segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Enquete sobre Rute

Para quem gosta de um desafio, lembro que coloquei algumas enquetes (poll) sobre Rute aqui.

Faça uma visita à página e dê sua opinião.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Resenhas de livros sobre Rute

Estas são algumas resenhas que li enquanto preparava meu artigo sobre o livro de Rute, mencionado no post anterior. Estão organizadas por data. Nenhuma pretensão de ser completo. Estas foram as resenhas a que tive acesso durante o mês de novembro passado. Observo, entretanto, que após o livro de André Lacocque, publicado em 2004 e considerado por todos como uma obra notável, houve uma sensível diminuição de publicações sobre Rute.

As resenhas da CBQ = The Catholic Biblical Quarterly não estão online. Até existem na web, mas é preciso ser assinante da revista para ter acesso ao texto. Todas as outras estão disponíveis. A língua é o inglês, exceto a última, escrita em alemão.

1997
NIELSEN, K. Ruth: A Commentary. Louisville, KY: Westminster John Knox Press, 1997, xvi + 106 p. - ISBN 0664220924
Resenha de Timothy M. Willis, Pepperdine University, Malibu, CA, publicada na RBL em 15/02/1999.
Resenha de Michael S. Moore, publicada na CBQ, Vol. 60, April 1998, p. 338-339.

1998
JENSEN, H. J. L.; NIELSEN, K. Ruths Bog, Esters Bog oj Hojsangen. Copenhagen: Det Danske Bibelselskab, 1998, 197 p. - ISBN 8775233975.
Resenha de Ray Carlton Jones, Randers, Dinamarca, publicada na RBL em 05/04/2002.

1999
BRENNER, A. (ed.) Ruth and Esther. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1999, 271 p. - ISBN 1850759782.
Resenha de Lisa Davison, Lexington Theological Seminary, Lexington, KY, publicada na RBL em 19/07/2000.

LINAFELT, T.; BEAL, T. K. Ruth and Esther. Collegeville: Liturgical Press, 1999, xxv + 90 p.; xxii + 130 p. - ISBN 0814650457.
Resenha de Timothy S. Laniak, Gordon-Conwell Theological Seminary, Charlotte, NC, publicada na RBL em 26/11/2001.

ZAKOVITCH, Y. Das Buch Rut: Ein jüdischer Kommentar. Stuttgart: Verlag Katholisches Bibelwerk, 1999, 192 p. - ISBN 3460047712.
Resenha de Kirsten Nielsen, University of Aarhus, Aarhus, Dinamarca, publicada na RBL em 30/10/2000.

2000
WEBB, B. G. Five Festal Garments: Christian Reflections on the Song of Songs, Ruth, Lamentations, Ecclesiastes and Esther. Leicester: Apollos, 2000, 151 p. - ISBN 0830826106.
Resenha de Michael S. Moore, Fuller Theological Seminary Southwest Phoenix, AZ, publicada na RBL em 2001 (sem indicação do dia e do mês).

2001
HERTZBERG, H. W. Giosuè, Giudici, Rut: Traduzione e Commento. Traduzido por Franco Ronchi. Brescia: Paideia, 2001, 336 p. - ISBN 8839406026.
Resenha de Corinne Lanoir, Faculté de théologie, Université de Lausanne, Lausanne, Suíça, publicada na RBL em 18/02/2004.

KORPEL, M. C. A. The Structure of the Book of Ruth. Assen: Van Gorcum, 2001, x + 288 p. - ISBN: 9023236572.
Resenha de Walter Vogels, publicada na CBQ, Vol. 65, January 2003, p. 108-109.
Resenha de Timothy S. Laniak, Gordon-Conwell Theological Seminary, publicada no JHS, Vol. 4, 2002-2003.

2002
ROOP, E. F. Ruth, Jonah, Esther. Scottdale, Pa.: Herald, 2002, 304 p. - ISBN 0836191994.
Resenha de Marjo C. A. Korpel, Faculty of Theology, Utrecht University, Utrecht, Países Baixos, publicada na RBL em 10/08/2003.

2003
VANCE, D. R. A Hebrew Reader for Ruth. Peabody, Mass.: Hendrickson, 2003, x + 85 p. - ISBN 1565637402.
Resenha de Martin Ehrensvärd, University of Aarhus, Aarhus, Dinamarca, publicada na RBL em 15/8/2004.

2004
CAMPBELL, A. F. Joshua to Chronicles: An Introduction. Louisville: Westminster John Knox, 2004, x + 267 p. - ISBN 0664257518.
Resenha de Steven Mckenzie, Rhodes College, Memphis, TN, publicada na RBL em 08/01/2005.
Resenha de Bob Becking, Utrecht University, Utrecht, Países Baixos, publicada na RBL em 08/01/2005.

LACOCQUE, A. Le Livre de Ruth. Genève: Labor et Fides, 2004, 150 p. - ISBN 2830911083.
Resenha de Kirsten Nielsen, University of Aarhus, Aarhus, Dinamarca, publicada na RBL em 15/08/2004.
Resenha de Marjo C. A. Korpel, Utrecht University, Utrecht, Países Baixos, publicada na RBL em 15/01/2005.

LACOCQUE, A. Ruth. Traduzido do francês por K. C. Hanson. Minneapolis: Fortress Press, 2004, xix + 187 p. - ISBN 0800695151.
Resenha de Robert L. Hubbard Jr., North Park Theological Seminary, Chicago, IL, publicada na RBL em 14/05/2005.
Resenha de Michael S. Moore, publicada na CBQ, Vol. 68, January 2006, p. 123-125.
Resenha de Lissa M. Wray Beal, Providence Theological Seminary, publicada no JHS, Vol. 5, 2004-2005.
Resenha de Gerald West, School of Religion & Theology, University of KwaZulu-Natal, S. Africa, publicada em Shofar, Vol. 25, n. 3, 2007, p. 153-155 [acesso ao texto na página da editora do livro e não da revista].

MATTHEWS, V. H. Judges & Ruth. New York: Cambridge University Press, 2004, xxi + 270 p. - ISBN 0521806062.
Resenha de Uwe Becker, Friedrich-Schiller-Universität Jena, Jena, Alemanha, publicada na RBL em 26/09/2004 (em alemão).

Bibliografia sobre Rute

Os Biblistas Mineiros estão terminando de preparar o segundo número de 2008 da revista Estudos Bíblicos, publicada pela Vozes. Este número trata da metodologia de leitura dos textos bíblicos. Escolhemos o livro de Rute como ponto de referência. Fiquei encarregado de escrever sobre a abordagem sócio-antropológica. A partir de junho de 2008 o texto já deve estar disponível.

Coloco aqui a bibliografia da qual tomei conhecimento durante esta tarefa, embora tenha utilizado apenas uma parte dela. Pode servir a quem queira estudar o livro de Rute. Que é pequeno, muito bem escrito, mas exige algum esforço para ser compreendido.

