sábado, 31 de julho de 2010

Resenhas na RBL: 21.07.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Paul Barnett
Finding the Historical Christ: After Jesus, Volume 3
Reviewed by Matthew Recla

David W. Chapman
Ancient Jewish and Christian Perceptions of Crucifixion
Reviewed by John T. Carroll

Gordon D. Fee
The First and Second Letters to the Thessalonians
Reviewed by James W. Aageson

Edna Johnson
A Semantic and Structural Analysis of Ephesians
Reviewed by Timothy Gombis

Brigitte Kahl
Galatians Re-imagined: Reading with the Eyes of the Vanquished
Reviewed by Vernon K. Robbins

Gwynn Kessler
Conceiving Israel: The Fetus in Rabbinic Narratives
Reviewed by Catherine Hezser

Markus McDowell
Prayers of Jewish Women: Studies of Patterns of Prayer in the Second Temple Period
Reviewed by Rodney A. Werline

Ludwig Morenz and Stefan Schorch, eds.
Was ist ein Text? Alttestamentliche, ägyptologische und altorientalistische Perspektiven
Reviewed by Wido van Peursen

Antonio Negri
The Labor of Job: The Biblical Text as a Parable of Human Labor
Reviewed by Norman C. Habel

Ron E. Tappy and P. Kyle McCarter Jr., eds.
Literate Culture and Tenth-Century Canaan: The Tel Zayit Abecedary in Context
Reviewed by Ian Young

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Monopólio do conhecimento?

Historiador americano teme que Google crie monopólio do conhecimento, leia trecho
Na obra "A Questão dos Livros" (Companhia das Letras, 2010), o historiador Robert Darnton denuncia o risco de concentração de conhecimento nas mãos de uma única empresa. O intelectual, diretor da biblioteca da Universidade de Harvard (um dos maiores acervos do mundo), se refere mais especificamente ao Google, que atualmente negocia a digitalização das bibliotecas dos principais centros universitários dos EUA. A intenção da megacorporação é escanear as coleções e torná-las acessíveis na rede mediante assinaturas pagas. Darnton falará do tema, com Peter Burke, de "Uma História Social do Conhecimento" (Zahar), e John Makinson na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), nos dias 5 e 6 de agosto, nas mesas "O livro: capítulo 1" e "O livro: capítulo 2". "A Questão dos Livros" ainda traça um panorama da história das publicações impressas e arrisca previsões sobre qual destino terão com a digitalização. Com um texto simples e acessível, Darnton levanta debates essenciais sobre o futuro do conhecimento em nossa sociedade, questão que envolve desde o acesso livre à obras raras e fora de catálogo, até as grandes polêmicas com direitos autorais.

Fonte: Folha.com: 31/07/2010 - 11h29

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Páginas mais visualizadas: 18-24/07/2010

Segundo o Google Analytics, as 10 páginas da Ayrton's Biblical Page mais visualizadas durante a semana de 18 a 24 de julho de 2010, foram as seguintes:

1. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias
2. História de Israel: Sumário
3. A História de Israel no debate atual
4. Grego Bíblico
5. Ler a Bíblia no Brasil hoje
6. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías
7. Noções de Hebraico Bíblico
8. Artigos: Sumário
9. Flávio Josefo, homem singular em uma sociedade plural
10. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - A sociologia compreensiva

Compare com a semana anterior.

Posts mais visualizados: 18-24/07/2010

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante a semana de 18 a 24 de julho de 2010 foram os seguintes:

1. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
2. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
3. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
4. O livro de Isaías representa a pregação de um único profeta ou será uma coletânea de ditos proféticos de várias épocas?
5. Ouvir, Ler e Escrever: o curso de Língua Hebraica Bíblica
6. Livros para download em Servicios Koinonia
7. Gn 1-11 na Vida Pastoral
8. Como bloquear janelas pop-up de publicidade
9. Um novo dicionário de Teologia Bíblica
10. Novidades para blogs: widgets e gadgets I

Compare com a semana anterior.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Curso de Iniciação Bíblica: Campinas, 2010-2011

Os professores Cássio Murilo Dias da Silva – Doutor em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma - e Rita de Cácia Ló – Mestra em Teologia Bíblica pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da PUC–SP, e em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Bernardo do Campo - estarão ministrando um Curso de Iniciação Bíblica em Campinas, SP, de agosto a novembro de 2010 e de março a junho de 2011. O curso é voltado para os Agentes de Pastoral que concluíram o Curso de Teologia Pastoral para Leigos, na Escola Teológico-Pastoral “Imaculada Conceição”, e nas Foranias.

Objetivo
Oferecer subsídios para descobrir que a Bíblia é bem mais que um livro de oração e de bons conselhos. Por meio de abordagens históricas, literárias e teológicas, os participantes aprenderão a fazer uma leitura articulada do texto bíblico, com proveito para sua vida espiritual, para o estudo e para a prática pastoral.

Programação
. Início das aulas: 07 de agosto de 2010
. Dias e horários: aos sábados das 08h30 às 12h00, com intervalo de 15 minutos - São 4 horas/aula por semana
. Local: Prédio Central da PUC-Campinas

Inscrição
Enviar preenchida a ficha de inscrição, até o dia 20 de julho, para cacialo@yahoo.com.br
Mensalidade: R$ 50,00 (cinquenta reais), durante o período de agosto a novembro

Conteúdo programático
. Introdução Geral: apresentar noções básicas e gerais para o estudo da Sagrada Escritura: revelação e inspiração; organização dos livros bíblicos; questões referentes a traduções e manuscritos; primeiros passos referentes a noções literárias para a leitura do texto
. Introdução ao Antigo Testamento - história, literatura e teologia: apresentar dados e problemáticas referentes aos períodos históricos do tempo do Antigo Testamento: formação do povo de Israel; período tribal; monarquia; exílios; período persa; período helenista; intertestamento. Estudar questões literárias e teológicas dos vários blocos de livros do Antigo Testamento: Pentateuco, Obra Deuteronomista, Literatura Profética, Literatura Sapiencial, Salmos, Outros Escritos.
. Introdução ao Novo Testamento - história, literatura e teologia: apresentar dados e problemáticas referentes aos períodos históricos do Novo Testamento: Palestina no tempo de Jesus, Império Romano e Igreja Primitiva. Estudar questões literárias e teológicas dos vários blocos de livros do Novo Testamento: Evangelhos, Atos, Epístolas, Apocalíptica e Apocalipse.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A TdL e a Teologia do Pluralismo Religioso

