segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Etica Mundial abre escritório no Brasil

“A Fundação Ética Mundial está chegando na hora certa ao Brasil”

O vice-presidente da Fundação Ética Mundial internacional, Karl-Josef Kuschel, congratula a inauguração do primeiro escritório da fundação no Brasil, em parceria com o IHU

Por Moisés Sbardelotto

Quando, na noite da próxima quarta-feira, 29 [de outubro de 2008], o Escritório da Fundação Ética Mundial no Brasil for oficialmente inaugurado, a Fundação internacional, com sede na Alemanha, terá conquistado, pelo menos, dois grandes objetivos: instituir seu primeiro escritório no mundo de língua portuguesa e, acima de tudo, na maior nação de solo latino-americano. Essa é a opinião do teólogo e vice-presidente da Fundação, Prof. Dr. Karl-Josef Kuschel, em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line.

Essa conquista ocorre graças à parceria entre o Instituto Humanitas Unisinos (IHU), a Fundação Ética Mundial internacional (Stiftung Weltethos, no alemão) e o Centro de Cooperação Internacional Brasil-Alemanha da Universidade Federal do Paraná (CCIBA-UFPR). O novo projeto, que fará parte do Instituto Humanitas Unisinos — IHU, irá colaborar com a difusão da idéia de uma “ética mundial”, desenvolvida, primeiramente, na obra Projeto de ética mundial. Uma moral ecumênica em vista da sobrevivência humana (São Paulo: Paulinas, 1992), do teólogo suíço Hans Küng, um dos mais renomados professores universitários da cena intelectual alemã e atual presidenteda Fundação.

Já tendo ultrapassado fronteiras e mares, a Fundação chegou a diversos países, como Suíça, República Tcheca, Holanda, na Áustria, México, Colômbia e agora o Brasil. “Ela não quer dirigir-se apenas a pessoas religiosas, mas também a não-religiosas e seculares”, afirma Kuschel. Segundo ele, “sobre valores fundamentais, tanto pessoas crentes como não crentes podem entender-se e cooperar para o bem da sociedade”. E afirma: “Neste sentido, em face do novo pluralismo no Brasil, a instituição da Fundação está chegando na hora certa”, também para dar orientação a “uma nova geração de pessoas de formação acadêmica, jovens, homens e mulheres”.

Karl-Josef Kuschel é teólogo e vice-presidente da Fundação Ética Mundial, atividade integrada à de seu antigo mestre e atual interlocutor, Hans Küng, de quem havia sido assistente científico por duas décadas, até 1989. Titular da cátedra de Teologia da Cultura e do Diálogo Inter-Religioso na Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Tübingen, Alemanha, Kuschel é internacionalmente reconhecido na área do diálogo inter-religioso entre judeus, cristãos e muçulmanos e na relação entre teologia e literatura. Doutor honoris causa pela Universidade de Lund, na Suécia, é autor de mais de 40 livros, dentre os quais Os escritores e as escrituras (São Paulo: Loyola, 1999), Discordia en la casa de Abrahan. Lo que separa y lo que une a judíos, cristianos e musulmanes (Navarra: Verbo Divino, 1996) e Juden, Christen, Muslime. Herkunft und Zukunft (Düsseldorf: Patmos, 2007).

Transcrito da Revista IHU On-Line, edição 279, de 27/10/2008.

Leia a entrevista do Prof. Dr. Karl-Josef Kuschel na Revista IHU On-Line. O tema de capa deste número é Morte. Resiliência e fé. Na versão em pdf a entrevista de Karl-Josef Kuschel está nas p. 29-30.

Leia Mais:
Projeto de Ética Mundial. Um debate
Hans Küng no Brasil - Textos publicados em 2007 e 2008 no Observatório Bíblico

As origens de Israel: polêmico artigo de Rainey

O Professor Emérito de Culturas do Antigo Oriente Médio e de Linguística Semítica da Universidade de Tel Aviv, Israel, Anson Rainey, tentou mostrar, em artigo recente na Biblical Archaeology Review (BAR), que os primeiros israelitas são pastores nômades originários da Transjordânia. Ele argumenta que a Bíblia é clara sobre este ponto e que os dados linguísticos lhe dão razão. Para ele toda a pesquisa dos últimos 46 anos, desde Mendenhall, em 1962, que mostra Israel surgindo a partir de Canaã, carece de fundamento e está equivocada.

Levou "cascudos" de tudo quanto foi lado. Merecidos. Incorreu em vários equívocos conhecidos e amplamente debatidos por dezenas de especialistas nesta área.

Vale a pena acompanhar a polêmica que o artigo suscitou. E vale a pena ler mais sobre o assunto em vários textos, em português, que estão em minha página e em meu blog.

O artigo de Anson Rainey:
:: Inside, Outside: Where Did the Early Israelites Come From? - By Anson Rainey - BAR 34:06, Nov/Dec 2008 - Reproduzido em Bibbiablog
Before they settled in the hill country of Canaan, where did the earliest Israelites come from and what was the nature of their society? The Bible is very clear. They were pastoral nomads who came from east of the Jordan. Much of the scholarship of the last part of the 20th century, however, has reached a far different conclusion. One might almost describe it as diametrically opposed to the Biblical account. According to this scholarship, the Israelites were originally Canaanites fleeing from the city-states of the coastal plain west of the hill country.

