quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Resenhas na RBL: 25.09.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Pierre Bordreuil and Dennis Pardee
A Manual of Ugaritic
Reviewed by Jeremy Hutton

Paul Borgman
David, Saul, and God: Rediscovering an Ancient Story
Reviewed by Peter S. Hawkins

Curtiss Paul DeYoung
Coming Together in the 21st Century: The Bible's Message in an Age of Diversity
Reviewed by Celucien L. Joseph

Hubertus Drobner, ed.
Opera exegetica In Genesim: Volume 1: Gregorii Nysseni In Hexaemeron
Reviewed by Jeffrey L. Morrow

Michel Gourgues
Les deux lettres à Timothée, La lettre à Tite
Reviewed by Sylvie Raquel

Samuel Jackson
A Comparison of Ancient Near Eastern Law Collections Prior to the First Millennium BC
Reviewed by Anselm Hagedorn

Corin Mihaila
The Paul-Apollos Relationship and Paul's Stance toward Greco-Roman Rhetoric: An Exegetical and Socio-historical Study of 1 Corinthians 1-4
Reviewed by Keith A. Reich

Roberta Sabbath, ed.
Sacred Tropes: Tanakh, New Testament, and Qur'an as Literature and Culture
Reviewed by Maire Byrne

Minna Shkul
Reading Ephesians: Exploring Social Entrepreneurship in the Text
Reviewed by Daniel Darko

Shera Aranoff Tuchman and Sandra E. Rapoport
Moses' Women
Reviewed by Claudia Bergmann

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Resenhas na RBL: 17.09.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Luísa Maria Varela Almendra
Um debate sobre o conhecimento de Deus: Composição e interpretação de Jb 32-37
Reviewed by Gilbert Lozano

Gary A. Anderson
Sin: A History
Reviewed by Joseph Lam

G. P. F. Broekman, R. J. Demaree, and O. E. Kaper, eds.
The Libyan Period in Egypt: Historical and Cultural Studies into the 21st-24th Dynasties: Proceedings of a Conference at Leiden University, 25-27 October 2007
Reviewed by Aren M. Maeir

Ruth A. Clements and Daniel R. Schwartz, eds.
Text, Thought, and Practice in Qumran and Early Christianity: Proceedings of the Ninth International Symposium of the Orion Center for the Study of the Dead Sea Scrolls and Associated Literature, Jointly Sponsored by the Hebrew University Center for the Study of Christianity, 11-13 January, 2004
Reviewed by John Kampen

Thomas B. Dozeman
Exodus
Reviewed by Frank H. Polak

Marlis Gielen
Paulus im Gespräch-Themen paulinischer Theologie
Reviewed by Günter Röhser

Philip A. Harland
Dynamics of Identity in the World of the Early Christians: Associations, Judeans, and Cultural Minorities
Reviewed by Eric Rowe

Avaren Ipsen
Sex Working and the Bible
Reviewed by Ronald Clark

Magnar Kartveit
The Origin of the Samaritans
Reviewed by Thomas Hieke

Ernst Axel Knauf
Josua: Zürcher Bibelkommentare AT, Band 6
Reviewed by Marvin A. Sweeney

John R. Levison
Filled with the Spirit
Reviewed by Randall J. Pannell

Laura Nasrallah and Elisabeth Schüssler Fiorenza, eds.
Prejudice and Christian Beginnings: Investigating Race, Gender, and Ethnicity in Early Christianity
Reviewed by Christopher Zeichmann

Wolfgang Oswald
Staatstheorie im Alten Israel: Der politische Diskurs im Pentateuch und in den Geschichtsbüchern des Alten Testaments
Reviewed by Klaus-Peter Adam

Nicholas Postgate
The Land of Assur and the Yoke of Assur: Studies on Assyria 1971-2005
Reviewed by Carly Crouch

Andrzej S. Turkanik
Of Kings and Reigns: A Study of Translation Technique in the Gamma/Gamma Section of 3 Reigns (1 Kings)
Reviewed by Johann Cook

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domingo, 26 de setembro de 2010

Faça o download de texto do Cássio sobre o AT

Os leitores do blog devem estar lembrados de um post publicado em 14 de junho de 2010, sob o título Aprenda a ler o Antigo Testamento com o Cássio, onde anunciei um curso dado por meu colega em São Paulo.

Agora o Cássio Murilo Dias da Silva disponibilizou o texto deste curso para download no Observatório Bíblico.

Clique no link a seguir e faça o download do curso, que está em formato pdf e tem 12 páginas. É muito interessante.

Aprenda a ler o Antigo Testamento

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O êxodo, segundo De Vaux e Finkelstein - Silberman

O que se segue são duas sugestões de leitura, mostrando perspectivas diferentes. E isto é uma consequência do post anterior.

:: DE VAUX, R. Historia Antigua de Israel I. Madrid: Cristiandad, 1975 [original francês: Paris: Gabalda, 1971]

Em Ex 13,17-19 diz o Eloísta (= E) que a saída dos israelitas não foi pelo caminho que levava à região dos filisteus, mas pelo caminho do deserto do mar dos juncos. E Ex 14,15-31, alternando versículos Javista (= J) e E, descreve a passagem do mar.

Compreende-se que, ao fugir do Egito, um pequeno e fraco grupo não tome o caminho que levava diretamente do delta do Nilo ao sul da Palestina. Apesar de curto, este era poderosamente defendido pelos egípcios através de postos militares. Conservaram-se listas meticulosas, mantidas pelos guardas egípcios, de chegadas e partidas nesta fronteira [Cf. BRIEND, J. (org.) Israel e Judá: textos do Antigo Oriente Médio. 2. ed. São Paulo: Paulus, 1997, p. 36-37]. Este caminho saía de Tieru (Zilu), passava ao sul do lago Sirbonis e seguia a costa até Gaza.

Falar de filisteus é anacronismo bíblico para o tempo do êxodo, pois sabemos que este povo egeu se estabeleceu em Canaã cerca de um século mais tarde. Por outro lado, o nome "mar de Suf" foi erroneamente entendido como o atual Mar Vermelho. Quem traduziu assim foram os LXX. Trata-se na realidade de um local onde havia juncos, provavelmente papiros, já que o hebraico "suf" equivale ao egípcio"twf" (= papiro).


Há, no texto bíblico, duas apresentações do fenômeno:
. A primeira apresentação é provavelmente um texto E, embora alguns o queiram Sacerdotal (= P). Segundo esta narrativa, Moisés deve erguer seu cajado, estender a mão sobre o mar e dividi-lo em dois para que os israelitas passem a pé enxuto. Moisés assim o faz, e os israelitas passam a pé enxuto. Porém, os carros egípcios lançam-se em sua perseguição, enquanto Iahweh ordena a Moisés que estenda a sua mão para que as águas retornem e se fechem sobre os egípcios. Assim, ficam os egípcios submersos e os israelitas salvos.