Libertação e diálogo dá tema à tese vencedora do Prêmio Soter-Paulinas

"O anúncio das 13 teses finalistas do Prêmio Soter-Paulinas de teses doutorais (veja abaixo) movimentou a noite de quarta-feira, véspera do encerramento do 23º Congresso Internacional da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter), que reuniu teólogos e cientistas da religião para discutir o tema Religiões e Paz Mundial, de desde o dia 12 de julho, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

As 13 teses concorrentes enviadas pelas Faculdades de Teologia e Programas de Pós-Graduação em Teologia e Ciências da Religião brasileiros foram apresentadas pelos professores doutores Afonso Maria Ligório Soares, presidente da Soter, Vera Bombonatto, das Edições Paulinas, Ronaldo Cavalcante, da Universidade Mackenzie, e Flávio Senra, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

A mesa informou que os avaliadores escolheram, a partir de critérios que atestam sua qualidade de pesquisa. Após o anúncio das teses concorrentes, foi informada como vencedora a tese Libertação e diálogo: a articulação entre a Teologia da Libertação e a Teologia do Pluralismo Religioso em Leonardo Boff, de Paulo Agostinho Nogueira Batista, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), orientada pelo professor Faustino Luís Couto Teixeira..."

Leia o texto completo.

Fonte: O texto é de Antonio Carlos Ribeiro e foi publicado pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC) em 16 de julho de 2010. Disponível também em Notícias: IHU On-Line - 17/07/2010.

Não se pode sucumbir à twitterização da literatura

''Slow Reading'': rebelar-se contra o Twitter e ler com lentidão

Depois do Slow Food, do Slow Travel e da Slow Life, chegou o momento do Slow Reading. Tendo partido do outro lado do oceano e aportado na Inglaterra e no resto da Europa, o movimento composto por acadêmicos, escritores, críticos literários, livreiros e naturalmente leitores – já que é disso que essencialmente se trata – está buscando promover uma revolução na nossa relação com os livros e, em geral, com todo texto escrito: ler com lentidão, em um mundo que nos leva a ler sempre mais rapidamente. Um slogan que significa ler volumes pesados, rebelando-se contra a tendência de publicar livros sempre mais breves e artigos sempre mais curtos nos jornais ou nos sites da Internet. A palavra de ordem é aprofundar, sem temores, em centenas, milhares de páginas, em vez de se limitar a ler por cima e a escanear. Se o elogio da lentidão vale para a boa mesa e para as férias, por que também não deveria ter sentido para a mente?, questionam-se os promotores da campanha. Você ainda está lendo? Provavelmente, já se cansou, segundo algumas recentes pesquisas estatísticas: um estudo do Poynter Institute's Eyetrack e outro da Nielsen afirmam que muitos de nós perderam a concentração necessária para ler um texto até o fim. Culpa da Internet, segundo Nicholas Carr, autor de "The shallow"* (O raso), no qual defende que o hábito de ler online e de ser continuamente interrompidos por e-mails, SMS e outras formas de comunicação digital, está danificando as faculdades mentais necessárias para absorver informações volumosas e complexas. Estudos científicos confirmam que a "attention span" [= capacidade de concentração], a capacidade de permanecer concentrados em uma única questão, está em diminuição constante, especialmente entre os mais jovens. Enquanto isso, até a literatura é oferecida no Twitter, com Shakespeare, a Odisseia e Jane Austen sintetizados em 140 caracteres. Os seguidores do Slow Reading propõem, como primeira coisa, que se desliguem computadores e celulares, pelo menos quando se pega um livro (ou, no limite, o iPad) nas mãos. "Se você quiser entender o que um texto diz verdadeiramente, se quiser interiorizá-lo, se quiser sentir dentro de você a voz do escritor, deve lê-lo lentamente", afirma John Miedena, autor de "Slow reading", o livro que contribuiu para lançar o movimento. "Não se pode sucumbir à 'twitterização' da literatura, ao 'curto é bonito' a todo o custo"...

* Nota minha: shallow significa raso, pouco profundo, daí, poder ser entendido como superficial, frívolo...

Leia o texto completo. Lentamente... A reportagem é do jornal italiano La Repubblica, de 16/07/2010

Fonte: Notícias: IHU On-Line - 17/07/2010


Ribellarsi a Twitter e leggere con lentezza
Dopo lo Slow Food, lo Slow Travel e la Slow Life, è arrivato il momento dello Slow Reading. Partito da oltreoceano, quindi approdato in Inghilterra e nel resto d' Europa, un movimento composto da accademici, scrittori, critici letterari, librai e naturalmente lettori, poiché di questo essenzialmente si tratta, sta cercando di promuovere una rivoluzione nel nostro rapporto con i libri e in generale con ogni testo scritto: leggere con lentezza, in un mondo che ci spinge a leggere sempre più in fretta. Uno slogan che significa leggere volumi ponderosi, ribellandosi alla tendenza a pubblicare libri sempre più brevi e articoli sempre più corti su giornali o siti internet. La parola d' ordine è sprofondare senza timore tra centinaia, migliaia di pagine, anziché limitarsi a spulciare e scannerizzare. Se l' elogio della lentezza vale per la buona tavola e per le vacanze, perché non dovrebbe avere senso anche per la mente, si chiedono i propositori della campagna. State ancora leggendo? Probabile vi siate già stancati, secondo un paio di recenti indagini statistiche: uno studio del Poynter Institute' s Eyetrack e uno della Nielsen affermano che molti di noi hanno perso la concentrazione necessaria a leggere un testo fino in fondo. Colpa di internet, secondo Nicholas Carr, autore di The shallow (Il bassofondo), in cui sostiene che l' abitudine a leggere online, e a venire continuamente interrotti da email, sms ed altre forme di comunicazione digitale, sta danneggiando le facoltà mentali necessarie ad assorbire informazioni voluminose e complesse. Studi scientifici confermano che l' attention span, la capacità di rimanere concentrati su una singola questione, è in diminuzione costante, specie trai più giovani. Nel frattempo perfino la letteratura viene data in pasto a Twitter, con Shakespeare, l' Odissea e Jane Austen sintetizzati in 140 battute. I seguaci dello Slow Reading propongono per prima cosa di spegnere computer e telefonino, almeno quando si prende in mano un libro (o al limite l' iPad). «Se vuoi capire cosa dice veramente un testo, se vuoi interiorizzarlo, se vuoi sentire dentro di te la voce dello scrittore, devi leggerlo lentamente», afferma John Miedena, autore di Slow reading, il libro che ha contribuitoa lanciare il movimento. «Non si può soccombere alla Twitterizzazione della letteratura, al "breve è bello" ad ogni costo»...

