terça-feira, 31 de agosto de 2010

Mês da Bíblia 2010: Jonas, segundo Mesters e Orofino

MESTERS, C.; OROFINO, F. A parábola de Jonas. São Leopoldo: CEBI, 2010, 36 p. - ISBN 9788577330935

Por Tiago Nascimento Nigro

Carlos Mesters é um frade carmelita holandês, missionário no Brasil desde 1949. Cursou Ciências Bíblicas no Pontifício Instituto Bíblico de Roma e na École Biblique de Jerusalém e recebeu o título de Doutor Honoris Causa do Instituto Teológico São Paulo (ITESP). Idealizador do CEBI, Mesters é um dos principais exegetas brasileiros. Francisco Orofino é biblista e educador popular. É também assessor nacional do CEBI. Fez doutorado em Teologia Bíblica na PUC-Rio.

Ao introduzirem o leitor na compreensão do livro de Jonas, os autores traçam o perfil do profeta, as características do livro, o contexto no qual foi escrito, o sentido da obra, os personagens, algumas surpresas que surgem na parábola de Jonas e descrevem a estrutura do livro do profeta de Javé.


Diante dos desafios do seu tempo, o povo daquela época elaborou a parábola de Jonas para ajudar o pessoal a tomar uma posição frente às coisas que estavam acontecendo. Esse é o convite proposto pelos autores: reler a parábola de Jonas frente aos desafios que enfrentamos nos dias atuais.

Para trabalhar essas questões e atingir os objetivos, os autores dividem a obra em cinco círculos bíblicos a serem realizados nas comunidades. Cada círculo contém dicas para preparar o ambiente e, em seguida, passos para que o leitor e a comunidade possam olhar bem o que acontece na história de Jonas, passos que consistem numa leitura lenta e atenta do texto bíblico, num momento de silêncio e em perguntas para orientar a reflexão.

Os frutos que cada um colhe nesse primeiro passo motivam a dar o segundo passo, isto é, a partir do que cada um descobriu acerca da parábola do livro de Jonas, partilhar em comunidade a sua reflexão.

Para facilitar o trabalho, Mesters e Orofino propõem uma série de perguntas para ajudar na partilha. Após a partilha todos são convidados, a partir das descobertas feitas, a fazer preces a Deus, a assumir um compromisso, um passo para discernir o caminho espiritual. Mantendo o espírito orante do encontro, os autores propõem a oração de um salmo ou de um trecho bíblico e a relembrar com um texto a fina ironia da novela de Jonas.

No primeiro círculo intitulado “O fugitivo dorminhoco”, a comunidade é convidada a ler o primeiro capítulo do livro de Jonas, que descreve, com fina ironia, como Jonas recebeu o chamado de Deus, mas não quis atender e fugiu. O capítulo conclui com o reconhecimento por parte de Jonas de seu erro, pois a tempestade violenta era um apelo de Deus para que Jonas assumisse a missão. Para acabar com a tempestade, os marinheiros jogam Jonas no mar e este foi engolido por um peixe bem grande, acalmando o mar.

“A oração do penitente engolido” é o tema do segundo círculo que descreve como Jonas, lá no fundo da barriga do peixe, começou a orar. Ele ficou três dias e três noites na barriga do peixe, orou a Deus e foi cuspido na praia.

Tendo como referência o capítulo 3 do livro de Jonas, o terceiro círculo conta como Jonas recebeu de novo a ordem de Deus para falar ao povo de Nínive. O profeta fugitivo finalmente obedece e começa a pregar a penitência ao povo de Nínive e o povo se converte. Deus acolheu o seu esforço e não o destruiu nem o castigou.

No último capítulo do livro de Jonas informa-se que quem não gostou dessa situação foi o profeta. O título do quarto círculo, “O profeta egoísta que quer Deus só para si”, faz alusão ao profeta de Javé que se afastou indignado, ficou olhando de longe e reclamou com Deus. A falsa imagem de Deus em Jonas fez dele um grande egoísta. E a parábola termina sem dar a resposta de Jonas à pergunta final de Deus. Hoje quem deve dar resposta somos nós.

No quinto e último capítulo do círculo, Mesters e Orofino nos convidam a ver como a história de Jonas repercutiu na história do povo de Deus e como Jesus olhou no espelho a parábola de Jonas, mencionando o texto do Evangelho de Mateus em que Jesus fala do sinal de Jonas.

Deste modo, com uma linguagem simples e até divertida, com textos dinâmicos e de fácil compreensão, Mesters e Orofino elaboraram um livro a ser trabalhado nos grupos bíblicos e nas várias pastorais da Igreja. Proporcionam aos leitores motivações para a leitura, meditação e partilha da parábola de Jonas, identificando-nos com o profeta e com a vida do povo de Nínive, pois é no espelho da novela de Jonas que vejo o que acontece comigo, conosco.

Mês da Bíblia 2010: Jonas, segundo Nelson Kilpp

KILPP, N. Jonas. São Paulo: Loyola, 2008, 120 p. - ISBN 9788515035472

Por Mateus Pereira Martins

Este livro faz parte da coleção "Comentário Bíblico Latino-Americano", antes publicada pela Vozes, agora pela Loyola. O autor, Nelson Kilpp, é pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil - IECLB. Doutorou-se em Marburg, na Alemanha, na área de Antigo Testamento. É professor na Escola Superior de Teologia, de São Leopoldo - RS.

Nesta apresentação vou me limitar à Introdução da obra.

O livro de Jonas está entre os Doze Profetas Menores, especificamente entre Abdias e Miquéias. Jonas não é explicitamente designado profeta no livro que leva seu nome, mas 2Rs 14,25 menciona um profeta Jonas, filho de Amati, que atuou no tempo de Jeroboão II. Este Jonas de 2Rs atuou entre os profetas Amós e Miquéias, no entanto, é difícil dizer porque o livro foi colocado após Abdias, que é posterior. Talvez pela temática.

Contudo, a datação do livro de Jonas é incerta, por não trazer nenhum dado histórico exato. O mais correto é que pertença ao fim da época persa. O domínio persa sobre Judá, que começou em 538 a.C., terminou com a chegada de Alexandre Magno, em 332 a.C.

