segunda-feira, 31 de agosto de 2009

De Mao a Piao: as "dificurdades" brasileiras

Só 1% das universidades obtém conceito máximo de qualidade no MEC

Apenas 21 entre as 2.000 instituições de ensino superior avaliadas em 2008 pelo MEC (Ministério da Educação) obtiveram nota máxima no IGC (Índice Geral de Cursos da Instituição) [sublinhado meu]. O indicador, que foi divulgado pela primeira vez no ano passado, atribui notas às faculdades e universidades levando em consideração a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação. De acordo com a pontuação, as instituições são classificadas em faixas que vão de 1 a 5. Entre as universidades com a maior avaliação, 11 são públicas e dez privadas. A nota mais alta ficou com (...) Em último lugar no ranking, está a... (...) Do total das instituições avaliadas, 884 (44%) obtiveram IGC 3, considerado razoável. Dezoito instituição ficaram com IGC 1 e 570 com IGC 2, considerados ruins, o que representa quase 30% do universo de entidades avaliadas [sublinhado meu]. Mais de 300 instituições ficaram sem conceito porque não houve participação mínima dos alunos de alguns cursos no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes).

Leia a notícia completa.

Fonte: Folha Online - da Agência Brasil: 31/08/2009 - 17h53

Leia Mais:
USP é classificada a 38ª melhor universidade do mundo em ranking - Folha Online: 31/08/2009 - 16h01
Webometrics Ranking of World's Universities

Atualização/Update: 01/09/2009 - 10h00
MEC divulga avaliação das instituições de ensino superior; veja lista - Folha Online: 31/08/2009 - 19h36
Nove instituições de ensino superior podem ser descredenciadas pelo MEC - Folha Online: 31/08/2009 - 18h19
737 mil universitários cursam escolas ruins; ministro minimiza dados divulgados - Folha Online: 01/09/2009 - 02h52

sábado, 29 de agosto de 2009

Resenhas na RBL - 26.08.2009

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Richard Bauckham, Daniel Driver, Trevor Hart, and Nathan MacDonald, eds.
A Cloud of Witnesses: The Theology of Hebrews in Its Ancient Contexts
Reviewed by Scott Mackie

Richard H. Bell
Deliver Us from Evil: Interpreting the Redemption from the Power of Satan in New Testament Theology
Reviewed by Francis Dalrymple-Hamilton

Katharina Bracht and David S. du Toit, eds.
Die Geschichte der Daniel-Auslegung in Judentum, Christentum und Islam: Studien zur Kommentierung des Danielbuches in Literatur und Kunst
Reviewed by Christoph Stenschke

J. Bradley Chance
Acts
Reviewed by Kenneth D. Litwak

Mordechai Cogan
The Raging Torrent: Historical Inscriptions from Assyria and Babylonia Relating to Ancient Israel
Reviewed by Aren Maeir

R. Alan Culpepper
Mark
Reviewed by John Painter

Andrew Harker
Loyalty and Dissidence in Roman Egypt: The Case of the Acta Alexandrinorum
Reviewed by Birger A. Pearson

Thomas R. Hatina, ed.
Biblical Interpretation in Early Christian Gospels: Volume 2: The Gospel of Matthew
Reviewed by Daniel Gurtner

Mark A. House, ed.
Compact Greek-English Lexicon of the New Testament
Reviewed by Pierre Johan Jordaan

Steven Leonard Jacobs, ed.
Maven in Blue Jeans: A Festschrift in Honor of Zev Garber
Reviewed by William H. Krieger

Barry C. Joslin
Hebrews, Christ and the Law: The Theology of the Mosaic Law in Hebrews 7:1-10:18
Reviewed by David Allen

Cynthia Briggs Kittredge, Ellen Bradshaw Aitken, and Jonathan A. Draper, eds.
The Bible in the Public Square: Reading the Signs of the Times
Reviewed by Holly E. Hearon

Michael Labahn and Bert Jan Lietaert Peerbolte, eds.
A Kind of Magic: Understanding Magic in the New Testament and Its Religious Environment
Reviewed by Hans-Josef Klauck

Karoline M.Lewis
Rereading the "Shepherd Discourse": Restoring the Integrity of John 9:39-10:21
Reviewed by Beate Kowalski

J. G. McConville
God and Earthly Power: An Old Testament Political Theology
Reviewed by Paul Kissling


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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

COP 15: Copenhague

:: 100 dias para Copenhague: Dia de Ação pelo Clima no sábado, 29 de agosto - Notícias - IHU On-Line: 24/08/2009

Participe do Dia de Ação pelo Clima no sábado, 29 de agosto, em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Brasília e Manaus.

Qual é o motivo? Faltarão 100 dias para o início da 15ª Conferência das Partes da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas - COP 15: Conference of the Parties 15 - em Copenhague, Dinamarca, que acontecerá de 7 a 18 de dezembro de 2009.


:: 100 dias para Copenhague: “não temos tempo a perder”. Entrevista especial com Lisa Gunn - Notícias - IHU On-Line: 28/08/2009

Tic Tac. Está chegando a hora para a Conferência sobre as mudanças climáticas a ser realizada em Copenhague. Um movimento que tem como nome exatamente o nome do som que nos lembra que o tempo está passando. Foi criado para que possamos refletir, já que, a partir de hoje, faltam 100 dias para a conferência começar. Uma das consultoras do movimento Tic Tac é a coordenadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Lisa Gunn. Ela conversou, por telefone, com a IHU On-Line sobre a importância de marcarmos essa data para pensarmos nos acordos a serem realizados na cidade dinamarquesa. “Precisamos que a conferência de Copenhague e os líderes dos países, cheguem a um acordo extremamente agressivo em termos de redução de emissão de gases do efeito estufa”, disse ela. Antropóloga e Socióloga pela Universidade Estadual de Campinas - Unicamp, Lisa Gunn é especialista em Desenvolvimento Sustentável pela Carl Duisberg Gesellschaft, na Alemanha. Também é mestre em Ciência Ambiental pela Universidade de São Paulo - USP.

