Observatório Bíblico
Blog sobre estudos acadêmicos da Bíblia. Blog about academic studies of the Bible. Online desde 07.12.2005. Associado à Ayrton's Biblical Page.
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Importante comentário à Dei Verbum é reeditado
SCHÖKEL, L. A. (ed.) Comentarios a la constitución "Dei Verbum" sobre la divina revelación. Madrid: BAC, 2012, 826 p. - ISBN 9788422001966.
Explica a editora:
"Colaboradores: L. Alonso Schökel, A. Antón, A. Mª Artola, J. F. Ashton, R. Boada, J. Cárdenas, J. Colomer, F. García Martínez, P. Heitmann, R. Jacob, P. Lengsfeld, J. Mouroux, F. Pastor, J. P. Richard, G. Ruiz, J. R. Scheifler, C. Soltero, J. A. Ubieta.
Dirigido por el recordado profesor y escritor Luis Alonso Schökel, la seriedad científica, profundidad teológica, precisión terminológica, estilo y unción de las colaboraciones que reúne este volumen sobre los comentarios a la constitución conciliar Dei Verbum hacen que continúe siendo actual y que su lectura nos resulte todavía interesante y sugeridora. Además, estos estudios que ahora vuelve a ofrecer la BAC pueden ayudarnos a comprender mejor el alcance y la oportunidad de la más reciente exhortación apostólica de Benedicto XVI Verbum Domini, en la que actualiza y desarrolla el contenido de aquella.
1.ª ed. en rústica de la misma obra publicada en en esta colección en tela (enero de 1969)".
Agradeço ao Cássio Murilo Dias da Silva pela dica.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Resenhas na RBL: 17.05.2012
As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:
Philip F. Esler
Sex, Wives, and Warriors: Reading Biblical Narrative with Its Ancient Audience
Reviewed by Brian Peterson
John Paul Heil
Hebrews: Chiastic Structures and Audience Response
Reviewed by Philip Church
Richard A. Horsley
Jesus and the Powers: Conflict, Covenant, and the Hope of the Poor
Reviewed by Kevin B. McCruden
Cheryl A. Kirk-Duggan and Tina Pippin, eds.
Mother Goose, Mother Jones, Mommie Dearest: Biblical Mothers and Their Children
Reviewed by Melanie Howard
Thomas E. Phillips
Acts within Diverse Frames of Reference
Reviewed by Arie W. Zwiep
Tammi J. Schneider
An Introduction to Ancient Mesopotamian Religion
Reviewed by Andrew Riley
Hershel Shanks
Freeing the Dead Sea Scrolls: And Other Adventures of an Archaeology Outsider
Reviewed by Matthew A. Collins
Andrew E. Steinmann
Ezra and Nehemiah
Reviewed by Antje Labahn
Michael E. Stone
Ancient Judaism: New Visions and Views
Reviewed by Joseph Angel
James Riley Strange
The Moral World of James: Setting the Epistle in Its Greco-Roman and Judaic Environments
Reviewed by John S. Kloppenborg
>> Visite: Review of Biblical Literature Blog
Joias de 1100 a.C. encontradas em Meguido
Israelenses descobrem joias de 3.000 anos escondidas em cerâmica
Por volta do ano 1100 a.C., a dona de uma requintada coleção de joias resolveu escondê-las numa vasilha de cerâmica, enrolando brincos e anéis de ouro em pedaços de tecido. Não se sabe por que ela fez isso, mas arqueólogos israelenses acabam de trazer esse tesouro à tona. O achado ocorreu em Megido, antiga cidade do norte de Israel que é uma das mais estudadas recentemente. Segundo os especialistas da Universidade de Tel Aviv, liderados por Israel Finkelstein e David Ussishkin, tanto a abundância de ouro quanto a presença de certas pedras semipreciosas entre os artefatos sugerem influência cultural e econômica do Egito sobre os moradores da cidade. Faz sentido quando se considera o período em que se encaixam os achados. Trata-se de uma época nebulosa, o início da Idade do Ferro, quando as tribos que passariam a ser conhecidas como israelitas (ancestrais dos atuais judeus) ainda não tinham grandes assentamentos. Por outro lado, algumas antigas cidades-Estado, como a própria Megido, ainda resistiam, mantendo seus elos com os egípcios, antigos senhores da Palestina que, no século anterior, tinham perdido seu domínio por causa de invasores bárbaros. Não se sabe exatamente quando, mas Megido acabou sendo incorporada ao reino de Israel. A cidade era importante por estar localizada numa rota-chave entre a Síria e o Egito, o que explica a riqueza dos achados. Esse papel estratégico também fomentou batalhas, como a que levou à morte do rei israelita Josias em 609 a.C. Em comunicado, Finkelstein e seus colegas afirmam que seu próximo passo é analisar quimicamente as joias, o que trará dados mais claros sobre o seu local de origem.