Muitos conhecem Jonas por causa da história do peixe. Mas o que o torna popular é o fato de a história ser fantástica e pelo valor simbólico que teve no decorrer do tempo.

O evangelista Mateus lembra uma discussão de Jesus com escribas e fariseus, que exigiam dele um sinal que legitimasse sua autoridade. Jesus afirma que não seria dado nenhum sinal, além do "sinal do profeta Jonas".

O texto de Mateus admite três maneiras de entender o sinal de Jonas: a) Deus optou por Jonas para levar os ninivitas ao arrependimento, portanto não é um milagre que salva, mas a decisão que as pessoas tomam; b) um povo estrangeiro torna-se exemplo de arrependimento e conversão, portanto o sinal de Jonas é a aceitação da mensagem de Jesus por parte dos gentios de sua época; c) Mt 12,40 diz que o sinal de Jonas é a estada de Jonas na barriga do peixe por três dias, portanto esta história prefigura a morte e ressurreição de Jesus.

"Esta última variante foi a que mais se desenvolveu na Igreja cristã. Nas primeiras comunidades cristãs, a história de Jonas se havia tornado símbolo do reviver de uma pessoa morta. Durante muitos séculos os cristãos recorriam a este símbolo para expressar sua esperança na ressurreição dos mortos", diz Nelson Kilpp (p. 10 - edição Vozes).

Há varias interpretações do livro: racionalistas consideram o livro como uma ficção. Ateus usam os exageros do livro para dizer que toda a Bíblia está baseada em mentiras. Fundamentalistas alegam a historicidade do livro, tentando descobrir que tipo de peixe pode engolir e abrigar um homem. Outros afirmam que Jonas é uma alegoria, identificando o personagem com o povo de Israel. Mais recentemente busca-se interpretar o livro com o auxilio da psicologia, partindo "do fato de que o motivo do herói que é engolido por um animal se encontra em várias culturas, tanto antigas quanto modernas (...) Ser engolido e permanecer no ventre do peixe representaria a viagem do herói para dentro de si mesmo em busca de transformação. Desta sua experiência o herói volta transformado e amadurecido, apto a assumir tarefas importantes" (p. 13 - edição Vozes).

Entretanto, o livro apresenta o relato de Jonas em prosa e não em forma poética como é mais comum nos livros proféticos. A única parte poética é a oração que ele faz na barriga do peixe, que é um salmo. Se desconsiderarmos o salmo, veremos que a narrativa tem características de um conto. Este conto tem algumas particularidades. Ao invés de obedecer e ir à Nínive, Jonas foge em direção oposta. Outra característica é a hipérbole ou exagero. O exagero tem a função de chamar a atenção do leitor. Temos o caso da mamoneira, o tamanho da cidade. Todas estas observações indicam que o conto é bem elaborado, quase artístico: é uma novela didática.

Após tratar do contexto histórico em que teria sido escrito o livro de Jonas, o autor vai falar da mensagem do livro. Que é como uma pérola escondida. Está nas entrelinhas. É bom analisarmos alguns aspectos como:

:: O crescimento do texto: o texto de Jonas não foi escrito de uma só vez, pois muitos contribuíram para a formação do livro. Muitos afirmam que o salmo do capítulo 2 foi colocado depois, pois o Jonas do salmo não é o mesmo da narrativa. É piedoso e não está com raiva de Deus.

:: A estrutura do texto e o significado dos nomes dos personagens e das localidades também nos ajudam a entender a sua mensagem.

:: Já as entrelinhas e o uso de palavras-chave mostram que o autor do livro de Jonas quer que ele, Jonas, ou os grupos por ele representados convivam com os outros e participem de uma nova maneira de conviver que inclua também os que não pertencem ao grupo, os que não são israelitas, até mesmo os descendentes dos inimigos e opressores. Aqui está a misericórdia de Deus.

Mês da Bíblia 2010: Jonas, segundo Balancin e Ivo

BALANCIN, E. M.; STORNIOLO, I. Como ler o livro de Jonas: Deus não conhece fronteiras. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1991, 40 p. - ISBN 8534926085

Por Daniel Bento Bejo

Este pequeno livro faz parte da coleção "Como ler a Bíblia", da Paulus. Seus autores, Euclides Martins Balancin e Ivo Storniolo, são Mestres em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma.

Na Introdução os autores lembram que o livro de Jonas é considerado um escrito profético por causa de 2Rs 14,25, onde se menciona um profeta da época de Jeroboão II (782/1-753 a.C.) que tem o mesmo nome. Mas o escrito, de tipo sapiencial, é bem posterior, podendo ser situado no pós-exílio, entre os anos 500 e 200 a.C.

No primeiro dos 4 capítulos do livro, Balancin e Ivo dizem que Jonas, recusando a missão de ir a Nínive, faz de tudo para escapar da presença de Javé, dirigindo-se a Társis, direção oposta à cidade assíria. Jonas não aceita a possibilidade de conversão dos inimigos. "Jonas tem um julgamento e um preconceito formado e não admite que Javé possa reverter esse julgamento" (p. 13), agindo com misericórdia em relação aos ninivitas.

Entretanto, sua fuga provoca uma reação de Deus, que, além de Jonas, atingirá também os que com ele se encontram. Os marinheiros do navio no qual está fugindo para Társis, por exemplo, cada um com seu deus e seu projeto, mesmo sendo gentios, respeitam muito mais a vida do que o próprio Jonas, que se declara adorador de Javé, mas prefere morrer a cumprir sua missão.

Os autores concluem: "O primeiro capítulo de Jonas contém já o núcleo de todo o livro: ele mostra que, por bem ou por mal, quer o povo de Deus aceite ou não, a missão profética sempre se realiza (...) Disso tudo, já podemos perceber que a grande novidade deste livro é que com Deus não se brinca". Mas "o leitor poderia pensar que o acontecido levou Jonas a uma conversão. Engano. Até o fim esta será a pergunta fundamental: Será que Jonas vai se converter?" (p. 16-17).