:: BAUCKHAM, R. The Book of Ruth and the Possibility of a Feminist Canonical Hermeneutic. BibInt, Leiden, Vol. 5, n. 1, p. 29-45, 1997.

:: BEATTIE, D. R. G. Redemption in Ruth, and Related Matters: a Response to Jack M. Sasson. JSOT, Sheffield, Vol. 3, n. 5, p. 65-68, 1978.

:: BERQUIST, J. L. Role Dedifferentiation in the Book of Ruth. JSOT, Sheffield, Vol. 18, n. 57, p. 23-37, 1993.

:: BERQUIST, J. L. (ed.) Approaching Yehud: New Approaches to the Study of the Persian Period. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2007, ix + 249 p. - ISBN 9781589831452.

:: BRENNER, A. (ed.) Ruth and Esther. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1999, 271 p. - ISBN 1850759782.

:: BRENNER, A. (org.) Rute a partir de uma leitura de gênero. São Paulo: Paulinas, 2006, 296 p. – ISBN 9788535607505.

:: BOVELL, C. Symmetry, Ruth and Canon. JSOT, Sheffield, Vol. 28, n. 2, p. 175-191, 2003.

:: BRITT, B. Death, Social Conflict, and the Barley Harvest in the Hebrew Bible. JHS , Alberta, Vol. 5, Article 14, p. 1-29, 2005.

:: CARTER, C. E. The Emergence of Yehud in the Persian Period: A Social and Demographic Study. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1999, 392 p. - ISBN 9781841270128.

:: DA SILVA, A. J. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento. Artigo disponível na Ayrton's Biblical Page.

:: DA SILVA, A. J. Leitura sócio-antropológica da Bíblia Hebraica. Artigo disponível na Ayrton's Biblical Page.

:: DAVIES, P. R. In Search of ‘Ancient Israel’. 2. ed. London: T. & T. Clark, [1992] 2005, 166 p. - ISBN 9781850757375.

:: FEWELL, D. N.; GUNN, D. M. Boaz, Pillar of Society: Measures of Worth in the Book of Ruth. JSOT, Sheffield, Vol. 14, n. 45, p. 45-59, 1989.

:: FINKELSTEIN, I.; SILBERMAN, N. A. A Bíblia não tinha razão. São Paulo: A Girafa, 2003, 515 p. - ISBN 8589876187.

:: GERSTENBERGER, E. S. Israel in der Perserzeit: 5. und 4. Jahrhundert v. Chr. Stuttgart: Kohlhammer, 2005, 416 Seiten. - ISBN 9783170123373.

:: GOTTWALD, N. K. As Tribos de Iahweh: uma sociologia da religião de Israel liberto 1250-1050 a.C. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2004, 939 p. - ISBN 8505004329.

:: GRABBE, L. L. Judaism from Cyrus to Hadrian. Volume One: The Persian and Greek Periods. Minneapolis: Fortress Press, 1992, lx + 311 p. – ISBN 9780800626206.

:: GRABBE, L. L. A History of the Jews and Judaism in the Second Temple Period: Vol 1, A History of the Persian Province of Judah. London: T & T Clark, 2006, 496 p. - ISBN 9780567043528.

:: KIPPENBERG, H. G. Religião e formação de classes na antiga Judéia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social. São Paulo: Paulus, 1997, 184 p. - ISBN 9788505006796 (Resumo do livro no Observatório Bíblico).

:: KORPEL, M. C. A. The Structure of the Book of Ruth. Assen: Van Gorcum, 2001, x + 288 p. - ISBN: 9023236572.

:: LACOCQUE, A. Le Livre de Ruth. Genève: Labor et Fides, 2004, 150 p. - ISBN 2830911083. Versão inglesa: Ruth. Minneapolis: Fortress Press, 2004, xix + 187 p. - ISBN 0800695151.

:: LIPSCHITS, O.; OEMING, M. (eds.) Judah and the Judeans in the Persian Period. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2006, xxii + 721 p. - ISBN 9781575061047.

:: LOPES, M. Aliança pela Vida: uma leitura de Rute a partir das culturas. RIBLA, Petrópolis, n. 26, p. 110-116, 1997.

:: MATTHEWS, V. H. Judges & Ruth. New York: Cambridge University Press, 2004, xxi + 270 p. - ISBN 0521806062.

:: MATTHEWS, V. H. The Determination of Social Identity in the Story of Ruth. BTB, South Orange, Vol. 36, n. 2, 2006.

:: MESTERS, C. Como ler o livro de Rute: pão, família, terra. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 80 p. - ISBN 9788505012852.

:: MOORE, M. S. Two Textual Anomalies in Ruth. CBQ, Washington DC, Vol. 59, n. 2, p. 234-243, 1997.

:: MOORE, M. S. Ruth the Moabite and the Blessing of Foreigners. CBQ, Washington DC, Vol. 60, n. 2, p. 203-217, 1998.

:: NIELSEN, K. Ruth: A Commentary. Louisville, KY: Westminster John Knox Press, 1997, xvi + 106 p. - ISBN 0664220924.

:: OSTRIKER, A. The Book of Ruth and the Love of the Land. BibInt, Leiden, Vol 10 , n. 4, p. 343-359, 2002.

:: PERDUE, L. G. et al. Families in Ancient Israel. Louisville, KY: Westminster John Knox Press, 1997, xvi + 285 p. - ISBN 9780664255671.

:: SASSON, J. M. The Issue of Geu'lla in Ruth. JSOT, Sheffield, Vol. 3, n. 5, p. 52-64, 1978.

:: SHEPHERD, D. Violence in the Fields? Translating, Reading, and Revising in Ruth 2. CBQ, Washington DC, Vol. 63, n. 3, p. 444-463, 2001.

:: SMITH, M. S. "Your People Shall be My People”: Family and Covenant in Ruth 1:16-17. CBQ, Washington DC, Vol. 69, n. 2, p. 242-258, 2007.

:: SNEED, M. R. (ed.) Concepts of Class in Ancient Israel. Atlanta, Georgia: Scholars Press, 1999, xiii + 126 p. – ISBN 9780788505720.

:: VAN WOLDE, E. Texts in Dialogue With Texts: Intertextuality in the Ruth and Tamar Narratives. BibInt, Leiden, Vol. 5, n. 1, p. 1-28, 1997.

:: ZENGER, E. et al. Introdução ao Antigo Testamento. São Paulo: Loyola, 2003, 560 p. – ISBN 9788515023288.

Resenhas na RBL - 26.12.2007

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Paul N. Anderson
The Fourth Gospel and the Quest for Jesus: Modern Foundations Reconsidered
Reviewed by Edward W. Klink III

Richard Bauckham
Jesus and the Eyewitnesses: The Gospels as Eyewitness Testimony
Reviewed by Christopher Tuckett

Lukas Bormann
Bibelkunde: Altes und Neues Testament
Reviewed by Markus Oehler

Philip F. Esler and Ronald A. Piper
Lazarus, Mary and Martha: A Social-Scientific and Theological Reading of John
Reviewed by Jan G. van der Watt

Barbara Fuß
Neutestamentliches Griechisch: Ein Lernbuch zu Wortschatz und Formenlehre
Reviewed by G. J. (Gerhard) Swart

David E. Garland and Diana R. Garland
Flawed Families of the Bible: How God's Grace Works through Imperfect Relationships
Reviewed by Jason B. Hood

David Goodblatt
Elements of Ancient Jewish Nationalism
Reviewed by W. Dennis Tucker Jr.

