quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O Buteco do Biu e o atual tsunami financeiro

Para compreender o atual tsunami financeiro, existe um texto que está espalhado por aí, em mais de uma versão, e que é bem didático. É o caso do Buteco do Biu, talvez, nas origens, um certo Pendura, Sebastião...

Mas tem um porém: ando achando que este texto explica só o começo, porque vivo escutando que o pior ainda virá...

Uma das versões começa assim:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bebuns e quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha...

Leia:
Pendura, Sebastião - Filthy McNasty: 21 de março de 2008
Um Bar, na Vila Carrapato - Liberal, Libertário, Libertino: 26 de setembro de 2008
Sérgio Pamplona: O Buteco do Biu - Vi o Mundo: 29 de setembro de 2008


Se você prefere outro tipo de leitura, tente as seguintes, entre tantas possíveis:
:: A farra financeira consensuada pelas elites - Gustavo Barreto, em Carta Maior: 24/09/2008
Enquanto a mídia corporativa brasileira fala em crise, há décadas ativistas e intelectuais denunciam caráter explorador do sistema financeiro. Enquanto especuladores e banqueiros alimentam-se da desordem mundial da globalização financeira, trabalhadores em todo o planeta arcam com custos da “economia de cassino” dos EUA.


:: Os antecedentes da tormenta - Luiz Gonzaga Belluzzo, em Carta Maior: 07/10/2008
O que se verifica neste dias é (...): capitais se movem livremente pelo planeta apostando na desvalorização das moedas; promovendo chantagem explícita contra políticas de juro baixo; ou ainda tomando posição nos mercados à vista, ou de contratos futuros, contra economias supostamente dotadas de moedas frágeis. Se esses mercados funcionam livremente, a especulação é inevitável - por definição, eles são mercados especulativos. Falar em controle de capitais tornou-se um anátema a partir dos anos 70– pelo menos foi assim até a emergência da nova crise acionada pelo estouro da bolha imobiliária nos EUA. Na verdade, os grandes protagonistas do processo econômico, a grande empresa internacional e os grandes bancos, frequentemente ganham mais dinheiro no mercado financeiro do que na produção de mercadorias...


:: Tudo o que você quer saber sobre a crise mas tem medo de não entender - Walden Bello, em Carta Maior: 07/10/2008
O que causou o colapso do centro nevrálgico do capitalismo global? O pior já passou? O que a crise de superprodução dos anos 70 tem a ver com os acontecimentos recentes? Qual a relação entre a política de reestruturação neoliberal, adotada para superar a crise de superprodução, e o colapso de Wall Street? Como se formam, crescem e explodem as bolhas e como se formou a atual bolha imobiliária? Walden Bello, professor de ciências políticas e sociais, oferece algumas respostas a tais questões.


:: Blog do Luis Nassif - vários textos - confira também a aba Economia


:: A crise financeira internacional. O retorno de Keynes - IHU On-Line, edição 276: 06/10/2008
Contribuem para a discussão:
. Gilberto Dupas: A ética do mercado financeiro internacional é o lucro
. Antonio Prado: Hegemonia neoliberal: “Certamente não foi um período brilhante para a história da humanidade”
. Carlos Lessa: “A extensão dessa crise vai ser medida pelo impacto dela sobre a China”
. Fernando Ferrari Filho: A “mão invisível” do mercado não funciona sem a “mão visível” do Estado
. José Guilherme Vieira: O neoliberalismo acabou (não foi o fim da história, portanto)
. Leda Paulani: “O discurso neoliberal continuará impassível a desfiar os seus disparates”
. Luiz Gonzaga Belluzzo: “Será difícil que o padrão que prevaleceu até hoje possa sobreviver”
. Roberto Camps Moraes: A crise atual não pode ser atribuída ao capitalismo e às idéias econômicas liberais
. Luiz Antônio de Oliveira Lima: “O dinheiro não se administra a si mesmo”. Lições da política econômica keynesiana

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