No segundo capítulo os autores dizem que Jn 2, quando o personagem se encontra no ventre do peixe, contém pormenores evidentemente simbólicos: o mar, que é uma realidade ambígua, é, ao mesmo tempo, uma criatura de Deus e um perigo constante para os que vivem em terra, pois pode invadi-la, levando ao caos de Gn 1,2. Assim, Jonas, jogado ao mar, "volta para o perigo desagregador da morte e do nada" (p. 19).

Já o "grande peixe" (Jn 2,1) bateu recordes de interpretação ao longo da história. Alguns o identificaram com o perigoso Leviatã, entretanto, sua função é positiva, sendo enviado pelo próprio Deus para evitar que Jonas se afogue. Nos evangelhos, como em Mt 12,39-40, o episódio é visto de forma claramente positiva. Por isso, sugerem os autores que aqui temos uma chave para compreender o episódio dentro do livro de Jonas: "O profeta rebelde deve experimentar a morte de suas próprias pretensões egoístas e, ao mesmo tempo, fazer a experiência do Deus que o salva e o traz de novo à vida. Neste caso, o mar e o grande peixe podem, numa simbologia lida psicologicamente, significar a própria interioridade, onde se desenvolve a experiência do divino" (p. 19-20). Em Jn 2 vemos como o profeta passa pela experiência de morte e salvação, "para compreender que o Deus verdadeiro é aquele que dá a vida para todos os que a buscam nele" (p. 20).

Então Jonas se converteu? A continuação do livro vai mostrar que não.

No capítulo terceiro, em Nínive - a grande cidade que simboliza o violento poder opressor do imperialismo - Jonas anuncia sua destruição dentro de quarenta dias. Por que quarenta? Ora, isto não significa provocar angústia diante da iminência do castigo, mas dar um prazo para provocar uma reação que evite o castigo. A leitura de Ez 33 nos ajuda a compreender isso. E acontece a inesperada conversão (Jn 3,8) e o perdão de Deus (Jn 3,10).

No quarto e último capítulo, observamos um Jonas extremamente irritado e descontente com o desfecho do caso. Muitas explicações já foram dadas para isso, mas o cerne da questão está em Jn 4,2: Jonas fugiu, porque sabia que o Deus verdadeiro está sempre protegendo a vida e se dispõe "a dá-la a todos aqueles que a desejarem e para ele se reabrirem" (p. 30). Atitude que Jonas não pode aceitar, porque ele personifica o povo de Deus fechado em seus próprios interesses.

E o livro termina, deixando uma pergunta aberta (Jn 4,11), sempre esperando uma resposta de quem o lê. "Qual será a nossa resposta? E quais seriam as consequências caso ela fosse positiva ou negativa?" (p. 33).

Mês da Bíblia 2010: textos apresentados pelos alunos

O livro de Jonas faz parte de meu programa de Literatura Pós-Exílica, disciplina estudada no Segundo Ano de Teologia do CEARP neste semestre.

Em geral, Jonas é estudado quase no final do ano, mas, neste ano, em função do Mês do Bíblia, que começa amanhã, nós o abordamos nos dias 26 e 27 de agosto, na semana passada.

Pedi aos alunos que se encarregassem de apresentar alguns dos estudos disponíveis em português sobre Jonas. Sete textos foram apresentados e uma síntese do que foi feito será publicada a partir de hoje no blog.

A ordem de publicação é aleatória, porque os publico à medida em que os recebo. Ao clicar nos títulos dos livros, o leitor será remetido ao post sobre ele.

Os textos apresentados:

BALANCIN, E. M.; STORNIOLO, I. Como ler o livro de Jonas: Deus não conhece fronteiras. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1991, 40 p. - ISBN 8534926085
Por Daniel Bento Bejo

CENTRO BÍBLICO VERBO Levanta-te e vai à grande cidade: Entendendo o livro de Jonas. São Paulo: Paulus, 2010, 128 p. - ISBN 9788534926362
Por Anderson Luís Moreira

KILPP, N. Jonas. São Paulo: Loyola, 2008, 120 p. - ISBN 9788515035472
Por Mateus Pereira Martins

LOPES, M. O livro de Jonas: Uma história de desencontro entre um profeta zangado e um Deus brincalhão. São Paulo: Paulus, 2010, 72 p. - ISBN 9788534931885
Por Tibério Teixeira da Silva Filho

MESTERS, C.; OROFINO, F. A parábola de Jonas. São Leopoldo: CEBI, 2010, 36 p. - ISBN 9788577330935
Por Tiago Nascimento Nigro

SAB Levanta-te, vai à grande cidade (Jn 1,2): Introdução ao estudo do profeta Jonas. São Paulo: Paulinas, 2010, 48 p.
Por Thiago Cezar Giannico

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DIAZ, J. L. Profetas II. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2002, p. 1037-1062. - ISBN 8534919917
Por Paulo Martins Junior

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O biblista Carlos Mesters está se recuperando

Frei Carlos Mesters está se recuperando

Depois de se submeter a tratamento quimioterápico, frei Carlos Mesters, fundador do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), recupera-se, informou o teólogo e biblista Francisco Orofino.

“Neste último tempo estivemos numa ampla vigília de orações acompanhando a saúde de frei Carlos”. A razão da preocupação era “a fragilidade de seu quadro clínico bem como a dureza do tratamento quimioterápico”. Frei Carlos fez uma sessão de quimioterapia na última semana de julho. No início de agosto fez novos exames. “Diante do quadro atual, o médico receitou uma sexta e última sessão de quimioterapia para a última semana de agosto. Ao que tudo indica, o tumor está desaparecendo”, informou Orofino. Frei Carlos, que se recupera em São Paulo, poderá retornar às atividades “na medida do possível”, segundo prescrição médica. Orofino dirigiu-se a todos os integrantes do CEBI assinalando que “tudo isto é motivo para nos alegrarmos e também para elevarmos nossas preces agradecidas a Deus, Mãe e Pai da Vida Plena, que nos cura e regenera, que nos anima e renova nossas forças”. Ele agradeceu a todos e todas pelo apoio dado a Mesters neste tempo de provação e de cura.
Fonte: ALC - Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação - 26/08/2010

Leia Mais:
Entrevista com Carlos Mesters, fundador do CEBI
Carlos Mesters

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O livro de Jonas na Vida Pastoral

O número de setembro-outubro de 2010 – ano 51, n. 274 - da revista Vida Pastoral, publicada pela Paulus, traz 4 artigos sobre o livro de Jonas. Foram escritos pela equipe do Centro Bíblico Verbo, de São Paulo. Jonas é o livro proposto pela CNBB para estudo e reflexão no mês da Bíblia deste ano.