Fonte: Reinaldo José Lopes: Folha.com 23/05/2012
A Unique Hoard Was Found At Tel Megiddo
The Megiddo Expedition have recently discovered a collection of gold, silver and bronze jewelry, wrapped in fabric, hidden in a vessel at Tel Megiddo. The vessel was found in a domestic context that was dated to the Iron Age I (around 1100 B.C.). This vessel was actually excavated during the 2010 season, but remained uncleaned while awaiting for a molecular analysis of it's content (soil). When it was finally emptied during the summer of 2011, the pieces of jewelry appeared. Both the textile and the jewelry itself were sent to analysis that should tell us more about the origins of this exceptional collection.
Veja fotos no site The Megiddo Expedition.
Archeologists at Megiddo unearth valuable jewels
The newly discovered jewels date to the dawn of the Iron Age, when a Canaanite city occupied the site just before it was subsumed into the Kingdom of Israel. The dig, in progress for nearly two decades, is co-directed by Tel Aviv University’s David Ussishkin and Israel Finkelstein, with George Washington University’s Eric H. Cline of George as associate director. The clay vessel in which the jewels were found was excavated in 2010. In July the vessel was emptied, and experts were stunned to find what they described as some of the most valuable jewels ever unearthed from the biblical period. A Tel Aviv University spokesman said the find was announced only this week because it took the experts months to analyze and date the jewels. The Megiddo cache is notable for its abundance of gold jewels, including nine large earrings and a ring seal. It also includes more than a thousand small beads of gold, silver and carnelian – a semiprecious stone of orange-to-amber hue. All of the artifacts are in good condition.
Leia a notícia completa em The Jerusalem Post: 21/05/2012
Leia Mais:
Gold Jewelry Discovered at Megiddo - Todd Bolen: BiblePlaces Blog - May 22, 2012
terça-feira, 22 de maio de 2012
A troca de cadeiras dos navegadores
Guerra dos browsers, troca de cadeiras... Coisas assim. De novo.
O monopólio de um único navegador, seja ele qual for, não seria uma situação muito boa para ninguém. O ideal é que o Chrome, Firefox e mesmo o IE continuem de pé, disputando fatias mais ou menos equivalentes do mercado (Carlos Morimoto).
:: Chrome supera o IE e torna-se o browser mais usado - Carlos Morimoto: GdH 21/05/2012
:: Chrome ultrapassa Internet Explorer e se torna o navegador mais usado do mundo - Felipe Alencar: Guia do PC 22/05/2012
:: Chrome is the most popular browser in the world, says StatCounter - Jeff Blagdon: The Verge - May 21, 2012
Só por curiosidade, fui conferir os dados do Google Analytics para o Observatório Bíblico. As visualizações de página de 21 de abril a 21 de maio de 2012 estão assim:
1. Chrome: 38,79%
2. Internet Explorer: 30,54%
3. Firefox: 25,54%
4. Safari: 3,44%
5. Outros: <1%
Leia Mais:
Chrome pode ultrapassar o IE em 2012, no lugar do Firefox - Carlos Morimoto: GdH 03/01/2012
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Nossos dados pessoais convertidos em mercadoria digital
Como nossos dados pessoais enriquecem gigantes digitais - Eduardo Febbro: Carta Maior 21/052012
Facebook e Google se apoiam quase no mesmo modelo econômico: quanto mais se sabe sobre os gostos e inclinações dos usuários, mais dinheiro pode-se fazer com esses dados sem que o usuário tenha dado sua permissão para tanto. É neste contexto que a associação Internet sem Fronteiras propõe a criação de um e-sindicato para defender os direitos dos usuários do Facebook e de outros gigantes digitais que espiam cada um de nossos clics para convertê-los em ouro.
Leia o artigo.