Stephen M. Hildebrand
The Trinitarian Theology of Basil of Caesarea: A Synthesis of Greek Thought and Biblical Truth
Reviewed by Mark Weedman

Andrew Lincoln
Hebrews: A Guide
Reviewed by Martin Karrer

John L. Meech
Paul in Israel's Story: Self and Community at the Cross
Reviewed by Mark Reasoner

David Noy, Alexander Panayotov, and Hanswulf Bloedhorn, eds.
Inscriptiones Judaicae Orientis: Vol. 1: Eastern Europe
Walter Ameling, ed.
Inscriptiones Judaicae Orientis: Vol. 2: Kleinasien
David Noy and Hanswulf Bloedhorn, eds.
Inscriptiones Judaicae Orientis: Vol. 3: Syria and Cyprus
Reviewed by René Bloch

Eileen M. Schuller
The Dead Sea Scrolls: What Have We Learned?
Reviewed by Ian Werrett

Jens-W. Taeger; Dietrich-Alex Koch and David Bienert, eds
Johanneische Perspektiven: Aufsätze zur Johannesapokalypse und zum johanneischen Kreis 1984-2003
Reviewed by Elisabeth Schüssler Fiorenza

David Toshio Tsumura
The First Book of Samuel
Reviewed by Ralph W. Klein

Jean-Luc Vesco
Le psautier de David: Traduit et commenté
Reviewed by Paul Sanders

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Carta Maior e o Velho Chico

Leia a página especial de Carta Maior sobre a transposição do Rio São Francisco.

Muitos artigos interessantes, de 2004 até hoje.

John Strugnell por Hanan e Esther Eshel

Em um belo texto publicado na página do Orion Center, na seção "In Memoriam", John Strugnell é homenageado por Hanan e Esther Eshel, da Universidade Bar Ilan, Israel.

Sobre John Strugnell, pesquisador dos Manuscritos do Mar Morto, falecido em 30 de novembro passado, leia mais aqui.

Sobre os autores:
Hanan Eshel is an archaeologist, teaching at Bar Ilan University. His field of interest is refuge caves from the Bar Kokhba revolt, and the Qumran scrolls. He has excavated a dozen caves that Jews fled to in 135 CE and in them found 21 documents written on papyri.

Esther Eshel is a lecturer at the Bible Department, Bar Ilan University, where she researches the late books of the Bible and Jewish literature of the Second Temple period and epigraphy (the study of inscriptions). She has published 13 scrolls found in cave 4 at Qumran.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Nanobiblia

A notícia já saiu em vários meios de comunicação e pode ser encontrada com facilidade em muitos biblioblogs em inglês. Fica aqui o registro.

Cientistas israelenses criam nanobíblia

Cientistas do Instituto Technion, em Haifa (Israel) acabam de bater o recorde de menor Bíblia do mundo – ou, pelo menos, do menor Antigo Testamento já impresso. A equipe, liderada por Uri Sivan, diretor do Instituto de Nanotecnologia do Technion, e Alex Lahav, ex-chefe do Instituto de Pesquisas em Microeletrônica, conseguiu “escrever” as 308.428 palavras da primeira parte da Bíblia sobre uma superfície de 0.5mm² de silício, coberta por uma camada de ouro de 20 nanometros. A nanobíblia foi escrita com a técnica de Feixe de Íons em Foco (FIB, na sigla em inglês). Ao se direcionar um feixe de partículas para um ponto sobre a superfície, os átomos de ouro saem desse ponto, expondo assim a camada de silício que estava por baixo. O diâmetro do ponto exposto tem cerca de 40 nanometros. Ao observar as palavras escritas sob um microscópio eletrônico de varredura (SEM, em inglês), os pontos expostos de silício ficam mais escuros que o ouro em sua volta, facilitando a leitura. Ao direcionar um feixe de partículas para vários pontos sobre o substrato, é possível gravar qualquer padrão de pontos, especialmente aquele que represente um texto. Agora, os cientistas estão tentando fotografar a nanobíblia com o SEM. Assim, eles poderão ampliar a fotografia em 10.000 vezes e exibi-la em uma parede gigante na Faculdade de Física do Instituto. Assim, o texto ficará visível a olho nu em um painel de 7m x 7m.

Fonte: Scientific American Brasil: 21.12.2007

Leia Mais:
And Out of Zion Will Come the World's First Nano-Torah - Arutz Sheva: 17 Tevet 5768, December 26, '07 (com duas fotos interessantes). Veja o texto também no PaleoJudaica.com, de Jim Davila.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

O valente Aloisio Lorscheider

Leia o artigo de Luiz Alberto Gómez de Souza: D. Aloísio Lorscheider, lúcido e valente.

Está em Carta Maior: 24/12/2007.

D. Aloísio foi um teólogo que entendeu a caminhada do povo de Deus e ficará como um marco numa Igreja que terá que se renovar e superar simplismos e medos de certos temas, para saber enfrentar os desafios deste século XXI.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Morreu o Cardeal Lorscheider

Morreu, nesta madrugada, em Porto Alegre, aos 83 anos, Dom Aloísio Lorscheider. Veja a nota da CNBB e leia mais aqui. Fique de olho, porque muitos testemunhos interessantes sobre ele devem ser publicados nos próximos dias.

Em Roma, na década de 70, tive e a honra de conviver com este grande homem, quando, ocupando vários cargos de importância na Igreja, ele sempre estava por lá e se hospedava no Colégio Pio Brasileiro, onde morei de 1970 a 1976.

Muitas coisas poderiam ser ditas desta convivência: desde os colegas de Fortaleza, grandes amigos, que ele mandou para Roma para cursar Mestrado e Doutorado em várias áreas da Teologia, como José Maria, Dourado, Manfredo, Adalberto e muitos outros... até o modo, como carinhosamente, entre nós, o tratávamos - o "Moderado" - pelo seu jeito habilidoso de resolver espinhosas crises... sem se esquecer do posterior boato (fato!) de que teria sido o sucessor de Paulo VI se um problema cardíaco não o tivesse impedido...