Vida Pastoral é uma revista bimestral para sacerdotes e agentes de pastoral e é distribuída gratuitamente às instituições cadastradas no Anuário Católico do Brasil e a particulares que a solicitarem. Passe numa das livrarias da Paulus ou mande um e-mail para assinaturas@paulus.com.br e veja como conseguir um número ou a assinatura anual. A revista está também disponível online.

Os artigos são os seguintes:
. Maria Antônia Marques - Levanta-te e vai à grande cidade: Uma introdução ao livro de Jonas: p. 6-13
. Centro Bíblico Verbo - Os estrangeiros acreditam na ação de Javé: uma leitura de Jonas: p. 14-20
. Shigeyuki Nakanose - "Continuo a contemplar o teu santo Templo" (Jn 2,5): Uma leitura de Jonas 2,1-11: p. 21-29
. Enilda de Paula Pedro e Maria Antônia Marques - Conversão de Nínive, perdão divino e conversão de Jonas: Uma leitura de Jonas 3-4: p. 30-35

Recomendo, para uma melhor compreensão do domínio persa sobre Yehud - nome aramaico do Judá pós-monárquico -, época mais provável da escrita do livro de Jonas, a leitura dos seguintes textos:
. Resumo dos capítulos 2, 3 e 4 do livro de Hans G. Kippenberg, Religião e formação de classes na antiga Judéia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social, disponível neste blog
. 6. A Época Persa e as Conquistas de Alexandre, especialmente o item 6.5. A Situação da Judéia no Momento da Anexação, disponível na Ayrton's Biblical Page
. Leitura socioantropológica do Livro de Rute. Estudos Bíblicos n. 98. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 107-120. Artigo onde trato, no item 2, da época persa. Os livros de Rute e Jonas parecem ser da mesma época

Leia Mais:Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
Mês da Bíblia 2010: texto-base

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mês da Bíblia 2010: texto-base

Assinado por Aíla Luzia Pinheiro de Andrade*, o texto-base do Mês da Bíblia 2010 está - pelo menos por enquanto - disponível para leitura e/ou download, em formato pdf, no site da CNBB. Como já foi dito neste blog, onde apresentei uma bibliografia mínima sobre o tema, o livro bíblico proposto para este ano é Jonas.

Começa a autora perguntando: "Quem nunca ouviu falar no profeta Jonas que foi engolido por um grande peixe? Mas seria esse episódio o que há de mais importante nesse livro bíblico? Em que esse fato seria relevante para a fé dos judeus e para fé cristã hoje? As respostas a estas perguntas dependem de um estudo atento do texto bíblico dentro de seu contexto histórico, somente assim é possível descobrir traços que indiquem o perfil de quem o escreveu, a época de seu surgimento e, seus destinatários imediatos. Com esses dados, a mensagem de Jonas se mostrará atual para o século XXI".

Dividido em 4 partes, o texto aborda os seguintes temas:
1. O Autor
2. A época
3. A obra
4. Evangelizar é preciso, converter-se é urgente

Transcrevo alguns trechos e recomendo a leitura do texto completo, muito mais rico do que este recorte.

:: Sobre o autor, diz o texto:
"Numa leitura superficial do texto bíblico, o leitor contemporâneo pode cometer o equívoco de pensar que o autor desse livro tenha sido um profeta nacionalista de Israel do Norte, chamado Jonas, filho de Amitai, que viveu durante o reinado de Jeroboão II, por volta de 790-750 a.C., mencionado em 2Rs 14,25 e em Jn 1,1. Não é raro encontrar leituras fundamentalistas da Bíblia que tendem a concluir que o autor do livro de Jonas tenha sido aquele profeta do século VIII a.C." (...) Mas "o autor do livro permanece anônimo e usa como pseudônimo o antigo profeta Jonas, filho de Amitai, porque esse recurso o ajuda a divulgar melhor sua mensagem. Não sabemos quem escreveu o livro de Jonas, mas podemos fazer um perfil de sua personalidade a partir do texto bíblico. É alguém com mente aberta, como diríamos hoje, para ele todas as pessoas são alvos do amor e da misericórdia de Deus. É uma pessoa bem humorada que usa o recurso da ironia para convencer os judeus nacionalistas de sua época da inconsistência da postura exclusivista que considerava apenas o judeu como merecedor do amor de Deus".

:: Sobre a época, lemos:
"O livro de Jonas foi escrito após o período de Esdras e Neemias quando a maioria dos judeus, depois de sofrer a dominação de vários impérios estrangeiros, havia desenvolvido forte espírito de exclusivismo e de particularismo e não queria uma aproximação com outros povos e muito menos exercer a vocação missionária de fazer o Deus de Israel ser conhecido e amado pelas demais nações. Como o livro de Jonas faz parte do bloco dos doze profetas, mencionado em Eclo (Sir) 49,10-12, ele não pode ter sido escrito depois do ano 170 a.C, possível época do surgimento do Eclesiástico. Por isso a maioria dos estudiosos está de acordo que o livro de Jonas data provavelmente do final do século V a.C, ou início do século IV a.C."