Entrevista com Robert Cailliau, um homem de vários códigos
"A internet é muito mais do que um depósito de conhecimentos"
Robert Cailliau é um homem de vários códigos. Três no total: web, HTTP e HTML. Este engenheiro belga fez parte da equipe do britânico Tim-Bernes-Le que, nos anos 90, inventou, na sede do CERN (organização europeia para a pesquisa nuclear), em Genebra, esses três pilares da modernidade: o URL, ou seja, os três www, a linguagem hipertexto, HTML, e o protocolo de transferência de hipertexto, HTTP. É inútil estender-se sobre o impacto prodigioso desse invento que, no início, estava destinado unicamente a compartilhar dados entre a comunidade científica. Em entrevista à Carta Maior, Robert Cailliau reflete sobre a evolução da rede, seus riscos e potencialidades.
Leia a entrevista de Robert Cailliau a Eduardo Febbro.
Transcrevo dois trechos:
:: Você destacou em várias oportunidades que a Web tinha muito mais aspectos positivos que negativos. No entanto, a Web hoje está nas mãos de enormes grupos.
Toda tecnologia pode ser utilizada para bem ou para mal. Há algumas tecnologias para as quais é difícil imaginar aplicações benéficas, por exemplo, a bomba atômica. Outras tecnologias, como a Web, são muito mais fáceis de utilizar como metas positivas que negativas. A influência negativa de um número determinado de usuários com más intenções é supervalorizada. A pornografia, por exemplo, cria um problema de proteção dos menores. A pornografia sempre esteve presente, mas com a Web ela se tornou de mais fácil acesso. A internet é um meio desenvolvido por acadêmicos para acadêmicos. Trata-se de uma camada da população que tem um comportamento uniforme em todo o mundo. Quando ela se expandiu para fora dessa comunidade, houve uma invasão dos aproveitadores e manipuladores. A estrutura tecnológica da net não estava preparada para lidar com esse tipo de gente.
:: Você qualificou os serviços como Facebook, MySpace, Second Life ou Twitter como “uma nova encarnação do ópio dos povos”. Qual é, na sua opinião, o caráter negativo e nocivo desses serviços?
Em sua grande maioria, os usuários pensam que estas coisas são como o ar ou o espaço, que existem, que são livres para todo o mundo. Ninguém se questiona sobre elas. Contrariamente aos objetos do mundo físico, esses serviços tocam nosso cérebro. Onde estão? Quais são as empresas que os administram? Em que espaço legal se encontram? Que fazem com os dados privados, com os esquemas de comportamento que os usuários confiam a eles? Por acaso, podemos sair desses sistemas? Ou ocorre como nas religiões, onde a apostasia é castigada com a morte? E quem paga? Como sabemos que não guardaram os dados em um lugar separado? Não há analogia entre os serviços físicos e digitais. Felizmente estou vendo uma tomada de consciência. Isso significa que há esperanças.
Fonte: Carta Maior 21/05/2012
Leia Mais:
Acordo político abre caminho para aprovar leis de crimes virtuais no Brasil - Folha.com 21/05/2012
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Coalizão Religiões por Direitos e a Rio+20
Rio+20 e as religiões
"Paralelamente à Rio+20, a sociedade civil organizada está se mobilizando para o grande evento chamado Cúpula dos Povos, que reunirá milhares de representantes redes na tentativa de construção de uma voz comum que denuncie os motivos da crise ambiental e humanitária global e ofereça soluções de desenvolvimento para o planeta e as sociedades. Igrejas, organismos e agências confessionais e ecumênicas estão unindo esforços com outros movimentos para promover uma coalizão inter-religiosa inédita chamada 'Religiões por Direitos'.
Um pouco de história
Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) organizou, em Estocolmo, Suécia, uma conferência para tratar do tema do desenvolvimento humano. Aquele foi o primeiro encontro desse porte a lidar com questões que, atualmente, estão na pauta de todos os debates acerca do futuro do planeta e da humanidade. Estocolmo 1972 é considerada a pedra fundamental de um processo de reflexão e incidência em torno do tema do desenvolvimento sustentável. O evento gerou uma declaração oficial da ONU sobre o assunto e a criação do Programa Ambiental das Nações Unidas (PANU) [ou UNEP, em inglês].
Vinte anos depois, na cidade do Rio de Janeiro, acontecia o segundo evento marcante dessa caminhada, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), que também foi chamada de Encontro da Terra e ECO 92. Um dos aspectos mais marcantes do evento foi a inauguração de processos paralelos organizados pela sociedade civil que tinham como objetivo causar impacto e influência nos debates e deliberações dos líderes mundiais envolvidos na conferência oficial. Cerca de 2.400 representantes de ONGs participaram da conferência e o fórum paralelo reuniu mais de 17 mil pessoas diariamente.
