sexta-feira, 30 de maio de 2008

Cultos e cultura indígena

Religiosos prometem respeitar culto e cultura indígena
Pastores de igrejas evangélicas, pentecostais, neopentecostais e da Igreja Católica comprometeram-se, junto ao Ministério Público do Mato Grosso do Sul em Dourados a respeitar a liberdade cultural indígena, capacitar pessoas que atuam nas aldeias e limitar os níveis de som durante os cultos e eventos que organizam nas comunidades locais. A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação - ALC -, 29-05-2008.

Duas delegações guaranis procuraram o escritório local da Fundação Nacional do Índio (Funai) com a finalidade de se queixar de pastores evangélicos, pois demonizam cultos indígenas e qualificam o “nhanderu” (líder religioso indígena) de enviado do diabo.

Segundo os índios, pastores dizem que “nosso trabalho, nossa reza, nossa dança é anhá – coisa ruim, do demônio -, e o urucum que nós usa no rosto, dizem que é bosta do rabudo, do Satanás”, contou o nahnderu guarani-caiuá Getúlio de Oliveira, um dos foi procurar a Funai.

Nas contas dele, a reserva guarani de Dourados, com uma área de 3,4 mil hectares, onde vivem 12 mil índios, abriga 36 templos evangélicos, o que dá a média de uma igreja para cada grupo de 330 índios. Dourados fica a 224 km de Campo Grande, capital do Estado do Mato Grosso do Sul.

A primeira cláusula do “Termo de ajustamento de conduta”, assinado no dia 5 de maio na 10ª Promotoria de Justiça de Dourados, compromete os signatários do documento a observarem a liberdade cultural nas aldeias Bororó, Jaguapiru e Panambizinho, que integram a reserva de Dourados, “respeitando todas as danças e rezas típicas”. O descumprimento de alguma cláusula implicará multa ao infrator.

Assinaram o Termo de ajustamento os representantes das igrejas presentes nas aldeias indígenas de Dourados: Pentecostal Indígena de Jesus; Evangélica Casa do Oleiro; Pentecostal Avivamento da Última Hora; Pentecostal Cantares de Salomão; Assembléia de Deus; Nova Jerusalém Indígena; Pentecostal Jesus é o Caminho Indígena; Pentecostal de Jesus Cristo; Pentecostal Alicerce de Fogo; Congregação Cristã do Brasil; Pentecostal Indígena Jesus é a Luz; Evangélica Pentecostal Estrela da Manhã; Evangélica Pentecostal Deus é o Amanhã; Pentecostal Deus é Amor; Maranatha; Luz e Amor; Centro de Formação Nossa Senhora Guadalupe, da Igreja Católica; União das Famílias Indígena Jaguapiru; Missão Metodista Tapeporã; Missão Evangélica Caiuá, da Igreja Presbiteriana.


Religiosos prometen respetar culto y cultura indígena
Pastores de iglesias evangélicas, pentecostales, neopentecostales y de la Iglesia Católica se comprometieron, junto al Ministerio Público del Mato Grosso del Sur, a respetar la libertad cultural indígena, capacitar personas que actúan en las aldeas y limitar los niveles de sonido durante los cultos y eventos que organizan en las comunidades locales.


Campo Grande, jueves, 29 de mayo de 2008

Dos delegaciones guaraníes concurrieron a la oficina local de la Fundación Nacional del Indígena (Funai) con la finalidad de quejarse de pastores evangélicos, que demonizan los cultos indígenas y califican al “nhanderu” (líder religioso indígena) de enviado del diablo.

Según los indígenas, pastores dicen que “nuestro trabajo, nuestra oración, nuestra danza es cosa ruin, del demonio -, y el urucum que nosotros usamos en el rostro, dicen que es bosta del rabudo, de Satanás”, contó el nahnderu guaraní-caiuá Getúlio de Oliveira, en uno de los hechos denunciados al Funai.

