sexta-feira, 24 de maio de 2013

Francisco será o papa de uma transição crucial?

Apesar dos 76 anos de idade, é cada vez mais forte a impressão de que ele não será um pontífice transitório, mas sim o papa de uma transição crucial.

Nonostante i 76 anni di età, è sempre più forte l’impressione che non sarà un Pontefice transitorio, ma il Papa di una transizione cruciale.

O jornalista italiano Massimo Franco, em artigo publicado pelo jornal Corriere della Sera em 19/05/2013, defende que Francisco representa uma transição crucial na Igreja.

O título, em português, é: Francisco, o primeiro papa global [em italiano: Il Papa global].

Reproduzo aqui apenas alguns trechos isolados e, até mesmo, fora de ordem. Mas convido o leitor a ler a análise completa, bastante interessante, em Notícias: IHU On-Line de 22/05/2013.

Jorge Mario Bergoglio é o primeiro papa que podemos definir como verdadeiramente global. Não só porque foi descoberto "quase no fim do mundo", como ele disse brincando de si mesmo. As dinâmicas do conclave dos dias 12 e 13 de março mostraram o fim de uma era para o Vaticano. As Américas passaram da periferia para o coração do mundo católico. O eurocentrismo acabou. E a criação de um conselho de oito cardeais tomados dos cinco continentes para participar das decisões de Francisco, no dia 14 de abril, confirma a intenção de revolucionar o governo da Igreja.

As tendências para 2030 do US National Intelligence Council dizem que, nos próximos 20 anos, o número das megacidades vai crescer, criando áreas "periurbanas" e "megarregiões" que se tornarão poderosos atores não estatais, superando as dimensões nacionais. Francisco representa esse deslocamento de prioridade. E sinaliza uma notável diversidade com relação aos seus antecessores. A escolha de se chamar Francisco é mais um sintoma da sua natural atenção pelos pobres das favelas superpovoadas das maiores cidades do mundo.

E o mandato de Francisco parece exatamente isso: abrir a Igreja às periferias mundiais; libertar o Vaticano de pessoas comprometidas nos escândalos; mudar a estrutura e os objetivos do IOR; reescrever e ressuscitar a agenda de política externa da Santa Sé depois daquela que foi percebida no plano internacional como a passividade do pontificado de Bento XVI; e reconstruir a imagem amarrotada da Igreja, voltando a privilegiar os pobres.

Francisco, primeiro pontífice jesuíta, marca uma potencial revolução. Ele foi escolhido como reformador da Cúria, homem capaz de enfrentar e resolver os escândalos, e como diretor chamado a globalizar o Vaticano.

E, ao contrário do que foi escrito e pensado no início, é provável que a sua eleição não tenha sido de última hora. Senão programada, foi ao menos examinada e discutida alguns dias antes da abertura do conclave e depois aprovada por muitos cardeais norte-americanos e alemães, e por alguns italianos inimigos da Cúria.

Um papa proveniente da América Latina, sugeriu o vaticanista John Allen, significa ceticismo com relação ao capitalismo e à globalização; debate cultural duro com os EUA, apesar do número crescente da população católica de língua espanhola; mais atenção ao ambiente; e pacifismo.

No curto prazo, é provável,  [entretanto], que se vejam maiores mudanças em Roma: na Roma papal. O novo pontífice quer erradicar a imagem de um papado preso em uma "bolha" autorreferencial e bloqueado pela Cúria. E o IOR, o Instituto para as Obras de Religião, o chamado "Banco do Vaticano", poderia ser o símbolo e a cobaia dessa transformação.

Apesar dos 76 anos de idade, é cada vez mais forte a impressão de que ele não será um pontífice transitório, mas sim o papa de uma transição crucial.



Il Papa global - Massimo Franco: Corriere della Sera 19/05/2013

Nonostante i 76 anni di età, è sempre più forte l’impressione che non sarà un Pontefice transitorio, ma il Papa di una transizione cruciale.