Fonte: Enrico Franceschini - La Repubblica: 16 luglio 2010

Páginas mais visualizadas: 11-17/07/2010

Segundo o Google Analytics, as 10 páginas da Ayrton's Biblical Page mais visualizadas durante a semana de 11 a 17 de julho de 2010, foram as seguintes:

1. A História de Israel no debate atual
2. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias
3. Grego Bíblico
4. História de Israel: Sumário
5. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías
6. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - A sociologia compreensiva
7. Ler a Bíblia no Brasil hoje
8. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - Durkheim propõe uma teoria do fato social
9. Noções de Hebraico Bíblico
10. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - O positivismo de Comte e Durkheim e a crítica marxista

Compare com a semana anterior.

Posts mais visualizados: 11-17/07/2010

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante a semana de 11 a 17 de julho de 2010 foram os seguintes:

1. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
2. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
3. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
4. Livros para download em Servicios Koinonia
5. Usando Aplicativos Portáteis - Portable Apps
6. Bíblias em hebraico e grego, em Unicode, para download e leitura online
7. O livro de Isaías representa a pregação de um único profeta ou será uma coletânea de ditos proféticos de várias épocas?
8. Bibliografia sobre Isaías
9. O Sepulcro Esquecido de Jesus: o filme
10. Texto grego do Novo Testamento e da Setenta em PDF

Compare com a semana anterior.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Resenhas na RBL: 14.07.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Willis Barnstone
The Restored New Testament: A New Translation with Commentary, Including the Gnostic Gospels Thomas, Mary, and Judas
Reviewed by Sean Kealy

James G. Crossley
Jesus in an Age of Terror: Scholarly Projects for a New American Century
Reviewed by William Arnal

Marc H. Ellis
Reading the Torah Out Loud: A Journey of Lament and Hope
Reviewed by J. Dwayne Howell

Richard A. Horsley
Wisdom and Spiritual Transcendence at Corinth: Studies in First Corinthians
Reviewed by L. L. Welborn

Brian Murdoch
The Apocryphal Adam and Eve in Medieval Europe: Vernacular Translations and Adaptations of the Vita Adae et Evae
Reviewed by Jeffrey Morrow

Jerome H. Neyrey
The Gospel of John in Cultural and Rhetorical Perspective
Reviewed by Steven Hunt

Simone Paganini
"Nicht darfst du zu diesen Wörtern etwas hinzufügen": Die Rezeption des Deuteronomiums in der Tempelrolle: Sprache, Autoren und Hermeneutik
Reviewed by Matthias Weigold

Seth L. Sanders
The Invention of Hebrew
Reviewed by Ziva Shavitsky

David P. Wright
Inventing God's Law: How the Covenant Code of the Bible Used and Revised the Laws of Hammurabi
Reviewed by Joel S. Baden

Saul Zalewski
"Now Rise Up, O Lord, and Go to Your Resting-Place": A Literary Study of the Ark Narative [sic] in the Book of Chronicals [sic] [Hebrew]
Reviewed by Amos Frisch

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Pluralismo Religioso: irrevogável e irredutível

Cristianismo: religião de referência ou uma entre as demais?

A mesa de debates Teologia Pluralista e Teologia da Revelação reuniu o teólogo Andrés Torres Queiruga, da Universidade de Santiago de Compostela, Espanha, o teólogo Faustino Teixeira, da Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil, e o teólogo José Maria Vigil, da Associação Ecumênica de Teólogos/Teólogas do Terceiro Mundo (ASETT/EATWOT), de El Salvador. O debate aconteceu no 23º Congresso da SOTER, que terminou ontem em Belo Horizonte.

O texto é de Antonio Carlos Ribeiro e foi publicado pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC) em 15 de julho de 2010. Disponível também em Notícias: IHU On-Line: 16/07/2010.

Andrés Torres Queiruga desenvolveu a noção de pluralismo assimétrico que, mesmo sendo uma abstração, pode ser utilizada em relação ao outras religiões, mas sem se afastar do específico do Cristo para a tradição cristã. Admite que existem muitos pluralismos, mas há alguns com os quais ele tem dificuldades, como o dos ateus, embora respeite o discurso e se disponha a dialogar, mesmo sendo distinto do cristão. Por outro lado, não tem dificuldade de estabelecer contato com teólogos católicos e protestantes, desde que seja possível dialogar e crescer (...) Faustino Teixeira aprofundou a noção do pluralismo religioso, chamando-o de irrevogável e irredutível, e não sendo visto mais como estrutural e passageiro, mas reivindicando legitimidade e permanência (...) José Maria Vigil chamou os teólogos a olharem para o futuro, observando que mesmo a Teologia da Libertação clássica foi inclusivista. No entanto, “não podemos dizer que o que foi dito no passado possa ser dito do mesmo modo hoje”. Até porque naquela época nem sabíamos que hoje estaríamos debatendo os limites do exclusivismo sobre o diálogo inter-religioso. Assim, apoiou integralmente a visão de Faustino Teixeira.

Leia o texto completo.

Leia Mais:
A Teologia do Pluralismo Religioso e seus desafios
O pluralismo religioso é a democratização do campo religioso

Um novo dicionário de Teologia Bíblica

Cássio Murilo Dias da Silva acaba de me comunicar que está traduzindo um novo dicionário de teologia bíblica, recentemente lançado na Itália sob os cuidados dos biblistas Romano Penna, Giacomo Perego e Gianfranco Ravasi.