. A segunda apresentação é seguramente J e se desenvolve da seguinte maneira: durante a perseguição, os israelitas acreditam que estão perdidos e se rebelam contra Moisés: ele, entretanto, manda que fiquem calmos e observem os acontecimentos (Ex 14,10-14). Então, a coluna de nuvem que os protege (símbolo de Iahweh) coloca-se entre eles e os egípcios (Ex 14,19b.20; o v. 19a é uma duplicata). Durante a noite, Iahweh faz soprar um forte vento do leste (oriental) que seca o mar (Ex 14,21). No dia seguinte, de madrugada, Iahweh, da coluna de fogo e de nuvem, semeia o pânico entre os egípcios e estraga as rodas de seus carros (Ex 14,24-25). Ao nascer o dia, as águas voltam ao seu leito e Iahweh submerge nelas os egípcios... e Israel vê os egípcios mortos na praia do mar (Ex 14,27.30).

Hoje, as duas apresentações estão de tal modo unidas, que o texto dá ao leitor desavisado a impressão de ser uma narrativa originariamente unitária.


Quanto ao que poderia ter acontecido durante uma eventual fuga de hebreus, há hoje muitas explicações.

Se o "mar" atravessado pelos hebreus era na verdade, como indicam os termos, uma laguna rasa ou um pântano, abundante em papiros, nada mais simples do que a coincidência de uma maré baixa com um vento forte para permitir a passagem de um punhado de pessoas a pé. Já os carros egípcios atolaram, impossibilitando a passagem dos perseguidores. Outro elemento interessante para a solução deste problema é o teor da segunda apresentação da passagem do mar, o texto J: não há neste texto nenhuma referência à passagem dos hebreus, mas sim à destruição dos egípcios. Nisto consiste o "milagre", para o J. Tradição conservada em Ex 15,21;Dt 11,4;Js 24,7.


R. de Vaux, nas páginas 369-373 de sua Historia Antigua de Israel I, sugere que esta tradição javista, sublinhando a atuação de Iahweh e o aspecto bélico do relato, foi moldada, nas suas características, sobre outro episódio muito significativo para os israelitas, a passagem do Jordão, de Js 4,22-23.


:: FINKELSTEIN, I.; SILBERMAN, N. A. The Bible Unearthed. Archaeology's New Vision of Ancient Israel and the Origin of Its Sacred Texts. New York: The Free Press, 2001, xii + 385 p. - ISBN 9780684869124 [Em português: A Bíblia Não Tinha Razão. São Paulo: A Girafa, 2003, 515 p. - ISBN 8589876187].

As citações são da edição original em inglês. Este texto faz parte de uma resenha do livro publicada na Ayrton's Biblical Page. Conferir aqui. Para outros dados sobre o livro, conferir aqui.

No capítulo sobre o êxodo (p. 48-71), os autores fazem quatro perguntas:
. O êxodo tem credibilidade histórica?
. A arqueologia pode ajudar a reconstruí-lo?
. É possível traçar a rota do êxodo?
. O êxodo aconteceu como descrito na Bíblia?

Após uma síntese da narrativa bíblica, Finkelstein e Silberman confirmam que as migrações de Canaã para o Egito são bem documentadas pela arqueologia e por textos da época. Para muitos habitantes de Canaã, região periodicamente sujeita a severas secas, a única saída era ir para o Egito. Pinturas e textos egípcios testemunham a presença de semitas no delta do Nilo ao longo das Idades do Bronze e do Ferro.

Por outro lado, há intrigantes paralelos entre a história bíblica de José e o êxodo e a história egípcia escrita por Maneton, sobre a invasão do Egito pelos hicsos e sua posterior expulsão após um século. "Invasão" que escavações arqueológicas recentes revelaram ter sido muito mais uma ocupação cananéia gradual e pacífica do delta do que uma operação militar. "As descobertas feitas em Tell ed-Daba [a antiga Avaris, capital dos hicsos] constituem evidência de um longo e gradual desenvolvimento da presença cananéia no delta e um controle pacífico da região", concluem na p. 55.

Estes paralelismos entre a história bíblica de José e a história egípcia dos hicsos indicam a possibilidade do êxodo. Entretanto, duas questões permanecem: Quem eram estes imigrantes semitas? E será que a data de sua permanência no Egito [1670-1570 AEC] combina com a cronologia bíblica?

A Bíblia colocou o êxodo em torno de 1440 AEC, data que se obtém pela comparação de dados bíblicos com fontes extrabíblicas. Entretanto, esta data não coincide com a expulsão dos hicsos. Por isto, muitos estudiosos consideram-na simbólica apenas, e datam o êxodo no século XIII AEC, na época de Ramsés II, fundados em testemunhos egípcios indiretos, como a construção da cidade de Pi-Ramsés no delta, na qual trabalharam semitas, e na estela de Merneptah, filho e sucessor de Ramsés II, que fala da presença de uma entidade de nome 'Israel' em Canaã, no final do século XIII AEC.

Mas quem eram estes semitas presentes no Egito na construção de cidades e que 'Israel' é este da estela de Merneptah? Ainda não há respostas definitivas para estas perguntas. E mais: um êxodo em massa teria sido possível na época de Ramsés II?

O que se sabe é que não existe nas fontes egípcias da época menção alguma da presença de israelitas no Egito. Nem ligados aos hicsos (séculos XVII-XVI AEC), nem aos grupos cananeus mencionados nas Cartas de Tell el-Amarna (século XIV AEC), nem a uma fuga para Canaã (século XIII AEC).

Trabalhando a partir desta lógica, Finkelstein e Silberman vão concluir pela impossibilidade do êxodo no século XIII AEC. Entre outras coisas, eles alegam que, nesta época, a fronteira do Egito com Canaã era severamente controlada, como a arqueologia comprovou na década de 70; que não existe nenhum sinal de ocupação do Sinai na época de Ramsés II ou predecessores imediatos; que não existe sinal do êxodo em Kadesh-Barnea ou Ezion-Geber, nem nos outros lugares mencionados na narrativa do êxodo, como Tel Arad, Tel Hesbon ou Edom. Convém considerar, também, que as narrativas bíblicas do êxodo jamais mencionam o nome do faraó que os israelitas enfrentaram.

E concluem: "Os locais mencionados na narrativa do êxodo são reais. Alguns eram bem conhecidos e aparentemente estavam ocupados em épocas mais antigas e em épocas mais recentes - após o estabelecimento do reino de Judá, quando a narrativa bíblica foi pela primeira vez escrita. Infelizmente, para os defensores da historicidade do êxodo, estes locais estavam desocupados exatamente na época em que aparentemente eles exerceram algum papel nas andanças dos israelitas pelo deserto" (p. 64).

E é então que se verifica estarem as condições do sétimo século AEC, época da escrita, bem mais presentes na estória do êxodo, do que uma realidade do século XIII AEC. E aqui Finkelstein e Silberman vão adotar a tese do egiptólogo Donald B. REDFORD, exposta no livro Egypt, Canaan, and Israel in Ancient Times. Princeton: Princeton University Press, 1992.