Algumas reações:
:: Anson Rainey, ‘East of the Jordan’ is not ‘The Rest of the Ancient Near East’ - Posted by ntwrong at October 23, 2008 - Blog N. T. Wrong
Anson Rainey’s article in the latest BAR (34:06, Nov/Dec 2008) is a confused and misleading piece of popular apologetics. The best to be said for it is that, in trying to prove a Transjordanian origin for ‘Israel’, it has managed to undermine its broader thesis (which argues that the biblical account of Israel’s origins are historically true).

:: Rainey's Selective Use of Evidence For Israelite Origins - Posted by Douglas Mangum at October 25, 2008 - Blog Biblia Hebraica
I've only just had the time to read over Anson Rainey's recent BAR article on Israel's origins. I have to admit I was baffled by his selective use of evidence and his conflation of archaeological, historical, and biblical material unrelated to his primary claim. He starts off on the wrong foot and continues down the non sequitur path. I'm sure his argument made sense in his own mind, but what he's presented is a jumble of selectively chosen facts, a false dichotomy of competing theories, and a caricature of the evidence and arguments for Israelites as native Canaanites. There are so many issues with his assumptions and use of evidence that I can't imagine taking the time to offer a complete critique. Fortunately, I don't need to do all the work on this one. Several others have pointed out some of the issues with Rainey's article already.

:: On The Selective Use Of Linguistic Data - Posted by Duane Smith at October 25, 2008 - Blog Abnormal Interests
The other day I accused Anson Rainey of selectively using linguistic data to make a point about the origins of the Hebrew language and the people who spoke it. In an earlier post I listed most, if not all, of Rainey's examples and gave a couple of counter examples of my own. I decided to do a little experiment. I make no claim of completeness. First, I when through Garr's table, 206-214, of isoglosses between various North West Semitic languages and noted those where Hebrew agreeds with Phoenician, more or less unambiguously, over against Aramaic. I may have missed one or two but here is I what found.


Leia Mais:
A História de Israel no Debate Atual - Artigo na Ayrton's Biblical Page
Anson Rainey nos Biblioblogs
As Origens de Israel - História de Israel na Ayrton's Biblical Page
As Origens de Israel no Blog Observatório Bíblico e na Ayrton's Biblical Page
As Origens de Israel nos Biblioblogs
Biblical Studies - Lista de Discussão [na caixa de Busca/Search digite: Anson Rainey's article on Israel's Origin]
Bibliografia para o estudo da História de Israel
Marcador "Bibliografia Bíblica" no Blog Observatório Bíblico
Marcador "História do Antigo Oriente Médio" no Blog Observatório Bíblico
Pode uma 'História de Israel' Ser Escrita? - Artigo na Ayrton's Biblical Page
Resenha de Israel Finkelstein/ Neil Asher Silberman, The Bible Unearthed [A Bíblia não tinha razão] na Ayrton's Biblical Page
Resenha de Philip R. Davies, In Search of ‘Ancient Israel’ na Ayrton's Biblical Page

domingo, 26 de outubro de 2008

Gerd Theissen: O Movimento de Jesus

Esta é uma revisão do conhecido livro de Gerd Theissen, Sociologia do Movimento de Jesus [original alemão: 1977]. São Leopoldo: Sinodal/Vozes, 1989, 187 p. - ISBN 8523301968.


THEISSEN, G. O Movimento de Jesus: História social de uma revolução de valores. São Paulo: Loyola, 2008, 480 p. - ISBN 8788515035502.


Original alemão: Die Jesusbewegung. Sozialgeschichte einer Revolution der Werte. Gütersloh: Gütersloher Verlagshaus, 2004, 320 S. - ISBN 9783579065038.


Diz a Loyola:
Em Sociologia do Movimento de Jesus (...) Theissen defendeu quatro teses: no começo do cristianismo primitivo havia carismáticos itinerantes sem pátria, (que), vivenciando uma ética radical, faziam parte de um movimento intrajudaico de renovação. (O) seu surgimento foi condicionado por uma crise da sociedade judaico-palestina, (enquanto) sua resposta a essa crise era uma visão de amor e reconciliação. Da revisão desse escrito surgiu o presente livro. A estrutura continua a mesma. A tese do radicalismo itinerante também é defendida aqui. Os carismáticos itinerantes eram considerados a medula do movimento de Jesus, um movimento intrajudaico de renovação, desencadeado por Jesus no âmbito sírio-palestino, que floresceu entre 30 e 70 d.C. Neste livro ele é ambientado ainda mais na história do povo judeu pela comparação com outros movimentos de renovação do judaísmo. Em conseqüência, defende-se a tese de que esse movimento aprendeu do fracasso de outros anteriores e assimilou experiências prévias. Somente assim foi capaz de, na forma do jovem cristianismo dele decorrente, sair da cultura autóctone, penetrando e alterando a cultura estrangeira superior. O autor descreve sua realidade histórico-social e psicológico-social. Suas análises mostram que, em vez do poder, os seguidores de Jesus realizaram uma revolução dos valores, das normas e das convicções religiosas. A esse movimento devemos algumas das nossas mais preciosas tradições.

