segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Sobre o uso social da Web no Brasil

Como se sabe, começou hoje, em Las Vegas, a CES (Consumer Electronics Show) 2008. Veja o quanto se "baba" sobre o evento. Leia aqui e aqui.

É, por isso, uma boa hora para se ler a entrevista feita pela IHU On-Line com Gilson Schwartz, Professor do Departamento de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da USP: 'Uma internet sem espírito gera apenas um monte de 'macacos' jogando videogame'.

Um trecho apenas:

IHU On-Line - No Ciclo produzido pelo Instituto de Estudos Avançados da USP, sobre o livro A riqueza das redes [Yochai BENKLER, The Wealth of Networks: How Social Production Transforms Markets and Freedom. New Haven: Yale University Press, 2007, 528 p. - ISBN 9780300125771. A Riqueza das Redes: Como a Produção Social Transforma os Mercados e a Liberdade], discutiu-se a inserção da produção social na cultura brasileira. Como essa inserção vem acontecendo?

Gilson Schwartz - O Brasil tem uma população urbana muito grande, mas, por enquanto, a chamada produção social (que muitos traduzem como "web 2.0") [sublinhado meu] não tem grande destaque no país. Se formos observar o que tem acontecido de mais criativo em termos de uso social da rede, a chamada produção social, o Brasil está atrasado, como são atrasadíssimos todos os indicadores sociais do país. Mas, aos poucos, estão surgindo projetos inovadores. Falam muito do gosto do brasileiro por mídia, mas esquecem de dizer que a massa de usuários da web é "formada" por décadas de Xuxas, Trapalhões, sensacionalismo barato e até de cunho religioso, entre outras práticas de baixo impacto criativo.

Fonte: IHU Notícias - 07/01/2008

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