Descoberto novo fragmento de Hebreus

No biblioblog Evangelical Textual Criticism Tommy Wasserman noticia hoje a descoberta do P126, um fragmento de papiro do século IV e que contém Hb 13,12-13.19-20.

No post Papyrus 126: A New Fragment of Hebrews, se lê:
Today Claire Clivaz announced on the textual criticism discussion list that a new papyrus manuscript, PSI 1497, has been registered as P126. The fragment contains Heb 13:12-13, 19-20 and is dated to the fourth century...

Leia Mais:
The Center for the Study of New Testament Manuscripts

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Picaretagem também no quintal da arqueologia

É o que denuncia o artigo de Robert R. Cargill, Pseudo-Science and Sensationalist Archaeology: An Exposé of Jimmy Barfield and the Copper Scroll Project, publicado em The Bible and Interpretation, agosto de 2009.

Para entender o caso, leia antes: Manuscritos do Mar Morto: o Rolo de Cobre.

Transcrevo os dois primeiros parágrafos do artigo:
There is a scourge that has reemerged to plague professional archaeologists and biblical scholars, not to mention a gullible general public. It is powerful, seductive, ubiquitous, and quite media savvy. It is not confined to the realms of logic, sound judgment, peer review, and cogency, but rather exists in the sphere of circular reasoning and preys on the hearts and wallets of the religious, who want to believe the lies this deceiver is spouting. It scoffs at the educated because they possess the power to refute it, and it relies on their apathy and arrogance to move about unhindered. It champions ignorance and promotes dilettantish claims with a populist message of, “You don’t need no Ph.D. to be a scholar.” And it claims superiority over experience, training, and contrary evidence by invoking God-inspired revelation as its motive. The scourge I speak of is sensationalist archaeology.

Sensationalist archaeology is nothing new. As long as there have been objects discovered in the Holy Land, there have been those that insist the objects prove a particular faith claim. A chunk of wood on a mountain is Noah’s Ark. A chunk of wood in Jerusalem is the Cross of Jesus. And a chunk of wood in the Red Sea is proof of the Exodus. Unsubstantiated claims by amateur archaeologists are not new, nor are their direct-to-the-public media attempts to capture eyes and hearts in the age old effort to capture dollars. As P. T. Barnum prophetically said, “There’s a sucker born every minute.”

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sururu

Sobre o banzé-de-cuia, kerfuffle, em inglês, que é o caso Lina, os demo-tucanos, o PIG, Marina-PV-PSDB, com 2010 como alvo... estou deixando algumas indicações nos comentários do post Li na...

Já que é o "nosso mundo" (cão), mas não é o mundo principal do blog, por enquanto, lá está bom.

Mas, confesso: como é difícil para um mineiro "sair da briga"! Ah, minha boiada!

Aos interessados, a dica.

E veja aqui bons sinônimos para este "alteroso" fenômeno! Ou seria "vergonhoso"?

Pesquisa Personalizada do Google no site

Criei uma Busca Personalizada do Google ou, em inglês, Google Custom Search, na página inicial da Ayrton's Biblical Page.

Dá conta de todos os links da página e do biblioblog Observatório Bíblico.

Assim como há outra Pesquisa Personalizada no Observatório Bíblico, já mencionada aqui, faz pouco mais de dois meses.

Que, hoje, está com 275 biblioblogs indexados. E crescendo. Os mesmos blogs que aparecem em minha Lista de Biblioblogs.

Visite.

Minhas publicações: páginas reorganizadas

Reorganizei as páginas de minhas publicações.

A de livros e a de artigos.

Faça uma visita.

sábado, 22 de agosto de 2009

Resenhas na RBL - 19.08.2009

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Bill T. Arnold
Genesis
Reviewed by Jan-Wim Wesselius

Margaret Barker
The Hidden Tradition of the Kingdom of God
Reviewed by Benedict Thomas Viviano, O.P.

Adam Green
King Saul: The True History of the First Messiah
Reviewed by Ralph K. Hawkins

Søren Holst
Verbs and War Scroll: Studies in the Hebrew Verbal System and the Qumran War Scrolls
Reviewed by Francis Dalrymple-Hamilton

Hans-Josef Klauck
The Apocryphal Acts of the Apostles: An Introduction
Reviewed by Paul Dilley

Bernard M. Levinson
"The Right Chorale": Studies in Biblical Law and Interpretation
Reviewed by J. Glen Taylor

Darian Lockett
Purity and Worldview in the Epistle of James
Reviewed by John C. Poirier

Daniel Marguerat, ed.
Introduction au Nouveau Testament: Son histoire, son écriture, sa théologie
Reviewed by V. Henry T. Nguyen

Steve Mason
Flavius Josephus: Translation and Commentary: Vol. 1b: Judean War 2
Reviewed by Marcus Sigismund

Francis J. Moloney
Life of Jesus in Icons: From the "Bible of Tbilisi"
Reviewed by V. Henry T. Nguyen

Martti Nissinen and Risto Uro, eds.
Sacred Marriages: The Divine-Human Sexual Metaphor from Sumer to Early Christianity
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Jacobine G. Oudshoorn
The Relationship between Roman and Local Law in the Babatha and Salome Komaise Archives: General Analysis and Three Case Studies on Law of Succession, Guardianship and Marriage
Reviewed by Judith Evans Grubbs

Kuo-Wei Peng
Hate the Evil, Hold Fast to the Good: Structuring Romans 12.1-15.1
Reviewed by Derek R. Brown

Per Rönnegård
Threads and Images: The Use of Scripture in Apophthegmata Patrum
Reviewed by Mark DelCogliano

Eckhard J. Schnabel
Paul the Missionary: Realities, Strategies and Methods
Reviewed by Torrey Seland


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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Evolução e fé cristã segundo Teilhard de Chardin

O futuro que advém. A evolução e a fé cristã segundo Teilhard de Chardin.