Gerd Theissen, nascido em 1943, é Professor de Teologia do Novo Testamento na Universidade de Heidelberg, Alemanha. Veja mais publicações de Gerd Theissen aqui e aqui.

História de Israel de Giovanni Garbini foi publicada

Como anotei em 10 de setembro passado, foi lançado recentemente o novo livro de História de Israel de Giovanni Garbini.


GARBINI, G. Scrivere la storia d'Israele. Brescia: Paideia, 2008, 352 p.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Novas Enquetes Biblicas - Biblical Polls

Você está convidado/a a votar em três novas enquetes/polls publicadas hoje na Ayrton's Biblical Page:

:: Você já leu algum livro sobre Paulo ou sobre suas cartas?
Três opções de resposta, coisa simples. No "estilo mineiro": sim, não e... muito antes pelo contrário!

:: Você já leu algum livro de História do Antigo Israel?
Como a anterior, apenas 3 opções de resposta.

:: Qual é o melhor livro de/sobre "História de Israel" que você já leu?
Esta é uma questão mais ampla. São citadas 100 obras na área de história e historiografia de Israel. O conjunto está dividido em 5 enquetes com 20 obras em cada uma delas, em ordem alfabética pelo sobrenome do autor e/ou organizador, o que permitirá ao votante escolher até 5 obras de uma só vez.

As obras selecionadas utilizam abordagens arqueológicas e, especialmente, históricas, cobrindo desde as origens de Israel até a Palestina do século I d.C. Observará, porém, o leitor que, limitado pelo espaço, menciono apenas o sobrenome do autor e/ou organizador da obra - várias são coletivas - e parte do título. Quem desejar ver as indicações completas, poderá encontrá-las, em bom número, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Os 100 livros foram escolhidos entre mais de 200 obras na área de História de Israel que são de meu conhecimento, e que, sei bem, representam uma ínfima parte do que existe de importante neste campo de estudo. Estão em seis línguas diferentes, sendo cerca de 1/3 do conjunto em português. Infelizmente, quase todas obras traduzidas, já que nossa produção acadêmica brasileira é, nesta, como em muitas outras áreas, extremamente limitada.

As outras línguas representadas são o inglês, o italiano, o espanhol, o alemão e o francês.

Visite a página das Enquetes Bíblicas - Biblical Polls e Vote!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Em defesa das conquistas da exegese acadêmica

Do mesmo jornalista citado no post anterior, John L. Allen Jr., li hoje um texto que me chamou a atenção: Synod: Coming to praise Bible scholarship, not just bury it.

Texto publicado em 19/10/2008 no National Catholic Reporter Conversation Cafe, seção dos blogs do jornal.

Segundo o jornalista, em seu John L Allen Jr Daily's blog, embora os participantes do Sínodo possuam pontos de vista divergentes, estão muito mais voltados para a firme defesa das conquistas da exegese acadêmica do que para sua crítica ou depreciação.

Transcrevo o seu texto, sem opinar, até mesmo porque não disponho de nenhuma informação direta sobre o assunto.

Blaming Bible scholars for a crisis of faith in the West is a time-honored exercise in Christian thought, but after a fairly tough opening round for the Biblical guild during the current Synod of Bishops in Rome, notes of praise as well as burial are beginning to be heard.

Bemoaning the corrosive influence of skeptical currents in exegesis has long been a truly ecumenical enterprise. In the early years of the 20th century, both Pope Pius X in his anti-modernist encyclical Lamentabili sane, and the Bible Institute of Los Angeles in a series of tracts called The Fundamentals: A Testimony To The Truth (from which “fundamentalism” draws its name), put scientific study of the Bible squarely in the dock.

During the first round of speech-making in the Oct. 5-26 synod, a host of bishops revived this tradition, though in less polemical fashion. Archbishop Terrence Prendergast of Ottawa, Canada, for example, suggested that a “loss of confidence among Catholics that scripture truly communicates God’s revelation” may be related to “the influence of modern Biblical scholarship on preaching.”

One could be forgiven the impression that for some bishops, modern Bible scholarship ought to come with a warning label: “May be hazardous to your faith.” Even Pope Benedict XVI got into the act, describing what he called a “so-called mainstream of exegesis in Germany” which “denies that the Lord instituted the Holy Eucharist, and says that Jesus’ corpse stayed in the tomb.”

Yet when the circoli minores, or small groups, that are currently working on propositions to be submitted to the pope gave their initial reports late last week, several came to the defense of Bible scholars. The result suggests that some synod participants may be concerned that an excessively negative tone could risk demoralizing those Bible scholars who are trying to put their talents at the service of the church [sublinhado meu].

A German-language group led by Bishop Friedhelm Hofmann of Würzburg, for example, reported on Friday afternoon that it had detected “a certain fear about the historical-critical method” in the first round of debate in the synod. The group warned that such fear could “endanger the merits and fruits of scientific exegesis.”

A properly spiritual interpretation of the Bible, Hofman’s group said, requires scientific exegesis as its “premise.”

