerando que os países materialmente ricos são grandes consumidores de energia, ao discutirmos o problema da superpopulação, possivelmente iremos concluir, como sugeriu Paul Elrich, que há “um número demasiado grande de pessoas ricas” e que são eles que superpovoam a terra...

Leia o texto completo e veja os links no final da entrevista.

Leia Mais:
A sociedade atual e a metafísica da destruição
Alerta de Hawking: vivendo assim, seremos extintos
Artigos de Leonardo Boff

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Programa do seminário do Bíblico para professores

Como noticiado em junho no post PIB cria seminário para professores de Bíblia, o primeiro seminário oferecido pelo Bíblico tem a orientação dos professores José Luis Sicre Díaz e Georg Fischer e será realizado de 23 a 27 de janeiro de 2012. O tema será o profetismo, privilegiando os textos de Isaías e Jeremias.

A programação está disponível, em italiano, na página do Pontifício Instituto Bíblico. Veja o arquivo, em pdf, aqui.

O seminário de 2012 será em italiano. Mas a notícia pode ser lida em Italiano ou em English.

Ayrton's Biblical Page comemora hoje 12 anos

Ayrton's Biblical Page foi criada em 10 de novembro de 1999 e, hoje, 10 de novembro de 2011, completa 12 anos de existência!

Parabéns, Congratulations, Felicitaciones, Congratulazioni, Glückwünsche.


A página aguarda as benevolentes manifestações de seus visitantes fiéis...

domingo, 6 de novembro de 2011

Neil Asher Silberman virá ao Brasil em 2012

Josué Berlesi, Professor de História Antiga na Universidade Federal do Pará, em Cametá, enviou-me, via e-mail, a seguinte notícia:

"Segue a mensagem que recebi do Prof. Anderson Zalewski:

O Professor Neil Silberman estará na Unicamp [Universidade Estadual de Campinas - SP], entre 20 de maio e 3 de junho de 2012, para diversas atividades, patrocinadas pela Pró-Reitoria de Pesquisa da Unicamp. Tratará, em particular, de temas de Arqueologia Pública, em nosso Laboratório de Arqueologia Pública, coordenado pela Profa. Dra. Aline Vieira de Carvalho, e da Arqueologia Bíblica. Ficará hospedado na Casa do Professor Visitante, no campus da Unicamp, e será uma satisfação receber colegas e alunos. Peço, por favor, que divulguem esta informação entre seus colegas, alunos e listas".

Como se sabe, Neil Asher Silberman, é co-autor, com Israel Finkelstein (que já esteve no Brasil - leia aqui), do clássico The Bible Unearthed (A Bíblia não tinha razão). Atualmente é Professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Massachusetts- Amherst, Estados Unidos.

Observo também que a tese de doutorado de Josué Berlesi, ainda em andamento na Universidade de Buenos Aires, Argentina, trata da História de Israel: Consideraciones teórico-metodológicas acerca de la historia de Israel en los currículos académicos de Historia: un análisis de los modos de recepción de la historiografia de Israel en Brasil y en la Argentina

Leia Mais
Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman no Observatório Bíblico e na Ayrton's Biblical Page
Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman na biblioblogosfera

Congresso Continental de Teologia: visite o site

Congresso Continental de Teologia 2012

Data: de 8 a 11 de outubro de 2012

Local: Unisinos - São Leopoldo - RS - Brasil

Leia Mais:
Congresso Continental de Teologia no Observatório Bíblico

sábado, 5 de novembro de 2011

O mundo em crise: o que fazer?

O mundo em crise: o que fazer?

Especial de Carta Maior, com várias análises: Tariq Ali, Noam Chomsky, Michael Moore, Richard Sennett, Ignacy Sachs, John Kozy, Daniel Ben Saïd, Susan George. E mais...

Perseus Digital Library está disponível para download

Perseu é uma enorme biblioteca digital de textos clássicos do mundo greco-romano que podem ser consultados online nas línguas originais e alguns em tradução para o inglês.

Agora os milhares de textos de Perseu podem ser baixados gratuitamente a partir do site da Logos. Neste caso, é necessário instalar o Logos Bible Software.

Conheça Perseus Digital Library. Clique aqui para ver as coleções disponíveis para download no site da Logos, e aqui para instalar o Logos Bible Software. Uma boa exposição das vantagens desta oferta pode ser encontrada aqui.


The Perseus Collections are focused primarily on Greek and Latin classics, like Aristotle and Plato. They also cover the history, literature, philosophy, and culture of the Greco-Roman world—important contextual sources for biblical scholars. Additionally, they contain other key works of Renaissance literature, and literature from early America. In short, Perseus is a library of the West’s most enduring and influential classics. With Perseus, you get a massive amount of valuable content—over 1,500 resources. Even better, all Perseus collections are completely free!