:: Sobre a obra, aprendemos que:
"O autor do livro de Jonas, unindo o recurso da pseudonímia ao da ironia, escreve um conto edificante que termina com uma lição dada por Deus ao protagonista" (...) Mas em qual contexto histórico? Ora, "a pista nos é dada no final do livro, na lição que Jonas é forçado a receber: a misericórdia de Deus está sobre todos os povos e sobre toda criatura. Se a maioria das pessoas não sabe disso é porque falta quem lhes anuncie essa boa-notícia. O autor do livro de Jonas viveu em uma época marcada por reformas radicais nacionalistas desde Esdras e Neemias" (...) Só que "ao lado dessa tendência nacionalista exacerbada caminhava uma tendência universalista que considerava o estrangeiro como filho de Deus. Defensores dessa tendência são os textos de Is 40–55 e o livro de Rute, entre outros. O autor do livro de Jonas empresta sua voz à teologia universalista para defender o direito de Deus amar a todos, sem fazer acepção de pessoa".

:: Finalmente, a mensagem do livrinho de Jonas diz que "evangelizar é preciso, converter-se é urgente":
Pois Jonas "tem que anunciar aos habitantes da grande cidade de Nínive que sua iniquidade subiu até Deus. Isso consiste numa parusia conforme se procedia em antigos reinos. O termo grego parusia significava a visita do rei a uma região distante da sede do governo para resolver certos problemas administrativos como o abuso de autoridade dos governantes e a prática da iniquidade por parte destes. O aviso de que o rei está sabendo da iniquidade, dava tempo aos culpados para mudar de conduta como também deixava os oprimidos cheios de esperança que o rei lhes fizesse justiça. Nesse sentido, o que Jonas deve anunciar é a parusia do verdadeiro rei do universo sobre um vassalo, o rei de Nínive. De nenhuma forma se trata de um veredicto definitivo do juiz, mas de um aviso para que haja oportunidade de mudança de atitude por parte dos que estão praticando o erro. Não é uma condenação, mas uma boa-notícia o que Jonas deve anunciar" (...) Mais interessante ainda é que "o livro de Jonas chama à conversão, não apenas os ouvintes, mas primeiramente o missionário. De fato, Jonas é, de todos os personagens desse livro, o que mais precisa de conversão. Ele pode ser definido como o desobediente. Aos três imperativos da missão (levanta-te, vai, proclama, Jn 1,2; 3,2) Jonas age em sentido contrário: desce (1,3), foge (1,3), dorme (1,5). Os estrangeiros, tanto os marinheiros quanto os ninivitas, foram mais religiosos, e até o mar, o peixe, a planta, o verme, o vento oriental, todos submetem-se à vontade de Deus. Jonas, ao contrário, mesmo quando parece ser obediente não o é de fato, pois anuncia a mensagem em apenas um dia, quando se levaria três dias para atravessar a cidade. E proclama um conteúdo diferente daquele que lhe foi indicado." (...) Se Jonas fugiu, não foi "por medo da violência dos ninivitas nem por receio do desconhecido, como poderíamos supor. Para surpresa do leitor, Jonas diz que fugiu porque Deus é misericordioso, lento para a cólera e não faria mal a Nínive (Jn 4,2). Jonas não queria ser mensageiro de Deus porque assim evitaria que os ninivitas usufruíssem da misericórdia divina. Mas já que não conseguiu fugir dessa tarefa, agora preferia morrer a ver a salvação daqueles que considerava ímpios. À revelia disso, o Senhor do céu e da terra ama a totalidade da criação. Essa é uma afirmação revolucionária para a maioria dos judeus contemporâneos do autor do livro de Jonas, pois se o Deus de Israel cuida de todos os seres, povos e nações, qual o lugar de Israel como povo da aliança? Hoje diríamos: qual o privilégio de ser cristão, se Deus ama os ateus, os membros de outras religiões e até mesmo aqueles que maculam sua imagem com o ódio? Isso significa que o povo de Deus deve investir na salvação dos iníquos e não na destruição deles. Os opressores, os violentos, os ímpios conhecerão a misericórdia e a redenção que vem de Deus através dos missionários de boas notícias (...) O final do livro mostra o contraste entre Jonas e Deus: um deseja a morte, o outro, a vida; um quer a destruição, o outro, a salvação. O livro inteiro é uma exortação à conversão e à misericórdia, ambas são indesejáveis a Jonas e ele necessita das duas".

E nós também.

*A autora é doutora em Teologia Bíblica (2008) pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte, MG.

sábado, 21 de agosto de 2010

Resenhas na RBL: 21.08.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Hector Avalos, Sarah Melcher, and Jeremy Schipper, eds.
This Abled Body: Rethinking Disabilities in Biblical Studies
Reviewed by William R. G. Loader

Joseph Blenkinsopp
Judaism, the First Phase: The Place of Ezra and Nehemiah in the Origins of Judaism
Reviewed by Joshua Schwartz

Roland Boer
Political Myth: On the Use and Abuse of Biblical Themes
Reviewed by Gilbert Lozano

Roland Boer and Jorunn Økland, eds.
Marxist Feminist Criticism of the Bible
Reviewed by Michael J. Lakey

Detlev Groddek and Maria Zorman, eds.
Tabularia Hethaeorum: Hethitologische Beiträge: Silvin Kosak zum 65. Geburtstag
Reviewed by Paul Sanders

Joel S. Kaminsky
Yet I Loved Jacob: Reclaiming the Biblical Concept of Election
Reviewed by Hallvard Hagelia

Mosheh Lichtenstein
Moses: Envoy of God, Envoy of His People
Reviewed by Danny Mathews

Hanne Loland
Silent or Salient Gender? The Interpretation of Gendered God-Language in the Hebrew Bible, Exemplified in Isaiah 42, 46, and 49
Reviewed by Claudia D. Bergmann

Robin Routledge
Old Testament Theology: A Thematic Approach
Reviewed by Don Collett

C. Kavin Rowe
World Upside Down: Reading Acts in the Graeco-Roman Age
Reviewed by Rubén Dupertuis

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Resenhas na RBL: 13.08.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Steven L. Bridge
Getting the Old Testament: What It Meant to Them, What It Means for Us
Reviewed by Robert Wallace

Robert R. Cargill
Qumran through (Real) Time: A Virtual Reconstruction of Qumran and the Dead Sea Scrolls
Reviewed by Eibert Tigchelaar