Falando de maneira muito simplificada, a proposta é a seguinte: a memória da invasão e expulsão dos hicsos foi incorporada em Canaã como uma memória de confronto, vitória e libertação. Israel, ao surgir de Canaã, será o herdeiro dessa memória. Quando, no século VII AEC, Psamético I, faraó do Egito e Josias, rei de Judá, tentam ocupar o espaço deixado pela Assíria na região da Palestina, e se confrontam - Josias será vencido por Necao II, filho de Psamético I -, esta memória serve de pano de fundo para a narrativa do êxodo. Êxodo impossível na época de Ramsés II, mas um paradigma de resistência na luta de Josias para reunificar o grande Israel.

Para finalizar: "A saga do êxodo de Israel do Egito não é uma verdade histórica, nem uma ficção literária. Ela é uma poderosa expressão de memória e esperança nascida em um mundo em transformação. O confronto entre Moisés e o faraó espelha o crucial confronto entre o jovem rei Josias e o recém-coroado faraó Necao. Fixar esta imagem bíblica em uma data anterior é subtrair da estória seu mais profundo significado. A Páscoa se revela, assim, não como um simples evento, mas como uma experiência contínua de resistência nacional contra os poderes estabelecidos" (p.70-71).

Leia Mais:
O Êxodo do Egito: da Bíblia à arqueologia - Observatório Bíblico: 20 de abril de 2008
A Bíblia e seu tempo em DVD - Observatório Bíblico: 3 de janeiro de 2008
Descoberta, no Egito, a capital dos hicsos: Avaris - Observatório Bíblico: 12 de julho de 2010

O Êxodo e sua reduzida possibilidade histórica

:: Dupla americana simula milagre de Moisés; divisão do mar teria sido no Nilo - Reinaldo José Lopes: Folha.com - 22/09/2010 - 09h11
Segundo o texto bíblico, "um forte vento leste" soprando sobre o mar teria aberto as águas para Moisés e os israelitas que fugiam do Egito. Agora, dois cientistas dizem que o "milagre" é compatível com as leis da física. Carl Drews, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas dos EUA, e Weiqing Han, da Universidade do Colorado em Boulder, traçam um cenário que eles consideram "relativamente próximo" do descrito no livro do Êxodo, o segundo da Bíblia. Em artigo recente na revista científica "PLoS One", eles estimam que um vento de velocidade próxima de 100 km/h, soprando sobre a desembocadura do rio Nilo por 12 horas, teria sido suficiente para empilhar as águas e abrir uma passagem com alguns quilômetros de largura (...) Como tudo que cerca o lado histórico dos textos bíblicos, a pesquisa já nasce polêmica (...) Nem ele nem Han dizem ter provado a veracidade do Êxodo. Toda a história da fuga dos israelitas do Egito, aliás, é muito contestada por arqueólogos e historiadores. Gente como o arqueólogo Israel Finkelstein lembra, primeiro, que não há menções ao épico nos registros egípcios nem artefatos ligados à migração de 40 anos de Moisés e hebreus no deserto. Em segundo lugar, tanto a língua quanto os artefatos dos povos que formariam mais tarde o reino de Israel são praticamente idênticos aos dos povos que já habitavam a antiga terra de Canaã (hoje dividida entre judeus e palestinos), supostamente invadida pelos israelitas. Por isso, muitos arqueólogos apostam que o povo de Israel teria surgido dentro da própria Canaã, a partir de tribos que já viviam por lá.

:: Dynamics of Wind Setdown at Suez and the Eastern Nile Delta - Carl Drews; Weiqing Han: PLoS ONE - August 30, 2010
Wind setdown is the drop in water level caused by wind stress acting on the surface of a body of water for an extended period of time. As the wind blows, water recedes from the upwind shore and exposes terrain that was formerly underwater. Previous researchers have suggested wind setdown as a possible hydrodynamic explanation for Moses crossing the Red Sea, as described in Exodus 14 (...) Under a uniform 28 m/s easterly wind forcing in the reconstructed model basin, the ocean model produces an area of exposed mud flats where the river mouth opens into the lake. This land bridge is 3–4 km long and 5 km wide, and it remains open for 4 hours. Model results indicate that navigation in shallow-water harbors can be significantly curtailed by wind setdown when strong winds blow offshore.

:: When PZ Myers and Jim West Agree - Duane Smith: Abnormal Interests - September 22, 2010
The paper attempts to answer a question that no serious student of the Bible, believing or not, is asking. And no very few (other) scientists, believing or not, are interested in this question either. Most scientists , like most Biblical scholars, don't even think it is a question.

:: Another Naturalistic Explanation for a Theological Claim: ‘Science’ Attempts to ‘Explain’ The Parting of the Red Sea - Jim West: Zwinglius Redivivus - September 21, 2010
Scientists, hear me, the Bible doesn’t need your explanations. Try curing the common cold and leave the Bible to people who understand it.

:: Inventing excuses for a Bible story, and getting them published in a science journal? - PZ Myers: Pharyngula: September 22, 2010
A bad paper has been published in PLoS One. It's competently executed within its narrow scope, as near as I can tell, but its premise is simply to reach for more pretense of a scientific basis for biblical fairy tales by an old earth creationist. It should have been rejected for asking an imaginary question and answering it with a fantasy scenario.


Leia Mais:
As origens de Israel
Israel: Canaã transformado?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

airtonjo's tweetbook

Você sabe o que é o Tweet Book? [caso este esteja "fora do ar", use este aqui, quase tão bom quanto o anterior!]

Quer ver todos os meus tweets até hoje publicados? Clique no link airtonjo's tweetbook.

Está na coluna da direita (sidebar) do Observatório Bíblico, próximo ao final. Um arquivo em formato pdf. Para leitura online ou download.


Faça o seu Tweet Book: excelente para backup de seus tweets. É gratuito.

Se um dia um código malicioso mastigar todos os seus tweets, seu livro, em pdf, os protegerá!

E você pode também divulgar o seu tweetbook. Onde? No próprio Twitter. Após criar o seu pdf, clique em "share" e publique seu livro no Twitter. Para todo mundo ou só para seus amigos.

Outra boa opção para backup? Achei o TweetBackup muito interessante. Há outras opções aqui.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Gramática de hebraico: mais uma ferramenta bíblica

FARFÁN NAVARRO, E. Gramática do hebraico bíblico. São Paulo: Loyola, 2010, 192 p. - ISBN 9788515037445.

O Cássio Murilo pediu e a Loyola me enviou, na semana passada, esta gramática de hebraico bíblico que acaba de ser publicada no Brasil, na coleção Ferramentas Bíblicas.

O original é espanhol, publicado pelo Editorial Verbo Divino em 1997, com o título de Gramática elemental del hebreo bíblico.

A tradução para o português é de Celso Pedro da Silva e Cássio Murilo Dias da Silva.

Diz a editora:
Esta gramatica oferece uma exposição clara e simples a todos os que desejam ter um primeiro contato com a língua hebraica bíblica. Uma breve antologia e dois pequenos vocabulários oferecem aos estudantes um rico material complementar para se aventurarem na leitura dos originais.

Alguns alunos da Teologia do CEARP, que estão estudando hebraico neste semestre, apreciaram, mesmo que rapidamente, a clareza do texto.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Eleições 2010: como votar?