Quarenta anos depois de Estocolmo e 20 anos depois do Encontro da Terra, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (CNUDS) será realizada de 13 a 22 de junho de 2012, na cidade do Rio de Janeiro. A proposta brasileira para sediar o evento foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU, em 2009, levando em conta o papel estratégico do Brasil na atual conjuntura global e o suposto legado simbólico do evento de 1992. A Rio+20, no entanto, também é Estocolmo+40.
A Rio+20
Em tese, a Rio+20 deveria ajudar a definir a agenda em torno do tema do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas, mas o que se vê, ao longo das semanas que levam às datas do evento são sinais claros de mais uma rodada de negociações com pouquíssimos avanços por parte dos representantes dos governos de países membros da ONU.
A Cúpula dos Povos, por sua vez, cresce em visibilidade e motivação à medida que sua dinâmica se torna conhecida. Ao contrário de eventos similares, como o Fórum Social Mundial, em que seminários, oficinas e painéis aconteciam de forma autônoma, a proposta metodológica da Cúpula dispõe de mecanismos que irão buscar convergências entre temas afins e a construção participativa de uma voz comum que proponha alternativas concretas aos modelos de desenvolvimento. Isso significa que cada organização que trabalha em torno de um tema precisa buscar alianças e trabalhar em parceria com outras esferas que lidam com o mesmo tema. Além disso, as conclusões das atividades irão confluir para as grandes plenárias de convergência da Cúpula dos Povos, que estão divididas em cinco temas:
1. Direitos por justiça social e ambiental.
2. Defesa dos bens comuns contra a mercantilização.
3. Soberania alimentar.
4. Energia e indústrias extrativas.
5. Trabalho: por outra economia e novos paradigmas de sociedade.
Religiões por Direitos
Tradicionalmente, o movimento ecumênico sempre esteve envolvido em iniciativas dessa natureza. Seja em nível local ou global, muitas organizações têm em sua agenda de prioridades a participação em espaços de incidência pública como a proposta da Cúpula dos Povos.
Motivadas pela Rio+20 e a Cúpula dos Povos, as organizações do Fórum Ecumênico ACT Brasil (FE ACT Brasil), passaram a articular a formação de uma coalizão ecumênica com vistas a uma participação coordenada e coesa na conferência da ONU e na Cúpula dos Povos. A proposta ganhou adesão de mais organizações locais e internacionais durante a realização do Fórum Social Temático, em janeiro deste ano, em Porto Alegre.
A coalizão passava, então, a ser um projeto bilateral entre igrejas e organizações ecumênicas do Brasil e de outras partes do mundo com o objetivo de construir uma voz comum em torno do tema da justiça social e ambiental e contra a mercantilização da natureza e da vida e para o bem de recursos comuns, englobando iniciativas autônomas, facilitando as conexões e comunicação entre as diferentes iniciativas e construção e coordenação de processos de consenso comum.
Coube a Koinonia – Presença Ecumênica e Serviço, organização membro de ACT Aliança, com sede no Rio de Janeiro, assumir a coordenação prática da participação ecumênica na Cúpula dos Povos. Rapidamente, tornou-se claro que a coalizão poderia (e deveria) ser mais inclusiva, incorporando a herança multilateral da ECO 92 e tornando-se inter-religiosa e em busca de consolidar-se como ponto de referência para todas as expressões religiosas que procuram expressar sua contribuição por um mundo melhor na Rio+20 e na Cúpula dos Povos. Com esta nova envergadura, a coalizão ecumênica passa a chamar-se 'Religiões por Direitos', pois o pano de fundo comum entre as expressões e organizações religiosas envolvidas nessa articulação é o esforço para promover os Direitos (humanos, civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais).
'Religiões por Direitos', portanto, é fruto de uma articulação em três níveis. O primeiro a articular-se foi o Fórum Ecumênico Brasil (FE ACT Brasil), que é o fórum nacional de ACT Aliança, no qual a membresia não é limitada às organizações filiadas a essa aliança que reúne mais de cem organismos e agências cristãs de ajuda humanitária, apoio a projetos de desenvolvimentos e iniciativas de incidência pública. O FE ACT Brasil inclui diversas expressões do cenário ecumênico no Brasil, como, por exemplo, o PAD (Processo de Articulação e Diálogo entre agências ecumênicas).
