quarta-feira, 1 de abril de 2015

Biblical Studies Carnival 109

Seleção de postagens dos biblioblogs em março de 2015.

March Biblical Studies Carnival

Trabalho feito por Jacob J. Prahlow em seu blog Pursuing Veritas.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Resenhas na RBL - 20.03.2015

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Alex Damm
Ancient Rhetoric and the Synoptic Problem: Clarifying Markan Priority
Reviewed by C. Clifton Black

Michael Fieger, Jutta Krispenz, and Jörg Lanckau, eds.
Wörterbuch alttestamentlicher Motive
Reviewed by Trent Butler

John Harrison and James D. Dvorak, eds.
The New Testament Church: The Challenge of Developing Ecclesiologies
Reviewed by Robert Matthew Calhoun

Knut Martin Heim
Poetic Imagination in Proverbs: Variant Repetitions and the Nature of Poetry
Reviewed by Bálint Károly Zabán

Rüdiger Jungbluth
Im Himmel und auf Erden: Dimensionen von Königsherrschaft im Alten Testament
Reviewed by Sven Petry

Ian Christopher Levy, Philip D. W. Krey, and Thomas Ryan, eds.
The Letter to the Romans
Reviewed by Anders Runesson

Herbert Marks, ed.
The English Bible, King James Version: The Old Testament
Reviewed by David G. Burke

Francis J. Moloney, SDB
Love in the Gospel of John: An Exegetical, Theological, and Literary Study
Reviewed by Catrin H. Williams

JoAnn Scurlock and Richard H. Beal, eds.
Creation and Chaos: A Reconsideration of Hermann Gunkel’s Chaoskampf Hypothesis
Reviewed by Craig W. Tyson

Christopher R. Seitz
The Character of Christian Scripture: The Significance of a Two-Testament Bible
Reviewed by Stephen J. Andrews

Anna Rebecca Solevåg
Birthing Salvation: Gender and Class in Early Christian Childbearing Discourse
Reviewed by Sarah E. Rollens

Michael D. Swartz
The Signifying Creator: Nontextual Sources of Meaning in Ancient Judaism
Reviewed by Joshua Schwartz

Abraham Terian, trans.
Magnalia Dei: Biblical History in Epic Verse by Grigor Magistros
Reviewed by Adam Carter McCollum

Benyamim Tsedaka and Sharon Sullivan, eds.
The Israelite Samaritan Version of the Torah: First English Translation Compared with the Masoretic Version
Reviewed by James R. Blankenship

J. Ross Wagner
Reading the Sealed Book: Old Greek Isaiah and the Problem of Septuagint Hermeneutics
Reviewed by Johann Cook


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Resenhas na RBL - 13.03.2015

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Robert B. Chisholm Jr.
A Commentary on Judges and Ruth
Reviewed by Mark E. Biddle

John W. Daniels Jr.
Gossiping Jesus: The Oral Processing of Jesus in John’s Gospel
Reviewed by Peter J. Judge

John Goldingay
Isaiah 56-66: Introduction, Text, and Commentary
Reviewed by Johanna Erzberger

Steven A. Hunt, D. Francois Tolmie, and Ruben Zimmermann, eds.
Character Studies in the Fourth Gospel: Narrative Approaches to Seventy Figures in John
Reviewed by Craig R. Koester

Demetrios S. Katos
Palladius of Helenopolis: The Origenist Advocate
Reviewed by Jon F. Dechow

Phillip J. Long
Jesus the Bridegroom: The Origin of the Eschatological Feast as a Wedding Banquet in the Synoptic Gospels
Reviewed by Marianne Blickenstaff

Roberto Martínez
The Question of John the Baptist and Jesus’ Indictment of the Religious Leaders: A Critical Analysis of Luke 7:18–35
Reviewed by Brian C. Dennert
Reviewed by Bart J. Koet

Benjamin J. Segal
A New Psalm: The Psalms as Literature
Reviewed by Hallvard Hagelia

N. T. Wright
Pauline Perspectives: Essays on Paul, 1978–2013
Reviewed by Russell Morton


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terça-feira, 24 de março de 2015

Pode uma História de Israel ser escrita?