Tira-dúvidas, escolha dos candidatos, passo-a-passo da votação, gerador de cola com os números dos candidatos, simulação de votação e muito mais. Em textos, fotos e vídeos.

Todas estas informações estão no site do Tribunal Superior Eleitoral.


:: Tribunal Superior Eleitoral

:: Eleições 2010

:: Tira-dúvidas Eleições 2010

:: Site da campanha de esclarecimento ao eleitor

:: Eleições 2010 - Simulação de votação - 1º turno


:: Divulgação de Resultados das Eleições 2010 


Atualização: 31.10.2010 - 11h45
Eleições 2010, Segundo Turno: a partir das 19h00 de 31/10/2010, acompanhe a divulgação dos resultados no site do TSE. Clique aqui.

sábado, 11 de setembro de 2010

Resenhas na RBL: 10.09.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Craig L. Blomberg
The Historical Reliability of the Gospels
Reviewed by Robert H. Gundry

Hallvard Hagelia
The Dan Debate: The Tel Dan Inscription in Recent Research
Reviewed by George Athas

Harry A. Hoffner Jr.
Letters from the Hittite Kingdom
Reviewed by Paul Sanders

Petri Kasari
Nathan's Promise in 2 Samuel 7 and Related Texts
Reviewed by David G. Firth

Craig S. Keener
The Historical Jesus of the Gospels
Reviewed by Craig L. Blomberg

Lloyd Kim
Polemic in the Book of Hebrews: Anti-Judaism, Anti-Semitism, Supersessionism?
Reviewed by Lars Kierspel

Dan Lioy
Axis of Glory: A Biblical and Theological Analysis of the Temple Motif in Scripture
Reviewed by Timothy D. Howell

Joel N. Lohr
Chosen and Unchosen: Conceptions of Election in the Pentateuch and Jewish-Christian Interpretation
Reviewed by Dale Patrick

Daniel C. Matt
The Zohar: Pritzker Edition (vol. 4)
Reviewed by Marvin Sweeney

Maarten J. J. Menken and Steve Moyise, eds.
The Minor Prophets in the New Testament
Reviewed by Matthew Mitchell

Romano Penna
Paolo e la Chiesa di Roma
Reviewed by Sean Martin

J. Goldingay and P. Scalise
Minor Prophets II
Reviewed by J. Clinton McCann Jr.

J. David Schloen, ed.
Exploring the Longue Durée: Essays in Honor of Lawrence E. Stager
Reviewed by Raz Kletter

Bernard A. Taylor
Analytical Lexicon to the Septuagint (Expanded Edition)
Reviewed by Martin Roesel

Brian L. Webster
The Cambridge Introduction to Biblical Hebrew (with CD-ROM)
Reviewed by Andrew Davies

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Resenhas na RBL: 27.08.2010

As seguintes resenhas foram recentemente (ou quase) publicadas pela Review of Biblical Literature:

Walter Brueggemann
An Unsettling God: The Heart of the Hebrew Bible
Reviewed by Eric A. Seibert

Erasmus Gaß
Die Moabiter: Geschichte und Kultur eines ostjordanischen Volkes im 1. Jahrtausend v. Chr.
Reviewed by Sven Petry

Joel B. Green, ed.
Hearing the New Testament: Strategies for Interpretation
Reviewed by Coleman A. Baker
Reviewed by Margaret E. Lee

Sarah Lebhar Hall
Conquering Character: The Characterization of Joshua in Joshua 1-11
Reviewed by Anton Cuffari

Michaela Hallermayer
Text und Überlieferung des Buches Tobit
Reviewed by Bradley Gregory

Luke Timothy Johnson
The Writings of the New Testament: An Interpretation
Reviewed by Patrick J. Hartin

Andreas J. Köstenberger, L. Scott Kellum, and Charles L. Quarles
The Cradle, the Cross, and the Crown: An Introduction to the New Testament
Reviewed by Patrick J. Hartin

Michael Root and James J. Buckley, eds.
Sharper Than a Two-Edged Sword: Preaching, Teaching, and Living the Bible
Reviewed by Richard S. Briggs

Thomas D. Stegman
Second Corinthians
Reviewed by Raymond F. Collins


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terça-feira, 7 de setembro de 2010

João Madeira está na IHU On-Line

Escolástica. Uma filosofia em dialogo com a modernidade

Escolástica. Uma filosofia em diálogo com a modernidade é o tema de capa da edição 342 da IHU On-Line, de 06/09/2010. Contribuem para o debate João Madeira, Paula Oliveira e Silva, Jorge Alejandro Tellkamp, Alessandro Ghisalberti, Alfredo Culleton, Francisco Suarez, Giuseppe Tosi, Alfredo Storck, Luís Alberto De Boni, José Luís Herreros, Santiago Orrego, Ludger Honnefelder, Jacob Schmutz, Jaqueline Hamesse e Angel Poncela González.

João Madeira, meu amigo e ex-aluno, mineiro, está neste número.

Graduado em Filosofia pelas Faculdades Claretianas de Batatais e em Teologia pelo Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeiro Preto, João Madeira é especialista em Filosofia Contemporânea pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), mestre em Filosofia pela Universidade Católica de Louvain-la-Neuve e doutor em Filosofia pela mesma instituição, com a tese Pedro da Fonseca’s Isagoge Philosophica and the Predicables from Boethius to the Lovanienses. Fez pós-doutorado em História das Ciências na Universidade de São Paulo (USP). Membro do Centro de Filosofia Brasileira (CEFIB) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é professor de História da Filosofia na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Leia Mais
Madeira defende sua tese de doutorado em Filosofia em Leuven, Bélgica

Stephen Hawking, Deus e a origem do Universo

Si lo dice un científico, va a misa
Los investigadores están divididos: unos son creyentes y otros piensan que Dios es incompatible con la ciencia - ¿Es cometido de los laboratorios demostrar la existencia divina?

Mónica Salomone - El País: 05/09/2010

Antes de decidirse a hacer el primer trasplante de órganos entre humanos, en 1954, el cirujano Joseph E. Murray, Nobel de Medicina en 1990, consultó a varios líderes religiosos: "Parecía lo natural", ha dicho Murray. Es solo uno de los múltiples ejemplos del vínculo entre religión y ciencia. Un nexo tan vigente aún hoy como encendidos han sido los debates sobre la investigación con células madre o la enseñanza de la teoría de la evolución -no en España pero sí en Estados Unidos-. Para muchos, estos asuntos trazan una frontera clara entre los científicos, que buscan respuestas con un método en teoría blindado a las propias creencias, y otra parte de la sociedad. La comunidad científica -vienen a decir- crece y se desarrolla al margen (a salvo) de la fe; la ciencia va a lo que va y no se ocupa de eventuales conflictos entre hechos demostrados experimentalmente y la religión. Pero entonces llega el físico Stephen W. Hawking, escribe que no hace falta Dios para explicar el Universo ... y se produce una tormenta mediática. ¿Por qué? ¿No se consideraba este tema una prueba superada?