Frances Flannery, Colleen Shantz, and Rodney A. Werline, eds.
Experientia, Volume 1: Inquiry into Religious Experience in Early Judaism and Christianity
Reviewed by David Maas

Greg Schmidt Goering
Wisdom's Root Revealed: Ben Sira and the Election of Israel
Reviewed by Ibolya Balla

Joel B. Green, ed.
Methods for Luke
Reviewed by Stephan Witetschek

Bernd Janowski, Bernhard Greiner, and Hermann Lichtenberger, eds.
Opfere deinen Sohn! Das 'Isaak-Opfer' in Judentum, Christentum und Islam
Reviewed by Paul Sanders

Edith Lubetski and Meir Lubetski, eds.
The Book of Esther: A Classified Bibliography
Reviewed by Mayer I. Gruber

Nathan MacDonald
What Did the Ancient Israelites Eat? Diet in Biblical Times
Reviewed by Raz Kletter

Mark S. Smith and Wayne T. Pitard
The Ugaritic Baal Cycle: Volume 2: Introductioni with Text, Translation and Commentary of KTU/CAT 1.3-1.4
Reviewed by Frank H. Polak

Roger E. Van Harn and Brent A. Strawn
Psalms for Preaching and Worship: A Lectionary Commentary
Reviewed by Hallvard Hagelia

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Biblistas Mineiros publicam a Estudos Bíblicos 107

Recebi ontem o n. 107 da revista Estudos Bíblicos. É o terceiro número de 2010. Tem 108 páginas. E foi elaborada por nosso grupo dos Biblistas Mineiros. Há um artigo meu sobre Jeremias.

O título do número 107: Em qual lugar? Uma reflexão sobre os "lugares" na Bíblia.

O Editorial, assinado por Telmo José Amaral de Figueiredo, explica que lugar aqui é "compreendido como um produto da experiência humana, significando muito mais que o sentido geográfico de localização. Desse modo, lugar não se refere a objetos e atributos das localizações, mas a tipos de experiência e envolvimento com o mundo, à necessidade que o ser humano tem de possuir raízes e segurança, a situação a partir da qual ele se expressa, se comunica".

São 7 artigos e uma recensão:
:: Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa - Por uma hermenêutica dos tópoi bíblicos
:: Pascal Peuzé - Deus é lugar? Algumas reflexões a partir da Bíblia e da Tradição rabínica
:: Jaldemir Vitório - O lugar do profeta: a fuga não é solução. Uma leitura de 1Rs 19,1-21 - Elias no Horeb
:: Airton José da Silva - Superando obstáculos nas leituras de Jeremias
:: Cássio Murilo Dias da Silva - Universos virtuais bíblicos
:: Neuza Silveira de Souza; Maria de Lourdes Augusta - "O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça" (Lc 9,58): Lugar do encontro com Deus para o discípulo-missionário
:: José Luiz Gonzaga do Prado - Os lugares de Paulo: "Para todos eu me fiz de tudo" (1Cor 9,22)

:: Recensão do livro de MARGUERAT, Daniel (org.) Novo Testamento: história, escritura e teologia. São Paulo: Loyola, 2009, 654 p. - ISBN 9788515036271 - Por Johan Konings.

Resenha da Bíblia Almeida Século XXI

Ney Brasil Pereira, Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma e Professor no ITESC, Instituto Teológico de Santa Catarina, em Florianópolis, escreveu uma resenha da Bíblia Sagrada Almeida Século 21. São Paulo: Vida Nova, 2008.

Este resenha foi publicada na REB 70, fascículo 277, de janeiro de 2010, p. 238-244, e, mais recentemente, na Estudos Bíblicos n. 106, 2010/2, p. 85-92.

Para conferir a história, descrição, características, objetivos e colaboradores desta versão da Almeida, clique aqui na página da editora.

Após chamar a atenção para algumas características e novidades da Almeida Século 21, Ney Brasil se detém mais longamente nas introduções a cada livro da Bíblia, dizendo: "parece-me que aí está o calcanhar de Aquiles desta 'Almeida Século XXI'. Não pelo fato de elas não serem relevantes, mas pela opção tradicionalista, ou fundamentalista, que as caracteriza nas questões de crítica histórica e sob outros aspectos".

O resenhista sempre cita muitos exemplos daquilo que afirma. Como este: "Se desde o século XVII se questiona, por razões críticas, se Moisés é realmente o autor do Pentateuco, como é que se pode escrever, por exemplo, que 'é provável que Moisés tenha sido o autor do próprio livro do Gênesis' (p. 1)?". E Jonas? "Para o introdutor, o livro de Jonas é 'biográfico' (p. 915), não havendo a mínima alusão a um gênero literário diferente...".

Outro aspecto que Ney Brasil salienta de modo crítico é a opção por uma linguagem não inclusiva, o que, segundo ele, se torna problemático numa tradução atualizada: "Há muito tempo, mas ultimamente cada vez mais, interpelam-se, num auditório, 'senhoras e senhores', 'irmãs e irmãos', 'amigas e amigos'. E, pelo menos de uns vinte anos para cá, se fala sempre 'ser humano', ou um expressão equivalente, quando a mulher está incluída". Muitos exemplos ilustram o que foi dito...

Por outro lado, Ney Brasil vai dizer, mais para o final da resenha, que "a tradução atualizada é o 'carro forte' desta 'Almeida Século XXI'". Terminando com uma constatação e/ou desafio: "Outros leitores atentos deverão ter feito, ou ainda farão, as suas observações e sugestões de melhoria desta edição excepcional. A tradução atualizada e fiel da Bíblia continuará desafiando-nos, justificando assim esta e outras versões do texto sagrado".

domingo, 15 de agosto de 2010

Páginas mais visualizadas em julho de 2010

Segundo o Google Analytics, as 10 páginas da Ayrton's Biblical Page mais visualizadas durante o mês de julho de 2010 foram as seguintes:

1. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias
2. A História de Israel no debate atual
3. Grego Bíblico
4. História de Israel: Sumário
5. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías
6. Ler a Bíblia no Brasil hoje
7. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - A sociologia compreensiva
8. Noções de Hebraico Bíblico
9. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - Durkheim propõe uma teoria do fato social
10. Artigos: Sumário

Posts mais visualizados em julho de 2010

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante o mês de julho de 2010 foram os seguintes:

1. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
2. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
3. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
4. Livros para download em Servicios Koinonia
5. O livro de Isaías representa a pregação de um único profeta ou será uma coletânea de ditos proféticos de várias épocas?
6. Ouvir, Ler e Escrever: o curso de Língua Hebraica Bíblica
7. Bíblias em hebraico e grego, em Unicode, para download e leitura online
8. Novidades para blogs: widgets e gadgets I
9. Programas gratuitos ou não para estudos bíblicos
10. Bibliografia sobre Isaías

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

De 12 a 22 de agosto de 2010.