Este é o tema de capa da edição 304 da revista IHU On-Line, de 17/08/2009.

Do editorial:
Para entender melhor a genial e peculiar visão de Pierre Teilhard de Chardin sobre a evolução do cosmos, na vigília do IX Simpósio Internacional Ecos de Darwin, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, nos dias 9 a 12 de setembro, na Unisinos, a revista IHU On-Line desta semana, além do professor John Haught, da Universidade de Georgetown, EUA, entrevistou Jacques Arnould, dominicano francês, doutor em Ciências e em Teologia, George Coyne, matemático, astrônomo e jesuíta norte-americano, Ludovico Galleni, cientista italiano, Luís Miguel Sebastião, professor da Universidade de Évora, Portugal, Paul Schweitzer, matemático e professor da PUC-Rio, Pedro Guimarães Ferreira, doutor em Engenharia de Sistemas e Computação e professor na PUC-Rio, e Waldecy Tenório, professor da PUC-SP. Esta edição foi feita em parceria com o Centro de Teologia e Ciências Humanas (CTCH) da PUC-Rio.

Leia Mais:
Evolução e Fé: Ecos de Darwin

Li na...

:: As manchetes do caso Lina

Por João Carlos Siqueira Jr.

Em Luis Nassif Online: 18/08/2009 - 14:35

P.S. Não deixe de ler os comentários... é diversão pura!

:: Dra. Lina e como o PiG(**) e os tucanos funcionam: o assassinato de caráter

Por Paulo Henrique Amorim

Em Conversa Afiada: 18/08/2009 - 14:32

domingo, 16 de agosto de 2009

Narrar Deus numa sociedade pós-metafísica

X Simpósio Internacional IHU: Narrar Deus numa sociedade pós-metafísica. Possibilidades e impossibilidades

"A Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, sob a coordenação do Instituto Humanitas Unisinos – IHU, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC-Rio, realizará no período de 14 a 17 de setembro de 2009, o X Simpósio Internacional IHU: Narrar Deus numa sociedade pós-metafísica. Possibilidades e Impossibilidades.

As profundas trasformações socioculturais que caracterizam a sociedade atual como sociedade pós-metafísica vêm 'transformando profunda e radicalmente não só a idéia de Deus na cultura contemporânea', mas também as condições e possibilidades do discurso e narrativa de Deus no contexto hodierno. Essa realidade coloca em questão as possibilidades e, também, o significado e relevância do discurso teológico na sociedade em que vivemos na forma como tem se desenvolvido até o presente momento.

Esta situação lança o desafio de uma ampla abordagem acadêmica do tema, numa descrição crítica e analítica da problemática e de sua configuração, em confronto com as ciências e com o cenário pluri-religioso e pluri-cultural em que se situa. Portanto, o tema será abordado em uma perspectiva transdisciplinar, mediante a contribuição de especialistas de diversas áreas da pesquisa científica, tais como: Teologia, Ciências da Religião, Ciências Sociais e Políticas, Filosofia, Letras, Antropologia, Direito, Educação, Psicologia, Astrofísica, Cosmologia"

:: Objetivos:
Objetivo geral
Promover um debate sobre possibilidades e impossibilidades do discurso sobre Deus numa sociedade pós-metafísica.

Objetivos específicos
1 - Explicitar, transdisciplinarmente, a problemática do discurso cristão sobre Deus no contexto das novas representações do mundo da vida e da sociedade ligadas às novas formas de conhecimento
2 - Visitar as narrativas religiosas de Deus, hoje
3 - Esclarecer os laços entre transcendência e historicidade divinas
4 – Descrever os percursos das narrativas de Deus na contemporaneidade
5 - Debater, de modo transdisciplinar, as possibilidades e impossibilidades de uma narrativa de Deus numa sociedade pós-metafísica
6 – Discutir a pertinência das razões do discurso cristão sobre Deus, hoje
7 - Discernir a contribuição da cultura pós-metafísica para uma possível narrativa de Deus, hoje

Data: de 14 a 17 de setembro de 2009
Local: Anfiteatro Pe. Werner – Av. Unisinos, 950 – São Leopoldo – RS

Visite o site do Simpósio.

Fonte: Apresentação do Simpósio no IHU.

2º Congresso da ANPTECRE

:: ANPTECRE: Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião

:: Primeiro Congresso: foi realizado na PUC-SP, de 27 a 29 de agosto de 2008
:: Tema: Teologia e Ciências da Religião: Trajetórias, Desafios, Perspectivas

:: Segundo Congresso: será realizado na PUC-Minas, de 24 a 27 de agosto de 2009
:: Tema: Fenomenologia e Hermenêutica do Religioso

"O 2º Congresso da ANPTECRE é o principal evento, em 2009, da Sub-Comissão de Teologia, à qual estão associados os PPGs de Teologia e Ciências da Religião. Ele dá continuidade às discussões dos últimos anos sobre a epistemologia própria a esses dois âmbitos do saber, que antecederam ao processo de criação, em agosto de 2008, da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião – ANPTECRE.

O tema da epistemologia se prolonga neste 2º Congresso com o dos dois principais métodos de abordagem do fenômeno religioso no último século: o da fenomenologia e o da hermenêutica. A permanência na temática epistemológica se deve ao momento histórico pelo qual passam os PPGs de Teologia e Ciências da Religião no Brasil. Inseridos até o momento na Área da Filosofia, eles encetaram um rico percurso juntos, visando à sedimentação da pesquisa nesses âmbitos importantes do saber em nosso país, que é o religioso em geral e o cristianismo em particular. Esse percurso tem sido de grande enriquecimento para os dois tipos de programa, apesar das distintas epistemes de ambos.