Leia o texto completo.

Há uma tradução em português em Notícias: IHU On-Line: 07/09/2010: Polêmicas sobre novo livro de Hawking

O livro: HAWKING, S.; MLODINOW, L. The Grand Design. New York: Bantam, 2010, 208 p. - ISBN 9780553805376.

Leia Mais:
Stephen Hawking excluye a Dios como creador del Universo

El Gran Designio - O grande desígnio
Inventando o Universo: pensar Deus a partir da Nova Física
Einstein e a religião

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mês da Bíblia 2010: Jonas, segundo Mercedes Lopes

LOPES, M. O livro de Jonas: Uma história de desencontro entre um profeta zangado e um Deus brincalhão. São Paulo: Paulus, 2010, 72 p. - ISBN 9788534931885

Por Tibério Teixeira da Silva Filho

Mercedes Lopes cursou Teologia e Bíblia na Universidad Bíblica Latinoamericana, em San José, Costa Rica (1995) e é Doutora em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (2007). Além de outros grupos, assessora o CEBI.

Este livro sobre Jonas, preparado para o Mês da Bíblia, possui uma Introdução de 13 páginas e 8 roteiros para círculos bíblicos. Em cada roteiro ou encontro, temos:
. acolhida e oração inicial
. leitura da vida
. leitura do livro de Jonas
. momento orante
. organização do próximo encontro
. ampliação do assunto do livro de Jonas

Mercedes Lopes começa explicando que, embora colocado entre os livros proféticos, o livro de Jonas é uma novela que combina muito bem fábulas e realidade.

Para que? Para reagir ao nacionalismo fechado de Esdras e Neemias, "cujo projeto de reconstrução estava baseado em um tripé centralizador: a lei, a raça e o templo" (p. 5). Projeto que tinha o apoio do Império Persa, mas também de alguns profetas e sacerdotes. Então, diz Mercedes, "o livro de Jonas reage a esse fechamento de maneira muito bem-humorada, mostrando como era ridículo o fechamento do profeta Jonas e como era ampla e misericordiosa a postura de Javé diante dos estrangeiros" (p. 5).

Por tudo isso é que Mercedes já coloca, na primeira página de seu estudo, a data da escrita do livro de Jonas: século V a.C., quando existiam vários projetos de reconstrução de Jerusalém e Judá e variadas tendências estavam em confronto.

Mercedes vai dizer que, contra o projeto oficial de Esdras e Neemias, uma das tendências que então se destaca é a antiga tradição de mulheres contadoras de histórias. Um dos mais importantes livros da época que reporta esta tradição da luta das mulheres em seu cotidiano, defendendo o seu espaço e o espaço do povo mais pobre, é o livro de Rute.

Mas esta tradição, para Mercedes Lopes, pode ser vista também no livro de Jonas, "embora cada uma dessas histórias tenha seu enfoque próprio. Em Rute, a estrangeira amiga, o enfoque é o resgate dos direitos dos pobres. Em Jonas, o profeta fechado e mesquinho, o enfoque é a visão de Javé como Deus de ternura e misericórdia, que acolhe tanto judeus como estrangeiros" (p. 7).

Ao perguntar, em seguida, quem é Jonas, Mercedes vai dizer que a citação de Jonas, filho de Amati, da época do rei Jeroboão II, três séculos antes, é obviamente um recurso para dar autoridade a este escrito que denuncia o fechamento dos chefes religiosos que tentavam separar os judaítas de todas as pessoas de origem estrangeira. "Como havia profetas que apoiavam o projeto de Neemias e Esdras, o povo do interior de Judá começou uma reação bonita, bem refletida e bem-humorada, para fazer uma crítica a esse tipo de profecia" (p. 8).

Em seguida a autora descreve o enredo da novela de Jonas, para chegar à famosa conclusão aberta, pois a história de Jonas não tem um final padrão, como seria de se esperar para este gênero literário.

Mas, exatamente por isso, o livro tem uma força didática significativa, pois, sem ser uma parábola no sentido estrito, ele contém, no final, uma provocação ao estilo das parábolas "que ficam na memória da gente, questionando e intrigando (...) A historieta de Jonas (...) não somente faz pensar, mas tem cabides na memória do povo, onde as imagens ficam penduradas, provocando perguntas e levando todos a descobrir um sentido novo para suas vidas" (p. 11).

Cabides? Os navios que navegavam para longe, para Társis [na atual Espanha], as tempestades ameaçadoras e os constantes naufrágios, o grande peixe, o tamanho de Nínive e seu enorme poder, o implacável calor da região, a teimosia de Jonas, a misericórdia de Javé... Esta realidade era bem conhecida da vivência dos ouvintes e/ou das histórias que vinham dos antigos.

O esquema do livro é usado, com habilidade, pela autora para clarear a história, pois o livro é muito bem elaborado e estruturado. Mas, chamo a atenção para as 4 chaves de leitura sugeridas para o livro de Jonas:
. superação de preconceitos e fechamentos: gentios abertos - marinheiros e ninivitas - e judaítas, simbolizados por Jonas, fechados
. ser fonte de bênção para todos os povos: estão lembrados de Abraão em Gn 12?
. quando a gente é pequeno, tudo é grande: Judá era um minúsculo território dentro do enorme Império Persa... a palavra "grande" aparece com frequência, mas a grandeza de Javé, em sua misericórdia, é que, finalmente, se impõe
. momentos orantes expressam experiências profundas: marinheiros oram, Jonas ora, os ninivitas, violentos e opressores, que se convertem de suas más ações

Vi também, com interesse, os títulos de cada uma das ampliações existentes nos oito encontros, pois eles nos ajudam a compreender o enfoque dado ao estudo de Jonas por Mercedes Lopes:
. quem eram esses odiados "ninivitas"?
. a misericórdia é a expressão maior da fé
. as ressonâncias bíblicas da oração de Jonas
. a importância do perdão
. espiritualidade profética
. violência e paz
. amor - faísca de Deus - que nos transforma a partir de dentro (Ct 8,6)
. as relações de gênero presentes no livro dos Provérbios (uma das imagens femininas de Deus é a da Sabedoria em Provérbios)

domingo, 5 de setembro de 2010

Páginas mais visualizadas em agosto de 2010

Segundo o Google Analytics, as 10 páginas da Ayrton's Biblical Page mais visualizadas durante o mês de agosto de 2010 foram as seguintes:

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4. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - O Positivismo de Comte e Durkheim e a Crítica Marxista
5. Grego Bíblico
6. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - A sociologia compreensiva
7. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - Durkheim propõe uma teoria do fato social
8. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías
9. Ler a Bíblia no Brasil hoje
10. Noções de Hebraico Bíblico

Compare com o mês de julho de 2010.