A Spanish working group led by Fr. Julian Carrón, president of the Communion and Liberation movement, proposed that the synod offer a note of thanks to Catholic institutes of Bible studies, “especially those in Rome and Jerusalem” – a clear reference to the Jesuit-run Pontifical Biblical Institute in Rome and to the Dominican-run École Biblique in Jerusalem. Both are known for efforts to apply historical-critical tools to the study of scripture, though in the context of church teaching and tradition.

A French-language group led by Bishop Joseph Bouchard of Saint Paul in Alberta, Canada, suggested that references to Bible scholars in the synod documents be “positive,” since “the vocation of the exegete is to help the church’s judgment grow more mature.”

Taken together, the comments suggest that the synod is groping for a more balanced approach to historical-critical study, and the use of other scientific tools to understand the Bible, so that the other main point made by Benedict XVI in his brief remarks on Tuesday not get lost: Christianity is a historical religion, the pope said, not a myth, and hence it’s entirely appropriate that it be the subject of serious historical research.

Other points to emerge from the small group reports include:
• A basically positive tone with regard to Liturgies of the Word, led in many cases by laity, in regions where priest shortages dictate that there is no regular access to the Sunday Eucharist.

• A desire for deeper study of the reasons why some Catholics are defecting to Pentecostal and Evangelical movements, as well as repackaged versions of tribal and indigenous religion, in some parts of the world.
• Support for reading and reflecting on the Bible within small Christian communities, often referred to as “base communities” or “basic ecclesial communities.”
• Deeper attention to the ecumenical and inter-religious dimension of the Bible, especially in relations with Jews.
• Near-universal support for translations of the Bible into more languages, especially those spoken by poor and isolated communities.
• Division over three practical ideas that surfaced during the synod’s opening round: 1) a “compendium” or “directory” for homilists and preachers; 2) creating a special World Congress on the Word of God, analogous to existing Eucharistic Congresses; 3) revising the Lectionary, the collection of scripture readings for use at Mass. In each case, one group appeared to endorse the idea, while another expressed ambivalence or outright opposition.

The Synod of Bishops on "The Word of God in the Life and Mission of the Church" runs Oct. 5-26 in Rome.

Carlos Mesters fala sobre o Sínodo

A Palavra está presente em todos os setores da vida da Igreja
Ao falar sobre a importância dos círculos bíblicos, Frei Carlos Mesters afirma que neles “a Bíblia se torna um espelho, no qual as pessoas descobrem dimensões mais profundas da sua própria vida que antes não tinham percebido”. Para ele, na entrevista (...) concedida por e-mail para a IHU On-Line, a importância de um sínodo sobre a Bíblia no atual momento é muito grande por vários motivos, dentre os quais “o aprofundamento que a Palavra de Deus pode trazer para a vida humana” e a percepção da “importância da presença da sabedoria de Deus na leitura que os pobres do mundo inteiro fazem da Bíblia” (...) Mesters é assessor de um dos bispos brasileiros na XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que ocorre de 5 a 26 de outubro, no Vaticano. A entrevista a seguir foi elaborada em parceria com a equipe de Teologia Pública do Instituto Humanitas Unisinos - IHU.


Leia a entrevista de Carlos Mesters na revista IHU On-Line, edição 278, de 20/10/2008. O tema de capa deste número é A financeirização do mundo e sua crise. Uma leitura a partir de Marx. Na versão em pdf a entrevista de Carlos Mesters está nas p. 29-30.




Outros pontos de vista sobre o Sínodo podem ser vistos no texto do jornalista norte-americano John L. Allen Jr. publicado no National Catholic Reporter em 17/10/2008 e reproduzido por Notícias: IHU On-Line em 20/10/2008: O Sínodo sobre a Bíblia em busca de um meio termo.


Se preferir, veja o original: The Synod on the Bible looks for middle ground; A 'poignant' press conference:
...One might say that the synod, dedicated to "The Word of God in the Life and Mission of the Church," is trying to steer a middle course between two extremes: Biblical fundamentalism, and secular skepticism. Cardinal William Levada, Prefect of the Congregation for the Doctrine of the Faith, told NCR on Thursday that he regards these seeming opposites as, in a sense, symbiotic: When fundamentalists make claims about the Bible that can't be reconciled with reason, he said, it feeds skepticism about the Bible in the broader culture. The aim of the synod could therefore be phrased as awakening a renewed passion for scripture, while simultaneously encouraging Catholics to read the Bible within the living tradition of the church -- thereby, or so the theory goes, holding faith and reason together. I'll give a quick summary of the proceedings so far, first looking at areas of general agreement and then three tensions that, at this stage, remain unresolved...


Leia Mais:
Sandro Magister em Chiesa (vários textos)
Sínodo dos Bispos - Synod of Bishops in Rome

domingo, 19 de outubro de 2008

Livro de Martini em espanhol e italiano

Foi traduzido para o espanhol o livro do cardeal e biblista Carlo Maria Martini Colóquios noturnos em Jerusalém.

O original, como se sabe, é em alemão: MARTINI, C. M.; SPORSCHILL, G. Jerusalemer Nachtgespräche: Über das Risiko des Glaubens. Freiburg: Herder, 2008, 144 S. - ISBN 9783451059797.