Siga a Bienal do Livro de São Paulo no Twitter.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

IV Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica

Tema: Bíblia, mito e história: considerações sobre literatura, método e transdisciplinariedade

Prezado/a biblista,

Por meio dessa circular iniciamos nossa comunicação mais imediata em vistas à realização do IV Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica, promovido pela ABIB - Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica - e a se realizar entre os dias 13 e 15 de setembro de 2010, nas dependências da Faculdade de Teologia da UMESP -Universidade Metodista de São Paulo -, em Rudge Ramos, São Bernardo do Campo - SP.


Seguem abaixo algumas comunicações a respeito da organização e da participação no evento:

a) Estão confirmadas as participações, como conferencistas e como expositores de mini-cursos, da professora Dra. Athalya Brenner, da Universidade de Tel Aviv, estudiosa do Israel no período bíblico, particularmente de questões associadas à hermenêutica feminista da Bíblia Hebraica (com vários livros publicados, inclusive em português); e do professor Dr. Leif Vaage, da Universidade de Toronto, conhecido por seus trabalhos sobre os evangelhos, Paulo, e especialmente sobre as aproximações entre o "Evangelho Q" e a filosofia cínica (com vários artigos publicados na RIBLA - Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana). Ambos abordarão o tema geral do Congresso, o que deverá ocorrer também com as demais conferências, cujos responsáveis estão praticamente confirmados; numa próxima circular indicaremos seus nomes

b) Como no Congresso de 2008, teremos, além das conferências magnas, nas manhãs e nas tardes de cada dia do evento, a possibilidade de oferta de mini-cursos e/ou comunicações coordenadas, num total de 15 (quinze), e de comunicações acadêmicas livres. Por isso, convidamos insistentemente a grupos de pesquisa, docentes e demais participantes a enviarem suas propostas de comunicações (indicando em que modalidade ela se insere). Isso fará a riqueza de nosso congresso

c) Inscrição:
. até 31/08/2010: R$ 40,00 para sócios da ABIB em dia com suas anuidades, e R$ 90,00 para não-sócios
. até o dia do congresso: R$ 50,00 para sócios da ABIB em dia com suas anuidades, e R$ 100,00 para não-sócios
. certificado para participação por dia: R$ 20,00
. estudantes pagam a metade dos valores acima estipulados

A ficha de inscrição, deve ser preenchida e enviada para o endereço comunicacoes.abib@hotmail.com

Já os depósitos devem ser feitos no Banco do Brasil: Ag 1200-9 C/C: 20012-3, e o comprovante correspondente deve ser remetido para pauloproenca@bol.com.br - endereço de nosso tesoureiro Paulo Sérgio de Proença.

Solicitamos encarecidamente que procurem adiantar suas inscrições e comunicação conosco. Isso facilitará enormemente o trabalho da comissão encarregada da organização do evento

d) as propostas de comunicações livres podem ser remetidas até 15/08, sempre no endereço: comunicacoes.abib@hotmail.com. Pede-se o título e ementa da proposta

e) Para informações gerais a respeito do Congresso, entre em contato com o Prof. Paulo Roberto Garcia, membro da Diretoria da ABIB e coordenador do Curso de Teologia da UMESP (portanto, nosso anfitrião!), no endereço: paulo.garcia@metodista.br

Visite o site da ABIB para mais informações e para preencheer a ficha de inscrição.

Pedro Lima Vasconcellos, Presidente da Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica – ABIB

Segunda-feira, 9 de agosto de 2010 - 11h40

Leia Mais:
Segundo Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica será realizado em Goiânia em setembro

Simpósio da ABIB sobre Bíblia e Ciências Humanas
III Congresso Brasileiro de Pesquisa Bíblica

Jesus e o Reino no Evangelho de Marcos

Recebi de Ana Maria Casarotti, da Unisinos, um e-mail que diz:

No dia 16 de agosto terá início o curso Jesus e o Reino no Evangelho de Marcos que será realizado na modalidade de Educação à Distância (EAD).

A ação é fruto de uma parceria entre o Instituto Humanitas Unisinos - IHU, Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores - CEPAT e Centro Burnier Fé e Justiça.

O objetivo geral é oportunizar aos participantes um estudo, reflexão e conhecimento do evangelho de Marcos e suas repercussões hoje.

:: Público-alvo: professores (as), agentes de pastoral, estudantes universitarios (as) e comunidade em geral.

:: Local: Plataforma moodle - Unisinos - EAD

:: Horário: livre

:: Carga horária: 35 horas

:: Realização: de 16/08/2010 a 28/11/2010

:: Investimento: R$ 25,00

:: Certificado: será fornecido certificado a todos que estiverem devidamente inscritos no evento com, no mínimo, 75% de frequência, e comprovada a sua presença no Moodle.

:: Inscrições: no site

Confira mais detalhes da programação na seção de Eventos do IHU, clicando aqui.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Congresso Continental de Teologia em 2012

O Instituto Humanitas Unisinos - IHU está publicando o projeto e a convocação do Congresso Continental de Teologia, a ser realizado, neste Instituto da Unisinos, nos dias 8 a 11 de outubro de 2012.

Leia o texto elaborado pela Comissão Organizadora:

Congresso Continental de Teologia. Projeto e convocação - 50 anos do Vaticano II e 40 anos da Teologia Latino-americana.