Pode uma 'História de Israel' Ser Escrita? Observando o debate atual sobre a História de Israel. Artigo publicado na Ayrton's Biblical Page em 2001. A bibliografia foi atualizada em 2011.

Em julho de 1996 foi realizado em Dublin, Irlanda, o Primeiro Seminário Europeu sobre Metodologia Histórica, do qual participaram pesquisadores escolhidos.

Diz Lester L. Grabbe no primeiro parágrafo do livro por ele editado - e que traz os resultados do Seminário - Can a ‘History of Israel’ Be Written? [Pode uma ‘História de Israel’ Ser Escrita?]. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1997 [London: T. & T. Clark, 2005 - ISBN 0567043207]:

“O grupo surgiu das frustrações que eu, em primeiro lugar, venho sentindo acerca da atual situação do debate sobre como escrever a história de Israel e Judá nos segundo e primeiro milênios AEC e no século I da EC” (p. 11).

E continua:

“Nos últimos anos, um certo número de estudiosos – a maioria deles europeus por origem ou adoção – tem feito um ataque radical sobre o modo como a história de ‘Israel’ tem sido escrita. Mesmo aqueles outrora considerados radicais não escaparam da crítica. Este movimento, a princípio minoritário, causou pouco impacto no debate. Recentemente, porém, ele adquiriu personalidade, mas a resposta foi o surgimento de protestos, incluindo a sugestão de que tais tendências são perigosas, ou que podem ser tranquilamente ignoradas ou – de modo curioso – ambas as coisas ao mesmo tempo” (p. 11).

Lester L. Grabbe está se referindo à controvérsia existente entre a postura maximalista “que defende que tudo nas fontes que não pode ser provado como falso deve ser aceito como histórico” e a postura minimalista “que defende que tudo que não é corroborado por evidências contemporâneas aos eventos a serem reconstruídos deve ser descartado” (E. Knauf, citado por H. Niehr no mesmo livro, na p. 163). Os autores “minimalistas” são também conhecidos como membros da “Escola de Copenhague”.

Retomando Grabbe:

“Isto sugeriu que o tempo estava maduro para algo mais organizado, que abordasse as questões centrais de maneira sistemática e que determinasse quais são as reais posições e problemas (...). A tarefa inicial foi agrupar especialistas europeus que estavam, de maneira geral, convencidos de que existe, de fato, um problema” (p. 11-12).

O artigo apresenta algumas das mais importantes publicações dos participantes do Seminário Europeu sobre Metodologia Histórica [foram realizados 17 seminários entre 1996 e 2012] e procura explicar suas posições no atual debate sobre a História de Israel.


Leia Mais:
Sobre minhas publicações [links para todos os artigos publicados]

domingo, 22 de março de 2015

A invasão de Judá por Senaquerib em 701 a.C.

Estou estudando nestes dias, na Literatura Deuteronomista, com o Segundo Ano de Teologia do CEARP, O Contexto da Obra Histórica Deuteronomista - confira meu artigo de 2005 - e o assunto da última aula foi a invasão de Judá por Senaquerib, da Assíria, em 701 a.C. quando em Jerusalém reinava Ezequias e lá estavam os profetas Isaías e Miqueias. Veja uma síntese aqui.

Andei lendo algumas coisas recentes sobre o tema, entre elas o seguinte livro, muito interessante:

KALIMI, I.; RICHARDSON, S. (eds.) Sennacherib at the Gates of Jerusalem: Story, History and Historiography. Leiden: Brill, 2014, XII + 548 p. - ISBN 9789004265615.


Sumário

The Contributors

1. Sennacherib at the Gates of Jerusalem—Story, History and Historiography: An Introduction  - Isaac Kalimi and Seth Richardson

Part One: I will defend this City to Save It
2. Sennacherib’s Campaign to Judah: The Chronicler’s View Compared with His ‘Biblical’ Sources - Isaac Kalimi
3. Cross-examining the Assyrian Witnesses to Sennacherib’s Third Campaign: Assessing the Limits of Historical Reconstruction - Mordechai Cogan
4. Sennacherib’s Campaign to Judah: The Archaeological Perspective with an Emphasis on Lachish and Jerusalem - David Ussishkin
5.  Beyond the Broken Reed: Kushite Intervention and the Limits of l’histoire événementielle - Jeremy Pope