A edição em espanhol é: MARTINI, C. M.; SPORSCHILL, G. Coloquios nocturnos en Jerusalén. Madrid: San Pablo, 2008, 200 p. - ISBN 9788428533836.

Está programada para novembro a edição italiana de Colloqui notturni a Gerusalemme. Pela editora Mondadori.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Capitalismo em Crise

Acompanhe a situação atual lendo a página especial de Carta Maior: Capitalismo em Crise.

Textos assinados por Luiz Gonzaga Belluzzo, Bernardo Kucinski, José Saramago, Flávio Aguiar, Noam Chomsky, Nouriel Roubini, François Chesnais, Maria da Conceição Tavares, Walden Bello, Eric Hobsbawm, Joseph Stiglitz, Ignacio Ramonet, José Luís Fiori, Gilson Caroni Filho, Michael Moore, Eduardo Galeano e muitos outros.

Resenhas na RBL: 13.10.2008

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Edward Adams
The Stars Will Fall from Heaven: Cosmic Catastrophe in the New Testament and Its World
Reviewed by Lorenzo DiTommaso

William Sanger Campbell
The "We" Passages in the Acts of the Apostles: The Narrator as Narrative Character
Reviewed by Jean-François Racine

Andrew D. Clarke
A Pauline Theology of Church Leadership
Reviewed by Stephan Joubert

Benjamin Fiore
The Pastoral Epistles: First Timothy, Second Timothy, and Titus
Reviewed by Korinna Zamfir

Bas ter Haar Romeny, ed.
The Peshitta: Its Use in Literature and Liturgy: Papers Read at the Third Peshitta Symposium
Reviewed by Robert A. Kitchen

Daniel Hillel
The Natural History of the Bible: An Environmental Exploration of the Hebrew Scriptures
Reviewed by Norman Habel

Werner G. Jeanrond and Andrew D. H. Mayes, eds.
Recognising the Margins: Developments in Biblical and Theological Studies
Reviewed by Peter R. Rodgers

Matthew Levering
Ezra and Nehemiah
Reviewed by Ralph W. Klein

Graham S. Ogden
Qoheleth
Reviewed by Ludger Schwienhorst-Schönberger

R. J. R. Plant
Good Figs, Bad Figs: Judicial Differentiation in the Book of Jeremiah
Reviewed by Mark Brummitt

Fernando F. Segovia and R. S. Sugirtharajah, eds.
A Postcolonial Commentary on the New Testament Writings
Reviewed by Jonathan A. Draper
Reviewed by Hans Leander

Robert B. Stewart, ed.
Intelligent Design: William A. Dembski and Michael Ruse in Dialogue
Reviewed by Christopher Heard

Ilse Wegner
Eine Einführung in die hurritische Sprache
Reviewed by Ignacio Marquez Rowe

Stephen Westerholm
Understanding Matthew: The Early Christian Worldview of the First Gospel
Reviewed by David C. Sim

Bible and Interpretation foi reativada

Ora, que boa notícia!

O que é Bible and Interpretation?

:: Publicação dedicada às últimas notícias, comentários e editoriais sobre as interpretações arqueológicas, históricas e exegéticas relevantes para o estudo da Bíblia. Dirigida ao público leigo e acadêmico.

:: This site is designed to appeal to a significant public and scholarly audience who are interested in the most current news and interpretations on the Bible. It is our endeavor to bring the latest news and information in the field of biblical studies to a wide readership and to contact scholars for comment and analysis. As our site matures and grows, we will elicit articles from individuals representing the best scholarship available for the general public and student [citado do site].

Dica vista em Jim West.

Sínodo dos Bispos - Synod of Bishops in Rome

Confira também:
Settimo Cielo - Blog de Sandro Magister
Vu de Rome - Blog d'Isabelle de Gaulmyn, journaliste au quotidien français La Croix et envoyée spéciale permanente à Rome.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

SOS Cerrado

Você conhece o site de Carlos Terrana, SOS Cerrado?

Veja as incríveis fotos: a beleza da fauna, da flora, das águas e o horror da destruição...

Grandes Blogs da Lista Canônica

Descobri hoje que John Hobbins começou uma série dedicada a blogs significativos que constam da chamada "Lista Canônica" de Biblioblogs.com, mantido por Brandon Wason, Jim West e John Hobbins. Ele diz: I’d like to introduce a series of great blogs that belong on one or more of the canonical biblioblog lists...

Pareceu-me que o critério adotado deverá ser o alfabético, pois o primeiro grande blog abordado é o Abnormal Interests, de Duane Smith.

Faça uma visita a Biblioblogs.com e leia o post Abnormal Interests by Duane Smith, que traz uma apresentação do blog e de seu autor. E fique atento para os que virão em seguida.

Lembro, por fim, que é em Biblioblogs.com que se pode ler a entrevista com o Biblioblogueiro do Mês. Veja Featured Blogger Interviews, onde, até agora, podem ser lidas 35 entrevistas.