Este texto foi publicado nas Notícias do Dia de 07/07/2010 e também na edição 337 da revista IHU On-Line, de 02/08/2010 e pode ser lido, por exemplo, na edição em pdf, nas p. 37-39. Gosto da versão em pdf da revista porque traz notas de rodapé, enriquecendo o texto.

São 6 itens:
1. Justificativa
O ano de 2012 será um ano muito significativo para a Igreja na América Latina e no Caribe: são os 50 anos da abertura do Concílio Vaticano II, realizada pelo papa João XXIII, e os 40 anos da publicação do livro de Gustavo Gutiérrez – Teologia da Libertação. Perspectivas...

2. Objetivos
Reunir, em Congresso Continental precedido por Jornadas Teológicas Regionais, a comunidade teológica do Continente em torno do Vaticano II e da teologia latino-americana, para discernir os novos desafios de uma época marcada por profundas transformações e as consequentes tarefas para uma teologia como serviço à Igreja e à humanidade, em um mundo pluralista e globalizado....

3. Estratégia: Jornadas Teológicas Regionais em 2011
Para mobilizar a comunidade teológica, em vista do Congresso, serão realizadas Jornadas Teológicas prévias, em 2011, em quatro regiões do Continente, em torno dos mesmos objetivos do Congresso Continental de 2012...

4. O Congresso Continental em 2012
Para que seja representativo do Continente e mobilize a comunidade teológica, coloca-se como meta, garantir a participação de, pelo menos, cinco teólogos por país...

5. Metodologia
Os objetivos do Congresso exigem uma metodologia que combine diferentes dinâmicas: exposições, testemunho de personagens históricos, painéis, oficinas, comunicações científicas, assim como tele-fóruns, celebrações, momentos culturais e festivos, exposições de materiais e bibliografias...

6. Organização
O evento – o Congresso Continental de Teologia e as Jornadas Teológicas Regionais – tem o suporte organizativo de quatro organismos:
. A Comissão Organizadora do Congresso Continental
. As Comissões Organizadoras das Jornadas Teológicas Regionais
. Comissão Local do Congresso Continental
. Instituições de Apoio

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Páginas mais visualizadas: 25-31/07/2010

Segundo o Google Analytics, as 10 páginas da Ayrton's Biblical Page mais visualizadas durante a semana de 25 a 31 de julho de 2010 foram as seguintes:

1. A História de Israel no debate atual
2. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias
3. História de Israel: Sumário
4. Grego Bíblico
5. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías
6. Ler a Bíblia no Brasil hoje
7. Noções de Hebraico Bíblico
8. Artigos: Sumário
9. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - O positivismo de Comte e Durkheim e a crítica marxista
10. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - A sociologia compreensiva

Compare com a semana anterior.

Posts mais visualizados: 25-31/07/2010

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante a semana de 25 a 31 de julho de 2010 foram os seguintes:

1. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
2. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
3. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
4. Novidades para blogs: widgets e gadgets I
5. Livros para download em Servicios Koinonia
6. Ouvir, Ler e Escrever: o curso de Língua Hebraica Bíblica
7. Bíblias em hebraico e grego, em Unicode, para download e leitura online
8. O livro de Isaías representa a pregação de um único profeta ou será uma coletânea de ditos proféticos de várias épocas?
9. BibleMap: Atlas Biblico criado com o Google Maps
10. Bibliografia sobre Isaías

Compare com a semana anterior.

Estudar a Bíblia em textos online e/ou impressos?

Está em andamento na biblioblogosfera uma boa discussão sobre o uso de textos impressos usados pela academia nos estudos bíblicos e as fascinantes possibilidades oferecidas pelo crescente número de textos online.

Acompanhe o debate a partir do NT Blog de Mark Goodacre, observando o marcador textbooks.

E, através dos links por ele citados, como, por exemplo, aqui e aqui, visite os vários biblioblogs que estão tratando do assunto.

domingo, 1 de agosto de 2010

Biblical Studies Carnival - Julho de 2010

The July, 2010 Biblical Studies Blog Carnival

Seleção de algumas postagens em inglês, consideradas as melhores de julho de 2010.

Trabalho feito por Jim West, em seu blog Zwinglius Redivivus.

Biblioblog Top 50 - Julho de 2010

Esta é a lista dos 50 biblioblogs mais frequentados no mês de julho de 2010:

BiblioBlog Rankings July 2010

Publicada por Jeremy Thompson em Free Old Testament Audio Website Blog.

Posição do Observatório Bíblico:
. junho: 41
. julho: ficou além dos 50. Pela primeira vez.

Einstein e a religião

Opiniões e discussões sobre as crenças religiosas de Albert Einstein sempre reaparecem na imprensa. Tudo o que se refere a Einstein nos fascina.

Mais um texto, que li hoje: Albert Einstein's Faith: Was the Great Physicist Spiritual? [A fé de Albert Einstein: o grande físico era religioso?] de Krista Tippett. Publicado no conhecido site The Huffington Post em 23/07/2010.

Traduzido e reproduzido por Notícias: IHU On-Line - 01/08/2010: A fé de Albert Einstein: o grande físico também era espiritual?


Duas observações sobre a tradução, para evitar descaminhos na compreensão:

Onde se lê "Mas era fascinado com a ingenuidade dessas leis e manifestou admiração com o próprio fato de sua existência", leia-se "engenhosidade", pois o original inglês diz: "But he was fascinated with the ingenuity of those laws and expressed awe at the very fact of their existence"... "Ingenuity" quer dizer "the quality of being cleverly inventive or resourceful; inventiveness" (Webster).

E eu traduziria também, no título, spiritual por religioso, resultando: A fé de Albert Einstein: o grande físico era religioso? O significado do artigo ficaria, assim, mais claro...

E, no meu entender, no texto ainda permanece a confusão entre Fé e Religião, que são conceitos distintos...

Leia Mais:
Einstein: Sua Vida, Seu Universo
Acredito no Deus de Spinoza: Einstein
Alguns links para páginas sobre Einstein