Vários campos do saber estão envolvidos nas pesquisas desses Programas, desde os das distintas áreas da teologia cristã (exegese bíblica, teologia da práxis, teologia sistemática), aos das áreas das Ciências da Religião (psicologia, sociologia, antropologia, filosofia). Todos os pesquisadores dos Programas associados à ANPTECRE estão envolvidos na temática proposta neste II Congresso, bem como pesquisadores de outros âmbitos do saber, seja pela relevância que a problemática religiosa possui no Brasil, seja pela contribuição que as distintas expressões do cristianismo têm dado ao processo de construção da cultura e da cidadania em nosso país" (da Apresentação do II Congresso da ANPTECRE).

Seminário em memória de Frei Tito

Seminário homenageia memória de Frei Tito de Alencar nos 35 anos de sua morte

Na semana em que completa 35 anos da morte do religioso dominicano, Frei Tito de Alencar Lima, a cidade de Barbalha, na região do Cariri, Ceará, realiza o I Seminário Frei Tito de Alencar: Vida e Obra, em que homenageia a memória do mártir cearense. O evento será realizado na próxima quarta-feira, 19, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Barbalha, a partir das 19h. A iniciativa é da Secretaria de Cultura e Turismo da cidade e conta com Parceria do Instituto Frei Tito, Universidade Regional do Cariri (Urca) e Diocese do Crato (CE). O seminário é aberto ao público e apresentará palestras e debates. Um dos principais momentos acontece na mesa de debate que relata a vida e a obra do frei dominicano, com as temáticas: Igreja, Família e História. A pedagoga e coordenadora do Instituto Frei Tito, Lúcia Rodrigues Alencar Lima, sobrinha do religioso, é uma das palestrantes. Símbolo de luta pelos direitos humanos, militando desde a juventude quando ainda era estudante, Frei Tito foi morar na capital pernambucana, Recife, quando assumiu a direção da Juventude Estudantil Católica em 1963. Cinco anos depois, em outubro de 1968, ele foi preso por participar ativamente de um congresso clandestino da União Nacional dos Estudantes em Ibiúna (SP). O frei foi duramente perseguido pelos militares durante o período da ditadura, sendo torturado nos porões da então chamada Operação Bandeirantes. Entre as freqüentes seções de tortura, Tito relatou em carta tudo o que lhe acontecia, denunciando a crueldade da repressão militar. O documento ficou conhecido mundialmente relatando o que acontecia em território brasileiro. Desde então, Frei Tito ficou marcado como símbolo da luta em defesa dos direitos humanos. Mas a traumática experiência deixou seqüelas. O religioso sofreu o resto dos seus dias com as lembranças da tortura, que nem um tratamento psiquiátrico conseguiu apagar. Frei Tito foi encontrado morto, suspenso por uma corda amarrada num galho de árvore, em Lyon, na França, em 10 de agosto de 1974.

Fonte: Adital: 14/08/2009

Convivi com Frei Tito em Roma, quando, a caminho da França, ele ficou hospedado, por alguns dias, no Colégio Pio Brasileiro, onde eu, estudante de Bíblia na época, morava. Quando chegou ao Pio Brasileiro a notícia de sua morte, ficamos muito consternados.

Leia Mais:
Semana relembra a figura de Frei Tito - Notícias - IHU On-Line: 12/08/2009
"Vocês vão ver que é um filme muito forte". A atuação dos dominicanos contra a ditadura pós-1964 - Notícias - IHU On-Line: 09/02/2007

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gripe Suína e as Igrejas: Medidas Preventivas

Arquidioceses do país tomam medidas preventivas contra a Gripe A
Seguindo recomendação do ministro da saúde, José Gomes Temporão quando afirma não ser prudente permanecer em meio a aglomerado de pessoas, algumas arquidioceses do Brasil estão tomando medidas preventivas contra a Gripe A (Influenza A ou Gripe Suína). Por iniciativa dos bispos diocesanos, as medidas tomadas entre as arquidioceses são quase sempre as mesmas, ou seja: adiamento de Ordenações Sacerdotais; cancelamento de Romarias; cancelamento de Encontro; cancelamento de Peregrinações; a proibição da recepção da comunhão na boca e sim nas mãos; evitar o abraço da paz e dar as mãos à oração do Pai-Nosso; retirar a água benta da entrada das igrejas; e nas celebrações eucarísticas dominicais e novenas, as igrejas devem ficar o mais ventilada possível, entre outras. Em muitas regiões do país, onde a pandemia da Gripe A está mais contundente, algumas dioceses, como as de Ponta Grossa e de Criciúma (ambas no Paraná) pedem aos fiéis que estão gripados que permaneçam em casa, em recuperação. Já as arquidioceses de Belo Horizonte, de Florianópolis, da Paraíba e do Rio de Janeiro orientaram as paróquias a seguirem todas as medidas que informam o Ministério da Saúde. Mais informações ou dúvidas sobre a Gripe A, acesse o site Resposta a gripe suína.

Fonte: Notícias - CNBB: 12/08/2009 10:18:58

Leia Mais:
A era das pandemias: o caso da gripe suína
Folha Online Especial - 2009: Gripe Suína

Abordando Yehud

Interessante a leitura do capítulo inicial da obra mencionada em post anterior, O paradigma bíblico exílio-restauração caducou? Escrito pelo organizador do livro, Jon L. Berquist, Approaching Yehud - Abordando Yehud [ou para quem não concorda com o galicismo "abordar", pode ser "Olhando Yehud mais de perto" "Examinando Yehud", ou algo do gênero] -, nas p. 1-5, faz uma boa síntese do que eram os estudos sobre a época persa desde o final do século XIX e que rumo tomaram nos últimos vinte e poucos anos. Lembro ao leitor que Yehud é o nome aramaico do Judá pós-monárquico.