Considero estas entrevistas como um dos meios mais eficazes que temos para conhecer a história pessoal e a formação acadêmica de nossos colegas e amigos da comunidade biblioblogueira.

sábado, 11 de outubro de 2008

A linguagem religiosa do mercado

Em O Capital, Marx comparava o capitalismo a uma religião. As mercadorias são percebidas como ídolos, que têm vida própria e decidem o destino dos homens. Esse argumento foi utilizado pelos teólogos da libertação, como Hugo Assmann, Franz Hinkelammert, Jung Mo Sung, para desenvolver uma crítica radical do capitalismo como religião idólatra. A teologia do mercado, de Thomas Malthus ao último documento do Banco Mundial, é ferozmente sacrificial: exige que os pobres ofereçam suas vidas no altar dos ídolos econômicos. Walter Benjamin, ao escrever sobre isso em 1921, não havia lido O Capital. Ele se inspira no sociólogo Max Weber para analisar o caráter cultual do sistema. Na religião capitalista, a cada dia se vê a mobilização do sagrado, seja nos rituais na Bolsa, seja nas empresas, enquanto os adoradores seguem com angústia e extrema tensão a subida ou a descida das cotações. As práticas capitalistas não conhecem pausa, dominam a vida dos indivíduos da manhã à noite, da primavera ao inverno, do berço ao túmulo (Michael Löwy, em entrevista publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo e reproduzida por Notícias: IHU On-Line de 13/01/2008)

[Hugo Assmann] fundou o Departamento Ecuménico de Investigaciones (DEI), onde, juntamente com o seu amigo Franz Hinkelammert, desenvolveu uma sólida linha de pesquisa sobre a relação teologia e economia. Um dos principais resultados de linha de pesquisa é o livro A idolatria do mercado (em co-autoria com F. Hinkelammert, 1989, Vozes), um livro fundamental que merece ser mais estudado e aprofundado. Nesse livro, Assmann desenvolveu uma crítica poderosa aos pressupostos teológicos do sistema de mercado capitalista e das teorias econômicas liberais e neoliberais. Ele desmascarou o que ele chamou de “seqüestro do mandamento do amor” e revelou o processo econômico e teórico que culmina, no capitalismo, com a absolutização do mercado que acaba por exigir e justificar sacrifícios de vidas humanas. Ele chamou esse processo de “idolatria do mercado”. O objeto da sua crítica não era o mercado como tal – que ele reconhecia como algo necessário na vida econômica de uma sociedade ampla e complexa –, mas a sua absolutização... (Hugo Assmann: teologia com paixão e coragem. Artigo de Jung Mo Sung, em Notícias: IHU On-Line: 25/02/2008)

E a direitona furiosa parece que, desta vez, enfiou a mão no "buraco do cupim" (construído pelo termitídeo Cornitermes cumulans) ou, caso se queira, do aterroada, bagabaga, cupim, cupineiro, cupinzeiro, itacuru, itacurubá, itapecuim, itapicuim, morro de muchém, murundu, surujê, tacuri, tacuru, tapecuim, tapicuém, termiteiro, terroada, torroada, tucuri... Como se pode ler em Idolatria do mercado? Dizem que o liberalismo é isso. Mas a coisa não faz o mínimo sentido, por Olavo de Carvalho, em Época, 16 de dezembro de 2000:
...se as pessoas não tiverem mais motivos extra-econômicos – isto é, biológicos, psicológicos, lúdicos, éticos ou fantásticos – para comprar o que compram, simplesmente não comprarão mais, a não ser na hipótese de um inconcebível capitalismo imaterial, no qual, todos os produtos tendo sido reduzidos a dinheiro, as pessoas comam dinheiro, vistam dinheiro, leiam dinheiro e troquem dinheiro por dinheiro [sublinhado meu].

Leia:
Analistas questionam a gravidade da crise - Notícias: IHU On-Line: 11/10/2008
Deus mercado virou diabo (siga os links para os respectivos artigos)

Por outro lado:
...o uso do termo “tóxico”, no plano internacional... era um cliente “subprime”... a injeção de dinheiro dos contribuintes nos bancos para salvá-los da bancarrota vem recebendo o nome de “bailout”...

Leia:
A semântica da crise - Flávio Aguiar, em Carta Maior: 08/10/2008

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Nomeado novo bispo de Patos de Minas