En números de la comunidad, la reserva guaraní de Dourados, cuenta con un área de 3,4 mil hectáreas, donde viven 12 mil indígenas, abriga 36 templos evangélicos, lo que da la media de una iglesia para cada grupo de 330 indígenas. Dourados dista a 224 kilómetros de Campo Grande, capital del Estado del Mato Grosso del Sur.

La primera cláusula del “Término de ajustamiento de conducta”, firmado el día 5 de mayo en la 10ª Promotora de Justicia de Dourados, compromete a los firmantes del documento a observar la libertad cultural en las aldeas Bororó, Jaguapiru y Panambizinho, que integran la reserva de Dourados, “respetando todas las danzas y rezos típicos”. El incumplimiento de alguna cláusula implicará multa al infractor.Suscribieron el Término de ajustamiento los representantes de las iglesias presentes en las aldeas indígenas de Dourados: Pentecostal Indígena de Jesús; Evangélica Casa del Alfarero; Pentecostal Avivamiento de la Última Hora; Pentecostal Cantares de Salomón; Asamblea de Dios; Nueva Jerusalén Indígena; Pentecostal Jesús es el Camino Indígena; Pentecostal de Jesucristo; Pentecostal Cimiento de Fuego; Congregación Cristiana del Brasil; Pentecostal Indígena Jesús es la Luz; Evangélica Pentecostal Estrella de la Mañana; Evangélica Pentecostal Dios es el Mañana; Pentecostal Dios es Amor; Maranatha; Luz es Amor; Centro de Formación Nuestra Señora Guadalupe, de la Iglesia Católica; Unión de las Familias Indígenas Jaguapiru; Misión Metodista Tapeporã; Misión Evangélica Caiuá, de la Iglesia Presbiteriana.

Fonte: O texto foi transcrito na íntegra de Notícias do Dia - IHU On-Line: 30/05/2008 e da ALC - Agencia Latinoamericana y Caribeña de Comunicación: 29 de mayo de 2008.

3 comentários:

Anônimo disse...

De fato, muitos grupos com o desejo de pregar a palavra, tem se equivocado no que se refere ao respeito a outra cultura. Devemos como filhos de Deus nos preparar melhor para transmitir a poderosa Palavra de Deus de forma impactante. Para isso, ela deve ser transmitida de forma contextualizada. Ela por si só fará a obra no coração do ouvinte. Não precisamos desdenhar de nenhum aspecto cultural.

Assinar um documento como este pode ser perigoso. Pois, com a pregação do evangelho vidas serão transformadas sim. Será que seremos obrigados a pagar multas por estas transfomações?

Graça, paz e crescimento em Cristo Jesus para todos.

Anônimo disse...

Caros colegas e leitores, consideremos, dispensando por hora o poder milagroso da fé de cada um, que falamos de um povo indígena com cultura própria. A religião, há que se lembrar, é UMA das manifestações culturais de um povo. E as culturas são diferentes, nem superiores nem inferiores umas às outras. O que faz você pensar que SEU DEUS é melhor que o Deus ou entidades divinas desse povo indígena? o que leva você a considerar mais importante a SUA posição religiosa perante à deles, que carrega uma ancestralidade salutar para o seu equilíbrio psico-emocional e social? Vemos que mudam-se os tempos mas não mudam-se as vontades: o homem branco continua querendo IMPOR a sua forma de viver e de entender o mundo aos povos indígenas. Não seria isso uma forma estreita e falsa de enxergar o mundo?

Anônimo disse...

acredito que uma religião que se diz cristã,e diferente da igreja católica,deveria respeitar as crenças dos outros.durante a idade das trevas foi isso que a igreja católica fez. isso é de se esperar de uma igreja que apenas fez uma reforma na igreja.os primitivos e verdadeiros cristãos res peitavam as crenças e costumes,que eram diferente das suas,foi isso que as igrejas católicas e protestantes fizeram.

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