Posts mais visualizados em agosto de 2010

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante o mês de agosto de 2010 foram os seguintes:

1. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
2. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
3. Ouvir, Ler e Escrever: o curso de Língua Hebraica Bíblica
4. Livros para download em Servicios Koinonia
5. Mês da Bíblia 2010: texto-base
6. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
7. O livro de Isaías representa a pregação de um único profeta ou será uma coletânea de ditos proféticos de várias épocas?
8. O discurso competente: dissimulador da dominação
9. Leonardo Boff critica recuo de Clodovis Boff
10. Enquete sobre Jonas

Compare com o mês de julho de 2010.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mês da Bíblia 2010: Jonas, segundo o Centro Bíblico Verbo

CENTRO BÍBLICO VERBO Levanta-te e vai à grande cidade: Entendendo o livro de Jonas. São Paulo: Paulus, 2010, 128 p. - ISBN 9788534926362

Por Anderson Luís Moreira

Há alguns anos o Centro Bíblico Verbo vem produzindo junto com a editora Paulus a Coleção “Do povo para o povo”, sempre com os livros bíblicos indicados pela CNBB para o Mês da Bíblia. As obras da coleção apresentam uma introdução geral ao livro bíblico e cinco encontros a serem realizados como círculo bíblico. A cada encontro sempre há uma explanação geral do texto bíblico com sua contextualização histórica e social, discussão do texto bíblico pelos participantes, momento celebrativo e um anexo em que são discutidos os aspectos exegéticos, históricos e teológicos de maneira mais aprofundada.

Neste breve texto pretende-se apresentar alguns pontos relevantes acerca do livro de Jonas levantados na obra “Levanta-te e vai a grande cidade: entendendo o livro de Jonas”. Maria Antônia Marques e Shigeyuki Nakanose, assessores do Centro Bíblico Verbo, são os responsáveis pelo texto.

Não se sabe ao certo a autoria do livro de Jonas. Ele não seria do círculo dos sacerdotes, pois não cita o Templo, nem os cultos e sacrifícios. Provavelmente foi construído pelos sábios de Israel, que conheciam a tradição do seu povo e dos povos estrangeiros, sendo-lhes favoráveis. Quanto à sua data, é provável que seja do final da época persa, já que possui várias palavras de origem aramaica, língua oficial do período persa; por causa da teologia e da compreensão universalista de Deus, surgida apenas no pós-exílio; e por causa da alusão a costumes persas. Quanto ao estilo, o livro possui elementos próprios de novela, parábola, sátira e midraxe.

Em relação à estrutura do livro, o livro de Jonas pode ser visualizado em duas cenas paralelas uma com a outra. Assim temos:

:: Primeira cena – capítulos 1 e 2: no mar
A – 1,1-3: Javé envia Jonas para pregar em Nínive, mas ele foge.
B – 1,4-16: A tempestade no mar: Javé, Jonas, o capitão, os marinheiros.
C – 2,1-11: A oração de Jonas e a resposta de Javé: pela palavra e pela natureza.

:: Segunda cena – capítulos 3 e 4: em terra
A – 3,1-4: Novamente Jonas é enviado para Nínive e lá prega a destruição.
B – 3,5-10: A ação dos ninivitas – homens, mulheres, rei e animais – e o perdão de Deus.
C – 4,1-11: A oração de Jonas e o questionamento de Javé a Jonas.

Em relação à mensagem do livro, o autor de Jonas ironiza o comportamento do judeu nacionalista e tem um olhar favorável aos estrangeiros. A resistência de Jonas representa aqueles grupos que não aceitam que Javé seja misericordioso com os povos estrangeiros. Deus, ao contrário, é apresentado como alguém que vê e se arrepende do mal, que não é insensível à vida do povo, mas que se deixa comover, da mesma maneira que o Deus do êxodo.

Porém, para melhor compreendermos a mensagem da obra é necessário que nos detenhamos no contexto em que ela foi produzida, como já dissemos, no final da época persa. É neste período que os exilados voltam para casa e têm a permissão e o apoio para a reconstrução do Templo (em 515, sob Dario I).

O grupo que voltou do cativeiro veio com o apoio do Império. Eles se consideravam o verdadeiro Israel e legítimos donos da terra. Em Judá eles acabaram entrando em conflito com o povo que ficou na terra, e com outros grupos, como moabitas e amonitas. Neste período se consolidou a compreensão teológica de que o povo de Israel era o único povo santo, escolhido e privilegiado por Deus. Porém, somente o grupo que voltou do exílio poderia ser considerado o verdadeiro Israel. A visão nacionalista acabava por excluir os estrangeiros e os pobres que haviam ficado na terra.

No exílio, os sacerdotes que organizavam parte dos sobreviventes na Babilônia eram sadoquitas. Quando retornaram para Jerusalém construíram uma teocracia ao redor do Templo reconstruído. No pós-exílio, a figura do sumo sacerdote se tornou muito importante.

A cidade de Jerusalém e o Templo tornaram-se o centro de poder político e econômico (o Templo era o único lugar da manifestação de Deus). A Lei de Deus se tornou lei real e apropriada pelos grupos sacerdotais oficiais do Templo (sadoquitas), tornando-se, dessa maneira, instrumento de opressão política, religiosa e econômica. Os sacrifícios se multiplicaram e as leis da pureza assumem um rigorismo jamais visto e atinge a todas as pessoas (ser puro significava pertencer ao povo eleito e cumprir todas as exigências da Lei, principalmente as leis da pureza). Jonas representa as pessoas que acreditavam que o Templo era o único lugar da presença de Deus e defendiam a teologia oficial: a eleição do povo de Israel, a centralização da vida judaica no Templo, as leis da pureza e a teologia da retribuição (Deus abençoa uma pessoa pura com riqueza, saúde, vida longa e descendência, e a pessoa impura é castigada com pobreza, doença e sofrimento).

É no pós-exílio que começa um processo de exclusão até chegar à eliminação do estrangeiro. A idéia de povo eleito e santo, que inicialmente possibilitou manter a coesão e a identidade do judeu no exílio, agora provoca o fechamento e isolamento de outros povos e do povo judeu que havia ficado na terra. Contudo, sempre houve uma corrente contrária à exclusão dos estrangeiros, como podemos perceber nos livros de Jó, Jonas, Rute, do Terceiro Isaías (Is 56-66) e em alguns salmos.

Assim, a teologia presente no livro de Jonas está na contramão da teologia oficial. O livro surge como resposta aos conflitos gerados pela oficialização da teologia racial e nacionalista em Jerusalém, no pós-exílio. Jonas representa o grupo nacionalista de Jerusalém, bem estabelecido economicamente, que discrimina os estrangeiros convertidos. Por isso, desde o início do livro, Jonas tenta fugir da presença de Deus e de sua missão.

No trecho de Jn 1,4-16 Javé é concebido como uma divindade universal, já que age fora de Israel e através dos elementos da natureza. Jonas é insensível aos acontecimentos e às pessoas, só deseja fugir de sua missão. Enquanto isso, os marinheiros e o capitão são descritos como pessoas íntegras e justas.

Em Jn 2,1-11, temos a oração de Jonas, que deve ter sido acrescentada ao livro posteriormente, já que sua teologia é diferente daquela do resto do livro. Ser engolido pelo peixe (ou ‘peixe fêmea’ – é no ventre de uma fêmea o lugar onde se gera uma nova vida) mostra que a descida para dentro de si mesmo não foi suficiente para Jonas mudar o seu ponto de vista. Uma boa ironia: nem o peixe aguentou Jonas.