Berquist começa seu texto lembrando que no final do século XIX e começo do século XX foram feitos interessantes estudos sobre a época persa. Ele cita três autores: Johann N. Strassmaier e seus dois volumes sobre as Inscrições de Ciro e Cambises [Inschriften von Cyrus; Inschriften von Cambyses. Leipzig, 1890]; Herbert Cushing Tolman, Ancient Persian Lexicon. New York, 1908; Arthur E. Cowley, Aramaic Papyri ot the Fifth Century B.C. Oxford, 1923.

E acrescenta que nos primeiros anos do século XX os estudiosos reconheciam a influência do Império Persa na organização social e política da Jerusalém dos séculos quinto e quarto a. C. e especulavam sobre as conexões possíveis entre o zoroastrismo e os nascentes judaísmo e cristianismo.

Entretanto, diz ele, estes estudos não exerceram grande influência sobre a corrente dominante dos estudos bíblicos, que refletiam muito mais a visão wellhauseniana [Julius Wellhausen: 1844-1918] de que o período mais importante da história de Israel fora a monarquia, sendo o época pós-exílica uma era menor, herança decadente daquela, e, além do mais, legalista, marca que acabou firmemente colada ao judaísmo nos meios acadêmicos.

Quando se chegou à metade do século XX, com raras exceções, a época persa em Yehud estava caracterizada como aquela da qual pouco podíamos saber e/ou dizer, sem nenhum fato histórico relevante, com escassa documentação extra-bíblica ou arqueológica, sem nenhuma criação literária de peso e por aí afora. Este panorama estava ancorado no sólido conhecimento que pensávamos ter da época monárquica. Hoje, este "sólido conhecimento" anda meio perrengue!

Entre 1960 e 1980 os estudos bíblicos tinham construído um sólido consenso sobre o exílio e a restauração de Israel. Suas principais teses:
:: a deportação babilônica de 587/6 a.C. deixou praticamente vazia a terra de Israel
:: a comunidade deportada para a Babilônia era a herdeira legítima das antigas tradições israelitas
:: o período exílico foi fundamental na escrita e padronização da maior parte das antigas tradições literárias e teológicas
:: os exilados estavam unidos em seu projeto de reconstrução do Templo de Jerusalém como centro de sua experiência religiosa
:: este projeto se traduzia em algumas expectativas messiânicas
:: a ascensão do persa Ciro ao poder em 539 a. C. levou ao retorno em massa dos exilados judaítas na Babilônia
:: estas pessoas tornaram-se os líderes da comunidade de Jerusalém reestruturada como comunidade do Templo em seu desejo de restauração do Primeiro Templo

Enquanto isso, estudos sobre a história dos Aquemênidas - os governantes persas - avançavam. Especialmente a partir da década de 80 do século XX, como as pesquisas de Muhammad Dandamayev (1984; 1989), Pierre Briant (1992; 2002), o grupo de trabalho de Groningen que começou em 1983, os estudos socioantropológicos de grupos de estudo da SBL, proporcionando às novas gerações uma mudança de perspectiva.

Que talvez possa ser traduzida, em sua melhor forma, na mudança de paradigma do conceito de exílio e restauração para o de império e colônia [referia-me, especialmente a isto no post anterior sobre este livro]. Esta mudança levou a uma nova compreensão da realidade de Jerusalém e arredores na época persa. e produziu um número considerável de estudos sobre Yehud como colônia do Império Persa.

Estas novas perspectivas influenciaram muitos comentários, como os de David L. Petersen, Haggai and Zechariah 1-8. Philadephia, 1985; Carol L. Meyers & Eric M. Meyers, Haggai, Zechariah 1-8. New York, 1987; Joseph Blenkinsopp, Ezra-Nehemiah. Philadelphia, 1988. Ou monografias, como as de Daniel L. Smith-Christopher, The Religion of the Landless: The Social Context of the Babylonian Exile. Bloomington, 1989; Kenneth Hoglund, Achaemenid Imperial Administration in Syria-Palestine and the Missions of Ezra and Nehemiah. Atlanta, 1992; Jon L. Berquist, Judaism in Persia's Shadow: A Social and Historical Approach. Minneapolis, 1995.

Os estudos da Escola de Copenhague - os chamados "minimalistas" - chamaram a atenção para as épocas persa e helenística como cruciais na construção da literatura que chamamos de Bíblia Hebraica. Como os estudos de Niels Peter Lemche e de Philip R. Davies, entre outros. Ou os que questionaram o mito da terra vazia durante o exílio, como Hans M. Barstad e Robert P. Carrol.

Todo este processo levou a época persa a reconquistar sua identidade, abandonando seu papel de transição entre a monarquia e o judaísmo e/ou cristianismo.

E embora um novo consenso não tenha sido construído em torno da época persa, há um significativo número de hipóteses de trabalho que são partilhadas pelos pesquisadores quando tratam do assunto, como:
:: as invasões babilônicas no começo do século VI a. C. removeram apenas uma minoria da população da região de Judá
:: apenas uma minoria de exilados judaítas na Babilônia migrou para Yehud a partir de 539 a. C. e este foi um lento processo, de décadas
:: a população de Jerusalém e arredores durante a época persa era muito menor do que se imaginava, caindo de dezenas de milhares para poucos milhares
:: o tempo do exílio produziu pouca literatura, mas muito daquilo que viria a se constituir como Bíblia Hebraica foi produzido a partir do século V a. C.
:: nunca houve unidade entre os habitantes do Yehud, sendo o conflito social uma marca constante deste período, inclusive em questões relativas à construção e funcionamento do Segundo Templo
:: a cultura de Yehud foi fortemente marcada pela política imperial persa e sua interferência social e ideológica na região pode ser percebida nos escritos da Bíblia Hebraica produzidos nesta época
:: conhecer a estrutura econômica de Yehud como colônia persa é fundamental para a compreensão da sociedade e da literatura da época
:: Yehud foi palco de conflitos e definições étnicas, sendo, por isso, seu estudo importante para entender o que acontece nos séculos seguintes.