PENNA, R.; PEREGO, G.; RAVASI, G. (eds.) Temi teologici della Bibbia. Cinisello Balsamo (MI): San Paolo, 2010, 1614 p. - ISBN 9788821564802.

Na página da editora italiana, leio:
Un’edizione completamente nuova – con 224 voci e 160 Autori – che tiene conto dei più recenti studi e dà spazio ai temi e alle grandi sezioni della Scrittura, accostata in chiave teologica. L'opera si segnala per il taglio internazionale dei suoi collaboratori. Sono infatti coinvolti, oltre ai numerosi italiani, anche Autori tedeschi, inglesi, francesi, portoghesi e spagnoli. In più, per la composizione del presente Dizionario sono stati valorizzati i suggerimenti emersi dalle diverse recensioni e lettere giunte in redazione in seguito alla pubblicazione del precedente Dizionario di teologia biblica; oltre a ciò si è tenuto conto dell’impostazione adottata in altri Dizionari biblico-teologici pubblicati negli ultimi anni.

Ou seja: são 224 verbetes escritos por 160 autores de diversas nacionalidades. Além dos italianos, há alemães, ingleses, franceses, portugueses, espanhóis e brasileiros.

Cada artigo, atento às novidades histórico-culturais e ao mundo extrabíblico, é precedido por um breve sumário e completado por uma bibliografia atualizada.

O dicionário "Temas teológicos da Bíblia" será publicado, no Brasil, pela Loyola, em parceria com a Paulus.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Home Page de Israel Finkelstein

Descobri ontem o endereço da página de Israel Finkelstein.

No biblioblog Exploring Our Matrix, de James F. McGrath.

Faça uma visita à página do mais importante arqueólogo da Palestina na atualidade. Vale a pena. Há vários textos disponíveis online.


Leia Mais:
Israel Finkelstein no Observatório Bíblico e na Ayrton's Biblical Page
Israel Finkelstein na Biblioblogosfera
Israel Finkelstein - Universidade de Tel Aviv, Israel

A Serra da Piedade, em Minas Gerais

Santuário Nossa Senhora da Piedade é eleito uma das mais belas paisagens de Minas Gerais

"As belezas e riquezas naturais, além do patrimônio histórico, arquitetônico e paisagístico do Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade, em Minas Gerais, foram mais uma vez reconhecidos. Em uma eleição no estado, o Santuário foi escolhido um dos cinco mais bonitos pelos leitores do Jornal Estado de Minas, que promove o Concurso Paisagens Mineiras.

Os leitores escolhem e votam na imagem que eles consideram a mais representativa do patrimônio natural e arquitetônico de Minas Gerais [no site do Concurso Paisagens Mineiras].

A escolha do Santuário chega em momento especial: as celebrações dos 50 anos de consagração de Nossa Senhora da Piedade como padroeira de Minas Gerais que serão festejados durante a Semana Jubilar Missionária do dia 24 de julho a 1º de agosto. É justamente o Santuário que guarda a Santíssima Mãe – Nossa Senhora da Piedade, padroeira de Minas Gerais.

O Santuário Estadual Nossa Senhora da Piedade está localizado a 48 km da capital mineira e a 16 km do município de Caeté, no alto da montanha, a 1746 metros acima do nível do mar. Além de ser um local convidativo à reflexão, à oração e ao encontro com Deus, o Santuário é uma atrativa opção para quem procura um momento de relaxamento e contato com a natureza.

Em 1956, o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Santuário de Nossa Senhora da Piedade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), através do Processo de nº 526-T-55; Inscrição nº316, Livro Histórico, folha 53; Inscrição nº 16, Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, folha 04, de 26 de setembro de 1956.

Dois fatos importantes marcaram o ano de 2004: O governador do estado sancionou a Lei nº 15.178/04, em 16 de junho, que define os limites de conservação da Serra da Piedade, considerada Área de Proteção Ambiental, em cumprimento do disposto no & 1º. do Art. 84 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do estado de Minas Gerais. E o tombamento Municipal do Conjunto Cultural, Arquitetônico, Paisagístico e Natural da Serra da Piedade - Decreto no.2.067/04, de 20 de dezembro de 2004.

Do alto do Santuário, em dias claros, é possível ter uma das mais belas vistas das montanhas de Minas. Em dias mais frios e nublados, o espetáculo é ainda mais bonito. Do topo da Serra da Piedade descortina-se uma deslumbrante paisagem do verde das matas subindo e descendo montanhas, de onde avista-se também cinco cidades: Belo Horizonte, Caeté, Lagoa Santa, Raposos e Sabará.

O papa João XXIII proclamou Nossa Senhora da Piedade Padroeira do Estado de Minas Gerais, em 1958".

Fonte: CNBB: 12/07/2010 - 09h58

Leia Mais:
Serra da Piedade em Caeté - Fotos
As Minas Gerais
Observatório Astronômico Frei Rosário - Serra da Piedade - Caeté

Cipolini é nomeado bispo de Amparo

Pedro Carlos Cipolini, professor da Faculdade de Teologia da PUC-Campinas, meu ex-colega, foi nomeado hoje bispo de Amparo, SP.

Parabéns, Cipolini.

Leia a notícia na página da CNBB.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Páginas mais visualizadas: 04 -11/07/2010

Segundo o Google Analytics, as 10 páginas da Ayrton's Biblical Page mais visualizadas durante a semana [de domingo, 4 de julho, a domingo, 11 de julho de 2010] foram as seguintes:

1. A História de Israel no debate atual
2. Ayrton's Biblical Page - Home
3. Grego Bíblico
4. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias
5. História de Israel: Sumário
6. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - Durkheim propõe uma teoria do fato social
7. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - A sociologia compreensiva
8. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento - O positivismo de Comte e Durkheim e a crítica marxista
9. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías
10. Artigos: Sumário

Posts mais visualizados: 04 -11/07/2010

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante a semana [de domingo, 4 de julho, a domingo, 11 de julho de 2010] foram os seguintes:

1. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
2. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
3. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
4. Bíblias em hebraico e grego, em Unicode, para download e leitura online
5. Livros para download em Servicios Koinonia
6. O livro de Isaías representa a pregação de um único profeta ou será uma coletânea de ditos proféticos de várias épocas?
7. Novidades para blogs: widgets e gadgets I
8. Texto grego do Novo Testamento e da Setenta em PDF
9. Usando Aplicativos Portáteis - Portable Apps
10. O estudo do livro do Eclesiastes é o desafio para o Mês da Bíblia de 2006

Descoberta, no Egito, a capital dos hicsos: Avaris

A notícia nem é tão recente assim, é do fim de junho. Mas fica o registro: a capital dos hicsos, Avaris, no Egito, do século XVII a.C., foi descoberta. Mapeada por radar, ainda está soterrada. Leia sobre a descoberta e veja fotos aqui, aqui, aqui e aqui.