Resenhas na RBL - 28.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Darrell L. Bock and Robert L. Webb, eds.
Key Events in the Life of the Historical Jesus: A Collaborative Exploration of Context and Coherence
Reviewed by Richard Horsley

William P. Brown
Psalms
Reviewed by Harry P. Nasuti

Christopher Bryan
The Resurrection of the Messiah
Reviewed by Peter Smit

A. R. Pete Diamond and Louis Stulman, eds.
Jeremiah (Dis)Placed: New Directions in Writing/Reading Jeremiah
Reviewed by Michael Avioz

Frances Flannery, Colleen Shantz, and Rodney A. Werline, eds.
Experientia, Volume 1: Inquiry into Religious Experience in Early Judaism and Christianity
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Scott W. Hahn
Kinship by Covenant: A Canonical Approach to the Fulfillment of God's Saving Promises
Reviewed by Pablo T. Gadenz

Rolf A. Jacobson, ed.
Soundings in the Theology of Psalms: Perspectives and Methods in Contemporary Scholarship
Reviewed by Jeffery M. Leonard

Peter Landesmann
Die Darstellung "Der zwölfjährige Jesus unter den Schriftgelehrten" im Wandel der Zeiten
Reviewed by James R. McConnell

Riemer Roukema
Jesus, Gnosis and Dogma
Reviewed by James F. McGrath

J. Randall Short
The Surprising Election and Confirmation of King David
Reviewed by David G. Firth

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Biblioblog Top 50 - Outubro de 2011

Esta é a lista dos 50 biblioblogs mais frequentados no mês de outubro de 2011 segundo The Biblioblog Reference Library.

Biblioblog Rankings – October 2011

Publicada por Steve Caruso em The Biblioblog Top 50.

Observatório Bíblico é o #17.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

As duas lutas de Lula: contra o câncer e o preconceito

Peço licença para reproduzir na íntegra o texto de Maria Inês Nassif, porque é ímpar. Foi publicado na Carta Maior em 31/10/2011.

Guia de boas maneiras na política. E no jornalismo

A cultura de tentar ganhar no grito tem prevalecido sobre a boa educação e o senso de humanidade na política brasileira. E o alvo preferencial do “vale-tudo” é, em disparada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por algo mais do que uma mera coincidência, nunca antes na história desse país um senador havia ameaçado bater no presidente da República, na tribuna do Legislativo. Nunca se tratou tão desrespeitosamente um chefe de governo. Nunca questionou-se tanto o merecimento de um presidente – e Lula, além de eleito duas vezes pelo voto direto e secreto, foi o único a terminar o mandato com popularidade maior do que quando o iniciou.

A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos adversários políticos de Lula, para que ele se trate no Sistema Único de Saúde (SUS), é de um mau gosto atroz. A jornalista que o culpou, no ar, pelo câncer que o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance de ficar calada.

Até na política as regras de boas maneiras devem prevalecer. Numa democracia, o opositor é chamado de adversário, não de inimigo (para quem não tem idade para se lembrar, na nossa ditadura militar os opositores eram “inimigos da pátria”). Essa forma de qualificar quem não pensa como você traz, implicitamente, a ideia de que a divergência e o embate político devem se limitar ao campo das ideias. Esta é a regra número um de etiqueta na política.

A segunda regra é o respeito. Uma autoridade, principalmente se se tornou autoridade pelo voto, não é simplesmente uma pessoa física. Ela é representante da maioria dos eleitores de um país, e se deve respeito à maioria. Simples assim. Lula, mesmo sem mandato, também o merece. Desrespeitar um líder tão popular é zombar do discernimento dos cidadãos que o apoiam e o seguem. Discordar pode, sempre.

A terceira regra de boas maneiras é tratar um homem público como homem público. Ele não é seu amigo nem o cara com quem se bate boca na mesa de um bar. Essa regra vale em dobro para os jornalistas: as fontes não são amigas, nem inimigas. São pessoas que estão cumprindo a sua parte num processo histórico e devem ser julgadas como tal. Não se pode fazer a cobertura política, ou uma análise política, como se fosse por uma questão pessoal. Jornalismo não deve ser uma questão pessoal. Jornalistas têm inclusive o compromisso com o relato da história para as gerações futuras. Quando se faz jornalismo com o fígado, o relato da história fica prejudicado.

A quarta regra é a civilidade. As pessoas educadas não costumam atacar sequer um inimigo numa situação tão delicada de saúde. Isso depõe contra quem ataca. E é uma péssima lição para a sociedade. Sentimentos de humanidade e solidariedade devem ser a argamassa da construção de uma sólida democracia. Os formadores de opinião tem a obrigação de disseminar esses valores.

A quinta regra é não se deixar contaminar por sentimentos menores que estão entranhados na sociedade, como o preconceito. O julgamento sobre Lula, tanto de seus opositores políticos como da imprensa tradicional, sempre foi eivado de preconceito. É inconcebível para esses setores que um operário, sem curso universitário e criado na miséria, tenha ascendido a uma posição até então apenas ocupada pelas elites. A reação de alguns jornalistas brasileiros que cobriram, no dia 27 de setembro, a solenidade em que Lula recebeu o título “honoris causa” pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, é uma prova tão evidente disso que se torna desnecessário outro exemplo.

No caso do jornalismo, existe uma sexta regra, que é a elegância. Faltou elegância para alguns dos meus colegas.

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O SUS, a ironia e o mau gosto - Nina Crintz
Câncer de Lula desata ódio nas redes - Michel Blanco