domingo, 31 de agosto de 2008

Fundamentalismo Hoje

Reproduzo do site do CEBI:

Evangélicos e católicos discutem fundamentalismo religioso

Sexta-feira, 29 de agosto de 2008 - 8h18min - por Rev. Haroldo Mendes

"Aconteceu em São Paulo nos dias 21 e 22 de agosto o Seminário Fundamentalismo Hoje. Promovido pelo Fórum Ecumênico Brasil (FE-BRASIL) e organizado pela ASTE, CESE e KOINONIA, o evento foi realizado no Instituto Salesiano Pio XI, no Alto da Lapa na capital paulista.

Entidades ecumênicas e igrejas de várias partes do Brasil e exterior estavam representadas. Entre elas destacamos KOINONIA, CONIC, CAIC, CMI (Genebra), Centro Ecumênico Diego de Medellín (Chile), ICEC (Instituto Cristão de Estudos Contemporâneos) ligado à Igreja Assembléia de Deus Betesda, PROFEC, CLAI, ASTE, entre outras. Além das entidades ecumênicas, também houve a presença da Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

As palestras foram proferidas por especialistas e teólogos. A abertura do seminário foi feita pelo Rev. Zwinglio Mota Dias, doutor em teologia pela Universidade de Hamburgo (Alemanha), professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da UFJF, pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil e editor da revista Tempo e Presença, de KOINONIA. Ele colocou com bastante clareza a realidade do fundamentalismo. No seu entendimento, os fundamentos são necessários para nossa identidade cristã. Entretanto: 'É necessária a alteridade para se revelar ao outro que também construiu sua identidade a partir de seus fundamentos. O diálogo só é possível se houver uma abertura ao diferente. O negativo no fundamentalismo é a intransigência de querer conquistar o outro, que é visto como uma ameaça' (...)

Sobre o fundamentalismo no contexto da Igreja Católica Apostólica Romana, a responsável foi a Professora Brenda Carranza, doutora em ciências sociais, professora-pesquisadora convidada pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Para a Dra. Brenda o fundamentalismo moderno é uma reação à modernidade. Fundamentalismo não é uma ideologia, mas uma atitude. A atitude fundamentalista tem como princípio dois elementos: a defesa da verdade inegociável; a premissa de que minha interpretação da verdade é a correta. Segundo ela, existem quatro tipos de fundamentalismo: científico, cultural, religioso, político-religioso. Brenda destacou que os elementos de identificação do fundamentalismo na Igreja Católica Romana são o Papa, mariologia, sacramentos, eucaristia e mediação dos santos. Ela ressaltou também que para entender o fundamentalismo da Igreja Católica Romana há que se entender o incômodo causado pela renovação carismática católica, que estabelece uma relação com Deus sem mediação (...)

Já no contexto Evangélico ou protestante, a explanação ficou com o Rev. Leonildo Silveira Campos, pastor da Igreja Presbiteriana Independente, teólogo e professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo. Leonildo traçou um histórico do fundamentalismo protestante, desde seu início nas primeiras décadas do século XX nos EUA até chegar ao Brasil. Para ele, o protestantismo brasileiro recebeu a influência do pietismo e do evangelicalismo norte americano. 'Não há diálogo. Todavia, o discurso é fundamentalista, mas a prática é relativista. Diante desse quadro, nossa participação como ecumênicos fica muito difícil. Há o relacionamento ecumênico com vários grupos afins, porém com os pentecostais temos grande dificuldade para o diálogo e ações conjuntas', reforçou Leonildo..."

Leia o texto completo clicando aqui.

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