Le priorità: difendere i poveri e riformare lo Ior. La Chiesa di Francesco non è più eurocentrica.

Jorge Mario Bergoglio è il primo Papa che si possa definire veramente globale. Non solo perché è stato scovato «quasi alla fine del mondo », come ha detto scherzosamente di sé. Le dinamiche del Conclave del 12 e 13 marzo hanno mostrato la fine di un’era per il Vaticano. Le Americhe sono passate dalla periferia al cuore del mondo cattolico. L’eurocentrismo è finito. E la creazione di un consiglio di otto cardinali presi dai cinque continenti per concorrere alle decisioni di Francesco, il 14 aprile, conferma l’intenzione di rivoluzionare il governo della Chiesa. La scelta di chiamarsi Francesco è un altro sintomo della sua naturale attenzione ai poveri delle baraccopoli sovrappopolate nelle maggiori città del mondo. L’approccio nasce soprattutto dalla sua esperienza quotidiana di arcivescovo di Buenos Aires, attento alla povertà di gigantesche periferie; e riflette una tendenza mondiale. I trend per il 2030 dello Us National Intelligence Council dicono che nei prossimi vent’anni il numero delle megacity crescerà, creando aree «peri-urbane» e «mega-regioni» che diventeranno potenti attori non statali, superando le dimensioni nazionali. Francesco rappresenta questo spostamento di priorità. E segnala una diversità notevole rispetto ai predecessori.

Francesco, primo Pontefice gesuita, segna una potenziale rivoluzione. È stato scelto come riformatore della Curia, uomo in grado di affrontare e risolvere gli scandali, e come regista chiamato a globalizzare il Vaticano. E diversamente da quanto è stato scritto e pensato all’inizio, è probabile che la sua non sia stata un’elezione dell’ultima ora. Se non programmata, è stata almeno esaminata e discussa qualche giorno prima dell’apertura del Conclave, e poi approvata da molti cardinali americani e tedeschi, e da alcuni italiani nemici della Curia.

Un Papa proveniente dall’America Latina, ipotizzò nel 2009 il vaticanista John Allen, significa scetticismo verso capitalismo e globalizzazione; confronto culturale duro con gli Usa, nonostante il numero crescente della popolazione cattolica di lingua spagnola; più attenzione all’ambiente; e pacifismo.

Nel breve periodo, è probabile dunque che i maggiori cambiamenti si vedranno a Roma: nella Roma papale. Il nuovo Pontefice vuole sradicare l’immagine di un papato intrappolato in una «bolla» autoreferenziale e bloccato dalla Curia. E lo Ior, l’Istituto per le opere di religione, la cosiddetta «banca del Vaticano», potrebbe essere il simbolo e la cavia di questa trasformazione.

Nonostante i 76 anni di età, è sempre più forte l’impressione che non sarà un Pontefice transitorio, ma il Papa di una transizione cruciale.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Resenhas na RBL - 09.05.2013


As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Robert T. Anderson and Terry Giles
The Samaritan Pentateuch: An Introduction to Its Origin, History, and Significance for Biblical Studies
Reviewed by Magnar Kartveit
Reviewed by Reinhard Pummer

Reinhard Feldmeier and Hermann Spieckermann
God of the Living: A Biblical Theology
Reviewed by M. Eugene Boring

Anke Inselmann
Die Freude im Lukasevangelium: Ein Beitrag zur psychologischen Exegese
Reviewed by Douglas A. Hume

Tat-siong Benny Liew, ed.
Postcolonial Interventions: Essays in Honor of R. S. Sugirtharajah
Reviewed by Anthony Rees

Tracy J. McKenzie
Idolatry in the Pentateuch: An Innertextual Strategy
Reviewed by Sven Petry

Andreas Ruwe
Die Psalmen zum Betrachten, Studieren und Vorlesen: Eine textanalytische Übersetzung
Reviewed by Beat Weber