Frei Cláudio Nori é nomeado bispo da diocese de Patos de Minas

O papa Bento XVI nomeou, nesta quarta-feira, 8, o Frei Cláudio Nori Sturm, bispo da diocese de Patos de Minas, vacante desde 30 de maio do ano passado, por causa da transferência de seu bispo, dom João Bosco Oliver de Faria, para a arquidiocese de Diamantina. Frei Cláudio, 55, pertence à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (OFMCap) e, atualmente, é Ministro Provincial da Província de São Lourenço Brindes do Paraná e Santa Catarina. Nascido em Giruá, no Rio Grande do Sul, em 12 de maio de 1953, o novo bispo começou seus estudos no seminário dos Frades Menores Capuchinhos em 1968, em Ouro (SC), e completou o o ensino médio no seminário de Irati (PR). Fez o noviciado em Curitiba (PR), em 1974, emitindo os votos temporários no ano seguinte. Cursou Filosofia e Teologia entre 1975 e 1980 em Ponta Grossa (PR), no Instituto dos Frades Menores Capuchinhos, sendo ordenado presbítero no dia 6 de janeiro de 1980, em Ponta Grossa (PR). Em Roma, fez o mestrado em filosofia no período de 1983 a 1985. Como presbítero, frei Cláudio foi professor no seminário dos Capuchinhos, em Irati (1980-1982) e Ponta Grossa (1986-1994). De 1987 a 1994, foi mestre de postulantes no Convento Bom Jesus, em Ponta Grossa, e diretor do Instituto Superior de Filosofia dos Capuchinhos na mesma cidade. Em Roma, foi reitor do Colégio Internacional São Lourenço de Brindes, de 1995 a 1999. Exerceu ainda a função de Visitador apostólico da Congregação das Irmãs de São Pedro Canísio (2000-2002); foi pároco da paróquia Imaculada Conceição, em Ponta Grossa (2002-2005) e Vigário Provincial da Província São Lourenço Brindes, dos Frades Menores Capuchinhos, do Paraná e Santa Catarina em 2005 e 2006.

Fonte: CNBB - 08/10/2008 08:50:00

Leia Mais:
Ministro Provincial dos Capuchinhos - Blog de Frei Cláudio (com foto)
Fotos de Patos de Minas - SkyscraperCity
Prefeitura Municipal de Patos de Minas (com galeria de fotos)

Machismo ou patriarcalismo?

O Mino voltou

O Blog do Mino Carta está de volta. Aqui.

Deus mercado virou diabo

O Buteco do Biu e o atual tsunami financeiro

Para compreender o atual tsunami financeiro, existe um texto que está espalhado por aí, em mais de uma versão, e que é bem didático. É o caso do Buteco do Biu, talvez, nas origens, um certo Pendura, Sebastião...

Mas tem um porém: ando achando que este texto explica só o começo, porque vivo escutando que o pior ainda virá...

Uma das versões começa assim:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bebuns e quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha...

Leia:
Pendura, Sebastião - Filthy McNasty: 21 de março de 2008
Um Bar, na Vila Carrapato - Liberal, Libertário, Libertino: 26 de setembro de 2008
Sérgio Pamplona: O Buteco do Biu - Vi o Mundo: 29 de setembro de 2008


Se você prefere outro tipo de leitura, tente as seguintes, entre tantas possíveis:
:: A farra financeira consensuada pelas elites - Gustavo Barreto, em Carta Maior: 24/09/2008
Enquanto a mídia corporativa brasileira fala em crise, há décadas ativistas e intelectuais denunciam caráter explorador do sistema financeiro. Enquanto especuladores e banqueiros alimentam-se da desordem mundial da globalização financeira, trabalhadores em todo o planeta arcam com custos da “economia de cassino” dos EUA.


:: Os antecedentes da tormenta - Luiz Gonzaga Belluzzo, em Carta Maior: 07/10/2008
O que se verifica neste dias é (...): capitais se movem livremente pelo planeta apostando na desvalorização das moedas; promovendo chantagem explícita contra políticas de juro baixo; ou ainda tomando posição nos mercados à vista, ou de contratos futuros, contra economias supostamente dotadas de moedas frágeis. Se esses mercados funcionam livremente, a especulação é inevitável - por definição, eles são mercados especulativos. Falar em controle de capitais tornou-se um anátema a partir dos anos 70– pelo menos foi assim até a emergência da nova crise acionada pelo estouro da bolha imobiliária nos EUA. Na verdade, os grandes protagonistas do processo econômico, a grande empresa internacional e os grandes bancos, frequentemente ganham mais dinheiro no mercado financeiro do que na produção de mercadorias...


:: Tudo o que você quer saber sobre a crise mas tem medo de não entender - Walden Bello, em Carta Maior: 07/10/2008
O que causou o colapso do centro nevrálgico do capitalismo global? O pior já passou? O que a crise de superprodução dos anos 70 tem a ver com os acontecimentos recentes? Qual a relação entre a política de reestruturação neoliberal, adotada para superar a crise de superprodução, e o colapso de Wall Street? Como se formam, crescem e explodem as bolhas e como se formou a atual bolha imobiliária? Walden Bello, professor de ciências políticas e sociais, oferece algumas respostas a tais questões.


:: Blog do Luis Nassif - vários textos - confira também a aba Economia


:: A crise financeira internacional. O retorno de Keynes - IHU On-Line, edição 276: 06/10/2008
Contribuem para a discussão:
. Gilberto Dupas: A ética do mercado financeiro internacional é o lucro
. Antonio Prado: Hegemonia neoliberal: “Certamente não foi um período brilhante para a história da humanidade”
. Carlos Lessa: “A extensão dessa crise vai ser medida pelo impacto dela sobre a China”
. Fernando Ferrari Filho: A “mão invisível” do mercado não funciona sem a “mão visível” do Estado
. José Guilherme Vieira: O neoliberalismo acabou (não foi o fim da história, portanto)
. Leda Paulani: “O discurso neoliberal continuará impassível a desfiar os seus disparates”
. Luiz Gonzaga Belluzzo: “Será difícil que o padrão que prevaleceu até hoje possa sobreviver”
. Roberto Camps Moraes: A crise atual não pode ser atribuída ao capitalismo e às idéias econômicas liberais
. Luiz Antônio de Oliveira Lima: “O dinheiro não se administra a si mesmo”. Lições da política econômica keynesiana

terça-feira, 7 de outubro de 2008

História de Israel de Liverani em português

A Loyola anuncia o lançamento para breve da imprescindível obra de Mario Liverani sobre História de Israel, Oltre la Bibbia: Storia Antica di Israele, publicada em 2003 e que já está na sexta edição no original italiano.

