sexta-feira, 4 de julho de 2008

Paulo de Tarso, segundo alguns filósofos atuais

Filósofos em diálogo com Paulo de Tarso
Uma reflexão fecunda sobre a natureza da identidade aberta desde os tempos messiânicos. Há uns dez anos os filósofos Alain Badiou, Giorgio Agamben e Slavoj Zizek fizeram seus questionamentos em confronto com os escritos de Paulo. A reportagem é de Élodie Maurot e publicada pelo jornal La Croix, 27-06-2008.

Paulo não é propriedade exclusiva dos teólogos. Está a demonstrá-lo o renovado interesse de numerosos filósofos pelos seus escritos. Nestes últimos anos, Paulo se tornou um importante interlocutor no debate sobre muitos questionamentos filosóficos: a questão da identidade, a relação com a história, a tensão entre o particular e o universal, o lugar da Lei, o enigma do surgimento do sujeito, o lugar do dom e da gratuidade... E não nos enganemos: são precisamente filósofos, e não teólogos disfarçados que interpelam aqui o apóstolo: Em Saint Paul. La fondation de l’universalisme (Paris: PUF, 1998, 128 p. - ISBN 9782130488477), o filósofo francês Alain Badiou esclarece logo: “Paulo não é para mim um apóstolo ou um santo. Não me interessa a Boa Nova que ele anuncia ou o culto que lhe tem sido dedicado”.

Leia o texto completo.

Fonte: Notícias do Dia - IHU On-Line: 04/07/2008


Des philosophes en dialogue avec une pensée stimulante
Depuis une dizaine d'années, les philosophes Alain Badiou, Giorgio Agamben et Slavoj Zizek ont confronté leurs interrogations aux écrits de Paul.

Paul n’est pas la propriété des seuls théologiens. L’intérêt renouvelé de nombreux philosophes pour ses écrits en témoigne. Ces dernières années, Paul est devenu un interlocuteur de choix pour débattre de nombreuses interrogations philosophiques : la question de l’identité, le rapport à l’histoire, la tension entre le particulier et l’universel, la place de la Loi, l’énigme du surgissement du sujet, la place du don et de la gratuité… Qu’on ne se méprenne pas : ce sont bien des philosophes, et non des théologiens déguisés, qui interpellent ici l’apôtre. Dans Saint Paul. La fondation de l’universalisme (Paris: PUF, 1998, 128 p. - ISBN 9782130488477), le philosophe français Alain Badiou précise d’emblée: «Paul n’est pas pour moi un apôtre ou un saint. Je n’ai que faire de la Nouvelle qu’il déclare, ou du culte qui lui fut voué.» Précision faite, le dialogue peut se déployer, «librement», «sans dévotion, ni répulsion». Et la pensée de Paul peut être reconnue dans sa «contemporanéité». Badiou y confronte ses interrogations présentes : sa recherche d’une «nouvelle figure militante», qui puisse traverser les impasses de l’«universel abstrait du capital», mais aussi le cul-de-sac des identités communautaires, fermées, qui en sont comme le pendant, et sont légitimées par le «relativisme culturel et historique» contemporain.

Leia o texto completo.

Fonte: La Croix - 27/06/2008 16:25

4 comentários:

Roberson Marcomini disse...

Olá Airton,
Minha formação teológica foi no Itesp em São Paulo 2005, os professores falavam muito dos teus textos. E sou apaixonado por Biblia e principalmente traduções.
Sempre que posso acompanho as informações que você coloca no Site, e agora também estou acompanhando o teu blog, aproveitei e postei uma informação tua no meu blog. Se der dá uma passadinha no meu blog. www.aletheiagorah.blospost.com
Abraços

Anônimo disse...

Slavoj Zizek é comunista, ou seja, é pior, muito pior que um nazista, portanto o que ele pensa de Paulo vale tanto quanto o que eu penso sobre culinária, ou seja, NADA.

Anônimo disse...

Cruzes! O mundo está mesmo cheio de comunistas. Será que em Marte tem? Coitada da Phoenix! E veja o Bush: foi à China. É também, certo?

Sapere aude!

Roberson Marcomini disse...

Anônimo acredito que você não goste de comunista, mas não acredito que podemos ganhar muitas coisas com as idéias dos comunistas. Largue seu ponto de vista bitolado e olhe outros lados.

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