Quem são os hicsos?Maneton (Mánethôs) é um sacerdote egípcio de Heliópolis, ligado à política dos Ptolomeus, especificamente à introdução do culto de Serápis no Egito. Os egípcios acreditam que o touro Ápis representa Osíris. A soma dos nomes Ápis e Osíris dá Osérapis, daí Serápis, para o qual se constroem os Serapeum. Mas Serápis é um deus que combina às suas características egípcias elementos tirados de deuses gregos como Zeus, Hades e Asclépios. Serápis é uma tentativa dos Ptolomeus de introdução de um deus comum a egípcios e gregos. Maneton escreve a Aegyptiaca, em grego, na qual faz uma descrição da história passada do Egito, tornando-se, inclusive, o primeiro autor egípcio a fazer isso. Aí ele fala dos judeus. E fala mal. Ele é o primeiro escritor antissemita de uma série de escritores egípcios helenizados. Seus textos sobre os judeus estão preservados no Contra Apionem de Flávio Josefo. Em Contra Apionem I, 73-91 Maneton fala da invasão do Egito pelos hicsos e aí dá a sua célebre etimologia de "hicsos" como "reis-pastores", aliás, equivocada. "Hicsos" significa "chefes de povos estrangeiros". Os hicsos, pensávamos até recentemente, constituíam um conjunto de povos asiáticos, liderados por hurritas, que teriam invadido a Palestina e o Egito. No Egito eles se estabeleceram na região do delta, na capital Aváris, e governaram o Egito durante cerca de 100 anos (1670-1570 a.C. - observo, entretanto que estas datas podem variar em algumas dezenas de anos conforme a cronologia usada), constituindo as XV e XVI dinastias. A arqueologia defende hoje que esta "invasão" parece ter sido muito mais uma ocupação cananeia gradual e pacífica do delta do que uma operação militar.

Mais sobre os hicsos? Veja aqui e aqui.

Caim, de Saramago, por Eduardo Hoornaert

Acabei de ler uma instigante resenha do romance Caim de Saramago.

Escrita por Eduardo Hoornaert, foi publicada pela REB 70, n. 278, abril de 2010 (na edição impressa, p. 515-516). Está disponível online.

Um trecho:
O que se pode dizer é que Saramago não tem a intenção de escandalizar seus (suas) leitores(as) com disparates levianos e incongruentes contra os textos bíblicos, mas pretende lutar contra uma apresentação banalizada da Bíblia, que tira o sentido do texto, mas que infelizmente constitui a leitura comum nos dias em que vivemos. A estranheza que esse romance provoca em nós mostra que a maioria de nós não costuma ler a Bíblia, mas apenas conhece uma apresentação da literatura bíblica feita durante séculos pelas igrejas, por meio de sermões e do catecismo e de literatura de divulgação bíblica. O(a) leitor(a) atento(a) descobrirá logo que Saramago não comenta textos bíblicos. O romance todo só tem uma citação (da Carta aos hebreus, 11,4) no pórtico de entrada. Pelo resto, Saramago não comenta a Bíblia; ele se refere o tempo todo ao que se pode chamar de apresentação catequética da Bíblia, ou seja, à “história sagrada”. Seu romance é uma crítica ácida e corrosiva da ”história sagrada” tal qual é intensamente difundida e universalmente conhecida, pois ela retira o conteúdo vivo das narrativas bíblicas e joga a carcaça morta ao povo, ou seja, um amontoado de histórias incompreensíveis e estranhas...

Termina assim:
O romance de Saramago pode criar desconforto em leitores(as) acostumados(as) à apresentação de um deus senhor todo-poderoso. Pois a apresentação da história bíblica feita pelo autor é de caráter militante. Por trás do tom de leveza e humor que perpassa o texto existe a ânsia de alguém que percebe que a humanidade se deixa enganar. O alvo do romance é a fé do rebanho que se recusa a pensar com liberdade. Saramago gostaria que o ser humano fosse mais consciente de suas potencialidades e se libertasse do domínio de representações que secularmente explicam as Sagradas Escrituras como lhes convém. Ele desconstroi a maneira em que as narrativas bíblicas são apresentadas ao povo e, para tanto, transforma Caim em herói da liberdade humana. Vale a pena ler Caim. É um livro que, além de proporcionar o prazer causado pelo domínio perfeito da língua portuguesa, ajuda a pensar.


Leia Mais:
Saramago e seu novo romance Caim
Morreu o escritor José Saramago (1922-2010)

Resenhas na RBL: 08.07.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Frederick William Danker
The Concise Greek-English Lexicon of the New Testament
Reviewed by Paul Elbert

Andreas Dettwiler and Daniel Marguerat, eds.
La source des paroles de Jésus (Q): Aux origines du christianisme
Reviewed by Daniel A. Smith

James R. Edwards
The Hebrew Gospel and the Development of the Synoptic Tradition
Reviewed by Timothy A. Friedrichsen

Patrick J. Hartin
Apollos: Paul's Partner or Rival?
Reviewed by Raymond F. Collins

Susannah Heschel
The Aryan Jesus: Christian Theologians and the Bible in Nazi Germany
Reviewed by Bernard M. Levinson and Tina Sherman

Edmée Kingsmill
The Song of Songs and the Eros of God: A Study in Biblical Intertextuality
Reviewed by Ellen F. Davis

Elizabeth Struthers Malbon
Mark's Jesus: Characterization as Narrative Christology
Reviewed by M. Eugene Boring

Samuel M. Ngewa
1 and 2 Timothy and Titus
Reviewed by Teresa Okure

Karl-Wilhelm Niebuhr and Robert W. Wall, eds.
The Catholic Epistles and Apostolic Tradition
Reviewed by John H. Elliott

Kirsten Nielsen, ed.
Receptions and Transformations of the Bible
Reviewed by Michael Labahn


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O pluralismo religioso é a democratização do campo religioso

Uma entrevista interessante: Pluralismo religioso: entre a diversidade e a liberdade. Entrevista especial com Wagner Lopes Sanchez

Publicada por Notícias: IHU On-Line em 11/07/2010.