Julien Smith
Christ the Ideal King: Cultural Context, Rhetorical Strategy, and the Power of Divine Monarchy in Ephesians
Reviewed by Keith A. Reich

Daniel L. Smith-Christopher
Jonah, Jesus, and Other Good Coyotes: Speaking Peace to Power in the Bible
Reviewed by Joel Stephen Williams

Bálint Károly Zabán
The Pillar Function of the Speeches of Wisdom: Proverbs 1:20–33, 8:1–36 and 9:1–6 in the Structural Framework of Proverbs 1–9
Reviewed by James Alfred Loader


>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Lula e seu compromisso com a integração sul-americana


Um presidente nunca diz que se angustia. Senão, o que sobra para os governados? Um ex-presidente sim pode dar-se esse luxo. O resultado é apaixonante se o ex se chama Luiz Inácio Lula da Silva e tem uma capacidade única de transmissão intelectual e emotiva.

Lula encerrou sua recente visita à Argentina com uma reunião na Embaixada do Brasil, onde se encontrou com 40 intelectuais, políticos, economistas e empresários junto com o Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso) e o Instituto Lula.

Foi na sexta-feira [17/05/2013] à tarde e os presentes fizeram chegar ao embaixador Enio Cordeiro: “Presidente, neste grupo ninguém pensa como o outro”. Antes, o presidente que governou o Brasil durante oito anos, recebeu oito doutorados honoris causa.

“Para o Guinness”, brincou o senador e ex-ministro de Educação argentino Daniel Filmus, coordenador dos doutorados junto com Pablo Gentili, o secretário executivo do Clacso.

O jornalista Martín Granovsky, do Página 12, foi um dos 40 convidados e conta como e por que o ex-presidente se comprometeu a impulsionar a integração sul-americana.

Leia Os projetos de Lula. Em Carta Maior: 22/05/2013.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Francisco denuncia a ideologia do mercado


Este discurso, o mais complexo que até agora Francisco pronunciou sobre temas sociais, passou um pouco despercebido, apesar de conter uma denúncia precisa das causas do desequilíbrio social. E talvez tenha sido este o motivo da pouca atenção recebida. Francisco denunciou o fetichismo do dinheiro e a ditadura de uma economia sem rosto que considera o ser humano como um bem de consumo.

A reportagem é de Andrea Tornielli e foi publicada por Vatican Insider em 19/05/2013. 

(...) "Ao receber as cartas credenciais de quatro novos embaixadores na Santa Sé, na quinta-feira passada, Bergoglio falou sobre as raízes da crise financeira e o abismo que existe entre pobres e ricos, razão pela qual denunciou o 'fetichismo' do dinheiro e a 'ditadura' de uma economia sem rosto que considera o ser humano como um 'bem de consumo'.

Este discurso, o mais complexo que até agora Francisco pronunciou sobre temas sociais, passou um pouco despercebido, apesar de que contivesse uma denúncia precisa (e talvez tenha sido este o motivo da pouca atenção recebida) das causas do desequilíbrio social. A causa, segundo o Papa, seriam as 'ideologias que promovem a autonomia absoluta dos mercados e a especulação financeira, negando desta maneira o direito ao controle dos Estados, encarregados de prover o bem comum'.

No domingo, com os representantes dos movimentos, Francisco chamou à radicalidade evangélica, explicando que, diante da crise econômica e da ética pública, a contribuição mais eficaz que os cristãos podem oferecer é o de dar o testemunho do Evangelho: sair de si mesmo, dos próprios círculos autorreferenciais, deixar de ser 'cristãos que discutem sobre teologia enquanto tomam chá' nos salões e ir ao encontro dos pobres, dos necessitados" (continua)

Leia: Francisco chama a atenção de quem fala em moralismo - Notícias: IHU On-Line 21/05/2013.