A obra foi também traduzida para o inglês e o espanhol em 2005 e para o francês em 2008. A História de Israel de Mario Liverani será publicada na coleção Estudos Bíblicos.

LIVERANI, M. Para além da Bíblia - História antiga de Israel. São Paulo: Loyola/Paulus, 544 p. - ISBN 9788515035557


Saiba mais sobre Mario Liverani e sua História de Israel nos biblioblogs clicando aqui.

domingo, 5 de outubro de 2008

Divulga 2008: software para acompanhar as eleições

O Divulga 2008 é a aplicação desenvolvida pelo TSE para acompanhamento dos resultados das Eleições 2008.

Faça o download do software - o arquivo em formato zip tem 4,34 MB - e acompanhe, com detalhes, os resultados das eleições municipais de hoje e do segundo turno em todo o Brasil.

É possível acompanhar a votação dos municípios, Estados e de todo o Brasil. Apresenta, ainda, dados estatísticos de candidatos e partidos.

Satiagraha

... o problema da Operação Satiagraha não foram os métodos adotados: foram os alvos escolhidos.

Fonte: Luis Nassif Blog: 04/10/08 19:07

sábado, 4 de outubro de 2008

Resenhas na RBL: 03.10.2008

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Andrew Bernhard
Other Early Christian Gospels: A Critical Edition of the Surviving Greek Manuscripts
Reviewed by Christopher Tuckett

Augusto Cosentino
Il battesimo gnostico: Dottrine, simboli e riti iniziatici nello gnosticismo
Reviewed by Birger A. Pearson

Katharine J. Dell
The Book of Proverbs in Social and Theological Context
Reviewed by Dorothy Akoto

Karin Finsterbusch, Armin Lange, and K.F. Diethard Römheld, eds.
Human Sacrifice in Jewish and Christian Tradition
Reviewed by James W. Watts

Joel B. Green
1 Peter
Reviewed by Paul J. Achtemeier

John Paul Hozvicka
A Primer on Biblical Studies
Reviewed by John Vassar

Steven L. McKenzie and John Kaltner
The Old Testament: Its Background, Growth, and Content
Reviewed by Francis Dalrymple-Hamilton

Daniel Patte, ed.
Global Bible Commentary
Reviewed by Alexander Negrov

Finny Philip
The Origins of Pauline Pneumatology: The Eschatological Bestowal of the Spirit upon Gentiles in Judaism and in the Early Development of Paul's Theology
Reviewed by Justin K. Hardin

Aicha Rahmouni; J. N. Ford, trans.
Divine Epithets in the Ugaritic Alphabetic Texts
Reviewed by James R. Getz Jr.

Varda Sussman
Oil-Lamps in the Holy Land: Saucer Lamps: From the Beginning to the Hellenistic Period: Collections of the Israel Antiquities Authority
Reviewed by Noam Adler

Ben Witherington III
Matthew
Reviewed by David C. Sim

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Biblioblogueiro de outubro 2008: Alan Lenzi

John Hobbins, em Biblioblogs.com, entrevista Alan Lenzi, do biblioblog Bible and Ancient Near East, escolhido como o biblioblogueiro do mês de outubro de 2008.

Alan Lenzi é professor de Bíblia Hebraica e Estudos do Antigo Oriente Médio na University of the Pacífic, em Stockton, Califórnia.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Biblical Studies Carnival XXXIV

Seleção das melhores postagens de setembro de 2008.

Trabalho interessante feito por Doug Chaplin, em seu biblioblog MetaCatholic.

A Guilda dos Minimalistas Bíblicos

No começo do mês, uma boa notícia: uma página dos "minimalistas", inaugurada hoje. Com jeito de blog.

The Guild of Biblical Minimalists [Obs.: blog interrompido]

Diz a página:
Welcome to the home page of The Guild of Biblical Minimalists. You’ll find here news and announcements of interest to members of our Guild. Should you be interested in joining the Guild, please drop us a line in comments with your email address and we will contact you quite soon.

Officers:
Philip Davies - President
Thomas Thompson - Vice President
Keith Whitelam - Secretary/Treasurer
Niels Peter Lemche - Academic Liaison

Sobre os minimalistas, leia, em português, aqui e aqui.

O que é uma guilda? É uma associação, grêmio, sociedade, corporação...

Guilda: do francês guilde (1282) 'corporação de artesãos' - associação que agrupava, em certos países da Europa durante a Idade Média, indivíduos com interesses comuns (negociantes, artesãos, artistas) e visava proporcionar assistência e proteção aos seus membros (Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa - Versão 1.0 - Dezembro de 2001).

Dica de Jim West.