Wagner Lopes Sanchez é filósofo e historiador, com Mestrado e Doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP. Atualmente, é professor assistente-doutor do Departamento de Teologia e Ciências da Religião da mesma instituição. É membro da diretoria do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular – CESEP.


Transcrevo as três primeiras questões:

IHU On-Line – Como podemos entender, em linhas gerais, o fenômeno do pluralismo religioso atual?
Wagner Lopes Sanchez – Nas sociedades ocidentais, o pluralismo é uma característica constante em diversas esferas. Com a liberdade de pensamento e de expressão, o pluralismo torna-se uma consequência fundamental. No caso do campo religioso, o pluralismo religioso é reflexo de dois fatores: existência da diversidade religiosa e reivindicação de liberdade religiosa. O pluralismo religioso é uma condição social própria de sociedades onde não há hegemonia religiosa ou onde a hegemonia religiosa tende a desaparecer. O pluralismo religioso é, na verdade, a democratização do campo religioso, em que todos os sujeitos religiosos são reconhecidos como legítimos em suas reivindicações, desde que respeitados os princípios éticos.

IHU On-Line – Em sociedades cada vez mais plurais, qual a importância do diálogo inter-religioso? Quais as condições e a “pauta” desse diálogo, em sua opinião?
Wagner Lopes Sanchez – Uma das exigências de sociedades democráticas é justamente a convivência dialogal entre as várias visões de mundo. Os diversos sujeitos, individuais ou coletivos, numa sociedade plural, são convidados constantemente a dialogar sobre as grandes questões que estão colocadas, e a reconhecer o direito à diferença como legítimo. Obviamente, isso se aplica também às religiões. De um lado, elas são convidadas a contribuir na solução dos grandes problemas humanos e, de outro lado, são convidadas a reconhecer a necessidade da convivência até mesmo como uma necessidade de sobrevivência. Por isso, em sociedades caracterizadas pelo pluralismo religioso, a questão do diálogo inter-religioso coloca-se como um imperativo e como um desafio. Essa exigência não é fundamental apenas para as próprias religiões, mas também para o conjunto da sociedade. Com o diálogo inter-religioso todos ganham: a sociedade em geral, aqueles que têm adesão religiosa e aqueles que não têm nenhuma referência religiosa. A inexistência do diálogo inter-religioso, em contrapartida, pode trazer problemas para as próprias religiões e para o conjunto da sociedade. Quanto à pauta, levanto quatro itens que, penso, são muito atuais: justiça, paz, defesa do meio ambiente e construção da tolerância.

IHU On-Line – Como o cristianismo se posiciona diante do pluralismo religioso e do diálogo inter-religioso? Dentro disso, quais os desafios e possibilidades que se colocam diante dele?
Wagner Lopes Sanchez – O cristianismo é um campo religioso muito heterogêneo, e, por isso, é muito difícil falar em posições unívocas. De qualquer forma, em linhas gerais, podemos identificar três grandes posições no interior desse campo. A primeira posição, que é conhecida como exclusivismo, afirma que o cristianismo é a única religião verdadeira e que, por isso, somente ele é o portador da salvação. As demais religiões não têm nenhum valor salvífico. A segunda posição é a inclusivista, que reconhece a importância das diversas religiões no plano da salvação, mas afirma que a possibilidade dessas religiões salvarem depende do cristianismo. Essa posição, na verdade, é uma tentativa de preservar a importância do cristianismo e, ao mesmo tempo, de reconhecer o valor das demais expressões religiosas. A terceira posição, denominada de pluralista, defende que todas as religiões são expressões humanas verdadeiras do desejo profundo de salvação e, em virtude disso, são legítimas. As posições inclusivista e pluralista são aquelas que favorecem o diálogo inter-religioso, pois colocam as religiões numa atitude de diálogo e de compreensão com as demais. A crescente diversidade religiosa tanto dentro como fora do próprio cristianismo está fazendo com que igrejas e movimentos cristãos assumam uma atitude de humildade diante dos diversos interlocutores religiosos. Num campo religioso cada vez mais marcado pela diversidade religiosa e pelo florescimento religioso, muitos segmentos do cristianismo estão sendo levados a reverem os seus posicionamentos diante das outras religiões.

Migração humana

A REB 70, fascículo 278, abril de 2010, tem como assunto principal Mobilidade Humana e Evangelização.

Os artigos:
Carmem Lussi – Mobilidade humana e evangelização. Contribuições a partir do contexto brasileiro
Alfredo José Gonçalves – Migrantes: profetas da esperança
Roberto Marinucci – Caminhos da Igreja junto a imigrantes e refugiados. Representações sociais e desafios pastorais
Caro Milva – Pastoral intercultural. Em prol dos jovens e dos jovens migrantes

Morte nos canaviais

Canaviais: ´'Alta tecnologia para a produção e, para o trabalhador, relações arcaicas e precárias'
Um cientista social e um estudante de psicologia trabalham juntos numa pesquisa que tem como principal objetivo conhecer o perfil dos trabalhadores que atuam no corte de cana-de-açúcar na região de Ribeirão Preto, em São Paulo. Sob a orientação da professora Vera Navarro, do Departamento de Psicologia e Educação, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Riberão Preto (FFCLRP) da USP, Leandro Amorim Rosa, aluno do curso de Psicologia, e André Galiano, mestrando em Ciências Sociais, analisaram os critérios de contratação e as condições de trabalho nas plantações de cana-de-açúcar. A reportagem é de Rosemeire Soares Talamone, do Serviço de Comunicação Social da Coordenadoria do Campus de Ribeirão Preto, e publicada pela revista Sociologia, 08/07/2010.

Fonte: Notícias: IHU On-Line - 12/07/2010

Leia Mais:
Morte no canavial
Ecopicumã

Ecologia: consciência e responsabilidade

O tema central da REB 70, fascículo 277, de janeiro de 2010 é Ecologia: o cuidado pela vida.