Un monito a chi parla di moralismo - Andrea Tornielli: Vatican Insider 19/05/2013

Il discorso, più impegnativo finora tenuto da Francesco sui temi sociali, è passato, almeno in Italia, piuttosto inosservato, nonostante contenesse una puntuale denuncia delle cause dello squilibrio sociale.

(...) Ricevendo le credenziali di quattro nuovi ambasciatori presso la Santa Sede, giovedì scorso, Bergoglio aveva parlato loro delle radici della crisi finanziaria e del divario tra poveri e ricchi, denunciando il «feticismo» del denaro e la «dittatura» di un’economia senza volto che considera l’essere umano «come un bene di consumo».

Questo discorso, il più impegnativo finora tenuto da Francesco sui temi sociali, è passato, almeno in Italia, piuttosto in sordina, nonostante contenesse una puntuale denuncia (o forse proprio per questa) delle cause dello squilibrio sociale. Derivante, a detta del Papa, «da ideologie che promuovono l’autonomia assoluta dei mercati e la speculazione finanziaria, negando così il diritto di controllo agli Stati pur incaricati di provvedere al bene comune».

Ieri, ai rappresentanti dei movimenti, Francesco ha richiamato la radicalità evangelica spiegando che di fronte alla crisi economica e alla crisi dell’etica pubblica, il principale e più efficace contributo che i cristiani possono dare è quello di testimoniare il Vangelo: uscire da se stessi, dai propri circoli autoreferenziali, smettere di essere «cristiani inamidati che discutono di teologia bevendo il tè» nei salotti, per andare davvero incontro ai poveri, a chi ha bisogno...

sábado, 18 de maio de 2013

SOTER 2013: Deus na Sociedade Plural


A SOTER - Sociedade de Teologia e Ciências da Religião - comunica que seu 26º Congresso Anual terá como tema Deus na Sociedade Plural. Fé – Símbolos – Narrativas e será realizado na PUC-Minas, em Belo Horizonte, de 8 a 11 de julho de 2013.

Diz a SOTER:

"Após ter se empenhado em discutir o papel da religião em nossa sociedade em seus últimos congressos – Religiões e Paz (congresso 2010), Religião, Educação e Cidadania (congresso 2011), Mobilidade Social e Religiosa (congresso 2012) -, a SOTER volta-se no 26º Congresso Internacional para a fonte mesma da experiência religiosa e de sua interpretação pela Teologia, Ciências da Religião e Áreas Afins: Deus. Por que este retorno a Deus ou de Deus no próximo congresso anual organizado pela SOTER? O que, na atual situação das religiões em geral e das diferentes confissões cristãs em particular, justifica esse interesse e essa atenção pela questão de Deus em nosso país?

Uma primeira aproximação ao mapa religioso do Brasil, como a do último Censo do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –, mostra que Deus – a fé, os símbolos e as narrativas que engendra –, os deuses, o sagrado e/ou o divino – as crenças, ritos e relatos de que são objeto –, são onipresentes no imaginário nacional. O aumento dos sem religião, por exemplo, não necessariamente é sinônimo de ateísmo ou agnosticismo, mas colocam uma clara fronteira entre experiência religiosa e experiência institucional. A pluralização do campo religioso e a explosão de novas espiritualidades e religiosidades apontam para outras formas de experiências do divino, algumas ressemantizando a compreensão do Deus do cristianismo, outras resgatando as divindades dos povos originários e afrodescendentes, outras enfim valorizando o Deus do judaísmo, do islã e das religiões orientais. Esta constatação parece confirmar a opinião segundo a qual o processo de secularização, que em muitos países ocidentais levou ao indiferentismo e à negação de Deus, não teve o mesmo impacto entre nós.