Em Jn 3,1-10, Jonas é convocado por Javé para a missão com as mesmas palavras do primeiro capítulo. Nínive era símbolo da opressão e violência das potências estrangeiras. Quando o livro foi escrito, ela já não existia há mais de dois séculos, podendo, dessa forma, ser identificada com qualquer centro estrangeiro da época.

Em seu anúncio, Jonas não menciona o nome de Javé. O texto não fala de ninguém que tenha abandonado seus deuses. Na verdade, é a vida que precisa ser transformada, é o abandono do caminho perverso e da violência de suas mãos. O relato de Jonas tem assim a intenção de provocar a conversão na cabeça de seus ouvintes. É um chamado para os israelitas aceitarem que o seu Deus é Deus de todas as nações e não fechar o diálogo com as cidades estrangeiras do final do Império Persa, que poderão se converter de sua maldade e violência.

No trecho de Jn 4,1-11, Jonas sente um grande desgosto e fica irado. Sendo inteligente, ele compreende que a misericórdia do Deus de Israel se estende a todos os povos, apesar de não conseguir aceitar essa realidade. Depois, Jonas apieda-se de uma planta. Ora, como ele pode ter pena de uma planta, que é considerada um objeto, e Javé não pode ter pena dos habitantes de uma cidade inteira e dos animais? A pergunta fica sem resposta. O final aberto do último versículo é um convite para o leitor continuar a reflexão e se posicionar.

Assim, como Jonas foi chamado a ir à grande cidade e ali anunciar, também somos chamados a anunciar o Reino de Deus nas nossas realidades, e, principalmente, nos grandes centros urbanos. O livro do Centro Bíblico Verbo vem ajudar-nos, iluminando-nos com o texto bíblico, a confrontar nossas vidas com a Palavra de Deus, levando-nos também à missão “na grande cidade” do mundo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Mês da Bíblia 2010: Jonas, segundo Schökel e Sicre

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DIAZ, J. L. Profetas II. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2002, p. 1037-1062. - ISBN 8534919917

Por Paulo Martins Junior

Luís Alonso Schökel nasceu em Madri, Espanha, em 1920 e faleceu em 10.07.1998. Doutor em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (1957) foi Professor no mesmo Instituto de 1957 a 1995. José Luiz Sicre nasceu em Cádiz, Espanha, em 1940, doutorou-se em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (1978) e leciona na Faculdade de Teologia da Universidade de Granada, Espanha, e no Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Este comentário aos profetas, em dois volumes, foi publicado originalmente em espanhol em 1980 e traduzido para o português em 1991.

É bastante comum datar a redação do livro de Jonas no período pós-exílico. Entretanto, alguns estudiosos a situam no século V, como reação ao nacionalismo exagerado de Esdras e Neemias, enquanto outros a situam mais tarde, alegando que elementos folclóricos nela presentes só se difundiram depois da campanha de Alexandre Magno. É certo que a redação teve termo antes do ano 200 a. C., uma vez que nessa época já integrava o conjunto dos Doze Profetas Menores.

Schökel e Sicre Diaz iniciam o trecho sobre o livro de Jonas afirmando que poucos personagens do Antigo Testamento são tão conhecidos e tão mal interpretados quanto Jonas. Geralmente se confunde a mensagem do livro com o episódio da “baleia”, deixando-se de lado todo o seu rico conteúdo teológico. O livro de Jonas é um dos mais estudados e comentados da Bíblia, embora não se tenha chegado a uma interpretação unânime. Alguns poucos comentaristas consideram o relato como histórico, outros como alegoria, e outros, ainda, como parábola.

A interpretação de Jonas como personagem histórico com missão concreta a respeito de Nínive, parece sugerida pelo próprio autor do livro que o identifica como filho de Amati. Profeta de mesmo nome aparece durante o reinado de Jeroboão II, no século VIII a. C. Antigos exegetas identificaram os dois personagens e até mesmo Jesus teria refletido a convicção generalizada em sua época no sentido de que Jonas seria personagem histórico, segundo Mt 12,38-42 e Lc 11,29-32.

Esta interpretação, porém, encontra sérias dificuldades. Jonas, filho de Amati, seguramente nada tinha a ver com o protagonista do livro de mesmo nome. Além disto, Nínive não era a capital da Assíria na época de Jeroboão II, nem tinha as dimensões extraordinárias narradas no livro. Também se sabe que Nínive nunca se converteu ao javismo. Todos estes condicionamentos levaram muitos comentaristas a abandonar esta interpretação.

A interpretação alegórica, em sentido estrito, também teve seus adeptos. Tentando transferir todos os elementos do relato para o plano da realidade, estudiosos apresentam Nínive como símbolo do mundo gentio; Jonas seria Israel em sua recusa para cumprir sua tarefa missionária; o grande peixe representaria o exílio; a segunda ordem de partida para Nínive seria a confirmação da mesma missão para Israel; o mal-estar de Jonas seria aquele do Povo de deus, que não aceita o perdão dos gentios, como se vê também em Neemias, Esdras, Joel e Abdias.

Mas também aqui, na interpretação alegórica, encontramos sérios obstáculos, pois alguns elementos da narrativa não admitem uma transposição. O que significariam os marinheiros? Israel partiu voluntariamente para o exílio como Jonas pediu para ser atirado ao mar? Que significado teria a mamoneira? Estes problemas sem solução tornam esta interpretação pouco digna de crédito e são poucos os exegetas que ainda hoje a sustentam.

Muitos comentaristas atualmente consideram o livro de Jonas como parábola, renunciando a estabelecer qualquer tipo de paralelismo entre ele e a história de Israel e limitando-se a considerar o relato como uma excelente narração com fins didáticos. Ainda assim estes comentaristas também não chegam a um acordo quanto ao objetivo do livro. O que Jonas pretende ensinar? Uns afirmam que seria a relação entre eleição e universalismo. Outros, a atitude que Israel deve ter ante os povos gentios. Para outros o livro tenta justificar a Deus, que não cumpriu as antigas ameaças contra Nínive. Outros ainda veem como chave do relato as relações entre o profeta e Deus, enquanto outros veem o chamado à conversão ou à atividade missionária. Uma opinião entre todas estas, segundo Schökel e Sicre Diaz, parece sobressair entre as demais: aquela que apresenta o livro de Jonas como um chamado ao universalismo, ante o nacionalismo e à xenofobia do período pós-exílico.

É importante também citar a visão dos autores sobre a aplicação cristológica da narrativa de Jonas. Apenas a permanência de Jonas no ventre do peixe pode ser considerada como tipo de descida de Cristo ao seio da terra (cf. Mt 12,38-42). Com algum esforço pode-se também relacionar o enfrentamento de Jonas com os ninivitas com o enfrentamento de Jesus com seus contemporâneos. Mas o paralelismo não vai além disso, porque Jesus jamais fugiu de Deus ou da sua palavra, não opôs resistência ao mandato de Deus, não desceu ao ventre da terra pelos seus pecados, não se magoou com Deus. Jesus é totalmente contrário à figura de Jonas, o anti-Jonas como disseram Schökel e Sicre Diaz.