Os artigos:
Juan Antonio Mejia Guerra – Dimensões da crise ecológica
Guillermo Kerber – Justiça climática
José Manuel F. Salinas – Pastoral ecológica. Recursos pedagógicos
Faustino Teixeira – O sentido místico da consciência planetária

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Ugarítico decifrado por um programa de computador?

Foi noticiado nos últimos dias, com grande entusiasmo por alguns, com ceticismo por outros, que um programa de computador decifrou a língua ugarítica.

Li um pouco sobre o assunto e conclui que é preciso ter cuidado. Especialistas dizem o sistema ainda não é tão bom assim.

Mas veja você mesmo, lendo a notícia e se informando sobre a antiga cidade de Ugarit/Ras Shamra e sobre a língua ugarítica, tão importante para a arqueologia da Palestina.

:: A notícia
Norte-americanos decifram língua extinta com novo programa de computador - Opera Mundi: 05/07/2010 - 08:10
Programa de computador decifra idioma que desafiava especialistas - G1: 02/07/2010 15h32
Ugaritic Deciphered Using AI: Abnormally Interesting But . . . - Abnormal Interests: Duane Smith at June 30, 2010 4:02 PM
Progress in computer decipherment of ancient languages, with Ugaritic as a test case - PaleoJudaica.com: Jim Davila at July 01, 2010, 10:21 AM
Computer automatically deciphers ancient language - Larry Hardesty, MIT News Office
A Statistical Model for Lost Language Decipherment - Benjamin Snyder, Regina Barzilay, Kevin Knight

:: Sobre Ugarit/Ras Shamra e a língua ugarítica, confira aqui, aqui, aqui e aqui.

Jesus de Nazaré: tema de capa da IHU On-Line

Jesus de Nazaré. Humanamente divino e divinamente humano

Este é o tema de capa da edição 336 da revista IHU On-Line, publicada em 06 de julho de 2010.

Diz o Editorial:
Jesus. Aproximação histórica é um livro que suscitou uma enorme polêmica da Europa, especialmente na Espanha. O autor do livro é José Antonio Pagola, teólogo, autor de diversas obras de teologia, pastoral e cristologia. Mais de 50 mil exemplares do livro foram vendidos na Espanha. Duramente questionado pela Conferência Episcopal Espanhola, o livro já foi traduzido em diversas línguas e acaba de ser publicado, no Brasil, pela Editora Vozes. O debate suscitado pelo livro foi amplamente reproduzido pelas Notícias do Dia, publicadas diariamente na página do Instituto Humanitas Unisinos – IHU. A última edição deste semestre da IHU On-Line discute o tema do livro de 652 páginas. Foram entrevistados Andrés Torres Queiruga, teólogo, professor da Universidade de Santiago de Compostela, na Espanha, Jacques Schlosser, exegeta, professor na Faculdade de Teologia de Strasbourg (Université Marc Bloch), Carlos Palacio, teólogo, superior provincial da Companhia de Jesus no Brasil, Francisco Orofino, teólogo, professor no Seminário Paulo VI, de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Faustino Teixeira, professor e pesquisador do PPG em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora e José Ignacio González Faus, do Centro de Estudos “Cristianismo e Justiça”.


As entrevistas:
:: Andrés Torres Queiruga: “Em Jesus se realiza o melhor de nós”
:: Faustino Teixeira: O Jesus de Pagola
:: Francisco Orofino: Jesus: um apaixonado por Deus e pelas pessoas
:: José Ignacio González Faus: A humanidade de Jesus como divindade e amor
:: Jacques Schlosser: Jesus: o profeta da Galileia
:: Carlos Palacio: Humanamente divino e divinamente humano

domingo, 4 de julho de 2010

A Teologia do Pluralismo Religioso e seus desafios

Teologia Pluralista e Teologia da Revelação. Entrevista especial com Faustino Teixeira
A teologia do pluralismo religioso vem buscando responder a um dos mais importantes desafios do século XXI: como acolher com respeito a pluralidade religiosa. Aos poucos vem firmando a convicção de que o pluralismo religioso é uma realidade de princípio, não um dado contingencial (...) Gosto de utilizar uma metáfora de Christian Ducquoc para situar a questão: a “sinfonia adiada”. Trata-se de um recurso por ele utilizado para romper com a ingênua idéia de um plano divino magistral que estaria conduzindo as outras tradições religiosas para um único aprisco. No âmbito da teologia católica conhecemos de perto esta perspectiva de uma “teologia do acabamento”, que não consegue ver nas outras religiões senão “marcos de espera” para uma inserção “purificadora” no cristianismo. Esta “obsessão pela unidade” pode, em verdade, obstruir ou ocultar o caráter enigmático que preside a diversidade inter-religiosa. De fato, a verdade da religião não se condensa numa única tradição religiosa, mas na sinfonia que preside a sua interação.

Este é um trecho da entrevista que o teólogo Faustino Teixeira concedeu à IHU On-Line sobre a teologia do pluralismo e do diálogo inter-religioso e sobre a influência da teologia latino-americana para a construção da paz mundial. O próximo Congresso da SOTER - julho de 2010 - abordará o tema.


Faustino Teixeira é professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPCIR-UFJF).

Fonte: Notícias: IHU On-Line - 04/07/2010


Leia Mais:
Qual é o futuro da teologia? Para onde ela vai?
SOTER 2010: comemorando 25 anos
Por que você quer estudar Teologia?
Concilium: Teologia do Pluralismo Religioso

Informação sobre política? Confira estes endereços

Alguns endereços úteis:

:: Blog da Cidadania: Eduardo Guimarães - Twitter

:: Blog do Emir: Emir Sader - Twitter

:: Blog do Miro: Altamiro Borges - Twitter

:: Blog do Rovai: Renato Rovai - Twitter

:: Blog do Sakamoto: Leonardo Sakamoto - Twitter

:: Brasil 24/7 - Twitter

:: Brasil de Fato - Twitter

:: Caros Amigos - Twitter

:: CartaCapital - Twitter

:: Carta Maior - Twitter

:: Conversa Afiada: Paulo Henrique Amorim - Twitter

:: Escrevinhador: Rodrigo Vianna - Twitter

:: Luis Nassif Online - Twitter

:: Maria Frô: Conceição Oliveira - Twitter

:: O Cafezinho - Twitter

:: Opera Mundi: Breno Altman - Twitter

:: Portal Vermelho - Twitter

:: Rede Brasil Atual - Twitter

:: Revista Fórum - Twitter

:: Vi o Mundo - O que você não vê na mídia: Luiz Carlos Azenha - Twitter

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre as origens dos Manuscritos do Mar Morto