Uma análise mais aprofundada do atual pluralismo religioso, das imagens, símbolos e narrativas do divino que veicula ou revisita, levanta, porém, uma série de questões. Quem é o Deus desta nossa sociedade plural? É a fonte e o horizonte do sentido ou um dos muitos “ídolos” fabricados pelo indivíduo pós ou hipermoderno? Ele oferece razões para crer, esperar e amar ou é um simples “consolo” face ao absurdo de uma existência feita de violência, solidão e injustiças, na qual o indivíduo é apenas “número” ou mero consumidor? Até quando o imaginário pré-moderno do divino, tão presente nas inúmeras recomposições do religioso em nosso país, poderá competir com o imaginário tecnológico-instrumental, para o qual Deus não é necessário para explicar o mundo? Até que ponto a variedade de imagens, símbolos e narrativas do divino não são mera projeção do processo de diversificação das individualidades nas sociedades complexas?"

O texto continua...

Leia o texto completo e veja a programação na página da SOTER.

Propostas para uma mudança de perspectiva nos estudos do AT


Uma conferência internacional programada para os dias 9 a 12 de outubro de 2013 em Copenhague, Dinamarca, promete:

International Conference at the University of Copenhagen, October 9-12, 2013: Changing Perspectives in Old Testament Studies. Past, Present, and Future.

Os principais conferencistas são Douglas Knight, Thomas L. Thompson, Philip Davies e Niels Peter Lemche. A conferência abordará as contribuições de John Van Seters, Thomas L. Thompson, Philip R. Davies, Niels Peter Lemche e Keith Whitelam na área dos estudos bíblicos. A palestra de abertura será feita por Jack Sasson, da Universidade Vanderbilt, Nashville, USA.

"O objetivo da conferência é avaliar algumas das principais mudanças no campo dos estudos do Antigo Testamento, para investigar as perspectivas de mudança dentro de um contexto mais amplo e sugerir perspectivas futuras para a  disciplina". The aim of the conference is to assess some of the major changes within the field of Old Testament scholarship, to investigate those changing perspectives within a broader context and to suggest future prospects of the discipline.

Os textos da conferência serão publicados em  livro organizado por Anne Katrine de Hemmer Gudme e Ingrid Hjelm.

A conferência de Copenhague está estreitamente relacionada com a série de ensaios que estão sendo publicados pela editora Acumen, sob o título Changing Perspectives:

VAN SETERS, J. Changing Perspectives 1: Studies in the History, Literature and Religion of Biblical Israel. Durham: Acumen Publishing, 2011, 438 p. - ISBN 9781845539016.

THOMPSON, T. L. Changing Perspectives 2: Biblical Narrative and Palestine's History. Durham: Acumen Publishing, 2012, 320 p. - ISBN 9781908049957.

LEMCHE, N. P. Changing Perspectives 3: Biblical Studies and the Failure of History. Durham: Acumen Publishing, 2013, 352 p. - ISBN 9781781790175.

DAVIES, P. R. Changing Perspectives 4: Rethinking Biblical Scholarship. Durham: Acumen Publishing, 2014, 320 p. - ISBN 9781844657278. Publicação prevista para maio de 2014.

A conferência será realizada na Faculdade de Teologia da Universidade de Copenhague e está sob a responsabilidade dos seguintes professores do Departamento de Estudos Bíblicos: Ingrid Hjelm, Anne Katrine de Hemmer Gudme, Jesper Høgenhaven e Thomas L. Thompson.

Ingrid Hjelm
e-mail: ihj@teol.ku.dk

Anne Katrine de Hemmer Gudme
e-mail: akg@teol.ku.dk


Sobre a conferência, Jim West, a quem agradeço pela notícia, publicou em seu blog este post em 20 de fevereiro de 2013 e este em 8 de maio de 2013.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Novo livro de Finkelstein sobre o reino de Israel


O livro, em francês, é sobre o reino de Israel (do norte). É o resultado de conferências de Israel Finkelstein no Collège de France, Paris, em fevereiro de 2012. Foi publicado em 26 de abril de 2013.

Israel Finkelstein tenta, com os recursos da arqueologia, resgatar a história do importante reino de Israel, censurado pela Obra Histórica Deuteronomista escrita em Judá após a queda de Samaria em 722 a.C.