Part Two: The Weapon of Aššur
6. Family Matters: Psychohistorical Reflections on Sennacherib and His Times  - Eckart Frahm
7. The Road to Judah: 701 b.c.e. in the Context of Sennacherib’s Political-Military Strategy - Frederick Mario Fales
8. Sennacherib’s Invasion of the Levant through the Eyes of Assyrian Intelligence Services - Peter Dubovský

Part Three: After Life
9. Memories of Sennacherib in Aramaic Tradition - Tawny L. Holm
10. Sennacherib’s Campaign and its Reception in the Time of the Second Temple - Gerbern S. Oegema
11. Sennacherib in Midrashic and Related Literature: Inscribing History in Midrash  - Rivka Ulmer
12. The Devil in Person, the Devil in Disguise: Looking for King Sennacherib in Early Christian Literature - Joseph Verheyden
13. The First “World Event”: Sennacherib at Jerusalem - Seth Richardson


Os 12 autores

  • Mordechai Cogan (Ph.D. University of Pennsylvania) is Professor Emeritus of Biblical History in the Department of Jewish History, The Hebrew University of Jerusalem. 
  • Peter Dubovský (Ph.D., Harvard University). Since 2008 he has been professor of Old Testament exegesis at the Pontifical Biblical Institute in Rome. 
  • Mario Fales (Ph.D., University of Rome) is Full Professor of Ancient Near Eastern History at the University of Udine.
  • Eckart Frahm (Ph.D. Göttingen, Habilitation Heidelberg) is Professor of Assyriology at Yale University, where he has been since 2002. 
  • Tawny Holm (Ph.D., The Johns Hopkins University) is Associate Professor of Jewish Studies and Classics & Ancient Mediterranean Studies at The Pennsylvania State University. 
  • Isaac Kalimi (Ph.D., The Hebrew University of Jerusalem) is Gutenberg Research Professor in Hebrew Bible and Ancient Israelite History, Seminar für Altes Testment und Biblische Archaeologie, Johannes Gutenberg-Universität Mainz, Germany, and Senior Research Associate with the University of Chicago. 
  • Gerbern S. Oegema (Habilitation, University of Tübingen), is professor of biblical studies at the Faculty of Religious Studies of McGill University since 2002. 
  • Jeremy Pope (Ph.D., John Hopkins University) is Assistant Professor in the Department of History at the College of William and Mary in Williamsburg, Virginia. 
  • Seth Richardson (Ph.D., Columbia University), Assyriologist and historian, was Assistant Professor of Ancient Near Eastern History at the Oriental Institute of the University of Chicago from 2003–2011. 
  • Rivka Ulmer (Ph.D., Goethe University of Frankfurt) researches Midrash. She teaches Jewish Studies at Bucknell University (The John D. & Catherine T. MacArthur Chair in Jewish Studies, 2002–2007).
  • David Ussishkin (Ph.D., The Hebrew University of Jerusalem) is Professor Emeritus of Archaeology at Tel Aviv University, Israel. 
  • Joseph Verheyden studied Philosophy (M.A.), Religious Studies (M.A.), and Oriental languages-Christian Orient (M.A.), before receiving his Ph.D. in Theology at the Catholic University of Leuven. Currently he is Professor of New Testament at the Catholic University of Leuven. 