Só quero lembrar um acontecimento: em 1976, no dia em que foi nomeado Cardeal, ele chegou ao Pio Brasileiro já tarde, depois de uma jornada de cansativo trabalho no Vaticano. Foi jantar em horário incomum e um grupo de amigos sentou-se à mesa com ele. Eu estava lá. Com simplicidade, como se nada de extraordinário tivesse acontecido, conversava tranqüilamente conosco, enquanto na portaria do Colégio, alguns colegas lutavam, com dificuldade, para conter as várias equipes de televisões e jornais de diferentes países que o solicitavam com ansiedade para entrevistas...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Nasce o blog Tyndale Tech

Com dois dias de atraso, noticio o que já foi comemorado por vários biblioblogueiros: David Instone-Brewer - Tyndale House, Cambridge, Reino Unido - aderiu ao mundo dos blogs.

O valioso e-mail Tyndale Tech agora existe também sob a forma de blog. Excelente.

Visite Tyndale Tech - Electronic resources for Biblical Studies.

Necrologio de Xavier Leon-Dufour no Times

Mark Goodacre observa, em NT Gateway Weblog, com o post Xavier Léon-Dufour Obituary, que o Times traz hoje um necrológio (obituary) do conhecido exegeta francês falecido em 13 de novembro de 2007.

Veja no Times de December 20, 2007: Xavier Léon-Dufour. Liberal scholar who brought historical analysis to Bible study.


Leia também:
Morte di Xavier Léon Dufour - Bibbiablog: 13.11.2007
Faustino Teixeira escreve sobre Léon-Dufour - Observatório Bíblico: 24.11.2007

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Na IHU On-Line de Natal: Jesus de Nazaré

A revista IHU On-Line, edição 248, de 17 de dezembro de 2007, tem como tema de capa Jesus e o abraço universal.

Diz o Editorial:
"Ao longo dos diversos anos de existência da IHU On-Line e à medida em que ela foi crescendo e se constituindo como uma revista de reflexão, fomos abordando, na última edição do ano, por ocasião do Natal, a figura de Jesus Cristo, sempre sob diversos ângulos. Em 2002 (edição 47), o título de capa era Jesus visto pelos “outros”; em 2003 (edição 88), Ó Cristo, onde estás? Os caminhos da fé cristã na contemporaneidade; em 2004 (edição 128), O cristianismo e a ultramodernidade. Limites e possibilidades do seu futuro. Já em 2005 (edição 169) o tema foi Mudanças no campo religioso brasileiro e, em 2006 (edição 209), Por que ainda ser cristão?

Quem é Jesus? No contexto contemporâneo do pluralismo religioso, qual é a relevância de Jesus de Nazaré? Esta é a questão proposta para os teólogos e as teólogas de várias partes do mundo, de diferentes culturas e de diferentes igrejas, que participam desta edição.

O texto de Faustino Teixeira, professor e pesquisador do PPCIR/UFJF, faz uma bela introdução à presente edição. Ele foi o principal e fundamental parceiro na preparação e elaboração da presente edição. A ele agradecemos, penhoradamente, mais esta parceria, que cada vez mais se fortalece e promete frutos vindouros..."

As entrevistas:
:: Faustino Teixeira: Jesus de Nazaré: um fascínio duradouro
:: Felix Wilfred: Jesus pertence ao conjunto da humanidade
:: Michael Amaladoss: Jesus e os avatares na compreensão hindu
:: Joseph O’Leary: O cristianismo foi moldado pelo contexto ocidental
:: Elizabeth Johnson: Jesus e as imagens sobre Deus: para além do masculino e do feminino
:: Elisabeth Parmentier: Feminismo e retorno ao Jesus histórico
:: Maria Clara Bingemer: O rosto feminino de Deus
:: Reinhold Bernhardt: Jesus para além de relativismos e fundamentalismos
:: Claude Geffré: A secreta cumplicidade entre o humanismo de Jesus e o humanismo secular
:: Joseph Moingt: Desacordos entre a pregação de Jesus e a da Igreja
:: John Hick: Deus, Jesus e o pluralismo religioso
:: Gavin D’Costa: O homem que torna Deus uma realidade para nós
:: Peter Hünermann: A unidade de Jesus com os seres humanos

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

A Bíblia e seu tempo

No site da Revista História Viva, publicada pela Duetto, como noticiado ontem no post The Bible Unearthed em DVD: agora no Brasil, já está está disponível o primeiro DVD de A Bíblia e seu tempo - um olhar arqueológico sobre o Antigo Testamento.

Preço: R$ 24,90 + frete. Mas, veja também nas bancas.

Trechos dos dois DVDs podem ser vistos no site.


Sobre o conteúdo, diz o site:
De onde veio o povo de Israel? O que realmente sabemos sobre os patriarcas Abrão, Isaac e Jacó? O êxodo realmente aconteceu? Quando e por que o Antigo Testamento foi escrito? Por que a Bíblia registrou tudo isso? A resposta a todas essas questões está na série de dois DVDs que História Viva traz com exclusividade ao Brasil. O documentário apresenta pesquisas arqueológicas realizadas em Israel, na Jordânia e no Egito, além de estudos realizados na Suíça, França e Estados Unidos. Em um trabalho de dez anos de investigação, os pesquisadores Israel Finkelstein, do Instituto de Arqueologia da Universidade de Tel Aviv, e o arqueólogo e historiador Neil Silberman, ambos autores do best-seller A Bíblia não tinha razão [The Bible Unearthed], revelam quais são as evidências históricas por trás dos textos sagrados.

Fundamentalismo em debate

De uns dias para cá, um inflamado debate sobre o que é o fundamentalismo tomou conta de alguns biblioblogs. Um post de Jim West no dia 13 passado - What Is A Fundamentalist? - causou uma reação em cadeia... como se pode ver digitando no Deinde Biblioblogs Search a palavra fundamentalist.

Hoje li o post de Michael Pahl, What is a "fundamentalist"?, no The Stuff of Earth, que me agradou muitíssimo. Sem entrar na polêmica em curso, ele procura definir o fundamentalismo a partir de uma perspectiva epistemológica e histórica. Recomendo a leitura deste texto.

Em 7 de janeiro de 2006 escrevi sobre o assunto em Fundamentalismo: um desafio ecumênico. E no dia 3 de fevereiro de 2007 voltei a escrever sobre o tema em Fundamentalismo: um modo de estar no mundo. Quase dois anos depois do primeiro post, o desafio parece mais atual do que nunca.

Ontem vi a indicação de um livro que sairá sobre o tema, e que pode ser interessante: HARRIS, H. A. Fundamentalism and the Bible. London: Equinox Publishing, 2010, 256 p. - ISBN 9781845531522. Publicação prevista para setembro de 2010.

Já está indicado em + Novidades. Veja, na página da Equinox, a proposta do livro.

domingo, 16 de dezembro de 2007

The Bible Unearthed em DVD: agora no Brasil

Em 2 de novembro de 2006 escrevi o post The Bible Unearthed de Finkelstein e Silberman vira filme. Releia, por favor.

Depois, leia este outro post, escrito em 18 de janeiro de 2007: Jim West resenha The Bible Unearthed em DVD. Resenha que prossegue aqui, aqui, aqui e aqui.