FINKELSTEIN, I. Le Royaume biblique oublié. Paris: Odile Jacob, 2013, 288 p. - ISBN 9782738129475.

Diz a editora:
Du Xe au VIIIe siècle avant notre ère, deux royaumes hébreux ont coexisté : Israël au nord, Juda au sud. Compilés à Jérusalem, capitale de Juda, à partir de la fin du viie siècle, les textes bibliques présentent le « Royaume du Nord » comme impie et ses rois comme maudits. Biblistes et historiens ont largement emboîté le pas : chacun savait qu’Israël était une entité politique et économique bien plus importante et puissante que le petit royau-me de Juda, mais on n’a jamais essayé d’écrire son histoire depuis ses origines jusqu’à sa disparition en 722. Archéologue hors pair du Levant ancien, Israël Finkelstein relève le défi et présente une histoire de ce royaume « oublié », voire « censuré ». Poursuivant la démarche de La Bible dévoilée et des Rois sacrés de la Bible, il offre une nouvelle version des origines d’Israël et nous permet aussi de mieux saisir comment les textes bibliques ont reconstruit son histoire.

Israël Finkelstein est professeur d’archéologie à l’Université de Tel-Aviv. Il est notamment l’auteur d’Un archéologue au pays de la Bible (2008) et – avec Neil Asher Silberman – de La Bible dévoilée. Les nouvelles révélations de l’archéologie (2002) et des Rois sacrés de la Bible. À la recherche de David et Salomon (2006). Le présent livre est issu de conférences qu’il a données au Collège de France en février 2012.


Leia Mais:
Israel Finkelstein no Observatório Bíblico e na Ayrton's Biblical Page
Israel Finkelstein na biblioblogosfera

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Quantas distribuições Linux existem em 2013?


Há centenas de distribuições Linux. Dizem que mais de 500...

Veja as distribuições Linux em uma linha do tempo de 1992 a 2012 [um cladograma]:

:: GNU/Linux Distribution Timeline 12.10 - Por Andreas Lundqvist, em GLDT: 29/10/2012

:: Atualmente quantas distribuições Linux existem no mundo? - Por Rafael Russo, em escreveassim.com.br: 11/03/2013.

  • Agora, confira listas de distribuições, como DistroWatch.com, ibiblio Linux Distributions, Imagens de distribuições Linux, Linux Links: Distributions e LQ ISO. Links aqui.
  • E veja a origem dos nomes de algumas distribuições Linux [até 2009]: parte 1 e parte 2 - Texto escrito por Xerxes Lins em Viva o Linux, em 12/05/2009 e 14/09/2009, respectivamente.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Morreu Geza Vermes (1924-2013)


Morreu o lendário biblista britânico de origem húngara Geza Vermes.

Na lista Biblical Studies, li ontem:
I am deeply saddened to inform you that our dear friend, Professor Geza Vermes, passed away this morning after a recent recurrence of cancer. Geza was Professor Emeritus of Jewish Studies at Oxford, a Governor  and strong advocate of the Centre, and was recently appointed an Honorary Fellow of the Centre. His scholarship on the Dead Sea Scrolls and the Jewishness of Jesus was truly pioneering and transformative. Geza was also a lovely human being and a friend and mentor to many of us. He will be deeply missed. David Ariel, President Oxford Centre for Hebrew and Jewish Studies - Yarnton Manor, Yarnton, Oxford, United Kingdom.

Leia o post de Mark Goodacre - NT Blog: 08.05.2013: Geza Vermes, 1924-2013.

Veja suas publicações na página da Amazon.com.

E o que já se escreveu sobre Geza Vermes no Observatório Bíblico.


Atualização em 13/05/2013 - 22h00:
Geza Vermes: Obituaries, tributes and more - By Mark Goodacre: NT Blog - May 13, 2013.