Um trecho da introdução
The Assyrian siege of Jerusalem in 701 b.c.e. was a “world event,” both historically and historiographically. The encounter drew together the actions of disparate groups whose fate was bound together by Assyria’s empire: Babylonia, Anatolia, Syria, Egypt and Nubia were all affected by it. Just as importantly, the event formed the kernel for later literary traditions both east and west: in the Hebrew Bible, in Aramaic folklore, and in Greek and Roman sources about the East; in medieval Syriac tales, in Arabic antiquarianism; and even in the cultural politics of nineteenth century c.e. Europe and America. Thus the historical event formed the basis for ongoing and divergent interpretation in multiple cultural forms from antiquity to modernity. This rich material is fertile ground for historical scholarship: the event is not only important for biblicists and Assyriologists, but also for studies in ancient literature, diplomacy, folk tradition, imperialism, cult practice, epidemiology, military intelligence and com munication, class and politics, and the role of language in society. What is more, since the “siege” of Jerusalem also ironically has the distinction of being historically amplified from a non-event (no actual fighting, as such, occurred at Jerusalem), it excites philosophical and theological questions about the importance of “the event” as a historical category. The third campaign of Sennacherib to the west—in general, with specific reference to Judah and Jerusalem—has been well researched in historical and literary terms. However, it has not yet been much ­investigated from the point of view of historiography or reception history; the appearance of the subject in so many varied literatures is a phenomenon worthy of study. This volume intends to fill these gaps without covering every possible aspect of “Sennacherib studies” [sublinhado meu].The essays herein offer some novel historical approaches, such as psychohistory, mytho-history, and the integration of text, image, and archaeology, and build a bridge between the historical traditions of the ancient and late-antique worlds. The work also attends throughout to how deeply historiographic issues pervade our interpretations of historical events. When, indeed, does “historiography” begin to be relevant to the interrogation of sources we usually think of as “historical?” (...)
The volume comprises three major sections. The first section (“I Will Defend this City to Save It”) mainly concentrates on early sources— biblical, Assyrian and Egyptian texts and archaeological finds in the Land of Israel—concerning the events of 701 b.c.e. The second section (“The Weapon of Aššur”) focuses on the broader Assyrian political and military history forming the background of the campaign. The third section mainly traces the “after life” (Nachleben) of Sennacherib’s campaign as it was interpreted and transformed in the wide range of postbiblical literature, including Apocrypha and Pseudepigrapha, Aramaic and rabbinic literature, New Testament and the early Christian sources.
Como o livro é bastante caro, recomendo aos interessados consultar alguns capítulos disponíveis aqui. Procure pelos nomes dos autores.

terça-feira, 17 de março de 2015

SOTER 2015: Religião e Espaço Público

A SOTER - Sociedade de Teologia e Ciências da Religião - comunica que seu 28º Congresso Anual terá como tema Religião e Espaço Público: Cenários Contemporâneos e será realizado no campus Coração Eucarístico da PUC-Minas, em Belo Horizonte, de 14 a 17 de julho de 2015.

No ano em que a SOTER comemora seu 30º aniversário, este congresso objetiva recolocar em pauta, para debate e reflexão, a situação atual da religião no espaço público e sua influência nos diversos setores da sociedade e da cultura. Para aprofundar a discussão, partirá de cenários atuais, a saber: as relações entre religião e política, os fundamentalismos nas grandes tradições religiosas e suas influências sócio-culturais, a pluralidade de crenças nas sociedades modernas, o movimento dos novos crentes e das novas opções religiosas, o fenômeno dos sem-religião, bem como o desafio dos Estados Democráticos de Direito que vivem o paradoxo de serem laicos e, ao mesmo tempo, garantirem a liberdade religiosa.


Leia Mais:
Congressos e publicações da SOTER

Resenhas na RBL - 09.03.2015

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Olivier Artus
Loi et Justice dans la Littérature du Proche-Orient ancien
Reviewed by Michael S. Moore

Gary M. Beckman, Trevor R. Bryce, and Eric H. Cline
The Ahhiyawa Texts
Reviewed by Aren M. Maeir

Keith Bodner
Elisha’s Profile in the Book of Kings: The Double Agent
Reviewed by Gerhard Karner

Walter Brueggemann
Reality, Grief, Hope: Three Urgent Prophetic Tasks
Reviewed by LeAnn Snow Flesher

Katharine J. Dell
Interpreting Ecclesiastes: Readers Old and New
Reviewed by Mark Sneed

Robert Geis
Exegesis and the Synoptics
Reviewed by Jeffrey Paul García

Wilfred J. Harrington
Reading Mark for the First Time
Reviewed by Jeff Jay

Thomas R. Hatina
New Testament Theology and its Quest for Relevance: Ancient Texts and Modern Readers
Reviewed by Gary M. Burge

John Huehnergard
An Introduction to Ugaritic
Reviewed by Philip C. Schmitz

Hans Leander
Discourses of Empire: The Gospel of Mark from a Postcolonial Perspective
Reviewed by Angela N. Parker