O segundo nível dessa grande articulação é a cooperação internacional ecumênica, formada por organizações e igrejas que compõem o Conselho Mundial de Igrejas (CMI), ACT Aliança, a Aliança Ecumênica da Incidência, a Aliança Anglicana, APRODEV, Christian Aid, EED, ICCO/Kerk in Actie e CIDSE.
Finalmente, há o grupo inter-religioso do Rio, com o legado das iniciativas inter-religiosas da ECO 92 e suas conexões nacionais, continentais e internacionais. É também neste nível que está a participação do 'Comitê para a Diversidade Religiosa', promovido pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos.
A Cúpula dos Povos reunirá, diariamente, cerca de 80 mil pessoas no Aterro do Flamengo. Nesse território, está prevista a montagem de sete tendas destinadas ao espaço 'Religiões por Direitos'. Uma tenda principal, com capacidade para 500 lugares, reunirá os momentos de espiritualidade no início de cada dia e eventos de maior envergadura.
Ao redor desse espaço principal estarão montadas seis tendas temáticas (150 lugares cada) que irão acolher debates, painéis, oficinas e exposições a partir do ponto de vista das religiões e organismos religiosos acerca de temas como soberania alimentar, juventude, mudanças climáticas e novos paradigmas de desenvolvimento. Uma dessas seis tendas será dedicada exclusivamente aos povos tradicionais de terreiros e servirá de elo entre Religiões por Direitos e o Território Afro da Cúpula dos Povos, que estará montado logo ao lado.
'Religiões por Direitos' tem assento no Grupo de Articulação (GA) da Cúpula dos Povos e vem colaborando com a metodologia e estrutura operacional da Cúpula como um todo. Essa esfera, assim como todo o processo de construção dessa articulação são sinais de um novo modelo de cooperação e incidência ecumênica e inter-religiosa que vem motivando a crença de que novos ventos impulsionam as velas do velho barco ecumênico".
Fonte: Marcelo Schneider: ALC - Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação 14/05/2012.
O texto pode ser lido também em Notícias: IHU 14/05/2012.
Marcelo Schneider trabalha para o Conselho Mundial de Igrejas e é responsável pela secretaria executiva do espaço Religiões por Direitos.
Leia Mais:
Cúpula dos Povos na Rio+20 - Cumbre de los Pueblos en Rio+20 - People's Summit at Rio+20
Mês da Bíblia 2012: O Evangelho de Marcos
Setembro é o Mês da Bíblia [para os católicos - para os evangélicos o Dia da Bíblia é, no Brasil, o segundo domingo de dezembro].
O Mês da Bíblia surgiu há 41 anos [1971] por ocasião do 50º aniversário da Arquidiocese de Belo Horizonte.
Em 2012, o texto proposto para ser aprofundado no estudo bíblico é o Evangelho de Marcos. O tema é "Discípulos missionários a partir do Evangelho de Marcos" e o lema é "Coragem! Levanta-te! Ele te chama" (Mc 10,49).
Bibliografia sobre Marcos
:: BALANCIN, E. M. Como ler o Evangelho de Marcos: Quem é Jesus? 9. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 184 p. - ISBN 8534901783.
No final do evangelho, ao ouvir a notícia de que Jesus ressuscitou, as mulheres que foram ao túmulo receberam uma missão: "Agora vocês devem ir e dizer aos discípulos dele e a Pedro que ele vai para a Galiléia na frente de vocês. Lá vocês o verão, como ele mesmo disse" (16,7). Isso significa que, se os discípulos quiserem se encontrar com Jesus Ressuscitado, terão de retornar para onde Jesus iniciou sua atividade e retomá-la.
:: BORTOLINI, J. O evangelho de Marcos: para uma catequese com adultos. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2003, 288 p. - ISBN 8534920435.
Este é um comentário popular do evangelho de Marcos em vista da catequese com adultos. Marcos - o primeiro evangelho a ser escrito - tinha como objetivo levar os adultos ao conhecimento de "Quem é Jesus" e, consequentemente, à descoberta das condições para ser discípulo(a) dele. Somente após esse aprendizado seriam admitidos ao batismo, porta de entrada para o compromisso com o Reino. Aqui o evangelho de Marcos é comentado em 51 capítulos (praticamente um por semana durante um ano), com o texto bíblico, um aprofundamento e pistas para a vivência. Destina-se a adultos (individualmente ou em grupos de aprofundamento), e tem a finalidade de levá-los a descobrir como ser cristão num mundo globalizado e como ser agentes transformadores nos mais diversos campos da sociedade.