Os dois exegetas espanhóis consideram o livro de Jonas uma obra-prima. No entanto, afirmam que a ciência bíblica não deixou de descobrir nele uma série de problemas, alguns ainda não solucionados. Entre estes problemas estão os aparentes tropeços na narração, as diversas maneiras de se nomear Deus, o salmo recitado por Jonas no ventre do peixe e a relação entre os capítulos 1-2 e 3-4.

Cito como exemplo o salmo recitado por Jonas no ventre do peixe. É quase unanimidade entre os comentaristas que não pertenceria à obra original, de acordo com os seguintes argumentos: o salmo não se ajusta ao contexto; a linguagem usada é diferente; a atitude de Jonas no salmo não concorda com a que demonstra no restante da obra. Alguns comentaristas, porém, classificam o salmo como sendo original, pertencente à obra e escrito pelo mesmo autor do relato.

A mensagem de Jonas, segundo os autores do estudo, está centrada na escolha de Nínive como objeto da misericórdia de Deus. De fato, a capital do Império Assírio ficou na consciência de Israel como símbolo do imperialismo, da agressividade mais cruel contra o povo de Deus. Os ninivitas eram os maiores opressores de todos os tempos, e é a eles que deve se dirigir Jonas para os exortar à conversão e mais: é a eles que Deus concede seu perdão! Para Alonso Schökel e Sicre Diaz a mensagem do livreto é que Deus ama também os opressores, “faz nascer o sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos” (Mt 5,45).

É na perspectiva de opressão e de injustiça que se entende a reação dos ninivitas à mensagem de Jonas. O autor do relato bíblico não diz que eles se converteram ao Deus verdadeiro, mas simplesmente deixaram suas más ações e sua violência. A injustiça é que desapareceu do meio deles. Na mensagem há, portanto, dois aspectos: os opressores devem se converter e Israel deve aceitar que Deus os perdoe. Jonas representa aqui o povo oprimido, que sofreu exploração, perseguição e exílio na mão dos opressores. Por isso ele, Jonas, esperava a terrível intervenção de Deus contra seus inimigos. O livro de Jonas deixa claro que isto não acontecerá, pois com a conversão vem também o perdão.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Mês da Bíblia 2010: Jonas, segundo o SAB

SAB Levanta-te, vai à grande cidade (Jn 1,2): Introdução ao estudo do profeta Jonas. São Paulo: Paulinas, 2010, 48 p.

Por Thiago Cezar Giannico

Este é um roteiro para o Mês da Bíblia estruturado em 4 encontros, precedidos por uma Introdução e seguidos por uma Celebração de Encerramento. O SAB, Serviço de Animação Bíblica, tem como proposta ajudar as pessoas, grupos e comunidades a ler a Bíblia no contexto onde ela nasceu e, à sua luz, iluminar a realidade da vida do povo facilitando o diálogo criativo e transformador entre Palavra e vida.

Os quatro encontros, no centro do livro, tratam dos seguintes temas:
1. O chamado e a fuga de Jonas: O profeta resistente
2. Três dias de retiro com Jonas: Na fuga, Jonas encontra a salvação
3. Levanta-te e vai à grande cidade: "Vai e anuncia a mensagem que eu te disser"
4. Deus rico em misericórdia: A salvação é para todos.

Inserido entre os livros proféticos por preferir um oráculo de Deus, o livro de Jonas possui uma forma narrativa, aproximando-se mais de um conto ou de uma lenda popular, por seus elementos míticos e fabulosos e, especialmente, por seu conteúdo sapiencial.

Ao chamar o personagem de "Jonas, filho de Amitai" em 1,1, o anônimo autor está usando uma ficção literária ao colocar em cena um antigo profeta com este nome do tempo de Jeroboão II, citado em 2Rs 14,25.

Além disso, "o Jonas deste livro não é um herói, não faz nenhuma façanha, não é um santo; ao contrário, ele desobedece a Deus, contesta suas ações e nem de longe é o principal ator na cena. Deus é realmente o personagem central da história" (p. 5-6). É ele quem comanda todas as ações.

Jonas, por outro lado, foge de Deus porque deve levar uma mensagem a um povo estrangeiro, inimigo e opressor dos israelitas. Jonas tem uma atitude nacionalista, é intolerante. Para ele, só a nação judaica tem salvação. Ele não quer entender que a misericórdia de Deus se estende a todos aqueles que se convertem de suas más ações.

Esta atitude de Jonas, somada a outros elementos teológicos e linguísticos, nos indica que o livro pode ser datado por volta do século IV A.E.C. [= Antes da Era Comum]. "É um escrito pós-exílico e representa uma corrente mais aberta, tolerante e universalista do judaísmo que se formou neste período. Pode ser uma reação à política nacionalista de Esdras e Neemias" (p. 8), que chegou a desmanchar os casamentos dos israelitas com mulheres estrangeiras.

A história de Jonas acabou ficando muito famosa por causa do "grande peixe" - que na imaginação popular virou uma "baleia" - mandado por Deus para salvá-lo. No ventre do peixe, diz o conto, Jonas refletiu sobre sua situação, sua infidelidade e sua covardia e sobre a salvação de Deus que é para todos.

Ao prosseguir em sua missão em Nínive, Jonas fica muito descontente com a misericórdia divina que perdoa até o pior inimigo, desde que ele mude de vida. Enquanto os marinheiros e os ninivitas se comportam como autênticos javistas, Jonas, adorador de Javé, representando a comunidade israelita fechada e nacionalista que se considerava como a única escolhida, não se converte até o final.

Assim entendido, o livro deixa um recado claro, "presente na oposição entre a atitude de aversão de Jonas contra os ninivitas, ou seja, dos israelitas contra os estrangeiros, e a atitude misericordiosa de Deus para com toda a humanidade" (p. 34-35). O relato de Jonas mostra, como mensagem maior, que Deus ama incondicionalmente a todos e quer que todos sejam salvos.

Biblioblog Top 50 - Agosto de 2010

Esta é a lista dos 50 biblioblogs mais frequentados no mês de agosto de 2010:

BiblioBlog Rankings August 2010

Publicada por Jeremy Thompson em Free Old Testament Audio Website Blog.

Sheffield Biblical Studies: um blog que promete

Sheffield Biblical Studies: um blog que, hoje, 1 de setembro de 2010, se propõe ser:

A blog dedicated to ideas from, and news about, the Department of Biblical Studies, University of Sheffield.

E:

This blog will be a mix of news, events, book reviews and anything relating to biblical studies in general. There will be a range of contributors, including students, associated with the Department of Biblical Studies at Sheffield.

Por James Crossley e outros.

Biblical Studies Carnival - Agosto de 2010

August 2010 Biblical Studies Carnival

Seleção de algumas postagens em inglês, consideradas as melhores de agosto de 2010.

Trabalho feito por Jim West, em seu blog Zwinglius Redivivus.