A partir deste ponto, Jon L. Berquist vai apresentar brevemente os 11 ensaios e as 2 réplicas que constituem o livro. E que prefiro transcrever aqui a partir do sumário:

Ensaios:
:: Melody D. Knowles, Pilgrimage to Jerusalem in the Persian Period
:: Richard Bautch, Intertextuality in the Persian Period
:: Donald C. Polaski, What Mean These Stones? Inscriptions, Textuality and Power in Persia and Yehud
:: David Janzen, Scholars, Witches, Ideologues, and What the Text Said: Ezra 9–10 and Its Interpretation
:: Christine Mitchell, "How Lonely Sits the City": Identity and the Creation of History
:: Brent A. Strawn, "A World Under Control": Isaiah 60 and the Apadana Reliefs from Persepolis
:: Jean-Pierre Ruiz, An Exile’s Baggage: Toward a Postcolonial Reading of Ezekiel
:: John Kessler, Diaspora and Homeland in the Early Achaemenid Period: Community, Geography and Demography in Zechariah 1–8
:: Herbert R. Marbury, The Strange Woman in Persian Yehud: A Reading of Proverbs 7
:: Jennifer L. Koosed, Qoheleth in Love and Trouble
:: Jon L. Berquist, Psalms, Postcolonialism, and the Construction of the Self

Réplicas:
:: Alice W. Hunt, In the Beginning-Again
:: Julia M. O'Brien, From Exile to Empire: A Response

Jon L. Berquist faz ainda uma série de considerações sobre os temas tratados e os métodos utilizados pelos autores que produziram este texto.

Lembro também que há uma extensa bibliografia no final do livro, ocupando as páginas 215-246.

Resenhas na RBL - 06.08.2009

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Mieke Bal
Loving Yusuf: Conceptual Travels from Present to Past
Reviewed by Rebecca Raphael

Roland Boer
Last Stop Before Antarctica: The Bible and Postcolonialism in Australia
Reviewed by Steed Vernyl Davidson

Cilliers Breytenbach and Jörg Frey, eds.
Aufgabe und Durchführung einer Theologie des Neuen Testaments
Reviewed by Willard M. Swartley

Timothy Clack and Marcus Brittain, eds.
Archaeology and the Media
Reviewed by Yuval Gadot

Gudrun Holtz
Damit Gott sei alles in allem: Studien zum paulinischen und frühjüdischen Universalismus
Reviewed by Lars Kierspel

Joseph F. Kelly
The Birth of Jesus according to the Gospels
Reviewed by J. Samuel Subramanian

Andreas J. Kostenberger and Scott R. Swain, eds
Father, Son and Spirit: The Trinity and John's Gospel
Reviewed by Martijn Steegen

Tom Thatcher, ed.
Jesus, the Voice, and the Text: Beyond The Oral and the Written Gospel
Reviewed by Stephan Witetschek

C. Adrian Thomas
A Case For Mixed-Audience with Reference to the Warning Passages in the Book of Hebrews
Reviewed by Gert J. Steyn

Felipe Blanco Wißmann
"Er tat das Rechte": Beurteilungskriterien und Deuteronomismus in 1Kön 12-2Kön 25
Reviewed by Ernst Axel Knauf

Leslie S. Wilson
The Book of Job: Judaism in the Second Century BCE: An Intertextual Reading
Reviewed by F. Rachel Magdalene


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Era uma vez...

Tucanos e democratas avaliaram que a manutenção do clima de guerra no plenário do Senado não os beneficiava mais, pois estava jogando a imagem de todos na lata de lixo...

Fonte: Folha Online: Acordo pode dar absolvição definitiva a Sarney e Virgílio - 12/08/2009 - 08h33

Lições para 2010: depois de usar o PSOL, Suplicy, Marina, Mercadante e Cristovam para atacar Sarney, a bancada demotucano faz acordo para salvar a própria pele. E deixa os ex-aliados segurando a broxa...

Fonte: Carta Maior e o lugar das boas intenções nas disputas históricas - 12.08.2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Linguagem herdada e significados reinventados

In any case, we need to use a proper critical descriptive language in our biblical scholarship. A dictionary is still a good idea.

Philip R. Davies faz, em The Bible and Interpretation, um alerta quanto ao uso inadequado e ingênuo que frequentemente fazemos da linguagem bíblica.

Leia: Watch Your Language!

Escrito por Philip R. Davies, Professor Emérito da Universidade de Sheffield, Reino Unido - Agosto de 2009

sábado, 8 de agosto de 2009

O paradigma bíblico exílio-restauração caducou?

The contents of the volume reflect a shift in Persian-period studies from a paradigm of "exile and restoration" to a paradigm of "empire and colony". Issues of imperialism and resistance recur constantly, and some esssays make explicit application of postcolonial hermeneutics.

Ou seja:
Os tópicos deste volume refletem uma mudança de paradigma nos estudos sobre a época persa de "exílio e restauração" para "império e colônia". Questões sobre imperialismo e resistência ocorrem constantemente e alguns ensaios fazem uma aplicação explícita de hermenêutica pós-colonial.

Em fevereiro do ano passado chegou meu exemplar da coletânea de ensaios sobre a época persa (538-332 a.C.) e a Bíblia, organizada por Jon L. Berquist:


BERQUIST, J. L. (ed.) Approaching Yehud: New Approaches to the Study of the Persian Period. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2007, ix + 249 p. - ISBN 9781589831452.