Ontem recebi de Cláudia A. P. Ferreira, Professora da UFRJ, a notícia de que o documentário foi traduzido para o português e está sendo lançado pela Duetto Editorial em 2 DVDs com o título A Bíblia e seu tempo - um olhar arqueológico sobre o Antigo Testamento.

Além da loja da Duetto, onde estará disponível, o documentário será vendido também nas bancas, pois é parte da revista História Viva.

Por enquanto, é só isso que sei. A data prevista para o lançamento era ontem, mas no site da Duetto não há, ainda, nenhum anúncio. Quando conseguir mais informações, colocarei aqui.

Este será um excelente instrumento para as aulas de História de Israel.

Atualizando: 17.12.2007 - 16h50
O primeiro DVD já está à venda. Clique aqui.

sábado, 15 de dezembro de 2007

O mundo antigo nos blogs

Recomendo a leitura de três posts de Bill Caraher, Professor do Departamento de História da Universidade North Dakota, USA.

Os textos, muito interessantes, estão no seu blog The Archaeology of the Mediterranean World e no blog coletivo Ancient World Bloggers Group e foram publicados a partir de 13 de dezembro de 2007:

:: Blogging Archaeology or the Archaeology of Blogging: Metablogging the Ancient World
:: Blogging Archaeology or the Archaeology of Blogging: Metablogging the Ancient World Part 2
:: Blogging Archaeology or the Archaeology of Blogging: Metablogging the Ancient World Part 3

Olhando os três posts acima de outro ângulo:
:: A primeira parte é uma história e taxonomia dos blogs acadêmicos - Part 1 is a short history of blogging and academic blogging in particular.
:: A segunda parte examina blogs de arqueologia - Part 2 is a more focused examination blogs on archaeology.
:: A terceira parte é uma primeira tentativa de uma "arqueologia" do blogar - Part 3 is a first attempt at an archaeology of blogging.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Niemeyer: o arquiteto de todos os brasileiros

Vida de Niemeyer é descrita em um volume da série "Folha Explica"; leia introdução - Folha Online: 03/07/2007 - 18h56

Os homens que contam - Domingos Zamagna em Adital: 11/12/2007

CPMF

:: O PSDB perdeu - Kennedy Alencar na Folha Online: 13/12/2007

:: Conheça a história da CPMF - Folha Online: 15/08/2007 - 19h46

:: Fim da CPMF põe pressão sobre finanças brasileiras, diz 'FT' - BBC Brasil: 13 de dezembro, 2007 - 09h22 GMT (07h22 Brasília)

:: Brazil’s Senate rejects government tax bill - Financial Times: By Jonathan Wheatley in São Paulo - Published: December 13 2007 04:19

:: Sem CPMF, governo eleva tributos e reduz superávit - Blog do Josias: 13/12/2007 - 03h13

:: Governo descarta reduzir meta de superávit primário com fim da CPMF - Folha Online: 13/12/2007 - 09h11

:: A batalha e a guerra da CPMF - Flávio Aguiar em Carta Maior: 12/12/2007

:: CPMF. 'Governo deu uma bandeira à oposição' Entrevista com Marco Antonio Teixeira - Notícias IHU: 13/12/2007

:: CPMF: combate ao crime perde instrumento relevante, avalia juiz do caso Banestado - Blog do Frederico Vasconcelos: 14/12/2007 - 10h28
... Alguns advogados, que pedem para não ter seus nomes mencionados, acreditam que boa parte da insurgência de empresários contra a CPMF decorre dessa natureza instrumental da CPMF, de detectar fraudes...

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

John Strugnell por Daniel J. Harrington

Como assinalado por Jim West aqui, o SBL Forum publicou no dia 10 um necrológio [obituary] de John Strugnell por Daniel J. Harrington.

Leia John Strugnell 1930-2007.

Leia Mais:
Morreu John Strugnell (1930-2007)
Filha de John Strugnell escreve sobre o pai
John Strugnell: necrológio em The Boston Globe
Jim Davila fala sobre John Strugnell

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Lancelotti recebe Premio Direitos Humanos 2007

A notícia, com data de 11 de dezembro de 2007, foi lida na página da CNBB e diz:

Padre Júlio Lancelotti recebe Prêmio Direitos Humanos 2007 da Presidência da República
O padre Júlio Lancelotti recebe logo mais, às 11h, o Prêmio Direitos Humanos 2007 da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH). Além de ministros, autoridades e entidades ligadas aos Direitos Humanos, participam da cerimônia, que acontece no Palácio do Planalto, o vice-presidente da República, José Alencar e o ministro da SEDH, Paulo Vannuchi. O Prêmio “é concedido pelo Governo Federal a pessoas e organizações cujos trabalhos na área dos direitos humanos sejam merecedores de reconhecimento e destaque por toda a sociedade”, informa um comunicado da Secretaria divulgado ontem. Trata-se da 13ª edição e que contemplará dez categorias, entre elas Enfrentamento à Pobreza, destinado ao padre Lancelotti, da arquidiocese de São Paulo. Segundo o bispo auxiliar de São Paulo, dom Pedro Luiz Stringhini, os bispos do Estado ficaram contentes pelo reconhecimento dado ao padre Lancelotti, que atua há 30 anos na arquidiocese junto aos pobres e na defesa dos direitos humanos. “O padre Júlio passou por momentos difíceis de acusações que recaíram sobre ele, a partir de uma extorsão que ele sofreu e denunciou. Portanto, o prêmio é importante...

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  • Feminist Theology
  • Journal for the Study of the New Testament
  • Journal for the Study of the Old Testament
  • Journal for the Study of the Pseudepigrapha
  • Studies in Christian Ethics
  • Theology and Sexuality
  • The Expository Times
  • Journal of Anglican Studies

domingo, 9 de dezembro de 2007

Leia mais sobre Dawkins

Deus existe?

  • Livros que atacam a idéia de um criador e a utilidade das religiões viram best sellers no Brasil e reavivam o debate entre fé e razão
  • Como é ser ateu no "maior país católico do mundo"?
Está na capa da revista Carta Capital desta semana - edição 474, de 12/12/2007.

O assunto está na moda, como escreveu Leonardo Boff, em A moda Deus. O barulho é causado principalmente pelo livro de
Richard DAWKINS, Deus, um Delírio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, 528 p. - ISBN 9788535910704.

Original inglês: The God Delusion [Hardcover]. Boston: Houghton Mifflin, 2006, 416 p. - ISBN 9780618680009; Black Swan, 2007 - ISBN 9780552773317 [Paperback]; Mariner Books, 2008 - ISBN 9780618918249 [Paperback]

O livro já foi muito debatido nos biblioblogs.

Para saber o que pensam os biblistas sobre o livro, vá até Deinde Biblioblogs Search e digite dawkins.

Leia ainda sobre o assunto em Ateísmo: tema da IHU Online desta semana.

Visite também a RichardDawkins.Net.

Dom Cappio e o Rio

Para ficar informado, digite na caixa de busca do Notícias IHU a palavra Cappio.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Conhecemos o universo dos biblioblogs?