M. David Litwa
Iesus Deus: The Early Christian Depiction of Jesus as a Mediterranean God
Reviewed by Joseph Verheyden

Siobhan Dowling Long
The Sacrifice of Isaac: The Reception of a Biblical Story in Music
Reviewed by Deborah W. Rooke

Scot McKnight and Joseph B. Modica, eds.
Jesus Is Lord, Caesar Is Not: Evaluating Empire in New Testament Studies
Reviewed by Russell Morton

Sarah J. K. Pearce
The Words of Moses: Studies in the Reception of Deuteronomy in the Second Temple Period
Reviewed by Sven Petry

Kenneth C. Way
Donkeys in the Biblical World: Ceremony and Symbol
Reviewed by Brent Strawn


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Resenhas na RBL - 27.02.2015

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Angelika Berlejung and Michael P. Streck, eds.
Arameans, Chaldeans, and Arabs in Babylonia and Palestine in the First Millennium B.C.
Reviewed by Aren M. Maeir

Matthew J. Goff
4QInstruction
Reviewed by Kenneth Atkinson
Reviewed by Jeffrey P. Garcia

T. Michael W. Halcomb
Entering the Fray: A Primer on New Testament Issues for the Church and Academy
Reviewed by C. Jason Borders

Andrew T. Lincoln
Born of a Virgin? Reconceiving Jesus in the Bible, Tradition, and Theology
Reviewed by Marianne Blickenstaff

Mark McEntire
Portraits of a Mature God: Choices in Old Testament Theology
Reviewed by Ginny Brewer-Boydston

Bert Newton
Subversive Wisdom: Sociopolitical Dimensions of John’s Gospel
Reviewed by Benjamin Reynolds

Chantal Reynier
Pour lire la lettre de Saint Paul aux Romains
Reviewed by Abson Joseph

Thomas Richter and Sarah Lange
Das Archiv des Idadda: Die Keilschrifttexte aus den deutsch-syrischen Ausgrabungen 2001–2003 im Königspalast von Qatna
Reviewed by Jan-Wim Wesselius

Frank Williams, trans.
The Panarion of Epiphanius of Salamis, Books II and III: De Fide
Reviewed by Simon Gathercole


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domingo, 15 de março de 2015

A lição de Esopo: os bens e os males

Ἀγαθὰ καὶ κακά

Ὑπὸ τῶν κακῶν τὰ ἀγαθὰ ἐδιώχθη ὡς ἀσθενῆ ὅντα· εἰς οὐρανὸν δὲ ἀνῆλθεν. Τὰ δὲ ἀγαθὰ ἠρώτησαν τὸν Δία πῶς εἶναι μετ'ἀνθρώπων. Ὁ δὲ εἶπεν <μὴ> μετ’ ἀλλήλων πάντα, ἓν δὲ καθ’ ἓν τοῖς ἀνθρώποις ἐπέρχεσθαι. Διὰ τοῦτο τὰ μὲν κακὰ συνεχῆ τοῖς ἀνθρώποις, ὡς πλησίον ὄντα, ἐπέρχεται, τὰ δὲ ἀγαθὰ βράδιον, ἐξ οὐρανοῦ κατιόντα.

Ὅτι ἀγαθῶν μὲν οὐδεὶς ταχέως ἐπιτυγχάνει, ὑπὸ δὲ τῶν κακῶν ἕκαστος καθ’ ἑκάστην πλήττεται.


Les Biens et les Maux

Les Maux, profitant de la faiblesse des Biens, les chassèrent. Ceux-ci montèrent au ciel. Là, ils demandèrent à Zeus comment ils devaient se comporter avec les hommes. Le dieu leur dit de se présenter aux hommes, non pas tous ensemble, mais l’un après l’autre. Voilà pourquoi les Maux, habitant près des hommes, les assaillent sans interruption, tandis que les Biens, descendant du ciel, ne viennent à eux qu’à de longs intervalles.

L’apologue fait voir que le bien se fait attendre, mais que chaque jour chacun de nous est atteint par les maux.

Fonte: Fables d’Ésope . Texte établi et traduit par Émile Chambry. Paris, 1927.