Protoni per lo studio dei Rotoli del Mar Morto
I ricercatori dei Laboratori Nazionali del Sud (LNS) di Catania dell’Istituto Nazionale di Fisica Nucleare (INFN) sono riusciti a far luce sull’origine di una parte degli straordinari “Rotoli del Mar Morto”, una raccolta di circa 900 documenti scoperti in varie grotte nei pressi del Mar Morto mezzo secolo fa. Ci sono riusciti grazie all’uso congiunto di un nuovo sistema di analisi, chiamato XPIXE [X-ray and Particle Induced X-ray Emission] e brevettato proprio dai LNS dell’INFN, e dell’acceleratore di particelle in funzione negli stessi Laboratori. I documenti analizzati rappresentano, tra l’altro, i testi biblici piu’ antichi mai conosciuti, datati da uno a due secoli avanti Cristo fino a qualche decennio dopo. I risultati sono stati presentati ieri, 1 luglio 2010, dal professor Giuseppe Pappalardo, dell’INFN, alla PIXE 2010 Conference che si e’ tenuta a Surrey, in Gran Bretagna. La ricerca dei fisici dell’INFN, in collaborazione con i ricercatori dell’IBAM-CNR, ha permesso di scoprire che una parte di questi rotoli (in particolare il “Rotolo del Tempio”, che non fa parte della narrazione biblica ma descrive la costruzione e la vita di un tempio, e detta norme su come trasmettere la legge al popolo) potrebbe essere stata realizzata sulle rive del Mar Morto nella zona di Qumran, la’ dove sono stati trovati i reperti. O meglio, che le pergamene sono state preparate in loco. La ricerca e’ stata realizzata su sette piccoli campioni (dimensione media, un centimetro quadrato) di questi rotoli su richiesta della dottoressa Ira Rabin del BAM (Bundesanstalt für Materialforschung) di Berlino. I reperti provengono dal Shrine of the Book of the Israel Museum e dalla collezione Ronald Reed della John Rylands University Library. Gli strumenti del laboratorio LANDIS dei Laboratori di Catania dell’INFN hanno permesso di effettuare analisi non distruttive e di ottenere alcuni primi risultati sull’origine delle pergamene. Queste pergamene, il supporto su cui si scriveva al tempo, richiedevano, infatti, una grande quantita’ di acqua per essere preparate. Analizzando nella zona del ritrovamento le acque presenti localmente, si era potuta stabilire la presenza di alcuni elementi chimici nelle sorgenti e il rapporto tra le loro diverse concentrazioni. Si sono poi analizzati i valori del rapporto Cloro/Bromo su alcuni frammenti di pergamene del Rotolo del Tempio utilizzando fasci di protoni da 1.3 MeV, prodotti dall’acceleratore di particelle Tandem dei LNS dell’INFN. Si e’ visto così che i valori del rapporto Cloro/Bromo nelle pergamene sono compatibili con una loro provenienza dalla zona in cui sono state trovate. Presentano cioe’ valori affini a quelli dell’acqua presente in loco. La ricerca continuera’ ora con l’analisi degli inchiostri con cui sono stati realizzati i testi...

Protons for studying the Dead Sea Scrolls
Researchers of the National Laboratories of the South (LNS) in Catania of the Istituto Nazionale di Fisica Nucleare (INFN, Italy’s National Institute for Nuclear Physics) have shed light on the origin of one of the extraordinary Dead Sea Scrolls. It is a collection of about 900 documents discovered half a century ago in various caves near the Dead Sea and constituting the oldest known biblical texts, dating back to the period from about 100-200 B.C. to several decades after the birth of Christ. This finding was made possible by the combined use of a new system of analysis known as “XPIXE” [X-ray and Particle Induced X-ray Emission], patented by the INFN National Laboratories of the South, and a particle accelerator located at the same facility. The results of the analyses were presented yesterday, 1 July 2010, by Professor Giuseppe Pappalardo of the INFN, at the PIXE 2010 Conference in Surrey, Great Britain. The analyses, which were conducted by INFN physicists in collaboration with researchers from IBAM-CNR, have revealed that one of the Dead Sea Scrolls, in particular, the Temple Scroll (which is not part of the biblical narration and instead describes the construction and life of a temple and dictates how laws are to be communicated to the people), may have been made near the Dead Sea, in the area of Qumran, where the scrolls were found. In other words, the scrolls may have been created locally. The analyses were conducted on seven small samples of the scrolls (average size of one square centimetre), following a request made by Dr. Ira Rabin of BAM (Bundesanstalt für Materialforschung) in Berlin. The scrolls belong to the Shrine of the Book of the Israel Museum and the Ronald Reed Collection of the John Rylands University Library. At the LANDIS laboratory (one of the INFN laboratories in Catania), non-destructive analyses were performed to obtain results on the origin of the scrolls. To produce a scroll, which was the writing material used at the time, a great quantity of water is needed. By analysing water samples taken in the area where the scrolls were found, the presence of certain chemical elements was established, and the ratio of their concentrations was determined. The ratio of chlorine to bromine in the fragments of the Temple Scroll was then analysed using proton beams of 1.3 MeV, produced by the Tandem particle accelerator at the INFN National Laboratories of the South. According to this analysis, the ratio of chlorine to bromine in the scroll is consistent with the ratio in local water sources. In other words, this finding supports the hypothesis that the scroll was created in the area in which it was found. The next step in the research will be to analyse the ink used to write the scrolls.

Fonte: INFN - Istituto Nazionale di Fisica Nucleare, Italia - Press Release n. 248 - 2010 July 02

Leia Mais:
Os Essênios: a Racionalização da Solidariedade
Manuscritos do Mar Morto e Qumran/Dead Sea Scrolls & Qumran