Kevin Wilson, de Blue Cord, escreve sobre a longevidade dos biblioblogs em Bibliblogger Longevity. Leia este post e o anterior, Metacatholic’s Biblical Studies Carnivalette.

Mas não temos uma estatística sobre o assunto, temos? A esta altura do campeonato, seria valiosa. Penso em coisas assim, aqui colocadas sem nenhum planejamento, só o que me vem à cabeça:
  • Quantos biblioblogs foram até hoje criados?
  • Quando foram criados?
  • Quantos desapareceram?
  • Quantos estão ativos?
  • Qual a freqüência média de postagens (trends)?
  • Quais são os temas de maior freqüência (labels)?
  • Em que línguas são escritos?
  • De que países são?
  • Quais plataformas usam (Blogger, WordPress etc)?
  • Quem são os biblioblogueiros?
  • Qual é a sua formação acadêmica?
  • Qual é a sua atividade principal?
  • Quantos homens e quantas mulheres?
Outras questões possíveis?


Só sei que seria um trabalho e tanto...

Fontes possíveis:
Outras fontes?


Se fosse criada uma força-tarefa (task force) e cada um contribuísse com um item, conseguiríamos.

Há estudos nesta linha, só que sobre a blogosfera em geral, mas que poderiam inspirar algo, como:

Martini recebe Menorah em Jerusalem

No domingo passado, dia 2 de dezembro, o cardeal Martini recebeu do CIU - Center for Interreligious Understanding -, no Pontifício Instituto Bíblico, em Jerusalém, a Menorah, como reconhecimento por sua contribuição para o diálogo judaico-cristão.

Leio no Bibbiablog:
Domenica 2 dicembre il cardinale Carlo Maria Martini ha ricevuto in dono a Gerusalemme la Menorah, simbolico candelabro ebraico, come riconoscimento del suo lavoro teso al rafforzamento del dialogo tra ebrei e cristiani...

Leonardo Boff: a moda Deus

Publicado em Notícias IHU o artigo de Leonardo Boff, A moda Deus.

Que começa assim:
Hoje o tema de Deus está em alta. Alguns em nome da ciência pretendem negar sua existência como o biólogo Richard Dawkins com seu livro Deus, um delirio (São Paulo 2007). Outros como o Diretor do Projeto Genoma, Francis Collins com o sugestivo título A linguagem de Deus (São Paulo 2007) apresentam as boas razões da fé em sua existência. E há outros no mercado como os de C. Hitchens e S. Harris.

Leia.

Texto de April DeConick provoca muitos comentários

April DeConick, Professora de Estudos Bíblicos na Rice University, Houston, Texas, do blog The Forbidden Gospels, que publicou recentemente o livro Thirteenth Apostle: What the Gospel of Judas Really Says [O Décimo Terceiro Apóstolo: O que o Evangelho de Judas realmente diz]. London: Continuum, 2007, 224 p. - ISBN 9780826499646, causou furor com seu texto de 1 de dezembro no The New York Times.

Excelente para a academia, para a pesquisadora, para o estudo dos textos não-canônicos e para os biblioblogs.

Veja as muitas reações ao seu Op-Ed: Gospel Truth.

Sobre o livro, leia aqui e aqui.

Sobre o Evangelho copta de Judas Iscariotes, que tanto barulho fez no ano passado, recomendo os posts do Observatório Bíblico, na seção de apócrifos e pseudepígrafos, a partir de 25 de fevereiro de 2006.

Obs.: um Op-Ed (= Opposite Editorial) é um texto escrito expressando uma opinião. O nome veio de uma tradição de posicionar tal material na página oposta à página de editorial. Definição do Random House Webster's Unabridged Dictionary: "A newspaper page devoted to signed articles by commentators, essayists, humorists, etc., of varying viewpoints".

Dica do T & T Clark Blog.

Observatorio Biblico comemora hoje dois anos

Observatório Bíblico está comemorando hoje dois anos de existência.

No dia 7 de dezembro de 2005, quando o biblioblog começou a funcionar, escrevi:

[Esta] é uma ferramenta jornalística associada ao meu site, do qual faz parte. Quer oferecer ao visitante comentários recentes sobre as interpretações arqueológicas, históricas e exegéticas relevantes para o estudo da Bíblia (…) Para ficar sabendo o que está acontecendo no mundo dos estudos bíblicos, venha visitar, com freqüência, o Observatório Bíblico.

Veja o índice de todos os posts, até agora 1169.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Jim Davila fala sobre John Strugnell

Jim Davila, hoje professor na Universidade St. Andrews, na Escócia, era ainda estudante em Harvard, na década de 80, quando trabalhou com John Strugnell na reconstituição e tradução dos Manuscritos do Mar Morto.

Em seu biblioblog PaleoJudaica, Jim Davila comenta o necrológio publicado por The Boston Globe e lembra a importância de John Strugnell no trabalho com os Manuscritos do Mar Morto:

Actually, many of his friends and students, myself included, signed a statement in his defense which was published in Biblical Archaeology Review in 1991. John suffered from a bipolar mood disorder and alcoholism. And the fact is that people in the throes of a manic episode say things that they don't mean and would not say when in their right mind. He was still to some degree in this state in 1994, when he tried, with limited success, to nuance his views in a BAR interview with Hershel Shanks. John's problems were a part of his life, but they should be put in the context of other parts that are much more important, and indeed his acccomplishments in spite of these problems are remarkable. He made a huge contribution to the publication of the Dead Sea Scrolls in terms of his own work, his administrative work, and supervising the research of his students. Those who knew him well will remember him for his vast erudition and his steadfast support of his students [sublinhado meu]. The Boston Globe piece does try to be fair, but they could have tried harder.

Estão lembrados do documentário que mencionei aqui? Pois é. Nele, John Strugnell diz que sua garantia eram seus estudantes. Fala algo mais ou menos assim [estou citando de cor]: Se eu morrer amanhã, há dez, vinte estudantes, que eu treinei, que continuarão meu trabalho. Isto é que é importante.

Quer dizer: ele sempre trabalhava, ao que tudo indica, consciente de sua doença, sabedor de sua finitude e, ao mesmo tempo, da enorme tarefa que havia para ser feita no estudo dos Manuscritos, tarefa que iria muito além de sua vida.

