sábado, 20 de junho de 2009

Porque é importante ler Philip R Davies

Recebi, dias atrás, o número de abril de 2009 da CBQ - The Catholic Biblical Quarterly. Este é o volume 71, número 2.

Nas páginas 367-368, Megan Bishop Moore, da Wake Forest University, Winston-Salem, NC, resenha o livro de Philip R. Davies, The Origins of Biblical Israel. London: T & T Clark, 2007, x + 197 p. - ISBN 9780567043818 (Hardcover) - publicado em Paperback em 2009 - como dito aqui.

E diz mais para o final, avaliando o impacto do estudo:
Not surprisingly, the implications of D.'s theories for traditional histories of Israel are large and potentially devastating...

O que, em tradução mais ou menos livre, significa:
Não surpreende que as implicações das teorias de Philip R. Davies para as Histórias de Israel tradicionais sejam grandes e potencialmente devastadoras...

Leia Mais:
Philip R. Davies
In Search of ‘Ancient Israel’ - Resenha na Ayrton's Biblical Page

Um comentário:

informadordeopiniao disse...

Eu vejo que Philip Davies ao alicerçar seu programa insiste numa retórica de condenar a "teleologia" embuída em outros programas, segundo ele, "repletos de teologia". Contudo, ele oferece outro programa como outros, calcado em ideologias também, de descontrutivismo, etc. A sociologia não é uma ciência unitária, é ao longo do tempo foi comum pesquisadores projetarem anacronismos de teoria do estado weberiana e teorias marxistas aplicadas (e revistas) às sociedades após Revolução Insustrial àquele mundo. Então, dizer apenas "sociologia" não resolve.
O trabalho dele tem o principal mérito, a própria erudição de Davies. Contudo, a retórica dele só seduz quem está mergulhado ao fundo na mentalidade dele. O ideal, ao invés de sacudirmos as outras perspectivas com um safanão por figuras conotativas, avaliarmos o mérito de cada uma. Até porque eu tenho visto que dependendo do grupo, a ênfase ou a desconsideração para com determinadas pesquisas e descobertas arqueológicas é deveras seletiva.
Por exemplo, uma pessoa com perspectiva divergente e que gasta um espaço igual na retórica é o Wiliam Dever. Thompsom de Copenhague também.
James K. Hoffmeier, tem tanto mérito quanto Phillip Davies, e outro viés.
Se nos levarmos por uma retórica dessas em particular, tendermos a impô-la pelo próprio constrangimento de um "clima de opinião". Essas seriam minhas reservas para com o discurso dele. É mais um entre outros, que procura se impor pela homilética.

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