Os Bens e os Males

Por serem fracos, os bens, perseguidos pelos males, subiram ao céu. E perguntaram a Zeus como deveriam comportar-se com os homens. O deus lhes disse que deveriam aproximar-se dos homens não todos em conjunto, mas um de cada vez. Por isso, os males, como estão perto dos homens, aproximam-se constantemente deles, enquanto os bens, descendo do céu, o fazem lentamente.

É por essa razão que ninguém encontra os bens rapidamente mas, cada dia, cada um de nós é atingido pelos males.

Fonte: Esopo, Fábulas Completas. Tradução do grego de Neide Smolka. São Paulo: Moderna, 2005.

See also: Zeus and the Good Things.

:. Esopo viveu na Grécia no século VI a.C.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Leonardo Boff: a crise é induzida pela mídia

'Crise é forjada, mentirosa e induzida pela mídia', diz Leonardo Boff - Rede Brasil Atual: 11/03/2015

A crise econômica e política pela qual o país atravessa neste momento é "em grande parte forjada, mentirosa, induzida, ela não corresponde aos fatos", afirma o teólogo Leonardo Boff. Segundo ele, a crise é amplificada por uma dramatização da mídia. "Essa dramatização que se faz aqui é feita pela mídia conservadora, golpista, que nunca respeitou um governo popular. Devemos dizer os nomes: é o jornal O Globo, a TV Globo, a Folha de S. Paulo, o Estadão, a perversa e mentirosa revista Veja."

Em entrevista à Rádio Brasil Atual na segunda-feira (9), o teólogo disse que, no entanto, o atual nível de acirramento no cenário político não preocupa porque, para ele, comparado a outros contextos históricos, a "democracia amadureceu". Ele diz acreditar, ainda, na emergência de uma "nova consciência política".

Boff também considera que o cenário brasileiro é bastante diferente da Grécia, Espanha e Portugal, onde são registradas centenas de suicídios, por conta do fechamento de pequenas empresas e do desemprego, e até mesmo de países centrais, como os Estados Unidos, que veem a desigualdade social avançar.

"A situação não é igual a 64, nem igual a 54", compara. "Agora, nós temos uma rede imensa de movimentos sociais organizados. A democracia ainda não é totalmente plena porque há muita injustiça e falta de representatividade, mas o outro lado não tem condições de dar um golpe."

Para Boff, não interessa aos militares uma nova empreitada golpista. Restaria ao campo conservador a "judicialização da política": "Tem que passar pelo parlamento e os movimentos sociais, seguramente, vão encher as ruas e vão querer manter esse governo que foi legitimamente eleito. Eles têm força de dobrar o Parlamento, dissuadir os golpistas e botá-los para correr".

Sobre o 'panelaço' ocorrido no domingo (8), durante o discurso da presidenta Dilma Rousseff para o Dia Internacional da Mulher, Boff afirma que o protesto é "totalmente desmoralizado", pois "é feito por aqueles que têm as panelas cheias e são contra um governo que faz políticas para encher as panelas vazias do povo pobre".

O teólogo afirma que a manifestação expressa "indignação e ódio contra os pobres" e são símbolo da "falta de solidariedade": "O panelaço veio exatamente dos mais ricos, daqueles que são mais beneficiados pelo sistema e que não toleram que haja uma diminuição da desigualdade e que gostariam que o povo ficasse lá embaixo".

Sobre o ato programado pela CUT e movimentos sociais para sexta-feira (13), Leonardo Boff diz que a importância é reafirmar os valores democráticos e a defesa da soberania do país: "Aqueles que perderam, as minorias que foram vencidas, cujo projeto neoliberal foi rejeitado pelo povo, até hoje, não aceitam a derrota. Eles que tenham a elegância e o respeito de aceitar o jogo democrático".

O teólogo frisa, mais uma vez, não temer o golpe. "É o golpe virtual, que eles fazem pelas redes sociais e pela mídia, inventando e fantasiando, projetando cenários dramáticos, que são projeções daqueles que estão frustrados e não aceitam a derrota do projeto que era antipovo."

Ouça a entrevista completa da Rádio Brasil Atual.