John Strugnell: necrologio em The Boston Globe

Ontem The Boston Globe publicou um necrológio para John Strugnell, falecido no dia 30 de novembro de 2007, sob o título


John Strugnell, 77. Especialista em Manuscritos do Mar Morto que foi demitido após comentários

Transcrevo trechos do texto, assinado por Bryan Marquard, que diz entre outras coisas:
John Strugnell was perched at a scholarly pinnacle in 1990 when he sat for an interview with a reporter from an Israeli newspaper and made the anti-Semitic remarks that effectively ended his career. As chief editor of the Dead Sea Scrolls project, he had been leading a team of translators in piecing together fragments of the ancient documents that shed light on early Judaism and Christianity. A language prodigy, Mr. Strugnell had joined the effort when he was 23 and in college. Nearly four decades later, he was heading the project and teaching at Harvard Divinity School. "He was a linguistic genius," said Krister Stendahl, a former dean of the divinity school and a retired Lutheran bishop of Stockholm. "We brought him in to get the best man we could imagine for philological and textural criticism precision in our New Testament department." Few colleagues, however, knew that while Mr. Strugnell labored in two high-profile jobs, he also was being treated for manic depression and struggling with alcoholism. Upon publication, his anti-Semitic comments led to his firing and public denunciations, though a few friends spoke in his defense, attributing his remarks to "mental imbalance" and a "drinking problem." "It was not an excuse, it was reality," said his daughter, Anne-Christine of San Rafael, Calif. "The reality was that he was diagnosed as manic depressive sometime in the early '70s, and he was on medication for the rest of his life. I think it was amazing that he was often under treatment, and yet he managed. He remained at the top of his field and at the top of his game." Mr. Strugnell, who continued to research and write outside the public spotlight after his dismissal, died Nov. 30 in Mount Auburn Hospital in Cambridge of complications from an infection. He was 77 and had lived in Arlington. "He was a brilliant scholar, very learned in many languages, and had a very sharp mind for the kind of ancient texts on which he worked," said the Rev. Daniel J. Harrington, a New Testament professor at Weston Jesuit School of Theology in Cambridge who collaborated with Mr. Strugnell on a publication drawn from the Dead Sea Scrolls. "This is very difficult work, and he trained a whole generation of people who can do this, both at Harvard and in Jerusalem." Little of that mattered in the furor spawned by his interview with the Tel Aviv newspaper Haaretz that appeared in November 1990 (...)

At the time of the interview, his daughter said, Mr. Strugnell was off medication and in a sustained period of mania. "He said and did many things that horrified him when he found about it later," she said. "My father was not anti-Semitic in any way, shape, or form." Indeed, Mr. Strugnell's family said, he brought Jewish scholars into the scrolls project. "The sad part was that our society's stigma around mental illness makes it difficult for us to say, directly, the poor man was crazy at the time," his daughter said. Said Stendahl: "He fought, even earlier, a valiant struggle with manic depression. And finally he really was not fully functional." After he was dismissed from his chief editor post, Mr. Strugnell was hospitalized at the McLean psychiatric facility in Belmont (...)

Born in Barnet, England, he was fascinated by languages as a boy. A neighbor later told Mr. Strugnell's daughter that he used to "walk down the street in his own particular cloud," reading a Hebrew religious text and carrying a dictionary for reference in his other hand. He became fluent in ancient and modern languages. "I asked him once how many," his daughter said, "and he said, 'You mean read, write, and speak?' And he sighed and said, 'Umm, nine.' " Mr. Strugnell graduated from St. Paul's School in London, where he was a scholarship student, and received bachelor's and master's degrees from Oxford University's Jesus College. He set aside his doctorate work to join the scholars working on the Dead Sea Scrolls. Teaching positions followed. He spent a year at Oriental Institute in Chicago, where he met Cecile Pierlot. They married in 1958, separated in the mid-1970s, and later divorced. In 1960, he began teaching at Duke University, and in 1966 moved to Harvard Divinity School, where most recently he was professor emeritus of Christian origins...

Leia Mais:
Morreu John Strugnell (1930-2007)
Filha de John Strugnell escreve sobre o pai

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Bali, 40 Graus

Blog "Bali, 40 Graus" acompanha conferência da ONU sobre o clima
O caderno de Ciência da Folha de S. Paulo lançou nesta terça-feira o blog Bali, 40 Graus, criado especialmente para a 13ª Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas, que acontece na Indonésia. Escrito por Claudio Angelo, o blog relatará o dia-a-dia do encontro que tenta determinar as bases de um compromisso mundial que substitua o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Claudio Angelo, 32, é editor de Ciência da Folha. Jornalista formado pela Universidade de São Paulo, cobre assuntos de ciência e ambiente desde 1998...

Fonte: Folha Online: 04/12/2007 - 18h54

Filha de John Strugnell escreve sobre o pai

Em um post de Jim West, de ontem, aborrecido com o silêncio da grande imprensa sobre pessoas realmente importantes para a humanidade, como John Strugnell, que morreu no dia 30 de novembro - acontecimento ignorado pelos grandes jornais norte-americanos, ingleses e israelenses e só divulgado pelos blogs - foi deixado um comentário de Anne-Christine Strugnell, uma das filhas do estudioso dos Manuscritos do Mar Morto.

Um belo necrológio, que Jim West publicou como post hoje em Obituary of John Strugnell - By His Daughter [Necrológio de John Strugnell - Por sua filha].

Vale a pena ler [Obs.: blog falecido, link sepultado: 22.03.2008].

Arqueologia e politica em Jerusalem

Já em 10 de fevereiro deste ano, no post O tom político da arqueologia em Jerusalém, eu citava, de artigo publicado na BBC News: ...Here history, religion and politics meet. Nothing in Jerusalem can be understood without all three.

Pois é: a polêmica continua. Veja este ensaio da Newsweek.

E agora leio, na lista ANE-2, um e-mail de Joe Zias, muito instrutivo, sobre a instrumentalização política da arqueologia em Jerusalém. Ele está justamente comentando o artigo da Newsweek: There's a lot of truth in this article as to how archaeology in Jerusalem is highly politicized, unlike the rest of the country. Unfortunately, the situation is so bad that each side is involved, totally ignoring the interests of the profession itself...

Mais sobre arqueologia e política em Jerusalém? Confira aqui, percorrendo os títulos dos posts. O assunto sempre volta. E sobre Joe Zias, leia aqui.

Blogar sobre Biblia: perda de tempo?

Já que mencionei o assunto da leitura da Bíblia no post anterior, acabei me lembrando: partindo de outra questão, John Hobbins, em Ancient Hebrew Poetry, aborda o mesmo tema, de outra perspectiva, no post Is Blogging about the Bible a Waste of Time? [Blogar sobre a Bíblia é perda de tempo?].

E, claro, trata da questão dos biblioblogs, como diz o título do post.

Leia o texto.

Martini: a leitura da Bíblia e o Sínodo de 2008

Em 28 de abril de 2007 anotei no blog: Bíblia: tema a ser debatido pelos bispos em 2008, onde dizia:

Foram divulgados os Lineamenta da XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que será realizada de 5 a 26 de outubro de 2008. O tema: A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja. Além do português, o texto está disponível, no site do Vaticano, também em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, latim e polonês.

Hoje, 4 de dezembro de 2007, vejo no Bibbiablog a reprodução de uma entrevista do Cardeal Martini à Rádio Vaticano sobre os Lineamenta e sua proposta de leitura da Bíblia.

Leia o post Sinodo della Parola, visto da Martini.