:: DA SILVA, A. J. et al. Ele Caminha à Vossa Frente: o seguimento de Jesus pelo Evangelho de Marcos. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 22, 1989, 93 p.
Este número da revista Estudos Bíblicos, elaborado pelo grupo dos "Biblistas Mineiros", propõe várias leituras de Marcos, um evangelho que apresenta Jesus como alguém que mais ensinou pela vida do que pelas palavras. Daí a atenção dos autores à prática de Jesus e ao modo com que o evangelho de Marcos faz da vida de Jesus o roteiro da caminhada de seus discípulos, roteiro válido para nós até hoje. Artigos de Airton José da Silva (O relato de uma prática: Roteiro para uma leitura de Marcos e Por que milagres? O caso da multiplicação dos pães), Walmor Oliveira de Azevedo (Uma leitura do Evangelho de Marcos: A força pedagógica da articulação global do Evangelho de Marcos), Alberto Antoniazzi (O segredo que poucos alcançam: Pistas para entender Mc 4,31), Paulo Sérgio Soares (Uma experiência popular com Marcos: Parábola do coco), Emanuel Messias de Oliveira (Apresentação de alguns estudos sobre Marcos) e José Luiz Gonzaga do Prado (Fl 2,6-11: doutrina ou caminho?).
:: DELORME, J. Leitura do Evangelho Segundo Marcos. 5. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 152 p. - ISBN 8534908125.
Este é um estudo perfeitamente acessível ao leigo, escrito com clareza e em estilo agradável. O autor, um francês especialista em Marcos, nos conduz através do evangelho, convidando-nos a participar do drama que nele se desenrola. Delorme propõe três leituras globais de Marcos, cada uma salientando um aspecto do evangelho.
:: HARRINGTON, D. J. What Are They Saying about Mark? Mahwah, NJ: Paulist Press, 2005, 112 p. - ISBN 9780809142637.
This book describes and analyzes the many attempts at applying the new methods to Mark's Gospel. It considers how this Gospel has been approached from different angles according to the perspectives of modern literary criticism, examines how its major theological topics have been treated, explores efforts at clarifying its historical setting, and discusses the "engaged"--feminist, political, and pastoral--readings this Gospel has generated in recent years.
:: MALONEY, E. C. Mensagem urgente de Jesus para hoje: O Reino de Deus no Evangelho de Marcos. São Paulo: Paulinas, 2012, 176 p. - ISBN 9788535621938.
A obra é um estudo sobre a escatologia do evangelho de Marcos, que visa esclarecer o que o evangelista entende por Reino de Deus. Utilizando os dados de que dispomos sobre o contexto sóciocultural da Palestina no primeiro século, o autor utiliza a experiência de leitura da Bíblia pelo povo latino-americano - leitura simbólica, concepção do tempo e senso comunitário - para concluir que a mensagem de Jesus visava imediatamente mostrar que um mundo de paz e de justiça é possível, desde que os humanos abracem voluntária e livremente o caminho seguido por Jesus, embora o próprio Jesus tenha manifestado que a realização do projeto de Deus aqui e agora, como para sempre, passa inevitavelmente pelo sofrimento e pela cruz. Leia mais sobre o autor e o livro aqui.
:: MESTERS, C.; LOPES, M. Caminhando com Jesus: Círculos Bíblicos do Evangelho de Marcos. São Paulo: Paulus, 2003, 274 p. - ISBN 8589000168.
Na época em que Marcos escreveu o Evangelho havia perseguição dos cristãos por parte do Império Romano, infiltração da propaganda do Império nas comunidades, rebelião dos judeus da Palestina contra a invasão romana, tensões internas por causa da variedade de tendências, doutrinas e lideranças... Esses problemas, porém, não foram capazes de desviar os cristãos da fidelidade ao compromisso da sua fé. Em meio a tantas adversidades, a preocupação maior continuava sempre a mesma: como ser discípulo, discípula de Jesus? Como fazer para anunciar a Boa Nova de Deus que Jesus nos trouxe? Marcos escreveu o seu evangelho para ajudar as comunidades a encontrar uma resposta para os seus problemas e preocupações.
:: MESTERS, C.; OROFINO, F. O evangelho de Marcos: um roteiro de viagem tendo Jesus como guia. São Leopoldo: CEBI, 2012, 56 p. - ISBN 9788577331604.