Mas só ontem e hoje tive oportunidade de começar a ler algumas coisas sobre ele, como a resenha de Stephen L. Cook publicada na CBQ - The Catholic Biblical Quarterly - Vol. 71, n. 3, July 2009, p. 668-670 e a quem pertence a primeira frase deste texto.

O Dr. Stephen L. Cook, do Virginia Theological Seminary, Alexandria, VA, USA, é um colega biblioblogueiro e anotou em seu Biblische Ausbildung no dia 15 de julho passado a chegada da revista: My Review of _Approaching Yehud_, edited by Jon L. Berquist (eu, morando mais longe, só a recebi em 4 de agosto, terça-feira passada).

Li também as resenhas de Armin Siedlecki e de Ernst Axel Knauf, publicadas em meados de 2008 na RBL - Review of Biblical Literature.

De qualquer maneira, o pouco que já li - tenho que ler o livro todo primeiro para falar com mais propriedade - entusiasmou-me bastante.

Especialmente a percepção de que o paradigma exílio-restauração, que sempre dominou os estudos históricos e textuais deste período, está caduco e precisa ser sublinhada a realidade de um Yehud (nome da província judaica na época persa) que passa de um domínio imperial babilônico para uma realidade de colônia da Pérsia...

E esta realidade pode ser percebida, segundo os autores, nos textos bíblicos redigidos na época, como alguns Salmos, trechos do Trito-Isaías, Zc 1-8, recortes de Ezequiel, capítulos de Provérbios etc.

Interesante na resenha de Stephen L. Cook é seu entusiasmo na apresentação do livro - uma obra com ensaios de 13 autores - e sua extrema cautela na avaliação do conjunto, especialmente quando fica preocupado com os métodos utilizados e a perspectiva hermenêutica dominante nos estudos. Ele diz por exemplo: "O'Brien in her 'Response' accurately sees this volume as presenting the biblical texts embroiled in human struggle, not theology (p. 210)".

Ora, pois eu penso exatamente assim: a teologia é um "discurso segundo" que vem dentro - e como consequência - da conflitiva vivência humana em todos os setores da vida...

Neste sentido, a resenha de Armin Siedlecki - Emory University, Atlanta, Georgia, USA - é mais interessante. Depois de introduzir a tendência dos estudos bíblicos na época persa, o resenhista fala dos métodos utilizados nos estudos de maneira positiva:

This collection of essays represents an example of the culmination of a two-decade-long development in biblical studies as well as an overture to new approaches to Persian period studies. In his introduction to this volume, Jon Berquist outlines several important changing assumptions in biblical scholarship (p. 3–5), including the dating of texts and our confidence in reconstructing preexilic history, ideas about the size of deportations from Judah to Mesopotamia in the early sixth century, the ideological and ethnic homogeneity of the postexilic community, the impact of Persian imperial politics, and the significance of economic relationships to understanding the social context of biblical literature. Thus, while the Persian period had been neglected for much of the twentieth century, the study of Persian period texts is no longer a marginal interest among biblical scholars, and the impact of Persian imperial politics on the development of biblical literature in general is increasingly acknowledged as a formative factor. John Kessler is hardly exaggerating when he speaks of a “torrent of scholarly interest in the Persian period over the past twenty years” (p. 139) (....) A common characteristic of the essays in this book is their use and often creative combination of a variety of different approaches (e.g., linguistic, literary, archaeological, social scientific).

E ele acrescenta:
Jon L. Berquist, em seu ensaio nas p. 195-202, adds postcolonial considerations that highlight “the interplay of empire and resistance” (196). His contribution is an apt concluding essay, since the three principles he outlines as central to his postcolonial reading are shared by virtually every essay in this collection: (1) rooting the experience of Yehud within the time after exile; (2) taking into account “the colonized nature of Yehud (as well as the colonized nature of much present scholarship)” (197); and (3) the conviction that all reading must be partial, since all ideologies are incomplete.

As religiões da profecia

As religiões da profecia: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo: este é o tema de capa da revista IHU On-Line, edição 302, de 3 de agosto de 2009. Veja:

. Michel Cuypers: Corão e Bíblia: similaridades?
. Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto: O Islã: representações de uma Religião Universal
. Carlos Frederico Barboza de Souza: Sufismo: uma mística que busca o equilíbrio
. Guershon Kwasniewski: Chegamos ao topo da babel. É preciso retornar
. Ruben Najmanovich: Deus faz parte do desenvolvimento humano
. Pedro Rubens: “O papel social da religião mudou”
. Claude Geffré: O diálogo inter-religioso e a consciência humana universal
. Karl-Josef Kuschel: O papel contemporâneo da religião
. Joe Marçal: Diálogo inter-religioso: uma questão de saúde pública e planetária
. Marcel Gauchet: As religiões não são mais determinantes para a vida coletiva
. Michael Löwy: O retorno do religioso

Uma amostra:
IHU On-Line - A Teologia da Libertação pode se apresentar como uma “releitura do Cristianismo”?

Michael Löwy – O Cristianismo da Libertação - vasto movimento social que encontrou na Teologia da Libertação sua expressão mais sistemática - é uma releitura do Cristianismo à luz da situação dos pobres na América Latina e nos países do Sul, referindo-se em particular ao paradigma do Êxodo, aos profetas bíblicos e a práticas das primeiras comunidades cristãs. O Cristianismo da Libertação utiliza alguns conceitos essenciais do marxismo, ao mesmo tempo para entender as causas da pobreza - o capitalismo - e para imaginar uma utopia social, uma sociedade sem classes, livre e igualitária.

Obama poderia ser o anticristo?

Na cabeça de muitos fundamentalistas (norte-americanos e... sei que há outros um pouco mais para cá!) não poderia, é!

O que é o mundo, não? Pão e pães é questão de "opinães"...