Texto em italiano.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Resenhas na RBL - 03.12.2007

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

ORALITY AND BIBLICAL STUDIES: A REVIEW ESSAY
By Werner H. Kelber
- William A. Graham, Beyond the Written Word: Oral Aspects of Scripture in the History of Religion
- David M. Carr, Writing on the Tablet of the Heart: Origins of Scripture and Literature
- Susan Niditch, Oral World and Written Word: Ancient Israelite Literature
- Martin S. Jaffee, Torah in the Mouth: Writing and Oral Tradition in Palestinian Judaism, 200 BCE-400 CE
- Erhardt Güttgemanns, Offene Fragen zur Formgeschichte des Evangeliums: Eine methodologische Skizze der Grundlagenproblematik der Form- und Redaktionsgeschichte, translated by William G. Doty as Candid Questions Concerning Gospel Form Criticism: A Methodological Sketch of the Fundamental Problematics of Form and Redaction Criticism
- Richard A. Horsley, with Jonathan A. Draper, Whoever Hears You Hears Me: Prophets, Performance, and Tradition in Q
- D. C. Parker, The Living Text of the Gospels

Andrew D. Clarke
Secular and Christian Leadership in Corinth: A Socio-Historical and Exegetical Study of 1 Corinthians 1-6
Reviewed by Barbette Stanley Spaeth

Gina Hens-Piazza
1-2 Kings
Reviewed by Ralph W. Klein

Miriam Pucci Ben Zeev
Diaspora Judaism in Turmoil, 116/117 CE: Ancient Sources and Modern Insights
Reviewed by Joshua Schwartz

Shmuel Safrai, Zeev Safrai, Joshua Schwartz, and Peter J. Tomson, eds.
The Literature of the Sages: Second Part: Midrash and Targum, Liturgy, Poetry, Mysticism, Contracts, Inscriptions, Ancient Science and the Languages of Rabbinic Literature
Reviewed by Jan-Wim Wesselius

Paul-Gerhard Schwesig
Die Rolle der Tag-JHWHs-Dichtungen im Dodekapropheton
Reviewed by Rachel Bornand

Peter Stuhlmacher
Die Geburt des Immanuel: Die Weihnachtsgeschichten aus dem Lukas- und Matthäusevangelium
Reviewed by Markus Oehler

John N. Suggit, trans.
Oecumenius: Commentary on the Apocalypse
Reviewed by Pieter G. R. de Villiers

Robert C. Tannehill
The Shape of the Gospel: New Testament Essays
Reviewed by Derek S. Dodson

Ariel Álvarez Valdés
La Nueva Jerusalén, ¿ciudad celeste o ciudad terrestre? Estudio exegético y teológico de Ap. 21, 1-8
Reviewed by Sylvie Raquel

Laurence M. Vance
Greek Verbs in the New Testament and Their Principal Parts
Reviewed by Jutta Henner

Chris VanLandingham
Judgment and Justification in Early Judaism and the Apostle Paul
Reviewed by D. A. Carson

Christopher J. H. Wright
Knowing the Holy Spirit through the Old Testament
Reviewed by James Robson

domingo, 2 de dezembro de 2007

Morreu John Strugnell (1930-2007)

Em 30 de novembro passado, morreu, em Boston, o Professor John Strugnell, aos 77 anos (1930-2007).

Strugnell trabalhou cerca de 40 anos com os Manuscritos do Mar Morto. Vi a notícia no PaleoJudaica.com, de Jim Davila, que trabalhou com ele nos Manuscritos na década de 80 e testemunha: "He was a giant in the field" [Ele era um gigante na área].



Sobre a publicação dos Manuscritos, escrevi em meu artigo Os Essênios: a Racionalização da Solidariedade, no item Publicação:

Para trabalhar com os fragmentos dos Manuscritos do Mar Morto é constituída, na década de 50, uma equipe internacional no Museu Arqueológico da Palestina, em Jerusalém Oriental, pertencente à Jordânia. O chefe da equipe é o dominicano francês R. de Vaux. Com ele trabalham Frank Moore Cross, americano, presbiteriano; J. T. Milik, polonês, católico; John Allegro, inglês, agnóstico; Jean Starcky, francês, católico; Patrick Skehan, americano, católico; John Strugnell, inglês, presbiteriano [depois, católico]; Claus-Hunno Hunziger, alemão, luterano. Predominam especialistas de Harvard (USA), École Biblique (Jerusalém) e Oxford (Inglaterra).

Com a morte de R. de Vaux em setembro de 1971, a função de editor-geral passa para seu colega dominicano Pierre Benoit, que por sua vez, ao morrer em 1987, passa o cargo para John Strugnell [Obs.: em 1984 já haviam sido feitos os preparativos para esta sucessão, conforme narra VANDERKAM J. C. Os Manuscritos do Mar Morto Hoje. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995, p. 229. - ISBN 9788573020120. Original: The Dead Sea Scrolls Today. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 1994, 224 p. - ISBN 9780802807366. See chapter 7: Controversies about the Dead Sea Scrolls].

Durante todos estes anos, a equipe continua pequena. Quando um pesquisador morre ou se retira, é substituído por outro e pronto. Strugnell, porém, lutará por duas coisas: pela expansão do pequeno grupo original encarregado dos manuscritos e pela inclusão nesta equipe de pesquisadores judeus.

Entretanto, cresce no meio acadêmico mundial a insatisfação com a demora na publicação dos documentos. Alguns nomes se destacam neste protesto, como Robert Eisenman, da Universidade do Estado da Califórnia e Philip Davies da Universidade de Sheffield, Reino Unido. Eles tentam o acesso aos manuscritos, mas são barrados por J. Strugnell. Hershel Shanks, fundador da Biblical Archaeology Society começa, então, vigorosa campanha pelo acesso aos Manuscritos.

Após polêmica entrevista aos jornais, em dezembro de 1990, John Strugnell é demitido do cargo pela Israel Antiquities Authority (IAA), que indica Emanuel Tov como editor-chefe e amplia a equipe para cerca de 50 pesquisadores. Em 2001 a publicação dos Manuscritos foi concluída. Confira bibliografia aqui e aqui.

Para fotos de vários pesquisadores dos Manuscritos do Mar Morto, incluindo Strugnell ainda jovem, clique aqui.

Atualizando: 02.12.2007 às 16h00
Para se compreender o episódio da demissão de John Strugnell é fundamental a leitura do comentário de Joe Zias ao post de Jim West John Strugnell’s Death [Obs.: blog apagado, link perdido]. Tenho gravado um documentário televisivo sobre os Manuscritos do Mar Morto, que uso em sala de aula, no qual este episódio é narrado. Pois para mim, a demissão de Strugnell, desde que vi aquele documentário, sempre me pareceu um equívoco: o que vi foi um grande intelectual, estressado e muito doente, que foi erroneamente julgado como anti-semita e injustamente punido. Joe Zias começa assim: A brilliant scholar and a decent man, mistreated by the press due to some medical problems which many people in the academic world suffer from. I knew John for many years...