Por meio deste livro, preparado por Carlos Mesters e Francisco Orofino, as comunidades podem fazer uma leitura orante de Marcos e aprender como discípulos e discípulas de Jesus assumiram a missão como rumo central de sua vida. A primeira parte do livro apresenta uma chave de leitura para os problemas das comunidades, a mensagem central que Marcos quer comunicar, a dinâmica que o Evangelista utiliza para comunicar sua mensagem e um esquema para perceber o rumo do Espírito no Evangelho de Marcos. A segunda parte apresenta sete roteiros de estudo com momentos de acolhida, interpretação de textos, questões para reflexão e sugestões para celebração.
:: MOLONEY, F. J. The Gospel of Mark: A Commentary. Grand Rapids: Baker Academic, 2012, xviii + 398 p. - ISBN 9780801048418.
The Gospel of Mark, addressed to an early Christian community perplexed by failure and suffering, presents Jesus as suffering Messiah and Son of God. Recognizing that failure and suffering continue to perplex Christians today, world-renowned New Testament scholar and theologian Francis Moloney marries the rich contributions of traditional historical scholarship with the contemporary approach to the Gospels as narrative. Now in paperback [Hardcover: 2002 - Reviewed by Heike Omerzu - RBL: 07/01/2006], this commentary combines the highest-level scholarship with pastoral sensitivity. It offers an accessible and thoughtful reading of Mark's narrative to bring the Gospel's story to life for contemporary readers. Francis J. Moloney is the author of many books, including Mark: Storyteller, Interpreter, Evangelist. Peabody, Mass.: Hendrickson, 2004, xiv + 224 p. - ISBN 1565635132 [Reviewed by Heike Omerzu - RBL: 06/17/2006, and by William Sanger Campbell - RBL: 04/01/2006].
:: MYERS, C. O Evangelho de São Marcos. São Paulo: Paulus, 1992, 584 p. - ISBN 8505012925.
O título original deste livro, publicado nos Estados Unidos em 1988, é Binding the Strong Man. A Political Reading of Mark’s Story of Jesus [edição de 2008 aqui] (“Amarrando o homem forte. Uma leitura política da história de Jesus de Marcos”). Insistindo na fidelidade ao texto e ao contexto, Ched Myers lê a narrativa de Marcos sobre a vida de Jesus e a prática messiânica encarando-as primeiro dentro das circunstâncias históricas da Palestina do primeiro século e, depois, dentro do quadro de opressão e violência contemporâneas. Myers argumenta que o Jesus de Marcos apresenta um modelo estimulante de uma prática cristã de resistência não violenta à dominação social, econômica e política. Leia mais aqui.
:: RABUSKE, I. J. Jesus exorcista: estudo exegético e hermenêutico de Mc 3,10-30. São Paulo: Paulinas, 2001, 416 p. - ISBN 9788535607659.
O problema da possessão demoníaca e das práticas exorcistas readquire vigor e atualidade. Prova disso é a expulsão de demônios praticada por grupos e seitas, que se baseiam em uma compreensão fundamentalista do texto bíblico. Assim, o objetivo deste livro é analisar a atividade pública do Jesus histórico que consiste em libertar as pessoas oprimidas por espíritos impuros. Nos evangelhos sinóticos atesta-se que Jesus imprimiu um significado especial em seus exorcismos: eles são o sinal de que o Reino de Deus está se aproximando.
:: SAB Coragem! Levanta-te, Ele te chama! São Paulo: Paulinas, 2012, 64 p.
Este subsídio tem a finalidade de aprofundar o conhecimento de Jesus Cristo através do Evangelho segundo Marcos, que foi escolhido para o estudo do Mês da Bíblia de 2012. O discipulado e o seguimento no Evangelho segundo Marcos são pontos imprescindíveis para se pensar a comunidade e a missão. O discipulado se dá por meio de um processo de identificação com o modo de Jesus viver e agir. É na identificação com suas palavras e gestos que os discípulos fazem a experiência de ser discípulos. Este caminho é percorrido como experiência de associação do Mestre em sua paixão, morte e ressurreição. Ao discípulo será oferecido o desafio de partilhar do mesmo destino de Jesus. Com o conhecimento deste Evangelho, no qual quase toda a narrativa concentra-se na identidade de Jesus, no modo como ele realiza a sua missão e na instrução dos discípulos, como pessoas chamadas a dar continuidade ao anúncio do Reino, damos continuidade à nossa ação evangelizadora em consonância com a Animação Bíblica no Brasil, que tem por objetivo proporcionar a todos os batizados uma experiência mais profunda da fé cristã, possibilitando um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo.
