segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

International Biblical Studies Writing Month

Chris Brady at Targuman, circa a month ago, declared December through January International Biblical Studies Writing Month: "By the power vested in me by the Great Meturgeman (...) I declare January (and a bit of December) Biblical Studies Academic Writing Month".

Till now the challenge has been accepted by Tim Bulkeley at SansBlogue, by Chris Heard at Higgaion, by AKMA at Random Thoughts, by Charles Halton at Awilum, and by Dr. Claude Mariottini at Dr. Claude Mariottini - Professor of Old Testament. If it is an International Call for any material related to the Bible and submitted for publication, I have something.

I finished in December 27, 2007 an article about Ruth. The article, in Portuguese (Brazilian) Language, Leitura sócio-antropológica do livro de Rute [Ruth in Social-Scientific Perspective], will be published until June of 2008 by Estudos Bíblicos [Biblical Studies Journal] n. 98, Editora Vozes, Petrópolis, RJ, Brazil - ISSN 16764951.

The essay seeks to look for the background world of the story of Ruth in the Persian Province of Yehud. Accepting the biblical book as a fictitious story based on real locations, the article uses social science approaches to describe the imaginative world in which the action takes place. Since the story uses real places and fictitious persons to construct the narrative, I considered three levels of perception: 1. the imaginative world of the story itself; 2. the real world behind the book's references, and 3. the social and ideological constructs of this world.

The story of Ruth, often read as an idyllic story or as a book oriented to the final Davidic genealogy, and yet sometimes as a figurative expression of a post-exilic hope for the restoration of the Davidic dynasty, was modified by an androcentric closure, but it is a strongly gynocentric narrative with a serious intent: it may be read as a countertext, deviating from dominant biblical norms, and producing a radical vision while remaining seamlessly attached to the prevailing traditions that it implicitly transforms.


I introduce the article, in Portuguese, with these words:

Ao fazer a proposta de uma leitura sócio-antropológica, estou sugerindo que estas duas ciências sociais, entre outras, podem contribuir hoje de maneira eficaz para o estudo dos textos bíblicos. Mas também estou pressupondo como necessária a abordagem literária dos mesmos textos bíblicos, para evitar a armadilha da leitura do texto como relato fidedigno da realidade social subjacente.

Qual seria, porém, a contribuição específica da leitura sócio-antropológica? Penso que pode ser o fato desta abordagem examinar não somente a literatura bíblica, mas também as forças sociais subjacentes à produção desta literatura, onde se distingue a sociedade que está por trás do texto da sociedade que aparece dentro do texto. O desafio maior, neste caso, será combinar, sem reducionismos, as abordagens sócio-antropológica e literária.

Vou utilizar o livro de Rute para visualizar esta proposta. Este livro é uma estória que usa lugares reais e pessoas fictícias situadas em determinado espaço e tempo para construir a sua narrativa. Daí que três níveis conectados pela perspectiva conferida ao texto pelo autor/a da estória devem ser considerados:
· o imaginário do autor/a que gera a narrativa
· o mundo real fora do livro
· a construção social e ideológica deste mundo pelo autor/a para atingir um objetivo.

É preciso, portanto, como sugeri, olhar em duas direções:
· para a sociedade que aparece dentro do texto, observando quem são os personagens, o mundo no qual se movem e quais são suas práticas econômicas, políticas e sociais
· para a sociedade que aparece por trás do texto, investigando a situação na qual e para a qual o livro foi escrito.

Deste modo deveria ser possível mostrar que o modo como os personagens organizam sua visão de mundo são, na verdade, ferramentas literárias utilizadas pelo autor/a na construção de uma estória totalmente fictícia, mas que, sem dúvida, produz uma mensagem que é considerada pelo autor/a de Rute como um caminho a ser buscado, estruturando o livro como uma narrativa orientada por uma proposta séria.

O artigo pode ser desenvolvido da seguinte maneira:
1. Olhando a estória com os olhos do autor/a, pergunto: o que diz o livro de Rute?
2. Olhando para além do livro, pergunto: o que é possível saber da época em que foi escrito o livro de Rute?
3. Olhando a estória com os olhos do leitor atual, pergunto: qual é a proposta do livro de Rute?


Leia Mais:
Bibliografia sobre Rute
Enquete sobre Rute
Resenhas de livros sobre Rute

2 comentários:

Cb disse...

Thank you for posting about your article. See, it is not so much a declaration of a given month set aside to writing but rather acknowledging what we are already doing. :-)

I happen to be working on Ruth as well and I appreciate your summary of the article (Portuguese is beyond me, I am afraid). Any chance of more detail in English?

airtonjo disse...

Chris,

Thanks for your appreciation of the summary of the article. I will try to explain it a little bit more, but I apologize for my poor English...

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