Duas observações apenas:
. A ignorância é atrevida e polifacética - título já usado neste blog para outro assunto
. Wie sagt Obelix immer: Die spinnen, die Fundamentalisten - expressão já usada neste blog para outros destinatários

Agora é só ler as interessantes explicações de James F. McGrath, Associate Professor of Religion at Butler University, Indianapolis, Indiana, USA, em seu blog Exploring Our Matrix:

:: How I Know Barack Obama Is NOT The Antichrist - Monday, June 16, 2008

:: Barack Obama the Antichrist? Shedding Some Lightning On The Subject - Monday, August 3, 2009

Se a coisa persiste? Claro, em 2008, 2009, 2000 e... Fundamentalismo é um modo de estar no mundo

Ignorância à parte, minha preocupação é geopolítica!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Biblia Hebraica Quinta: Deuteronômio

Meu amigo e colega Cássio Murilo esteve em Brodowski em julho e trouxe-me de presente o fascículo do Deuteronômio da Biblia Hebraica Quinta. Um magnifico presente!

Calcula-se que A Biblia Hebraica Quinta, sucessora da Biblia Hebraica Stuttgartensia, inicialmente pensada para 2010, só deverá estar completa por volta de 2020 ou mais tarde ainda.


McCARTHY, C. (ed.) Biblia Hebraica Quinta: Deuteronomy. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2007, xxxii + 104 + 190 p. - ISBN 3438052652.


Biblia Hebraica Quinta: Deuteronomy

A resenha de Mark McEntire na Review of Biblical Literature [acessível só para sócios da SBL desde 2016] começa assim:

These are fascinating times for those interested in the production of critical editions of the Tanak. Three projects are currently underway, each going about the task in a unique way (...) Biblia Hebraica Quinta (...) The Hebrew Bible: A Critical Edition (HBCE) (...) The Hebrew University Bible Project is a multivolume critical edition using a diplomatic presentation of the Aleppo Codex...

Leia Mais:
Bíblias Online na Sociedade Bíblica Alemã
Edições acadêmicas da Bíblia na DBG


>> Última atualização:  18.03.2016 - 11h00

domingo, 2 de agosto de 2009

Não há conversão, só negociação

Neopaganismo evangélico
Teologia pentecostal se afasta da tradição judaico-cristã ao atribuir ao mal uma potência independente de Deus e dos homens, afirma José Arthur Giannotti, professor emérito da USP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento - CEBRAP, em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, 02.08.2009.

Leia o artigo.

Fonte: Notícias - IHU On-Line: 02/08/2009

Leia Mais:
Religião e Igrejas

sábado, 1 de agosto de 2009

Maria Esther Maciel: O Livro dos Nomes

Prêmio São Paulo de Literatura 2009
Na próxima segunda-feira, dia 3 de agosto, serão anunciados os vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura 2009. Os ganhadores nas duas categorias - Prêmio São Paulo de Melhor Livro do Ano de 2008 e Prêmio São Paulo de Melhor Livro de Autor Estreante do Ano de 2008 – receberão, cada um, R$ 200 mil. O Prêmio teve 217 romances de 75 editoras e 13 autores independentes inscritos. Os livros finalistas foram escolhidos após avaliação de júri formado pelos professores Ivan Marques e Marcos Moraes, pelos escritores Menalton Braff e Fernando Paixão, pelos livreiros Paula Fabrio e José Carlos Honório, pelos críticos literários Marcelo Pen e Josélia Aguiar e os leitores Márcia de Grandi e Mario Vitor Santos, informa o site da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Entre os dez finalistas de Melhor Livro do Ano de 2008 está minha amiga e conterrânea:


Maria Esther Maciel, O livro dos nomes. São Paulo: Companhia das Letras, 2008, 176 p. - ISBN 9788535911640.



Esther, estou torcendo por você!


Esta é a lista completa dos finalistas, em ordem alfabética:

Melhor Livro do Ano de 2008:
  • Carola Saavedra, Flores azuis (Companhia das Letras)
  • João Gilberto Noll, Acenos e afagos (Record)
  • José Saramago, A viagem do elefante (Companhia das Letras)
  • Lívia Garcia-Roza, Milamor (Record)
  • Maria Esther Maciel, O livro dos nomes (Companhia das Letras)
  • Milton Hatoum, Órfãos do Eldorado (Companhia das Letras)
  • Moacyr Scliar, Manual da paixão solitária (Companhia das Letras)
  • Ronaldo Correia de Brito, Galiléia (Editora Objetiva)
  • Silviano Santiago, Heranças (Rocco)
  • Walther Moreira Santos, O ciclista (Autêntica Editora)
Melhor Livro do Ano - Autor Estreante - de 2008:
  • Altair Martins, A parede no escuro (Record)
  • Contardo Calligaris, O conto do amor (Companhia das Letras)
  • Estevão Azevedo, Nunca o nome do menino (Editora Terceiro Nome)
  • Francisco Azevedo, O Arroz de Palma (Record)
  • Javier Arancibia Contreras, Imóbile (7 Letras)
  • Marcus Vinicius de Freitas, Peixe morto (Autêntica Editora)
  • Maria Cecília Gomes dos Reis, O mundo segundo Laura Ni (Editora 34)
  • Rinaldo Fernandes, Rita no pomar (7 Letras)
  • Sérgio Guimarães, Zé, Mizé, Camarada André (Record)
  • Vanessa Barbara e Emilio Fraia, O verão do Chibo (Editora Objetiva)

Biblical Studies Carnival 44

Seleção das melhores postagens de julho de 2009.

Na verdade, as mais bizarras - A Funhouse Edition.

Trabalho feito por Jim West, em seu biblioblog homônimo.

Boa sorte neste dédalo...

Biblioblog Top 50 - Julho de 2009

Veja a lista dos 50 biblioblogs mais frequentados no mês de julho em Biblioblog Top 50 - July 2009.

Em junho o Observatório Bíblico foi o décimo colocado. Caiu três pontos, sendo o décimo terceiro em julho.