:: YARBRO COLLINS, A. Mark: A Commentary. Minneapolis: Fortress, 2007, xlvi + 894 p. - ISBN 9780800660789.
Professor Adela Yarbro Collins brings to bear on the text of the first Gospel the latest historical-critical perspectives, providing a full treatment of such controversial issues as the relationship of canonical Mark to the "Secret Gospel of Mark" and the text of the Gospel, including its longer endings. She situates the Gospel, with its enigmatic portrait of the misunderstood Messiah, in the context of Jewish and Greco-Roman literature of the first century. Her comments draw on her profound knowledge of apocalyptic literature as well as on the traditions of popular biography in the Greco-Roman world to illuminate the overall literary form of the Gospel. The commentary also introduces an impressive store of data on the language and style of Mark, illustrated from papyrological and epigraphical sources. Collins is in constructive dialogue with the wide range of scholarship on Mark that has been produced in the twentieth century. Her work will be foundational for Markan scholarship in the first half of the twenty-first century. Resenha na RBL por Edwin Broadhead, publicada em 12/07/2008.
>> Este texto será atualizado quando estiverem disponíveis outros subsídios para o Mês da Bíblia 2012.
>> Última atualização: 23.05.2012
Leia Mais:
Mês da Bíblia 2011: Êxodo
Mês da Bíblia 2010: Jonas
Mês da Bíblia 2007: Gênesis
Mês da Bíblia 2006: Eclesiastes
domingo, 13 de maio de 2012
Visita virtual 3D às pirâmides do Egito
Experimente visitar Giza 3D.
O que é? Leia aqui e aqui.
Leia Mais:
Noções de geografia do Antigo Oriente Médio: Egito
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Semana Teológica no CEARP em 2012
A Faculdade Católica de Filosofia e Teologia de Ribeirão Preto (CEARP) promove de 25 a 28 de junho de 2012, a 3ª Semana Teológica, com o tema A Caminhada da Igreja à luz da Lumen Gentium.
Palestras e Mesa Redonda com Mário de França Miranda (PUC-Rio) e Maria Freire da Silva (Faculdade de Teologia N. S. da Assunção - PUC-SP)
Veja os detalhes aqui.
Leia Mais:
Alguns livros e artigos sobre o Vaticano II
Semana Teológica no CEARP em 2011
Revisitando o Vaticano II com Dom Demétrio
O Vaticano II no Observatório Bíblico
Resenhas na RBL: 30.04.2012
As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:
Bob Becking and Susan Hennecke, eds.
Out of Paradise: Eve and Adam and their Interpreters
Reviewed by Robert C. Kashow
Martin M. Culy
Echoes of Friendship in the Gospel of John
Reviewed by Anne M. O''Leary
James D. G. Dunn
Jesus, Paul, and the Gospels
Reviewed by Raymond F. Collins
Tchavdar S. Hadjiev
The Composition and Redaction of the Book of Amos
Reviewed by Beth Stovell
Geir Otto Holmås
Prayer and Vindication in Luke-Acts: The Theme of Prayer within the Context of the Legitimating and Edifying Objective of the Lukan Narrative
Reviewed by Kenneth D. Litwak
Jack R. Lundbom
The Hebrew Prophets: An Introduction
Reviewed by Göran Eidevall
Marty Alan Michelson
Reconciling Violence and Kingship: A Study of Judges and 1 Samuel
Reviewed by Klaas Spronk
Seth D. Postell
Adam as Israel: Genesis 1-3 as the Introduction to the Torah and Tanakh
Reviewed by John E. Anderson
Jaroslav Rindos
He of Whom It Is Written: John the Baptist and Elijah in Luke
Reviewed by Clare K. Rothschild
Clint Tibbs
Religious Experience of the Pneuma: Communication With the Spirit World in 1 Corinthians 12 and 14
Reviewed by John Poirier
>> Visite: Review of Biblical Literature Blog
As recentes descobertas em Khirbet Qeiyafa
O que é Khirbet Qeiyafa? Confira aqui e aqui.
Sobre as últimas descobertas em Khirbet Qeiyafa, confira um panorama no post Khirbet Qeiyafa’s Model Shrines and the Accuracy of the Bible, publicado hoje por James F. McGrath em seu biblioblog Exploring Our Matrix.
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